
Jaspe: todos os tipos e cores, propriedades e joias
Entre em qualquer loja de minerais e vai encontrar uma dúzia de pedras vendidas sob uma única palavra: jaspe. Uma laje avermelhada e castanha, veada como um tronco. As ondas azul-esverdeadas da variedade marinha. O dálmata salpicado, a zebra às riscas e lajes que guardam paisagens inteiras dentro da rocha. Quimicamente são quase idênticas e, mesmo assim, não há duas iguais. Este guia explica o que é o jaspe do ponto de vista mineralógico, de onde vem tanta variedade, como distingui-lo das falsificações e de pedras parecidas, e como cuidar dele.
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O que é o jaspe: um mineral para dezenas de pedras
O jaspe é uma variedade microcristalina do quartzo, ou seja, dióxido de silício (SiO2). Os seus cristais são tão pequenos que o olho não os vê, por isso a pedra resulta densa, opaca e de brilho ceroso e mate depois de polida. Isso separa-a do cristal de rocha transparente e da ágata translúcida, ainda que as três sejam primas da mesma família silicosa.
Química e estrutura
Pela composição, o jaspe é sobretudo SiO2 com minerais estranhos que podem representar entre quinze e vinte por cento da pedra. Esse alto teor de impurezas é justamente o que distingue o jaspe da calcedónia pura e o que torna a pedra completamente opaca.
A estrutura cristalina pertence ao sistema trigonal do quartzo, mas os cristalitos são microscópicos, de modo que o jaspe não se parte com a fratura vítrea e concoide do quartzo ou da obsidiana. A sua rotura é lisa, lascada ou cerosa. Não tem clivagem.
Alguns valores físicos essenciais:
- Dureza de Mohs: de 6,5 a 7. A pedra resiste aos riscos e uma faca de aço não a marca. Cede perante o topázio (8), a safira (9) e o diamante (10).
- Densidade: por volta de 2,58 a 2,91 g/cm3, quase sempre perto de 2,65, como o quartzo.
- Índice de refração: aproximadamente de 1,53 a 1,54.
- Ótica: o jaspe é opaco, por isso não apresenta dispersão (fogo) nem pleocroísmo. Uma amostra não deixa passar a luz, o que a diferencia da ágata, que muitas vezes se ilumina pelas bordas.
- Brilho: ceroso ou baço, e vítreo numa superfície lisa polida.
Ao tato o jaspe nota-se sempre fresco e aquece devagar na mão: tem baixa condutividade térmica, como quase todas as pedras densas.
Quartzo, calcedónia e o lugar do jaspe
Quando a sílica cristaliza em grandes cristais transparentes, obtém-se quartzo comum. Quando os cristais se tornam microscópicos e a pedra passa a translúcida, classifica-se como calcedónia. O jaspe é, no fundo, calcedónia sobressaturada de impurezas: há tantas que a pedra fica opaca e adquire uma cor e um desenho intensos. A ágata, a cornalina, o ónix, o sílex e o jaspe são sílica criptocristalina, e a fronteira entre eles é por vezes convencional. Uma só amostra pode conter bandas de ágata e zonas de jaspe ao mesmo tempo.
De onde vem a cor
A sílica pura é incolor. Toda a cor do jaspe vem das impurezas:
- Óxido de ferro como hematite dá vermelho e bordô; como limonite e goethite dá amarelo e castanho.
- Óxido de manganês contribui com tons pretos e violáceos.
- Clorite e silicatos de ferro e magnésio dão o verde.
- Cobre e oligoelementos raros dão os matizes azul-esverdeados.
- Matéria carbonosa e restos orgânicos dão as camadas escuras.
Por isso existem tantos tipos de jaspe: cada jazida tem a sua própria mistura de impurezas e as suas próprias condições de formação.
Como se forma o jaspe: a geologia
O desenho do jaspe nasce em ambientes sedimentares e hidrotermais. A água quente, saturada de sílica, infiltra-se por fendas e cavidades da rocha e deposita devagar camada sobre camada. Quando muda a composição da água, muda também a cor da camada nova. Bandas, anéis, manchas e desenhos de paisagem são o registo de como mudou o meio durante milhões de anos. A água turbulenta junto a um vulcão produz desenhos ondulados e caóticos; um meio tranquilo dá bandas paralelas regulares; e o preenchimento de cavidades camada a camada deixa anéis concêntricos que lembram o corte de uma árvore.
Boa parte do jaspe formou-se nas eras paleozoica e mesozoica, em períodos de intensa atividade vulcânica e hidrotermal. O jaspe oceânico das jazidas do Pacífico nasceu num mar antigo há cerca de quatrocentos milhões de anos. Quando os sistemas hidrotermais se apagaram, o crescimento do jaspe deteve-se.
