
Jadeíte na joalharia: a pedra dos imperadores da China e dos senhores da Mesoamérica
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Uma pedra valorizada acima do ouro
Na China imperial, a jadeíte custava mais do que o ouro, e tirá-la do país pagava-se com a morte. Do outro lado do mundo, sem saber nada da China, os astecas e os maias chegaram ao mesmo veredicto: a pedra verde valia para eles mais do que o ouro, depositavam-na nos túmulos dos senhores e incrustavam-na nos dentes da nobreza. Quando Cortés chegou aos tesouros de Tenochtitlan, escreveu ao rei de Espanha que os nativos apreciavam esta pedra verde acima de tudo o resto.
Duas civilizações, separadas por um oceano e por milhares de anos, escolheram de forma independente o mesmo mineral como símbolo do poder e da continuidade. Os que iam atrás do ouro nunca o entenderam: fundiam os engastes dourados em lingotes e deitavam fora a jadeíte como se fosse um seixo verde sem valor.
Hoje a jadeíte continua a ser uma pedra de coleccionadores e de quem entende do material. Não compete com os diamantes em brilho. Aprecia-se por outra coisa: a profundidade da cor, a tenacidade, a história cultural e a raridade. Vejamos o que é a jadeíte do ponto de vista geológico, como distingui-la das falsificações e da nefrite, e em que formatos se usa.
O que é a jadeíte: química e física
A jadeíte é um mineral do grupo das piroxenas, com a fórmula NaAlSi₂O₆ (um silicato de sódio e alumínio). Não é o mesmo que a nefrite, embora a ambas as pedras se tenha chamado durante milénios com uma única palavra, "jade". A nefrite pertence às anfíbolas, é uma variedade de actinolite-tremolite com uma composição química distinta. Os mineralogistas só conseguiram diferenciá-las no século XIX.
O nome vem do espanhol "piedra de ijada", a pedra do flanco: os conquistadores viram como os nativos aplicavam a pedra verde sobre a zona dorida e concluíram que curava os rins. Da mesma ideia procede o latim "lapis nephriticus", que deu nome à nefrite.
Estrutura e tenacidade
A jadeíte forma-se a alta pressão e a uma temperatura relativamente baixa, em zonas de subducção, ali onde uma placa oceânica desliza por baixo de uma continental. A placa fria não tem tempo de aquecer, e essa rara combinação de forte compressão com pouco calor cria as condições para que a jadeíte cresça a partir de rochas ricas em sódio.
O mineral cresce devagar, e os seus cristais entrelaçam-se numa massa fibrosa e densa. Essa estrutura é a chave da propriedade estrela da jadeíte, a sua tenacidade. Ao contrário das pedras com uma clivagem cristalina limpa, a jadeíte não se parte por um plano recto, resiste ao golpe como um material armado. Nalgumas direcções supera até o aço na resistência à fractura, e por isso durante séculos os entalhadores cortaram figuras finas sem temer que a peça se partisse.
Dureza, densidade, óptica
- Dureza na escala de Mohs: 6,5-7. Abaixo do coríndon (safira, rubi, 9) e do diamante (10), mas à altura do quartzo ou mais. Isto significa que o pó doméstico, que é sobretudo quartzo, mal risca a jadeíte.
- Densidade: à volta de 3,2-3,4 g/cm³, maior do que a da nefrite (uns 3,0) e bastante maior do que a do vidro. A jadeíte pesa de forma perceptível mais do que as imitações de tamanho comparável.
- Sistema cristalino: monoclínico.
- Óptica: de opaca a translúcida. A transparência total é raríssima e dispara o valor.
A cor nasce das impurezas na rede cristalina: o crómio dá um verde vivo, o ferro tons cinza-esverdeado apagados, o manganês um matiz lilás. A jadeíte pura, sem impurezas, é branca.
