
Argolas: guia para as escolher e conjugar
Um marinheiro pendurava uma argola de ouro na orelha à laia de seguro: se o mar lançasse o seu corpo à costa, aquele ouro pagava o enterro. Desde então o círculo junto ao lóbulo passou do capital de bolso ao código de vestir do escritório sem mudar de forma. Egípcios, núbios e gregos usavam argolas de ouro e de cobre muito antes de existir a palavra «moda». Hoje usam-se tanto para uma reunião como para a praia.
O mais valioso de uma argola é justamente a sua simplicidade: uma forma, um metal, um diâmetro. Tudo se lê num relance. Essa simplicidade é o que a torna uma joia útil para qualquer situação, assim que se percebem alguns parâmetros de escolha.
O que se segue é prático: tamanhos, fechos, formato do rosto, combinações com outras peças, cuidados e erros frequentes. Sem romantismo sobre «o incomparável círculo da vida».
Anatomia de uma argola
Antes de escolher, vejamos de que se compõe uma argola.
O diâmetro exterior decide o tamanho aparente do brinco. É o número que consta na descrição do produto: «20 mm», «40 mm», e por aí adiante. O diâmetro exterior mede-se do bordo externo da argola até ao bordo externo oposto.
O diâmetro interior importa para um piercing de cartilagem: aí precisas de um diâmetro menor para que a argola fique justa. No lóbulo, a diferença entre diâmetro exterior e interior raramente se nota ao usar, mas na cartilagem é decisiva: uma argola com diâmetro interior demasiado grande vai baloiçar sobre o piercing e prende-se.
A espessura do tubo ou a secção influencia o peso e o volume visual. As argolas finas, de 0,8 a 1,2 mm, parecem aéreas e delicadas. Os tubos largos, de 3 a 6 mm, criam volume e um caráter escultórico. As duas opções funcionam; a escolha depende de quanto a joia deve dar nas vistas.
O fecho tem vários tipos. O fecho é o que decide como se põe e se tira o brinco, e é a pergunta mais frequente de quem estreia argolas. Vamos vê-lo em detalhe mais abaixo.
Banho e metal: ouro de 14 e 18 quilates, ouro vermeil sobre prata de lei, prata ródiada, aço inoxidável com PVD. Cada opção tem as suas regras de cuidado e uma vida diferente com um uso intenso.
A forma da argola varia: círculo perfeito, oval esticado na vertical ou na horizontal, polígono, lágrima. Todas entram na categoria de «argola», ainda que o efeito visual mude muito.
Tamanhos: dos mais minúsculos aos enormes
A gama de tamanhos das argolas vai de cinco milímetros a cem e mais. É mais fácil orientarmo-nos se a dividirmos em vários grupos.
As mais minúsculas (5-10 mm). Colam-se ao lóbulo ou à cartilagem. Quase invisíveis, lêem-se como um detalhe ligeiro mais do que como uma joia por si só. Boas para piercings de cartilagem alta, o tragus, o antitragus. No lóbulo parecem um ponto no fim de uma frase: estão, mas não carregam. As argolas pequenas ficam bem no topo de um conjunto de várias peças numa mesma orelha.
Pequenas (10-16 mm). O tamanho clássico do dia a dia. Assentam no lóbulo ou um pouco abaixo. Vêem-se, mas não reclamam atenção constante. Combinam com qualquer código de vestir, incluindo o de um escritório rigoroso. É a opção mais segura ao comprar o primeiro par de argolas.
Médias (16-25 mm). O intervalo mais popular. A argola sobressai um pouco do lóbulo e dá um efeito visível sem teatralidade. Funcionam no trabalho, num passeio ao fim da tarde, num encontro num café. É o intervalo a que costumamos chamar «argola universal».
Médias-grandes (25-40 mm). Uma joia que se nota. Caem por baixo do lóbulo e criam movimento ao andar. Ficam bem com o cabelo curto ou apanhado: se o cabelo tapa as orelhas, perde-se grande parte do efeito. Pedem um metal leve: as argolas pesadas deste diâmetro esticam pouco a pouco o lóbulo.
Grandes (40-60 mm). Uma peça protagonista e de acento. Para saídas à noite, sessões fotográficas, ocasiões especiais. Difíceis de conjugar ao mesmo tempo com um colar grande ou outras peças chamativas: competem pela atenção.
Enormes (60 mm e mais). O terreno da moda e do palco. No guarda-roupa diário precisam de um contexto pensado: um concerto, uma festa, uma rodagem. Só combinam com uma camisola pela rua se o conjunto inteiro estiver medido.
A escolha por tamanho na prática
Se estás a começar a usar argolas, o mais cómodo é arrancar com o intervalo de 16-25 mm. É universal, não carrega o lóbulo com peso e funciona com a maioria dos penteados e roupas. Uma vez dominado esse formato, é fácil mover-se em qualquer direção: para um conjunto de argolas pequenas na cartilagem ou para uma argola grande de noite.
Uma argola grande pede o cabelo apanhado e o pescoço à mostra. Escondê-la debaixo do cabelo é um pecado, e não admito réplica.
Conselhos de estilista: como usar as argolas
Uma argola no lóbulo é a forma mais honesta da joalharia: um metal, um diâmetro, nada a mais. Quando componho um look para um cliente parto de três coisas: o penteado, o decote e a ocasião. Abaixo respondo às perguntas que mais oiço no atelier.