De onde provém
A origem marca a cor e o desenho, e um colecionador experiente costuma adivinhar a região só pelo padrão:
- O sudoeste dos Estados Unidos (Arizona, Novo México, Califórnia) dá jaspe mogno, paisagístico e de renda. Um clima seco e uma antiga atividade vulcânica geraram uma rica variedade de desenhos.
- As costas do Pacífico da Ásia dão o clássico jaspe marinho multicamada. A região dos Urais, na Eurásia, deu historicamente jaspes salpicados e paisagísticos para grandes peças decorativas.
- O Brasil traz tons quentes vermelho-alaranjados e amarelos. A Índia traz um jaspe económico de grande consumo com bandas azuis e verdes sobre fundo castanho.
- Madagáscar dá jaspe oceânico com ocelos, jaspe do deserto policromo e raros matizes rosados da variedade marinha.
- O México dá o jaspe imperial com desenhos orbiculares azul-esverdeados. A Austrália dá a mookaite. A Alemanha, a Chéquia e a Suíça dão as variedades europeias, de cor mais contida.
Porque cada pedra é única
O desenho é o resultado de um conjunto concreto de condições: a temperatura da água, a sua química, a velocidade de sedimentação, a presença de matéria orgânica e os movimentos tectónicos posteriores. Nenhum lugar do planeta repete essa combinação com exatidão, por isso mesmo as contas cortadas de um mesmo bloco diferem no desenho. Essa singularidade separa o jaspe natural do vidro e das imitações tingidas, onde o desenho se repete, e é um dos sinais de autenticidade.
O jaspe pede linho e pele morena, não lantejoulas. O brilho, deixa-o para o arraial, e não me contraries.
Com que usar o jaspe
O jaspe já passou por dezenas de sessões comigo, e isto é o que aprendi: esta pedra não compete com o conjunto, sustenta-o. Reúno aqui o que funciona mesmo, por ocasião.
Com que uso o jaspe no dia a dia? Para o dia a dia recomendo as variedades quentes: mogno, vermelha, leopardo. Desdobram-se sobre uma base simples: malha bege, linho, ganga, tons de areia e oliva. Uma pulseira de contas grandes ou um pendente curto no decote rematam o conjunto, e um tecido liso de uma só cor realça o desenho da pedra. O padrão carregado ponho-o de lado, apaga a laje.
O jaspe fica bem no escritório? Perfeitamente, se tomas as variedades frias e serenas: marinha ou verde. Um pendente fino em fio comprido sobre uma camisa lisa ou uma gola alta lê-se sóbrio, sobretudo em prata branca. Aconselho uma só peça em vez de um punhado, assim a pedra funciona como pormenor discreto e não como ostentação.
Como monto um conjunto de noite? Para a noite escolho uma só laje expressiva junto a um vestido liso de tom escuro ou bordô. O jaspe não cintila, dá profundidade, por isso trabalha como único acento grande. O punhado de peças pequenas aqui sobra; recomendo tirar tudo o resto e deixar que a pedra leve a voz.
Como uso o jaspe em camadas? Em camadas convém manter uma só gama: contas de madeira, fio de cabedal, prata, cobre. Duas ou três pulseiras de tom quente no pulso ficam compactas. O jaspe marinho frio aconselho a usá-lo sozinho, dá-lhe jeito o espaço. O quente com o frio num mesmo conjunto não os misturo.
Ouro ou prata para o jaspe? Por metal escolho assim: o jaspe quente soa melhor em cobre e prata amarelada, o frio em prata branca. Com decote pronunciado tomo pendente comprido, com gola fechada uma pedra maior em fio curto. Ajusto o comprimento ao decote, não ao contrário.

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História: pedra de selos e amuletos
O ser humano usou o jaspe muito antes de existir a ideia de pedra preciosa. O próprio nome é internacional: o grego «iaspis» remonta provavelmente a uma raiz persa ou semítica com o sentido de dureza, e palavras parecidas aparecem em muitas línguas antigas. Isso indica que a pedra era conhecida em todo o mundo antigo.
Civilizações antigas
Os povos da Mesopotâmia e do Egito classificavam o jaspe por cores: vermelho, amarelo, preto. Da pedra dura os mesopotâmios talhavam selos cilíndricos para os contratos comerciais, porque o jaspe suportava bem a gravação fina e não se gastava. No antigo Egito o jaspe vermelho era usado em amuletos e escaravelhos, incluindo os funerários. O jaspe egípcio em seixos rolados com anéis concêntricos trabalhava-se desde a mais remota antiguidade, e a isso deve o nome essa variedade.
Plínio, o Velho, na sua «História Natural» do século I da nossa era, descreveu o jaspe entre as pedras comuns do seu tempo. Em Roma usava-se como amuleto e engastava-se em anéis de selo; a dureza da pedra tornava-a um material cómodo para camafeus e intalhos.