Cores e o seu valor
- Verde imperial é o mais raro e caro. Um verde-esmeralda saturado e uniforme com uma ligeira translucidez. Tem esse nome porque a jadeíte exactamente desta qualidade pertencia à corte chinesa. As jazidas históricas desta qualidade estão quase esgotadas.
- Verde-erva algo mais apagado do que o imperial, mas vivo e translúcido. É a cor principal da talha tradicional chinesa.
- Verde-maçã claro, quase de um verde leitoso. O mais comum, também no material guatemalteco, e o mais acessível.
- Lavanda: o tom lilás suave e natural existe, mas o mercado está cheio de imitações tingidas, por isso uma pedra deste tipo exige certificado.
- Azul olmeca, um verde-azulado da Guatemala, muito apreciado pelos coleccionadores de antiguidades.
- Preto quase opaco, usou-se nos objectos funerários da Mesoamérica. Está ao mesmo nível de outras relíquias escuras dos senhores, como o lápis-lazúli, a pedra celeste dos antigos reis.
- Branco e leitoso corrente, barato, muitas vezes com inclusões. Tem a sua própria beleza e lembra a porcelana.
A jadeíte, só em ouro amarelo. Em prata, a pedra dos imperadores parece bijutaria de feira, e não há mais que falar.
Com que combinar a jadeíte
Passaram pelas minhas mãos dezenas de peças de jadeíte, de pulseiras de família a pendentes entalhados. Reúno aqui o que de facto funciona, por ocasiões.
Como usar a jadeíte no dia a dia? Para o dia a dia recomendo uma única peça: um anel fino, uma pulseira de contas ou um cabochão pequeno sobre um ponto liso. O creme, o areia e o grafite acendem o verde, ao passo que um padrão carregado o apaga, por isso aconselho a manter o tecido calmo. A pedra verde quer um fundo sereno, não um rival.
A jadeíte funciona no escritório? Sim, e é uma das poucas pedras que se lê como um sinal de bom gosto sem alarde. Recomendo um sinete com cabochão ou um pendente que fique por baixo do colarinho da camisa: sólido e discreto. A prata e o ouro branco dão um tom mais severo quando o código de vestuário é estrito.
Como montar um visual de noite? Para a noite escolho um decote aberto ou em bico e um tecido liso de uma cor intensa: bordô, esmeralda, preto. Um pendente comprido assenta no espaço entre as clavículas e leva o olhar ao rosto; para esse decote aconselho uma corrente mais comprida.
Com que metal usar a jadeíte? A pedra fica mais quente com o ouro amarelo, a combinação oriental clássica que sublinha a sua história. A seu lado recomendo tons quentes: a pérola, o citrino e os matizes dourados abrem o verde, ao passo que um frio reguilho de pedras pequenas ao lado o apaga.
Como não exagerar com a jadeíte? Uma única peça grande de cada vez, e não mais. Dois acentos maciços de jadeíte discutem entre si num instante, e a pedra prefere o solo. Anéis finos empilhados ou um par de pulseiras valem, mas um único cabochão forte sobre a pele nua convence sempre mais.

Ligue a câmara, escolha uns brincos, um pendente ou um anel, e veja a peça em si em tempo real.
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A história da jadeíte
China antiga
Uma pedra do grupo do jade ocupou um lugar central no ritual chinês já no Neolítico. As culturas Hongshan e Liangzhu (aproximadamente de 4000 a 2000 a. C.) deixaram discos entalhados "bi" (um anel plano com um orifício, símbolo do céu) e tubos "cong". Depositavam-se em túmulos ricos, e o seu número assinalava a categoria do defunto. Já então tinha vingado a ideia da pedra como intermediária entre a terra e o céu.
Sob as dinastias Shang e Zhou a pedra firmou-se como material de poder e cerimónia: insígnias de posto dos funcionários, armas rituais que nunca iam à batalha. Confúcio, nos séculos VI e V a. C., deu à pedra uma dimensão moral ao comparar as suas propriedades com as virtudes humanas: a dureza com a justiça, o brilho quente com a bondade, o tanger claro ao golpeá-la com a música. Desde então, ao homem de carácter nobre na China compara-se precisamente com esta pedra.
