
Nossa Senhora do Pilar: padroeira de Espanha, história da aparição e medalha
A tradição tem-na como a única aparição da Virgem Maria ocorrida ainda em vida, antes da sua Assunção. A sua festa, a 12 de outubro, tornou-se o grande dia nacional de Espanha, e o nome Pilar é usado por milhões de espanholas que celebram o seu dia nessa mesma jornada.
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Quem é a Nossa Senhora do Pilar: a aparição sobre a coluna
O nome Virgem do Pilar significa, literalmente, a Virgem sobre o pilar, e nessas poucas palavras cabe toda a história. Por detrás da devoção não há uma ideia abstrata, mas um relato concreto: o encontro do apóstolo e da Mãe de Deus às margens do Ebro, em Saragoça. Essa parte da tradição conhece-a quase qualquer espanhol, porque explica o nome da basílica, a forma da devoção e a razão de tantas mulheres se chamarem Pilar por todo o país. Repassemos a lenda por partes, separando o seu núcleo dos adornos posteriores.
O apóstolo Tiago às margens do Ebro
Segundo a tradição hispânica, o apóstolo Tiago Maior pregou o cristianismo nas terras da futura Espanha e chegou até Caesaraugusta, a atual Saragoça, às margens do Ebro. A empresa ia custando, os convertidos eram poucos e o apóstolo, conta o relato, caiu no desânimo. Foi justamente nesse momento, diz a lenda, que recebeu um consolo vindo do alto. A figura de Tiago liga a história do Pilar a outro grande tema espanhol, a peregrinação ao seu túmulo em Compostela, sobre cujos sinais há uma análise à parte no artigo sobre a cruz de Santiago e a ordem de cavalaria. Já aqui se vê que a devoção do Pilar brota da própria raiz do cristianismo em Espanha.
A aparição de Maria no ano 40
A tradição situa a aparição por volta do ano 40, quando a Virgem Maria, segundo o ensino da Igreja, vivia ainda na terra, em Jerusalém. De noite, conta o relato, o apóstolo Tiago orava com os seus discípulos junto ao Ebro, e apareceu-lhe a Mãe de Deus rodeada de anjos. Esse pormenor é o que torna a história singular: fala-se de uma aparição em vida de Maria, ao passo que a maioria das aparições célebres ocorreu muito depois, já após a sua Assunção. Os teólogos explicam-no como um prodígio de bilocação, no qual Maria permanece em Jerusalém e ao mesmo tempo se aparece ao apóstolo na longínqua Hispânia. Assim, desde o primeiro momento, o relato apresenta-se como excecional pelo seu tempo e pelo seu lugar.
A coluna de jaspe, o pilar
O centro de toda a história é a coluna. Segundo a tradição, Maria apareceu de pé sobre um pilar de jaspe trazido pelos anjos, e essa coluna tornou-se a relíquia principal. A palavra pilar significa em espanhol coluna, sustento, apoio, e daí toma o nome toda a devoção. O material importa: o jaspe é uma pedra dura, quase eterna, e uma coluna feita dela lê-se como sinal da firmeza inquebrantável da fé que o apóstolo trouxe a estas terras. Os fiéis beijam há séculos a parte conservada da coluna na basílica de Saragoça. O pilar marca toda a iconografia: a pequena figura de Maria ergue-se sempre sobre essa coluna alta e estreita, e não sobre o globo terrestre ou a meia-lua, como noutras devoções.
O encargo de erguer uma capela
O sentido da aparição não se esgotava em consolar o apóstolo. Segundo o relato, Maria encarregou Tiago de erguer naquele lugar uma capela e prometeu-lhe que ali a fé não se apagaria até ao fim dos tempos. O apóstolo, conta a tradição, começou de imediato a construir um humilde santuário em torno da coluna que havia ficado, e considera-se um dos primeiros templos cristãos dedicados à Mãe de Deus. Daquele encargo e daquela promessa arranca a linha, segundo o cômputo eclesiástico ininterrupta, de uma devoção mantida num mesmo lugar de Saragoça. Por isso o Pilar é ao mesmo tempo uma devoção e a história de um ponto concreto do mapa onde, segundo a tradição, tudo começou há quase dois mil anos.
A lenda dá o tom, mas a força verdadeira da devoção está em que por detrás há uma devoção ininterrupta de muitos séculos, que se pode seguir pelas próprias pedras de Saragoça. Da primeira capela humilde junto ao Ebro à enorme basílica barroca passaram séculos, e em cada passo a imagem do Pilar foi ganhando peso.
História: da capela à basílica do Pilar
Uma coisa é a lenda da aparição, outra é a história comprovável da devoção. E nisto o Pilar tem um alicerce firme: no lugar onde, segundo a tradição, se ergueu a primeira capela, os templos foram-se sucedendo durante séculos, enquanto o culto a Maria sobre a coluna crescia do local para o comum de toda a Espanha. Sigamos as duas grandes épocas desta história, porque foram elas que converteram a lenda numa tradição viva, com a sua basílica imensa e a sua corrente de peregrinos.
