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Como testar o ouro em casa: 7 métodos que funcionam

Como testar o ouro em casa: 7 métodos que funcionam e os seus limites

Um teste de ouro caseiro dá uma pista, não um veredicto. O íman, uma gota de ácido ou o peso num copo de água denunciam uma falsificação grosseira, mas o toque exato só o dirá um ourives com espectrómetro ou pedra de toque. Nenhum método de cozinha distingue um 585 honesto de um 750. Por isso convém testar em casa, mas não confiar tudo a um único teste.

A seguir, por ordem: porque se falsifica o ouro e com quê, como ler o contraste, o que mostra o íman e onde mente, como pesar o metal na água, o que faz uma gota de ácido sobre o ouro a sério e sobre o latão, que testes populares funcionam e quais não, e em que momento convém deixar de torturar a joia em casa e levá-la a um especialista. Cada método, com o seu ponto fraco bem à vista.

Porque se falsifica o ouro e como

O ouro falsifica-se por uma razão simples: um grama de metal custa o que várias boas refeições, enquanto um pedaço de latão com o mesmo brilho custa o que uma caixa de fósforos. Essa diferença de preço por uma coisa de aspeto idêntico é o motivo. Quanto mais caro é o metal, mais gente quer meter algo barato no seu lugar.

As falsificações têm graus diferentes de descaramento. Perceber com o que estás mesmo a lidar reduz logo o leque de verificações.

Banho de ouro: uma camada fina sobre uma base barata

O mais frequente e o mais honesto dos «truques». Uma camada fina de ouro autêntico depositada sobre uma base de latão, cobre ou prata. A espessura mede-se em mícrones, às vezes em frações de mícron. Por fora a peça parece de ouro, porque por fora é. O problema é que a camada gasta-se, e ao fim de um ano ou dois espreitam nas arestas e nas zonas de atrito o latão amarelo ou o cobre esbranquiçado. O banho de ouro nem sempre é uma burla: vende-se honestamente como alternativa acessível. Torna-se burla quando essa camada fina se faz passar por ouro maciço. A diferença entre revestimento e metal maciço desenvolvemo-la a fundo no artigo sobre banho de ouro versus ouro maciço.

Doublé e ouro laminado

O ouro laminado, ou «doublé» em francês, é uma camada grossa de ouro soldada mecanicamente a uma base sob pressão e temperatura. Aqui a camada é muito mais séria do que o banho galvânico corrente, às vezes dezenas de mícrones. A peça aguenta anos e por fora é quase indistinguível. Mas continua a não ser ouro maciço, e numa quebra ou num corte vê-se um núcleo diferente. Em joias antigas com esta técnica faziam-se caixas de relógio e armações.

Latão e tombac a imitar ouro

O latão é uma liga de cobre e zinco que pela cor pode parecer-se muito com o ouro amarelo. O tombac, um latão com alto teor de cobre, imita o ouro avermelhado. Sem revestimento, estas peças denunciam-se com o verde na pele e o cheiro caraterístico a cobre nas mãos. É precisamente o latão o que mais costuma «tocar» nas joias baratas de feira que se vendem como ouro.

Tungsténio dentro dos lingotes

Capítulo à parte para os investidores, não para a joalharia. A densidade do tungsténio quase coincide com a do ouro, por isso usa-se para falsificar lingotes: um núcleo de tungsténio com uma fina cobertura de ouro. O peso e o tamanho batem certo, e o teste caseiro de densidade aqui não serve de nada. Só salva perfurar, o ultrassom ou uma análise profissional. Na joalharia o tungsténio aparece de forma honesta, como material para anéis de homem, e aí não se disfarça de ouro.

Ligas de toque baixo vendidas como toque alto

O caso mais traiçoeiro. O metal é ouro a sério, mas há menos do que se anuncia. Em vez de 750 vendem-te 375, rebaixado com metais baratos. À vista desarmada e com o íman não há diferença: ambos são ouro. Aqui os métodos caseiros são quase inúteis, e para este caso existem os ourives e os espectrómetros.

Com que teste do ouro deves começar?
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Método 1: contraste e toque

A primeira coisa a fazer é, simplesmente, olhar para o metal com atenção. A maior parte do ouro legal traz contraste, uma marca minúscula com números e símbolos. É a forma mais rápida e segura de fazeres uma ideia do metal sem sequer lhe tocar.

O que é o toque e como lê-lo

Anel celta de ouro maciço do século IV antes da nossa era
Anel de ouro maciço de coleções antigas: o metal é igual por dentro e por fora e gasta-se de maneira uniforme, sem mudar de cor. Ring, 4th century BCE, Celtic. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)Ring, 4th century BCE. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O toque é o teor de ouro puro na liga. No sistema métrico exprime-se em milésimas. O toque 585 significa que há 585 partes de ouro por cada 1000, e o resto é liga: cobre, prata, zinco. O ouro puro de 999 quase não se usa em joalharia, é demasiado mole. Os toques mais habituais em joalharia são 375, 500, 585, 750 e 958. Quanto mais alto o número, mais ouro e mais caro o metal. A revisão detalhada de todos os valores reunimo-la no guia de contrastes e marcas em joalharia.