A Idade Média e a Idade Moderna
Na Europa medieval o jaspe vermelho associava-se, pela sua cor, ao sangue. O heliotrópio verde-escuro com pintas vermelhas recebeu o nome de pedra de sangue. O jaspe aparece na descrição bíblica do peitoral do sumo sacerdote entre as doze pedras, o que o fixou na tradição cristã. Talhavam-se cruzes, rosários e selos de jaspe, e guardava-se nos tesouros dos mosteiros.
Com o desenvolvimento da mineralogia no século XIX, o jaspe começou a classificar-se de forma sistemática por desenho e por jazida. Os naturalistas reuniam amostras nos seus gabinetes de curiosidades ao lado dos fósseis, lendo as camadas da pedra como um registo do tempo geológico. Foi então que tomou forma a divisão moderna dos tipos, a que se usa hoje. Nas oficinas cortava-se o jaspe em grandes objetos decorativos, jarras, tampos e revestimentos, e essa tradição da talha em pedra manteve-se durante séculos.
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Tipos de jaspe por cor e desenho
Não existe uma classificação mineralógica estrita dentro do jaspe. A divisão segue o aspeto das pedras e o nome que lhes dá o mercado. Estes são os tipos principais: de onde vêm, a sua cor, o seu desenho e como distinguir uns dos outros.
Jaspe mogno
Variedade com desenho de veio de madeira: bandas concêntricas e radiais de vermelho, castanho e quase preto que lembram o corte de um tronco. A cor vermelho-acastanhada vem de uma alta concentração de óxido de ferro, uma mistura de hematite (vermelho profundo) e limonite (tons castanhos). Os veios escuros aparecem onde chegaram à água antiga matéria orgânica ou compostos de manganês.
As melhores amostras vêm das regiões áridas do sudoeste dos Estados Unidos. Em joalharia aparece sobretudo em pulseiras de contas e em pendentes com uma laje polida grande. O quente vermelho-acastanhado luz especialmente bem numa cravação de cobre ou prata.
Jaspe vermelho
A variedade mais antiga e um termo geral para qualquer jaspe vermelho sem obrigação de desenho de veio. A cor vem do óxido de ferro, com matizes que vão do vermelho-tijolo ao bordô escuro. A superfície pode ser lisa, salpicada, com finos veios ou com veladuras como de nuvem. O jaspe vermelho é justamente o que conheciam os antigos egípcios, gregos e romanos.
Em que se diferencia do jaspe mogno. O jaspe vermelho costuma ser homogéneo ou salpicado, sem estrutura clara. O jaspe mogno é um caso particular daquele, com um marcado desenho de veio concêntrico ou radial. Por outras palavras, todo o jaspe mogno é vermelho, mas nem todo o jaspe vermelho tem veio. Se na pedra se leem os anéis de crescimento, é jaspe mogno; se a cor é lisa ou salpicada, é simplesmente vermelho.
Jaspe amarelo
A cor vem dos hidróxidos de ferro, limonite e goethite. Os matizes vão do areia pálido e da mostarda ao ocre dourado, muitas vezes com veios castanhos: a limonite passa com facilidade a outras formas de ferro, e essas transições suaves são sinal de autenticidade. A imitação denuncia-se com um tom amarelo-limão demasiado uniforme. O jaspe amarelo confunde-se facilmente com a cornalina amarela, mas a cornalina é translúcida e ilumina-se contra a luz, enquanto o jaspe é opaco e mate.
Jaspe verde
Colorido por silicatos de ferro e magnésio, sobretudo clorite, por vezes com actinolite. A cor vai do verde-oliva pálido ao musgo profundo e ao esmeralda escuro. O jaspe verde confunde-se com a nefrite e a aventurina, mas a nefrite é mais tenaz e não se lasca tão facilmente, e a aventurina cintila com finas inclusões brilhantes, algo que o jaspe mate não tem.
À parte fica o heliotrópio, um jaspe verde-escuro com pintas vermelhas de óxido de ferro, conhecido como pedra de sangue. Os pontos vermelhos sobre fundo verde não se confundem com nada.
Jaspe preto
A cor profunda vem de uma alta concentração de óxidos de manganês e ferro e de matéria carbonosa finamente dispersa. A superfície polida é lisa, cerosa e mate. Da hematite o jaspe preto distingue-se pela sua falta de brilho: a hematite reluz quase como o metal, pesa mais e deixa um risco vermelho-acastanhado. Da obsidiana distingue-se pela sua estrutura: a obsidiana é vidro vulcânico, com fratura concoide e brilho vítreo, enquanto o jaspe é microcristalino e mate. É o tipo mais versátil e sóbrio, e combina com qualquer roupa e qualquer metal.
