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O broche: como e onde usá-lo para que segure e não penda

O broche: como e onde usá-lo para que segure e não penda

O broche é mais antigo do que o botão. Quando o ser humano ainda não tinha inventado forma de apertar as duas abas de uma capa, já as unia com um espinho e, mais tarde, com uma fíbula de bronze. Durante milhares de anos foi ao mesmo tempo fecho e única joia do homem guerreiro. O botão só alcançou o broche na Idade Média. Ou seja, o hábito de prender metal sobre o tecido é mais velho do que quase tudo o que guardas no guarda-joias.

E aqui está o paradoxo. Uma peça com semelhante linhagem ainda é vista por muitos como coisa de avós. Entretanto, o broche voltou à rua mais depressa do que qualquer outra joia: prende-se no blusão de ganga, na lapela do blazer, na boina, na alça da mochila. Não exige furar o corpo, não depende do número do dedo nem do comprimento do pescoço, sobrevive às mudanças de peso e de moda e passa aos netos em perfeito estado. Este artigo trata de como usar um broche hoje, onde prendê-lo em cada peça do guarda-roupa e como conseguir que segure firme sem deixar buracos.

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O que é um broche e em que se distingue de um pin/emblema

Broche, fíbula, fermalhete: uma peça com muitos nomes

O broche é uma joia que se prende ao tecido através de um fecho e se mantém por atravessar duas camadas de tecido ou por pressão. Em épocas diferentes teve nomes diferentes. O fecho da Antiguidade chamava-se fíbula e funcionava como um alfinete de segurança. O broche redondo medieval que fechava o decote era conhecido como fermalhete ou fermalho. A escarapela é um broche em forma de roseta que se prendia ao chapéu ou à farda. Um sujet (do francês sujet, tema) é um broche figurativo com um motivo: um ramo, um inseto, uma pequena figura. Sob todas essas palavras esconde-se a mesma mecânica: um detalhe decorativo mais uma fixação fiável à roupa.

Em que se distingue o broche de um emblema ou de um pin

A fronteira é mais ténue do que parece e traça-se por duas linhas. A primeira é o material e o valor: o broche faz-se de metal como joia, enquanto o emblema costuma ser cunhado como distintivo comemorativo ou identificativo. A segunda é o fecho. O broche clássico tem uma agulha com fecho de segurança, pensada para se tirar muitas vezes e para tecidos grossos. O emblema costuma levar uma só agulha fina ou um fecho de borboleta, como o de um pin de casaca. Se a peça é decorativa, é feita de metal nobre e se tira sem esforço, é um broche, mesmo que meça o que mede uma moeda.

De que se compõe um broche: por dentro do fecho

A face da frente é o que se vê: o camafeu, as pedras, o esmalte, a figura fundida. O verso importa mais na prática. Aí está o mecanismo: a agulha (a haste que atravessa o tecido), a charneira (a peça sobre a qual a agulha gira) e o fecho de segurança, que retém a ponta. Os fechos são de vários tipos, e é precisamente do fecho que depende que o broche aguente um tweed pesado ou escorregue sobre a seda. Aos tipos de fecho voltaremos numa secção à parte, porque aí está metade do sucesso.

História do broche: do espinho ao aviãozinho na lapela

A fíbula: um fecho mais antigo do que o botão

Fíbula romana de ouro tipo besta, com arco e agulha longa, dos séculos III e IV
Fíbula de ouro tipo besta, como as que usavam os funcionários e militares romanos: o arco com mola apertava a capa e a agulha longa fechava-a sobre o ombro. Gold crossbow fibula (brooch), romana, 286-305. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Gold crossbow fibula (brooch), romana, 286-305. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O broche mais antigo é a fíbula, um fecho metálico da Idade do Bronze e do Ferro. O seu princípio é exatamente o do alfinete de segurança moderno: um arco elástico, uma ponta e um recetáculo onde a ponta se esconde. Com a fíbula prendia-se a túnica ao ombro, a capa ao peito, as pontas do manto. Era uma peça quotidiana e obrigatória: sem fecho, a roupa sem botões vinha abaixo. As fíbulas ricas faziam-se de ouro com granadas, as humildes de simples bronze. Pela fíbula o arqueólogo lê hoje a que povo e a que século pertencia o seu dono, com mais precisão do que por qualquer inscrição.

Celtas e viquingues: o broche como carteira sobre o peito

Entre os povos do norte o broche servia ao mesmo tempo de fecho e de modo de trazer a riqueza consigo. Os broches penanulares celtas (um aro aberto com uma agulha longa) prendiam a capa e brilhavam em bronze dourado. Os viquingues usavam fíbulas ovais aos pares, as chamadas tartaruguinhas: a mulher prendia com elas as alças do vestido sobre os ombros e, entre fíbula e fíbula, pendurava fios de contas, agulhas e chaves. O broche funcionava como fecho, marca de estatuto e organizador pendente tudo ao mesmo tempo. A tradição joalheira do norte é um tema amplo em si mesmo, e se te atrai, espreita o guia de joias viquingues.