Que tamanho funciona com o cabelo solto? Recomendo argolas médias e grandes a partir de 25 mm, ou um huggie largo de tubo grosso. Um cabelo espesso engole uma argola pequena e fina. Com o cabelo apanhado e o pescoço à mostra, pelo contrário, aconselho uma argola grande: aí lê-se por fim por inteiro.
Ouro ou prata, no que reparo? Escolho pelo subtom da pele. Um subtom quente pede ouro amarelo, um frio prata ou ouro branco. Se te ficam bem os dois, olho para o resto do metal do conjunto: o relógio, a fivela, o fio, para que a argola os acompanhe.
Como uso argolas com colar sem sobrecarregar o look? A regra principal: não repito a escala. Sob argolas grandes recomendo um fio fino e discreto; com argolas pequenas podes juntar um colar mais marcante. Um acento manda, o outro acompanha.
Tubo fino ou grosso? Para uma camisa séria e linhas limpas escolho o tubo fino, lê-se como um detalhe impecável. Para o registo de dia a dia aconselho um tubo largo e escultórico: sustenta o look sozinho e não pede nada ao lado.
O que escolho para um decote profundo de noite? Para um pescoço à mostra e um decote profundo recomendo uma só argola grande sem colar. Que as peças não compitam: a argola leva a parte de cima e o decote fica livre.

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Tipos de fecho: como abrir e fechar as argolas
O fecho de uma argola determina tanto o conforto como a segurança. Vejamos os quatro tipos principais.
Fecho de dobradiça (hinge/snap)
O mais comum no segmento de grande consumo. As duas pontas da argola unem-se por uma dobradiça metálica de um lado. Do outro lado, um pino entra num pequeno orifício ou ranhura.
Como abri-lo: pega na argola com as duas mãos, localiza a junção com os polegares e separa com cuidado uma ponta da outra com um gesto de «para baixo e para o lado», não no plano da argola. Puxar as duas pontas em sentidos opostos, como se endireitasses um arame, não se pode: isso deforma a peça.
Como fechá-lo: leva o pino sobre a ranhura e pressiona até ao clique. Se a argola não faz clique, é porque as pontas não estão alinhadas ou o fecho está gasto.
Este fecho é prático porque é seguro e não exige especial destreza depois de um pouco de prática. A maioria dos huggie e das argolas médias usa justamente este fecho de dobradiça.
Fecho de trinco (latch-back)
Aparece sobretudo em argolas de diâmetro médio e grande. Um lado da argola transforma-se numa pequena alavanca-trinco móvel. Para abri-lo, afastas a alavanca do corpo da argola (normalmente carregando numa pequena saliência), passas a argola pelo piercing e fechas a alavanca de novo.
É das opções mais seguras: a argola não se abre por acaso, nem mesmo que se prenda no cabelo ou na roupa. Recomendado para argolas grandes de sair: perder um brinco caro por uma abertura fortuita não tem graça.
Argola com pino (hoop with post)
Parece um brinco de pino clássico, mas a argola vai fixa a um pino que entra no piercing e cuja ponta se segura com uma porca. Cómodo para quem está habituado aos brincos de pino e se atrapalha com as argolas abertas. O senão: se se perde a porca, a argola cai. Convém ter porcas de reserva.
Argolas tipo sleeper (sleeper / endless hoop)
Uma argola fina de arame sem fecho visível. A ponta do arame entra num tubo do lado oposto e segura-se por fricção ou por uma pequena mola.
Um sleeper abre-se com um gesto para os lados, não separando as pontas para a frente e para trás: isto último deforma a forma redonda. Se a argola não ceder, roda-a um pouco sobre o seu eixo: isso ajuda a encontrar o ponto onde a mola se solta. Os sleepers estão pensados para se usarem em contínuo: é cómodo não os tirar durante semanas com um piercing em cicatrização ou já cicatrizado.
O que fazer se o fecho não abrir
A regra principal: não forces. Se um fecho de dobradiça encrava, põe na junção uma gota de óleo para joias ou de óleo de bebé e deixa cinco minutos. Se um trinco não volta a fixar, o mais provável é que a mola se tenha gasto: isso é trabalho de ourives. Tentar dobrar o metal à mão significa ficar com uma argola deformada e o mesmo fecho partido.
O formato do rosto e as argolas
Os conselhos conforme o formato do rosto funcionam não como uma regra rígida, mas como uma pista. Se usas com segurança o que gostas, nenhuma geometria facial te limita. Mas se ainda procuras e queres uma referência, este esquema serve.
Rosto oval
O mais versátil. O rosto é um pouco mais comprido do que largo, com as maçãs do rosto um pouco mais largas do que a testa e a parte inferior. Fica-lhe bem qualquer tamanho e forma: desde as argolas mais minúsculas às enormes. Aqui podes experimentar o tamanho pelo efeito, não porque haja algo a «corrigir».
Rosto redondo
Largura e comprimento quase iguais. As argolas médias e grandes com forma alongada na vertical ou oval acrescentam comprimento ao rosto. As argolas finas funcionam melhor do que os tubos largos: os tubos largos repetem a horizontal do rosto e reforçam a sensação de redondez. Recomendam-se argolas em lágrima ou formas ovais alongadas em vez do círculo perfeito. Com um rosto redondo, o huggie fica melhor nos piercings altos, não no lóbulo.
Rosto quadrado ou retangular
Maxilar inferior anguloso. As argolas redondas de diâmetro médio suavizam a geometria. Evita as argolas poligonais duras e angulosas: vão entrar em conflito com a linha do maxilar. Funcionam bem as argolas com pendentes, que acrescentam movimento e desviam o olhar dos ângulos.
