
Guia de tipos de brincos: estilos, formato de rosto e como escolher
12 tipos de brincos e só um é o seu
Os brincos são a única joia que trabalha ao lado do rosto. Um pendente fica no peito, um anel na mão, uma pulseira no pulso: tudo longe. Um brinco fica junto à cara. Muda a forma como se percebem os traços, chama o olhar, cria uma moldura. O brinco certo torna um rosto mais expressivo. O errado deixa-o mais pesado.
O problema é que há mais de uma dúzia de tipos, e cada um funciona de maneira diferente. Um stud e um lustre são duas joias diferentes para dois propósitos diferentes. Uma argola e um ear cuff são duas sensações diferentes. Um clipe e uma rosca são dois fechos diferentes.
Este guia decompõe cada tipo: como se chama, como é, como se prende, a quem fica bem e com que se usa.
Usa o símbolo, não te limites a ler sobre ele. Disponíveis agora:
Tipos de brincos: o catálogo completo
1. Stud / ponto
Um elemento pequeno num pino que atravessa o lóbulo e se fixa atrás com uma borboleta. O tipo mais simples. O mais versátil.
Tamanho. Desde 2 mm (um ponto, quase invisível) até 10 mm (um destaque notório). Para homens, tipicamente 3 a 5 mm. Para mulheres, 4 a 8 mm.
Para que rostos. Todos. Um stud é tão pequeno que não afeta proporções. Opção segura se não conhece o seu formato de rosto.
Quando usar. Sempre. Escritório, ginásio, dormir (se for confortável), piscina (se for aço inoxidável). Os studs não se engancham, não baloiçam, não incomodam.
2. Argola (Hoop)
Um anel que atravessa o lóbulo. Desde fino (arame de 1 mm, 12 mm de diâmetro) até grosso (3 mm, 40 mm). O tipo de brinco mais antigo. Os sumérios usavam argolas há 5.000 anos.
Tamanho. Mini (10 a 15 mm): delicadas, quase como um stud. Médias (20 a 30 mm): clássicas, visíveis numa conversa. Grandes (35 a 50 mm): declaração.
Para que rostos. Rosto redondo: argolas ovaladas alongam visualmente. Quadrado: argolas redondas suavizam ângulos. Alongado: argolas grandes acrescentam largura. Oval: qualquer uma.
Quando usar. Dia a dia (mini, médias), noite (grandes). Não para desporto: as argolas engancham.
3. Pendente (Drop)
Um elemento que pende 1 a 3 cm abaixo do lóbulo. Preso por pino ou gancho. Move-se, apanha a luz. Mais notório que um stud, menos dramático que um lustre.
Para que rostos. Redondo e quadrado: a linha vertical do pendente alonga. Alongado: cuidado, um pendente comprido alonga ainda mais.
4. Lustre (Chandelier)
Construção de vários níveis que pende 4 a 8 cm do lóbulo. Vários elementos, muitas vezes com partes móveis. O tipo mais dramático.
Para que rostos. Alongado: ideal, a largura do lustre equilibra o estreito. Oval: bem. Redondo: cuidado, pode acentuar a redondez. Quadrado: lustres arredondados suavizam.
Quando usar. Noite, eventos, saídas. Não no dia a dia: pesados, estorvam ao mover-se, engancham no cabelo e na roupa.
5. Ear cuff
Prende-se à borda da orelha (cartilagem), sem furo. Abraça a orelha como um clipe. Parece um piercing de cartilagem, mas sem dor. Para perceber os tipos, materiais e formas de o combinar com o resto dos brincos, existe um guia dedicado de ear cuffs e joias para cartilagem sem furar.
Para quem. Para quem quer o efeito sem o furo. Para homens que começam com joias e ainda não estão prontos para um brinco. Como acento adicional a brincos já existentes.
6. Clipe
Prende-se ao lóbulo com uma mola de pressão. Sem furo. Parece um stud ou pendente, mas sem buraco na orelha.