Jaspe zebra (às riscas)
Bandas paralelas nítidas de cores contrastantes, quase sempre brancas e pretas ou brancas e castanhas. As bandas nascem da alternância rítmica de camadas de composição mineral diferente durante uma sedimentação lenta da sílica. As bandas da zebra natural são irregulares, de largura variável e algo onduladas, o que a separa de uma imitação tingida de linhas perfeitamente retas. Por vezes faz-se passar o mármore zebra por jaspe zebra, mas o mármore é mais mole e risca-se com uma faca, enquanto o jaspe é mais duro.
Jaspe leopardo (salpicado)
Anéis e manchas arredondadas que lembram a pele do leopardo: círculos claros e escuros sobre fundo cinzento, rosado ou castanho. Em composição costuma ser uma rocha riolítica próxima do jaspe, e as manchas em forma de anel são esferulites, agrupamentos radiais e fibrosos de minerais à volta de centros de cristalização em material vulcânico. O principal sinal de identidade são precisamente as manchas arredondadas em forma de anel, não um rasto de pontos: os pontos já são dálmata.
Jaspe dálmata
Pedra clara, creme ou bege, salpicada de pontos pretos, como o pelo do cão. As manchas pretas são inclusões de um mineral escuro (muitas vezes arfvedsonite ou óxidos de manganês e ferro) sobre uma base clara de quartzo e feldspato. A rigor, o dálmata nem sempre é jaspe puro segundo a mineralogia, mas o mercado vende-o com segurança entre os jaspes, porque é denso, opaco e pole bem. Diferencia-se da zebra pelo seu desenho de pontos em vez de bandas.
Jaspe egípcio
Quentes anéis concêntricos de amarelo, castanho, vermelho e quase preto. A pedra encontra-se como seixos arredondados no deserto egípcio, e o seu desenho em anéis lembra um corte ou um alvo. Os anéis do interior do seixo nasceram da sedimentação por camadas da sílica em cavidades. Do jaspe mogno diferencia-se pela regularidade e o contraste dos seus anéis: no egípcio formam um alvo quase perfeito, enquanto no mogno o desenho é mais livre.
Jaspe paisagístico e de paisagem
O desenho lembra paisagens: montanhas, dunas, horizontes, nuvens. O efeito surge quando a sílica se depositou num meio sedimentar em camadas de densidade e cor diferentes, e mais tarde os movimentos tectónicos curvaram ligeiramente essas camadas. No corte as curvas leem-se como colinas e horizontes, e os veios dendríticos escuros de óxidos de manganês leem-se como árvores e arbustos. Os jaspes paisagísticos mais conhecidos vêm do oeste dos Estados Unidos. Cada laje é única, por isso o jaspe paisagístico compra-se muitas vezes como peça irrepetível.
Outros nomes comerciais
Por trás de uma infinidade de nomes de mercado estão os mesmos princípios básicos de cor e formação:
- Jaspe brechoide: fragmentos angulosos cimentados por sílica depois de a rocha ficar triturada pela tectónica. Um desenho em mosaico de peças de cor diferente com veios que fazem de fronteiras.
- Jaspe oceânico (ocean jasper): a variedade de Madagáscar com ocelos redondos (desenho orbicular). Confunde-se muitas vezes com o marinho, mas o marinho é qualquer jaspe ondulado e bandeado, enquanto o oceânico tem ocelos.
- Mookaite: o jaspe australiano de gama quente de aguarela, do creme e do amarelo ao rosa e ao bordô, com transições suaves de cor.
- Jaspe policromo (do deserto): de Madagáscar, com uma rica gama multicolor e composições de paisagem.
- Jaspe imperial: do México, com suaves desenhos orbiculares azul-esverdeados e creme.
Os vendedores inventam nomes para que se reconheçam, por isso ao comprar repara no desenho, na cor e na qualidade do polimento, não no nome.
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Jaspe marinho
Variedade bandeada cujo desenho lembra as ondas do mar: uma alternância de branco, azul, verde e preto em linhas paralelas onduladas. Formou-se em depósitos marinhos antigos e em zonas hidrotermais do fundo. Quando o oxigénio do fundo baixava, as bactérias reduziam o ferro e aparecia uma camada escura; quando o oxigénio voltava, o ferro oxidava-se. As bandas brancas são sílica pura. As pretas contêm manganês e matéria orgânica. As azuis e verdes levam cobre e clorite.
Cada jazida dá uma assinatura distinta. As fontes da costa do Pacífico dão um clássico desenho multicamada complexo. O brasileiro é mais quente, com linhas mais retas. O de Madagáscar é famoso pelos seus raros tons rosados e lilases. O de renda da Califórnia (crazy lace) dá o desenho labiríntico mais intrincado e é valorizado acima dos restantes.