Rosto em forma de coração
Testa larga que estreita em direção ao queixo. As argolas médias e grandes que alargam por baixo do lóbulo acrescentam volume visual à parte de baixo do rosto. As argolas com pendentes e elementos maiores na base funcionam aqui especialmente bem.
Rosto comprido ou alongado
O comprimento predomina muito sobre a largura. As argolas largas e não demasiado compridas, ou os huggie com tubo largo, dão uma horizontal. As argolas em lágrima grandes, pelo contrário, alongam ainda mais o rosto. O intervalo ótimo: 15-30 mm com o acento na largura do tubo, não no comprimento do pendente.
Estilo de roupa e escolha das argolas
Escritório e reuniões de trabalho
Argolas pequenas e médias (10-25 mm) em ouro ou prata. Tubo fino, fecho simples. As argolas com pedras valem se forem pequenas e não baloiçarem ao mexer. As argolas enormes ficam em casa.
O ambiente de trabalho aceita, por regra, as argolas em ouro ou metal branco se estiverem impecáveis e bem proporcionadas. Uns brincos amolgados ou enegrecidos, de qualquer tamanho, ficam pior do que umas argolas polidas de maior tamanho.
Look urbano de dia a dia
Argolas médias e médias-grandes (20-40 mm). Aqui já entra a textura: argolas com superfície estriada, ligeiramente torcidas, com acabamento mate. A mistura de metais é permitida e muitas vezes resulta interessante.
O estilo de dia a dia dá mais liberdade de forma: ovais, argolas um tanto assimétricas, argolas com pequenos pendentes.
Desporto e lazer ativo
O melhor é tirar os brincos. Se for impossível (piercing permanente), usa sleepers ou argolas muito pequenas na cartilagem: não se prendem numa máscara, num capacete ou numa gola. As argolas grandes no ginásio são perigosas: ao prenderem-se numa máquina ou na roupa, podem danificar o lóbulo.
Noite e ocasiões especiais
Argolas grandes e enormes (40 mm e mais). É o momento de uma argola que não usas todos os dias. O ouro lê-se intenso. A prata e o ouro branco dão um brilho frio. As argolas com pedras ficam bastante mais interessantes com luz de noite do que com luz de dia.
Férias e praia
Argolas finas médias de aço, vermeil com bom banho PVD ou ouro maciço. A água do mar e o cloro danificam muitos banhos: o aço inoxidável e o ouro maciço aguentam melhor. Podes ler mais sobre como se comportam os metais na água no guia sobre tipos de brincos.
Cor do metal e tom de pele
Isto não é uma regra, mas uma pista de referência.
Um subtom de pele quente (matizes amarelos, pêssego): o ouro amarelo, de 14 ou 18 quilates, fica natural. O ouro rosa sublinha o calor.
Um subtom frio (rosado, azulado): prata, ouro branco, ródio.
Um subtom neutro: tanto o amarelo como o branco assentam igualmente bem.
São recomendações médias. Na prática, muito depende do contraste: sobre pele escura o ouro amarelo cria um contraste potente que funciona em formas grandes. Sobre pele clara, a prata dá o mesmo efeito.
Misturar metais (argolas de ouro e colar de prata) tornou-se a norma nos últimos anos. A única condição: um dos metais deve ler-se como dominante e o outro como acento.
Argolas finas e grossas: em que se distinguem
Um tubo de 1-1,5 mm lê-se como um detalhe delicado. Um tubo de 4-6 mm já é escultórico e tem caráter próprio.
Argolas finas:
- não sobrecarregam o conjunto de joias
- combinam bem em grupo (várias numa mesma orelha)
- sublinham a finura
- pesam menos a igual diâmetro
Argolas grossas:
- são o acento principal por si só
- não pedem peças extra ao lado
- dão sensação de segurança e volume
- ficam melhor com o cabelo comprido
A espessura do tubo e o tamanho da argola trabalham em conjunto. Uma argola pequena e grossa fica densa e firme: é justamente assim um huggie clássico. Uma argola enorme e fina parece uma linha no ar: leve, quase imponderável. As duas opções funcionam, mas causam uma impressão completamente diferente.
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As argolas em conjunto com outras joias
Argolas e fio ou colar
A regra principal: não dupliques a escala. As argolas nas orelhas e os pendentes no pescoço competem pela atenção. Se os brincos são grandes, o fio deve ser fino e discreto. Se as argolas são muito pequenas ou pequenas, podes acrescentar um colar mais marcante.
Por metal: a coincidência de tom (ambos ouro ou ambos prata) cria um conjunto sério e recolhido. A mistura funciona quando há uma lógica deliberada: por exemplo, argolas de ouro e um fio de prata com um pendente de ouro.
Argolas e pulseiras, anéis nas mãos
Quando as orelhas estão em destaque, as mãos costumam assumir um papel de apoio. Uma pulseira fina de corrente ou um único anel num dedo sustentam o conjunto sem o sobrecarregar. Se as orelhas levam argolas grandes, várias pulseiras largas criam sensação de excesso.
Argolas numa composição de vários brincos numa orelha
A composição constrói-se pelo princípio de descida: as peças maiores em baixo (no lóbulo), as mais pequenas em cima (cartilagem). Uma argola no lóbulo, um brinco de pino na primeira cartilagem e uma argola pequena no hélix formam um esquema de três pontos que funciona. O guia sobre como montar um ear stack numa orelha explica com mais detalhe os princípios de combinação.