Sob a dinastia Han (de 206 a. C. a 220 d. C.) floresceu a crença na capacidade da pedra para conservar o corpo. A nobreza enterrava-se em trajes montados com milhares de placas, presas com fio de ouro, prata ou cobre consoante a categoria. Um único traje desses levava aos entalhadores anos de trabalho.
Um pormenor importante: até ao século XVIII a China trabalhava sobretudo a nefrite. A jadeíte verde brilhante e translúcida chegou em massa ao país apenas quando se abriu o comércio activo do material birmanês do estado de Kachin sob a dinastia Qing. Foi então que vingou o culto moderno do verde imperial. A imperatriz viúva Cixi sentiu uma paixão particular por ele na segunda metade do século XIX, e o seu gosto fixou em boa medida o verde intenso como ideal supremo.
América pré-colombiana
Na Mesoamérica a fonte de jadeíte era o vale do rio Motagua, na Guatemala. Os olmecas (aproximadamente de 1500 a 400 a. C.) foram os primeiros a elevar a pedra à categoria de tesouro supremo, valorizando-a acima do ouro. Os maias e os astecas herdaram esse culto. O verde, para eles, era a cor do milho jovem, da água e da própria vida.
A nobreza maia incrustava pequenos discos de jadeíte nos dentes da frente, perfurando uma cavidade no esmalte e colando a pedra com um composto natural. O procedimento era doloroso e perigoso, reservado apenas à classe mais alta, e servia de marca imperecível de estatuto. Os arqueólogos ainda encontram crânios com essas incrustações.
Os astecas entendiam a jadeíte como uma ligação entre o mundo dos vivos e o submundo dos antepassados. Os senhores eram enterrados com máscaras funerárias montadas com placas ajustadas de jadeíte. A finura do mosaico impressiona se lembrarmos que os artesãos trabalhavam sem ferramentas de metal, só com abrasivos e utensílios de pedra.
A tradição interrompeu-se com a conquista espanhola do século XVI. Os conquistadores, que procuravam ouro, não compreenderam o valor da pedra verde, e as jazidas do Motagua ficaram esquecidas durante séculos. Voltaram a descobrir-se apenas na segunda metade do século XX.
Redescoberta ocidental
A Europa preferiu durante muito tempo as gemas transparentes e facetadas e subvalorizou a jadeíte. Só ao alargarem-se os laços com a Ásia no século XIX é que os coleccionadores ocidentais descobriram a jadeíte entalhada, e um crescente interesse pela arte oriental introduziu a pedra no círculo do luxo reconhecido. Desde então os melhores exemplos da arte asiática da talha em pedra ocupam o seu lugar em colecções de museus e privadas.
Opiniões de clientes
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Onde se encontra a jadeíte
A jadeíte forma-se apenas num conjunto estreito de condições geológicas, por isso as jazidas de importância comercial no mundo contam-se pelos dedos de uma mão.
Myanmar (estado de Kachin). A principal fonte de jadeíte verde brilhante e translúcida da categoria mais alta. Daqui provinha historicamente o material de qualidade imperial para a corte chinesa. O inconveniente: a extracção na região esteve durante muito tempo ligada a conflitos armados, o que torna a origem deste material uma questão eticamente delicada.
Guatemala (o vale do Motagua). O coração da cultura jadeítica mesoamericana. Dá uma ampla gama de matizes, incluindo o raro azul olmeca e um material quase preto. Depois de terem caído no esquecimento, as jazidas voltam a trabalhar-se desde meados do século XX.
Ásia central e os cinturões alpinos. Nalgumas regiões montanhosas encontra-se material de tons mais pálidos, cinza-esverdeado. Chega raras vezes ao mercado joalheiro mundial e vai mais frequentemente para a talha em pedra e para os trabalhos ornamentais, onde se valoriza a massa do bloco e não a translucidez.