Prós. Sem furo. Pode-se trocar todos os dias. Seguro para crianças.
Contras. Aperta o lóbulo (ao fim de 2 a 4 horas pode incomodar). Pode cair. Menos opções de design do que para orelhas furadas.
7. Gancho (Hook / French wire)
Arame fino em forma de gancho, que passa pelo lóbulo. O pendente pende da ponta. O apoio mais leve: quase não se sente na orelha.
8. Passador (Threader)
Corrente fina que se passa pelo lóbulo. Uma ponta fica à frente, a outra atrás. Comprimento ajustável. Um visual minimalista e moderno.
9. Brinco navalha (especial Zevira)
Uma categoria à parte. Um brinco em forma de navalha que realmente se abre. Fechado: silhueta compacta. Aberto: uma faca em miniatura. Um brinco interativo em que cada gesto de abrir é uma pequena representação.
Para quem. Para os corajosos. Para quem quer que cada segundo alguém pergunte "o que tens na orelha?" Para colecionadores de navalhas, apaixonados por Espanha, gente farta de brincos vulgares.
Como usar. Um brinco numa orelha. Assimetria. A outra orelha: vazia, ou um stud pequeno para equilíbrio.
Uns lustres debaixo da melena solta não os vê ninguém. Quer drama nas orelhas? Apanhe o cabelo, e sem discussão.
Como usar os brincos
Pelas minhas mãos passaram centenas de pares em sessões, e os erros repetem-se. Reúno aqui o que de facto funciona, por ocasião.
Que brincos recomendo no dia a dia? Para o dia a dia aconselho studs pequenos ou mini-argolas até 15 mm em pino fino. A pele quente fica bem com o tom dourado, a fria com o aço e a prata. O objetivo é rematar o rosto, não brilhar, por isso de manhã desaconselho os lustres.
O que funciona no escritório? Para o escritório recomendo um stud ou uma argola até 20 mm no mesmo tom do relógio e da armação dos óculos. Nada de pendurado, nada de gritante: o brinco mostra cuidado com o detalhe, não compete pelo olhar. Sob uma gola fechada e um penteado limpo é o par mais seguro.
Como monto um visual de noite? Para a noite escolho pendentes ou lustres e o pescoço despido: cabelo apanhado ou uma melena lisa. Um decote aberto dá espaço ao brinco e o movimento apanha a luz. Se levar decote profundo com pendente, aplique a regra do contraste: brincos fortes e pendente discreto, ou o inverso.
O que escolho para uma ocasião especial? Para um casamento, uma formatura ou uma mesa de festa aconselho um par forte ou um conjunto mismatched do mesmo universo: Sol e Lua, nazar e hamsa. O resto das joias, nessa noite, mais caladas, para que as orelhas mandem.
Como combino brincos e penteado? Os brincos compridos aconselho-os só com o cabelo apanhado: sob uma melena solta um lustre não o vê ninguém. Um corte curto despe a orelha e admite uma forma mais marcada, e uma melena média leva igualmente bem argolas e pendentes. Ajuste o comprimento do brinco ao decote, não o contrário.

Ligue a câmara, escolha uns brincos, um pendente ou um anel, e veja a peça em si em tempo real.
Muda de modelo com um toque.
Tudo funciona no seu navegador: nenhuma foto ou vídeo é enviado para lado nenhum.
Brincos por formato de rosto
Rosto redondo
Objetivo: alongar visualmente. Sim: pendentes compridos, argolas alongadas, brincos verticais. Tudo o que crie uma linha vertical junto ao rosto. Não: argolas redondas grandes (acentuam a redondez), studs largos (acrescentam largura).
Rosto oval
Objetivo: não estragar as proporções perfeitas. Sim: tudo. A sério, ao oval fica bem qualquer tipo. Único conselho: nada muito comprido (mais de 3 cm abaixo do queixo alonga). Não: sem restrições.