Duplo piercing e combinações com argolas
Com dois piercings no lóbulo, um esquema típico é assim: o furo de baixo leva uma argola (média, 20-30 mm), o de cima leva um brinco de pino ou uma argola pequena (8-12 mm). Duas argolas num mesmo lóbulo funcionam se forem de diâmetros diferentes: duas iguais lado a lado parecem casuais, não intencionais.
Outra opção: o furo de baixo leva uma argola justa, o de cima uma argola média. Então o piercing fica recolhido e impecável.
A combinação de três piercings no lóbulo tem a sua lógica. O piercing de baixo: uma argola grande ou média, marca a escala de todo o conjunto. O piercing do meio: um brinco de pino com pedra ou uma argola pequena e justa. O piercing de cima: uma argola fina e pequena ou um brinco de pino simples. A distância entre piercings neste esquema deve ser uniforme, ou as proporções desmoronam-se.
Tema à parte: o duplo piercing com argolas de metal diferente. Ouro no piercing de baixo e prata no de cima lê-se como um recurso intencional, sobretudo se acrescentares como terceiro elemento uma pulseira do metal contrário no pulso. O princípio: repetir cada metal em pelo menos dois pontos do conjunto, ou o contraste parece um erro e não uma decisão.
Se estás só a experimentar o duplo piercing e não tens claro o esquema, começa pelo mais simples: uma argola média em baixo, um brinco de pino em cima. Isto funciona com qualquer rosto, qualquer penteado e qualquer estilo de roupa. A partir daí podes ir trocando elementos um a um, guiando-te pelo que gostas na prática. O guia sobre tipos de brincos analisa em detalhe os princípios de usar vários brincos numa orelha.
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Argolas com pendentes e charms intercambiáveis
Algumas argolas levam pendentes: pedras, corações, folhas, figuras geométricas. Tecnicamente isso já não é uma argola pura, mas a forma da base continua a ser uma argola.
Uma argola com pendente tem o efeito acrescentado do movimento: o pendente baloiça e atrai o olhar. Esse pêndulo oscilante aparenta este brinco aos brincos de gota clássicos, só que aqui o apoio não é um brinco de pino, mas um círculo fechado. Fica bem para um look de noite e torna a peça mais vistosa sem aumentar o diâmetro da própria argola.
As argolas com charms intercambiáveis permitem mudar os pendentes sobre uma mesma base. Se a argola principal é de qualidade, podes fixar-lhe um pequeno charm, um cristal ou um símbolo. É um sistema cómodo: um brinco, vários looks conforme o estado de espírito ou a ocasião.
Os pendentes há-os fixos e intercambiáveis. Um pendente fixo vai soldado à argola: não se perde nem se desloca. Um intercambiável segura-se com um fecho minúsculo ou uma argolinha de união: pode tirar-se e trocar por outro. Para uso ativo o fixo é mais fiável. Para quem gosta de mudar de look conforme o estado de espírito, o formato intercambiável compensa mais.
O tamanho do pendente guarda relação com o diâmetro da argola. Numa argola de 20-25 mm, um pendente pequeno de 6-8 mm fica proporcionado. Numa argola grande de 40-50 mm podes pôr um pendente de mais peso. Se o pendente ultrapassa metade do diâmetro da argola, visualmente a argola deixa de se ler como argola e transforma-se num brinco pendente com um elemento redondo. Não é um erro, apenas outro caráter de peça.
As argolas com pendentes funcionam bem junto a um brinco de pino simples num piercing alto ou na cartilagem. O pendente cria movimento em baixo, o brinco de pino mantém sereno o ponto de cima. Esse par lê-se acabado sem sobrecarregar.
Ao comprar uma argola com pendente importa verificar como se fixa. Um pendente soldado é mais fiável do que um simples gancho na argola: o gancho pode abrir-se com um encravamento fortuito.
Huggie: argolas coladas ao lóbulo
«Huggie» (literalmente «abraçadora») designa uma argola pequena que se cola ao lóbulo quase sem folga. O diâmetro costuma ser de 8-14 mm, o tubo quase sempre largo, de 2 a 5 mm. Isso torna o huggie num brinco que se nota de forma desproporcionada: o volume do tubo destaca-se mais do que o diâmetro em si.
O huggie fica bem em composições por camadas: põe-se no piercing de baixo e nos de cima ou na cartilagem acrescentam-se argolas clássicas ou brincos de pino. A diferença de forma e de proximidade à orelha cria interesse sem alarido.
Um huggie com pedras pavé ou textura estriada dá mais brilho com pouco tamanho. Um huggie liso e polido fica minimalista e caro.
Quanto à carga sobre o lóbulo, o huggie é das melhores opções para o dia a dia: pouco diâmetro significa pouca alavanca, e pouca alavanca significa carga mínima sobre o piercing.
Argolas para a cartilagem: hélix, concha, tragus
As argolas para a cartilagem distinguem-se por um diâmetro pequeno (6-12 mm), um tubo fino (normalmente 16G ou 18G) e um fecho seguro que não se prende no cabelo nem na roupa. Para um piercing recente não se recomendam as argolas: melhor começar com um brinco de pino e passar à argola só depois da cicatrização completa.
O hélix (a curva externa da orelha) admite argolas finas de 8-10 mm. A concha (a cavidade central da orelha) pede maior diâmetro: 10-14 mm. O tragus (a saliência à frente do canal auditivo) admite argolas de 6-8 mm.
