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Joias para piercings: materiais, tamanhos e o que usar em cada furo

Joias para piercings: materiais, tamanhos e o que usar em cada furo

Nove em cada dez problemas com um piercing recente não vêm do furo em si, mas do metal que se lhe mete lá dentro. Uma liga barata com níquel traz comichão, vermelhidão e um canal que se recusa a cicatrizar durante meses. O corpo pode ser furado em cerca de trinta pontos diferentes e, para quase todos, a resposta a «o que compro» começa pelo metal e só depois passa à forma.

Este é um guia de compra de joias para piercings, não dos furos em si. Aqui em baixo tens o quadro completo: os tipos de joia corporal (barbells, argolas, labrets, barras curvas, túneis), que metal escolher para um piercing recente e para um já cicatrizado, como ler um guia de tamanhos sem te perderes e o que usar exatamente em cada ponto, do lóbulo ao umbigo. Cada zona tem o seu parágrafo: que joia, que metal, que tamanho, onde vai e quanto tempo demora a cicatrizar. Se o que procuras é a anatomia dos furos e não a joia que se coloca neles, há uma análise à parte dos tipos de piercing corporal.

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Tipos de joias para piercings: a ferragem básica

Ornamento de orelha moche em ouro com incrustações de turquesa
A joia que se usa nos furos da orelha tem mais de mil anos: cultura moche, ouro e turquesa.Ornamento de orelha com corredor alado, moche, 400-700 d. C. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Antes de falar de zonas, convém perceber a ferragem em si. As formas não são muitas e cada uma está pensada para furos concretos. Assim que sabes em que se distingue um barbell de uma banana, ou um clicker de um labret, deixas de comprar às cegas.

Barbell: uma barra reta com duas bolas

O barbell é uma barra reta com rosca e bolas ou outros remates que se enroscam de ambos os lados. É a peça clássica do piercing de língua, do industrial na orelha e de alguns furos de cartilagem. Uma bola costuma ficar fixa e a outra desmontável, para se poder colocar e trocar a joia. Tanto a espessura como o comprimento da barra se ajustam com precisão ao furo: um barbell demasiado comprido baloiça e engancha, enquanto um demasiado curto pressiona o tecido. Para um piercing recente escolhe-se um barbell com comprimento a mais por causa da inflamação, e mais tarde troca-se por um mais curto.

Barra curva (banana): para o umbigo e a sobrancelha

A banana é um barbell curvo, uma barra dobrada em arco com bolas nas pontas. A forma segue a curva natural do tecido, por isso a banana é a joia principal do umbigo (piercing navel) e uma opção habitual para a sobrancelha. Um barbell reto no umbigo pressionaria e provocaria rejeição, enquanto um curvo se acomoda ao longo da anatomia da prega. A bola de cima e a de baixo costumam ter tamanhos diferentes: mais pequena em baixo, maior em cima ou com um pendente, pedra ou cristal. Para um umbigo recente usa-se uma banana lisa de titânio sem pendentes pesados, e a decoração acrescenta-se só depois de cicatrizado.

Argola clicker com dobradiça

O clicker é uma argola em que parte do arco abre sobre uma minúscula dobradiça e fecha com um clique, daí o nome. É fácil de pôr e tirar, não se desenrosca nada e não se perde nada. Os clickers fabricam-se para o septum, o nostril, o hélix, o daith, a sobrancelha e o lóbulo. Muitas vezes têm uma fileira de pedrinhas ao longo do arco. É a argola mais prática para a maioria dos furos de orelha e nariz: segura firme, troca-se em segundos e não exige jeito. Para um piercing recente o clicker serve se for de titânio de grau implante e com o tamanho certo.

Barbell circular (ferradura): uma argola aberta

Um barbell circular, ou ferradura, é uma argola aberta em forma de U com duas bolas desmontáveis nas pontas. É uma forma versátil: septum, nostril, sobrancelha, hélix, mamilo, piercings íntimos. A sua grande vantagem no septum é que a ferradura se esconde com facilidade girando as pontas para cima, para dentro do nariz. As bolas podem trocar-se por outras de cor, com pedra, ou por espigões e cones. O diâmetro e a espessura escolhem-se consoante a zona. A ferradura é de construção mais simples do que o clicker e costuma sair mais económica, embora trocar as bolas seja um pouco menos cómodo.

Labret: uma haste com base plana

O labret é uma haste com um disco plano de um lado e um remate de rosca ou de pressão do outro. Foi inventado para o furo sob o lábio (daí o nome), mas a base plana revelou-se ideal em quase qualquer sítio: não pressiona por dentro, não engancha e é cómoda durante a cicatrização. O labret vai no nostril, no hélix, no tragus, na concha, nos piercings de lábio e num lóbulo recente. Muitos piercers consideram o labret de base plana a melhor primeira joia para quase qualquer furo de cara e orelha, justamente porque a base é muito cómoda.

Threadless (push-pin): joia sem rosca

Threadless, literalmente «sem rosca», é um sistema em que o remate não se enrosca, mas encaixa numa haste oca graças à ligeira tensão de um pino dobrado (push-pin). Segura firme, sai com um puxão suave e não há rosca que se estrague. Estas peças são valorizadas pela troca rápida de decoração: uma só haste, e os remates (pedras, estrelas, cachos) trocam-se como acessórios. Os labrets threadless triunfam no hélix, na concha, no nariz e no lóbulo. Um bom sistema threadless de titânio é uma opção cómoda e segura tanto para um piercing recente como para um já cicatrizado.