Fermalhetes e fermalhos medievais

Na Idade Média o broche redondo, o fermalhete, fechava o colarinho da camisa à altura da garganta e, de passagem, fazia de amuleto: nele gravavam-se orações e nomes. Chamava-se fermalho ao fecho de uma capa ou de um manto, muitas vezes duplo e unido por uma corrente cruzada sobre o peito. Era joia da nobreza: ouro, esmalte, pérolas. Quanto mais alta a posição, mais maciço o fermalho. O povo simples arranjava-se com um fecho de cobre ou de osso, mas o princípio de fechar e adornar o pescoço era comum a todos os estamentos.

Broches escarapela e a era das fardas

Com a difusão da roupa regulamentar surgiu a escarapela: um broche em forma de roseta de fita ou de metal que se prendia ao chapéu, ao tricórnio, à farda. A escarapela assinalava pertença: ao exército, ao partido, ao monarca. A cor da roseta lia-se como uma bandeira. Daí vêm também a tradição da flor na lapela e do broche de condecoração sobre o peito. A escarapela demonstrou algo importante: o broche sabe ser belo e eloquente ao mesmo tempo, falar pelo seu dono sem uma única palavra.

A época vitoriana: broches de luto e cabelo sob vidro

O século XIX transformou o broche na joia mais íntima. Depois de a rainha Vitória entrar num longo luto pelo marido, a moda dos broches de luto estendeu-se por toda a Europa. Faziam-se de azeviche, ónix e esmalte negro. Dentro costumava colocar-se uma madeixa de cabelo do falecido trançada num desenho, ou um retrato seu em miniatura. O broche tornou-se memória portátil: prendia-se ao vestido, à altura do coração. Em paralelo floresceram os broches sentimentais com camafeus de perfis e os broches recordação com vistas de cidades. A estética escura daquele século ainda ressoa na coleção gótica.

Art nouveau: libélulas, lírios e a linha que flui

Broche de libélula art nouveau de ouro com esmalte e diamantes, por volta de 1890
Broche de libélula de fim de século: esmalte translúcido nas asas e diamantes pelo corpo, o vocabulário reconhecível do art nouveau, onde o inseto se torna joia principal. Dragonfly brooch, Edgar Bense, por volta de 1890. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Dragonfly brooch, Edgar Bense, por volta de 1890. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Na viragem do século XIX para o XX o broche transformou-se em tela para um estilo novo. O art nouveau amava a natureza em movimento: libélulas de asas translúcidas, lírios, perfis femininos de cabelo solto, penas de pavão. Os mestres combinavam o ouro com esmalte de vitral, pedra da lua, opala, corno e madrepérola. O broche de libélula com asas de esmalte plique-à-jour tornou-se símbolo da época. Aqui a joia deixou de todo de ser um simples fecho e transformou-se numa pequena escultura sobre o peito.

Art déco: geometria, platina e o broche clip

Após a Primeira Guerra Mundial o estilo mudou de repente: em vez de linhas que fluíam chegaram a geometria rigorosa, a simetria, o contraste do ónix negro com os diamantes brancos. Surgiu o clip duplo (duas metades que se usam juntas como um único broche ou em separado nas duas bordas do decote). O broche art déco adornava o chapéu cloche, o cinto do vestido, o rebordo do decote. A geometria e o brilho da platina marcaram um tom que ainda hoje se lê como luxo sem idade.

Os broches aviãozinho dos anos quarenta e a linguagem da guerra

Os anos quarenta deram ao broche um tema inesperado: a guerra e a esperança. Puseram-se na moda os broches em forma de avião, de barco, as estrelas douradas e os chamados sweetheart brooches, que as mulheres usavam como sinal de que o seu ente querido estava na frente. Pela escassez de metal precioso, esses broches faziam-se de prata dourada, latão, baquelite e vidro. O broche voltou a ser uma peça eloquente, que falava de amor e de espera. É um daqueles raros casos em que uma joia se data não pelo estilo, mas pelo momento histórico.

O regresso do broche hoje

Durante muito tempo o broche foi tido como joia da geração mais velha. A viragem chegou quando começou a prender-se não ao vestido de gala, mas ao blusão de ganga, ao casaco oversize, à camisola de malha, à boina e à mala. O broche saiu do armário de festa para a vida diária. Hoje usam-no jovens e idosos, homens e mulheres, um a um e em grupo. O fecho mais antigo volta a fazer exatamente aquilo para que nasceu: segurar o tecido e falar do seu dono.