O sistema de quilates e o métrico

Nos países anglo-saxónicos o ouro mede-se em quilates, e é outro sistema, que não se deve confundir com os quilates das pedras. O ouro puro são 24 quilates. 18 quilates equivalem ao toque 750, 14 quilates ao 585 e 9 quilates ao 375. A conversão é simples: divide os quilates por 24 e multiplica por 1000. Se uma joia importada traz «585» ou «14K», é exatamente o mesmo teor de ouro.

Onde procurar o contraste

Num anel, o contraste costuma estar por dentro do aro. Em fios e pulseiras, no fecho ou numa pequena chapa junto ao fecho. Nos brincos, no gancho ou no reverso. A marca é diminuta, muitas vezes é preciso uma lupa ou a câmara do telemóvel com bom zoom. Junto ao número do toque costuma aparecer a marca pessoal do fabricante e, em alguns países, também o selo oficial do contraste em forma de figurinha ou escudo.

Marcas oficiais e marcas de fabricante

Além do número do toque, uma boa joia costuma trazer mais duas marcas. A primeira é a marca de fabricante ou oficina: um conjunto de letras num retângulo que permite seguir a peça até quem a fez. A segunda é o contraste oficial, que em cada país tem o seu aspeto: nuns sítios é uma figura de animal ou uma cabeça de perfil, noutros o escudo de uma cidade, noutros um código alfanumérico do laboratório de contrastaria. Estas marcas são postas por uma entidade independente após uma análise real do metal, e são mais difíceis de falsificar do que uns simples números. Se junto ao toque houver um contraste oficial bem feito e uma marca de fabricante, o contraste merece mais confiança. Se só houver números nus «585» sem nada que os acompanhe, vale menos.

Contrastes falsos

O contraste é um indício forte, mas não uma prova. Estampar uma marca falsa com os números «585» não custa nada, o cunho vale trocos. Por isso o contraste trabalha ao lado de outras verificações, não no lugar delas. É suspeito quando os números estão tortos, a profundidade diferente, esborratados ou postos à vista em vez de escondidos. O contraste autêntico é limpo e vai onde não se vê quando se usa a peça. A ausência total de marca não significa que o ouro seja falso: as joias antigas, as artesanais e algumas asiáticas podem vir sem contraste. Mas é motivo para verificar com mais cuidado.

Uma armadilha à parte é o contraste correto sobre o metal errado. Às vezes um vigarista pega num pedaço de uma joia velha de ouro com um contraste oficial autêntico, solda-lhe uma base barata e vende o conjunto como ouro. O contraste é real, mas só corresponde ao pedacinho pequeno. Por isso, até uma marca impecável convém reforçá-la verificando toda a peça: íman por zonas diferentes, inspeção das soldaduras, pesagem. Uma só marca autêntica não transforma em ouro o objeto inteiro.

O ouro que te pinta o dedo de verde é latão vestido de domingo. Usa o toque, não o banho, e ponto final.
Encontra o teu ouro
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Qual é o subtom da tua pele?

Como escolher e usar o ouro

Em anos de rodagens passaram-me pelas mãos centenas de peças de ouro, desde anéis herdados até fios finos. Quando o toque já está confirmado, começa a segunda pergunta: que ouro é o teu e como usá-lo para que trabalhe a favor do visual e não brilhe por conta própria. Reúno aqui o que ajuda mesmo a escolher.

Que ouro combina com o teu tom de pele? Para um subtom quente (veias esverdeadas, o bronzeado pega por igual) recomendo ouro amarelo ou vermelho: acende a pele por dentro. Para um subtom frio (veias azuladas) aconselho ouro branco, que dá um brilho limpo e frio e nunca briga com a pele. Um subtom neutro admite quase tudo, e aí costumo escolher o rosa como a opção quente mais versátil.

Amarelo, branco ou vermelho, o que muda sobre o corpo? A liga fixa a cor, e cada uma lê-se diferente na pele. O amarelo soa clássico e quente, o branco depurado e moderno, o vermelho suave pelo cobre da mistura. Com um guarda-roupa quente (bege, azeitona, caramelo) escolho amarelo. Com um frio (azul-marinho, cinzento, preto) aconselho branco. O rosa dá-se bem com os tons empoados e apagados.

Que toque convém para o dia a dia? Para uma peça que não tiras recomendo o toque 585: a cor já é intensa e o metal aguenta mais do que o 750, mais mole, por isso risca-se menos com chaves e teclados. Reserva o 750 para peças especiais e uso pontual, onde importa mais a profundidade da cor do que a resistência. Lembra-te de que quanto mais alto o toque mais mole é o metal, e um fio fino de 750 deforma-se antes.

