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Aventurina: a pedra verde e amarela da sorte

Aventurina: a pedra verde e amarela da sorte

A aventurina deve o nome a um descuido. Na Veneza do século XVIII, uns vidreiros deixaram cair por acidente limalhas de cobre na massa fundida e obtiveram um vidro brilhante a que chamaram avventurino, do italiano a ventura, ou seja, ao acaso, com sorte. Só mais tarde os mineralogistas se depararam com um quartzo que brilhava de forma natural e lhe emprestaram a mesma palavra. Assim, a pedra recebeu o nome de uma imitação, e não o contrário.

É um quartzo verde, amarelo e, mais raramente, vermelho ou azul, com um cintilar chispeante conhecido por aventurescência. Por um preço modesto oferece cor profunda e um jogo de luz muito vivo, e por isso há séculos que se talha em cabuchões, contas, sinetes e pequenas peças. A seguir vamos ver de que é feita, como se forma, de onde vem, em que difere a variedade verde da amarela e como não confundir a pedra com o vidro.

O que é a aventurina: composição e mineralogia

A aventurina não é um mineral por si só, mas sim uma variedade de quartzo. Na sua base está o quartzo microcristalino ou granular, o dióxido de silício, SiO2. O quartzo, por si só, é incolor; a cor e o brilho dá-lhos à aventurina umas diminutas inclusões laminares de outros minerais espalhadas pela pedra.

Esse cintilar chama-se aventurescência. Quando a luz incide sobre a pedra, reflete-se em inúmeras escamas planas de inclusão, orientadas mais ou menos num mesmo plano. Cada escama funciona como um pequeno espelho, e ao girar a pedra umas faíscas percorrem a superfície. É um efeito ótico de reflexão, não um resplendor que saia de dentro.

As principais características físicas:

Como a aventurina é um agregado de muitos grãos pequenos de quartzo com inclusões, não se parte por planos limpos e aguenta bem o polimento, o que explica a sua popularidade em cabuchões e contas.

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De onde vêm a cor e o brilho

A cor e o carácter das faíscas dependem diretamente do mineral que faz de inclusão dentro do quartzo.

A aventurina verde tira a sua cor de umas escamas de mica verde, a fucsite, uma moscovite rica em crómio. O crómio dá o tom verde, e as escamas criam esse brilho suave de um verde prateado. É a variedade mais comum.

A aventurina amarela, laranja e castanho-avermelhada recebe a cor de inclusões de hematite e goethite, os óxidos e hidróxidos de ferro. As suas lâminas devolvem faíscas douradas e de um vermelho acobreado. Quanto mais ferro, mais quente e intenso o tom.

A aventurina azul e cinzento-azulada surge com menos frequência; o azul costuma vir de inclusões de dumortierite, um mineral borossilicatado. Este material é apreciado pelo seu tom frio e invulgar.

O tamanho e a densidade das inclusões decidem se o brilho é grosso e disperso ou fino e contínuo. As escamas grossas dão faíscas brilhantes e separadas; as finas, um resplendor uniforme e sedoso.

Vale a pena reparar que a cor de fundo do quartzo e a cor das inclusões trabalham em conjunto. Uma aventurina verde-clara com muita fucsite lê-se leitosa e prateada; a mesma pedra com menos mica mas um verde de base mais fechado parece mais escura e profunda, mesmo que faísque menos. Por isso duas peças com o mesmo nome no rótulo podem ter um aspeto bem diferente ao vivo, e a única forma de saber é girá-las à luz. É também por isto que a fotografia raramente faz justiça à aventurina: o cintilar só se percebe em movimento, e uma imagem fixa achata-o num tom mate.

A aventurina verde vai sobre linho e pele morena, não por baixo da gravata do escritório. E não me venhas com purpurina de bazar a fazê-la passar por quartzo.
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Com que combinar a aventurina

Depois de anos em rodagens, a aventurina verde passou por dezenas de looks comigo. Aqui vai o que de facto funciona, ordenado por ocasião.

