Free shipping to the Eurozone and USA14-day returns, no questions askedSecure payment by cardDesign inspired by Spain
Crisoberilo e olho de gato: propriedades, tipos e como distingui-lo

Crisoberilo: a terceira gema mais dura e o verdadeiro olho de gato

Na escala de dureza, o crisoberilo ocupa o terceiro lugar entre os minerais de joalharia: 8,5 na escala de Mohs, logo a seguir ao diamante e ao corindo. Isso significa que um anel com esta pedra se pode usar durante décadas sem receio dos riscos do pó e do dia a dia, e uma pedra facetada conserva as arestas vivas mais tempo do que quase qualquer gema de cor.

E, no entanto, quase ninguém que compra joias já ouviu falar do crisoberilo. Em contrapartida, toda a gente conhece duas das suas formas especiais: o verdadeiro olho de gato, com a sua estreita banda de luz branca que desliza pela pedra como uma pupila, e a alexandrita, que muda do verde para o vermelho. Essas duas celebridades são variedades de um mesmo mineral discreto.

Aqui desmontamos o crisoberilo por dentro: de que se compõe, porque é tão duro, como consegue o efeito de olho de gato, em que se distingue de pedras parecidas e das falsificações, onde se extrai e como cuidar dele. Sem esoterismos e sem promessas de que a pedra vá "fazer" algo por si.

Que crisoberilo é para si?
1 / 3
O que mais o atrai numa pedra?

Usa o símbolo, não te limites a ler sobre ele. Disponíveis agora:

Envio grátisDevolução em 14 dias sem perguntasPagamento seguro
GUARDIÃO AZUL 1GUARDIÃO AZUL 2GUARDIÃO AZUL 3
GUARDIÃO AZUL39,00 €
O OLHO QUE TUDO VÊ 1O OLHO QUE TUDO VÊ 2O OLHO QUE TUDO VÊ 3O OLHO QUE TUDO VÊ 4O OLHO QUE TUDO VÊ 5
O OLHO QUE TUDO VÊ49,00 €
ANILLO OJO PROTECTOR 1ANILLO OJO PROTECTOR 2
ANILLO OJO PROTECTOR40,00 €
ANILLO CUFF OJO NAZAR 1ANILLO CUFF OJO NAZAR 2ANILLO CUFF OJO NAZAR 3ANILLO CUFF OJO NAZAR 4
ANILLO CUFF OJO NAZAR40,00 €

O que é o crisoberilo: composição, dureza, ótica

Cristal de crisoberilo
O crisoberilo é um dos minerais de joalharia mais duros; só o diamante e o corindo o superam.Chrysoberyl (GeoDIL number - 38), Shannon Heinle, 9 February 2001. Wikimedia Commons, Open Access (CC0 1.0)

O crisoberilo é um óxido de berílio e alumínio, com a fórmula BeAl2O4. Apesar do nome parecido, quase não tem relação com o berilo (a família da esmeralda e da água-marinha): o berilo é um silicato, ao passo que o crisoberilo é um óxido, uma classe distinta de mineral. A parte comum do nome vem do grego "chrysós" (dourado) e de uma raiz partilhada "berilo": historicamente chamava-se assim a todo um grupo de pedras de tom verde dourado, e o nome acabou por ficar.

Química e física

Os dados secos em que convém apoiar-se ao comprar:

O crisoberilo puro é incolor, mas na natureza quase sempre o tingem as impurezas. A cor mais frequente e corrente é o amarelo, o verde dourado, o verde mel, por vezes com um matiz acastanhado. Esse crisoberilo corrente, verde amarelado, é a base; o olho de gato e a alexandrita são os seus casos especiais.

Ao tato, o crisoberilo é frio, liso e pesado. Uma dureza de 8,5 torna-o numa das pedras de cor mais resistentes ao desgaste: aguenta sem problema o uso diário num anel, onde as pedras moles depressa perderiam o lustro. Só o diamante e o corindo o conseguem riscar.