A reconhecer o jaspe marinho natural ajuda a irregularidade das suas bandas de largura variável: numa imitação tingida as bandas são suspeitosamente regulares e vivas. Da ágata distingue-se pela sua opacidade, e da zebra pelas suas ondas em vez de bandas retas. A gama fria de azul, verde e preto faz do jaspe marinho uma das poucas gemas que encaixam com naturalidade na joalharia masculina.
Como distinguir o jaspe natural das falsificações e pedras parecidas
O jaspe é uma pedra económica, por isso há poucas falsificações feitas por poupança, mas surgem no mercado amostras tingidas e compostas.
Sinais do jaspe natural
- Desenho imperfeito e assimétrico. A natureza não repete o padrão com um carimbo: as bandas são irregulares, as manchas de tamanho diferente, os anéis não perfeitamente redondos.
- Frescura. A pedra mantém-se fresca muito tempo e aquece devagar na mão; o plástico e o vidro têm outra condutividade térmica e aquecem antes.
- Dureza. O jaspe natural não é riscado por uma faca de aço, nem pela unha, nem por uma moeda de cobre. Na própria pedra não fica risco.
- Peso e superfície. A pedra é densa e parece mais pesada do que aparenta. O polimento é liso, ceroso e mate, sem brilho de plástico.
Jaspe tingido
O jaspe claro e barato tinge-se para o fazer passar por uma variedade mais cara. Uma pedra tingida denuncia-se com uma cor demasiado viva e pouco natural na sua uniformidade, e com o corante acumulado em fendas e poros como manchas mais intensas. Ao esfregá-la com uma cotonete e álcool, o corante pode deixar rasto. Se sob a camada de cor assoma o tom original, estás perante uma pedra tingida. O azul e o turquesa de imitação tingem-se sobretudo: na natureza quase não existe um jaspe azul vivo e uniforme.
Imitação prensada e de vidro
O jaspe prensado é pó de pedra de baixa qualidade misturado com resina polimérica. Ao riscá-lo mostra grão em vez de uma rotura lisa, pode pesar bastante menos e sob a lupa veem-se os limites dos grãos e bolhas na resina. O vidro denuncia-se com um brilho demasiado uniforme, bolhas de ar no seu interior e baixa dureza: o vidro risca-se com facilidade.
Pedras parecidas
| Pedra | Em que se diferencia do jaspe |
|---|---|
| Ágata | Translúcida, ilumina-se contra a luz, muitas vezes em camadas; o jaspe é opaco e mate |
| Hematite | Brilho metálico, mais pesada, risco vermelho-acastanhado; o jaspe é mate e mais leve |
| Obsidiana | Vidro vulcânico, brilho vítreo, fratura concoide; o jaspe é microcristalino |
| Cornalina | Translúcida; o jaspe amarelo ou vermelho é opaco |
| Nefrite, aventurina | A nefrite é mais tenaz, a aventurina cintila com inclusões; o jaspe verde é mate e liso |
O jaspe confunde-se sobretudo com a ágata: ambos vêm da mesma família silicosa, mas a ágata é translúcida e ilumina-se pelas bordas. Uma pedra vermelha transparente e cintilante não é jaspe, mas sim mais provavelmente turmalina ou outra gema cristalina: o jaspe é sempre opaco e mate.
O jaspe sintético pode criar-se tecnicamente, mas não faz sentido económico: o natural é mais barato. Por isso ao comprar não há que recear a síntese de laboratório, mas justamente as pedras tingidas e compostas.
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Cuidado do jaspe
Uma dureza de 6,5 a 7 torna o jaspe resistente aos riscos e apto para o uso diário. Mas a pedra é frágil perante um golpe pontual forte e pode partir-se, por isso os anéis pedem um pouco mais de cuidado do que os brincos e os pendentes.
Limpeza
Lava o jaspe com água morna (não quente), sabão suave e uma escova macia. Nas pulseiras de contas a escova retira a sujidade entre as contas. Evita as mudanças bruscas de temperatura: criam tensão interna. Não se recomendam os limpadores por ultrassons nem de vapor, já que a vibração pode alargar as microfissuras. Depois da lavagem, seca a pedra com um pano macio.
Armazenamento
Guarda as joias de jaspe separadamente, num saquinho macio, para que pedras mais duras (safiras, topázios, diamantes) não risquem a superfície. Mantém-nas longe do sol direto: um ultravioleta prolongado pode enfraquecer com o tempo, ligeiramente, a intensidade das variedades vermelhas e laranjas, ainda que aconteça raras vezes e ao longo de anos. Com mais frequência, o que se toma por desbotamento acaba por ser sujidade comum que sai com a limpeza.