O culto medieval e os primeiros templos
No lugar da suposta primeira capela de Saragoça um templo foi rendendo outro. Houve construções alto-medievais, um templo românico e uma igreja gótica, cada uma maior do que a anterior à medida que crescia a devoção. Já na Idade Média o culto a Maria do Pilar ultrapassou a cidade e tornou-se um ponto importante no mapa da piedade espanhola, em parte a par da peregrinação a Compostela. Os reis de Aragão protegeram o santuário, deixaram doações e confirmaram a sua condição particular. Assim, ao longo dos séculos, uma humilde tradição rodeou-se de uma instituição real: clero, relíquias, festas e um fluxo de peregrinos que chegavam para venerar a coluna e a pequena imagem que a coroa. A própria talha de madeira situam-na os estudiosos no gótico tardio, por volta do século XV, ao passo que a veneração do lugar, segundo o cômputo eclesiástico, é muito mais antiga do que a própria imagem. É o desajuste habitual dos grandes santuários: a relíquia da coluna e a lenda afundam-se na profundidade dos séculos, enquanto a imagem visível, a que os peregrinos veneram, se fixou mais tarde e se renovou mais de uma vez.
A basílica barroca e a imagem com manto
O aspeto atual do santuário cristalizou no Barroco. A enorme basílica do Pilar, com a sua fileira de cúpulas e as suas altas torres, ergueu-se às margens do Ebro e tornou-se uma das silhuetas mais reconhecíveis de Espanha, refletida no rio como num espelho. Dentro, numa capela própria, guarda-se o grande tesouro: uma pequena talha de madeira da Mãe de Deus, de pé sobre aquela mesma coluna de jaspe. A imagem é miúda, de cerca de quarenta centímetros, mas a sua veneração é imensa. A figura reveste-se de ricos mantos bordados que cobrem a coluna e a saia acampanada em torno da base. Esses mantos mudam-se quase diariamente, e o santuário reuniu centenas deles, doados ao longo dos séculos por reis, ordens, cidades e fiéis simples. As abóbadas da basílica estão decoradas com pinturas, entre as quais há obras do jovem Francisco de Goya, natural destas terras, o que ligou o grande templo de Aragão também à grande pintura espanhola. Saragoça conserva, além disso, duas catedrais, La Seo e o Pilar, mas foi a segunda que se tornou símbolo da cidade e de todo o país, com as suas cúpulas refletidas nas águas do Ebro.
De santuário local de Saragoça, o Pilar passou com o tempo a ser uma figura de alcance nacional e até mundial. A sua festa ultrapassou os muros da basílica e fundiu-se com a própria ideia da nação espanhola e do mundo hispânico, e sem essa conversa a devoção não se entende.
A Virgem do Pilar usa-se sóbria e em prata, junto ao pescoço. Um fio comprido e o folheado a ouro convertem a imagem sagrada num souvenir.
Como usar a medalha do Pilar: com que combinar, metal e comprimento do fio
A medalha do Pilar é antes de mais um sinal de fé, e por isso o conjunto componho-o com sobriedade e com respeito pela tradição. Reuni aqui o que aconselho às minhas clientes quando querem usar a medalha posta, e não guardada no guarda-joias.
Com que usar a medalha do Pilar no dia a dia? Para um conjunto de todos os dias recomendo uma medalha pequena de prata junto ao pescoço, em fio curto e sobre uma peça lisa. Um estampado carregado compete com o relevo miúdo da coluna, por isso escolho um fundo tranquilo: branco, cinzento, azul-marinho. A medalha do Pilar usa-se sóbria, como um sinal pessoal calado, e não como um acento chamativo, e esse conjunto contido é o que melhor lhe assenta.
Que metal escolher? O metal aconselho a escolhê-lo conforme a ocasião. Para o uso diário escolho a prata de lei 925: brilho algo frio, relevo nítido da figura e do manto, uma sobriedade honesta. O ouro recomendo reservá-lo para o grande acontecimento, o batizado ou o dia do nome, como peça luzida e futura relíquia. Um fio comprido e dourado sob o decote aberto evito-o: converte a imagem sagrada em lembrança turística, e à devoção do Pilar isso não lhe fica bem.
Que comprimento de fio escolher conforme o decote? O comprimento ajusto-o curto, junto ao pescoço. Sob um decote pouco fundo ou uma gola fechada aconselho um fio de cerca de 45 cm, para que a medalha descanse junto à clavícula, onde melhor se lê. A medalha do Pilar não a deixo cair sobre o peito nem a penduro num fio comprido: esta imagem tem um tom calado e recolhido, e o fio curto mantém-na sóbria. O peso do fio ajusto-o à medalha: uma medalha de ouro pesada pede um fio algo mais grosso.
Que tamanho de medalha escolher? O tamanho escolho-o conforme a tarefa. Para o uso diário e sob a roupa recomendo uma medalha pequena na qual ainda se leia a silhueta da coluna e da figura. O tamanho médio aconselho-o quando a medalha se usa sobre a roupa e se quer um relevo visível. As medalhas grandes deixo-as para o oratório doméstico ou como sinal sobre o peito numa grande ocasião: para o dia a dia resultam algo pesadas.