O material importa na cartilagem. Recomenda-se liga de titânio ASTM F136, ouro maciço ou nióbio. O aço cirúrgico (norma ASTM F138) também serve, desde que não haja alergia à liga. Lê mais sobre tipos de piercing e regras de cuidado no guia sobre tipos de piercing de orelha.
Ao escolher uma argola para a cartilagem convém reparar no tipo de fecho: dobradiça ou fecho de mosquetão são preferíveis, porque não sobressaem do plano da argola e não se prendem na roupa. Os sleepers ficam bem para a cartilagem, mas exigem prática ao abrir.
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Quando tirar as argolas
Dormir. O habitual é aconselhar a tirá-las. Na prática, muita gente não tira os sleepers e as argolas pequenas durante anos com piercings cicatrizados, e não acontece nada se o metal for de qualidade. As argolas grandes é melhor tirá-las: prendem-se na almofada e podem deformar-se ou danificar o piercing durante o sono.
Desporto. Tirar ou trocar por argolas pequenas. O suor acelera a oxidação do banho. O contacto físico com as máquinas é inseguro com argolas grandes.
Duche e piscina. O cloro destrói o banho e acelera o enegrecimento da prata. O ouro maciço e o aço inoxidável aguentam bem a água. A prata enegrece mais depressa com o cloro do que com o ar.
Trabalhar com produtos químicos. Há que tirá-las sem falta: a limpeza doméstica, a lixívia, a acetona e a tinta de cabelo causam um dano irreversível a qualquer banho e a muitos metais.
Com inflamação ou alergia. Se a orelha incha ou aparece comichão na zona do piercing, melhor tirar a argola até esclarecer a situação. Continuar a usá-la com uma reação ativa agrava a irritação.
Argolas e desporto: capacete, boné, treino
A regra geral para o desporto é simples: tirar os brincos antes de começar a treinar. Mas a vida nem sempre o permite nem apetece. Por isso convém saber o que exatamente cria os riscos e como reduzi-los.
Capacete. Os capacetes de bicicleta, de patins e de esqui têm correias laterais que passam à frente das orelhas. Ao apertar, a correia fica colada à face e ao lóbulo. Uma argola grande que pende por baixo do lóbulo fica entalada entre a correia e a pele neste caso. É incómodo e cria pressão sobre o piercing. Se tiras o capacete várias vezes por sessão, a correia vai prender-se de cada vez. Para andar de capacete só servem argolas pequenas e justas até 12 mm ou brincos de pino planos. As argolas de 20 mm e mais é melhor guardá-las no bolso antes de sair.
Boné e boné de pala. O boné em si não incomoda os brincos. O desconforto surge ao tirá-lo: se a orelha desliza pela borda de uma pala rígida, uma argola grande pode prender-se. Os brincos de superfície lisa e fecho sem saliências tiram-se debaixo do boné sem problema. Os elementos decorativos pontiagudos e os ganchos sem cobrir prendem-se mais vezes.
Treino de força. A barra, os cabos da máquina, a borda do banco: nada disto ameaça as orelhas com a técnica padrão. O risco surge em exercícios onde a cabeça está perto de superfícies metálicas ou do aparelho. As argolas não incomodam nos agachamentos com barra. No supino, a argola na orelha também fica longe da carga. O desconforto principal: as argolas grandes baloiçam com o movimento e distraem, sobretudo no trabalho rápido.
Artes marciais, desporto de contacto, desportos de equipa. Qualquer contacto direto com a zona da orelha cria risco. Luta, boxe, râguebi, basquetebol: os brincos de qualquer tamanho tiram-se sem exceção. O regulamento da maioria das federações proíbe expressamente as joias em competição.
Natação e desportos aquáticos. O cloro da piscina é agressivo com o banho e a prata. A água do mar é neutra com o aço inoxidável e o ouro maciço, mas o sal acelera a oxidação da prata. Se nadas com argolas em contínuo, escolhe aço inoxidável ou ouro maciço sem banho. Seca-as logo depois do banho.
Correr e cardio. As argolas pequenas e leves quase não incomodam a correr. Se as argolas são pequenas e o fecho é seguro, podem deixar-se postas antes de sair a correr. As argolas grandes baloiçam a correr e podem bater no pescoço, o que incomoda em distâncias longas.
Qualidade: no que reparar ao comprar
Junta e soldadura. Numa argola de qualidade, a união da junta é invisível a olho nu. Se a junta sobressai ou se nota com o dedo, o metal pode roçar a pele do piercing e causar irritação.
Tipo de fecho. O melhor indicador de qualidade: abre e fecha a argola dez vezes. O fecho deve fazer clique com nitidez e sem folga. Se já ao quinto fecho o trinco «baloiça», é presságio de uma avaria próxima.
Espessura do metal. Um metal demasiado fino deforma-se com o esforço de abrir. Uma boa argola não se dobra na mão com uma pressão ligeira.
Banho. Verifica os bordos: é aí que o banho se gasta primeiro. Se uma argola nova já mostra manchas cinzentas na borda, é um defeito.
Peso. Uma argola de 40 mm de metal fino com banho será leve e pode dar sensação de pouco fiável. Uma argola idêntica em aspeto mas de prata maciça com vermeil pesará bastante mais e durará mais. Para diâmetros grandes isto marca a diferença entre um lóbulo esticado ao fim de um ano e um uso normal.