Com que uso a aventurina no dia a dia? Para o dia a dia recomendo uma corrente fina com um pendente pequeno ou uma pulseira de contas discreta. Uma pedra assim fica ótima sobre uma camisa branca, uma camisola bege, uma T-shirt de linho. Os tons naturais do tecido (leite, areia, cinzento-esverdeado, caqui) recolhem a sua cor e tornam-na mais profunda. Sob um decote em bico sugiro 40 a 45 cm, para que o pendente fique mesmo abaixo das clavículas.

Serve para o escritório? Sim, desde que mantenhas um engaste sóbrio. Um pendente verde em prata ou uns brincos pequenos de botão acrescentam um pormenor vivo a um fato sério sem quebrar o código de vestuário. Se usas relógio, põe uma pulseira com aventurina no mesmo pulso e o conjunto organiza-se. A aventurina amarela aqui vai um pouco mais ousada, e escolho-a para quem procura um acento leve em vez da neutralidade.

Como monto um look de noite? Para a noite escolho uma pedra maior: um anel maciço, um pendente numa corrente comprida ou uns brincos que apanhem a luz na penumbra da sala. A aventurina adora os tecidos escuros (esmeralda, grafite, vinho, veludo preto) e o cetim, onde o seu reflexo se lê melhor. Com um decote profundo recomendo uma corrente comprida; com um vestido fechado, joga com os brincos e o anel.

Posso misturar metais e camadas? Sim, sem medo. Para uma ocasião especial monto a aventurina em camadas: uma corrente fina mais um colar curto, dois ou três braceletes de textura diferente num pulso. A pedra dá-se bem com a prata e com o ouro, por isso aconselho misturar metais sem receios. A verde fica linda junto ao cristal de rocha transparente e à pérola, a amarela junto aos tons âmbar e de mel.

A quem fica bem? A quem gosta de conjuntos naturais e discretos e de uma elegância tranquila. Uma regra para cada dia: que haja só um protagonista à vista. Se escolheste um pendente expressivo, deixa os brincos ao mínimo, e vice-versa. Assim a aventurina não se perde no ruído e fica como esse acento quente que apetece tocar.

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Como se forma a aventurina na natureza

A aventurina não nasce de quartzo limpo, mas sim de uma rocha na qual o quartzo cresce entremeado com mica. Trata-se quase sempre de um quartzito metamórfico: arenitos e veios de quartzo que passaram milhões de anos sob pressão e calor nas profundezas da crosta terrestre. Sob essa carga, os grãos de quartzo recristalizam-se e soldam-se apertados, aprisionando entre eles escamas de mica.

A fucsite verde surge onde a rocha original continha crómio. O crómio aloja-se na mica, tinge-a de verde e ao mesmo tempo produz essa escama de espelho que dá o brilho. Por isso a aventurina verde está ligada geograficamente às zonas com rochas que contêm crómio. As variedades amarela e vermelha formam-se de outro modo: em vez de mica, o quartzo leva ferro sob a forma de hematite e goethite, normalmente de processos sedimentares e hidrotermais.

Um pormenor que convém saber ao comprar: as escamas de mica não se colocam ao acaso na rocha, mas alinham-se segundo as camadas por onde avançou a pressão. Por isso a aventurina brilha por um plano e não por um ponto, e por isso o lapidário orienta o cabuchão de propósito para que o cintilar percorra a cúpula. Se numa peça a mica ficou torta ou escassa, o brilho será fraco por muito que se talhe.

A história da pedra

O ser humano trabalhou o quartzo granular com mica muito antes de ter o nome atual. No antigo Próximo Oriente e na Índia, as pedras verdes e ricas em mica talhavam-se em contas, sinetes e incrustações, sem mais, como um material ornamental bonito e acessível.

A palavra ganhou raízes na Europa através do vidro veneziano. Nos séculos XVII e XVIII os mestres de Murano aprenderam a fundir um vidro aventurina brilhante salpicado de cobre, e guardavam a receita com zelo. O vidro entrou na moda, e quando os mineralogistas descreveram um quartzo natural de brilho parecido, deram-lhe o mesmo nome: aventurina.