Rosto quadrado
Objetivo: suavizar ângulos. Sim: argolas redondas, pendentes ovalados, brincos com linhas fluidas. Tudo o que é redondo suaviza um maxilar e uma testa quadrados. Não: brincos quadrados e geométricos (quadrado mais quadrado é demasiado). Ângulos vincados nos brincos acentuam os ângulos do rosto.
Rosto alongado / retangular
Objetivo: acrescentar largura, encurtar visualmente. Sim: argolas grandes, lustres largos, studs médios. Acentos horizontais. Não: pendentes compridos (alongam mais).
Rosto em coração (triangular)
Objetivo: acrescentar largura ao queixo. Sim: brincos que alargam para baixo. Lustres, pendentes largos. Argolas médias. Não: brincos que estreitam para baixo (repetem o formato do rosto).
Rosto em losango
Objetivo: suavizar as maçãs do rosto, acrescentar volume em cima e em baixo. Sim: studs (volume no lóbulo equivale a volume na parte de baixo do rosto), pendentes curtos. Argolas finas. Não: brincos ao nível das maçãs do rosto (alargam mais).
| Formato de rosto | Melhores tipos | Evitar |
|---|---|---|
| Redondo | Pendentes compridos, argolas alongadas | Argolas redondas grandes |
| Oval | Tudo | Muito compridos |
| Quadrado | Argolas redondas, pendentes ovalados | Quadrados, angulosos |
| Alongado | Argolas grandes, lustres | Pendentes compridos |
| Coração | A alargar para baixo | A estreitar para baixo |
| Losango | Studs, pendentes curtos | Ao nível das maçãs do rosto |
Brincos por ocasião
Escritório ou reunião de negócios. Studs ou mini-argolas. Nada de pendurado, nada de brilhante. O brinco deve notar-se mas não distrair. A regra básica aplica-se sempre: que não desvie a atenção da mensagem.
Encontro. Pendentes ou argolas médias. O movimento do brinco puxa o olhar para o rosto. Funciona à letra: numa conversa, o olhar do outro segue o elemento em movimento e volta aos seus olhos. Física da atenção.
Festa ou concerto. Lustres, argolas grandes, um brinco navalha. Quanto mais arrojado, melhor. À noite a luz apanha o metal, os brincos funcionam a 100%.
Ginásio. Studs ou nada. Argolas e pendentes engancham em toalhas, capuzes, cabelo. Melhor tirar.
Praia. Studs de aço inoxidável. Nada de pendurado (areia mais sal mais vento é igual a cabelo enredado mais brinco enredado). Um nazar stud pequeno ou uma mini concha. Com calor, o aço inoxidável é o seu melhor amigo.
Entrevista de emprego. Studs ou mini-argolas. Clássico. Nada de provocador. O brinco deve dizer "presto atenção aos detalhes", não "olhem para as minhas orelhas".
Assimetria: um brinco ou diferentes em cada orelha
Um brinco
Um brinco numa orelha é uma declaração. Popular entre os homens, cada vez mais entre as mulheres. Cria assimetria, chama a atenção para um lado do rosto. Que lado escolher: explicado em detalhe no guia de brincos e orelhas.
Mismatched (brincos diferentes)
Brincos diferentes em orelhas diferentes: uma tendência que se tornou norma. Brincos Tarot Sol mais Lua: o mismatch clássico. Dois símbolos que se complementam, um conjunto, brincos diferentes.
Regra: os brincos devem ser do mesmo "universo". Sol mais Lua é lógico. Navalha mais lótus é caos.
Peso dos brincos: quando o lóbulo diz "basta"
O lóbulo aguenta uma quantidade surpreendente, mas não infinita.
Até 5 gramas: confortável o dia todo. Studs, mini-argolas, pendentes leves.
5 a 10 gramas: confortável 4 a 6 horas. Argolas médias, pendentes com elementos. Para a noite, bem. O dia todo: o lóbulo cansa.
10 a 15 gramas: 2 a 3 horas. Argolas grandes, lustres. Para eventos, não para o dia a dia.