Que vestir no dia do nome e no batizado, e que num dia qualquer? Aqui distingo conforme a ocasião. Durante a semana escolho uma medalha sóbria de prata junto ao pescoço, discreta e pessoal. No dia de uma Pilar, o 12 de outubro, ou num batizado recomendo uma medalha luzida, prata com esmalte ou ouro com o nome e a data gravados no reverso, posta sobre um conjunto cuidado para ir à igreja. A medalha de festa soa mais quente, mas continua igualmente sóbria, sem fios compridos nem brilho a mais.

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Padroeira de Espanha e da Hispanidade
Há muitas devoções marianas veneradas, mas o Pilar ocupa entre elas um lugar à parte: o seu dia tornou-se festa nacional de toda a Espanha, e a ela própria a têm como padroeira do mundo hispânico. Essa união do religioso e do nacional tornou a devoção reconhecível muito para lá de Aragão. Repassemos os três pilares dessa condição, porque juntos explicam por que razão a medalha do Pilar se lê em Espanha como sinal de fé e, ao mesmo tempo, de raízes.
O 12 de outubro e a Festa Nacional
A festa da Virgem do Pilar cai a 12 de outubro e, em Espanha, é ao mesmo tempo a Festa Nacional, o grande dia do país. A data coincide com o dia em que, segundo a tradição, as naus sob pavilhão castelhano alcançaram as costas da América em 1492, e essa sobreposição da festa religiosa ao marco histórico fez do 12 de outubro uma jornada especial. Em Saragoça celebram-se nesses dias as Fiestas del Pilar, um dos maiores festejos populares de Espanha, com procissões, música e a famosa oferenda de flores à imagem. Especialmente conhecida é a Ofrenda de Flores, quando dezenas de milhares de pessoas com trajes regionais levam ramos com que se compõe um enorme manto floral em torno da figura de Maria. Soa a jota aragonesa, cantos dedicados ao Pilar, e a cidade transforma-se durante vários dias numa festa sem costuras. Assim, o dia de Maria sobre a coluna veio a ser o ponto onde confluem a fé, a história e a festa nacional, uma posição rara numa devoção religiosa.
Padroeira da Guardia Civil
O Pilar tem, além disso, um patrocínio muito concreto: é considerado protetor da Guardia Civil de Espanha. Este corpo honra-a oficialmente como sua padroeira, e o 12 de outubro celebra-se nas suas unidades como festa principal. Essa ligação da devoção a um serviço do Estado atou ainda mais o Pilar à ideia do país e da sua defesa. Para muitas famílias espanholas em que alguém serviu, a medalha do Pilar carrega também esse matiz: sinal de pertença, de serviço e de amparo. A devoção transborda a piedade privada e passa a ser parte da simbologia pública, algo de todo natural na Virgem sobre a coluna.
A ligação ao mundo hispânico
Através da data do 12 de outubro e da história da navegação, o Pilar ficou ligado a todo o mundo hispânico, à ideia da Hispanidade, a comunidade dos povos que falam espanhol. A devoção do Pilar difundiu-se pelos países da Hispano-América a par da língua e da fé, e em muitos deles é venerada ao lado das imagens marianas próprias. Por isso a medalha do Pilar se lê tanto como uma peça aragonesa ou espanhola quanto como sinal de pertença a esse enorme espaço cultural que vai dos Pirenéus aos Andes. Para quem tem raízes espanholas ou hispano-americanas, é uma maneira de levar a memória da terra junto ao coração, onde o sentido religioso se entrelaça com a sensação de lar.
Para entender por que razão a devoção do Pilar é tão reconhecível, e por que a medalha repete justamente esta composição e não outra, convém olhar com atenção para a sua iconografia. Cada pormenor trabalha aqui a favor do sentido comum, e quase tudo remonta à lenda da aparição sobre a coluna.
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Iconografia: a pequena figura sobre a coluna
A iconografia do Pilar reconhece-se à primeira e assenta num recurso poderoso: a figura de Maria é marcadamente pequena, ao passo que a coluna sob ela é alta e bem visível. É uma composição invertida em relação à lógica habitual, na qual não é a pessoa que domina sobre o sustento, mas o sustento que eleva a pessoa. Repassemos os seus elementos-chave, porque a medalha do Pilar reproduz justamente esses, e entender a imagem ajuda a escolher a joia com critério.
A figura de Maria sobre a alta coluna
No centro da imagem, a Virgem Maria ergue-se sobre um pilar alto e estreito, e esse pormenor importa mais do que qualquer outro. Ao contrário das imagens em que a Mãe de Deus aparece entronizada ou a flutuar sobre nuvens, aqui a figura eleva-se sobre a coluna, como sobre um pedestal. O pilar estica-se visualmente para cima, e o olhar sobe por ele, de baixo para a figura. Essa composição remete diretamente para a lenda da coluna de jaspe trazida pelos anjos. Na medalha, o pilar ocupa muitas vezes a metade inferior da imagem e a figura fica na superior, e por essa silhueta se distingue o Pilar sem erro de outras devoções marianas.
