
O topázio na joalharia: cores, origem e como o escolher
Um só mineral, toda uma paleta
Durante séculos o topázio arrastou uma fama que não ganhou propriamente pelo seu brilho. Algumas crónicas garantem que chegou a competir em valor com o diamante, embora não haja prova sólida de que se cotasse sempre acima dele. O que de facto pesava era a raridade: encontrar cristais grandes e limpos era quase impossível, e aquelas pedras amarelas que empalideciam ao sol os antigos tomavam-nas por ouro endurecido. Depois o Brasil abriu jazidas com cristais do tamanho de uma mão, e o preço despenhou-se. O prestígio ficou.
O interessante do topázio é que não é uma só pedra, mas todo um espectro: amarelo, azul, rosa, vermelho, laranja, incolor. O mesmo mineral, com uma cor que depende dos elementos vestigiais e do tratamento. Este guia explica o que é o topázio em termos de química e geologia, em que se distinguem as suas cores, como diferenciar o natural do tratado e como escolher uma pedra para uma joia.
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O que é o topázio: química, física, óptica
Composição e estrutura
O topázio é um fluorossilicato de alumínio de fórmula Al₂SiO₄(F,OH)₂. Uma armação de alumínio, silício e oxigénio na qual se inserem o flúor e um grupo hidroxilo. A proporção entre flúor e OH influencia as propriedades da pedra e o modo como reage ao calor. O topázio cristaliza no sistema ortorrômbico e forma aqueles cristais prismáticos alongados tão característicos, com estrias longitudinais nas faces.
Dureza e tenacidade
Na escala de Mohs o topázio ocupa o 8. É o mineral de referência do oitavo degrau da própria escala, entre o quartzo (7) e o corindo (9). Na prática isto significa que o topázio não se risca nem com o pó (que é basicamente quartzo, 7) nem com uma faca de aço. Só o podem marcar o corindo, o diamante ou outro topázio.
Mas o topázio tem o seu ponto fraco: uma clivagem perfeita numa direcção, transversal ao eixo longo do cristal. É um plano pelo qual a pedra se pode partir com uma pancada seca no ângulo errado, por muito alta que seja a sua dureza. O quartzo carece de clivagem, por isso com a mesma fragilidade perdoa mais. Por isso os lapidários trabalham o topázio com cuidado, e num anel convém engastá-lo numa cravação protegida.
Densidade e óptica
A densidade do topázio vai de 3,49 a 3,57 g/cm³. A pedra pesa bastante mais do que o quartzo ou o vidro do mesmo tamanho, um pormenor que vem a jeito para um teste simples de autenticidade. O seu índice de refracção situa-se entre 1,61 e 1,64, a birrefringência é fraca e a dispersão, baixa (0,014). Portanto não esperes o jogo de fogo de um diamante: o topázio ganha pela limpidez e pela saturação da cor, não pelos reflexos de arco-íris.
De onde vem a cor
A cor procede de impurezas na rede e de defeitos estruturais que absorvem a luz de certos comprimentos de onda:
- O amarelo, o laranja e o castanho dão-nos os iões de ferro e os centros de cor associados a eles.
- O rosa e o vermelho dão-nos os iões de crómio (Cr³⁺). O crómio na concentração justa é pouco frequente, e por isso o topázio rosa e vermelho natural são tão escassos.
- O azul é quase sempre resultado da irradiação: gera na rede centros de cor que absorvem a parte vermelho-amarela do espectro. O topázio azul natural existe, mas é pálido e raro.
- O topázio incolor é uma rede sem impurezas relevantes. Transparente como o vidro, serve de matéria-prima para a irradiação e o aquecimento.
O London Blue é de noite e pede preto. Levá-lo ao escritório é como ir comprar pão de smoking, por favor não.
Com que usar o topázio
Em anos de rodagens passei o topázio por dezenas de looks, em todas as suas cores. Reúno aqui o que de facto funciona, por ocasião e por tom da pedra.
Que topázio escolho para o dia a dia? Para o dia recomendo o azul ou o amarelo numa cravação sóbria. O azul baixa o ruído e assenta bem sobre uma blusa clara, uma camisa de linho ou a ganga. O amarelo traz calor e luz sobre o bege, o creme e o cinzento suave. Ambos aguentam da manhã à noite e não pedem atenção.