Mais de 15 gramas: só para eventos. Lustres a sério, brincos étnicos grandes. O lóbulo estica com o uso regular de brincos pesados. E isso é irreversível.
Teste: pese o brinco na balança de cozinha. Ou ponha-o na orelha e espere 10 minutos. Se ao fim de 10 minutos está confortável, aguenta 4 horas. Se ao fim de 10 minutos puxa, não é o seu formato para uso prolongado.
Opiniões de clientes
A Zevira é uma joalharia real. Pagamentos, envios e agradecimentos de clientes autênticos.
Brincos mais pendente: como não chocar
Brincos e pendente veem-se ao mesmo tempo. Se "brigam", o olhar salta sem encontrar foco.
Regra do contraste. Brincos chamativos igual a pendente discreto. Pendente chamativo igual a brincos discretos. Nunca ambos aos gritos.
Regra do tema. Brincos e pendente da mesma "história". Brincos Tarot mais pendente Tarot é um conjunto. Brinco navalha mais outro pendente navalha é uma coleção. Brincos de coração mais pendente de caveira é um conflito.
Regra da distância. Mínimo 15 cm entre a parte de baixo do brinco e a parte de cima do pendente. Mais sobre comprimento de corrente.
Cuidados com os brincos
Depois de cada uso. Limpe o pino e a borboleta. Acumulam-se gordura e bactérias. Especialmente se o furo for recente (menos de 6 meses).
Uma vez por semana. Deixe os brincos de molho em água morna com sabão 5 minutos. Escove o orifício do pino com uma escova macia. Seque.
Arrumação. Separados. Os brincos com pendentes enredam-se pior do que os auriculares. Um organizador com buracos ou um saquinho macio para cada par.
Furo recente. Primeiras 6 semanas: só aço cirúrgico ou titânio. Nada de latão, nada de prata. O furo está a cicatrizar. Passadas 6 semanas: qualquer metal hipoalergénico.
Pingente navalha CAPAORA mini
A navalha espanhola do século XVIII em miniatura: 40 mm de aço inoxidável, um verdadeiro mecanismo dobrável e o fecho Palanquilla com o seu clique. Um presente acessível para recordar.
Autêntico · Envio de Espanha · Devolução em 14 dias
Perguntas frequentes
Que brincos para todos os dias? Studs de aço inoxidável 316L. Pequenos (3 a 6 mm), leves, hipoalergénicos. Põe de manhã, tira à noite (ou não). Seguros para o duche, desporto, dormir.
As argolas esticam o lóbulo? Pequenas e médias (até 25 mm, até 5 gramas): não. Grandes e pesadas com uso diário: sim, aos poucos. Alterne com brincos leves.
Pode-se dormir com brincos? Com studs: sim (se forem pequenos e planos atrás). Com argolas: não (apertam, engancham na almofada). Com pendentes: definitivamente não.
Que brincos para homens? Primeiro: stud 3 a 4 mm ou mini-argola 12 a 14 mm. Um brinco, uma orelha. Mais no guia para homens.
Como escolher brincos de presente? Se não conhece o gosto: studs. Universais, ficam bem a todos. Se conhece: argolas com simbolismo (Tarot, nazar). Se quer surpreender: um brinco navalha.
Brincos e óculos: como combinar? As armações competem com os brincos pela atenção. Armação grossa: studs pequenos (não sobrecarregar). Armação fina ou sem aro: qualquer brinco. Cor da armação e metal do brinco melhor no mesmo tom.
Brincos e cabelo: conselhos práticos
Cabelo curto
O cabelo curto mostra os brincos ao máximo. Cada tipo fica visível: studs, argolas, pendentes, cuffs. Com um corte pixie, os brincos tornam-se o acessório dominante do rosto. Os brincos statement causam mais impacto com cabelo curto porque nada compete.