Nostril screw e haste em L para a asa do nariz

Para a asa do nariz desenharam-se joias que se seguram sem fecho. O nostril screw é uma pedra sobre uma haste cuja extremidade inferior se enrola em espiral: entra com uma ligeira rotação e fica presa dentro do nariz por si só. A par dele estão a haste em L e a haste reta com base fixa. Todas mostram por fora apenas uma pedrinha ou bolinha, com o mecanismo escondido dentro da narina. Sobre as formas para o nariz, o septum e os piercings falsos há um guia completo de septum e joias para o nariz.

Túnel e plug para o lóbulo alargado

O túnel e o plug são joias para furos alargados, quase sempre o lóbulo. O plug é maciço, enquanto o túnel é oco pelo centro, com uma abertura. Vão num canal que se alargou aos poucos, de uma espessura padrão até vários centímetros. Aqui o material é crítico: para um canal recém-alargado usa-se algo liso e não poroso (titânio, vidro, bom aço), e as matérias orgânicas (madeira, chifre, pedra) reservam-se para um lóbulo de todo cicatrizado e macio, porque a superfície porosa acumula sujidade e irrita. O alargamento é uma disciplina em si mesma: apressá-lo rasga o tecido e deixa cicatriz.

Aço 316L, titânio, ouro: que metal é seguro

Esta é a secção-chave para quem compra. Mudar a forma de uma peça é fácil, mas o metal de um piercing recente decide se ele cicatriza em silêncio ou se transforma em meses de inflamação. A regra é simples: quanto mais recente o piercing, mais limpo deve ser o metal.

Titânio de grau implante ASTM F136: o padrão de referência

O titânio de grau implante ASTM F136 (a liga Ti-6Al-4V ELI, a mesma que se usa em implantes ósseos) é a melhor escolha para um piercing recente. É biocompatível, não liberta níquel para o tecido, pesa muito pouco e é tolerado até pela pele hipersensível. O titânio pode anodizar-se com cor sem revestimento que se gaste. Se um piercer coloca titânio implante ASTM F136, ou o grau próximo ASTM F1295, num piercing recente, é sinal de que leva a cicatrização a sério. Sobre as propriedades do metal em si há uma análise completa do titânio na joalharia.

Aço cirúrgico 316L e 316LVM: quando funciona e quando não

O aço cirúrgico 316L, e a sua versão mais limpa 316LVM (refundido em vácuo), é o material conhecido, resistente e acessível para a joia corporal. Mantém o polimento e assenta bem a quase toda a gente num piercing cicatrizado. Importa uma nuance: o aço contém níquel, ligado dentro da liga. Normalmente quase não o liberta, mas numa pessoa com alergia marcada ao níquel o aço pode não servir, e numa ferida recente o risco é maior. Muitos piercers continuam a preferir o titânio para um piercing recente e deixam o aço para o canal já cicatrizado.

Ouro de 14 e 18 quilates: só em piercing cicatrizado

O ouro para piercing deve ser de um toque suficiente, pelo menos 14 quilates, idealmente 18, sem metais de liga duvidosos. O ouro puro é demasiado mole, por isso adicionam-se-lhe outros metais, e aí está a armadilha: o ouro barato de baixo toque, ou o ouro branco com níquel, irrita a pele. O ouro amarelo e rosa de toque alto costuma ser bem tolerado. O essencial: o ouro vai só num piercing de todo cicatrizado. O banho de ouro numa ferida recente fica de fora: a camada fina gasta-se contra o tecido e deixa à vista o metal base por baixo.

Nióbio: puro e hipoalergénico

O nióbio é outro metal que os piercers apreciam pela sua pureza. É inerte, não contém níquel, é bem tolerado pela pele sensível e, tal como o titânio, anodiza-se com cor por corrente elétrica. Custa mais do que o aço e aparece menos, mas para quem reage praticamente a tudo, o nióbio e o titânio implante são as duas opções mais seguras. O nióbio vê-se um pouco mais escuro e acinzentado do que o titânio polido, e em termos de segurança para um piercing recente os dois jogam na mesma liga.

Titânio anodizado: cor sem revestimento

O titânio anodizado é o mesmo titânio implante ao qual se dá cor com uma fina camada de óxido formada sob corrente elétrica. O tom dourado, azul, violeta ou arco-íris não vem de tinta nem de banho, mas da espessura dessa camada, por isso a cor não se solta contra o tecido como acontece com o banho de ouro. Uma peça de titânio ASTM F136 anodizada continua a ser segura para a pele porque debaixo da cor está o mesmo metal biocompatível. Com o tempo e o atrito a cor pode esbater-se um pouco, mas não se descasca em lâminas como um revestimento barato.

O que evitar: níquel, latão e «aço médico» sem marcação

Num piercing recente, e em qualquer canal propenso a inflamar, não têm lugar a bijutaria barata, o latão, a alpaca nem a prata. A prata oxida na ferida e deixa uma mancha escura (argíria), enquanto o latão e a alpaca contêm cobre e níquel e provocam irritação com frequência. Armadilha à parte é a etiqueta «aço médico» ou «liga cirúrgica» sem grau indicado: por detrás pode esconder-se qualquer coisa. Procura uma sigla concreta (ASTM F136, 316L, 316LVM) e um vendedor que a declare. O níquel é a causa da maioria das reações, e há um conteúdo dedicado ao mecanismo da alergia ao níquel nas joias.