No século XIX a aventurina teve muito trabalho na talha ornamental: torneavam-se com ela cofres, cabos, caixas de rapé, sinetes e peças pequenas. A variedade verde ficava bem engastada e custava pouco, por isso difundiu-se muito.

Anel de ouro antigo da coleção do Museu de Arte de Cleveland
Anel. Museu de Arte de Cleveland, CC0 fonte

Hoje a aventurina é uma das pedras ornamentais mais vendidas. Talha-se em cabuchões, contas e incrustações baratas, e a alcunha de pedra da sorte ficou-lhe como parte da tradição popular, não como uma propriedade comprovada.

Opiniões de clientes

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Jazidas

A aventurina extrai-se em vários continentes, e a região influencia a cor e o carácter do brilho.

Na prática, a origem importa menos do que a qualidade concreta da peça que tens na mão. Uma boa aventurina indiana e uma boa aventurina brasileira podem ser praticamente indistinguíveis depois de talhadas e polidas, e o material que chega ao mercado passa quase sempre por vários intermediários antes de virar conta ou cabuchão. Por isso, ao comprar, guia-te pelo que vês (cor uniforme, faísca viva, polimento limpo) e não tanto pelo nome do país no rótulo, que muitas vezes é aproximado ou meramente comercial.

Exemplar natural de aventurina verde com o seu brilho característico numa fratura recente
Quartz, aventurine (GeoDIL number - 2517), Darla Sondrol, 22 March 2002. Wikimedia Commons, Open Access (CC0 1.0)

Variedades por cor

Aventurina verde

A versão mais reconhecível. A cor vai de um verde-maçã claro a um verde escuro e profundo, com faíscas de um verde prateado graças à fucsite. Fica bem em prata e sobre roupa clara, serena e discreta.

Se te atrai o tema das pedras verdes e do crescimento, dá também uma vista de olhos à hiddenite, a espodumena verde e pedra dos novos começos: outro mineral, mas a mesma gama verde e fresca.

Aventurina amarela

Quente, de um dourado de mel, com faíscas das inclusões de ferro. Costuma ser um pouco mais translúcida do que a verde. Combina com tons âmbar e de mel e resulta mais viva e chamativa do que a verde.

Aventurina vermelha e castanha

A cor vai do laranja ferrugem ao tijolo escuro, com faíscas de um vermelho acobreado pela hematite. É mais rara do que a verde e a amarela, e fica bem numa paleta de outono.

Aventurina azul

Um tom frio cinzento-azulado das inclusões de dumortierite. A variedade natural mais rara; por vezes vende-se quartzo tingido ou vidro com este nome, por isso a aventurina azul merece um olhar mais atento.

Aventurina ou imitação: como distingui-las

O substituto principal é o vidro de aventurina artificial, o mesmo goldstone de Murano. É bonito, mas não é uma pedra. Distinguem-se assim:

Um apontamento à parte sobre o quartzo tingido: por vezes tinge-se um material pálido para o fazer passar por um verde intenso ou por um azul raro. Uma cor suspeitosamente uniforme, de aspeto químico, e o corante acumulado nas fendas denunciam o tratamento. Aquecer e polir de forma normal uma pedra natural não conta como falsificação.

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A aventurina verde e as pedras que se lhe parecem

O vidro não é a única confusão. A aventurina verde confunde-se muitas vezes com outras pedras verdes ou vende-se com nomes emprestados. Eis como se separam.

Uma regra simples: a aventurina reconhece-se quase sempre pela faísca. Se uma pedra verde brilha com partículas planas ao girá-la, o mais provável é que seja aventurina e não nefrite, amazonite ou malaquite.