Cabelo médio
Os brincos aparecem e desaparecem por entre as madeixas. Esse efeito peek-a-boo funciona especialmente bem com pendentes e argolas que se movem. Com um bob, os brincos ficam visíveis ao virar a cabeça, criando um efeito dinâmico que chama a atenção de forma natural.
Cabelo comprido
O cabelo comprido pode esconder por completo os brincos. Os studs desaparecem. As argolas enredam-se. Os pendentes engancham nas madeixas. Soluções: pôr o cabelo atrás das orelhas (clássico), fazer risca ao lado (uma orelha livre), ou apanhar o cabelo (visual de noite, ambas as orelhas livres).
Cuidado com cabelo comprido mais brincos de gancho: os fios soltos enrolam-se à volta do gancho e puxam ao mover-se. Dói e pode danificar o cabelo. Os fechos de borboleta ou clipe são mais seguros.
Brincos para homens
A atitude perante os brincos de homem mudou drasticamente. Nos anos 80, um brinco num homem era provocador. Nos anos 90 normalizou-se em certas subculturas: punk, techno, hip-hop. Desde os anos 2010, um stud pequeno ou uma mini-argola num homem é completamente normal na maioria das cidades.
O primeiro brinco para homens: stud de aço inoxidável de 3 a 4 mm. Uma orelha. Esforço mínimo, segurança máxima. Se gostar, pode passar depois a uma mini-argola ou a um brinco navalha. Mais no guia para homens.
Deixa o teu email e enviamos o código de desconto. Sem spam, cancelas com um clique.
O código chega por email, válido no teu primeiro pedido.
Brincos por estação
Primavera/Verão: materiais leves, temas marítimos, cor. Argolas pequenas com esmalte, pendentes com motivos nazar, studs com toques de pedra. Os festivais de verão são o momento para a máxima expressão de brincos.
Outono/Inverno: tons metálicos quentes, peças maiores (porque o cabelo e os cachecóis cobrem o resto da cabeça). Argolas douradas, pendentes statement para as festas de fim de ano, metais escuros para novembro.
História dos brincos: 5.000 anos em cinco minutos
Os brincos são mais antigos do que a escrita. Os brincos mais antigos que se conhecem vêm da Mesopotâmia, por volta de 2500 a.C. Eram argolas de ouro, usadas por sumérios de ambos os sexos. Os egípcios aperfeiçoaram a arte: o tesouro funerário de Tutankámon contém brincos de um requinte impressionante.
Na Antiguidade grega e romana, os brincos eram sobretudo joalharia feminina. Os homens usavam-nos menos, embora as lendas de piratas e marinheiros sugiram o contrário. Na Idade Média, os brincos quase desapareceram porque os penteados altos e as toucas cobriam as orelhas. Para quê enfeitar o que ninguém vê?
O Renascimento trouxe-os de volta. Quando os penteados mudaram e os decotes baixaram, as orelhas voltaram a ver-se. Os brincos de pérola tornaram-se símbolo de estatuto. A rainha Isabel I usava-os. Shakespeare mencionava-os.
Nos séculos XVIII e XIX, os estilos multiplicaram-se. Lustres para a noite. Camafeus para o dia. Studs de diamante para os ricos. Brincos de azeviche para o luto. A rainha Vitória popularizou a joalharia de azeviche quando guardou luto pelo príncipe Alberto.
O século XX trouxe a maior mudança: o furo das orelhas tornou-se geralmente aceite a partir dos anos 1950. Antes disso, muitas mulheres usavam clipes. Depois, as orelhas furadas tornaram-se norma. E a partir dos anos 1970, os homens começaram a usar brincos de novo, primeiro como declaração subcultural (punk, New Wave), depois como corrente principal.
Hoje não há regras. Homens, mulheres, pessoas não binárias, todos usam o que querem. Vários piercings são normais. A assimetria é tendência. E um brinco navalha que realmente se abre teria fascinado um sumério há 5.000 anos tanto como hoje.