Três rostos de um mesmo mineral

O crisoberilo veste três formas gemológicas, e a confusão em torno da pedra nasce precisamente de que raramente se relacionam entre si:

Existe também uma combinação: o olho de gato de alexandrita, que muda de cor e mostra ao mesmo tempo a banda de luz. É um dos fenómenos gemológicos mais raros que existem.

Um enquadramento honesto sobre o simbolismo

Ao crisoberilo, e em especial ao olho de gato, a tradição atribui proteção e clareza de espírito. Isso pertence à cultura das pedras e à litoterapia, não ao mineral em si. Não há um efeito comprovado sobre a mente nem sobre a saúde. Mais adiante falamos do simbolismo, numa secção breve à parte, sem exageros.

Porque aparece o efeito de olho de gato

O efeito de olho de gato (chatoiância) no crisoberilo é um dos mais nítidos e belos do mundo das gemas. Para perceber de onde sai, é preciso olhar para dentro da pedra.

Agulhas que apanham a luz

Dentro da cimofana jazem milhares de inclusões paralelas finíssimas: canais ocos ou agulhas microscópicas de rutilo. Todas correm numa só direção. Quando a pedra se talha em cabochão (uma forma lisa e abaulada, sem facetas), essas fibras paralelas não dispersam a luz incidente em todas as direções, mas concentram-na numa única banda estreita que cruza a direção das agulhas.

O resultado é uma linha brilhante que percorre a cúpula da pedra. Rode a pedra, ou mova a fonte de luz, e a banda desliza pela superfície, tal como a pupila de um gato se estreita e se alarga ao sol. Daí o nome.

O efeito "leite e mel"

Os melhores olhos de gato de crisoberilo têm uma marca de qualidade própria: o efeito "leite e mel". Se iluminar a pedra de lado, uma metade (a mais próxima da fonte) vê-se de um dourado mel e a outra de um branco leitoso. Uma fronteira nítida entre ambas corre mesmo pela banda de luz. Quanto mais marcado esse contraste, e quanto mais fina e brilhante a banda, mais valiosa é a pedra.

O que define a qualidade de um olho de gato:

  1. Nitidez da banda. Uma linha fina, brilhante e nítida vale mais do que uma difusa e larga.
  2. Centragem. A banda deve correr a direito pelo centro da cúpula e não desviar-se para um lado.
  3. Mobilidade. Ao rodar a pedra, a banda deve deslizar com suavidade, "abrindo-se" e "fechando-se".
  4. Cor do corpo. O clássico dourado mel e verde amarelado vale mais do que o cinzento e apagado.
  5. O efeito leite e mel. Um contraste entre as duas metades é sinal de alta qualidade.

Uma nota: o termo "olho de gato" aplica-se a muitas pedras (quartzo, turmalina, apatite). Mas se lhe disserem simplesmente "olho de gato" sem nomear o mineral, a tradição entende-o como a cimofana de crisoberilo, a mais nítida e historicamente "a verdadeira".

O olho de gato usa-se em ouro, nunca em prata fria. Metal frio sob uma pedra mel é como meias brancas com smoking. Não se faz.
Encontre o seu crisoberilo
1 / 5
Que metal fica melhor com a sua pele?

Com que usar o crisoberilo

Já trabalhei o crisoberilo nas suas três caras: o olho de gato mel, a pedra facetada com brilho e a caprichosa alexandrita. Cada uma tem a sua lógica de roupa e de metal, e não convém confundi-las. Reúno aqui o que de facto funciona.

Como uso um olho de gato mel? Recomendo manter o cabochão dourado mel numa gama quente: bege, ocre, chocolate, caqui, tons terrosos, tweed, camurça. O metal quente é inegociável, ouro amarelo ou latão; não aconselho a prata sob esta pedra, porque apaga o mel. Uma única pedra numa corrente limpa, sem vizinhos: essa banda em movimento merece todo o palco.

E onde vai um crisoberilo facetado? Coloco a pedra facetada verde amarelada sobre uma base fresca e fria: branco, cinzento, azeitona, ganga. Aqui trabalham a prata 925 e o ouro branco, que puxam pelo verde. A pedra está subvalorizada, com mais fogo do que metade das gemas famosas, por isso digo-o: não a esconda, deixe-a apanhar a luz num decote aberto ou no pulso.