Um broche vai no blusão de ganga e na lapela do casaco, não no veludo da avó. À esquerda, sobre o coração, e bem direito. Um broche torto não perdoo.
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Como uso eu um broche

Depois de anos de sessões prendi um broche em dezenas de looks, do blusão de ganga à seda de noite. Reúno aqui o que de facto funciona, ocasião a ocasião.

Onde prendo um broche para o dia a dia? Para o diário recomendo um blusão de ganga, uma camisola grossa ou a lapela do casaco: o tecido rude segura o alfinete com firmeza e o contraste do algodão e do metal trabalha sozinho. Prendo-o à esquerda, acima do peito, na direção do ombro. Um broche marcante, ou dois ou três pequenos de apoio, e nada mais.

Fica bem um broche no escritório? Sim, desde que mantenhas a sobriedade. Sugiro um broche pequeno de forma limpa na lapela do blazer ou junto à gola da blusa: geometria, uma pérola, um raminho escasso. A prata ou o ouro mate lê-se como bom gosto, não como joia de exibição. O broche tem a vantagem de não tilintar nem estorvar à secretária.

Como componho um look de noite? Para a noite escolho um broche grande junto ao decote do vestido: substitui o colar e leva o olhar ao rosto. Um tecido liso de cor intensa, bordô, esmeralda, negro, sustém o brilho de pedras e esmalte. Recorro a um broche tremblant móvel ali onde quero um jogo de luz a cada passo.

Como uso vários broches juntos? Aconselho unir o grupo de broches por um denominador comum: um metal, um tema ou uma gama. Escolho um número ímpar, três é mais vivo do que dois, coloco-os na diagonal ou em dispersão, não em fila, e deixo um como principal. Esse grupo prendo-o na lapela do casaco, no ombro ou ao longo da linha de fecho.

Como o prendo para que segure sem danificar o tecido? Apanho duas camadas de tecido com o alfinete, não uma, assim o broche não pende com a ponta para baixo. Em malhas finas e seda recomendo um broche magnético ou de fecho de borboleta para evitar enganchos. Um pesado assento-o sobre um reforço de feltro pelo avesso para que a lapela não ceda. Fecho o travão de segurança até ao fim.

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Tipos de broche por sistema de fecho

Agulha com fecho de segurança: o clássico do dia a dia

O fecho mais difundido é a agulha com fecho de segurança deslizante ou giratório (coloquialmente chamam-lhe trinco ou lingueta). A ponta atravessa duas camadas de tecido, entra no recetáculo e, por cima, um fecho giratório ou um casquilho deslizante bloqueia-a. Esse fecho aguenta o tweed pesado, o linho cerrado e o pano do casaco. É o cavalo de batalha: fiável, conhecido, reparável. Se tens um broche para toda a vida, o mais provável é que leve precisamente este fecho.

Fecho de borboleta: para tecidos finos e casas de botão

O fecho de borboleta é uma haste fina que atravessa o tecido e se fixa por trás com uma peça em borboleta ou um casquilho redondo, como o de um brinco de pressão. Não rasga o material delicado, porque o furo é pontual, e vai às mil maravilhas para a lapela do blazer com casa feita, para o algodão fino, para a flor de lapela de casaca. O senão: sobre tecido pesado a borboleta gira e não aguenta o peso, e o casquilho perde-se com facilidade. É um fecho para broches leves e cuidados e para materiais finos.

Broche magnético: zero buracos

O broche magnético compõe-se de duas partes: a face decorativa com íman e uma placa lisa que faz de par. O tecido fica prensado entre as duas e não há buraco nenhum. É a salvação para a seda delicada, a malha fina, a pele e a caxemira, onde a picada da agulha se vê para sempre. O íman sustém broches leves e médios sobre tecido fino e médio. Um aviso importante: às pessoas com pacemaker os ímanes fortes são contraindicados, há que ter isso presente. Sobre pano grosso o íman pode não atravessar toda a espessura e segurar frouxo.

Broche de pinça e broche de mola

Existem broches com pinça de crocodilo ou com mola plana, que se engancham à borda do tecido, ao bolso, ao decote ou à lapela sem picar. São cómodos para lenços, echarpes e a borda do bolso, mas exigem que haja algo a que agarrar-se: no meio das costas, sobre tecido liso, essa pinça não se sustém. O clip duplo art déco é uma variante do mesmo princípio: duas metades assentam na borda do decote por ambos os lados.