Tendências: o que fica, o que sai
Fica: studs (o clássico de sempre), mini-argolas (universalmente usáveis), pares mismatched (agora uma norma, já não só tendência).
Forte agora: brincos statement com simbolismo (Tarot, nazar, motivos celestes). O significado pessoal supera a estética pura. As pessoas querem joias que digam algo, não só que brilhem.
A regressar: lustres para a noite. Depois de anos de minimalismo, há quem queira opulência de novo, mas dirigida: um brinco dramático, o resto discreto. Também as argolas com pendentes (como as argolas Tarot) são uma categoria em crescimento.
A sair: brincos de acrílico monocolor que pendem em cada loja de fast fashion por uns trocos. Partem-se, desbotam, acabam no lixo. Qualidade supera quantidade, mesmo em brincos. Três bons pares que duram anos superam trinta baratos que juntam pó numa gaveta ao fim de três semanas.
Escolher brincos de presente: o guia completo
Os brincos são um dos presentes de joalharia mais populares, mas também um dos mais complicados. Ao contrário de um pendente (tamanho único) ou de um anel (arriscado sem saber a medida), os brincos ficam mesmo ao lado do rosto. O que fica bem é muito pessoal.
Quando conhece o gosto
Repare no que a pessoa já usa. Usa studs? Ofereça studs mais interessantes, não de repente lustres. Usa argolas? Ofereça argolas com simbolismo (Tarot, nazar). Usa pendentes? Aqui há espaço para criatividade: um brinco navalha para a mais atrevida.
Quando não conhece o gosto
Studs. Sempre studs. Pequenos (5 a 7 mm), de qualidade, em aço inoxidável ou latão revestido. Ficam bem em qualquer estilo, qualquer rosto, qualquer ocasião. Universais e seguros.
Escolha de material para presente
Aço inoxidável 316L para orelhas sensíveis (hipoalergénico, sem níquel). Latão revestido para tons de pele quentes. Na dúvida: aço inoxidável acerta sempre. Sem risco de alergia, sem manutenção, sem manchas verdes.
Preços dos brincos: o que se recebe pelo dinheiro
O intervalo de preços dos brincos é enorme. Um par de uma banca de rua custa uns trocos. Um par de um joalheiro custa centenas. Qual é a diferença?
Segmento de entrada: bijutaria. Liga de zinco, revestimento fino, muitas vezes com níquel. Dura semanas, talvez meses. Fica verde, descasca, pode provocar alergias. Não para uso diário.
Segmento médio: aço inoxidável ou latão bem revestido. Dura anos com cuidado mínimo. Sem alergias. Sem manchas verdes. A melhor relação preço-desempenho para uso diário.
Segmento de qualidade: joalharia cuidada. Prata 925, latão revestido com trabalho de detalhe, ou aço inoxidável com desenhos elaborados. Aqui paga-se pelo design, pelo trabalho de detalhe e pelo simbolismo. Um brinco navalha que realmente se abre cai neste segmento.
Segmento alto: joalharia de ouro ou peças de autor. Ouro 14K ou 18K, pedras preciosas. Para ocasiões especiais ou como investimento.
A recomendação honesta: para o dia a dia não precisa de ouro. Um stud de aço fica igualmente bem a dois metros de distância como um de ouro. A diferença nota-se na mão, não na orelha. Se o material lhe importa, invista. Se o design lhe importa, há opções excelentes em cada segmento de preço.
O brinco navalha: um mundo à parte
O brinco navalha merece menção especial porque representa uma categoria completamente única. Um brinco que se abre, como uma verdadeira navalha espanhola. Fechado: silhueta compacta e elegante. Aberto: uma navalha em miniatura com lâmina visível.
Porque é diferente. Os brincos comuns são estáticos. O brinco navalha é interativo. Cada abrir e fechar é uma pequena representação. Numa conversa, enquanto espera, enquanto pensa: o desdobrar deliberado torna-se um ritual, parecido com brincar com um isqueiro ou uma caneta.
