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Joias durante a gravidez: o que usar e porque incham os dedos

Joias durante a gravidez: o que usar e porque incham os dedos

O anel que deixou de sair

Por volta do terceiro trimestre muitas mulheres descobrem que a aliança já não desliza: o dedo incha e o metal, que durante anos ficava folgado, de repente crava-se na pele. É muito melhor tirá-la com calma em casa e por antecipação do que acabar nas urgências, onde a cortam com uma ferramenta. Acontece mais vezes do que parece e não há nada a temer.

A gravidez transforma todo o corpo, e as mãos e as orelhas não são exceção. Os dedos ficam mais cheios, a pele mais sensível, os brincos de sempre começam a pesar e o fio preferido passa a incomodar. A seguir vemos tudo por ordem: porque incham os dedos e quando é normal, o que fazer com o anel, o que usar no seu lugar, se as joias são seguras, o que pedem para tirar no hospital e o que oferecer a uma futura mãe para acertar. Sem alarmismos nem remédios caseiros, e sempre que estiver em causa a saúde remetemos com suavidade para o médico que acompanha a gravidez.

O que usar em vez do anel apertado?
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Porque incham os dedos na gravidez

As mãos inchadas durante a gravidez não são um mito nem uma raridade. O corpo da futura mãe reorganiza quase todos os seus sistemas, e uma das mudanças mais visíveis é a forma como gere os líquidos. Perceber a mecânica ajuda a manter a calma quando um anel aperta de repente e, ao mesmo tempo, a não deixar passar o caso em que o inchaço é um sinal e não um simples incómodo estético.

A retenção de líquidos como causa principal

No final da gravidez o volume de sangue da mulher aumenta quase em metade em relação ao seu estado habitual. Com isso cresce também a quantidade total de líquido nos tecidos. Parte acumula-se de forma natural nas zonas baixas do corpo e nas mãos, sobretudo ao cair da tarde e com o calor. Esta retenção de água chama-se edema fisiológico e, por si só, considera-se uma companheira normal da gestação. Os dedos ensancham por igual, a pele das costas da mão fica mais lisa e tensa, e os anéis de sempre encaixam mais apertados.

As hormonas que retêm água

Boa parte da retenção de líquidos deve-se à mudança hormonal. A progesterona e os estrogénios, cujos níveis disparam na gravidez, influenciam o tónus dos vasos e a forma como os tecidos fixam a água. Os vasos tornam-se mais permeáveis e o líquido sai com mais facilidade da corrente sanguínea para os tecidos vizinhos. Ao mesmo tempo, o útero em crescimento pressiona com suavidade as grandes veias da pélvis, travando o regresso do sangue das pernas e das mãos. Tudo junto produz aquele mesmo inchaço que as mulheres notam através de um anel antes de qualquer outra coisa.

Como muda o inchaço conforme o trimestre

No primeiro trimestre os dedos costumam continuar iguais e um inchaço notório é raro. No segundo aparece em parte das mulheres, mais vezes ligeiro e ao entardecer. O terceiro trimestre é o pico: o volume de líquido é máximo e é justamente então que o anel aperta tanto que tirá-lo se torna difícil. Depois do parto o corpo começa a devolver tudo à normalidade, mas isso não acontece num só dia, e sobre isso há um ponto à parte.

Porque reagem primeiro os dedos

Chama a atenção que o inchaço costume notar-se antes nas mãos do que nas pernas, embora por lógica o líquido devesse acumular-se em baixo. A razão é que um dedo é um anel de tecido estreito e denso com um aro rígido de metal por cima. Qualquer aumento de volume, por pequeno que seja, sente-se de imediato através do aperto da joia, enquanto um tornozelo inchado por baixo da meia pode passar despercebido durante semanas. O anel funciona como um sensor muito sensível: mostra mudanças que o olho ainda não vê. Por isso muitas mulheres percebem que o inchaço começou justamente no momento em que o anel de sempre deixa de girar com facilidade no dedo.

Quando o inchaço é motivo para ir ao médico

Um inchaço ligeiro e uniforme das mãos e das pernas ao entardecer não costuma preocupar ninguém. Mas há uma diferença que convém ter presente: se o inchaço aparece de repente, abrange o rosto e as pálpebras e se acompanha de dores de cabeça, alterações da visão ou uma subida da tensão, já não é uma questão estética. Esses sinais são motivo para não resolver a própria mulher sozinha mas sim para contactar o médico que acompanha a gravidez. O anel aqui é apenas um indicador, e a decisão cabe sempre ao especialista que segue a gestação. O inchaço costuma sentir-se mais de manhã ao acordar e no final de um dia de calor, e para que baixe ajudam hábitos simples: não estar muito tempo na mesma posição, elevar as mãos acima do coração durante alguns minutos, beber água suficiente. Mas tudo isso é conforto, não tratamento, e não substitui o acompanhamento do especialista.