Como uso uma alexandrita para que luza? Aconselho montar a alexandrita sobre uma base sóbria e lisa: grafite, tinta, vinho. Tudo o que a rodeie deve calar-se, e então a mudança de cor lê-se como um truque de magia. Só metal frio, prata, ouro branco, platina, senão um reflexo quente briga com o jogo da pedra. E uma única peça por look, nada mais.

Serve o crisoberilo para o escritório? Sim, se o formato se mantiver sóbrio. Recomendo um olho de gato pequeno num anel ou em brincos, sem grandes cabochões ao pescoço. Uma pedra mel em ouro amarelo lê-se como um detalhe discreto e sólido, não como um acento estridente. Para um código estrito é uma pedra ideal: dura, tranquila, sem brilho de fogo de artifício.

Posso usar duas pedras óticas ao mesmo tempo? Desaconselho-o por completo. Dois efeitos em movimento sobre uma pessoa anulam-se: o olho não sabe para onde olhar e as duas pedras perdem. Um olho de gato e uma alexandrita querem vizinhos tranquilos: metal liso, pedras mate. Quer camadas? Dê à pedra protagonista a sua própria linha e ponha ao lado peças discretas.

Experimente as joias Zevira online
Experimente a joia em si, diretamente no seu navegador.
Experimente as joias Zevira online

Ligue a câmara, escolha uns brincos, um pendente ou um anel, e veja a peça em si em tempo real.

Muda de modelo com um toque.

Tudo funciona no seu navegador: nenhuma foto ou vídeo é enviado para lado nenhum.

Geologia: como nasce o crisoberilo

O crisoberilo é uma pedra cujo nascimento exige um encontro raro entre dois elementos químicos. O berílio e o alumínio têm de coincidir sob a temperatura e a pressão certas, e isso não acontece muitas vezes.

Onde e como se forma

O mais frequente é que o crisoberilo nasça em pegmatitos, as rochas filonianas de cristal grosso que cristalizam a partir de fundidos residuais nas fases tardias da formação do granito. É nos pegmatitos que se concentra o escasso berílio. O segundo ambiente são as rochas metamórficas, os xistos micáceos, onde o crisoberilo se forma durante a recristalização sob pressão.

Como a pedra é muito dura (8,5 na escala de Mohs) e quimicamente estável, sobrevive bem à destruição da sua rocha-mãe. Os cristais são arrastados pela água, rolam pelos leitos e acumulam-se em placeres, depósitos fluviais e costeiros, onde se extraem junto a outros minerais pesados e resistentes.

Jazidas

A variedade alexandrita surge várias ordens de grandeza mais rara do que o crisoberilo corrente, pelo que a maioria das jazidas se valoriza sobretudo pela pedra verde amarelada e pelo olho de gato.

Opiniões de clientes

A Zevira é uma joalharia real. Pagamentos, envios e agradecimentos de clientes autênticos.

100% compra verificadaencomendas reais para Espanha, França e EUA
Capturas de pagamentos e agradecimentos
Encomenda enviada por correio, Espanha
A nossa peça num cacifo dos Correos
Pagamentos reais dos últimos dias
Um cliente a agradecer-nos no WhatsApp
Sempre disponíveis no WhatsApp e TelegramNão é para ti? Reembolso em 14 dias, sem perguntas
🥰🥰🥰 gracias
Colgante Navaja Jerezana Mini
Pedro L. · Jaén, España
Compra verificada
Ok, ¡gracias! 🙂
Pendiente Navaja
Raphaël C. · Toulouse, France
Compra verificada

História: pedra de soldados, sábios e cortes imperiais

Ao contrário de muitas gemas com uma "antiga" genealogia inventada, o crisoberilo tem uma história autêntica e rastreável, sobretudo em duas das suas formas.

