
Om nas joias: como se vê o som mais sagrado do mundo quando o levas contigo
Uma única sílaba que quatro religiões consideram o som da própria realidade
Não existe som sagrado mais antigo em uso humano contínuo do que Om. Não é bem uma palavra. Não é uma oração, nem um nome para Deus. É uma vibração. Uma sílaba que hindus, budistas, jainistas e sikhs cantam há entre três mil e cinco mil anos, consoante os académicos que se consultem e a forma como se datam os textos védicos mais antigos.
Essa sílaba tem uma forma escrita. O símbolo curvo que aparece em pendentes, tapetes de ioga, paredes de estúdios e tatuagens é Om escrito em devanágari, o sistema de escrita usado para o sânscrito, o híndi e várias outras línguas do sul da Ásia. Cada curva desse símbolo tem um significado próprio. O conjunto é, no fundo, um mapa da consciência humana desenhado em três traços e meio.
E é aqui que a coisa se complica. Om não é apenas um artefacto cultural ou uma escolha estética. Para mais de mil milhões de pessoas, é o símbolo mais sagrado da sua tradição religiosa. Para alguns hindus, ver Om numas chinelas de dedo ou no rótulo de uma cerveja é mais ou menos o que um cristão devoto sentiria ao ver a cruz usada como abre-garrafas. Para outros hindus, a difusão global de Om é motivo de orgulho.
Este artigo leva Om a sério. Não como um acessório de ioga nem como estética boémia, mas como aquilo que realmente é: um dos conceitos mais profundos e cuidadosamente analisados de toda a história do pensamento humano sobre a consciência, a realidade e a natureza da existência. E fá-lo com atenção especial ao modo como Om chegou à Europa, onde a espiritualidade indiana traçou o seu próprio caminho.
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O que é Om na verdade?
Om (também escrito Aum) é uma sílaba sagrada que funciona de maneira diferente consoante a tradição. Mas em todas elas há coisas que se mantêm constantes.
É o som primordial. Na cosmologia hindu, Om é o som que existia antes da criação e do qual a criação surgiu. Não é um som que descreve a realidade. É a realidade, expressa como vibração. A Mandukya Upanishad abre com estas palavras: "Om é esta palavra imperecível. Om é o universo."
São três sons num só. A sílaba decompõe-se em A-U-M, três componentes fonéticos que se fundem quando falamos. O "A" (áh) produz-se no fundo da garganta, com a boca aberta. O "U" (ú) rola para a frente pela boca. O "M" (mm) fecha-se nos lábios. Juntos representam uma viagem completa do aberto ao fechado, do princípio ao fim, da criação à dissolução. Esta lógica lembra a ideia do yin e yang, onde o todo nasce de opostos que se completam.
Tem um quarto componente silencioso. Depois de o "M" se desvanecer, há silêncio. Esse silêncio é tido como a parte mais importante. Representa o estado para lá da descrição, para lá do pensamento, para lá do alcance da linguagem. Em sânscrito chama-se "turiya", o quarto estado de consciência.
Atravessa várias religiões.
- No hinduísmo: o som de Brahman (a realidade última), o início de cada oração e mantra
- No budismo: a abertura do mantra mais famoso do mundo (Om Mani Padme Hum), inscrito em rodas de oração e bandeiras
- No jainismo: uma forma condensada dos nomes dos cinco seres supremos (Pancha Parameshthi)
- No siquismo: expresso como "Ik Onkar" (um Om), a abertura do Guru Granth Sahib
Não é uma palavra. Esta distinção importa. Om não se traduz por nada. Não significa "Deus", nem "paz", nem "universo", como uma palavra num dicionário significa alguma coisa. É, na tradição, o SOM da verdade. A vibração que sustenta tudo.
O Om leva-se sobre o coração, jamais abaixo do umbigo. Numas chinelas de dedo não o quero ver, e não se fala mais nisso.
Com que e como levar Om
Em anos de trabalho em rodagens montei dezenas de looks à volta deste símbolo. Om não quer um plano carregado, por isso o que recomendo é manter a roupa à volta calma. Aqui fica o que funciona mesmo, por ocasiões.
Com que levar Om no dia a dia? Para o dia a dia recomendo um pendente de prata num fio de comprimento médio, sobre uma t-shirt larga, linho ou malha suave. Os tecidos naturais e os tons apagados (cru, areia, azeitona, cinza) dão ar ao símbolo, e até um pendente pequeno se lê com clareza. Escolho de propósito a zona aberta das clavículas: é ali que Om assenta onde lhe compete, no centro do peito.