Japão. Ali extraía-se jadeíte já no período Jōmon. Os arqueólogos encontram contas magatama, pendentes curvos que se tinham por sagrados. O material japonês tem sobretudo um valor cultural e histórico.
Estados Unidos e Canadá (Califórnia, Colúmbia Britânica). Material menos vivo, mas blocos grandes e uniformes, cómodos para a escultura.
Convém lembrar que a jadeíte pura é rara: por regra aparece misturada com nefrite e outros minerais.
Joalharia com jadeíte: os formatos
A pulseira rígida
Uma pulseira fechada, sem fecho, que se enfia pela mão, é o formato mais tradicional. Na cultura chinesa chama-se "yu zhuo". Uma boa pulseira rígida é lisa, sem fendas e de espessura uniforme em todo o aro. O diâmetro interior ajusta-se ao pulso (normalmente 54-62 mm). Historicamente usava-se continuamente, sem se tirar durante anos, e com o tempo adquire um brilho próprio nos pontos de atrito. É o formato clássico de relíquia de família: a mãe passa-a à filha.
O anel
A jadeíte num anel parece uma peça antiga mesmo que o engaste seja novo. As opções:
- Engaste fechado (bisel): a pedra fica rodeada de metal por todos os lados, só se vê a superfície superior. O estilo asiático clássico.
- Sinete com cabochão: um anel largo, uma pedra grande polida de 12-18 mm sem facetas. Serve tanto a homens como a mulheres.
- Anel com talha: caracteres, dragões, lótus, fénix entalhados na própria pedra.
- Anéis finos empilhados: minimalismo actual com pedras pequenas de 5-8 mm.
Pendente e colar
- Cabochão simples: uma pedra arredondada de 15-20 mm numa corrente.
- Pendente entalhado: dragão, fénix, borboleta, carpa, flor. Uma figura complexa leva meses ao artesão.
- Disco "bi": um disco grande com orifício numa corrente curta. Motivo chinês antigo, de grande presença.
Brincos
Menos frequentes, mas possíveis: brincos de botão com cabochão de 6-8 mm, brincos pendentes com pedras de 12-18 mm.
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Como escolher jadeíte e não cair numa falsificação
Critérios de qualidade
A jadeíte avalia-se segundo quatro parâmetros.
- Cor: o factor principal, que determina até 60% do valor. Quanto mais saturado e uniforme for o verde, mais caro. Há que avaliá-lo com luz do dia: as lojas usam iluminação quente que aprofunda o verde e disfarça a turvação.
- Translucidez: desde uma pedra apagada que não deixa passar a luz até uma translúcida. Uma pedra translúcida vale várias vezes mais do que uma turva.
- Textura: com uma lupa de 10 aumentos vê-se uma estrutura fibrosa uniforme. Uma textura grosseira e desigual aponta para uma qualidade baixa.
- Fendas e inclusões: as microfendas são quase inevitáveis, mas as fendas visíveis a olho nu baixam o valor entre um terço e metade.
Categorias de tratamento A, B, C
É uma classificação internacional do tratamento em concreto, não da cor.
- Categoria A: pedra natural sem intervenção química, onde só se admite um encerado tradicional da superfície. A única categoria que faz sentido para uma colecção e para conservar a longo prazo.
- Categoria B: pedra branqueada com ácido e impregnada de resina polimérica para mascarar fendas. Tem bom aspecto ao início, mas com o tempo torna-se turva e amarelece.
- Categoria C: pedra que, além disso, foi tingida.
Tipos de falsificação e engano
- Tingido. O tinte verde sobre uma pedra turva denuncia-se porque se acumula nas fendas e forma linhas reticulares mais escuras sob a lupa. A cor natural reparte-se de forma desigual, com transições subtis; o tingido vê-se suspeitosamente uniforme e vivo.
- Impregnação com resinas. Enchimento de fendas para ocultar defeitos. Com o tempo a resina pode fissurar.