A Antiguidade e o olho de gato

O crisoberilo já se conhecia na Antiguidade, embora durante muito tempo não se separasse de outras pedras de verde dourado sob a palavra genérica "crisólito" (nos textos antigos esse nome cobria diversas gemas esverdeadas). O olho de gato de cimofana era apreciado pela sua banda de luz móvel, na qual se via um olho vigilante que tudo vê. A pedra usava-se como amuleto contra o perigo e o mau-olhado.

Índia e Sri Lanka

Na tradição indiana e cingalesa o olho de gato ocupava um lugar especial e tinha-se por uma pedra que afastava a desgraça e guardava o bem-estar. Durante séculos os olhos de gato dourado mel do Ceilão exportaram-se como uma das gemas mais apreciadas da ilha. O olho de gato de crisoberilo arrastou, ao longo da história, fama de pedra de vigilância e proteção.

A descoberta da alexandrita

A variedade alexandrita encontrou-se nos Montes Urais na primeira metade do século XIX, numa época em que ali se extraíam esmeraldas com intensidade. A pedra, verde de dia e vermelha à luz das velas, coincidia com o verde e o vermelho de uma libré militar imperial, o que lhe acrescentou carga simbólica e a pôs na moda na corte. Assim, o discreto óxido de berílio e alumínio ganhou a sua forma mais famosa. A história da mudança de cor é tratada em detalhe no artigo sobre a alexandrita.

O Modernismo e o apogeu do olho de gato

Na viragem do século XIX para o XX, na época do Modernismo e nas primeiras décadas do XX, o olho de gato de crisoberilo viveu uma onda de popularidade na joalharia europeia. Engastava-se em anéis de sinete e alfinetes de gravata masculinos, valorizado pelo seu efeito severo, "que observa", e pela alta dureza, cómoda para uma joia de uso diário de homem.

Tipos e variedades

Não há duas pedras iguais, mas por caráter o crisoberilo divide-se em vários tipos reconhecíveis.

Crisoberilo corrente (facetado)

Uma pedra transparente de cor amarela, verde dourada, mel ou verde acastanhada. Dá-se-lhe uma talha facetada, como a uma gema preciosa, para tirar o seu brilho e o seu jogo de luz. A alta dureza e um bom índice de refração fazem deste crisoberilo uma gema subvalorizada: é mais resistente e brilhante do que muitas pedras mais conhecidas.

Cimofana (olho de gato)

Uma variedade translúcida com uma densa "malha" de inclusões paralelas que produzem o efeito de olho de gato. Só se talha em cabochão: as facetas matariam o efeito ótico. As melhores cores são o dourado mel e o verde amarelado. É a forma mais reconhecível do crisoberilo.

Alexandrita

A variedade com crómio mais rara, com a sua mudança de cor: esverdeada à luz do dia, vermelho púrpura sob luz quente (uma lâmpada incandescente, uma vela). Quanto mais nítida e completa a mudança, maior o valor. Uma alexandrita natural fina é uma das pedras de cor mais caras que existem.

Olho de gato de alexandrita

Uma combinação de ambos os efeitos: a pedra muda de cor e mostra uma banda de luz. Uma variedade excecionalmente rara, apreciada pelos colecionadores.

O que importa mais do que a cor: o efeito ótico

Para o crisoberilo facetado importam a pureza e a saturação da cor. Para o olho de gato importam a nitidez, o brilho e a centragem da banda, além do efeito leite e mel. Para a alexandrita importa a força e a pureza da mudança de cor. Uma pedra apagada de corpo saturado pode valer menos do que uma pálida com um efeito brilhante e "vivo".

O que perguntar ao vendedor:

Como distinguir o crisoberilo de pedras parecidas e de falsificações

O olho de gato e a alexandrita imitam-se mais do que a maioria, porque o material natural de alta qualidade é caro e escasso. Vejamos as diferenças.

Olho de gato: crisoberilo face aos outros "olhos"

O efeito de olho de gato aparece em muitas pedras, que muitas vezes se vendem simplesmente como "olho de gato" sem nomear a espécie. A autêntica cimofana de crisoberilo distingue-se por:

A substituição mais frequente é o "olho de gato" de vidro (ulexite, uma imitação de fibra de vidro). Nesse vidro a banda é demasiado nítida, perfeitamente reta e "mecânica", o corpo é de cor uniforme, e a pedra é quente ao tato e leve. A cimofana natural é fria, pesada e não totalmente uniforme.