E para a noite o que escolho? Para a noite aconselho um London Blue profundo ou um rosa intenso sobre tecido liso, melhor ainda preto, esmeralda ou bordô. Um decote aberto e o cabelo apanhado dão ar à pedra, por isso escolho um pendente em corrente fina ou uns brincos compridos antes dos de botão.
Como caso a cor da pedra com o metal? Sigo uma regra simples: os tons frios (azul, rosa) escolho-os com ouro branco, platina e prata; os quentes (amarelo, laranja, vermelho) com ouro amarelo e ouro rosa. Quando o metal e a pedra partilham temperatura, o conjunto fica sempre mais recolhido.
Tem lugar o topázio no escritório? Tem. Recomendo brincos de botão de 2 a 4 quilates e um anel fino com a pedra em cravação protegida. Assim o topázio vê-se sem competir com a roupa de trabalho, e a cravação fechada resguarda as facetas das pancadas contra a mesa ou o teclado.
Posso misturar várias cores de topázio? Podes, mas sem ganância. Aconselho não passar de duas cores de pedra num mesmo look, ou o acento desfaz-se. Os tons próximos funcionam bem: azul junto a um azul um pouco mais claro, ou amarelo quente ao lado do rosa. Um vermelho intenso, esse peço-te que o deixes de solista.

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História: dos faraós às minas brasileiras
A Antiguidade e um novelo de nomes
Os gregos chamavam à pedra "topazion". Uma versão remete o nome à ilha de Topazos (Zabargad), no mar Vermelho, embora ali o que se extraísse fosse peridoto, não topázio. Outra deriva-o do sânscrito "tapas" (fogo, calor). Os antigos distinguiam mal o topázio de outras pedras amarelas e esverdeadas parecidas: sob um mesmo nome cabiam o peridoto, o crisólito e o citrino.
Plínio, o Velho, na sua "História natural" (século I), descreve o topazion como uma das pedras mais preciosas. Hoje entendemos que misturava vários minerais sob essa palavra. Os egípcios associavam as pedras amarelas ao sol e ao deus Rá e talhavam com elas amuletos; os romanos montavam-nas em anéis e broches.
A Idade Média e a alquimia
Os lapidários medievais atribuíam ao topázio o poder de acalmar a ira, aguçar a vista e avisar do veneno, já que a pedra supostamente mudava de cor se deitassem veneno na bebida. Os alquimistas viam no topázio dourado um receptáculo do "princípio solar". Nada disto tem fundamento, claro: é a história das crenças, não das propriedades do mineral. Mas foi justamente o que consolidou a fama do topázio como pedra de nobreza.
Um papel parecido de pedra "solar" da abundância desempenhou-o na joalharia o crisólito, com o qual o topázio se confundiu durante séculos.
O século XVIII: o Brasil muda tudo
A região de Minas Gerais, no Brasil, começou a ser explorada em finais do século XVII, e a grande extracção de topázio, incluindo o imperial de Ouro Preto, arrancou no XVIII. Os cristais de lá eram transparentes, limpos e grandes, de uma qualidade que a Europa não vira antes. O topázio inundou o mercado e o seu preço foi baixando.
Ao Brasil associa-se também a célebre história do "Bragança", uma pedra incolor de 1680 quilates das joias da coroa portuguesa, tomada durante muito tempo por diamante e depois por topázio. A discussão sobre a sua verdadeira natureza continua em aberto, mas o nome de topázio ficou-lhe colado e tornou-se símbolo da magnitude dos achados brasileiros.
Os séculos XIX e XX: ciência e tratamento
Com o avanço da mineralogia aprendeu-se a distinguir com precisão o topázio dos seus imitadores. Por essa altura descobriu-se que o calor muda a cor: um cristal incolor ou pálido podia converter-se num amarelo ou num rosa estáveis. Em finais do século XIX, boa parte do topázio amarelo e rosa do mercado já estava tratado com calor.
Os anos setenta trouxeram o tratamento por irradiação: o topázio incolor é irradiado e depois aquecido, e obtém-se um azul vivo. Isso converteu o topázio azul numa pedra de grande difusão e preço acessível. Hoje o topázio é uma das pedras de cor mais populares da gama de preço médio.
Geologia e jazidas
O topázio forma-se em rochas ígneas ácidas, granitos, pegmatitos e riolitos, e em veios hidrotermais, onde o flúor dos fluidos residuais entra na rede cristalina. Cresce em cavidades e fendas, e por isso os cristais grandes e limpos são uma possibilidade real.