Om fica bem no escritório? Fica, e melhor do que parece. Sugiro um fio curto e um pendente por baixo da camisa ou de uma camisola fina de decote em V, mais perto da garganta. O símbolo continua a ser um detalhe pessoal, quase invisível para os outros, mas teu. Mantém o metal sóbrio: prata mate ou ouro fino sem brilho.
Como montar um look de noite? A noite pede contraste. Sobre um top preto, um decote profundo e um tecido liso, escolho um Om de ouro, e o sinal meditativo passa a ser a peça que segura o conjunto. Aqui funciona a sobreposição suave: um pendente num fio comprido mais outro fino e curto sem medalha, dois níveis e um ritmo tranquilo. A prata com o ouro lê-se hoje como uma decisão pensada, não como um erro.
Que símbolos combinam com Om? Om dá-se bem com motivos afins. Recomendo a companhia de um lótus, ligado a ele pelo mantra Om Mani Padme Hum, ou de um terceiro olho. Mas três ou quatro símbolos num mesmo pescoço são ruído, por isso deixo um acento com significado e um fio discreto ao lado.
A quem fica bem Om e onde levá-lo? Fica bem a quem ama o significado por trás de uma peça tanto como a sua forma, e a quem pratica ioga ou meditação e quer uma âncora à mão. Sobre a colocação há uma regra, e a tradição aponta-a: o símbolo leva-se acima da cintura, sobre o coração. Ajusto o comprimento do fio ao decote, e não ao contrário, para que Om caia na zona aberta e não se esconda debaixo do tecido.

Ligue a câmara, escolha uns brincos, um pendente ou um anel, e veja a peça em si em tempo real.
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O símbolo escrito: o que significa cada curva
A escrita devanágari
O símbolo de Om, tal como a maioria o reconhece, é o carácter para Om em devanágari, a escrita usada para o sânscrito. Parece o número 30 com uma cauda, uma curva por cima e um ponto no topo. Mas cada elemento do carácter foi interpretado como representação de um estado específico de consciência, formando um mapa visual da mente.
Vigília, sonho, sono profundo
A grande curva inferior representa o estado de vigília (Jagrat, em sânscrito). É o estado que a maioria considera consciência "normal": estamos atentos ao mundo exterior, processamos informação sensorial. É a curva maior porque é o estado em que passamos mais tempo.
A curva do meio representa o estado de sonho (Swapna). Neste estado, a consciência vira-se para dentro. Vive-se um mundo, mas gerado pela própria mente. O estado de sonho é tido como importante porque demonstra que a consciência não precisa de entrada externa para criar experiência.
A curva superior representa o sono profundo sem sonhos (Sushupti). É o estado sem consciência nem do mundo externo nem do interno. Sem sonhos, sem entrada sensorial, sem narrativa. Apenas consciência na sua forma mais elementar.
Maya e o ponto da transcendência
O semicírculo entre a curva superior e o ponto representa Maya, geralmente traduzido por "ilusão", mas mais rigorosamente entendido como "aquilo que mede" ou "aquilo que cria a aparência de separação". Maya é o véu entre o mundo relativo e a realidade absoluta. Na anatomia iogue este véu corresponde ao terceiro olho, o ponto entre as sobrancelhas onde se diz abrir-se a percepção subtil. Maya aproxima-se do transcendente, mas nunca o alcança.
O ponto (bindu) no topo representa Turiya, o quarto estado, o estado de consciência pura que sustenta e abrange os outros três. É o silêncio depois de o M se desvanecer. É Brahman.
Juntos, os cinco elementos formam um diagrama filosófico completo: três estados de consciência comum, o véu que os separa do absoluto e o próprio absoluto. Tudo num único carácter escrito.
Om no hinduísmo: o som de tudo
A Mandukya Upanishad
A Mandukya Upanishad é a mais curta das principais Upanishads, apenas doze versos. É também, talvez, a mais concentrada. Todo o texto é uma análise da sílaba Om, examinando-a som por som e mapeando cada componente para um estado de consciência.
O filósofo Gaudapada (por volta do século VI d.C.) escreveu um extenso comentário chamado Mandukya Karika, que se tornou fundacional para a escola Advaita Vedanta. Adi Shankara, que sistematizou o Advaita Vedanta no século VIII e cuja influência no pensamento hindu é comparável à de São Tomás de Aquino no pensamento católico, considerava a Mandukya Upanishad suficiente, por si só, para alcançar a libertação.