Os ricos mantos e as vestes bordadas
À talha viva da basílica reveste-se com mantos sumptuosos e bordados, e isso refletiu-se na iconografia. Em muitas imagens e medalhas, Maria aparece com uma ampla veste acampanada que oculta a coluna até à base, ricamente adornada com desenhos. O manto é ao mesmo tempo veste e forma de devoção: doavam-se e doam-se como oferenda preciosa, e em cada um se lê o respeito pela imagem. Na medalha de metal, a rica textura do manto traslada-se através do relevo e da gravação, e quanto mais fino o trabalho, mais luzida fica a peça. A tradição espanhola de revestir com luxo as imagens marianas aprecia-se aqui com especial clareza.
A coroa e o Menino ao colo
A cabeça de Maria na imagem do Pilar costuma cingi-la uma coroa, sinal da sua dignidade de Rainha do Céu, e ao colo segura o Menino Jesus, também coroado com frequência. Isso converte a imagem, de retrato da Mãe de Deus, em representação da Mãe com o Filho, em torno dos quais se constrói toda a devoção. A coroa sublinha o estatuto real e aparenta o Pilar a outras imagens marianas coroadas de Espanha. O Menino ao colo recorda que por Maria veio ao mundo o Salvador, e desloca o acento da intercessão pessoal para todo o mistério da Encarnação. Na medalha, estes pormenores trasladam-se de forma compacta, mas reconhecível.
Porquê precisamente uma coluna
Vale a pena explicar à parte por que razão a imagem descansa sobre uma coluna, e não sobre o habitual globo terrestre, a meia-lua ou a nuvem. O pilar é sustento, o que segura e não deixa cair, e no contexto da lenda lê-se sem rodeios: a fé que o apóstolo trouxe mantém-se firme e não se afundará até ao fim dos tempos, tal como foi prometido. A coluna de pedra, de jaspe duro, reforça essa ideia do inquebrantável. Por isso o Pilar se tornou, na perceção popular, imagem de firmeza e de apoio, um ao qual encostar-se no momento difícil. A coluna não é um pedestal decorativo, mas o núcleo de sentido de toda a imagem, e a medalha do Pilar traz essa ideia de sustento literalmente na sua forma.
Significado: firmeza, raízes, amparo
A conversa sobre a devoção ficaria incompleta sem um olhar honesto sobre o que nela se põe. O Pilar é antes de mais uma imagem espanhola com um forte tom nacional e familiar, e o seu significado compõe-se de várias camadas. Percorramo-las com respeito pela tradição, sem converter uma devoção viva num repertório de propriedades mágicas.
Sustento e firmeza
O sentido principal, o que se lê diretamente da forma, é o sustento. A coluna sob a figura de Maria converte a imagem em sinal visível de firmeza, daquilo que segura a pessoa quando tudo se abala. Para o crente, o Pilar é um lembrete de que há onde apoiar-se no momento difícil, de que a fé se mantém firme, como uma coluna de pedra. Daí o costume de recorrer ao Pilar em tempos duros, na doença, na inquietação, perante uma tarefa difícil. A medalha com esta imagem usa-se como um apoio interior e calado, e nisso o seu significado é o mais próximo do sentido direto da própria coluna.
Raízes e terra
A segunda camada de significado são as raízes. Para um espanhol, ou para quem tem raízes espanholas, o Pilar é imagem da terra, de Aragão, de Saragoça, da própria Espanha. Usá-la significa guardar consigo a memória do lar e dos seus, esteja a pessoa onde estiver. Por isso a medalha do Pilar se oferece tanto a quem parte, aos emigrantes, aos que deixam o país por muito tempo. A tradição joalheira espanhola, em geral, ata estreitamente a joia ao lugar e à linhagem, e sobre isto há uma análise detalhada no artigo sobre as escolas e técnicas regionais da joalharia espanhola. Nesse sentido, o Pilar funciona como sinal de fé e como sinal de pertença à linhagem e à terra natal.
Amparo e intercessão
A terceira camada é o amparo. Como padroeira de Espanha e intercessora da Guardia Civil, o Pilar associa-se na perceção popular à proteção do lar, da família e de quem anda de caminho ou em serviço. A medalha com esta imagem oferece-se para a viagem, ao soldado, a quem tem um ofício arriscado, como sinal de sustento na oração. Aqui importa manter a fronteira eclesiástica: a imagem não obra como um amuleto com poder próprio, mas serve de sinal de confiança na intercessão de Maria e de lembrete da oração. A ajuda que se pede concede-a Deus pela fé, não se extrai do metal. Essa sobriedade separa a devoção sã da superstição.
Do significado da devoção passa-se com naturalidade a como ela vive na joia. A medalha do Pilar é a forma mais difundida de devoção pessoal à imagem fora do templo, e tem as suas regras e tradições assentes, que convém conhecer ao escolher a peça para si ou de presente.