Comparação dos tipos de aventurina
Tipo de aventurinaCorEnergiaIdeal paraComo usá-la
Aventurina verdeDe verde claro a verde profundoNovos começos, crescimento, mudanças de vidaNovas relações, mudança de emprego, mudança de casaPendente sobre o peito, pulseira no pulso esquerdo
Aventurina amarelaAmarelo douradoRealizações, vontade, determinaçãoAlcançar metas, terminar projetos, crescimento profissionalAnel no indicador, sobre a secretária
Aventurina vermelhaVermelho, laranjaEnergia, recuperação, dinamismoRecuperação após uma doença, mais energia, coragemPulseira, pendente sobre o peito
Aventurina castanhaCastanho, tons de terraEstabilidade, enraizamento, firmezaCriar um negócio, comprar uma casa, estabilizar-seNum canto de casa, pulseira
Aventurina azulAzul-celesteComunicação, intuição, expressãoFalar em público, estudar, negociarBrincos, pendente à altura da garganta

Como escolher uma boa aventurina

No que reparar ao comprar:

Quanto ao preço, a orientação é simples: a aventurina é uma pedra ornamental acessível. Um pendente pequeno ou uma conta custam o mesmo que um café, e um anel grande em prata, o mesmo que um jantar tranquilo fora de casa. Se te oferecem aventurina ao preço de uma gema preciosa, ou é um exemplar muito raro ou é uma substituição.

Um último conselho ao comprar em loja física: pede para ver a peça sob duas luzes diferentes, uma quente e outra fria, e inclina-a devagar. A aventurina boa mantém a cor e ganha vida com a faísca em ambas; a imitação de vidro tende a brilhar sempre da mesma maneira dura, e o quartzo tingido revela-se pela cor chapada que não muda de profundidade quando a giras. Estes três gestos, à luz e em movimento, resolvem a maioria das dúvidas sem precisar de instrumentos.

Joias de aventurina: formas e como usá-las

Pendente

O clássico para a aventurina verde é um cabuchão engastado em prata numa corrente. A pedra assenta sobre o peito e apanha a luz quando te moves. Uma corrente de 40 a 50 cm resulta cómoda, deixa o pendente logo abaixo das clavículas e não na garganta.

A aventurina verde convive bem com pedras claras e luminosas. É fácil combiná-la, por exemplo, com a danburite, a pedra transparente de brilho vítreo: o contraste entre o verde fosco e a pureza transparente funciona bem.

Anel

Em anel, a aventurina costuma ir como um cabuchão grande ou um sinete de superfície lisa. Lembra a dureza de 6,5 a 7: um anel no dedo roça superfícies com mais frequência, por isso convém proteger dos golpes uma pedra grande e tirá-lo para trabalhos manuais.

Pulseira

O formato mais habitual é um fio de contas lisas ou uma pulseira elástica. As contas mostram o brilho por todos os lados. A aventurina monta-se muitas vezes em pulseira junto com outros quartzos, citrino ou cristal de rocha, para conseguir uma transição de cor.

Brincos

Os cabuchões ou contas leves de aventurina seguram-se bem em brincos e não sobrecarregam o lóbulo, graças ao peso moderado da pedra. A versão verde refresca o rosto, a amarela acrescenta calor.

Mitos e verdades sobre a aventurina
A aventurina é uma pedra mágica que atrai a sorte por si só
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A aventurina pode usar-se todos os dias
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A aventurina perde a força com o tempo
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A aventurina deve purificar-se sob a lua
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Se perderes a aventurina, é um mau sinal
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A aventurina pode absorver a energia negativa
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A aventurina funciona melhor se ta ofereceram
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A aventurina substitui o tratamento médico
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A resistência na prática: onde está o ponto fraco

Uma dureza de 6,5 a 7 soa fiável, mas a aventurina tem uma particularidade que o quartzo homogéneo não tem. A pedra é formada por grãos soldados com lâminas moles de mica entre eles. A mica tem uma dureza de cerca de 2 a 3, e é pela mica que correm as microfissuras ao receber um golpe ou ao furar.

Na prática isto significa duas coisas. Primeiro: nas contas furadas o ponto mais vulnerável é a borda do furo, onde a mica vem à superfície e lasca com facilidade, de modo que uma pulseira em fio rígido se desfia com o tempo em torno dos furos. Um cordão elástico e umas contas de bordos bem rematados duram mais. Segundo: os cabuchões finos de canto afiado lascam pela borda antes dos grossos de ombro arredondado, sobretudo num anel, que roça em coisas com mais frequência.

A conclusão é simples. Para o uso diário escolhe aventurina de formas arredondadas e uma espessura decente, e deixa as lâminas finas e os cantos afiados para brincos e pendentes, que recebem menos golpes.