- Substituição por nefrite ou serpentina. A nefrite é mais mole e barata e faz-se passar por jadeíte. A serpentina ("jade novo") é bastante mais mole e leve e risca-se com facilidade.
- Imitação total. Vidro ou plástico tingidos. O vidro é mais quente ao tacto, mais leve, e por vezes tem bolhas de ar por dentro.
Verificações simples em casa
Em casa não se pode estabelecer a autenticidade com total certeza, mas alguns indícios dão uma primeira leitura: a jadeíte natural pesa mais do que as imitações do mesmo tamanho, permanece fria ao tacto durante mais tempo (um mineral denso retira depressa o calor da pele), dá um som claro e cantante ao golpear duas peças entre si, e mostra sob a lupa uma textura fibrosa entrelaçada em vez de bolhas. Só um laboratório gemológico emite o veredicto final sobre autenticidade e categoria.
O certificado
Para qualquer pedra que se venda como valiosa, exige um certificado de um laboratório de prestígio (por exemplo NGTC na China, GIA no Ocidente) que indique a categoria de tratamento. Um vendedor sério facilitá-lo-á sem reservas. Um preço demasiado baixo para uma pedra verde brilhante e translúcida não é uma pechincha, é um sinal de alarme: quase de certeza tens à tua frente quartzo tingido, vidro ou uma pedra de categoria B.
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Jadeíte e nefrite: em que se diferenciam
É a grande confusão na história da pedra. À vista são quase indistinguíveis, e até ao século XIX a ambas se chamava com um único nome. A diferença está na composição e nas propriedades:
- A jadeíte é uma piroxena (NaAlSi₂O₆): mais dura (6,5-7), mais densa (3,2-3,4), mais frequentemente translúcida, mais viva de cor, bastante mais cara.
- A nefrite é uma anfíbola (actinolite-tremolite): mais mole (6-6,5), mais leve (uns 3,0), mais quente à vista, de tacto oleoso e liso, mais acessível.
O que escolher depende do objectivo. Se queres uma pedra rara, translúcida e de um verde brilhante de nível de coleccionador, vai à jadeíte. Se te importa mais uma pedra quente de tons serenos para o uso diário a um preço razoável, a nefrite servir-te-á. Ambas carregam um peso cultural parecido de longevidade e protecção.
A jadeíte também se confunde com facilidade com outras pedras verdes. Do peridoto, a pedra de um verde-amarelado, transparente e facetado, distingue-se pela sua opacidade e pela forma de talha (cabochão e entalhe em vez de facetas). Da crisoprásio (uma variedade de calcedónia), pela sua estrutura fibrosa. Da aventurina verde, pela ausência das características inclusões brilhantes. Vale a pena ler à parte sobre o termo colectivo do jade como pedra do equilíbrio para entender todo o grupo.
A simbologia dos motivos entalhados
A talha em jadeíte é uma linguagem própria, formada ao longo de milénios. O artesão escolhia um motivo pelo seu significado, e o dono lia a peça como um desejo breve.
- Dragão: poder, princípio masculino, dignidade imperial. O número de garras na pata assinalava a categoria do dono; o dragão de cinco garras era privilégio da corte.
- Fénix: princípio feminino, símbolo da imperatriz e da prosperidade. Em par com o dragão significa harmonia conjugal.
- Carpa: tenacidade e sucesso na carreira. Segundo a lenda, a carpa que sobe uma cascata transforma-se em dragão. Oferecia-se antes de exames importantes.
- Lótus: pureza, a capacidade de conservar a dignidade em circunstâncias difíceis (cresce limpo da água turva).
- Morcego: felicidade e sorte (a palavra soa como a palavra "fortuna"). Cinco morcegos representam os cinco bens: longevidade, riqueza, saúde, virtude e um fim tranquilo.
- Cabaça e pêssego: saúde e vida longa. Oferecem-se aos mais velhos.
- Disco "bi": um anel com orifício, símbolo do céu, um dos motivos rituais mais antigos.
Cuidado da jadeíte
A jadeíte é tenaz e duradoura, e cuidar dela é simples.