Alexandrita: natural, sintética, imitação

Com a alexandrita o quadro é mais complicado, uma vez que se cultiva e se imita em grande escala:

Sinais de imitação e tratamento

Os documentos e o preço como sinal

Para o crisoberilo corrente verde amarelado e um olho de gato económico, os documentos são dispensáveis: basta verificar a dureza, o peso e o caráter da banda. Em contrapartida, para a alexandrita e para um olho de gato grande do Ceilão, um relatório de um laboratório gemológico independente justifica-se: a diferença de preço entre alexandrita natural e sintética é enorme.

Uma alexandrita natural fina não pode custar o que custa um punhado de contas. Se a cor muda "na perfeição" e o preço é de meia dúzia de tostões, tem diante de si uma sintética ou uma imitação de corindo. Isso está bem enquanto produto, mas deveria chamar-se honestamente pelo seu nome.

10% no teu primeiro pedido

Deixa o teu email e enviamos o código de desconto. Sem spam, cancelas com um clique.

O código chega por email, válido no teu primeiro pedido.

Cuidado e conservação

Uma dureza de 8,5 faz do crisoberilo uma das gemas que menos manutenção exigem. Aguenta o que arruinaria uma pedra mole, mas também tem os seus pontos fracos.

O que fazer e o que evitar

Pode:

Não deve:

Como a dureza influencia a usabilidade

A alta dureza faz do crisoberilo uma pedra ideal para anéis, o mesmo formato em que as gemas mais sofrem com o roçar e as pancadas diárias. O crisoberilo facetado e o olho de gato são perfeitos para um anel de uso diário. Um cabochão de olho de gato está ainda protegido pela sua forma: não tem facetas afiadas que se lasquem. A alexandrita, pelo seu preço, reserva-se mais para ocasiões especiais do que para um uso rude.

Conservação

Pela sua dureza, o crisoberilo é o "predador" do guarda-joias: riscará com facilidade os seus vizinhos. Guarde-o à parte, num saquinho macio ou no seu próprio compartimento. O olho de gato e a alexandrita conservam-se melhor longe do sol direto e abrasador e das mudanças bruscas de temperatura, sobretudo se a pedra tem inclusões visíveis.

Crisoberilo e pedras similares: como distingui-las
PedraDureza (Mohs)Efeito / sinalRaridade e preço
Olho de gato de crisoberilo (cimofana)8,5Banda nítida, leite e melRaro, preço alto
Crisoberilo, alexandrita8,5Mudança de cor verde/vermelhoMuito raro, muito caro
Crisoberilo transparente8,5Facetado, verde douradoPedra de entendidos
Olho de gato de quartzo7Banda mais larga e moleComum, económico
Crisólito (peridoto)6,5-7Facetas duplas (birrefringência)Média
Imitação de fibra de vidro (falsa)5-5,5Banda uniforme pintada, malha na arestaBarato, leve

Simbolismo: o que diz a tradição

Tudo o que se segue é simbolismo cultural e litoterapia, não um facto médico nem físico. O mineral não tem um efeito comprovado. Contamos em que se acredita, não o que "vai acontecer".

Na tradição, ao crisoberilo, e ao olho de gato em especial, atribuem-se vários temas, e quase todos nasceram do aspeto da pedra:

A pedra não "faz" nada por si só. Se sustém alguém, fá-lo como qualquer objeto carregado de significado, através da atenção e do hábito, não de uma radiação mística. Não há nada de vergonhoso nisso, mas também nada que exagerar.