🔩 Em breve: joias para piercings da Zevira

Titânio de grau implante ASTM F136 e aço cirúrgico 316L: barbells, clickers, labrets, argolas de septum, peças de umbigo. Queres ser dos primeiros a saber do lançamento?

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Para teres todos os metais à vista de uma só vez, a tabela comparativa em baixo mostra o que é seguro para um piercing recente, o que é hipoalergénico e o que reservar para um canal cicatrizado e casos especiais.

Titânio no piercing recente, ouro depois. Correr para o ouro não é audácia, é inflamação.
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Que metal te fica melhor à pele?

Como combinar as tuas joias de piercing

A parte médica já está tratada, portanto agora o estilo. Reuni aqui o que de facto funciona quando um piercing deixa de ser só um furo e se torna parte de um visual.

Como se ajusta o metal ao tom da pele? Para um subtom quente (pele com tom dourado, pêssego) recomendo ouro quente num furo cicatrizado, já que ilumina a pele. Para um subtom frio (rosado, porcelana) aconselho titânio ou aço prateado, que não brigam com a pele. Se tiveres dúvidas, o titânio é universal: frio mas neutro, e assenta a quase toda a gente. Num furo recente a escolha está resolvida de qualquer forma, titânio implante, portanto reserva as brincadeiras com a cor do metal para mais tarde.

Discreto ou piercing com carácter? Para um visual tranquilo escolho um labret plano ou uma bolinha rente à pele: lê-se como um detalhe, não como uma declaração. Para dar carácter vou com um clicker de pedra, titânio anodizado de cor ou uma forma maior. A regra é simples: uma peça vistosa funciona quando é a única da zona. Cinco pontos barulhentos em fila não são coragem, são ruído visual.

Como se monta uma composição na orelha? Quando monto a uma cliente a composição da orelha, mantenho um acento e peças pequenas à volta. Um clicker grande no hélix mais dois ou três labrets minúsculos no lóbulo e no tragus leem-se como uma linha deliberada. Misturar metais vale, mas então conserva um tom dominante e deixa que o segundo seja o acento. E dá a cada furo a sua própria altura, para que as peças não se montem umas sobre as outras.

Um piercing assenta num código de vestuário de trabalho? Assenta, se o baixares de tom. Para um código rigoroso recomendo titânio ou aço em tom nude ou prateado, labrets planos, brilho mínimo. Um furo arrumado no lóbulo ou no hélix lê-se como asseio, não como rebeldia. Reserva as argolas grandes e o titânio de cor para ambientes mais livres.

Um piercing ou uma composição? A quem gosta de contenção, sugiro um furo expressivo e a melhor joia que puder permitir-se. A quem constrói um visual por camadas, funciona-lhe uma composição, mas montada, não aleatória. Duas regras que nunca me falham. Primeira: o metal de um furo recente escolhe-se por segurança, não por estética. Segunda: um acento forte é sempre mais honesto do que um punhado de peças pequenas sem ideia por trás.

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Alergia e segurança: níquel, reação, infeção

O metal não se escolhe por esnobismo, mas porque a pele sabe responder a uma liga que não lhe convém. Vejamos como se manifesta a alergia, em que se distingue da infeção e o que fazer a respeito.

Como se manifesta a alergia ao níquel

A alergia ao níquel é a alergia de contacto ao metal mais frequente. Num piercing vê-se como vermelhidão persistente à volta do canal, comichão, secura e descamação da pele, por vezes um furo que verte e se recusa a fechar durante semanas ou meses. O sinal clássico: a inflamação instala-se mesmo à volta da joia e acalma assim que trocas o metal por titânio puro. Se a tua pele já reagiu alguma vez à bijutaria barata, aos rebites das calças de ganga ou à fivela do cinto, leva a sério o níquel num piercing e passa direto ao titânio implante ou ao nióbio.

Alergia ou infeção: como distingui-las

A alergia e a infeção confundem-se com facilidade, e no entanto tratam-se de forma muito distinta. A alergia é comichão, secura e vermelhidão à volta do contorno da joia, muitas vezes simétrica, sem dor forte nem pus, arrastando-se de forma lenta e aliviando ao trocar o metal. A infeção é dor crescente, inchaço, calor à volta do piercing, secreção amarelada ou esverdeada com cheiro e, às vezes, mal-estar geral. A infeção é motivo de médico, não de trocar o metal. A regra simples: comichão e secura apontam mais vezes para o metal, enquanto dor e pus apontam mais vezes para infeção. Tratar-se por conta própria é má ideia em qualquer dos casos, sobretudo se a coisa piora.

Opiniões de clientes

A Zevira é uma joalharia real. Pagamentos, envios e agradecimentos de clientes autênticos.

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Guia de tamanhos do piercing: espessura, diâmetro e comprimento

Nem o metal perfeito te salva se o tamanho estiver errado. A joia para piercings tem três medidas-chave: a espessura da barra, o diâmetro (nas argolas) e o comprimento (em barbells e labrets). A espessura é fixada pelo piercer no momento do furo, e não convém alterá-la por conta própria.