Como influi a dureza no uso
As pulseiras, os pendentes e os brincos quase não sofrem atrito, por isso admitem mesmo as variedades mais frágeis. O anel é o formato mais vulnerável: está em contacto constante com superfícies, de modo que convém proteger a pedra com uma cravação, escolher uma espessura não menor de três ou quatro milímetros e tirar o anel no desporto e no trabalho físico. O fio elástico das pulseiras desgasta-se com o tempo, por isso revê-se e troca-se de vez em quando.
Simbolismo, em breve e sem ilusões
Por tradição tem-se o jaspe por pedra de estabilidade, proteção e ligação com a terra: as variedades vermelhas associam-se à energia e à coragem, a marinha à calma, a preta à proteção. Isto é herança cultural, não uma propriedade do mineral. O jaspe não tem efeito físico nem curativo comprovado: não cura doenças nem influi no sono, na tensão ou na ansiedade. Se tocar uma pedra fresca e lisa ajuda alguém a centrar-se, é obra da atenção e do hábito, não da pedra. O simbolismo convém tomá-lo como parte da história e da estética, não como medicina.
Joias com jaspe
O jaspe funciona em quase qualquer formato de joalharia graças à sua dureza, ao seu preço acessível e à sua riqueza de desenhos.
- Pulseiras de contas de 6 a 10 mm de diâmetro, o formato mais popular. Cada conta mostra o seu próprio pedaço de desenho. A pulseira deve ficar folgada, com um dedo de margem aproximadamente.
- Pendentes: um cabochão polido de forma oval ou de lágrima, normalmente em fio de 45 a 60 cm. Cómodos para o uso diário e mostram bem uma laje grande. O tamanho ótimo da pedra é de 2 a 3 cm.
- Anéis: engastam uma pedra polida em prata, cobre ou bronze. O formato mais vulnerável, pede uma cravação protetora e cuidado.
- Brincos: costumam ser pequenos. Raramente sofrem atrito, por isso admitem mesmo as variedades frágeis. Os brincos compridos mostram bem as bandas verticais do jaspe marinho ou zebra.
- Broches, botões de punho e selos ficam bem com lajes grandes e expressivas. Um selo de jaspe continua a antiga tradição dos selos talhados.
Metais da cravação
A prata de lei (925) é o padrão: a sua cor branca contrasta com os jaspes quentes e realça o desenho. O cobre e o bronze criam uma combinação quente e terrosa com as variedades vermelhas e castanhas. A alpaca é mais barata, mas escurece e, pelo seu níquel, pode irritar a pele sensível; se houver sensibilidade, melhor escolher prata de alta lei, titânio ou cerâmica. Os jaspes frios azul-esverdeados lucem mais em prata e ouro branco, os quentes vermelho-amarelos em ouro amarelo e cobre.
Combinação com outras pedras
A regra prática principal: as pedras mais duras (safira, topázio) podem riscar o jaspe ao contacto, por isso repartem-se em peças distintas ou separam-se com peças de metal. As diferentes variedades de jaspe combinam entre si com liberdade, por terem a mesma dureza. Por cor, funcionam bem os pares de jaspe preto com turmalina preta, marinho com água-marinha ou labradorite, verde com amazonite.
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Perguntas frequentes sobre o jaspe
O que é o jaspe em palavras simples
Uma pedra densa e opaca de quartzo microcristalino (SiO2) com grande quantidade de impurezas que lhe dão cor e desenho. Sob um só nome reúnem-se dezenas de variedades, quimicamente quase idênticas mas muito diferentes à vista.
Quantos tipos de jaspe há ao todo
Não há um número exato: dentro do jaspe não existe uma classificação estrita e os nomes são muitas vezes de mercado. Distinguem-se tipos por cor (vermelho, amarelo, verde, preto), por desenho (zebra, leopardo, dálmata, paisagístico, de veio) e por jazida (marinho, egípcio).
Qual é a dureza do jaspe
Na escala de Mohs, de 6,5 a 7, como o quartzo. A pedra não é riscada por uma faca de aço. A densidade ronda os 2,65 g/cm3, o índice de refração aproximadamente de 1,53 a 1,54, a rotura lisa ou lascada, sem clivagem.
Em que se diferencia o jaspe vermelho do marinho
O vermelho é quente, vermelho-bordô, colorido pelo ferro, mais frequentemente liso ou salpicado. O marinho é frio, azul-esverdeado e branco com preto, bandeado, colorido por cobre, clorite e manganês. Mineralogicamente ambos são quartzo, mas à vista são opostos.
Em que se diferencia o jaspe mogno do vermelho
A diferença está no desenho. O jaspe vermelho costuma ser liso ou salpicado. O jaspe mogno é um caso particular daquele, com um marcado desenho de veio de anéis e bandas radiais. Se na pedra se leem os anéis de crescimento, é jaspe mogno.