Como usar o ouro para que nunca pareça barato? A regra principal: uma boa peça ganha sempre a um punhado de pequenas. Aconselho escolher uma peça âncora (um fio, um anel, um pendente) e montar o visual à volta dela. O ouro mate lê-se mais caro do que o espelho, e um brilho cor de laranja berrante denuncia o banho mais do que o metal maciço. Mantém a peça limpa: gordura e cosméticos apagam o próprio brilho quente do ouro.

Podem misturar-se ouro e prata? Sim, e há muito que deixou de ser um erro; é um recurso. Recomendo misturar com intenção: repete ambos os metais pelo menos duas vezes no conjunto, para que se leia como decisão e não como descuido. O ouro amarelo ao lado da prata dá um contraste vivo, o rosa une com suavidade o quente e o frio. Uma condição: vigia que um banho barato ao lado de ouro maciço não denuncie a diferença de tom debaixo da luz.

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Método 2: o íman

O teste do íman agrada pela sua simplicidade: aproximas e vê-se logo. Descarta mesmo parte das falsificações, mas sobrevalorizá-lo é perigoso.

O ouro não é magnético

O ouro puro não é atraído pelo íman. De todo. Se uma joia se cola a um íman forte, ouro maciço não pode ser, dentro há ferro ou aço. Para o teste é preciso um íman de neodímio potente, não o imanzinho do frigorífico: um campo fraco pode não reagir nem sequer perante uma base de ferro. Aproxima o íman da joia, ou pendura o íman de um fio e aproxima-lhe a joia. Se ele a puxa, com certeza não é ouro.

Porque não é um teste a cem por cento

E é aqui que o íman mente. Muitas falsificações também não são magnéticas. O latão não se imana. O cobre não se imana. O alumínio, o chumbo e os aços inoxidáveis não magnéticos não reagem ao íman. Um latão com banho de ouro passa tranquilamente o teste do íman e faz-se passar por ouro. Por isso o íman só sabe dizer «não», quando a peça se cola, mas não sabe dizer «sim». Que não se cole não equivale a ouro. Só significa que dentro não há um recheio grosseiro de ferro.

O truque do íman forte e da inclinação

Há uma versão avançada do teste para lingotes e moedas, baseada não na atração mas na travagem. O ouro é diamagnético: perto de um íman forte em movimento induzem-se nele fracas correntes de Foucault. Se deslizas devagar um íman de neodímio potente sobre uma superfície de ouro inclinada, ele trava um pouco, como se rolasse sobre mel. Sobre uma falsificação de liga leve escorrega com mais soltura. O método é delicado, exige prática e com joias pequenas quase não funciona. Para verificar um anel em casa, é melhor não confiar nele.

Quando o íman salva mesmo

Apesar de todas as ressalvas, o íman continua a ser o primeiro teste, e não por acaso. Uma enorme parte das falsificações grosseiras e das peças confundidas com ouro contém aço: fios baratos com alma de ferro, fechos de aço debaixo de tinta dourada, moedas «de ouro» de recordação sobre base de aço. Todas se colam ao íman num instante. Passa o íman em separado pelo corpo da peça e pelo fecho: às vezes o corpo não é magnético e o fecho é, e isso já diz que a peça foi montada com materiais diferentes. Trinta segundos de verificação poupam tempo e nervos antes de tirar a balança, quanto mais o ácido.

Método 3: inspeção visual

Os olhos e as mãos são uma ferramenta subvalorizada. Antes de deitar mão ao ácido, examina a peça com atenção e boa luz. A falsificação muitas vezes denuncia-se sozinha.

Atritos e base que espreita

O grande traidor do banho de ouro é o desgaste. Olha para as zonas que mais roçam: as arestas do anel, a face interior do aro, os elos do fio nas dobras, as pontas das garras que seguram uma pedra. Se debaixo da camada amarela espreita outra cor, esbranquiçada, avermelhada, cinzenta, tens à frente um revestimento sobre base barata, não metal maciço. O ouro maciço gasta-se de forma uniforme e não muda de cor, porque é igual por dentro e por fora.

A cor nas arestas e nos recessos

No ouro a sério a cor é profunda e uniforme por toda a superfície, incluindo os recessos da gravação e as uniões das peças. O banho barato costuma ficar irregular: nos recessos o tom é mais escuro ou, pelo contrário, não chega a cobrir, e nos relevos é mais brilhante. Uma cor demasiado berrante, alaranjada, «de brinquedo», também é suspeita: as ligas naturais de ouro têm um tom mais suave. Que haja tons diferentes no próprio ouro, branco, amarelo, vermelho, é normal e depende da liga, explicamo-lo no artigo sobre ouro branco ou amarelo.

Pele verde e marcas escuras

Se depois de a usares fica na pele uma marca verde ou preta, é quase de certeza a reação do cobre da liga com o suor e os cosméticos. O ouro maciço de toque alto quase não a deixa, tem pouco cobre. Já o latão, o tombac e o banho gasto pintam a pele de verde com regularidade. É um sinal indireto, mas honesto. Porque acontece e o que fazer sobre isso explicamo-lo a fundo no artigo sobre porque a pele fica verde com as joias e como resolver. A marca verde por si só não é um veredicto, a prata barata também deixa às vezes marca escura, mas junto com a base que espreita o quadro fica claro.