Há ainda um pormenor de montagem que faz diferença. Numa pulseira de contas, procura fios em que os furos estejam limpos e sem esboroamento visível à volta do orifício; um bordo já lascado de fábrica só vai piorar com o uso. Nos cabuchões engastados, um aro fechado ou meio fechado protege a borda muito melhor do que umas garras isoladas, que deixam o canto exposto a cada roçadela. Não é preciso tratar a aventurina como uma peça frágil, mas conhecer o ponto fraco permite escolher a montagem certa e prolongar a vida da joia sem esforço.

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Cuidados com a aventurina

A aventurina é pouco exigente, mas uma base de quartzo com inclusões de mica pede algum cuidado.

Uma rotina simples resolve quase tudo: limpa a peça com um pano macio ao fim do dia, para tirar o suor e os restos de creme antes que sequem, e faz uma lavagem mais completa com água morna de vez em quando. Põe a joia depois dos cremes, perfumes e laca, nunca antes, e é a última coisa que vestes e a primeira que tiras. Com estes cuidados mínimos, uma aventurina mantém a faísca durante anos e envelhece bem, sem perder o polimento nem ganhar aquele véu baço que estraga as pedras mal tratadas.

Perguntas frequentes sobre a aventurina

A aventurina é uma pedra preciosa ou ornamental?

Ornamental (uma pedra de joalharia e talha). É uma variedade acessível de quartzo que se talha em cabuchões e contas. Não pertence às gemas preciosas de primeira ordem.

Em que difere a aventurina verde da amarela?

Só nas inclusões. A verde é colorida por escamas de fucsite (mica de crómio), a amarela e avermelhada por inclusões de ferro (hematite, goethite). A base é a mesma em ambas, quartzo.

Pode usar-se aventurina todos os dias?

Sim. Uma dureza de 6,5 a 7 permite um uso regular. Para o dia a dia são mais práticos os pendentes, brincos e contas; os anéis grandes com cabuchão convém protegê-los dos golpes.

Como se distingue a aventurina do vidro?

No vidro as faíscas são grossas, uniformes e regulares, o fundo entre elas é transparente e com lupa veem-se bolhas. Na pedra natural o brilho é mais suave e irregular, e o fundo, granuloso e algo turvo. Além disso, o quartzo risca o vidro comum, e não o contrário.

A aventurina teme a água?

A pedra em si suporta bem a água e não se dissolve. Mas um engaste de prata baça-se com o cloro e o sal marinho, e o banho de ouro pode sofrer, por isso convém tirar a joia antes da piscina e do mar.

Porque se chama à aventurina pedra da sorte?

É uma tradição popular ligada ao próprio nome (do italiano para ao acaso) e à cor verde, que muitas culturas associam ao crescimento. A pedra não tem propriedades comprovadas que influenciem a sorte nem o bem-estar: é um quartzo ornamental.

Existe a aventurina azul autêntica?

Sim, em raras ocasiões: o azul dão-no as inclusões de dumortierite. Mas com o nome de aventurina azul vende-se muitas vezes quartzo tingido ou vidro, por isso esse material convém revê-lo com mais atenção pelo carácter do brilho e pela transparência.

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Sobre a Zevira: joias com aventurina

Na coleção da Zevira a aventurina aparece em pendentes, pulseiras, anéis e brincos. A variedade verde engastamo-la com mais frequência em prata de lei 925: o verde sereno da pedra e a prata fosca dão uma joia sóbria e versátil, que serve tanto para o escritório como para o dia a dia.

Cada pedra é selecionada por cor, pureza e qualidade do brilho: escolhemos material de tom uniforme e aventurescência viva, sem zonas apagadas nem fendas grandes. Os cabuchões e as contas polem-se para que o cintilar se leia com qualquer movimento. Por encomenda, a aventurina pode pedir-se em ouro.

A aventurina é um daqueles casos em que uma pedra natural bonita está ao alcance sem abdicar do aspeto. Um pendente verde ou uma pulseira com faísca são uma maneira simples de acrescentar a um conjunto um acento quente e natural.

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