Contraste ou marcação. Procura a marcação no fecho ou na face interior: 925, 585, 750, «Steel», «Titanium». A ausência de marcação nem sempre indica má qualidade, mas com a marcação sabes exatamente o que levas.
Cuidados com as argolas
Ouro de 14 e 18 quilates. Lava-se com água morna, sabão suave e uma escova macia. Guarda-se à parte de outros metais: o ouro é mole e risca-se com a prata. Uma vez por ano, polir com um pano macio de cuidado de joias.
Prata de lei. Enegrece com o ar, sobretudo húmido. Depois de usar, esfregar com um pano macio. Guardar num saco hermético ou numa caixa com sílica gel. Se o enegrecimento é forte: pasta para prata ou pano de polir.
Vermeil sobre prata. A opção mais delicada. Não usar no duche nem na piscina. Não esfregar com abrasivos. Guardar num compartimento à parte para não se riscar. O banho gasta-se com o tempo: se for preciso, renova-se numa ourivesaria (rebanhado).
Aço inoxidável com PVD. A opção mais resistente para o uso ativo. Basta esfregar com um pano. Risca-se ao contacto com superfícies duras, mas quase não sofre corrosão.
Regra geral. Põe os brincos por último, depois do perfume, da laca e demais produtos. Tira-os primeiro antes das tarefas domésticas. Não guardes vários pares num mesmo compartimento sem separadores.
As argolas como presente
As argolas são das opções mais seguras como presente, porque o tamanho não é tão crítico como num anel de dedo. Algumas referências.
Se não conheces o estilo da pessoa: argolas pequenas ou médias (16-20 mm) em ouro amarelo ou prata, sem pedras nem pendentes. É uma opção universal que combina com qualquer guarda-roupa.
Se sabes que a pessoa usa argolas na cartilagem: muito pequenas, 6-10 mm, em aço cirúrgico ou ouro maciço.
Para uma pessoa adolescente: argolas de aço ou banhadas a ouro no intervalo de 15-25 mm, leves, com fecho de dobradiça. O aço aguenta um ritmo de vida ativo.
Para uma ocasião de gala: banhadas com uma camada grossa de ouro ou ouro maciço, diâmetro médio-grande, talvez com pedra.
Podes ler sobre como escolher brincos de presente e o significado da orelha esquerda e da direita no guia brincos na orelha esquerda e direita: significado e história.
Erros frequentes
À volta das argolas acumularam-se muitas afirmações meio feitas: sobre tamanho, peso, fechos e formato do rosto. Antes de repassar as falhas concretas, convém pôr à prova algumas ideias que correm por aí.
Argolas demasiado pesadas para o dia a dia. Um brinco de 5 gramas ou mais, usado a diário, estica devagar mas sem remédio o piercing. Isso é irreversível sem cirurgia. Para usar em contínuo, escolhe argolas de menos de 3-4 gramas.
Liga barata de composição desconhecida. O níquel no metal provoca dermatite de contacto: comichão, vermelhidão, descamação na zona do piercing. Se aparece uma reação a uns brincos novos, muda primeiro o metal em vez de tratar os sintomas.
Uma argola de diâmetro demasiado pequeno para a espessura da orelha. Se a argola pressiona o piercing, não é caso de habituação. É simplesmente um diâmetro pequeno. É preciso uma argola com um diâmetro interior um pouco maior.
Abrir o fecho dobrando no plano. O erro técnico mais comum: puxar as pontas da argola em sentidos opostos num mesmo plano. Isso deforma a forma redonda e a argola já não fecha certo. Há que abrir perpendicular ao plano da argola.
Usar as duas orelhas iguais numa composição assimétrica. A assimetria funciona quando é intencional: uma argola grande numa orelha, um conjunto na outra. Uma diferença casual (caiu um brinco) lê-se de outra maneira. Ou constróis a assimetria de propósito, ou as duas orelhas iguais. Os princípios do uso assimétrico descrevem-se no guia sobre composições de brincos numa orelha.
Descuidar o cuidado. Os brincos banhados enegrecem com o perfume e o creme se os pões «por cima». Aplica o perfume antes dos brincos, não depois.
Misturar muitos elementos sem lógica. Um conjunto de brincos, um colar, pulseiras e anéis nas mãos ao mesmo tempo funcionam só com uma seleção rigorosa. Se tudo parece chamativo, o único que chama é o ruído.
As argolas e o penteado
O penteado muda o modo como as argolas funcionam, e isso convém tê-lo em conta ao escolher o tamanho.
Cabelo apanhado. Coque, rabo de cavalo, cabelo alto, pixie, corte curto, pescoço à mostra: os brincos vêem-se por inteiro. É o melhor contexto para argolas grandes e médias-grandes. Com o cabelo apanhado, uma argola de 30-40 mm lê-se toda e funciona como acento principal do conjunto.
Cabelo solto. Com o cabelo comprido e médio, os brincos podem ficar em parte tapados pelas madeixas. As argolas até 20 mm muitas vezes perdem-se. O tamanho ótimo com o cabelo solto: médias-grandes a partir de 25 mm, ou um huggie de tubo volumoso que continua visível junto ao lóbulo. Uma argola fina e pequena com cabelo abundante simplesmente desaparece.
Corte bob e cabelo médio. Aqui as argolas vêem-se bem e funcionam como elemento estrutural do conjunto. As argolas médias de 20-30 mm acompanham a geometria do corte. As argolas enormes ficam muito expressivas com um bob curto.
Risco ao lado. Com o risco de lado, um brinco vê-se melhor do que o outro. É um bom motivo para uma assimetria intencional: uma argola grande no lado à mostra, uma pequena ou um brinco de pino no lado tapado.