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Método 4: água e densidade

É o mais «científico» dos métodos caseiros e o único que se apoia numa propriedade física difícil de falsificar numa joia. O ouro é muito pesado, mais denso do que quase todos os metais que vão parar à joalharia. A ideia é medir a densidade e compará-la com um padrão.

Porque o ouro pesa tanto

Anel de ouro maciço do século XVII
O ouro maciço é mais denso do que quase todos os metais de joalharia e puxa pela palma da mão de forma percetível. Ring, 17th century. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)Ring, 17th century. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

A densidade do ouro puro ronda os 19,3 gramas por centímetro cúbico. Para comparar: a prata anda pelos 10,5, o latão pelos 8,5, o aço pelos 7,8, o chumbo pelos 11,3. Até as ligas de ouro são bastante mais densas do que as falsificações correntes: o toque 585 ronda os 13, o 750 ronda os 15-16. Ou seja, um pedaço de ouro, com o mesmo tamanho, pesa de forma percetível mais do que um pedaço igual de latão. É a primeira coisa que as mãos de alguém com experiência notam: o ouro «puxa» pela palma.

Calcular a densidade em casa

São precisas uma balança de cozinha precisa (melhor de joalheiro, com precisão de centésimas de grama), um copo de água e um fio. A ordem é esta. Primeiro pesa a joia seca e anota a massa em gramas. Depois pendura-a de um fio fino e mergulha-a por completo no copo de água que está sobre a balança, sem tocar no fundo nem nas paredes. Anota quantos gramas subiu a leitura: essa é a massa da água deslocada, e em gramas coincide numericamente com o volume da peça em centímetros cúbicos. Divide a massa da joia por esse volume. Obténs a densidade.

Um exemplo. O anel pesa 6 gramas. Ao mergulhá-lo a balança somou 0,4 gramas, portanto o volume é de 0,4 centímetros cúbicos. A densidade é 6 dividido por 0,4, igual a 15. Está perto do toque 750, bom sinal. Se tivesse saído à volta de 8-9, tens latão à frente, por muito que brilhe.

Referências de densidade por toque

Para que o cálculo signifique alguma coisa, é preciso ter com quê comparar. Tem à mão uma cábula curta. O ouro amarelo de toque 375 ronda os 11-12 gramas por centímetro cúbico, o de 585 ronda os 12,9-13,6, o de 750 ronda os 15-16, e o ouro puro de 999 ronda os 19,3. O ouro branco com o mesmo toque é algo mais denso pelo paládio ou pelo níquel da liga, e o vermelho algo mais leve pelo cobre. Se o teu cálculo cai num desses corredores, bom sinal. Se o resultado ronda os 8-9, tens latão ou bronze, por convincente que brilhe a peça. À volta dos 10-11 é prata ou as suas ligas. A própria margem de valores insinua também o toque, mas por alto: os corredores de toques vizinhos sobrepõem-se, e confundir um 585 com um 750 numa balança de cozinha é fácil.

Onde o método mente

A precisão esbarra na balança e nas bolhas de ar. Numa balança barata com passo de um grama é impossível medir o deslocamento de um anelzinho, a margem de erro come todo o resultado. Sacode as bolhas de ar da superfície antes de medir, ou baixarão o peso aparente e estragarão o número. As peças ocas, os fios com muitos elos, os objetos com pedras e fechos dão um volume errado: dentro há ar ou uma pedra de outra densidade, e o fecho e a mola costumam ser de aço. E o principal: o método distingue o ouro de uma falsificação leve, mas não separa com fiabilidade o toque 585 do 750, e não serve de nada contra um núcleo de tungsténio, cuja densidade é quase a do ouro. É um filtro grosso, não a balança precisa de um laboratório de contrastaria.

Método 5: cerâmica, o risco em azulejo sem esmalte

Um velho truque de joalharia, suave e quase inofensivo para o metal. É preciso um pedaço de cerâmica sem esmalte: o reverso de um azulejo, o fundo de uma chávena de porcelana, uma pedra de toque cerâmica.

Como fazer o risco

Passa a joia pela superfície cerâmica rugosa com uma pressão suave, como giz num quadro. Repara na cor da marca. O ouro a sério deixa um risco dourado, de um amarelo brilhante. A maior parte das falsificações deixa uma marca preta ou cinzenta escura: assim risca a pirite, assim riscam muitas ligas baratas e o metal pintado. Deve-se a que o ouro é mole e dúctil, «espalha-se» com a sua própria cor, enquanto as falsificações duras se esfarelam em pó escuro.

O que diz a cor do risco

Um risco dourado é bom sinal, mas não o definitivo: o banho de ouro também deixa marca dourada, porque por cima é ouro. Por isso a cerâmica costuma fazer-se onde o revestimento possa ter-se gasto, ou combina-se com outros testes. Um risco preto significa quase de certeza que não há ouro maciço. O método arranha um pouco a peça num ponto, por isso risca numa zona pouco visível, por exemplo a face interior.