Om como Brahman
Brahman, na filosofia hindu, não é "Deus" no sentido teísta ocidental. Brahman é o fundamento de todo o ser, a realidade última de que tudo surge e à qual tudo regressa. Não é uma pessoa, nem uma mente, nem uma força. É o que resta quando todas as coisas e qualidades específicas são retiradas. Brahman é a própria existência.
A afirmação das Upanishads de que Om É Brahman significa que, quando cantas Om, não estás a rezar a alguém nem a pedir seja o que for. Estás a vibrar em ressonância com a própria realidade.
Início de cada oração e mantra
No culto hindu prático (puja), Om abre tudo. O Gayatri Mantra, tido como o verso mais sagrado dos Vedas, começa com Om. Os rituais de templo começam com Om. A meditação pessoal começa e termina, tipicamente, com Om. Esta prática remonta ao período védico (cerca de 1500 a 500 a.C.), o que a torna uma das práticas religiosas contínuas mais antigas da Terra.
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Om no budismo: uma ênfase diferente
Om Mani Padme Hum
O mantra mais reconhecível do budismo, o mantra de seis sílabas associado a Avalokiteshvara (Chenrezig, em tibetano), o bodisatva da compaixão. Este mantra está por todo o lado na cultura budista tibetana: gravado em pedra, impresso em bandeiras, inscrito em rodas de oração.
Rodas de oração e bandeiras tibetanas
As rodas de oração tibetanas contêm pergaminhos com Om Mani Padme Hum escrito milhares de vezes. Girar a roda é tido como equivalente a cantar o mantra esse número de vezes. As bandeiras de oração levam o mantra em tecido que ondula ao vento, espalhando a bênção pela paisagem.
Como o Om budista difere do hindu
A diferença teológica central: o hinduísmo trata Om, em geral, como o som de Brahman (a realidade última imutável). O budismo, que não aceita o conceito de Brahman nem de um eu permanente último (Atman), trata Om como uma sílaba sagrada poderosa, sem fazer a mesma afirmação ontológica. No budismo, Om é uma ferramenta para a prática, não a expressão de um absoluto metafísico.
Om no jainismo e no siquismo: símbolo partilhado, caminhos diferentes
O jainismo tem a sua própria relação com Om. Na tradição jainista, Om não é o som do universo. É uma representação condensada dos cinco Pancha Parameshthi: Arihants (seres iluminados), Siddhas (almas libertas), Acharyas (líderes espirituais), Upadhyayas (mestres) e Sadhus/Sadhvis (monges e monjas).
O siquismo exprime a sua relação com Om através de "Ik Onkar", as palavras iniciais do Mul Mantar no Guru Granth Sahib. "Ik" significa "um" e "Onkar" deriva de "Omkara" (Om). A declaração fundacional da teologia sikh começa, literalmente, com Om: "Um Om", significando uma realidade suprema.
O essencial: Om não é "um símbolo hindu que as outras religiões pediram emprestado". É um conceito sagrado sul-asiático partilhado, que cada tradição desenvolveu na sua própria direcção.
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Om na Europa: ioga, viagem e espiritualidade
A Europa tem a sua própria relação com a espiritualidade indiana, e não é uma simples cópia da experiência norte-americana. Aqui misturam-se correntes que não se combinam da mesma forma em nenhum outro lugar.
A chegada do ioga à Europa fez-se por vários canais. Em Portugal, em Espanha, na França, na Alemanha e no Reino Unido, o ioga cresceu de forma explosiva ao longo dos anos 2010. Mas o terreno já estava preparado. As grandes cidades europeias têm há muito uma cultura de curiosidade pelo Oriente, desde os primeiros tradutores de textos sânscritos do século XIX até aos círculos artísticos que, entre guerras, se interessaram pela filosofia asiática. Isso criou um espaço mais receptivo a Om do que se poderia esperar.
Os mestres espirituais indianos encontraram público atento no continente. Movimentos de meditação, retiros de ioga e comunidades de prática espalharam-se por Lisboa, pelo Porto, pelo Algarve e por tantos outros pontos onde o clima ameno e o ritmo mais calmo convidam a parar. O movimento Hare Krishna mantém presença em várias cidades europeias, com templos activos e programas comunitários abertos a quem quiser visitar.