Verdades e mitos sobre o crisoberilo e o olho de gato
O crisoberilo é uma variedade de berilo, como a esmeralda
Tap to reveal
A alexandrita é um mineral à parte, não crisoberilo
Tap to reveal
Qualquer «olho de gato» é crisoberilo
Tap to reveal
O crisoberilo cura doenças e melhora a visão
Tap to reveal
O crisoberilo pode usar-se todos os dias
Tap to reveal
Quanto mais reta e larga a banda, melhor o olho de gato
Tap to reveal
O olho de gato de quartzo e o de crisoberilo são a mesma coisa
Tap to reveal
O crisoberilo simboliza proteção e vigilância
Tap to reveal

Joias com crisoberilo: anéis, pendentes, brincos

O crisoberilo é uma pedra que se revela de forma distinta consoante a variedade. O facetado brinca com o brilho, o olho de gato com a sua banda móvel, a alexandrita com a sua mudança de cor.

Anéis

Um anel é o melhor formato para o crisoberilo justamente pela dureza: a pedra não teme o roçar diário. O olho de gato engasta-se em cabochão para que a banda trabalhe, e num anel desliza com beleza a cada movimento da mão. Um crisoberilo facetado num anel lança um brilho vivo. Uma alexandrita num anel impressiona quando a sua cor muda ao passar da rua para uma sala.

A prata de lei fria e o ouro branco realçam os tons esverdeados e mel e ficam bem com a alexandrita. O ouro amarelo quente intensifica a cor dourada mel de um olho de gato.

Pendentes

Um pendente é o formato para uma pedra grande. Um olho de gato grande num pendente dá espaço para que a banda viaje bem. Um crisoberilo facetado de pendente apanha a luz sobre o peito. Numa corrente ou num cordão de couro já é questão de gosto e de imagem.

Brincos

Em brincos, um olho de gato exige um par a condizer: dois cabochões devem coincidir na cor do corpo, na nitidez e na centragem da banda. Uma coincidência perfeita é impossível, mas um bom artesão aproxima as pedras por caráter. Os crisoberilos facetados e as alexandritas em brincos escolhem-se pela cor e pela força do efeito.

Joalharia masculina

O olho de gato foi historicamente popular na joalharia masculina: anéis de sinete, alfinetes de gravata, botões de punho. O efeito severo, "que observa", e a alta dureza fazem dele uma pedra prática para um anel de homem de uso diário. Um cabochão dourado mel em prata ou em ouro amarelo fica sóbrio e sólido.

A cor do metal consoante a cor da pedra

O importante de um engaste não é o metal em si, mas uma fixação segura: uma alexandrita cara e um bom olho de gato exigem uma montagem firme, porque a pedra é insubstituível.

Oferece 10% a um amigo

Envia a um amigo um código de desconto, ele poupa no primeiro pedido.

WELCOME10
💬✈️

Perguntas frequentes

O que é o crisoberilo em palavras simples?

É uma gema muito dura, um óxido de berílio e alumínio (BeAl2O4), a terceira mais dura depois do diamante e do corindo. O mais comum é que seja verde amarelada ou dourada e se facete como uma gema preciosa. Mas duas das suas formas especiais são famosas: o olho de gato (cimofana), com a sua banda de luz móvel, e a alexandrita, que muda do verde para o vermelho. Ou seja, o crisoberilo é o "pai" dessas duas pedras famosas.

Crisoberilo e berilo são a mesma coisa?

Não, apesar do nome parecido. O berilo é um silicato, e à sua família pertencem a esmeralda, a água-marinha e a morganite. O crisoberilo é um óxido, uma classe distinta de mineral com outra fórmula e outra estrutura. A única semelhança está no nome: ambas as palavras vêm de uma raiz antiga "berilo" usada para pedras esverdeadas. Como minerais são distintos, e o crisoberilo é bastante mais duro do que o berilo.

Porque é que o olho de gato se chama olho de gato?

Pelo efeito ótico. Dentro da pedra jazem milhares de inclusões paralelas finíssimas (canais ou agulhas de rutilo). Quando a pedra se talha como um cabochão liso, essas fibras concentram a luz numa única banda estreita e brilhante. Ao rodar a pedra, a banda desliza e estreita-se, como a pupila de um gato ao sol. O efeito chama-se chatoiância (do francês "olho de gato"). No crisoberilo é o mais nítido, por isso o próprio nome "olho de gato" ficou ligado à cimofana de crisoberilo.