Método 6: o teste do ácido

O mais preciso dos métodos caseiros e ao mesmo tempo o mais perigoso. O ácido mostra mesmo o ouro, porque o ouro é inerte e não reage com a maioria dos ácidos. Mas precisamente por isso é preciso trabalhar com reagentes agressivos, e um erro paga-se com a saúde e com estragar a peça.

Aviso: isto é perigoso

Os kits de ácido para ouro contêm ácidos fortes, entre eles o nítrico e o clorídrico. Deixam queimaduras na pele, corroem a roupa e libertam vapores irritantes. Sem luvas, proteção ocular e boa ventilação não te metas nisto. O ácido estraga de forma irreversível a peça no ponto do teste e dissolve por completo uma falsificação barata. Se a peça tem valor sentimental ou não confias no teu pulso, não faças o teste do ácido em casa. Leva a joia a uma casa de penhores ou a um ourives, eles têm o mesmo reagente, mas a mão feita e hotte de extração. É um daqueles casos em que poupar tempo não compensa o risco.

Como reage o reagente conforme o toque

O princípio é este. No kit há vários frascos, cada um para um toque. Aplica-se uma gota do ácido da concentração adequada sobre o metal, normalmente sobre um arranhão recente ou sobre a marca deixada na pedra de toque. O ouro a sério do toque indicado não muda debaixo do «seu» ácido. Se o toque é mais baixo do que o indicado, a gota começa a mudar de cor: um tom esverdeado leitoso indica pouco ouro ou nenhum, e um tom acastanhado indica banho sobre cobre. Pela concentração à qual o metal por fim «cede» determina-se o toque. É o método da pedra de toque, só que em versão caseira.

Porque é melhor deixá-lo nas mãos de um especialista

O kit de ácido responde por alto: «ouro ou não» e «mais ou menos que toque». Para ler bem a reação é preciso experiência: as cores são subtis, a iluminação influi, um principiante engana-se com facilidade. Além disso a peça fica com uma mancha indelével. Um profissional fará o mesmo com mais cuidado, e muitas vezes poupará até o ácido aproximando um analisador de fluorescência de raios X, que lê a composição sem um único arranhão. Em casa o ácido só se justifica se compras sucata com regularidade e sabes manejá-lo.

O que não se pode fazer com o ácido

Umas quantas proibições que parecem óbvias mas se ignoram sem parar. Não se pode deitar ácido com as mãos nuas: até uma gota pequena dá uma queimadura dolorosa, e no olho é uma lesão. Não se pode cheirar os vapores nem trabalhar num compartimento fechado: a mistura de ácido nítrico e clorídrico liberta um gás corrosivo. Não se pode guardar o kit onde cheguem crianças ou animais. Não se podem deitar os restos concentrados no lava-loiça, primeiro rebaixam-se muito com água. E não se pode testar com ácido o teu anel preferido «por via das dúvidas»: a mancha fica para sempre. Se algum destes pontos te gera dúvidas, é um sinal direto para levar a peça a um especialista em vez de fazer experiências.

Método 7: som, mordida, vinagre e outros testes populares

À volta do teste do ouro acumulou-se uma montanha de conselhos caseiros. Uma parte tem uma pontinha de sentido, outra é inútil ou nociva. Vemos isto com honestidade para não perderes tempo.

O teste do dente

Dos filmes de faroeste vem o costume de morder uma moeda: o ouro é mole e supostamente fica nele a marca do dente. Há algo de verdade, o ouro puro é mole a sério. Mas o toque das joias é mais duro pela liga, e com os dentes o mais provável é que danifiques o esmalte antes do metal. E também são moles o chumbo e o estanho, onde a marca fica ainda mais fácil do que no ouro. O chumbo, ainda por cima, é tóxico. Conclusão: não mordas as joias, o teste não é fiável e é nocivo.

O teste do som

Há quem acredite que o ouro soa mais limpo e mais tempo. Os metais preciosos têm mesmo um tanger especial e claro, que se usa ao verificar moedas, deixando-as cair sobre uma superfície dura e ouvindo. Mas distinguir de ouvido uma moeda de ouro de uma prateada só o consegue um ouvido treinado, e com joias de forma complexa o método quase não se aplica: o tanger depende da forma, do tamanho e das pedras mais do que do metal. Para casa é um entretenimento, não um teste.

O teste do vinagre

Uma gota de vinagre sobre o metal: o ouro não reage, e o cobre e o latão podem escurecer ou dar uma pátina esverdeada. A lógica é correta, o ácido acético atua fraquinho sobre as ligas de cobre. Mas a reação é fraca, lenta e fácil de confundir com a oxidação corrente. O vinagre não distingue o ouro maciço de um bom banho e não diz o toque. Como pista caseira rápida vale, como teste não.