Em que se diferenciam a zebra, o dálmata e o jaspe leopardo
A forma do desenho. A zebra tem longas bandas paralelas que atravessam toda a pedra. O dálmata tem pontos pretos finos sobre fundo claro sem linhas. O leopardo tem anéis e manchas arredondados maiores sobre fundo cinzento ou rosado. Bandas são zebra, pontos são dálmata, anéis são leopardo.
Em que se diferencia o jaspe oceânico do marinho
O jaspe oceânico (ocean jasper) é a variedade de Madagáscar com ocelos redondos (desenho orbicular). O marinho, em sentido lato, é qualquer jaspe ondulado e bandeado. No mercado confundem-se os termos, por isso repara no desenho: ondas são marinho, ocelos redondos são oceânico.
O que são o heliotrópio e a pedra de sangue
O heliotrópio, também chamado pedra de sangue, é um jaspe verde-escuro com pintas vermelhas de óxido de ferro que parecem gotas de sangue. Uma variedade de jaspe verde de contraste expressivo, conhecida desde a antiguidade.
O jaspe é pedra preciosa ou semipreciosa
O jaspe classifica-se entre as pedras ornamentais e semipreciosas, não entre as preciosas. Pela dureza (6,5 a 7) é muito apto para a joalharia diária e dura gerações.
Qual é o jaspe mais raro
A maioria das variedades é económica. Entre as mais valiosas destacam-se o jaspe marinho de renda da Califórnia (crazy lace) com o seu desenho labiríntico e o marinho de Madagáscar em tons rosados e lilases. O preço depende da nitidez e raridade do desenho, do contraste de cores, do tamanho, da ausência de fendas e da qualidade do polimento.
Como distinguir o jaspe natural da falsificação
O natural tem um desenho imperfeito e assimétrico, é fresco ao tato, denso, não se risca com uma faca e aquece devagar. O tingido denuncia-se com uma cor demasiado uniforme e viva e corante nas fendas; o prensado com grão na rotura e bolhas na resina sob a lupa; e o vidro com um brilho uniforme e baixa dureza.
Pode usar-se jaspe no dia a dia
Sim. Uma dureza de 6,5 a 7 permite-o, sobretudo em pulseiras, pendentes e brincos, que sofrem poucos golpes. Os anéis pedem um pouco mais de cuidado. Limpa a pedra do suor e da gordura da pele de vez em quando e vigia a cravação e o fio.
Pode molhar-se o jaspe
O contacto breve com a água é-lhe indiferente ao jaspe. Mas a água quente, o cloro da piscina e o sal marinho danificam a cravação e o fio da pulseira, não a pedra. Depois do mar, enxagua a joia com água doce e seca-a.
O jaspe desbota ao sol
O jaspe natural de qualidade é estável, mas sob sol direto prolongado as variedades vermelhas e laranjas podem empalidecer um pouco, devagar e de forma impercetível. Acontece raras vezes e ao longo de anos. Muitas vezes o que se toma por desbotamento acaba por ser sujidade que sai com a limpeza.
A cravação de prata escurece
Com o tempo, sim: a prata reage com o ar e os cosméticos e cria pátina, sobretudo em clima húmido. Não é um dano; a pátina tira-se com um pano para prata. A pedra em si é quimicamente estável e não escurece com a pele.
Pode o jaspe fissurar-se sozinho
Uma pedra maciça e de qualidade, não, mas uma amostra com uma microfissura interna pode partir-se por uma mudança brusca de temperatura ou um golpe. Evita meter uma pedra fria em água quente e protege a joia dos golpes.
O jaspe cura doenças
Não. O jaspe não é um medicamento nem substitui a medicina. As afirmações de cura de doenças concretas não têm base científica. Perante problemas de saúde é preciso um médico.
O jaspe é radioativo
Não. É sílica natural com impurezas minerais; não é radioativo e é seguro de usar. Só é preciso cuidado ao trabalhar com o pó durante o corte e o polimento, como com qualquer sílica, mas isso não afeta a joia terminada.
Que jaspe fica bem aos homens
As variedades sóbrias: preta, marinha de gama fria, zebra gráfica, jaspe mogno escuro. Os formatos: pulseiras maciças de contas grandes, selos e botões de punho.
Em ouro ou em prata luz melhor o jaspe
Depende da cor. As variedades frias azul-esverdeadas e pretas lucem mais em prata e ouro branco. As quentes vermelho-amarelas e castanhas desdobram-se melhor em ouro amarelo e cobre. A regra universal: pedra fria com metal frio, pedra quente com metal quente.