Broche pendente 2 em 1: uma peça, duas formas de a usar

Uma classe à parte são os transformáveis com uma argola oculta atrás. Essa peça tem ao mesmo tempo agulha de fecho e um elo escondido por onde passa uma corrente. De manhã é um broche na lapela, à noite um pendente ao pescoço. Os vitorianos adoravam estes jogos, e hoje o broche pendente volta a estar na moda: uma só compra cobre dois papéis. Ao comprar, verifica que a argola para a corrente não assoma pela frente quando a peça se usa como broche.

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Tipos de broche por forma e motivo

O camafeu: um perfil talhado em camadas

O camafeu é um relevo talhado num material de várias camadas, de modo que a figura clara sobressai sobre um fundo escuro. O clássico talhava-se em concha, ónix, cornalina, lava e osso. O motivo é quase sempre um perfil feminino, com menos frequência uma cena mitológica ou uma flor. O camafeu lê-se como a forma de broche mais tradicional, quase de antiquário, e é precisamente por isso que fica às mil maravilhas sobre uma peça atual e simples, como uma camisola de gola alta ou uma camisa de ganga: o contraste de épocas joga a favor.

O broche raminho e a floristaria

O raminho, o ramalhete, a flor, a espiga são o motivo eterno do broche. O broche raminho flexível (em francês tremblant, trémulo) monta-se sobre molas, e as flores balançam ao andar. O broche floral dá vida a um casaco ou a um blazer lisos, acrescenta uma linha onde falta e, ao contrário de um ramo a sério, não murcha. É a opção mais segura para quem experimenta o broche pela primeira vez: a flor encaixa quase em toda a parte.

O broche inseto e o mundo animal

Borboletas, libélulas, escaravelhos, abelhas, pássaros, lagartos: é uma enorme família de broches figurativos com longa história. O escaravelho vinha do Egito, a abelha significava laboriosidade e poder, a libélula foi ícone do art nouveau. O broche animalista acrescenta carácter e tema ao conjunto. Se queres sentido acima do adorno, cada animal tem a sua simbologia: disso escrevemos em análise à parte, por exemplo sobre o significado da borboleta.

Sujet, laços, estrelas e abstração

Sujet é qualquer broche figurativo com um motivo reconhecível: laço, estrela, chave, âncora, coroa, coração. O laço e a estrela leem-se como elegantes, a chave e a âncora como narrativos, a geometria abstrata como atual. A forma marca o tom de todo o conjunto: um broche de ângulos agudos acrescenta severidade, um arredondado suaviza. Ao escolher o motivo convém pensar tanto na beleza como no sentido, porque o broche sobre o peito é a primeira coisa que o interlocutor lê.

De que se faz um broche: metal, esmalte, pedras

Broche Castellani de ouro com ágata, por volta de 1860, no estilo arqueológico
Broche da oficina Castellani: ouro com ágata no estilo arqueológico do século XIX, quando os joalheiros copiavam a granulação da Antiguidade. Bom exemplo de como o material dita o carácter da peça. Brooch, Castellani, por volta de 1860. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Brooch, Castellani, por volta de 1860. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O material marca o peso, o carácter e o cuidado. A prata dá um brilho frio e nobre, envelhece bem e limpa-se com facilidade. Os metais quentes (latão, bronze, banho de ouro) soam a vintage e combinam bem com camafeus e floristaria. O esmalte acrescenta cor: o esmalte ao fogo sobre metal aguenta décadas, mas teme os golpes. As pedras, desde a pérola até às gemas de cor, transformam o broche numa pequena joia preciosa. O orgânico (concha de camafeu, azeviche, osso) pede um trato delicado e uma guarda seca. Quanto mais pesado o material, mais firme tem de ser o fecho e mais importa o reforço sob o tecido fino.

Broche grande de estatuto face à miniatura

O tamanho muda o papel. O broche grande é um acento à volta do qual se constrói todo o conjunto: ao seu lado não se põem joias que compitam, brilha sozinho sobre um fundo liso. A miniatura funciona de outro modo: prende-se ao colarinho, ao punho, à borda da mala como um detalhe discreto, e dessas podem reunir-se várias. Ao decidir o que comprar primeiro, responde-te com sinceridade se queres um acento ou uma assinatura: são duas ferramentas distintas.

Como e onde usar um broche: revista pelo guarda-roupa

Na lapela do blazer e do casaco

A lapela é a casa do broche. Por costume prende-se no lado esquerdo, acima da linha do peito, perto do ombro, no terço superior da lapela. Se o blazer tem casa de flor de lapela, um broche leve ou de borboleta pode meter-se diretamente nela, sem voltar a picar o tecido. A agulha deve ir na vertical ou com uma ligeira inclinação que siga a linha da lapela: assim o broche não fica torto. O broche pesado sobre um blazer fino assenta por trás sobre um pequeno reforço (disso falamos mais abaixo), para que a lapela não caia.