Espessura da barra

A espessura mede-se em milímetros e, no sistema anglo-saxónico, em gauges (gauge, abreviado G): quanto maior o número de gauge, mais fina a barra. Espessuras típicas: lóbulo e nariz por volta de 0,8-1,0 mm (18-20G), cartilagem da orelha, sobrancelha, lábio e umbigo mais para 1,2-1,6 mm (14-16G), língua e mamilo em geral 1,6 mm (14G). Quando comprares joia nova para substituir a antiga, iguala a espessura à que usas agora, até à décima de milímetro: mais fina vai baloiçar, mais grossa não entra sem alargar e com dor.

Diâmetro da argola e da ferradura

O diâmetro é o tamanho de uma argola, clicker ou ferradura de lado a lado, em milímetros, medido pela abertura interior. Para o nostril costuma ser 6-8 mm, para o septum a faixa é mais ampla (8-10 mm e mais se quiseres girá-lo e escondê-lo), para o hélix e o daith 6-10 mm. Uma argola demasiado pequena pressiona e crava-se, uma demasiado grande sobressai e engancha na roupa e no cabelo. Na dúvida, confirma o diâmetro com o piercer que fez o trabalho, ou experimenta uma argola falsa de tamanho parecido.

Comprimento da barra em barbell, banana e labret

Num barbell reto, numa banana e num labret o que importa não é o diâmetro, mas o comprimento da barra. Deve corresponder à espessura do tecido furado mais um pouco a mais pela inflamação das primeiras semanas. Uma barra demasiado comprida mexe-se e engancha, enquanto uma demasiado curta pressiona o tecido de ambos os lados e atrapalha a cicatrização. Por isso um piercing recente leva joia com comprimento a mais, e assim que baixa a inflamação (por norma ao fim de umas semanas) troca-se por algo mais curto e arrumado. Para a língua essa margem é especialmente importante: incha muito.

Tamanho das bolas e dos remates

Os remates também têm o seu tamanho, em geral 3-5 mm de largura. Uma bola demasiado grande desequilibra e arrasta a joia, enquanto uma demasiado pequena pode passar por um canal alargado. A rosca das bolas vem externa (rosca na barra) ou interna (rosca na bola, com barra lisa). A rosca interna é mais segura para um piercing recente: a barra lisa passa pelo canal sem raspar as paredes com a rosca. Os sistemas threadless não levam rosca nenhuma, o que é ainda mais suave para o tecido.

Joias por zona: o que usar em cada furo

Labret asteca em ouro com forma de serpente e língua articulada
Um labret, joia de um piercing de lábio: uma serpente asteca de ouro com a língua móvel, marca de estatuto.Labret de serpente com língua articulada, mexica, 1325-1521 d. C. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Esta é a secção mais prática. Em baixo, para cada furo: que joia, que metal e tamanho, se vai e onde, quanto tempo demora a cicatrizar e com que se usa. Os furos de orelha vêm primeiro porque são os mais numerosos. Se quiseres um mapa detalhado dos pontos da orelha em concreto, há uma análise dos tipos de piercing na orelha.

Lóbulo

O lóbulo é o furo mais simples e rápido, tecido mole sem cartilagem. A joia para o lóbulo é um labret, um clicker pequeno ou uma argola fina. O lóbulo cicatriza depressa, por norma em 6-8 semanas, porque tem muita irrigação. Para um piercing recente escolhe-se titânio implante ou aço 316L, espessura 0,8-1,0 mm. Uma vez cicatrizado o lóbulo, podes usar ouro de 14-18 quilates e qualquer desenho que gostes. O lóbulo aguenta vários furos em fila, e é um sítio cómodo para começar a conhecer o mundo do piercing.

Hélix: o bordo superior da orelha

O hélix é um furo ao longo do bordo superior da cartilagem da orelha. A joia do hélix é um labret de base plana, um clicker ou uma ferradura pequena, espessura em geral 1,2 mm (16G), diâmetro de argola 6-8 mm. A cartilagem é mais melindrosa do que o lóbulo: cicatriza mais tempo, em média 3-6 meses e mais, e é propensa a caroços e queloides com mau metal ou traumatismo. Por isso, para um hélix recente escolhe-se só titânio implante ASTM F136, nada de aço de grau duvidoso. O labret é mais cómodo do que a argola durante a cicatrização, e a argola entra quando o furo amadurece.

Tragus: a saliência à frente do canal auditivo

O tragus é um furo da pequena saliência de cartilagem à frente do canal auditivo. Como o sítio é estreito, a joia ideal é um labret curto de base plana com um remate pequeno (pedra, bola, estrela), espessura 1,2 mm. Também se usa argola no tragus, mas só depois de cicatrizar, já que um furo recente vai mais cómodo com labret. O tragus cicatriza devagar, 3-6 meses, e não suporta os toques de auscultadores e telemóvel. O metal deve ser só titânio puro, porque o sítio é estreito e propenso à irritação.

Concha: a taça da orelha

A concha é um furo da larga taça de cartilagem da orelha, mais perto do centro do pavilhão. O nome vem de «concha». Consoante o ponto, usa-se ou um labret com remate ou uma argola clicker grande que abraça o bordo da orelha (concha externa). A espessura é 1,2-1,6 mm. A concha cicatriza devagar, de 3 meses a um ano, já que a cartilagem aí é densa. Para um piercing recente um labret de titânio implante vai mais cómodo, e a argola entra depois. A concha fica bem numa composição com o hélix e o lóbulo, mas convém montar a «constelação» de furos um a um, deixando que cada um cicatrize.