As fontes principais:
- Brasil (Minas Gerais, Espírito Santo), o fornecedor de referência. Daqui sai tanto o amarelo "imperial" como o material em bruto para o azul. Os cristais são grandes e limpos.
- Os Urais e zonas próximas da Ásia Central, jazidas históricas. As pedras de finais do século XIX destas regiões são apreciadas pelos coleccionadores pela sua limpidez; a extracção cessou em grande parte e as pedras sobrevivem no mercado de segunda mão.
- Paquistão (Gilgit-Baltistão), fonte de topázio rosa e vermelho natural, além do raro azul natural sem irradiar.
- Sri Lanka, fonte histórica de pedras douradas e rosas, citada já em textos medievais.
- Nigéria, Myanmar, Afeganistão, Madagáscar, cores raras: vermelho, azul natural e cristais multicolores onde o rosa passa ao azul dentro de uma mesma pedra.
A geografia da extracção move-se por vagas: uma jazida esgota-se, descobre-se outra, e por isso a composição do mercado muda sem parar.
Opiniões de clientes
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Tratamento: calor e irradiação
Cerca de 90% do topázio azul do mercado está irradiado. Vejamos como funciona e até que ponto é seguro.
Calor. Usa-se desde o século XVIII. Uma pedra incolor ou pálida aquece-se entre 450 e 550 °C, mantém-se e arrefece-se devagar (um arrefecimento brusco parte o cristal pela clivagem). O resultado é um amarelo ou um rosa estáveis que já não mudam com o uso normal.
Irradiação. O topázio incolor é irradiado com um feixe de neutrões ou de electrões, o que cria centros de cor na rede, e depois aquece-se para o estabilizar. Obtém-se azul de diferentes intensidades:
- Sky Blue, um azul claro, o mais barato e difundido.
- Swiss Blue, um azul vivo e saturado.
- London Blue, um azul profundo, quase tinta, com um tom cinzento.
O topázio irradiado é seguro de usar: a radioactividade residual é medida antes de a pedra sair para o mercado, e só se vende quando decaiu por completo ao nível de fundo. O topázio azul natural é uma raridade (e um tom pálido), e custa várias vezes mais do que o irradiado.
Como distinguir o topázio natural do tratado e da imitação
- Lupa de 10 aumentos. O topázio amarelo natural tem quase sempre microinclusões, cristalzinhos de outros minerais ou gotas de líquido. O azul irradiado por vezes mostra cor desigual, "nuvens"; o azul natural está colorido de forma uniforme. O vidro denuncia-se pelas bolhas de gás redondas e pelas arestas das facetas arredondadas.
- Peso e frio. O topázio pesa bastante mais do que o vidro do mesmo tamanho e mantém-se fresco ao toque durante mais tempo.
- Dureza. O topázio (8) não se risca com o aço; o vidro (5,5) e a maioria das imitações, sim.
- O laboratório. Para uma compra cara, a via mais fiável é um certificado de um laboratório gemológico (GIA e equivalentes). Indica: natural, tratado com calor ou irradiado. É a melhor protecção contra uma troca.
Topázio místico: um revestimento, não a cor da pedra
O iridescente e furta-cores "topázio místico" (também vendido como "azotic") não é cor natural nem irradiação. Sobre um topázio incolor pulveriza-se uma camada finíssima de óxido de titânio ou de outro metal, que produz um furta-cores azul-verde-violeta como uma película de óleo sobre a água. O revestimento aplica-se só na parte inferior da pedra, sob o pavilhão; as facetas superiores são transparentes e o furta-cores vê-se através delas.
O essencial para quem compra: o revestimento aguenta pouco. A camada tem uma espessura de mícrones, nem de longe a dureza do topázio (8), e desgasta-se com o roçar, as pastas abrasivas e os produtos químicos. no rebordo de um anel que se usa todos os dias, o furta-cores apaga-se com o tempo e deixa calvas transparentes, e a pedra apaga-se às manchas. A limpeza por ultrassons e por vapor estão descartadas para uma pedra assim: o vapor quente e a cavitação arrancam o revestimento.