No casaco comprido

O casaco comprido é tecido cerrado e pesado, e perdoa os broches maiores. Há dois sítios: a parte alta da lapela ou da gola e a zona sob a clavícula esquerda. Num casaco cruzado fica bem um broche junto ao botão superior, ou até um par de broches ao longo da linha de fecho. O pano segura a agulha a matar, por isso aqui não há que temer o peso. A única coisa: num casaco de caxemira afelpada as picadas frequentes deixam marca, por isso convém não mudar o ponto de fixação todos os dias.

Na echarpe, no lenço e no xaile

Sobre o tecido volumoso de uma echarpe o broche trabalha como adorno e como função: junta as pontas e evita que a echarpe escorregue. O xaile prende-se com um broche no ombro, como uma capa antiga com a fíbula: fica bonito e segura o drapeado. Picar com agulha um lenço fino de seda é arriscado (deixa um fio puxado), por isso aqui salvam o íman, a borboleta ou a pinça. O broche no lenço é um modo excelente de recolher um nó vistoso e fixá-lo.

Na mala e na mochila

O broche na mala é um cenário novo e cómodo. Prende-se à alça, à aba, à lateral, a um tote de lona cerrada ou a uma mochila de ganga. O tecido grosso e a pele seguram bem a agulha, e um broche intercambiável renova sem gasto uma mala que aborrecia. Um único conselho: sobre pele boa a picada deixa marca para sempre, por isso numa mala de pele convém um broche magnético ou de pinça, ou prendê-lo à parte de tecido.

No chapéu, na boina e no boné

O broche no toucado herda da escarapela. A boina ganha vida com um broche ao lado ou à frente, sobre a têmpora. Num chapéu de feltro o broche prende-se à fita do contorno ou à aba por um lado. O gorro de malha segura um broche leve sobre a dobra. O feltro e a malha cerrada picam-se com facilidade, mas a palha fina é melhor não a furar: para ela vai bem uma pinça na fita. O broche no chapéu faz com que um toucado corrente chame a atenção à primeira vista.

No vestido com decote e junto ao peito

Num vestido de noite o broche faz de joia em vez do colar. Coloca-se num ombro (a assimetria fica atual), ou ao centro junto ao decote, ou na alça. Num vestido de decote profundo, um broche grande junto à borda substitui o pendente e atrai o olhar ao rosto. A seda fina de noite é delicada, por isso ou íman, ou uma agulha cuidadosa com reforço por trás. O broche junto ao decote é um dos sítios mais favorecedores: fica na zona de conversa, à altura dos olhos do interlocutor.

Na malha e na gola alta: vai ficar um fio puxado?

O medo principal e a pergunta principal. Sobre uma camisola grossa de malha larga, a agulha afiada do broche clássico passa entre as malhas sem deixar rasto, basta introduzi-la com cuidado, afastando o fio em vez de o atravessar. Já sobre a malha fina, a caxemira e a gola alta de malha miúda, a agulha engancha o fio com facilidade e puxa a malha, deixando um fio puxado. Três regras: em malha fina trabalha com íman ou borboleta; se picas, mete a agulha estritamente entre as malhas e segura o tecido com o dedo pelo avesso; não pendures um broche pesado de um tecido fino, vai descaí-lo e deformar a malha. Sobre uma camisola grossa o broche fica especialmente acolhedor e quase não corre risco.

No blusão de ganga e no de pele

O blusão de ganga é a base ideal para o broche: o tecido cerrado segura qualquer agulha a matar, e o contraste do algodão rude com o metal de joalharia funciona sozinho. O broche assenta no bolso do peito, na lapela da gola, na dobra. O blusão de pele é mais complicado: a picada no couro fica para sempre, por isso aqui prende-se o broche ao rebordo da lapela de tecido do forro, ou usa-se uma pinça no canto, ou um íman sobre pele fina. Sobre a camurça a picada quase não se nota, mas sobre o couro liso a marca vê-se, e isso convém decidir antes de espetar a agulha.

Em grupo: vários broches juntos

Uma composição de vários broches é um prazer à parte e um recurso que logo se vê pensado. Os princípios tomam-se emprestados da combinação de joias: escolhe um denominador comum (um metal, um tema, uma gama), fixa um número ímpar (três vê-se mais vivo do que dois), coloca-os na diagonal ou em cacho, não em fila rígida, e mantém um broche como principal e os restantes de apoio. Em grupo, os broches prendem-se à lapela do casaco, ao ombro, ao longo da linha de fecho, ao colarinho da camisa. Mais sobre a lógica das composições de várias camadas no guia para combinar joias.

