
A granada na joalharia: energia do chacra raiz, história da pedra e como a usar
Até ao século XVIII, as pedras da cor do sangue que chegavam do Sri Lanka vendiam-se por toda a Europa como "rubi de Ceilão". Só quando a gemologia aprendeu a ler as estruturas cristalinas veio a verdade ao de cima: a maioria eram granadas, em concreto almandinas. À granada sempre lhe agradou disfarçar-se. Os geólogos ainda hoje a usam como sinal quando procuram diamantes, porque os dois minerais nascem nas profundezas da terra sob as mesmas condições e o magma arrasta-os juntos até à superfície. Uma pedra com semelhante biografia merece uma conversa sem misticismo.
O que é a granada e de onde vem
A granada (do latim granatum, grão ou semente) não é um mineral único, mas toda uma família de aluminossilicatos que partilham uma mesma rede cristalina e se distinguem pela sua química. Os cristais surgem muitas vezes como grãos arredondados dentro da rocha, e a sua semelhança com as sementes da romã deu nome à pedra. Na Europa medieval, as variedades vermelhas chamavam-se carbúnculo (do latim carbo, carvão), porque à luz a pedra parece arder por dentro.
A granada forma-se em rochas metamórficas e em corpos magmáticos profundos, onde a alta temperatura e a pressão reorganizam a matéria. Estas são as principais fontes de granada de qualidade joalheira:
- Moçambique dá piropos e almandinas vermelhas, e o material moçambicano toma-se como referência de cor.
- Sri Lanka é famoso pelas suas almandinas de vermelho intenso, os mesmos "rubis de Ceilão" dos inventários antigos.
- Índia (Rajastão) fornece piropos de tons mais quentes.
- Boémia (hoje República Checa) é a jazida histórica da almandina miúda, o sustento de toda a indústria da granada boémia entre os séculos XVII e XIX.
- Os Urais produzem piropos de tons escuros, quase negros, que ao trasluz avermelham nas bordas.
Boa parte da lapidação e do acabamento das pedras de cor do Oriente faz-se na Tailândia, com Banguecoque como centro ao qual chega o material em bruto de muitas jazidas.
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Tipos de granada: cor e composição
A granada aparece em quase qualquer cor, e a cor depende de que elementos ocuparam os lugares da rede. Pela sua composição química, as granadas dividem-se em vários tipos principais.
Piropo (Pyrope), vermelho de fogo
O nome vem do grego antigo pyr (fogo) mais ops (vista), literalmente "o que vê o fogo". Compõem-no o magnésio e o ferro. A cor é um vermelho profundo, quase negro numa peça grande e que avermelha para as bordas. A dureza ronda entre 7 e 7,5 na escala de Mohs (como comparação: diamante 10, safira 9, quartzo 7). Pela pureza da sua cor, o piropo é valorizado acima das restantes granadas vermelhas em joalharia. Se quiser aprofundar esta variedade, temos um artigo à parte sobre o piropo como cristal vermelho do amor e do valor.
Almandina (Almandine), bordô
A granada mais comum, rica em ferro. A cor é mais escura do que a do piropo: bordô, com um matiz violáceo. A mesma dureza, 7 a 7,5. Foi a almandina da Boémia que inundou as cortes europeias sob o nome de "carbúnculo boémio".
Espessartina (Spessartine), laranja
Tem o nome dos montes Spessart, na Baviera, onde foi descrita pela primeira vez. Compõem-na o manganês e o ferro, e a sua cor vai do amarelo-laranja a um tangerina intenso. Mais clara do que as granadas vermelhas, por vezes confunde-se com a safira laranja ou a opala de fogo. As espessartinas vivas e limpas alcançam preços altos.
Grossularia (Grossular), verde e amarelo
Uma granada rica em cálcio. O nome vem do latim grossularia, groselha espinhosa, pelo seu tom verde característico. Também surge em amarelo, laranja e tons acastanhados. A variedade verde intenso encontrada em torno de Tsavo, na fronteira entre o Quénia e a Tanzânia, chama-se tsavorite e confunde-se com a esmeralda. A dureza ronda o 7. Sobre como se distingue da esmeralda a verde grossularia, a pedra da sabedoria e da harmonia, convém ler à parte.