Por isso o topázio místico encaixa em brincos, num pendente ou num broche, onde a pedra não roça com a roupa nem com a pele. Num anel de uso diário dura pouco. Limpa-se só com um pano macio e água ligeiramente morna, sem escova e sem química. O seu preço é baixo precisamente porque a cor é um revestimento, não uma propriedade do próprio mineral: não vale a pena pagar a mais por um "raro topázio arco-íris".
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As cores do topázio e onde encaixa cada uma
A cor é o coração do topázio. A tonalidade fixa-a a química, não a "energia", mas cada tom tem o seu nicho consolidado na joalharia.
Amarelo e laranja
Do limão a um castanho dourado intenso. É a cor mais histórica: o topázio amarelo é justamente o que se apreciava na Antiguidade e em Portugal. Os tons quentes luzem no ouro amarelo e no ouro rosa. O laranja ("imperial") com um tom rosado é uma das variedades naturais mais caras, e extrai-se no Brasil.
Azul
Do azul-céu pálido ao profundo London Blue. Quase sempre irradiado, e não há nada de mal nisso: a cor é estável e a pedra, limpa. O tom frio entende-se bem com o ouro branco, a platina e a prata. O topázio azul é a opção mais acessível e versátil para a joalharia de uso diário.
Rosa
Do pêssego a um rosa intenso. O rosa natural é raro (crómio); a maior parte do mercado é resultado do calor. O verdadeiro "Imperial Pink" brasileiro, com um tom alaranjado, atinge preços altos. Fica suave no ouro rosa e no ouro branco, é uma escolha frequente para peças românticas e uma alternativa à safira rosa.
Vermelho
A cor mais rara. O topázio vermelho natural aparece sobretudo no Paquistão e muito de vez em quando no Brasil, daí o seu preço elevado. Importante: o berilo vermelho (bixbite) não tem nada a ver com o topázio, embora por vezes lhe chamem por engano "topázio vermelho". O autêntico topázio vermelho é uma pedra para um único acento atrevido.
Incolor e multicolor
O topázio incolor é transparente como o quartzo hialino, mas mais duro, e serve de matéria-prima para o tratamento. Os cristais multicolores (bicolores, tricolores), em que uma mesma pedra reúne vários tons ao mesmo tempo, são uma raridade mesmo para os museus e um material cobiçado para peças exclusivas: cada exemplar é único.
O topázio na joalharia: formatos
Anéis
O topázio é duro, mas pela sua clivagem uma pedra de anel precisa de protecção. Para um anel de uso diário escolhe uma cravação fechada ou semifechada que resguarde o rebordo e as facetas das pancadas; as cravações altas "de garras" com a pedra descoberta ficam melhor em anéis de noite que se usam de vez em quando. O topázio azul e o rosa luzem em ouro branco e prata; o amarelo e o laranja, em ouro amarelo e ouro rosa. Para uma pedra central expressiva escolhem-se de 5 a 10 quilates; para o dia a dia, de 2 a 3.
Pendentes
O formato mais prático: um pendente não recebe as pancadas de um anel, por isso presta-se a pedras grandes e raras. Um só cristal de 3 a 7 quilates numa corrente resulta vistoso. O comprimento: à altura das clavículas para o dia, mais baixo, na direcção do decote, para a noite.
Brincos
Os de botão, de 2 a 4 quilates, são o clássico de uso diário que serve para tudo. Os brincos compridos e os de candelabro com topázio luzem no pescoço desimpedido e à noite. Para um dia activo os de botão são mais seguros; os compridos prendem-se.
Pulseiras
Uma pulseira tipo rivière que alterna topázio e diamantes resulta de gala, mas exige cuidado pela clivagem das pedras. Uma pulseira de contas de topázio é uma opção tranquila para o dia. Uma pulseira rígida com uma só pedra é um clássico.
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Como escolher um topázio: quatro factores de qualidade
As pedras de cor avaliam-se por quatro aspectos.
Cor. O factor principal. Repara na saturação, na pureza do tom (há tons secundários turvos?) e no tom. no azul, sky, swiss e london são simplesmente profundidades diferentes, questão de gosto. no amarelo e no rosa: quanto mais limpa e saturada for a cor, mais valiosa.
Pureza. Para uma joia serve uma pedra sem inclusões visíveis a olho nu, ou só com outras muito finas perceptíveis com lupa. As manchas turvas e as "nuvens" tiram beleza e preço.