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A medalha do Pilar como joia
A medalha do Pilar é uma pequena imagem, quase sempre oval ou redonda, com a figura de Maria sobre a coluna, que se usa ao fio junto ao coração. Para milhões de espanhóis é a primeira e principal medalha religiosa, recebida muitas vezes já na infância. Vejamos como está feita e como se usa, porque disso dependem a escolha do metal e o motivo do presente.
A medalha do Pilar: forma e relevo
A medalha clássica do Pilar é uma imagem oval ou redonda de prata ou de ouro, com o relevo de Maria sobre a alta coluna. O artesão procura encaixar numa superfície pequena a silhueta reconhecível: a coluna na parte inferior, a figura com o Menino e a coroa na superior, por vezes a rica textura do manto. Quanto mais fino o trabalho do relevo, mais clara se lê a imagem e mais luzida resulta a peça. Há também versões com esmalte azul ou de cor, onde o fundo em torno da figura fica coberto de cor, o que torna a medalha mais vistosa do que o metal nu. A forma, isso sim, mantém-se a canónica e reconhecível.
A gravação do nome e da data
Uma prática frequente é a gravação no reverso da medalha. Marca-se o nome do dono, sobretudo se for Pilar, a data do batizado, da primeira comunhão ou de outro acontecimento, por vezes uma breve dedicatória. A gravação converte uma medalha de série num objeto pessoal ligado a uma pessoa e a um dia concretos, e é justamente por isso que a medalha se oferece tanto nas grandes datas. No reverso costuma haver sítio de sobra, porque é um campo liso, ao contrário do anverso, carregado de relevo. A medalha com nome funciona bem como futura relíquia de família: anos depois, pela inscrição, pode saber-se com exatidão a quem e por que motivo foi entregue.
Para o batizado e o dia das Pilar
Um papel à parte da medalha do Pilar liga-se a duas ocasiões: o batizado e o dia de quem se chama Pilar. A uma menina batizada com o nome da devoção acompanha-a muitas vezes essa medalha desde o nascimento, e o seu dia cai a 12 de outubro, a festa comum do Pilar. Oferecer uma medalha no dia de uma Pilar é em Espanha um gesto de atenção quase obrigatório, delicado e que se entende sem palavras. No batizado, o Pilar oferece-se como primeiro sinal espiritual, muitas vezes com a ideia de que a peça se conserve e passe à criança já adulta. Em ambos os casos a medalha lê-se como sinal de linhagem, de fé e de pertença à tradição espanhola.
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Materiais e formatos
O material da medalha influi no seu aspeto, no seu preço e em quanto vai durar. O leque é amplo: de simples medalhas de prata para o dia a dia até versões de ouro dignas de uma relíquia de família e variantes esmaltadas mais vistosas. Repassemos as opções principais em separado, porque o material escolhe-se muitas vezes conforme a ocasião e conforme a pessoa.
A prata
A prata é o material clássico das medalhas religiosas e um meio-termo sensato entre o preço e o aspeto. Dá um brilho nobre e algo frio, sustém bem o relevo fino, e o relevo é aqui importante: numa medalha pequena há que encaixar a coluna, a figura e o manto. A prata de lei 925 é uma liga resistente, apta para o uso diário. Com o tempo escurece, mas isso corrige-se com facilidade, e a pátina nos recessos até realça o desenho da coluna e das vestes. Uma medalha de prata resulta apropriada tanto como objeto pessoal de todos os dias quanto como presente com peso.
O ouro e o folheado a ouro
Uma medalha de ouro é uma relíquia das que se querem transmitir em herança. O ouro não escurece e, com um cuidado prudente, sobrevive a várias gerações, algo valioso para um objeto que se oferece num grande acontecimento como um batizado ou o dia do nome. O ouro amarelo associa-se tradicionalmente às medalhas religiosas e fica quente sobre a pele. Uma alternativa mais acessível é um bom folheado a ouro sobre prata: o aspeto do ouro por menos dinheiro, com a ressalva de que o banho exige cuidado. A medalha de ouro do Pilar costuma escolher-se justamente quando se conta com décadas pela frente e com a ideia de passá-la aos filhos.
A medalha em coluna e outros formatos
Além da medalha oval clássica, o Pilar tem outros formatos. Há medalhas verticais, alongadas segundo a forma da coluna, onde a figura sobre o pilar encaixa com mais naturalidade do que num círculo. Há medalhas com esmalte azul e de cor, e versões com moldura vazada ou raios em torno da figura. Também os tamanhos variam: muito pequenos para os bebés e para levar de forma discreta sob a roupa, médios para o uso quotidiano sobre o peito, grandes como sinal visível ou peça para um pequeno oratório doméstico. Para o uso diário costuma tomar-se o tamanho médio, no qual se lê bem o relevo da coluna e da figura.
A quem se oferece a medalha do Pilar
A medalha do Pilar é um dos presentes religiosos mais tradicionais da cultura espanhola, e quase sempre se entrega com um motivo concreto. Do motivo dependem tanto a escolha do material como o tom do presente, por isso repassemos as principais situações em separado.