Andradite (Andradite), do negro ao verde
Uma granada de cálcio e ferro, assim chamada em honra do mineralogista português d'Andrada. A andradite tem uma dispersão muito alta, a capacidade de decompor a luz em faíscas de arco-íris, maior até do que a do diamante. A dureza é de 6,5 a 7. A variedade mais preciosa, a verde demantoide com o seu raio interior de fogo, considera-se mais cara do que as restantes granadas precisamente por esse jogo de luz.
Rodolite (Rhodolite), rosa violáceo
Uma composição intermédia entre o piropo e a almandina. O nome vem do grego rhodon (rosa). A cor vai do rosa ao vermelho violáceo; a pedra é clara e transparente, por isso agrada tanto aos joalheiros.
Para ter à vista todos os tipos de granada de uma só vez, comparemo-los por cor e dureza.
A granada bordô pede um fundo escuro, nunca um vestido escarlate. Vermelho sobre vermelho são duas divas a disputar o foco, e não há mais que falar.
Com que usar a granada
Ao longo dos anos, a granada passou por dezenas dos meus conjuntos, do diário ao de noite. Reúno aqui o que de facto funciona, por ocasiões.
Como uso a granada no dia a dia? Para o dia recomendo uns botões pequenos de granada ou um anel fino: um único acento de cor numa paleta tranquila. Ponto liso, camisa branca, caxemira cinzenta, bege quente, sobre esse fundo o vermelho soa mais alto. O pendente aconselho-o em corrente curta, num decote em barco ou em bico, para que a pedra fique recolhida e não compita com a roupa.
A granada é apropriada no escritório? Perfeitamente, se mantiver a sobriedade. Escolho uma só pedra como único acento de cor e deixo o resto em tons neutros. Um pendente em corrente curta sob uma gola de trabalho lê-se como um detalhe discreto, não como uma declaração. Um código estrito não é obstáculo para a granada.
Como monto um conjunto de noite? Para a noite aconselho um fundo profundo: preto, esmeralda, bordô, veludo ou seda azul-marinho, sobre os quais a granada ganha fundura e as facetas jogam com a luz artificial. Para um decote aberto recomendo uma lágrima grande ou brincos de aranha; para uma gola alta, brincos compridos que estilizam o pescoço.
Que metal combino com a granada? Olho para o subtom da pele. Ao subtom quente recomendo ouro amarelo ou rosa, que sublinha o calor da pedra e dá um ar vintage. Ao frio aconselho ouro branco ou prata, que levam a granada a um registo moderno e um pouco mais frio. A prata oxidada escolho-a para um engaste com carácter, algo gótico.
A quem fica especialmente bem a granada? A quem ama a cor e não teme destacar-se, e a quem favorecem um tom de pele quente e o cabelo castanho, ruivo ou escuro. Duas regras para terminar. Primeira: não misture a granada com outras pedras grandes e vivas, deixe-a fazer o solo. Segunda: sob uma peça de vermelho saturado escolha uma pedra mais escura, uma almandina bordô, para que a joia continue o tecido em vez de competir com ele.

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Granada estrelada e mudança de cor
Para além da granada transparente comum, há duas variedades ópticas raras que o comprador muitas vezes desconhece.
A primeira é a granada estrelada. Numa almandina-piropo opaca com inclusões aciculares bem orientadas, ao lapidá-la em cabochão acende-se uma estrela de luz sobre a superfície. A maioria das pedras estreladas (safira, rubi) mostra seis raios, mas a granada dá também uma rara versão de quatro raios, e por vezes os dois desenhos ao mesmo tempo. Uma das poucas jazidas desta granada no mundo fica no estado de Idaho, onde a granada estrelada se tornou pedra oficial do estado; a segunda fonte notável é a Índia. A pedra só se lapida em cabochão: a estrela vê-se unicamente sobre a cúpula lisa e desaparece nas facetas.
A segunda é a granada com mudança de cor. Não é um defeito nem uma falsificação, mas um efeito natural. A pedra vê-se esverdeada, azul-esverdeada ou caqui à luz do dia, e avermelha até ao framboesa sob uma lâmpada incandescente quente. O efeito é mais forte do que na célebre alexandrite, e aparece em granadas de composição mista piropo-espessartina. Estas pedras são raras e claramente mais caras do que as habituais, por isso "uma granada que muda de cor" não é motivo para suspeitar de engano, pelo contrário: é sinal de uma variedade valiosa.