Em que se diferencia o jaspe da ágata
Ambos são da família silicosa, mas a ágata é translúcida e muitas vezes em camadas, ilumina-se contra a luz, enquanto o jaspe é totalmente opaco. Se uma pedra se ilumina um pouco, é mais provavelmente ágata; se é totalmente baça, mais provavelmente jaspe. Numa mesma amostra por vezes encontram-se zonas de ambos.
De que cor é o jaspe
De quase qualquer uma. Vermelho e bordô (ferro), amarelo e ocre (limonite), verde (clorite), preto (manganês e carbono), marinho azul-esverdeado (cobre e clorite), além de combinações salpicadas. A sílica pura é incolor; toda a cor vem das impurezas.
De onde vem o nome jaspe
A palavra remonta ao grego «iaspis», que vem provavelmente de uma raiz persa ou semítica com o sentido de dureza. Há palavras parecidas em muitas línguas antigas. O nome sublinha a qualidade principal da pedra, a sua resistência.
Perguntas habituais
Que tamanho de jaspe escolher para um pendente e as contas de uma pulseira
Para um pendente de uso diário é cómodo um cabochão polido de 2 a 3 cm: mostra o desenho e não estorva. Numa pulseira o diâmetro de conta mais comum é de 6 a 10 mm, e as contas grandes mostram melhor o desenho enquanto as pequenas resultam mais discretas. A pulseira toma-se de modo a ficar folgada, com um dedo de margem aproximadamente.
Com que combinar o jaspe num mesmo conjunto
As diferentes variedades de jaspe usam-se bem entre si, por partilharem dureza e uma textura natural comum. Por cor funcionam bem os pares de jaspe preto com turmalina preta, marinho com água-marinha ou labradorite, verde com amazonite. As pedras bastante mais duras do que o jaspe, como a safira ou o topázio, convém reparti-las em peças distintas para que não risquem a superfície.
Quanto dura uma joia de jaspe
Com um cuidado normal o jaspe dura décadas e passa com tranquilidade à geração seguinte: a pedra é quimicamente estável e não desbota com a pele. A cravação e o fio da pulseira desgastam-se antes da pedra, por isso o fio elástico revê-se e troca-se de vez em quando e a prata limpa-se de pátina. Um anel vive mais se se proteger dos golpes e se tirar no trabalho físico.
Com que se pode substituir o jaspe se se quer uma pedra parecida
Se gostas de uma pedra densa e mate com desenho natural, a ágata e a cornalina da mesma família silicosa dão um ambiente próximo, só que são translúcidas e iluminam-se contra a luz. Para uma gama quente e terrosa podes olhar a mookaite, que é em si mesma uma variedade de jaspe. A grafia fria do jaspe preto substituem-na a turmalina preta ou a hematite, ainda que resultem mais severas e brilhem mais.
É bom presente o jaspe e para que ocasião
Sim, o jaspe é universal como presente: é económico, resistente e oferece uma enorme variedade de cores e desenhos consoante o carácter da pessoa. As variedades quentes, vermelhas e de veio, oferecem-se para o dia a dia e como acento quente; as frias, marinha e preta, escolhem-se para conjuntos sóbrios, incluindo os masculinos. Cada laje é única, por isso um presente assim resulta pessoal, e uma gravação no verso de um pendente torna-o memorável.
É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.
Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Sobre a Zevira
Na coleção da Zevira o jaspe aparece em toda a sua variedade de cores e desenhos, do quente vermelho e de veio ao frio marinho, à zebra gráfica e à paisagem pintada dentro da pedra. Está feito de propósito: o jaspe vale justamente porque sob um só nome se esconde uma multidão de caracteres diferentes, e cada um encontra o seu desenho e a sua cor.
Trabalhamos com fornecedores de confiança e verificamos cada peça pela qualidade do acabamento e a integridade da pedra. As variedades frias azul-esverdeadas engastamo-las mais frequentemente em prata; as quentes vermelho-acastanhadas, em prata e cobre, para que a cravação realce o desenho em vez de competir com ele. As cravações minimalistas deixam à pedra o papel principal. A pedido gravamos uma data, umas iniciais ou um símbolo no verso de um pendente ou no lado de um anel.
O jaspe não brilha como um diamante nem tornassola como uma opala; o seu valor está no denso desenho natural que a terra desenhou durante milhões de anos. É uma pedra para quem aprecia a simplicidade, a profundidade e a durabilidade: uma joia de jaspe usa-se durante anos e passa à geração seguinte.
Jaspe: a pedra da terra em todas as suas cores
Uma joia de jaspe é uma escolha serena e honesta. Uma pedra que se formou durante milhões de anos serve-te agora de lembrete da estabilidade e da força pausada da terra. Escolhe a tua variedade: jaspe mogno quente, marinho sereno, zebra gráfica ou uma paisagem pintada dentro da pedra.
Encontra a joia de jaspe que fala contigo.
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