A cultura do surf tem sido um veículo inesperado para Om na Europa. Nas costas de Portugal, de Espanha e de França, o cruzamento entre cultura de surf, ioga e espiritualidade oriental criou comunidades onde Om faz parte da paisagem diária. Ericeira, Sagres, Peniche e tantas vilas atlânticas são lugares onde Om aparece em paredes de cafés, em estúdios de ioga junto à praia e em mercados de artesãos.
Mas a Europa também tem o seu olhar crítico. Os debates sobre apropriação cultural cruzam-se com discussões antigas sobre a relação entre a Europa e as culturas que outrora colonizou. Quando um produto de ioga caro leva Om e se vende num bairro abastado de uma capital europeia, as perguntas sobre quem beneficia da espiritualidade de quem são tão pertinentes como em qualquer outro sítio.
O que distingue a experiência europeia é a capacidade de levar algo a sério sem o levar de forma rígida. Om num estúdio de ioga junto ao mar pode ser genuinamente espiritual e, ao mesmo tempo, estar ali ao lado de um café e de uma conversa descontraída. Essa mistura não é forçosamente banalização. Pode ser outra maneira de integrar o sagrado no quotidiano, algo que muitas tradições espirituais, incluindo o hinduísmo devocional, praticam com a maior naturalidade.
Om na cultura moderna do ioga
Dos ashrams aos estúdios ocidentais
A história de como Om passou dos ashrams indianos aos estúdios de ioga ocidentais é a história da migração do ioga para o Ocidente. A intervenção de Swami Vivekananda no Parlamento das Religiões do Mundo, em Chicago, em 1893, é tida como o ponto de partida. Nos anos 1960, a contracultura trouxe Om para a consciência de massas ocidental.
O boom do ioga nos anos 1990 e 2000 comercializou o processo ainda mais. À medida que os estúdios de ioga abriam em cada cidade ocidental, Om vinha com eles.
Cantar no início e no fim da aula
Em muitas aulas de ioga por todo o mundo, a sessão abre e fecha com o canto de Om. Três Oms é comum: um pelo corpo, um pela mente, um pelo espírito. Para alguns alunos, este é um momento significativo de ligação à tradição iogue. Para outros, é apenas o que se faz antes de começar a prática física.
Tatuagens de Om e a geração Instagram
Om é um dos desenhos de tatuagem mais populares do mundo. Aparece nos pulsos, atrás das orelhas, nas costelas, na nuca. Para muitas pessoas que tatuam Om, a intenção é genuína. Para outras, é sobretudo estética. A pergunta sobre onde acaba a ligação genuína e começa a apropriação superficial não tem resposta simples.
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A questão da sensibilidade cultural: respeito ou apropriação?
Porque alguns hindus o celebram
A universalidade está no próprio conceito. Om é descrito nas Upanishads como o som de TODA a realidade, não o som da realidade hindu. Se Om é realmente aquilo que os textos dizem, então pertence a todos.
A visibilidade valida. Para as comunidades hindus no Ocidente, que enfrentaram ignorância e discriminação, ver Om reconhecido e respeitado por não hindus pode sentir-se como um progresso.
Partilhar é tradicional. O hinduísmo tem uma longa tradição de mestres que partilham conhecimento com quem procura com sinceridade.
Porque alguns hindus o consideram desrespeitoso
Descontextualização. Om não é um logótipo. Existe dentro de um vasto sistema filosófico e devocional. Extrair o símbolo e despojá-lo desse contexto, usando-o como decoração em calças de ioga, rótulos de cerveja ou tapetes, reduz algo sagrado a algo comercial.
O problema dos sapatos e do chão. Na cultura hindu, colocar símbolos religiosos abaixo da cintura, no chão ou nos sapatos é profundamente desrespeitoso.
A dinâmica de poder. Quando pessoas sul-asiáticas usam os seus próprios símbolos religiosos em países ocidentais, por vezes enfrentam discriminação. Quando pessoas ocidentais usam os mesmos símbolos, passam por elegantes e espirituais. Essa assimetria é real.
O essencial: intenção e consciência
Sabe o que levas. Se vais levar Om, entende o que significa. Não fiques por "significa paz" ou "é uma coisa de ioga": chega ao conteúdo filosófico verdadeiro.
Leva-o com respeito. Om pertence perto do coração, à volta do pescoço, nas orelhas. Não nos sapatos, não no chão, não abaixo da cintura.
Escuta as pessoas da tradição. Quando hindus, budistas, jainistas ou sikhs manifestam desconforto, a resposta apropriada é escutar.