Para quem. Para quem entende a joalharia como expressão, não como decoração. Para apaixonados por Espanha, colecionadores de navalhas, qualquer pessoa que ache os brincos normais aborrecidos.
Como usar. Um brinco, uma orelha. A outra orelha: vazia, ou um stud pequeno para equilíbrio. A assimetria faz parte do design. Dois brincos navalha em ambas as orelhas: possível, mas opulento. Comece por um.
Envia a um amigo um código de desconto, ele poupa no primeiro pedido.
Brincos e saúde: o que diz a ciência
Níquel e regulação
A alergia ao níquel é a alergia de contacto mais comum na Europa. Afeta 10 a 15% das mulheres e 3 a 5% dos homens. A regulamentação limitou estritamente o teor de níquel em joalharia com contacto prolongado com a pele. Produtos de vendedores de confiança são geralmente seguros. Mas importações baratas de certos marketplaces nem sempre cumprem estas normas. Se tem orelhas sensíveis, pergunte pelo material antes de comprar.
Brincos e dores de cabeça
Um mito comum: os brincos provocam dores de cabeça. A realidade é mais matizada. Brincos pesados (mais de 10 gramas) podem criar tensão no lóbulo ao fim de horas, que se pode estender pelo maxilar até à têmpora. Não é alergia nem fenómeno místico. É mecânica. Brincos mais leves ou tempos de uso mais curtos resolvem o problema.
Metais ordenados por sensibilidade
Para orelhas sensíveis, por ordem de tolerância:
- Titânio: o material mais seguro. Usa-se em implantes médicos. Reação nula em praticamente toda a gente.
- Nióbio: parecido com o titânio, mas mais raro em joalharia. Pode anodizar-se para efeitos de cor.
- Aço inoxidável 316L: aço cirúrgico. Libertação mínima de níquel, seguro para a maioria.
- Ouro 14K+: seguro, desde que a liga seja baixa em níquel.
- Prata 925: geralmente segura, mas pode conter vestígios de níquel. Não é a primeira escolha para orelhas muito sensíveis.
- Latão: não para orelhas sensíveis. Contém cobre e zinco, pode causar descoloração e irritação.
Brincos e piercings: o que precisa de saber
Antes de escolher um brinco que ocupe uma zona específica da orelha, vale a pena perceber que tipos de furo existem e como cada um cicatriza. Para isso existe o guia completo de tipos de piercings de orelha.
O primeiro furo
Vá a um estúdio de piercing profissional com técnica de agulha, não de pistola. A agulha é mais precisa, causa menos dano ao tecido e cicatriza mais depressa.
Tempo de cicatrização de lóbulos: 6 a 8 semanas. Durante este período, só aço cirúrgico ou titânio. Nada de latão, nada de prata.
Tempo de cicatrização de cartilagem: 3 a 12 meses. Mais longo, mais sensível. Só com acompanhamento profissional.
Cuidados durante a cicatrização: limpar duas vezes por dia com soro fisiológico. Não rodar, não tocar (exceto para limpar). Nada de piscina, nada de sauna.
Brincos extra: perguntas frequentes
Posso misturar metais diferentes em cada orelha? Sim, se parecer intencional. Um stud dourado na orelha esquerda e um prateado na direita: parece deliberadamente mismatched. Mesma forma, metal diferente. Funciona sempre que as formas coincidam.
Quanto tempo demora a habituar-me aos brincos? Studs: 1 a 2 dias. Argolas: 3 a 5 dias (o peso é desconhecido). Pendentes: 5 a 7 dias (o movimento irrita ao início). Ao fim de uma semana não nota o brinco. Ao fim de um mês sente-lhe a falta quando não o tem.
Os brincos caros são melhores do que os baratos? Não automaticamente. Um brinco de bijutaria fica verde numa semana e pode provocar alergias. Mas um brinco de aço pode ficar e durar tão bem como um de ouro, só que noutro material. A relação preço-qualidade não é linear.