Daith: a dobra interna da cartilagem

O daith é um furo da dobra interna de cartilagem à entrada do canal auditivo. Pela curva, aí entra quase só uma argola: clicker ou ferradura, diâmetro 8-10 mm, espessura 1,2-1,6 mm. O daith escolhe-se muitas vezes pela estética de uma argola que se acomoda com graça no fundo da orelha. Cicatriza em 3-6 meses e mais. O metal para um piercing recente deve ser só titânio implante. Ao daith atribui-se aliviar as enxaquecas, mas não há provas sérias disso, e não convém fazer o furo como tratamento: é joia, não medicina.

Piercing industrial

O industrial são dois furos de cartilagem unidos por um único barbell reto comprido (por norma o hélix alto e o bordo oposto). A joia é um barbell reto de 32-38 mm de comprimento, espessura 1,6 mm (14G), de titânio implante. É dos furos mais exigentes: dois pontos cicatrizam ao mesmo tempo, unidos por uma barra rígida, portanto a tendência para a irritação e para os caroços é maior. A cicatrização é longa, de 6 meses a um ano. O metal é crítico: só titânio puro, sem cedências, e o barbell deve ter comprimento a mais pela inflamação.

Nostril: a asa do nariz

O nostril é um furo da asa do nariz, o piercing de nariz mais reconhecível. A joia é um nostril screw, uma haste em L, um labret ou uma argola clicker pequena, espessura 0,8-1,0 mm, diâmetro de argola 6-8 mm. A asa cicatriza em 2-4 meses, já que o tecido tem boa irrigação. Para um piercing recente escolhe-se titânio implante ou aço 316L, e o labret de base plana é o mais cómodo durante a cicatrização. Uma vez cicatrizado, o ouro e as argolas finas ficam bem. A asa disfarça-se com facilidade: um screw mostra por fora apenas uma pedrinha.

Septum: o septo nasal

O septum é um furo da faixa mole na base do septo, o chamado sweet spot, e não da cartilagem. A joia é uma ferradura circular ou um clicker, diâmetro 8-10 mm, espessura 1,2-1,6 mm. A vantagem principal: a ferradura esconde-se com facilidade girando as pontas para cima, para dentro do nariz, portanto o septum é compatível com um código de vestuário rigoroso. Cicatriza em 2-4 meses. O metal para um piercing recente deve ser só titânio implante, já que o sítio é sensível. Sobre formas, piercings falsos e como esconder o septum há detalhe no guia de joias para o nariz.

Bridge: o furo na cana do nariz

O bridge é um furo superficial horizontal da prega de pele entre as sobrancelhas, na raiz do nariz. A joia é um barbell reto ou ligeiramente curvo com bolas nas pontas, espessura 1,2-1,6 mm. O bridge é caprichoso: a agulha passa por baixo da pele, não através do nariz, e os furos superficiais tendem a migrar e a rejeitar-se, porque a pele daí é fina e móvel. Cicatriza mais tempo e não assenta a toda a gente, e muito depende da anatomia da raiz do nariz. O metal deve ser só titânio implante, e as expectativas realistas: o corpo expulsa alguns bridges com o tempo.

Sobrancelha

A sobrancelha é um furo superficial vertical através do bordo da sobrancelha. A joia é uma banana curva ou uma ferradura pequena com bolas, espessura 1,2-1,6 mm, diâmetro 8-10 mm. Como o bridge, a sobrancelha é um furo superficial propenso a migrar, portanto a forma curva é preferível à reta: pressiona menos o tecido e rejeita-se com menos frequência. Cicatriza em 2-4 meses. O metal é titânio implante. As bolas trocam-se por pedras e espigões uma vez cicatrizada, e um furo recente usa-se com remates lisos de titânio.

Labret: o furo sob o lábio

O labret (como furo, não a forma de joia acima) é um ponto no centro, sob o lábio inferior. A joia é justamente um labret de base plana: o disco apoia contra a mucosa interna e não danifica as gengivas e os dentes como faria uma argola. A espessura é 1,2-1,6 mm, o comprimento com margem pela inflamação, já que os lábios incham de forma notável. Cicatriza em 2-3 meses. O metal deve ser só titânio implante, porque a joia na boca está em contacto constante com a mucosa. Aqui uma base plana e uma parte interna lisa não são um luxo, mas proteção para os dentes e as gengivas.

Medusa e philtrum: sobre o lábio superior

A medusa, também chamada philtrum, é um furo no centro do sulco sobre o lábio superior, por baixo do nariz. A joia é um labret com base plana por dentro e um remate decorativo (pedra ou bola) por fora, espessura 1,2-1,6 mm. Cicatriza em 2-3 meses. O metal é titânio implante, como em todos os furos orais. A medusa dialoga bem com um labret por baixo, mas dois furos simétricos (em cima e em baixo) cicatrizam por turnos, não ao mesmo tempo. A parte interna deve ser lisa e plana para proteger os dentes.