Som e vibração: o que acontece quando cantas Om
Estimulação do nervo vago
O nervo vago é o nervo craniano mais longo do corpo, percorre desde o tronco cerebral, passando pelo pescoço, pelo peito e pelo abdómen. É um componente central do sistema nervoso parassimpático, aquele que costuma associar-se aos estados de calma. Muitas pessoas descrevem uma sensação de sossego quando cantam ou respiram de forma lenta e prolongada.
Cantar Om produz um padrão vibratório específico nas cordas vocais, no palato e nas vias nasais. O som prolongado do "M" cria uma vibração zumbida que ressoa pela cabeça e pelo peito. Alguns investigadores exploraram se essa vibração influencia o nervo vago, ainda que se trate de um campo de estudo em aberto.
Efeitos de relaxamento observáveis
Alguns estudos sobre o canto de mantras sugerem que as práticas de respiração lenta e de vocalização prolongada podem acompanhar-se de uma sensação subjectiva de menor tensão. Quem as pratica costuma descrever que, ao fim de uns minutos de canto, se sente mais tranquilo e centrado.
Parte da investigação em torno da meditação e do canto também explorou possíveis alterações na actividade cerebral associadas a estados de relaxamento, embora os resultados ainda se discutam e não permitam tirar conclusões definitivas.
Porque a antiga afirmação sobre a vibração tem eco moderno
A afirmação das Upanishads de que Om é "o som do universo" é uma declaração metafísica que a ciência não pode confirmar nem negar. A ideia de que o canto influencia a forma como nos sentimos é algo que muitas pessoas descrevem a partir da própria experiência, ainda que cada uma a viva de maneira diferente.
Levar um pendente de Om como lembrete para parar e respirar não é só sentimentalismo. Há uma prática por trás do símbolo, e muita gente conta que esse pequeno gesto de pausa a ajuda a sentir-se mais calma.
Levar Om: estilo e intenção
Como combinar joias com Om
- Pendente ao fio. O formato mais comum e respeitoso. Um pendente de Om de tamanho médio à altura do peito mantém o símbolo perto do coração. Uma peça como o colar Somnium carrega exactamente esse tipo de intenção silenciosa.
- Camadas com outras peças com significado. Om combina naturalmente com motivos de lótus. Um colar Dança Mística junto de uma peça de Om cria um diálogo entre tradições simbólicas diferentes.
- Brincos. Pequenos brincos de Om funcionam como um lembrete diário subtil. O símbolo perto dos ouvidos liga-se naturalmente à identidade de Om como SOM. Algo como os brincos Espiral Solar pode complementar brincos de Om com o seu próprio simbolismo em espiral.
- Anel. Um anel de Om mantém o símbolo visível para TI ao longo de todo o dia.
Guia de presentes
Para quem pratica ioga a sério. Um pendente de Om reconhece que a prática vai além da flexibilidade física.
Para quem atravessa um momento difícil. Om representa o ciclo completo da consciência. Oferecer Om diz: "Seja qual for o estado em que estás agora, faz parte de um todo maior."
Para quem tem uma prática de meditação. Om é o mantra fundamental. Um pendente serve de âncora física para a prática.
Nota sobre oferecer Om entre culturas: Se ofereces Om a alguém que é hindu, budista, jainista ou sikh, o gesto costuma ser bem recebido. Se o ofereces a alguém que não é destas tradições, junta uma nota sobre o seu significado.
Perguntas frequentes
O que significa Om? Om (Aum) é uma sílaba sagrada no hinduísmo, no budismo, no jainismo e no siquismo. Na filosofia hindu, representa Brahman (a realidade última) e o som do qual surgiu toda a criação. Cada um dos seus três sons (A, U, M) corresponde a um estado de consciência: vigília, sonho e sono profundo. O silêncio posterior é o quarto estado: a transcendência.
É Om ou Aum? Ambos. "Om" e "Aum" referem-se à mesma sílaba. "Aum" torna a estrutura tripartida mais visível na escrita. "Om" é a grafia mais comum.
É desrespeitoso levar Om se não sou hindu? Não há uma resposta única. Muitos hindus celebram-no; alguns consideram-no inapropriado fora de contexto. Os factores centrais: leva-o com compreensão do seu significado, coloca-o com respeito (perto do coração, não abaixo da cintura) e sê honesto quanto à tua relação com a tradição.
O que representam as curvas do símbolo de Om? A grande curva inferior é o estado de vigília. A curva do meio é o estado de sonho. A curva superior é o sono profundo. O semicírculo é Maya (o véu da ilusão). O ponto é Turiya (o quarto estado, a transcendência pura).