- Ao dia a dia. Depois de a usar, limpa a pedra com um pano macio seco ou algo húmido para retirar a gordura da pele e o pó. Isto conserva o brilho melhor do que qualquer rotina complicada.
- Limpeza a fundo. Uma vez por estação, enxagua-a em água morna com uma gota de sabão suave, passa uma escova macia pelos cantos difíceis da talha, enxagua e seca. Evita por completo os limpadores ultra-sónicos e de vapor: a vibração e o calor são perigosos para uma pedra com fendas ocultas e ruinosos para a categoria B.
- Conservação. Guarda-a à parte de pedras mais duras (o diamante, a safira e o rubi podem deixar um risco) numa bolsinha macia ou num compartimento do guarda-jóias.
- Água. A jadeíte natural aguenta a água sem problema e não perde cor. O problema está no que a acompanha: o sabão e o champô deixam uma película que apaga o brilho, e a camada protectora de cera vai-se lavando pouco a pouco. Uma vez por ano recupera-se o brilho com um repolimento e um novo encerado numa oficina.
- Golpes e química a jadeíte não os suporta: tira o anel antes do trabalho físico pesado, do desporto e da limpeza com produtos agressivos. Um golpe seco na aresta de um cabochão pode abrir uma fenda oculta.
Com um trato sensato, uma peça de jadeíte dura praticamente sem limite; os arqueólogos encontram objectos de milhares de anos que conservaram forma e cor. É justamente essa durabilidade que a torna na pedra ideal para legar de geração em geração.
Perguntas frequentes sobre a jadeíte
Em que se diferenciam a jadeíte e a nefrite?
São dois minerais distintos que se parecem à vista. A jadeíte é uma piroxena (NaAlSi₂O₆), a nefrite é uma anfíbola (actinolite). A jadeíte é mais dura (6,5-7 face a 6-6,5 na escala de Mohs), mais densa, mais frequentemente translúcida e bastante mais cara. A nefrite é mais mole, mais quente à vista e mais acessível. Até ao século XIX a ambas se chamava com a palavra "jade".
Como distinguir a jadeíte natural de uma falsificação?
Uma pedra natural pesa mais do que o vidro e o plástico, permanece fria ao tacto durante mais tempo e sob a lupa mostra uma textura fibrosa sem bolhas de ar. O vidro tingido é mais quente e leve. A jadeíte tingida denuncia-se pelo tinte acumulado nas fendas. Só um gemólogo certificado emite um veredicto fiável.
O que significam as categorias A, B e C?
É uma classificação do tratamento, não da cor. A é pedra natural sem intervenção química (só se admite o encerado). B está branqueada com ácido e impregnada de resina, e com o tempo torna-se turva e amarelece. C, além disso, está tingida. Para uma colecção e a conservação a longo prazo só faz sentido a categoria A com certificado.
Porque é que a jadeíte verde imperial é tão cara?
Nela coincidem raras vezes três propriedades: uma cor verde-esmeralda saturada e uniforme, uma ligeira translucidez e a ausência de fendas visíveis. Cada uma por si só é pouco comum, e todas juntas, raríssimas. Junta-lhe o esgotamento das jazidas históricas de qualidade imperial, e resulta um preço alto. É questão de raridade geológica, não de marketing.
A jadeíte estraga-se na água?
Não, a pedra não se dissolve nem perde cor. Mas a camada protectora de cera vai-se lavando com o tempo, e o sabão e o champô deixam uma película que apaga o brilho. Basta limpar a pedra de vez em quando e renovar o encerado uma vez por ano. Uma pedra de categoria B aguenta pior o contacto prolongado com água quente.
Pode a jadeíte ser mais cara do que um diamante?
Uma jadeíte verde imperial de alta qualidade pode custar mais do que um diamante de qualidade média. Mas a amplitude de preços é enorme: tudo depende da cor, da translucidez, do tamanho, da origem e do certificado.