Tranças e penteados elaborados. Tranças finas, rastas, entrançados: as argolas pequenas podem prender-se no cabelo. Escolhe argolas com fecho liso sem saliências, ou um huggie com fecho de dobradiça.
Breve história das argolas
Não é preciso a história para usar argolas, mas conhecer o contexto é interessante.
Os primeiros achados de argolas datam do terceiro milénio a. C. Apareceram em sepultamentos da Mesopotâmia, do Egito e da Núbia. Já então o material tinha significado: o ouro indicava alto estatuto, o cobre usava-se de forma ampla, o bronze era uma opção intermédia.
Na Grécia Antiga os homens raramente usavam brincos em época clássica, ao passo que as mulheres usavam com desenvoltura argolas com pendentes. Nos ourives gregos vêem-se argolas com forma de serpente que morde a própria cauda, ou seja, um uróboro nas orelhas.
Os romanos herdaram a tradição grega e acrescentaram-lhe pedras. Essa linha de continuidade chegou até aos nossos dias através das oficinas dos Apeninos, onde vingou uma reconhecível tradição italiana da argola com o seu gosto pelo ouro denso e a geometria limpa. Em Roma as argolas de ouro nas orelhas usavam-se de forma ampla. Os escravos usavam um brinco numa orelha como marca de pertença. Os marinheiros usavam um brinco de ouro como capital portátil.
Na Europa medieval as argolas saíram de moda por um tempo: as golas altas e os toucados tapavam as orelhas. O regresso chegou no Renascimento.
No século XX as argolas foram, por turnos, símbolo de diferentes subculturas. Nos anos sessenta e setenta, as mulheres do movimento pelos direitos civis usavam grandes argolas de ouro como sinal de pertença cultural. Nos anos oitenta, a cena punk e rock popularizou as argolas na cartilagem entre os homens.
Hoje as argolas não trazem um código simbólico único: pode usá-las qualquer pessoa, e não são a marca de nenhum grupo concreto.
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Argolas para homem
As argolas de homem distinguem-se das de mulher sobretudo nas proporções, não nos princípios de escolha.
Tamanho. Os homens escolhem mais vezes argolas pequenas e médias (10-25 mm), embora seja questão de estilo, não uma regra. Uma argola pequena numa orelha lê-se como um acento contido. Uma argola na cartilagem (hélix ou tragus) faz tempo que faz parte de um look corrente.
Metal. Ouro amarelo, prata, aço: as três opções estão difundidas. O look masculino tende mais para argolas finas ou para argolas na cartilagem, embora as argolas grandes no lóbulo também se usem de forma intencional.
Uma orelha ou as duas. As duas opções são normais. Uma argola numa orelha lê-se como acento. Argolas em ambas as orelhas são neutras. A assimetria (uma argola no lóbulo de um lado e uma argola na cartilagem do outro) cria um look mais complexo.
Argolas com pedras de cor e incrustações
As argolas clássicas sem pedras são universais, mas as versões com incrustações ampliam as possibilidades.
Argolas pavé. Uma argola com pequenas pedras em garra que percorrem a sua superfície externa. Criam o efeito de uma faixa cintilante. Ficam bem tanto com luz de dia como de noite, quando o brilho se intensifica. O huggie com pavé é especialmente popular.
Argolas com uma só pedra. Uma única pedra de acento sobre a argola: em forma de gota, círculo ou marquise. Menos vistoso do que o pavé, mas com caráter. Bom em versão de dia a dia. O mesmo princípio da pedra única que está na base do solitário clássico transfere-se para o brinco: um acento limpo lê-se como mais caro do que uma mistura de pequenas incrustações.
Argolas com esmalte de cor. Uma tendência dos últimos anos: uma argola fina com uma faixa de esmalte de cor. Dá cor sem a vivacidade das pedras. Combina bem com um conjunto monocromático.
Argolas com pérolas. Uma pérola sobre a argola (como pendente ou fixada à argola): um clássico que funciona no look de dia a dia e no de noite. A pérola de água doce é mais acessível, a de mar mais cara, o efeito parecido.
Ao escolher uma argola com pedras importa verificar a cravação: a pedra deve ficar bem fixa e não deve baloiçar com uma pressão ligeira.
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Que diâmetro se considera padrão?
O padrão para o lóbulo na maioria das descrições de joias é de 20-25 mm. É a argola «média» que a maioria das pessoas usa no dia a dia. Para os piercings de cartilagem o padrão é outro: 8-10 mm.
Como sei se uma argola me serve por diâmetro no piercing?
Compra uma argola com margem: um pouco maior do que parece necessário. Uma argola demasiado justa pressiona o tecido do piercing, sobretudo se o lóbulo está um pouco inchado de manhã. Deve haver uma folga de 2-4 mm da superfície da pele até ao metal num uso cómodo.
Podem usar-se as argolas sempre postas, sem as tirar?
Os sleepers e as argolas pequenas de um metal inerte (titânio, ouro maciço, aço cirúrgico) aguentam bem o uso contínuo com o piercing cicatrizado. A prata, em contacto constante com a pele e a humidade, enegrece mais depressa. As argolas com fecho de trinco é melhor tirá-las: a mola do fecho gasta-se com a carga constante.
Porque é que uma argola enegrece mais depressa junto à pele?