Trata-se a granada?
A resposta curta: quase nunca, e essa é uma das suas forças. A granada é uma das poucas gemas que chega ao balcão tal como saiu da terra. A sua cor não se "melhora" com calor, como a da safira e a do rubi; não se irradia, como o topázio azul; não se impregna de óleo, como a esmeralda; e não se tingem as suas fissuras. A razão é simples: o vermelho, o laranja, o rosa e o verde da granada dão-nos os próprios elementos químicos da rede, não impurezas que um forno possa "despertar".
Daí se tira uma conclusão prática para o comprador. Quando lhe mostram uma granada bonita e saturada, a sua cor é quase de certeza natural e não fruto de um tratamento, por isso não se "vai" nem perderá intensidade por um tratamento que nunca houve. Com um rubi ou uma safira do mesmo nível de preço há que averiguar à parte se a pedra foi aquecida. Com a granada, essa dúvida quase sempre se dissipa sozinha.
Existem exceções raras. De vez em quando revestem-se pedras fissuradas com uma substância incolor para lhes dar brilho, e alguma andradite verde do mercado pode ter sido ligeiramente estabilizada. Mas não é uma prática massiva, e para uma granada vermelha vulgar simplesmente não é preciso. Por isso o relatório de um laboratório sobre uma granada costuma indicar "não detetado" no ponto do tratamento, e esse é o estado normal e esperável da pedra, não uma rara sorte.
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A granada entre pedras vermelhas parecidas
Há muitas pedras vermelhas, e ao balcão a granada confunde-se facilmente com o rubi, o espinélio vermelho, a turmalina vermelha (rubelite) e o simples vidro. O seu preço é diferente, por isso convém saber distingui-las, ao menos a grandes traços.
A principal característica física da granada é que é monorrefringente. A luz atravessa-a num único raio, sem o desdobramento das facetas traseiras que se vê no rubi. O espinélio também é monorrefringente, mas o rubi, a turmalina e a safira são birrefringentes, e à lupa as suas facetas traseiras desdobram-se. Não é magia, é ótica, e um gemólogo lê-a em segundos.
- Granada frente a rubi. O rubi é mais duro (9 contra 7 em Mohs), mais claro, mais brilhante e várias vezes mais caro. A granada é mais escura, mais profunda, quase negra no centro de uma pedra grande. O rubi desdobra as facetas à lupa; a granada não.
- Granada frente a espinélio vermelho. Ambos são monorrefringentes, o que dificulta separá-los. O espinélio costuma ser mais limpo, com um vermelho mais "puro" sem matiz acastanhado, e bastante mais caro. Aqui o laboratório é o mais fiável.
- Granada frente a rubelite (turmalina vermelha). A turmalina é birrefringente e muitas vezes muito dicroica: ao girá-la para a luz muda de tom do vermelho para um rosa ou castanho. A granada não mostra essa mudança ao girar.
- Granada frente a vidro. O vidro pesa menos (menor densidade), costuma ter uma cor demasiado uniforme, com bolhas redondas de ar dentro em vez de inclusões cristalinas naturais. Ao toque, o vidro aquece antes na mão.
Um apontamento honesto para não tomar o desejo por facto: uma pedra cara convém mostrá-la sempre a um gemólogo. Os truques caseiros dão uma orientação grosseira, não um veredicto.
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História da granada na joalharia
A granada é uma das gemas mais antigas trabalhadas pelo homem. Amuletos e incrustações de granada surgem em sepultamentos egípcios datados de milénios antes da nossa era. A cor, tão parecida com a do sangue, ligou-se em muitas culturas à vida e à força, e a pedra tornou-se cedo um sinal de estatuto.
Antiguidade
Plínio, o Velho, na sua História Natural, descreve pedras vermelhas sob o nome de carbúnculos e assinala o seu brilho de fogo. Os romanos importaram granada em quantidade assim que se ampliou o comércio com o Oriente e a África oriental, e usaram-na em anéis de sinete e fíbulas. A técnica de cloisonné, que apertava finas placas de granada entre delgadas paredes de ouro, produzia um vermelho denso e luminoso que nenhuma pedra solta igualava.