No dia das Pilar
O motivo principal é o dia de quem se chama Pilar, e em Espanha são muitíssimas. O dia de todas as Pilar cai a 12 de outubro, a festa comum da devoção, e oferecer nesse dia uma medalha do Pilar é um gesto claro e delicado. Para uma Pilar adulta escolhe-se mais vezes prata ou ouro com um bom relevo; para uma menina, uma medalha mais pequena. Esse presente diz que quem o faz se lembra ao mesmo tempo da pessoa e da sua padroeira celeste, e quase sempre se acolhe com calor, porque liga o nome, a imagem e a festa num só gesto.
A peregrinos e a quem parte
O segundo motivo é o caminho. A medalha do Pilar oferece-se muitas vezes aos peregrinos, em especial aos que fazem o Caminho de Santiago, pois ambos os temas estão estreitamente entrelaçados na piedade espanhola. Sobre o símbolo da própria peregrinação há uma análise à parte no artigo sobre a vieira, a concha do Caminho de Santiago, e o Pilar usa-se não poucas vezes ao lado dela. Oferece-se também, simplesmente, a quem parte por muito tempo: emigrantes, estudantes, os que deixam o lar. Nesse caso a imagem funciona como sinal da terra e de sustento na oração para o caminho, uma peça que se põe na mala com palavras de despedida.
À família espanhola e nas grandes datas
O terceiro motivo é a família. Nas famílias espanholas a medalha do Pilar oferece-se no batizado, na primeira comunhão, na crisma, no casamento, e transmite-se de avós a netas como relíquia. Para quem tem raízes espanholas ou hispano-americanas, esse presente confirma ao mesmo tempo a pertença à fé e a ligação à linhagem e à terra. Oferecer o Pilar à família espanhola significa mostrar respeito pela sua tradição e pela sua memória. É justamente nessas grandes datas familiares que mais se escolhe o ouro com o nome e a data gravados, contando com que a peça sobreviva à ocasião e se converta na lembrança de um dia concreto.
O Pilar e as devoções vizinhas
O Pilar não vive sozinho, mas numa fila apertada de imagens e símbolos espanhóis e marianos com os quais é fácil confundi-lo ou, ao contrário, útil compará-lo. Entender esses vizinhos ajuda a escolher a joia com mais acerto e a não misturar os sentidos. Abaixo reúne-se uma comparação breve das imagens e dos sinais mais próximos.
Em que se distingue o Pilar da Virgem de Guadalupe
A Virgem de Guadalupe é a grande imagem mariana do México e de toda a América hispânica, ligada à aparição ao índio Juan Diego no século XVI. O Pilar, por sua vez, é uma imagem espanhola, aragonesa, com a tradição da aparição ao apóstolo no ano 40. Aparenta-os o mundo hispânico comum e a veneração da Mãe de Deus, mas a sua iconografia e a sua história são de todo distintas: Guadalupe ergue-se sobre a meia-lua, envolta em resplendor; o Pilar, sobre a coluna de jaspe. Para quem tem raízes mexicanas está mais perto Guadalupe; para as espanholas ou aragonesas, o Pilar, e essa diferença convém tê-la em conta ao escolher uma medalha de presente.
O Pilar, o Carmo e a cruz de Santiago
Dentro da própria Espanha, o Pilar tem vizinhas. A Virgem do Carmo é padroeira de marinheiros e pescadores, venera-se nas costas, ao passo que o Pilar se liga à terra firme, a Aragão e à ideia nacional. A cruz de Santiago e a concha do Caminho são símbolos da peregrinação ao apóstolo, cuja figura está também na origem da lenda do Pilar. Todas estas imagens convivem muitas vezes numa mesma família, e até num mesmo fio, sem competir entre si, porque se dirigem a distintos intercessores e resolvem tarefas distintas. O Pilar destaca-se entre elas justamente pelo seu tom nacional, comum a toda a Espanha.
Factos que surpreendem
Em torno da Virgem do Pilar acumulou-se muito de inesperado, e estes pormenores merecem um apartado próprio. Muitos deles mudam o olhar sobre a familiar imagem de Maria sobre a coluna e explicam por que razão calou tão fundo na vida espanhola.
Uma aparição em vida de Maria
O traço mais assombroso da tradição é o seu tempo. Segundo ela, o Pilar remete a uma aparição ocorrida por volta do ano 40, quando a Virgem Maria vivia ainda na terra, em Jerusalém. A maioria das aparições marianas célebres produziu-se muito depois, já após a sua Assunção, ao passo que aqui se fala de um encontro em vida. A teologia explica-o como um prodígio de bilocação. Seja como for, o Pilar considera-se quase a única tradição dessa classe, e é justamente esse pormenor que torna a imagem excecional entre todas as devoções marianas.