O suor contém sais e ácidos que aceleram a oxidação do metal. Mais a cosmética, o sabão, o creme hidratante. A face interior da argola em contacto com a pele enegrece bastante mais depressa do que a exterior. Esfrega com um pano macio depois de cada uso.
O que significa o G nas características de uma argola de cartilagem?
O G é de gauge, ou seja, a espessura do arame. 20G é mais fino do que 16G: quanto menor o número, mais grosso. Para o lóbulo a espessura padrão do piercing é 20G ou 18G. Para a cartilagem usa-se mais vezes 16G, um pouco mais grosso por resistência. Importa ajustar a argola ao tamanho do teu piercing.
Como sei se um metal me dá bem com a pele?
Usa um brinco novo umas horas num mesmo dia. Se aparece comichão, vermelhidão ou ardor, tira-o. A reação aponta para níquel ou outro alergénio na composição. Pergunta ao vendedor a composição exata ou escolhe brincos com a indicação «sem níquel» ou de ouro maciço.
Podem as argolas esticar o lóbulo?
Sim, com o uso sistemático de brincos pesados. O lóbulo é elástico, mas não tem memória de forma: com a carga constante estica devagar. Isto acelera-se com a idade, quando a pele perde parte do seu tónus. Para o dia a dia escolhe argolas até 3-4 gramas.
Como limpo bem as argolas com pedras?
Depende da pedra. As pedras duras (diamante, safira, rubi) aguentam uma limpeza suave em húmido com escova. As pedras moles (pérola, opala, malaquite) perdem brilho com a água e o sabão: esfregam-se só com um pano macio e seco. O cristal e o vidro limpam-se com um pano húmido sem abrasivo.
Em que se distingue um huggie de uma argola pequena corrente?
A diferença principal está em como a argola se apoia na orelha. Uma argola justa toca o lóbulo quase sem folga. Uma argola pequena corrente baloiça livre à volta do piercing. Além disso, as argolas com tubo largo e diâmetro pequeno criam um aspeto volumoso e com textura.
Podem usar-se argolas durante a gravidez?
Usar brincos durante a gravidez não está contraindicado em si. A questão é que o corpo muda: a pele fica mais sensível e podem agudizar-se reações a metais que antes se toleravam bem. Se no primeiro trimestre aparece irritação com brincos que usavas sem problema antes da gravidez, convém passar a um metal hipoalergénico. Os brincos tiram-se mesmo antes das intervenções cirúrgicas, por isso é mais cómodo não os usar nos dias de exames programados. De resto, não há restrições.
Porque é que uma argola na orelha roda e desliza para baixo?
É o comportamento normal de uma argola de superfície lisa usada no lóbulo: a gravidade fá-la rodar de modo que o fecho acaba em baixo. Se o fecho se nota ou não é bonito, procura argolas com fecho de dobradiça situado de lado e não na base. Algumas argolas fazem-se de propósito com um elemento decorativo em baixo, pensado para essa rotação. Outra opção: as argolas com superfície interior estriada seguram-se um pouco mais firmes no piercing e rodam menos. Eliminá-lo por completo nas argolas lisas não se pode: é física, não um defeito.
O que faço se um piercing começou a fechar mas ainda não está fechado?
Se um piercing se vai fechando depois de uma paragem longa, não se pode meter o brinco à força: isso lesiona o tecido. Experimenta massajar a zona do piercing com as mãos limpas e uma gota de óleo (karité, coco) durante uns minutos. Se o piercing estreitou, começa com uma argola fina ou um arame de 20G. Se a argola não entra sem esforço, vai a um estúdio de piercing: um profissional alargá-lo-á bem sem danificar o tecido.
Conclusão
As argolas funcionam em qualquer guarda-roupa justamente porque não pretendem complexidade. O diâmetro marca a escala, o tubo marca o caráter, o metal marca o tom, e toda a informação se lê num relance.
Escolher um par concreto é mais fácil se tens em mente as prioridades conforme a situação. Para o dia a dia importa mais o peso do que a beleza. Para a noite importa mais o efeito. Para um piercing de cartilagem importa mais o metal do que o tamanho. Para um presente importa a universalidade, não o gosto pessoal de quem oferece.
Se estás só a começar a reunir uma coleção de joias de orelha, as argolas de 20-25 mm em ouro amarelo ou prata serão uma base universal à qual ir juntando brincos de pino, argolas justas e ear cuffs pouco a pouco. O guia sobre ear cuffs conta mais sobre os ear cuffs e as joias sem furo.
Argolas de diferentes diâmetros, huggie, argolas para a cartilagem e modelos com pendentes em prata de lei e ouro.
Sobre a Zevira
A Zevira faz joias na tradição artesã de Albacete, Espanha. As argolas são uma das nossas formas básicas: mantemos uma gama que vai dos huggie justos às argolas grandes de sair, porque a forma simples do círculo é justamente o que funciona em qualquer guarda-roupa.
O que podes encontrar connosco em argolas:
- argolas clássicas das pequenas às enormes, para o dia a dia e para a noite
- huggie de tubo liso e estriado, cómodos para o dia a dia
- argolas com fecho de dobradiça e de trinco de diferente grau de segurança
- modelos com pendentes e charms intercambiáveis para mudar de look sobre uma mesma base
- argolas finas para a cartilagem e para conjuntos numa orelha
- opções com pavé, uma só pedra, esmalte e pérola
Cada joia admite gravação personalizada, com opção de gravação personalizada. Prata de lei e ouro de 14-18K.






