Idade Média
Entre os povos germânicos da época das migrações, as incrustações de granada em ouro eram um sinal de estatuto, daí a quantidade de fíbulas francas que enchem as coleções dos museus. Na tradição cristã a pedra vermelha associava-se ao sangue e ao tema da ressurreição, e a granada adornava os paramentos e as vestes da igreja. A Boémia extraía a sua própria almandina miúda em grande quantidade, e a "granada boémia" tornou-se uma marca própria da joalharia europeia.
Do Renascimento ao século XIX
Com a chegada dos rubis birmaneses e dos diamantes lapidados, a granada ficou afastada do segmento alto, mas o material boémio continuou acessível e, por conseguinte, massivo: usavam-no as classes urbanas e a nobreza menor. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, os mineralogistas começaram a dividir sistematicamente as granadas em tipos por composição, e a pedra entrou de vez na classificação científica.
A época vitoriana foi o momento alto da granada. A pedra escura jogava especialmente bem à luz das velas e do gás, e destinava-se a colares de contas, broches e anéis, incluindo as peças de luto. No final do século XIX, a extração em grande escala pôs a joalharia de granada ao alcance de um público amplo.
Séculos XX e XXI
No século XX a granada ficou parcialmente afastada pelas pedras sintéticas e pela moda das safiras e rubis de laboratório, e ganhou a fama de pedra vitoriana "da avó". O interesse voltou com o gosto pelas pedras naturais e pelo vintage: o comprador procura de novo uma pedra de cor com história e uma origem clara, e a granada responde a essa procura tanto no preço como no aspeto.
A granada e o chacra raiz: o que diz a tradição
No sistema indiano dos chacras, a cor vermelha associa-se a muladhara, o chacra mais baixo, o raiz, na base da coluna, que nessa tradição rege a sensação de estabilidade e de ligação ao corpo. A granada entrou na lista "raiz" puramente pela cor: uma pedra vermelha para o chacra vermelho. É uma lógica simbólica, não um mecanismo físico provado, por isso convém tomá-la como parte de uma tradição e não como medicina.
Nenhuma pedra cura nem "abre" centros de energia num sentido comprovável. Se usar granada ajuda alguém a serenar-se antes de um passo importante, o que funciona é a disposição psicológica de sempre, não a vibração de um mineral. E isso basta para que a pedra seja agradável e faça sentido, sem promessas que não pode cumprir.
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Como escolher uma joia de granada
As granadas raramente são totalmente limpas; as inclusões naturais são a norma nelas. A regra é simples: uma pedra limpa à vista (com inclusões visíveis só à lupa) é um bom padrão de trabalho para joalharia. Quanto mais se note a turvação e os pontos escuros, mais baixa o preço.
Cor
A cor decide quase tudo.
- Vermelho (piropo, almandina): saturado, profundo, sem negrume à luz normal. O tom joalheiro de referência.
- Bordô (almandina): mais escuro, com matiz de vinho, costuma ser mais barato do que o vermelho.
- Laranja (espessartina): as pedras vivas e limpas são raras e valorizam-se muito.
- Rosa violáceo (rodolite): clara e transparente, acima da média de preço graças ao seu aspeto.
Convém evitar as pedras que se veem negras à luz natural e as muito pálidas, parecidas com o quartzo rosa.
Lapidação e forma
- Redonda brilhante: capta o máximo de luz, mais cara de trabalhar.
- Oval, almofada, pera: cómodas em anéis, pendentes e brincos, e seguram bem a pedra.
- Lapidação esmeralda (degrau): sublinha a cor, fica sóbria.
- Cristal por lapidar: a opção mais económica, para quem valoriza a forma natural.
As linhas da lapidação devem ser nítidas. As facetas esbatidas são sinal de um polimento excessivo.
Engaste e metal
O ouro amarelo e o rosa sublinham o calor da granada vermelha e dão um ar vintage. O ouro branco e a prata levam a pedra a um registo mais frio e moderno. A prata de lei 925 é uma boa opção para o dia a dia. Convém evitar o latão prateado e ligas parecidas que desmerecem cedo.
Tamanho e preço
A granada é bastante mais barata do que o rubi e a safira, por isso com o mesmo orçamento consegue-se uma pedra maior. O preço por quilate sobe de forma não linear: uma pedra grande, limpa e saturada custa desproporcionadamente mais do que uma pequena. Para um anel de uso diário faz sentido uma pedra de uns poucos quilates, para que o engaste não resulte pesado.