Om é budista ou hindu? As duas coisas, e também jainista e sikh. Om aparece nas quatro tradições, ainda que com enquadramentos teológicos diferentes.
Cantar Om produz mesmo um efeito físico? Muitas pessoas que o praticam descrevem uma sensação de calma e uma respiração mais pausada. Alguns estudos sobre o canto e a meditação sugerem que estas práticas podem acompanhar-se de estados de relaxamento, embora a experiência seja subjectiva e varie de pessoa para pessoa.
O som que leva tudo consigo
Om é cantado de forma contínua há, pelo menos, três mil anos. Sobreviveu a impérios, a supressão colonial, atravessou oceanos, entrou em culturas que nada sabiam das suas origens e aterrou em tapetes de ioga de cidades que não existiam quando a Mandukya Upanishad foi composta.
Conseguiu tudo isto porque funciona em vários níveis ao mesmo tempo. Como filosofia, é um dos modelos de consciência mais elegantes alguma vez propostos. Como prática, oferece a quem o canta um momento de pausa e respiração. Como símbolo, é visualmente distinto, reconhecível de imediato, e carrega o peso de milénios de contemplação humana sobre o que significa ser consciente.
Levar Om num pendente não exige ser hindu, budista, jainista ou sikh. Mas pede uma coisa: saber o que se leva. Tratá-lo não como um acessório, mas como a expressão comprimida de uma das perguntas mais antigas e profundas da humanidade. O que é a consciência? O que é a realidade? Que som faz o universo quando mais nada soa?
A Mandukya Upanishad responde: Om.
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Meditação com Om: guia prático para principiantes
Não precisas de ser especialista para começar. Senta-te confortável. Fecha os olhos. Respira fundo três vezes. E começa.
O "A" sai do fundo da garganta. Abre a boca. Sente a vibração no peito. O "U" rola para a frente. A boca fecha-se em parte. A vibração sobe para a garganta. O "M" fecha os lábios. A vibração passa para a cabeça, para os seios nasais.
Mantém cada som durante 3 a 5 segundos. Todo o ciclo dura uns 10 a 15 segundos. Repete. Cinco minutos por dia é um bom começo. Dedicar-lhe dez minutos costuma bastar para notar essa sensação de calma que tantos descrevem.
Não te preocupes com o tom. Não há tom "certo" para Om. A tua voz natural chega. Uns preferem um tom grave. Outros um tom médio. O essencial não está na nota, mas na vibração que sentes.
Um pendente de Om pode servir de âncora para esta prática. Antes de começar, toca no pendente. Depois de terminar, toca no pendente. O objecto físico liga a prática a algo tangível. Não é magia. É psicologia: âncoras sensoriais que ajudam a fixar hábitos.
Joias de prata e ouro, alianças, pendentes simbólicos, conjuntos a par.
É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.
Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Om e a ciência da vibração
A física moderna tem algo a dizer sobre a vibração. A teoria das cordas propõe que as partículas fundamentais são cordas vibrantes. Frequências de vibração diferentes produzem partículas diferentes. A ideia de que o universo é, no seu nível mais básico, vibração não é apenas uma metáfora das Upanishads. É uma hipótese científica séria.
Isto não significa que os antigos sábios védicos anteciparam a física moderna. Significa que a intuição de que a realidade é vibração acaba por ser mais profunda do que parece. E Om, como prática de vibração consciente, situa-se nessa fronteira entre o antigo e o moderno de uma maneira que poucos símbolos conseguem.
Sobre a Zevira
A Zevira faz joias na tradição ourives de Albacete, em Espanha. Levamos os símbolos a sério: se num pendente há um Om, um lótus ou um terceiro olho, por trás da forma há um significado real, não uma curva bonita.
É isto que encontras connosco em torno da simbologia consciente:
- Pendentes com motivos sagrados e meditativos para levar perto do coração
- Brincos com simbologia como lembrete diário e silencioso
- Peças que servem de âncora para a prática de meditação e respiração
- Joias com motivos de lótus e de terceiro olho, próximos da tradição de Om
- Peças pensadas para levar acima da cintura, com respeito pela origem do símbolo
- Combinações a par e por camadas de joias com carga simbólica
Cada joia admite gravação personalizada. Prata de lei 925 e ouro de 14 a 18K.






