Qual é o olho de gato verdadeiro, se há tantos?

O efeito de olho de gato aparece no quartzo, na turmalina, na apatite e noutras pedras, e todas se chamam honestamente olho de gato da sua espécie. Mas se lhe disserem simplesmente "olho de gato" sem nomear o mineral, a tradição joalheira entende-o como a cimofana de crisoberilo, a mais nítida, brilhante e historicamente "a verdadeira". A sua banda é mais fina e viva do que a do quartzo, e muitas vezes vê-se o efeito "leite e mel".

O que é o efeito leite e mel?

É uma marca de um olho de gato de crisoberilo de qualidade. Se iluminar a pedra de lado, uma metade vê-se de um dourado mel e a outra de um branco leitoso, e uma fronteira nítida entre ambas corre mesmo pela banda de luz. Quanto mais marcado esse contraste e quanto mais fina e brilhante a banda, maior a qualidade e o preço. Os olhos de gato baratos e as imitações não mostram essa divisão.

A alexandrita é um crisoberilo?

Sim. A alexandrita é a variedade mais rara do crisoberilo, colorida por um vestígio de crómio, graças ao qual a pedra muda de cor: esverdeada à luz do dia e vermelho púrpura sob luz quente (uma lâmpada, uma vela). É o mesmo mineral, BeAl2O4, que o crisoberilo corrente, apenas com outra impureza e um efeito ótico raríssimo. Há uma análise detalhada da mudança de cor no nosso artigo sobre a alexandrita.

Quão duro é o crisoberilo e pode usar-se todos os dias?

O crisoberilo é muito duro, 8,5 na escala de Mohs, o terceiro lugar entre as gemas depois do diamante e do corindo. Isso significa que se pode usar num anel todos os dias sem receio dos riscos do pó e do dia a dia. Só o diamante e o corindo o conseguem riscar. A única precaução: uma pancada forte e pontual numa aresta pode lascá-la, pelo que convém evitar as pancadas muito bruscas contra pedra e metal.

Onde se extrai o crisoberilo?

As principais fontes são o Brasil (Minas Gerais e outros estados), o Sri Lanka (os clássicos olhos de gato dourado mel), a Índia, a Tanzânia, o Madagáscar e a Birmânia. A variedade alexandrita foi tornada famosa historicamente pelos Montes Urais no século XIX. O olho de gato e a alexandrita extraem-se sobretudo de placeres fluviais e costeiros, onde os cristais duros e resistentes acabam depois da destruição da rocha-mãe.

Em que se distingue o olho de gato de crisoberilo do de quartzo?

Em vários sinais. No crisoberilo a banda é mais fina, brilhante e nítida, como uma lâmina; no quartzo é mais larga e mole. O crisoberilo mostra muitas vezes o efeito leite e mel, de que o quartzo costuma carecer. O crisoberilo é bastante mais pesado do que o quartzo do mesmo tamanho (densidade 3,7 a 3,8 face a 2,6 g/cm3) e bastante mais duro (8,5 face a 7). A cor do corpo do crisoberilo é classicamente dourada mel, ao passo que o "olho" de quartzo é mais frequentemente cinzento ou esverdeado e mais apagado.

Como distinguir uma alexandrita autêntica de uma falsa?

A chave é o caráter da mudança de cor. A alexandrita natural muda do esverdeado para o vermelho púrpura. As imitações baratas sobre corindo ou espinela sintéticos mudam do azul violeta para o vermelho violeta, uma mudança distinta, "elétrica", não de verde para vermelho. A alexandrita sintética é quimicamente idêntica à natural e só se distingue pelas suas inclusões e pelo seu espectro, muitas vezes apenas num laboratório. Para uma compra cara, leve sempre um relatório de um laboratório gemológico independente.

Existe o crisoberilo artificial?

Sim. A alexandrita cultiva-se em laboratório em grande escala: a alexandrita sintética é quimicamente idêntica à natural mas muito mais barata e difundida. O crisoberilo facetado corrente e o olho de gato são menos interessantes de cultivar comercialmente, pelo que as imitações de olho de gato se fazem mais frequentemente de vidro (um "olho de gato" de fibra de vidro) ou do mineral mole ulexite. A pedra natural distingue-se pelo peso, pela dureza, pela frieza ao tato e pela falta de uniformidade.