No cinto, no cós e no cabelo

O broche não tem de assentar no peito. Com ele prende-se o cós do vestido ao centro ou de um lado, prendendo a luz na cintura. Engancha-se a um cinto de tecido como uma fivela de acento. Um broche de pinça grande mete-se no penteado em vez de um gancho, ou prende-se a uma fita. A regra principal para um sítio pouco habitual é simples: o tecido ou o cabelo devem aguentar o peso e reter a agulha. No cós a carga é maior, por isso aqui é preciso um fecho firme e uma base cerrada.

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A quem fica bem um broche: idade, silhueta, estilo

Idade: da adolescência à maturidade elegante

O broche não tem idade, só muda o seu papel. Numa adolescente ou numa estudante, um broche pequeno tipo pin no blusão de ganga ou na mochila lê-se como autoexpressão. Aos trinta ou quarenta, o broche no blazer ou no casaco fala de gosto e de ordem. Na maturidade, um camafeu grande ou um sujet vintage já é uma assinatura, a marca de alguém com a sua própria história. Uma mesma peça diz coisas distintas em pessoas distintas, e nisso está a sua força: o broche adapta-se ao dono, não o contrário.

Silhueta: onde o colocar para estilizar a linha

O broche sabe governar a proporção. Um broche colocado alto (junto ao ombro, na gola) levanta o olhar e alonga o pescoço à vista, o que favorece quem é de baixa estatura e quem quer estilizar a silhueta. O broche centrado junto à garganta concentra a atenção e combina bem com um pescoço fino. Uma composição vertical ou diagonal de vários broches alonga a figura melhor do que uma fila horizontal. O broche grande não convém assentá-lo na parte mais cheia do peito: o acento vai para onde queres levar o olhar, não para o que queres disfarçar.

Estilo: clássico, boho, gótico, minimalismo

O broche integra-se em qualquer estética e muda-lhe o aspeto. No clássico é um camafeu, um sujet de pérolas, geometria na lapela. No boho, um cacho de broches de tamanhos diferentes, raminhos, esmalte, motivos naturais. No gótico, esmalte negro, azeviche, prata, insetos e caveiras. No minimalismo, um só broche fino de forma limpa sobre tecido liso. O que decide não é o broche em si, mas o seu número, o seu metal e o seu motivo: uma mesma borboleta soa diferente num blazer sóbrio e num vestido de veludo.

O broche como presente e peça de herança

O broche é um daqueles raros presentes que servem a quase toda a gente: não é preciso saber o número do dedo, o comprimento do pescoço nem o diâmetro do pulso. É universal no ajuste e duradouro na essência. Por isso os broches, mais do que outras joias, tornam-se peças de herança: uma data comemorativa gravada, um camafeu com um perfil, um broche de luto do século passado passam de mão em mão e guardam nomes. Se queres acrescentar algo pessoal, na placa traseira de muitos broches há sítio para uma gravação.

Tipos de fecho do broche: o que segura e em que tecido
FechoPara que tecidoQuando escolherSegura peso e tecido grosso
Agulha com fecho de segurançaTweed, pano, ganga, linho grossoCasaco, blazer, cada dia
Pinça e molaBorda de tecido, bolso, lapela, echarpeLenços, borda de bolso, sem perfurar
ÍmanSeda, malha fina, caxemira, peleTecidos delicados, zero buracos
Pin com borboletaAlgodão fino, casa da lapelaBroches leves, flor de lapela

Cuidado, conservação e como evitar que o broche enganche

Como o prender bem para que segure

A técnica é simples, mas poucos a conhecem. Apanha com a agulha duas camadas de tecido, não uma: a agulha deve entrar no material e sair de novo para o exterior, assim o broche não gira nem pende com a ponta para baixo. Uma agulha longa precisa de algo a que agarrar-se, por isso em tecido fino dá um ponto mais longo. Fecha o travão de segurança até ao fim. A ponta, uma vez fixa, não deve assomar: se assoma, o broche está mal posto e vai arranhar quem tiveres ao lado ou rasgar o tecido.

O reforço para o broche pesado

O segredo principal para usar broches pesados sobre tecido fino é um reforço pelo avesso. Um pedacinho de tecido cerrado, de feltro ou de couro, ou uma anilha de plástico fixadora posta na agulha por dentro, reparte o peso e evita que a lapela caia. O reforço é invisível por fora e salva um blazer caro da deformação. Para broches muito pesados vendem-se fixadores magnéticos de contrapeso, que seguram a agulha por trás sem picar a segunda camada.

Para que não fiquem fios puxados na malha

O fio puxado aparece quando a agulha atravessa o fio da lã em vez de passar entre as malhas. Prevenção: introduz a ponta devagar, tateando o vão entre as malhas, segura o tecido com o dedo pelo avesso e não uses sobre malha fina uma agulha grossa e romba. Se receias pela peça, escolhe um broche magnético ou de borboleta, que não atravessam o tecido de lado a lado. O fio puxado já aparecido não se corta, puxa-se com cuidado a malha para o avesso com uma agulha de croché ou uma agulha.