Lapidação. As facetas devem ser nítidas e simétricas. Uma lapidação demasiado profunda esconde a cor; uma demasiado plana deixa a pedra apagada. Os clássicos do topázio são o oval e o cushion: estas formas realçam a cor como nenhuma.
Peso em quilates. Maior nem sempre é melhor: um pendente de 5 quilates fica estupendo, ao passo que um anel de 5 quilates pode resultar aparatoso. O preço sobe mais depressa do que o peso à medida que a pedra cresce.
Com o topázio azul em concreto convém perguntar ao vendedor se é irradiado ou natural: influencia muito o preço, nada na segurança nem na beleza. Para uma compra cara (sobretudo uma cor natural rara), pede um certificado de laboratório que indique cor, peso e tipo de tratamento.
Cuidados com o topázio
- Limpeza. Água morna, sabão suave, uma escova macia. A limpeza por ultrassons é admissível com o topázio, mas evita-a com pedras que tenham inclusões e com cravações delicadas.
- Guardá-lo à parte. Pela sua clivagem e a sua dureza, o topázio risca as pedras mais moles, e uma pancada no plano de clivagem pode parti-lo. Guarda-o num compartimento à parte ou numa bolsinha macia.
- Sem mudanças bruscas de temperatura. Um salto repentino do frio ao calor pode partir a pedra pela clivagem.
- Proteger do sol prolongado o rosa e o vermelho. Estas cores podem empalidecer pouco a pouco sob o sol intenso; o azul aguenta melhor. Tira a joia antes de apanhar sol.
- Química. O topázio é inerte aos produtos domésticos, mas convém aplicar cosméticos, perfume e água clorada antes de pores a peça, para não sujar a cravação nem a pedra.
O topázio como presente: a pedra de novembro e dos aniversários
O topázio tem datas assinaladas que facilitam a escolha de um presente. É a pedra dos nascidos em novembro (a par do citrino), por isso uma joia com topázio é um presente lógico para um aniversário de novembro. Para esse presente costuma recorrer-se ao topázio amarelo dourado ou azul: o primeiro entoa com os tons do outono, o segundo serve para tudo.
Com os aniversários de casamento a tradição também é concreta. O topázio azul está ligado ao quarto aniversário, e o imperial (laranja dourado) ao vigésimo terceiro. É uma pista cómoda quando se quer oferecer com sentido e não apenas uma pedra bonita: um pendente ou uns brincos azuis por quatro anos juntos leem-se como um gesto pensado.
Se o presente não estiver ligado a uma data, parte da cor dos olhos e do guarda-roupa de quem o recebe. O azul e o rosa vão com a pele de tipo frio e o ouro claro; o amarelo e o laranja, com o quente e o ouro amarelo. A aposta segura de uso diário é o topázio azul em prata ou ouro branco: combina com quase tudo e não compromete.
Mitos e verdades sobre o topázio
O topázio frente a outras pedras de cor: uma comparação honesta
Topázio e safira. A safira é mais dura (9 frente a 8) e, na sua forma natural, várias vezes mais cara, sobretudo a azul. Mas a transparência da safira costuma ser pior. O topázio azul irradiado dá uma cor parecida por uma fracção do preço e muitas vezes mais limpa. Queres uma pedra premium? Safira. Procuras o melhor equilíbrio entre beleza e preço? Topázio azul. Se quiseres entender os matizes, ajuda o guia das cores da safira.
Topázio e ametista. A ametista é mais mole (7), risca-se com mais facilidade e pode perder cor ao sol. O topázio é mais duro e mais estável. Para uma peça de uso diário, o topázio é a aposta segura.
Topázio e água-marinha. A dureza é parecida (7,5 a 8). A água-marinha luz em tons muito pálidos de água do mar; o topázio oferece mais opções de intensidade de azul e costuma ser mais barato na sua forma irradiada.
Topázio e citrino. O citrino (quartzo amarelo) é mais mole e barato mas menos tenaz, e muitas vezes faz-se passar por ele ametista aquecida. O topázio amarelo é mais duro, e a sua cor, mais limpa e estável.
Topázio e turmalina rosa. A turmalina é mais acessível, mas a sua cor costuma ser desigual e muda conforme o ângulo. O topázio rosa está colorido de forma mais uniforme e é apreciado pela sua raridade.