Iodo, base de maquilhagem e outras pistas

Às vezes aconselham deitar iodo sobre o metal ou aplicar base de maquilhagem: no cobre fica uma mancha escura. O iodo escurece mesmo muitos metais e deixa mancha até no ouro de toque baixo, por isso para uma peça cara é má ideia. A base de maquilhagem escurece com o aço do ferro, mas isso é outra vez um sinal indireto, não um teste. Todos estes métodos são do tipo «melhor do que nada», mas não se pode tirar uma conclusão a partir deles.

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O que não funciona e os mitos

Uns quantos erros enraizados pelos quais as pessoas se enganam com o ouro muitas vezes.

Mito primeiro: «o ouro a sério não afunda». Afunda, e de que maneira, é uma das substâncias mais pesadas que existem. A flutuabilidade não tem nada a ver, e qualquer conselho de «verifica o ouro atirando-o à água» confunde a causa com o efeito.

Mito segundo: «o ouro nunca mancha a pele». O toque alto quase não mancha, mas um 375 com muito cobre pode deixar marca, sobretudo no verão ou com a pele ácida. Um dedo verde debaixo de um anel de ouro nem sempre significa falsificação, às vezes é simplesmente um toque baixo.

Mito terceiro: «se brilha muito, é ouro». Justo ao contrário: o latão novo e o banho brilham mais e mais «baratos» do que o ouro puro, cujo tom é suave, quente, nada de espelho. Um brilho berrante é antes indício de revestimento.

Mito quarto: «o íman dirá tudo». O íman só dirá se há ferro dentro. As falsificações mais correntes, o latão e o banho, não são magnéticas e passam o teste sem pestanejar.

Mito quinto: «o contraste 585 é uma garantia». O contraste falsifica-se com um cunho por trocos. Reforça outros indícios, mas por si só não garante nada.

Testes caseiros do ouro comparados
MétodoO que mostraRisco para a joiaFiabilidade
ContrasteToque declarado, fabricanteNenhum
ÍmanFerro dentro (só diz NÃO)Nenhum
Vista / lupaBanho gasto, metal baseNenhum
Água / densidadeOuro vs falso leveNenhum
Risco em cerâmicaRisco dourado vs pretoRisco leve
Teste do ácidoOuro e toque aproximadoQueimaduras, marca a joia
Análise XRF no ourivesLiga e toque exatosNenhum

Quando ir ao ourives ou à casa de penhores

Os métodos caseiros vão bem como primeiro filtro. Mas assim que há dinheiro, uma herança ou uma compra duvidosa pelo meio, a precisão importa mais do que a comodidade. Os métodos profissionais não estragam a peça e dão uma resposta unívoca.

O analisador de fluorescência de raios X

A ferramenta principal da avaliação moderna. O aparelho irradia o metal e, pela radiação refletida, lê a composição exata da liga, incluindo o toque e as impurezas, em segundos e sem um único arranhão. Usam-no casas de penhores, casas de compra de ouro e oficinas de joalharia. É o método não destrutivo mais preciso ao alcance de uma pessoa normal: basta ir e pedir que verifiquem. Muitas vezes fazem-no de graça na esperança de que vendas o metal.

A pedra de toque e os ácidos na oficina

O método clássico do laboratório de contrastaria. Passa-se a joia por uma pedra escura, deixando uma marca, e deitam-se ácidos de concentração diferente. Pela reação lê-se o toque. O mesmo teste do ácido que em casa, mas em mãos peritas e com agulhas padrão para comparar. Deixa um risquinho minúsculo e impercetível que depois se pole.

Quanto custa a verificação e onde a fazem de graça

A boa notícia: a verificação precisa muitas vezes não custa nada. As casas de penhores e as casas de compra de ouro têm interesse em que lhes leves o metal a elas, por isso a medição com o analisador de raios X fazem-na de graça e à tua frente, a contar com fechar o negócio. Não estás obrigado a vender nada: podes simplesmente ficar a saber o toque e ir embora. As oficinas de joalharia às vezes cobram uma pequena quantia pela peritagem, sobretudo se precisas de um relatório oficial por escrito para o seguro ou uma herança. Se não tens por perto casa de penhores nem oficina, ajuda qualquer ourives que aceite peças para reparar: tem pedra de toque, ácidos e experiência. O custo dessa verificação não se compara com o preço de te enganares ao comprar ouro em segunda mão.

Quando basta a verificação caseira

Se só queres perceber se o anelzinho da feira é de ouro ou latão pintado, os métodos caseiros bastam: íman mais inspeção mais densidade dão uma resposta segura ao nível de «ouro ou não». Ir a um especialista compensa quando é preciso conhecer o toque exato, quando a peça é cara, quando a vais vender ou comprar em segunda mão por um dinheiro sério, e quando os testes caseiros deram um resultado contraditório.

Como não comprar uma falsificação à partida

A melhor verificação do ouro é comprar onde não seja preciso verificar. Uns quantos hábitos poupam nervos e dinheiro.