Limpeza do metal e das pedras

O cuidado depende do material. O broche de prata limpa-se com um pano macio para prata e guarda-se à parte para não escurecer. O banho de ouro esfrega-se com um pano macio e seco, sem abrasivos. O esmalte teme os golpes e as mudanças bruscas de temperatura: só se passa um pano ligeiramente húmido e seca-se logo. Os camafeus e o orgânico (concha, osso, azeviche) não se podem molhar nem deixar ao sol: ressecam e estalam. As pedras engastadas limpam-se com cuidado, vigiando que a água não se acumule sob a pedra. Princípio geral: menos água e química, mais pano macio e seco.

Conservação para que a agulha não se dobre nem enganche

Os broches guardam-se na horizontal, com a agulha para baixo e em posição fechada, ou sobre uma almofada rolo em que a agulha se espeta. Assim a ponta não se dobra nem engancha as peças vizinhas. Cada broche guarda-se melhor em separado: numa bolsinha macia, numa célula do guarda-joias ou preso a um painel de feltro. O esmalte e os camafeus não se podem atirar para o monte com as outras joias, as pedras duras riscá-los-iam. Antes de o guardar, o broche seca-se bem, caso contrário aparece uma película sobre o metal.

O que fazer se o fecho se afrouxa

Com o tempo o travão giratório desregula-se e a mola da charneira perde força. Não uses um broche com o fecho a bailar, vai perder-se. Um travão simples dobra-se e aperta-se em poucos minutos no guarda-joias, e a charneira e a mola também se restauram. Se o broche te importa, leva-o à oficina ao primeiro sinal de folga, não depois de o perder. Os broches antigos têm quase sempre conserto: a mecânica é simples e qualquer artesão a entende.

Broches: verdades e mitos
O broche é uma joia para pessoas mais velhas
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O broche deixa sempre buracos na roupa
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O broche e o crachá são a mesma coisa
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O broche sempre foi uma joia feminina
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O broche só se pode usar no lado esquerdo
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Factos que surpreendem

O broche é milhares de anos mais antigo do que o botão

A fíbula fechava a roupa na Idade do Bronze, quando o botão como fecho nem se colocava. O botão em sentido moderno, com casa, entrou em uso só na Idade Média. Até então o mundo apertava-se com broches, laçadas e cordões. Acontece que o botão corrente é uma época mais jovem do que o broche.

Pela fíbula os arqueólogos datam os achados com mais precisão do que pelas moedas

A forma do fecho mudava tão depressa e de modo tão diferente em cada povo que a fíbula se tornou para os arqueólogos numa espécie de passaporte. Pelo tipo de mola, de arco e de recetáculo determina-se o século e a tribo. Uma moeda pode circular um século, mas a fíbula está atada a um período breve de moda, por isso data com mais exatidão.

Os viquingues traziam chaves e agulhas nos broches

As fíbulas ovais aos pares das escandinavas eram fecho do vestido e algo mais. Delas pendiam fios de contas, tesourinhas, agulhas, as chaves das arcas. O molho de chaves sobre o peito significava que a mulher era senhora da casa e administrava os bens. O broche funcionava ao mesmo tempo como cinto de ferramentas e sinal de posição.

Os broches de luto guardavam o cabelo dos falecidos

No século XIX a madeixa de cabelo do falecido trançava-se num desenho finíssimo e colocava-se sob o vidro do broche. Não era algo macabro, mas a ternura da época: trazer uma parte do ente querido junto ao coração. Existiam oficinas inteiras de trançado de cabelo. Hoje esses broches são raridade de colecionador e uma janela para o luto alheio.

Nos anos quarenta o broche dizia que o ente querido estava na frente

Os sweetheart brooches e os broches aviãozinho eram a linguagem da guerra. A mulher prendia uma estrela dourada ou a maquete do avião em que servia o marido ou o filho. Pela escassez de metal faziam-se de prata, latão e baquelite. Por esse broche um desconhecido percebia que aquela pessoa esperava alguém da guerra.

O broche tremblant treme de propósito

As flores e os insetos dos broches caros montavam-se sobre molas minúsculas (em tremblant) para que a cada passo tremessem e captassem a luz, como vivos. À luz das velas de um salão de baile, esse tremor criava a ilusão de uma borboleta a sério. É um dos recursos mais antigos para dar vida a uma joia com o movimento.