Pode molhar-se e limpar-se o crisoberilo?

O crisoberilo facetado e um olho de gato denso suportam sem problema a água morna com sabão suave e uma escova macia; é uma forma segura de os limpar. É preciso cuidado com as pedras que têm muitas inclusões ou que podem ter sido tratadas por impregnação: é melhor mantê-las longe dos ultrassons, do vapor e do calor brusco. A alexandrita, pelo seu preço, também se limpa melhor com suavidade. Depois do uso, basta passar-lhe um pano.

O crisoberilo é uma pedra preciosa?

Em essência, sim, sobretudo as suas variedades raras. O crisoberilo corrente é uma pedra preciosa subvalorizada mas genuína: dura, brilhante, resistente. Um olho de gato de alta qualidade e em especial a alexandrita figuram entre as gemas valiosas e caras, e uma alexandrita natural fina é uma das pedras de cor mais caras que existem. O crisoberilo corrente verde amarelado é mais acessível, mas mesmo ele supera em resistência muitas pedras mais conhecidas.

Porque é que o crisoberilo é tão pouco conhecido?

Um paradoxo: o mineral em si é obscuro, mas duas das suas formas são famosas. O olho de gato e a alexandrita estão na boca de todos, mas poucos sabem que são a mesma pedra. O crisoberilo facetado corrente raramente chega à joalharia de grande consumo, porque o eclipsam pedras amarelas e verdes mais promovidas. Ainda por cima, a confusão de nomes com o berilo baralha os compradores. Pela sua combinação de dureza, brilho e resistência, o crisoberilo corrente merece mais atenção do que aquela que recebe.

Para um anel de uso diário, o que escolher, olho de gato ou crisoberilo facetado?

Ambos são excelentes graças à dureza de 8,5. Um cabochão de olho de gato é mais prático: não tem facetas afiadas que se lasquem, e a banda móvel brinca com beleza ao mover a mão. O crisoberilo facetado dá mais brilho, mas as arestas das facetas pedem um pouco mais de cuidado. Para um anel de homem de uso diário, o olho de gato é uma escolha clássica e de eficácia comprovada.

Conclusões breves

Para oferecer

É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.

ZeviraCaixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.
Embalagem de oferta incluídaCertificado de autenticidadeDevolução em 14 dias sem perguntas
Não sabes qual escolher? Encontra o presente →

Sobre a Zevira

Na Zevira gostamos das pedras com caráter, e o crisoberilo é exatamente isso: um mineral discreto que esconde por dentro dois dos prodígios óticos mais espetaculares do mundo das gemas. Escolhemos um olho de gato pela nitidez e pela centragem da sua banda e pela limpeza do efeito leite e mel, e o crisoberilo facetado pela pureza da sua cor dourada mel e esverdeada. Engastamos os cabochões de modo que a banda de luz se mantenha em movimento consigo a todo o momento: em prata de lei e ouro branco para os tons esverdeados frios, em metal quente para os mel.

Falamos das pedras com honestidade: onde está a história e onde a lenda bonita; onde o facto e onde a tradição. O crisoberilo não lhe deve nada, mas se quiser usar uma pedra de facto resistente com uma luz viva por dentro, custa imaginar uma opção mais prática e interessante.

Encontre o seu olho de gato

Anéis, pendentes e joias com crisoberilo natural e olho de gato. Cada pedra com o seu próprio caráter na banda de luz. Procuramos-lhe a peça consoante o seu tom e a sua ocasião.

Ver joias com crisoberilo

Quer aprofundar as pedras com mudança de cor e efeitos óticos? Leia a nossa análise detalhada sobre a alexandrita, a variedade de crisoberilo com efeito camaleão. E se lhe interessa saber como chegam as pedras às joias e porque umas se valorizam mais do que outras, espreite a história da joalharia.

Voltar ao início

Foi útil?
Segue-nosPergunta pelo WhatsApp