Compra a um vendedor com reputação e documentos. O recibo, a etiqueta com o toque, a garantia e a possibilidade de devolver a peça valem mais do que o desconto do «ouro a preço de latão». Um preço demasiado baixo não é sorte, é uma bandeira vermelha: o ouro não se vende muito abaixo do valor do metal no mercado, simplesmente não faz sentido para um vendedor honesto.

Pede que te mostrem o contraste e investiga o vendedor. Nos marketplaces, repara nas avaliações e em como se descreve o metal: um texto honesto separa «ouro 585» de «banho de ouro de 18K», um fraudulento mistura-os de propósito. As palavras «cor ouro», «tom ouro», «gold filled», «gold plated» significam que dentro não há ouro maciço, e isso é normal se o preço corresponder.

Tem presente a diferença de materiais. Muitos «truques» são na verdade um banho de ouro honesto que o comprador percebeu mal. Antes de gritar que é uma falsificação, garante que não confundiste o revestimento com o metal maciço: são duas categorias de produto diferentes, não ouro bom e ouro mau. A análise detalhada, no nosso artigo sobre banho de ouro versus ouro maciço.

Bandeiras vermelhas ao comprar em segunda mão

Uns quantos sinais que deviam pôr-te em alerta logo na feira, num anúncio ou em mãos alheias. O vendedor mete pressa e não te deixa examinar tranquilo a peça com lupa. O preço é bastante mais baixo do que o valor do metal por peso, e ainda assim o vendedor jura que o ouro é a sério. Há contraste, mas o vendedor fica nervoso quando pedes para o ver à luz. A peça vende-se «com urgência, por motivos familiares», em dinheiro e sem recibo. O metal é suspeitosamente leve para o seu tamanho. Nas fotos do anúncio sai uma peça e nas mãos há outra ligeiramente diferente. Qualquer destes pontos por si só não é um veredicto, mas dois ou três juntos significam que não convém tirar o dinheiro sem um analisador de raios X.

Extra: o kit de «detetive» caseiro por tuta e meia

Se queres verificar metal com regularidade, o equipamento mínimo reúne-se barato: um íman de neodímio potente, uma lupa de joalheiro de dez aumentos, uma balança precisa com passo de centésima de grama, um pedaço de azulejo sem esmalte e um copo. Com isso basta para uma resposta segura de «ouro ou não» em qualquer joia. O kit de ácido acrescenta-o só se estás disposto a respeitar a segurança e não te importas de deixar marca na peça. E para o toque exato, tem na mesma na cabeça a morada da casa de compra mais próxima com analisador de raios X.

Mitos sobre como testar o ouro
O ouro verdadeiro não flutua, por isso o teste do afundamento serve
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Se o íman não se cola, é ouro verdadeiro
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Um contraste 585 garante que o metal é mesmo 585
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Um brilho intenso significa que é ouro
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O ouro verdadeiro pode deixar uma marca verde na pele
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Testar o ouro e o tema «banho de ouro versus ouro maciço»

Estes dois temas andam de mãos dadas, mas respondem a perguntas diferentes, e é importante não os confundir. O nosso artigo sobre banho de ouro versus ouro maciço explica a diferença de materiais: o que é um revestimento, quanto dura, em que se distingue a galvânica do ouro laminado e do vermeil, se vale a pena comprar banho de ouro. É a pergunta «o que estou a comprar e quanto me vai durar».

Este artigo, por sua vez, é sobre métodos: como descobrir com as mãos, o íman, a água e o ácido se o que tens à frente é ouro ou não, e mais ou menos que toque. É a pergunta «como verificar o que já tenho na mão». Em resumo: primeiro lê sobre a diferença de materiais, para perceber o que existe, e depois volta aqui para aprender a reconhecê-lo. E consulta sem falta o guia de contrastes e marcas: sem perceber o que significam os números do contraste, qualquer verificação fica a meio.

Dados que surpreendem

O ouro é tão denso que um cubo de pouco mais de trinta centímetros de lado pesaria perto de uma tonelada. Um único cubo assim não o levantariam dois adultos, embora à vista tenha o tamanho de um banco.

Todo o ouro que a humanidade extraiu ao longo da história caberia mais ou menos em três ou quatro piscinas olímpicas. Apesar de milénios de extração, há surpreendentemente pouco metal no planeta, e isso sustenta o seu preço.

O ouro é tão maleável que de um único grama se pode esticar um fio de um par de quilómetros ou laminar uma folha mais fina do que o papel de fumar, através da qual passa a luz com um tom esverdeado. Por isso o banho de ouro pode ser tão fino: um grama cobre uma superfície enorme.

O ouro praticamente não se oxida nem se embacia, e por isso as joias antigas encontram-se brilhantes. A máscara de Tutankhamon esteve debaixo de terra mais de três mil anos e reluz como se a tivessem cunhado ontem.

A saliva e o suor não atuam sobre o ouro puro, mas a «água régia», a mistura de ácido nítrico e clorídrico, dissolve-o com facilidade. O nome surgiu precisamente porque essa mistura vence o «rei dos metais».