A jadeíte é adequada para homens?
Sim. Historicamente foi uma pedra masculina de poder: os imperadores e generais chineses usavam sinetes e pendentes de cinto de jadeíte, ao passo que os senhores maias e astecas usavam jóias e incrustações dentárias. Os formatos masculinos actuais são um sinete maciço com cabochão ou talha, e um anel em engaste fechado.
Porque é que a jadeíte está fria ao tacto?
Um mineral denso conduz bem o calor e retira-o depressa da pele, por isso sente-se fria durante mais tempo do que o vidro ou o plástico, que aquecem depressa na mão. Isto usa-se como um teste doméstico simples, embora por si só não prove a autenticidade.
Existe jadeíte sintética?
Praticamente não há jadeíte sintética plena no mercado: cultivar um análogo convincente é caro e pouco rentável. O que de facto abunda são as imitações de quartzo tingido, vidro e serpentina, a par de pedra tratada de categorias B e C. A tarefa principal do comprador é distinguir uma pedra natural sem tratamento das imitações e do material tratado.
Há jadeíte azul ou violeta?
Sim, embora raras vezes. O azul olmeca, de um verde-azulado da Guatemala, é muito apreciado. A jadeíte lavanda natural existe, mas o mercado está cheio de imitações tingidas, por isso essa pedra exige certificado de forma especial. A lavanda natural tem um tom suave e empoado, ao passo que a tingida costuma ver-se de um brilho e uma uniformidade pouco naturais.
Pode usar-se jadeíte no dia a dia?
Sim, é justamente assim que se usa por tradição. A pulseira rígida está pensada para o uso contínuo. Convém tirar o anel antes do trabalho físico pesado e do desporto, para evitar golpes na aresta do cabochão. A água e o corpo não danificam a pedra, os golpes e a química agressiva sim.
Vale a pena comprar jadeíte sem certificado?
O material ornamental barato ou umas contas para o uso diário podem comprar-se sem documento, sabendo que se paga por um material corrente. Mas qualquer pedra que se venda como de qualidade, de um verde brilhante ou cara é arriscado comprá-la sem um certificado de um laboratório de prestígio: a tentação de vender a categoria B como A é demasiado grande.
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Em resumo
A jadeíte foi escolhida durante milénios por quem pensa a longo prazo. Duas civilizações independentes, a chinesa e a mesoamericana, chegaram à mesma conclusão: a pedra verde do grupo do jade vale mais do que o ouro. Por trás está uma geologia rara: a jadeíte forma-se apenas nas condições estreitas das zonas de subducção, e as jazidas de qualidade imperial estão quase esgotadas.
Para o comprador as regras são poucas: olha a pedra com luz do dia, avalia a translucidez e o jogo natural da cor, exige um certificado de categoria A nas compras caras, e lembra-te de que um preço demasiado baixo é sempre um sinal de alarme. No cuidado a jadeíte é simples e quase eterna, o que a torna ideal como relíquia que se transmite pela linha familiar.
Sobre a Zevira: joalharia de jadeíte
Na Zevira a jadeíte aparece numa colecção própria, onde as tradições orientais do trabalho da pedra se encontram com o design actual.
Trabalhamos com jadeíte da Guatemala e de Myanmar, e para as peças caras e de coleccionador facilitamos, a pedido, um certificado de autenticidade de laboratórios reconhecidos. Na colecção:
- Pulseiras rígidas de jadeíte de qualidade (verde-erva e verde imperial)
- Anéis sinete com talha fina: dragões, caracteres, lótus, fénix, símbolos de longevidade
- Pendentes em engaste fechado de ouro amarelo de 14K e 18K
- Peças combinadas: jadeíte com pérola, com citrino
- Gravação de nomes, datas e dedicatórias em jadeíte
As peças escolhem-se tendo em conta a qualidade da pedra, e para as posições de coleccionador a categoria A pode confirmar-se com certificado a pedido.
É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.
Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Encontra uma peça de jadeíte na Zevira
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