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O topázio nos museus
Os topázios mais impressionantes guardam-se em colecções de museu. O Smithsonian de Washington conserva topázios lapidados de grande tamanho, entre eles o American Golden Topaz, de cerca de 12 555 quilates. O Museu Americano de História Natural de Nova Iorque é conhecido pela sua rica colecção de gemas, na qual também há topázios. Em colecções assim vê-se até que beleza e que tamanho é capaz de chegar este mineral.
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Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Sobre a Zevira
O topázio é uma pedra com história: de amuletos egípcios, reis portugueses, minas brasileiras, luz que se quebra ao atravessar os cristais da terra. Um só mineral e, contudo, toda uma paleta de cores, cada uma com a sua própria beleza.
Na colecção da Zevira as joias com topázio estão escolhidas para que a cor luza por completo: um anel com topázio amarelo quente, um pendente azul de lapidação clássica, uma pulseira em rosa. Somos honestos quanto aos tratamentos: se é topázio azul irradiado, dizemo-lo sem rodeios; se é amarelo tratado com calor, também o vais saber; o rosa natural é algo especial. Essa informação vais encontrá-la na descrição de cada peça.
Se procuras uma joia com topázio que combine com a tua cor e o teu estilo, vais encontrá-la na Zevira.
Perguntas frequentes
Posso usar topázio todos os dias?
Sim. A sua dureza 8 na escala de Mohs torna-o resistente aos riscos. Mas tem presente a clivagem: evita as pancadas secas. Para os anéis de uso diário escolhe uma cravação protectora; os pendentes e os brincos são mais seguros neste aspecto.
É seguro o topázio azul irradiado?
Sim. A radioactividade residual é medida, e a pedra só sai para venda quando decaiu ao nível de fundo. Usar um topázio assim é seguro.
Como se distingue o topázio azul natural do irradiado?
Sem laboratório, é difícil. Uma orientação: o natural costuma ser pálido, de um azul suave; o irradiado é vivo e saturado. A resposta exacta dão-na a espectroscopia e um certificado.
Qual é o topázio mais raro?
O vermelho natural, que aparece sobretudo no Paquistão. A seguir a ele, o azul natural (sem irradiar) e o Imperial Pink brasileiro. O azul irradiado, pelo contrário, é o mais comum.
Pode o topázio perder cor ao sol?
O rosa e o vermelho podem empalidecer pouco a pouco com sol intenso prolongado. O azul aguenta melhor; o amarelo apaga-se devagar. Tira a joia antes de apanhar sol.
Pode riscar-se o topázio?
Só o podem riscar o corindo (9), o diamante (10) ou outro topázio. O pó e o aço não lhe fazem nada. Por isso convém guardar o topázio à parte das restantes pedras.
Serve o topázio para um pedido de casamento?
Sim, sobretudo o rosa, o amarelo ou o azul, como alternativa de cor a uma pedra incolor. no anel importa uma cravação protegida pela clivagem.
Existe o topázio sintético?
Sim, cultiva-se em laboratório e é fisicamente idêntico ao natural. Mas é raro: o topázio natural já é barato, por isso cultivá-lo não compensa para a joalharia.
É magnético o topázio? Teme os ácidos?
Não o atrai o íman. É inerte aos ácidos e álcalis domésticos (o vinagre e o sumo de limão não lhe fazem nada); só reage perante ácidos fortes com os quais não te cruzas no dia a dia.
O que é o topázio místico e desgasta-se?
É topázio incolor com um revestimento metálico finíssimo que dá um furta-cores de arco-íris. O revestimento é muito fino e frágil: o roçar, os abrasivos e o ultrassom desgastam-no, e a pedra apaga-se às manchas. Por isso o topázio místico vai bem em brincos e pendentes, mas não num anel de uso diário; limpa-se só com um pano macio e água morna.
O que é o "Moon Topaz"?
Quase sempre um nome comercial para um topázio azul irradiado claro ou para vidro com revestimento. É mais fiável guiar-se pelas denominações claras: sky blue, swiss blue, london blue.
Em que se distingue um cristal de topázio de um lapidado?
Um cristal é o mineral sem tratar, na sua forma natural. Um topázio lapidado está cortado e polido para o brilho e o jogo de cor; é o lapidado que vai para as joias.
Joias com topázio de todas as cores: amarelo, azul, rosa. Anéis, pendentes, brincos e pulseiras em prata e ouro.