No corpo humano há uma quantidade minúscula de ouro, frações de miligrama, sobretudo no sangue. Para reunir mesmo que só um anel seriam precisas milhares de pessoas.

O cosmos fabrica o ouro em catástrofes: uma parte importante dos átomos de ouro do universo nasceu em colisões de estrelas de neutrões. O anel na tua mão é, literalmente, um estilhaço de estrela.

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Perguntas frequentes

Como testar o ouro em casa sem reagentes?

Encadeia três métodos seguros. Primeiro o íman: se se cola, com certeza não é ouro. Depois a inspeção com lupa dos atritos e da base que espreita. A seguir a densidade com um copo de água e uma balança precisa. Estes três passos, sem nada de química, dão uma resposta segura de «ouro ou não». O toque exato assim não se sabe, mas o latão grosseiro e o metal pintado descartá-los-ás.

O ouro cola-se ao íman?

Não. O ouro puro e as suas ligas não são magnéticos. Se uma joia se cola a um íman forte, dentro há ferro ou aço, e ouro maciço não pode ser. Mas ao contrário não vale: o latão e o banho de ouro também não se imanam, por isso «não se colou» ainda não prova que seja ouro.

Pode distinguir-se o ouro do banho de ouro em casa?

Em parte. A pista principal é o desgaste: no banho, com o tempo espreita outra cor nas arestas e nas zonas de atrito. O ouro maciço é igual por dentro e por fora. Mas um banho recente, ainda sem desgaste, é difícil de distinguir em casa com fiabilidade: por cima é ouro a sério. Dirá com certeza só um corte, o ácido sobre um arranhão profundo ou o analisador de raios X de um especialista.

O que faz uma gota de ácido sobre o ouro a sério?

Nada visível. O ouro é inerte e não reage com a maioria dos ácidos, por isso o toque indicado não muda debaixo do «seu» ácido do kit. Uma falsificação ou um toque baixo fazem a gota mudar de cor: esverdeado ou acastanhado. O teste do ácido é perigoso, exige proteção e deixa marca na peça, em casa é melhor não o fazer sem experiência.

Como saber o toque do ouro sem contraste?

Em casa o toque exato é quase impossível de descobrir. A densidade só dá um intervalo grosso, e o kit de ácido uma resposta aproximada com risco para a peça. Se não há contraste e o toque importa, vai a uma casa de penhores ou a uma oficina com analisador de fluorescência de raios X: dirá a composição exata em segundos e sem arranhões.

O ouro a sério afunda na água?

Sim, e muito à vontade: o ouro é uma das substâncias mais pesadas, a sua densidade é quase o triplo da do aço. O mito de que o ouro «não afunda» é um disparate completo. A água usa-se na verificação não pela flutuabilidade, mas para medir o volume e calcular a densidade.

O ouro deixa marca na pele, e isso significa que é falso?

O toque alto quase não mancha a pele. Mas um ouro de 375 com muito cobre pode deixar uma marca verde ou escura, sobretudo com suor e cosméticos. A marca por si só não prova falsificação, antes fala de um toque baixo ou de latão. Associa este indício aos restantes.

Convém testar o ouro em casa ou ir diretamente ao ourives?

Se queres perceber se é «ouro ou bijutaria», os métodos caseiros bastam e são de graça. Se se trata do toque exato, de uma peça cara, de uma herança ou de uma compra em segunda mão por um dinheiro sério, vai diretamente a um especialista com analisador: o teste caseiro aqui só dá uma pista, e o erro sai caro.

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Conclusão

Testar o ouro em casa é exequível e é uma competência útil: um íman, uma lupa, um copo de água e um pedaço de azulejo dirão numa tarde se tens na mão metal ou latão pintado. Mas os métodos caseiros têm um teto honesto. Distinguem o ouro de uma falsificação, e são quase inúteis contra um toque baixo vendido como alto, contra um bom banho de ouro e contra o tungsténio dos lingotes. O ácido é mais preciso, mas mais perigoso, e em mãos desajeitadas estraga a peça. Por isso a regra é simples: em casa verifica «ouro ou não», e para o toque exato e os casos duvidosos vai onde haja um analisador de raios X. Não confies num único teste, encadeia íman, inspeção e densidade, e enganares-te será quase impossível. A melhor verificação, em qualquer caso, é comprar a um vendedor honesto com contraste, recibo e reputação, quando simplesmente não há nada que verificar.

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Sobre a Zevira

A Zevira é joalharia em que não há nada para verificar com ácido. Indicamos com honestidade o metal e o toque em cada peça: onde há ouro, há ouro com contraste; onde há prata 925, há prata de lei 925 a sério; onde há revestimento, chamamos-lhe revestimento sem rodeios. Nada de «cor ouro» em vez de ouro e nenhuma surpresa nas arestas ao fim de um ano de uso. A nossa raiz está em Albacete, terra de aço e de trabalho fino com metal, e essa herança pede rigor: escolhes tranquilo, usas a peça muito tempo, e o íman e a lupa deixa-os para as prendas da feira.

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