Devo tirar os brincos durante a minha rotina de cuidados de pele? Sim, antes de aplicar cremes, séruns e protetor solar. Estes produtos deixam resíduos no metal que podem atacar revestimentos. Especialmente relevante para latão e prata. Com aço faz menos diferença, mas resíduos no pino podem irritar o local do furo.
Que brincos para a sauna? Nenhuns. A combinação de calor, suor e humidade agride todo o tipo de joalharia. A prata embacia mais depressa. O latão descolora. E metal quente na orelha pode ser genuinamente incómodo. Tire tudo antes de entrar na sauna.
Preciso de tirar os brincos na segurança do aeroporto? Studs pequenos: não, não ativam o detetor. Argolas grandes ou lustres: possivelmente, sobretudo se levar várias peças metálicas. Na dúvida: tire-os antes do scanner e ponha-os na bandeja.
Como guardo os brincos para não os perder? O maior problema: brincos soltos que perdem o par. Solução: guarde sempre os brincos em par, de preferência num organizador com buracos ou em saquinhos individuais. Quem atira brincos avulsos para uma gaveta só encontra metades de pares.
É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.
Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Brincos e furo: o que precisa de saber
O primeiro furo
Vá a um estúdio de piercing profissional com técnica de agulha, não de pistola. A agulha é mais precisa, causa menos dano ao tecido e cicatriza mais depressa.
Tempo de cicatrização de lóbulos: 6 a 8 semanas. Durante este período, só aço cirúrgico ou titânio. Nada de latão, nada de prata, nada de ouro abaixo de 14K.
Tempo de cicatrização de cartilagem: 3 a 12 meses. Mais longo, mais sensível. Só com acompanhamento profissional.
Cuidados durante a cicatrização: limpar duas vezes por dia com soro fisiológico. Não rodar, não tocar (exceto para limpar). Nada de piscina, nada de sauna.
Alergias e escolha de material
A alergia ao níquel é a alergia de contacto mais comum no mundo. Afeta 10 a 15% das mulheres e 1 a 3% dos homens. Se já sabe que reage ao níquel: só titânio, aço inoxidável 316L ou ouro 14K+. Nada de prata 925 (pode conter vestígios de níquel). Nada de latão. Nada de bijutaria.
Joias de prata e ouro, alianças, pendentes simbólicos, conjuntos a par.
Perguntas frequentes adicionais
Posso misturar metais diferentes em cada orelha? Sim, se parecer intencional. Um stud dourado na orelha esquerda e um prateado na direita: parece deliberadamente mismatched. Mesma forma, metal diferente. Funciona sempre que as formas coincidam.
Quanto tempo demora a habituar-me aos brincos? Studs: 1 a 2 dias. Argolas: 3 a 5 dias (o peso é desconhecido). Pendentes: 5 a 7 dias (o movimento irrita ao início). Ao fim de uma semana não nota o brinco. Ao fim de um mês sente-lhe a falta quando não o tem.
Os brincos caros são melhores do que os baratos? Não automaticamente. Um brinco de bijutaria fica verde numa semana e pode provocar alergias. Mas um brinco de aço pode ficar e durar tão bem como um de ouro, só que noutro material. A relação preço-qualidade não é linear. Passado certo ponto, paga-se pelo material (ouro vs aço), não pelo trabalho.
Devo tirar os brincos durante a minha rotina de cuidados de pele? Sim, antes de aplicar cremes, séruns e protetor solar. Estes produtos deixam resíduos no metal que podem atacar revestimentos. Especialmente relevante para latão e prata. Com aço faz menos diferença, mas resíduos no pino podem irritar o local do furo.
Que brincos para a sauna? Nenhuns. A combinação de calor, suor e humidade agride todo o tipo de joalharia. A prata embacia mais depressa. O latão descolora. E metal quente na orelha pode ser genuinamente incómodo. Tire tudo antes de entrar na sauna.