Monroe e Madonna: sobre o lábio, ao lado

O Monroe (esquerda) e a Madonna (direita) são furos sobre o lábio superior, para um lado, imitando um sinal. A joia é um labret curto com um remate de pedra pequeno, espessura 1,2 mm. Cicatriza em 2-3 meses. O metal é titânio implante. Como em todos os furos de lábio, uma base lisa e plana por dentro é crítica: o ponto fica perto das gengivas e dos dentes, e um remate rugoso desgasta o esmalte e provoca retração da gengiva com o tempo. O remate exterior mantém-se pequeno para não enganchar ao comer e falar.

Língua

A língua é um furo pela linha central. A joia é um barbell reto, espessura 1,6 mm (14G), com bastante comprimento a mais: a língua incha muito, portanto o primeiro barbell entra comprido, e às 2-4 semanas troca-se por um mais curto. O metal deve ser só titânio implante, em contacto constante com a mucosa e os dentes. Cicatriza em 4-6 semanas. Importante: assim que baixa a inflamação, um barbell demasiado comprido bate nos dentes e no esmalte, portanto a troca por um curto é obrigatória. As bolas de baixo mantêm-se não demasiado grandes para não lesar o pavimento da boca.

Umbigo (navel)

O umbigo é o piercing corporal mais popular. A joia é uma banana, um barbell curvo, espessura 1,6 mm (14G), com uma bola pequena em baixo e uma grande ou decorativa em cima. Um barbell reto não vai no umbigo, porque pressiona. O umbigo cicatriza devagar, 6-12 meses, porque a prega mexe-se sem parar ao dobrar-se e roça com a roupa. Para um piercing recente usa só uma banana lisa de titânio implante sem pendentes pesados, e pendura a decoração depois de cicatrizado. Se quiseres ouro no umbigo, ele vai só quando o furo está de todo cicatrizado. O umbigo não suporta cinturas apertadas nem costuras ásperas enquanto cicatriza.

Mamilos

O piercing de mamilo atravessa a base do mamilo. A joia é um barbell reto ou uma argola de ferradura, espessura 1,6 mm (14G), diâmetro consoante a anatomia. Cicatriza devagar e com feitio, 6-12 meses, já que a zona é delicada e propensa à irritação. O metal deve ser só titânio implante. O primeiro barbell escolhe-se com comprimento a mais pela inflamação. O barbell reto é o mais comum para começar, enquanto a argola entra por norma num furo cicatrizado, já que um recente vai mais cómodo com barbell. O par simétrico fura-se ao mesmo tempo para ficar à mesma altura. Os mamilos não suportam o atrito de tecidos ásperos nem o desporto sem suporte durante a cicatrização.

Piercings íntimos

Os piercings íntimos são um grande grupo à parte, e a joia depende do ponto concreto: quase sempre argolas de ferradura, clickers e barbells curvos, espessura de 1,6 mm em diante, de titânio implante. A regra geral é a mesma que em todo o lado: metal biocompatível puro, tamanho ajustado à anatomia, margem pela inflamação, um piercer com experiência. A cicatrização varia muito consoante o ponto, de umas semanas a meio ano. É uma zona onde fazê-lo por conta própria está especialmente fora de lugar: tanto o furo como a escolha da joia são geridos só por um especialista na matéria.

Piercings superficiais e microdermais

Um piercing superficial é um furo pouco profundo em pele plana (pescoço, clavícula, decote, zona lombar) onde não há um relevo natural de tecido. Segura-o uma barra superficial curva especial (surface bar) ou uma âncora microdermal, que se implanta como uma única placa sob a pele, com apenas a rosca para um remate trocável a sair para fora. A espessura é em geral 1,2-1,6 mm, e o metal só titânio implante. Os superficiais e os microdermais tendem a rejeitar-se e migrar mais do que qualquer outro, cicatrizam devagar e exigem cuidado. Trocas o remate, mas a âncora em si deixa-la em paz.

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Primeira joia ou substituição: a diferença é de fundo

O mesmo furo em fases diferentes pede joia diferente. Um canal recente e um cicatrizado são duas situações à parte, e confundi-las sai caro.

Um piercing recente: só titânio implante e comprimento a mais

Um piercing recente leva a opção mais limpa e cómoda: titânio implante ASTM F136 (ou nióbio), uma barra lisa com rosca interna ou um sistema threadless, um labret ou banana consoante a zona, com comprimento a mais pela inflamação. Nada de ouro, prata, revestimentos, pedras pendentes, decoração pesada nem aço duvidoso. O trabalho da primeira joia não é decorar, mas deixar que o canal cicatrize sem irritação. Por isso a primeira joia é sempre lisa, leve, biocompatível e com o tamanho certo, não a mais bonita.

Um piercing cicatrizado: ouro, design e argolas funcionam bem

Uma vez que o furo está de todo cicatrizado (não só quando parece por fora), abre-se toda a gama. Podes usar ouro de 14-18 quilates, remates de design, pedras, argolas em vez de labrets, titânio anodizado de cor e remates threadless conforme a disposição. Aqui o metal escolhe-se por estética e tom de pele: ouro quente para um subtom quente, titânio e aço prateado para um frio. Podes trocar a joia num canal cicatrizado à vontade, com as mãos e a peça limpas. A primeira troca de um piercing recente, em contrapartida, é melhor deixá-la ao piercer.