Os mantos mudam-se quase todos os dias
À talha viva do Pilar em Saragoça reveste-se com mantos bordados, e faz-se segundo uma ordem estabelecida. O manto muda-se quase diariamente, escolhendo a cor conforme o calendário litúrgico e a ocasião, e em certos dias do mês a coluna deixa-se de propósito descoberta, para que os peregrinos vejam o próprio pilar de jaspe. Ao longo dos séculos a imagem reuniu centenas de mantos, doados por reis, ordens, cidades e fiéis simples. Esse guarda-roupa vivo do santuário converte a devoção num cuidado ininterrupto de muitas gerações e explica por que raramente se vê a imagem duas vezes com a mesma veste.
O nome Pilar é usado por milhões
O Pilar deu a Espanha um dos nomes femininos mais difundidos. Pilar, e as suas formas como Pili, é usado por milhões de espanholas, e todas celebram o seu dia no mesmo dia, o 12 de outubro. Poucas devoções marianas deram a todo um país um nome tão massivo. Isso torna a festa do Pilar duplamente popular: é ao mesmo tempo religiosa, nacional e pessoal para um número enorme de famílias em simultâneo. A medalha do Pilar torna-se, nessa situação, um presente quase obrigatório, que liga o nome, a imagem e a festa comum a todos.
A festa coincidiu com o dia nacional
É um caso raro em que uma festa religiosa passou a ser festa de Estado. O dia do Pilar, o 12 de outubro, coincide com a data histórica da chegada às costas da América em 1492 e ficou fixado como Festa Nacional, o dia nacional de Espanha. Assim, uma imagem mariana ficou no próprio centro do calendário cívico do país. Poucas festas religiosas obtêm a condição de dia nacional, e o Pilar é uma delas. Essa sobreposição do religioso e do nacional explica por que razão a imagem se lê em Espanha como sinal de fé e como sinal do próprio país.
A coluna de jaspe como relíquia
Na base de toda a devoção não há um quadro nem uma talha, mas uma pedra. A parte conservada da coluna de jaspe sobre a qual, segundo a tradição, apareceu Maria continua a ser a relíquia principal da basílica, e é a ela que se aproximam os peregrinos. O jaspe duro não o escolheu a lenda por acaso: essa pedra quase eterna lê-se como sinal da firmeza inquebrantável da fé. Em torno da relíquia constrói-se toda a composição da imagem, onde a coluna importa mais do que o tamanho da figura. Poucas devoções marianas há em que o centro de sentido seja justamente uma pedra que sustém, e não uma representação.
A lenda das bombas que não explodiram
Entre as histórias em torno da basílica há uma especialmente conhecida. No século XX, durante os tumultos da guerra, caíram sobre o templo do Pilar, segundo se conta, umas bombas que não chegaram a explodir. Os fiéis viram nisso a intercessão de Maria, e os projéteis por explodir mostraram-se durante muito tempo na própria basílica como testemunho. O cético explicá-lo-á por causas técnicas e pela falha das espoletas; o crente, pela ação da graça. Ambos os olhares podem conviver: um descreve a mecânica, o outro o sentido. Seja como for, essa história passou a fazer parte da devoção popular ao Pilar e afirmou a imagem como protetora.
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Perguntas frequentes
O que significa o nome Nossa Senhora do Pilar?
O nome Virgem do Pilar significa a Virgem sobre o pilar. A palavra pilar quer dizer coluna, sustento, apoio, e todo o nome remete para a lenda da aparição de Maria ao apóstolo Tiago em Saragoça, onde, segundo a tradição, se erguia sobre uma coluna de jaspe trazida pelos anjos. Desde então a coluna converteu-se na relíquia principal e no centro de sentido da imagem, e por isso a pequena figura de Maria na medalha se representa sempre sobre um pilar alto e estreito.
Porque se celebra a festa do Pilar a 12 de outubro?
O 12 de outubro é o dia fixado à devoção do Pilar no calendário da Igreja e, ao mesmo tempo, a Festa Nacional, o dia nacional de Espanha. A data coincide com o marco histórico da chegada às costas da América em 1492, pelo que a festa religiosa se sobrepôs à cívica. Em Saragoça celebram-se nesses dias as Fiestas del Pilar, um grande festejo popular com procissões e a oferenda de flores à imagem. Nesse mesmo dia celebram o seu dia todas as que se chamam Pilar.
Em que se distingue o Pilar da Virgem de Guadalupe?
São imagens distintas de países distintos. O Pilar é uma imagem espanhola, aragonesa, com a tradição da aparição ao apóstolo Tiago no ano 40, e a figura ergue-se sobre a coluna de jaspe. Guadalupe é uma imagem mexicana, ligada à aparição ao índio Juan Diego no século XVI, e a figura ergue-se sobre a meia-lua, envolta em resplendor. Aparenta-as o mundo hispânico comum e a veneração da Mãe de Deus, mas a sua iconografia e a sua história são de todo distintas, e de presente escolhe-se a imagem mais próxima das raízes de cada pessoa.
A quem se costuma oferecer a medalha do Pilar?