Certificado
Para uma pedra cara faz sentido pedir um relatório de um laboratório independente. Nele indica-se o tipo de granada, a natureza da pedra (natural ou sintética), os sinais de tratamento, a cor, a pureza, o peso e os parâmetros da lapidação. Laboratórios de prestígio como o GIA distinguem o piropo da almandina mesmo onde a olho nu custa fazê-lo.
Joias de granada: que formas
A granada vive em quase todos os tipos de joia, e cada um tem o seu truque prático.
- Anéis: uma pedra de uns poucos quilates; uma lapidação arredondada segura-se melhor no engaste. Melhor deixar que a granada faça o solo do que rodeá-la de outras pedras grandes e vivas.
- Pendentes: um cabochão oval ou uma pedra lapidada numa corrente resistente. Convém uma corrente não mais fina do que a prata de lei ou o ouro de 14k, ou corre-se o risco de perder a peça.
- Pulseiras de contas: cómodas e baratas. As pedras negras ao lado (hematite, turmalina negra) equilibram o vermelho na cor.
- Brincos: desde pequenos botões para o escritório até longas lágrimas e "aranha" para a noite.
- Broches: uma pedra grande em ouro, por vezes rodeada de pequenos acentos, o clássico formato vintage.
Mitos e verdades sobre a granada
Cuidados com a granada
A granada é dura (7 em Mohs), mas não invulnerável.
Limpeza. Água morna, uma gota de sabão suave sem perfume, uma escova macia, depois enxaguar e secar com um pano de microfibra. Convém saltar os limpadores de ultrassons e de vapor: são perigosos para pedras com inclusões. As mudanças bruscas de temperatura também é melhor evitá-las.
Arrumação. Separada das restantes joias, num saquinho de tecido: a granada risca a opala e a pérola, mais moles, e ela própria sofre com o diamante ou a safira. Um lugar fresco e seco, sem sol direto sobre o engaste.
Uso. Tirá-la antes do desporto, do trabalho pesado e da piscina (o cloro oxida o engaste). Um golpe seco e pontual ainda pode partir a pedra. Uma granada turvada por micro-riscos recupera-se com um repolimento na oficina.
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A granada como presente
A granada encaixa bem como presente para quem ama a cor e as pedras naturais, valoriza as coisas com história, ou coleciona joias e já tem um rubi e uma safira. Costuma ser também a primeira joia de um homem: a pedra resulta sóbria e não "delicada". A granada é bastante mais barata do que o rubi e, ainda assim, dá um vermelho natural e nobre em vez do brilho vítreo de uma pedra artificial, daí o seu cómodo papel de presente "nem batido nem ruinoso".
Quando é melhor escolher outra coisa: a um minimalista estrito, o vermelho saturado pode resultar demasiado ruidoso, e a quem perde as coisas com facilidade, oferecer-lhe um anel caro é arriscado.
FAQ: perguntas frequentes sobre a granada
Granada e rubi, em que se distinguem?
O rubi é corindo vermelho colorido por crómio, dureza 9 em Mohs, mais caro e mais raro. A granada é um aluminossilicato, dureza 7, mais mole e mais acessível. O rubi costuma ser mais claro e brilhante, a granada mais escura e profunda. Até ao século XIX confundiam-se muitas vezes; os tipos começaram a separar-se com o desenvolvimento da gemologia.
Pode tomar-se a granada como substituto do rubi?
Pela estética, perfeitamente, se agrada um vermelho mais escuro e profundo, e além disso mais barato. Para um anel de uso diário que sofre muito desgaste, o rubi é mais prático pela sua maior dureza.
Se uma granada é barata, é certo que não é autêntica?
Não necessariamente. Barata pode ser uma pedra natural de baixa qualidade, uma sintética ou simplesmente uma imitação de vidro. Um preço suspeitosamente baixo com um aspeto impecável é motivo para pedir documentos ou renunciar à compra.
Como se reconhece uma falsificação?
Uma imitação de vidro denuncia-se por uma cor suspeitosamente uniforme sem zonação natural, a ausência total de inclusões e um peso menor pela sua baixa densidade. O mais seguro é comprar a um vendedor de confiança e pedir um relatório da origem da pedra.