Metais para o piercing: o que escolher
MetalPara um piercing recenteHipoalergeniaSegmentoPara quem
Titânio ASTM F136Sim, o padrão de referência
MédioQualquer piercing recente, pele sensível
Aço 316L / 316LVMCom reservas, salvo alergia ao níquel
AcessívelPiercings cicatrizados, sem alergia ao níquel
Ouro 750 (18 quilates)Não, só num cicatrizado
PremiumPiercings cicatrizados, design e durabilidade
NióbioSim, puro e inerte
MédioPele ultrassensível, versões de cor
Titânio anodizadoSim, o mesmo F136 em cor
MédioQuem quer cor sem revestimento nem desgaste

Cuidados e cicatrização: o essencial

Joia e cuidado andam de mãos dadas: nem o titânio perfeito salva um furo se o traumatizas e não o enxaguas. Em baixo o básico, com o detalhe sempre do piercer que fez o trabalho.

Com que limpar um piercing recente

Um piercing recente enxagua-se com soro salino suave: soro fisiológico estéril ou um spray para piercings de farmácia, um par de vezes por dia, com as mãos limpas, retirando as crostas com suavidade. Os produtos agressivos (álcool, água oxigenada, iodo, clorexidina de forma permanente) são um erro para um piercing recente: secam e irritam o tecido e travam a cicatrização. Girar a joia «para não colar» não é preciso: é um conselho antiquado e nocivo, já que a rotação traumatiza o canal. A rotina exata dão-ta no estúdio onde te fizeram o furo.

Tempos de cicatrização por zona

Os tempos variam muito. O lóbulo cicatriza mais depressa, 6-8 semanas. O nostril e o septum, 2-4 meses. A língua, 4-6 semanas, mas com troca obrigatória de barbell comprido por curto. Os furos de lábio, 2-3 meses. A cartilagem da orelha (hélix, tragus, concha, daith, industrial) é lenta, de 3 meses a um ano. Umbigo e mamilos, 6-12 meses. Os superficiais e microdermais são caprichosos e imprevisíveis. Um furo parece pronto por fora antes de o canal se formar por dentro, portanto não há pressa em trocar a primeira joia.

Verdades e mitos sobre as joias para piercings
O piercing cicatriza mais depressa se girares a joia
Toca para verificar
O álcool e a água oxigenada desinfetam melhor o piercing
Toca para verificar
O ouro é sempre seguro para um piercing recente
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Pode pôr-se prata num piercing recente
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O aço cirúrgico é a mesma coisa que o titânio
Toca para verificar
Quanto mais dói o piercing, melhor e mais fiável é
Toca para verificar

Dados que surpreendem

Ornamento nasal moche em ouro com forma de camarão
A joia de nariz também é antiga: um ornamento moche de ouro com forma de camarão pendia do septo.Ornamento nasal com camarão, moche, 500-800 d. C. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O inchaço da língua pede «dois barbells» seguidos

O primeiro barbell da língua entra de propósito comprido, com um centímetro de margem, porque a língua incha tanto que uma barra curta se cravaria sem mais no tecido inflamado. Às 2-4 semanas, assim que baixa o inchaço, há que trocar o barbell por um curto, ou então a barra comprida começa a bater nos dentes e desgasta o esmalte durante anos. Na prática, um piercing de língua supõe duas joias distintas: uma para o primeiro mês e outra para depois.

A cor do titânio é física, não tinta

O titânio anodizado muda de cor não por um corante, mas pela espessura da camada transparente de óxido que a corrente elétrica forma. A luz refrata-se nessa camada e o olho vê um tom dourado, azul ou violeta, o mesmo efeito que torna irisada uma película de óleo sobre uma poça. Não há nada para pintar, portanto a cor não se descasca em lâminas, e uma mesma peça de titânio passa de azul a violeta só com mudar a tensão.

Um microdermal fixa-se com uma «âncora» sob a pele

Onde não há relevo natural de tecido, a joia é segura por um microdermal: uma diminuta placa âncora com orifícios, implantada sob a pele, com apenas a rosca para um remate trocável a sair para fora. A pele cresce através dos orifícios da placa e fixa-a. Isto está mais perto de um pequeno implante do que de um piercing clássico, e por isso os microdermais são colocados e retirados só por um piercer.

O «sweet spot» do septum é mole, mesmo que o septo seja duro

O septo nasal sente-se duro ao toque, e parece que o septum se fura através de cartilagem. Na verdade, mesmo na base há uma faixa fina de tecido mole, o sweet spot, entre a cartilagem rígida e o bordo inferior. Quando a agulha acerta nela, o furo é quase indolor, embora tenha um aspeto alarmante. A fama do septum como furo muito doloroso apoia-se justamente em as pessoas imaginarem uma agulha em cartilagem.

Alargar o lóbulo é uma maratona, não um sprint

Um lóbulo só se pode alargar até um túnel devagar, passo a passo, aumentando a espessura em frações de milímetro e dando ao tecido semanas para se adaptar. Tentar saltar um tamanho rasga o tecido, deixa cicatriz e provoca um «blowout», um bordo virado do avesso que não se arranja sem cirurgião. Os alargadores com experiência demoram anos. É um caso raro no piercing em que a paciência importa mais do que a audácia ou o dinheiro.

Um industrial são dois furos num só barbell

Um industrial parece uma só joia, mas são duas feridas de cartilagem separadas, unidas de forma rígida por um barbell reto. Cada uma cicatriza por sua conta, enquanto a barra partilhada as impede de se mexerem em separado, por isso o industrial é considerado dos furos mais exigentes em metal e cuidado. Qualquer cedência na pureza do titânio atinge os dois pontos ao mesmo tempo.