Antes de mais a quem se chama Pilar, no seu dia do 12 de outubro. Também se oferece no batizado, na primeira comunhão e na crisma como primeiro sinal espiritual, a peregrinos e a quem parte por muito tempo como sinal da terra e de amparo no caminho, e à família espanhola como confirmação de pertença à linhagem. O material escolhe-se conforme a ocasião: ouro com gravação para o grande acontecimento, prata para o dia a dia, uma medalha mais pequena para uma criança.
Pode usar-se o Pilar junto com a cruz e a vieira do Caminho?
Sim, e em Espanha faz-se muitas vezes. O Pilar, a cruz e os símbolos da peregrinação a Santiago não competem entre si, porque se dirigem a distintos intercessores e temas. Para que as medalhas não se enredem nem se enganchem, dá-se-lhes um comprimento distinto ou enfiam-se num mesmo fio numa ordem pensada, deixando por norma o centro de sentido na cruz. Esse conjunto lê-se como sinal de fé, de peregrinação e de raízes espanholas ao mesmo tempo.
De que material escolher a medalha?
Depende da ocasião e do orçamento. A prata é um meio-termo sensato: aspeto nobre, relevo nítido da coluna e da figura, aptidão para o uso diário. O ouro toma-se como relíquia para um grande acontecimento e para transmitir em herança. As versões com esmalte azul ou de cor ficam bem a quem procura um aspeto mais vistoso e com cor. O valor da medalha para o crente não depende do preço do material, de modo que uma medalha simples significa tanto como uma cara.
É o Pilar um amuleto?
Na linguagem corrente chama-se amuleto a qualquer objeto que se usa para se proteger, e nesse sentido a medalha entra na categoria. A compreensão eclesial é outra: a imagem não obra como um amuleto com poder próprio, é um sinal de confiança na intercessão de Maria e um lembrete da oração. A ajuda que se pede concede-a Deus pela fé, e não se extrai do metal. Por isso é mais correto chamar à medalha objeto de devoção, um sinal de fé, e não um amuleto em sentido pagão.
Onde fica o grande santuário do Pilar?
Em Saragoça, às margens do Ebro, na enorme basílica barroca do Pilar. Ali, numa capela própria, guarda-se a pequena talha de madeira da Mãe de Deus sobre a coluna de jaspe, a cuja parte conservada se aproximam os peregrinos. A basílica, com a sua fileira de cúpulas e torres, é uma das silhuetas mais reconhecíveis de Espanha, refletida no rio. Até aqui acorrem nos dias da festa, o 12 de outubro, centenas de milhares de pessoas para as Fiestas del Pilar.
Conclusão
A Virgem do Pilar é um exemplo raro de como uma tradição local sobre uma aparição às margens do Ebro cresceu até ser a imagem de todo um país. Por detrás da pequena figura sobre a alta coluna há uma lenda do apóstolo Tiago, uma devoção de muitos séculos em Saragoça, uma basílica barroca com centenas de mantos e uma festa nacional, o 12 de outubro, convertida no dia de toda a Espanha e do mundo hispânico. Daí procede também a posição particular da imagem entre as muitas devoções marianas.
A força do Pilar está na sua forma clara: a coluna é sustento, e o sustento é o que segura a pessoa no momento difícil. Por isso a medalha do Pilar se usa como sinal de firmeza, de raízes e de amparo, e se oferece no dia das Pilar, no batizado, para o caminho e à família espanhola. Uns veem na imagem a ação da graça, outros a história e a cultura do seu país, e ambos os olhares convivem. A medalha continua a ser o que se pensou que fosse: um sinal pessoal calado que se transmite aos filhos e se leva consigo desde o lar.
A escolha aqui acaba sempre por depender da ocasião e da pessoa: a um fica melhor a prata sóbria de todos os dias, a outro a medalha-relíquia de ouro para o dia do nome ou o batizado, a um terceiro a vistosa versão esmaltada. Mais abaixo, um breve guia a partir de umas quantas perguntas simples sobre a ocasião, o gosto e as condições de uso sugerir-lhe-á que formato de medalha do Pilar encaixa justamente com o que procura.
A medalha do Pilar da nossa seleção é prata de lei 925 e ouro com um relevo nítido da figura de Maria sobre a coluna, com sítio para a gravação no reverso. Um bom presente para o dia de uma Pilar, um batizado, uma primeira comunhão ou como mostra de apoio a uma pessoa próxima que parte para uma viagem.
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Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Sobre a Zevira
A Zevira são joias com carácter e com sentido, não objetos que brilham por brilhar. Na herança joalheira de Albacete, desenhamos amuletos, símbolos e medalhas de prata de lei 925, aço e ouro, com atenção ao relevo, à história e à possibilidade de gravação. Cada peça está pensada para se usar no dia a dia e transmitir-se. Se precisa de uma medalha que signifique algo para uma pessoa e uma ocasião concretas, seja a Medalha Milagrosa, a cruz de Santiago ou o Pilar, ajudamo-lo a encontrá-la. Sobre a mais conhecida das medalhas marianas há uma análise à parte no artigo sobre a Medalha Milagrosa.
