O camafeu talha-se de uma só pedra estratificada

O camafeu de duas cores não é pintura nem um acrescento, é talha. O mestre recorta a camada clara superior da concha ou do ónix de modo que a figura fica em relevo e clara, e a camada escura inferior aflora como fundo. Um bom camafeu é obra de um talhador de pedra, não de um joalheiro, e valoriza-se pela finura do relevo.

Perguntas frequentes

De que lado se prende o broche, no direito ou no esquerdo? Por costume assente o broche usa-se no lado esquerdo, perto do coração, acima da linha do peito. Não é uma regra estrita, mas uma tradição: o lado esquerdo foi historicamente o sítio dos distintivos e das condecorações. Se te é mais cómodo ou mais bonito à direita, não há erro nisso. O principal é que o broche fique direito e não penda torto.

O broche não vai rasgar a minha camisola ou o meu vestido preferido? Sobre a malha grossa e os tecidos cerrados, uma agulha bem espetada passa entre os fios sem deixar rasto. O risco só está na malha fina, na caxemira e na seda delicada: aí a agulha pode enganchar o fio. Para esses tecidos escolhe um broche magnético ou de borboleta, ou introduz a agulha estritamente entre as malhas, segurando o tecido pelo avesso.

Como usar um broche pesado para que não descaia o tecido? Usa um reforço pelo avesso: um pedacinho de feltro, de couro ou uma anilha fixadora na agulha. Reparte o peso e evita que a lapela caia. Em tecidos leves, o broche pesado convém assentá-lo numa zona de dupla camada (lapela dupla, gola), não em tecido de uma só camada. Para os muito pesados há contrapesos magnéticos.

Podem usar-se vários broches ao mesmo tempo? Sim, e fica pensado se há uma ideia comum. Une-os por um metal, um tema ou uma cor, escolhe um número ímpar, coloca-os na diagonal ou em cacho e deixa um como principal. O grupo de broches prende-se à lapela do casaco, ao ombro ou ao longo da linha de fecho.

Não é o broche demasiado para pessoas mais velhas? Não, é o contexto que decide tudo. Um broche pequeno no blusão de ganga lê-se como autoexpressão, a geometria no blazer como gosto, um camafeu vintage como estilo com história. A idade dá-a ao broche não a peça em si, mas o seu motivo e o modo de o usar. Sobre roupa de diário o broche soa perfeitamente atual.

Em que se distingue o broche de um emblema ou de um pin? O broche é uma joia de metal nobre com fecho de agulha fiável e travão de segurança, pensado para se tirar muitas vezes. O emblema costuma ser cunhado, identificativo ou comemorativo, com uma agulha simples ou um fecho de borboleta. A fronteira passa pelo valor, o material e o tipo de fecho, e o tamanho aqui é secundário.

Como guardar o broche para que não se dobre a agulha? Guarda-o com a agulha fechada, na horizontal, à parte das outras joias: numa bolsinha, numa célula do guarda-joias ou preso a um painel de feltro. Assim a ponta não se dobra nem risca as peças vizinhas. O esmalte e os camafeus mantém-nos longe das pedras duras, para que não se risquem.

Pode prender-se um broche em seda fina ou em pele boa sem deixar marca? Na seda fina e na pele boa a picada fica para sempre, por isso aqui não se usa a agulha. Escolhe um broche magnético (duas partes que prensam o tecido sem picar), uma borboleta ou uma pinça na borda. Numa mala de pele o broche convém prendê-lo à parte de tecido ou à alça, não ao couro em si.

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Conclusão

O broche é o fecho mais antigo da humanidade, que sobreviveu ao botão e à moda sobre si mesmo. Não depende de tamanhos, não exige furar o corpo, sustém-se em qualquer tecido cerrado e passa aos netos. O segredo de o usar está em três coisas: o fecho adequado ao tecido (agulha para o cerrado, íman e borboleta para o delicado), o ponto de fixação correto (lapela, ombro, decote, echarpe, mala, boina) e a técnica com que a agulha apanha duas camadas e se fecha até ao fim. O pesado assenta sobre um reforço, a malha fina cuida-se com íman, o esmalte e os camafeus guardam-se à parte. E a partir daí o broche trabalha como sempre soube fazer: segura o tecido e, sem palavras, conta quem tu és.

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Sobre a Zevira

A Zevira é uma marca espanhola de Albacete, cidade de mestres do metal. Gostamos de peças com carácter e com história: metais quentes, esmalte, pátina viva, pedras de cor e uma simbologia que apetece usar todos os dias. Para nós o broche é um detalhe que transforma uma peça básica em algo pessoal. Se quiseres perceber como reunir várias joias num mesmo conjunto, começa pelo guia para combinar joias, e o que resulta apropriado conforme a ocasião esclarece-to a análise do código de vestimenta.

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