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Perguntas frequentes

Pode pôr-se ouro num piercing recente?

Melhor não. Um piercing recente é uma ferida, e pede o metal mais limpo e estável, titânio implante ASTM F136 ou nióbio. O ouro, mesmo de toque alto, é mais mole e leva metais de liga, e o ouro barato com níquel irrita uma ferida recente. O banho de ouro fica de fora por completo: a camada fina gasta-se contra o tecido e deixa à vista a base. O ouro de 14-18 quilates espera pela fase em que o furo está de todo cicatrizado, e então serve durante anos.

Titânio ou aço, qual escolho?

Para um piercing recente e uma pele sensível, escolhe titânio implante ASTM F136: é mais leve, mais limpo e não liberta níquel. O aço cirúrgico 316L e 316LVM é mais económico, resistente e assenta bem a quase toda a gente num furo cicatrizado, mas quem tem alergia ao níquel está melhor com titânio. Se o orçamento o permite e o furo é recente, o titânio é a aposta mais segura. Num canal cicatrizado sem alergia, o aço funciona às mil maravilhas.

Porque é que um piercing não cicatriza em meses?

Quase sempre há três causas: um metal que não convém (níquel, liga barata), traumatismo (girar a joia, bater-lhe, dormir sobre o furo) e cuidado agressivo (álcool, água oxigenada). A vermelhidão e a comichão persistentes à volta do contorno da joia insinuam alergia, e uma troca para titânio implante ajuda. Dor, inchaço e pus são sinais de infeção e motivo de médico. Às vezes o culpado é simplesmente o tamanho errado: uma barra demasiado curta pressiona o tecido inflamado.

A partir de que idade se pode furar?

Depende do país e das regras do estúdio concreto, e para menores quase em todo o lado se exige a presença e o consentimento de um pai ou tutor. Alguns furos (língua, íntimos, mamilos) os piercers responsáveis não os fazem antes da maioridade. A saúde e a cicatrização importam mais do que a pressa: um tecido imaturo e em pleno crescimento são um fator de risco acrescido. Confirma sempre as regras concretas com o estúdio de antemão.

Pode dormir-se com um piercing novo?

Pode dormir-se, mas não sobre o furo. A pressão e o atrito contra a almofada nas primeiras semanas são causa frequente de irritação, caroços e migração da joia, sobretudo com os furos de cartilagem da orelha. Não durmas de lado sobre um furo recente na orelha; melhor de barriga para cima ou do outro lado. Ajuda uma fronha limpa e trocada com frequência, e também uma almofada de viagem com um buraco para a orelha para quem não consiga evitá-lo de outra forma.

Piercing e ressonância magnética, é preciso tirar a joia?

Por norma sim. Antes de uma ressonância magnética pede-se para tirar a joia corporal. O titânio implante moderno não é magnético e na maioria dos casos não interfere com uma ressonância, mas essa decisão é tomada pelo médico e pelo protocolo da clínica, não pelo dono do piercing. O aço e a joia de composição desconhecida saem sem discussão. A dificuldade é que um furo recente não se pode deixar vazio muito tempo, ou o canal fecha, portanto planeia um exame agendado com antecedência e fala com o teu piercer sobre uma substituição dielétrica temporária (bioplast).

É preciso trocar o piercing durante a gravidez?

Os furos cicatrizados não costumam incomodar na gravidez. À medida que cresce a barriga o umbigo pode puxar, e então a banana troca-se por uma mais comprida e flexível (incluindo uma substituição flexível de bioplast) para que a pele não estique contra um metal rígido. Os mamilos durante a amamentação são um tema à parte: a joia retira-se para o período de amamentação para não atrapalhar nem representar um risco. Um furo novo durante a gravidez não se aconselha, já que a cicatrização vai mais lenta e caprichosa.

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Conclusão

Escolher joias para piercings começa não pela forma, mas pelo metal e pela fase. Um piercing recente pede titânio implante ASTM F136 puro no tamanho certo e ferragem lisa, leve e sem decoração, seja um labret para a orelha, uma banana para o umbigo ou um barbell para a língua. Uma vez cicatrizado o canal, abre-se tudo: ouro de toque alto, titânio de cor, argolas, remates de design, metal a condizer com o tom de pele. A forma segue a zona (labret e clicker para a cartilagem, banana para o umbigo e a sobrancelha, ferradura para o septum), e o tamanho ajusta-se ao furo até à décima de milímetro. Duas regras sustentam tudo: metal limpo para uma ferida recente, e um bom piercer em vez de conselhos da internet.

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Sobre a Zevira

A Zevira constrói joias pensadas para usar todos os dias, não para esconder numa caixa reservada a ocasiões especiais, e aposta em materiais honestos: titânio puro e aço cirúrgico onde o metal toca a pele, ouro de toque alto onde importa a durabilidade. Levamos esse mesmo princípio às joias para piercings que preparamos para o lançamento: titânio implante ASTM F136 e aço 316L, ferragem lisa e tamanhos para cada zona, do lóbulo ao umbigo. Se hesitas entre titânio e ouro, entre um labret e uma argola, entre um piercing recente e uma substituição, escreve-nos e ajudamos-te a escolher o metal, a forma e o tamanho.

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