Uma granada sintética é má?
Tem as mesmas propriedades físicas que a natural e é mais barata. Para uma joia de baixo custo é uma opção honesta. A diferença está só na origem, não na "força" da pedra.
A granada estraga-se com o tempo?
O mineral em si não; sobrevive a gerações. O que se desgasta é o engaste: desmerece, dobra-se, risca-se. A superfície da pedra pode encher-se de micro-riscos com o uso diário prolongado, e isso tira-se com um repolimento.
Pode usar-se a granada na água?
Não teme a água. Convém evitar a água clorada da piscina (sofre o engaste) e as mudanças bruscas de temperatura. Depois do mar, melhor enxaguar a peça com água doce.
A granada brilha no escuro?
Não, é um mito antigo. A pedra só reflete a luz. À luz das velas e do gás parecia arder, mas é o jogo da refração, não um brilho próprio.
A granada muda de cor ao sol?
Uma boa granada natural mantém a cor, ao contrário da ametista, que pode perdê-la. Existe uma rara variedade de granada com mudança de cor consoante a iluminação, mas isso é uma característica da pedra, não uma deterioração.
Quanto custa uma boa granada?
Depende da qualidade, do tamanho e da cor. Uma pedra turva com inclusões custa uma ninharia; uma limpa, saturada e de tamanho médio passa ao segmento intermédio; as cores raras e as pedras grandes e limpas chegam ao alto. Um anel acabado com uma granada pequena de qualidade média custa mais ou menos o que um bom jantar para dois, e a partir daí tudo depende do engaste.
Que granada escolher para um anel?
Uma pedra de uns poucos quilates (maior é incómoda para o uso diário), limpa à vista, de cor saturada sem negrume nem palidez, com uma lapidação arredondada que se segura melhor no engaste. Antes de comprar, convém pedir ao joalheiro que revise a pedra à procura de micro-fissuras.
A granada fica bem aos homens?
Sim, e os homens usaram-na desde a Antiguidade, dos anéis de sinete antigos às fíbulas medievais. A pedra resulta sóbria e séria, boa num anel ou num engaste único.
Como se distingue o piropo da almandina?
A olho nu é difícil; até os especialistas se enganam. A orientação grosseira: o piropo é mais claro e brilhante, a almandina mais escura, com um matiz violáceo ou acastanhado. Distinguem-se com fiabilidade por composição num laboratório.
A granada é magnética?
Por si só não. Mas as granadas ricas em ferro, como a almandina, têm um magnetismo fraco que os gemólogos usam por vezes para diagnóstico com um íman potente de neodímio. Os aparelhos domésticos não afetam a pedra.
Com que pedras combinar a granada?
Melhor com neutros: as pedras negras (ónix, turmalina negra, hematite) dão contraste, as brancas (opala, pedra da lua, pérola) realçam o vermelho. Várias pedras grandes e vivas juntas costumam competir entre si.
A granada e os signos do zodíaco?
A granada considera-se tradicionalmente a pedra de janeiro e associa-se a Capricórnio, em parte a Escorpião e Leão. É parte da tradição astrológica, não uma regra: pode usá-la qualquer pessoa.
É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.
Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Sobre a Zevira: uma filosofia na hora de escolher granada
Anéis, pendentes, pulseiras e broches de granada são a longa história de uma pedra simples e ao mesmo tempo nobre. Escolhemos as granadas por sinais claros: cor, pureza, qualidade da lapidação e solidez do engaste, não por promessas que a pedra não pode fazer.
Trabalhamos com fornecedores em Moçambique, no Sri Lanka e na Índia e olhamos cada pedra: quão uniforme é a cor, se há inclusões ou fissuras visíveis, como joga à luz. Importa-nos mais que uma peça dure décadas e se possa transmitir do que a bonita lenda em torno da pedra.
A granada é boa porque é honesta: um vermelho natural, uma origem clara, um preço razoável. Isso basta para a usar no dia a dia e não se separar dela durante anos.
Anéis, pendentes, brincos e pulseiras de granada em prata de lei 925 e ouro de 14-18K, montados na tradição artesã de Albacete.
