Um dedo inchado não deve nada a uma aliança. Pendura o anel num fio, usa-o junto ao coração e deixa a mão em paz. Sofrer por um metal é de mau gosto.
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Como usar joias durante a gravidez

Há anos que visto futuras mamãs, para sessões de fotografia, para celebrações e simplesmente para o álbum de família. O corpo muda depressa, e as joias ajudam como poucas coisas: fazem-te sentir tu mesma quando a roupa de sempre já aperta. Isto é o que mais recomendo.

Como se monta o visual agora que os anéis passam para segundo plano? Quando as mãos descansam de anéis e pulseiras apertados, o acento sobe de forma natural, e convém aproveitá-lo. Aconselho apostar nos brincos e num pendente: são sempre do teu tamanho e funcionam aconteça o que acontecer com a barriga ou os dedos. Deixo uma linha limpa em cima e não amontoo miudezas, assim o conjunto vê-se cuidado e não improvisado. O rosto e o decote mandam, as mãos descansam tranquilas.

Que comprimento de fio e de pendente ganha agora? Recomendo um fio comprido com um pendente que caia por cima da barriga e guie o olhar na vertical: essa linha estiliza a silhueta e cai lindamente sobre um vestido solto. Os colares curtos e cingidos assentam pior num peito que cresce, por isso deixo-os para mais adiante. Se tens dúvidas sobre o comprimento, procura que o pendente repouse mesmo por cima do ponto mais saliente em vez de o pressionar.

A pele ficou mais caprichosa, que metal escolher? Na gravidez a pele costuma reagir com mais força, por isso aconselho ater-se a metais hipoalergénicos de confiança: aço cirúrgico, titânio, ouro de lei alta. As ligas baratas com níquel convém deixá-las para esta etapa, ainda que antes nunca te incomodassem. As peças lisas sem ranhuras profundas são mais fáceis de manter limpas, algo que agora também conta.

Como montar o visual para uma sessão de gravidez? Para uma sessão escolho uma linha serena e um só acento. Um vestido liso numa cor suave mais um pendente comprido ou uns brincos expressivos dão uma foto limpa onde se vê a barriga, não uma trapalhada de pormenores. Aconselho escolher o metal conforme o teu tom de pele: ao subtom quente vai-lhe o ouro, ao frio a prata. A aliança pendurada num fio fica enternecedora aqui e encaixa com o ânimo do álbum de família.

O que oferecer a uma futura mamã para acertar? Se escolhes um presente, recomendo algo que não dependa do tamanho: brincos, um pendente ou um fio fino. Servem-lhe agora e depois do parto, quando o corpo voltar ao seu. Um pendente simbólico que marque esta etapa costuma valorizar-se mais do que um anel caro, porque acertar com o tamanho do dedo agora é quase impossível. Uma aposta segura que aconselho vezes sem conta.

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Quando tirar a aliança e como fazê-lo

O problema quotidiano mais frequente da gravidez ligado às joias é um anel encravado. A boa notícia é que quase sempre se pode prevenir se se agir por antecipação e não quando o dedo já está inchado.

Porque convém tirá-la cedo

A lógica é simples: quanto mais perto do final da gravidez, mais apertado encaixa o anel. Se for tirado num momento tranquilo, enquanto o dedo ainda não está no seu ponto máximo de inchaço, não haverá drama nenhum. Muitas mulheres retiram a aliança e o anel de noivado na segunda metade do segundo trimestre, ao notar os primeiros sinais de que o metal aperta. Isto não tem a ver com superstições nem com a ideia de que tirar o anel é mau. É pura prática: voltar a pô-lo depois do parto é muito mais agradável do que libertar um anel encravado.

Truques simples para tirá-lo em casa

Se o anel aperta mas o dedo ainda não está muito inchado, ajudam truques caseiros tranquilos. Primeiro arrefece a mão sob água fresca ou mantém o braço no ar um par de minutos para que parte do líquido desça. Depois ensaboa bem o dedo ou aplica creme, sabão líquido ou óleo. Roda o anel à volta do dedo, levando-o pouco a pouco em direção ao nó, sem puxões. A pressa e a força são inimigas aqui: um esforço brusco só agrava o inchaço.

O método do fio

Um truque antigo e fiável para os casos em que o anel já não passa pelo nó do dedo é o método do fio. Passa-se um fio fino e liso ou fio dental por baixo do anel e depois enrola-se bem apertado, volta sobre volta, à volta do dedo por cima do anel em direção à ponta. O enrolamento comprime com suavidade o tecido e reduz de forma temporária o seu volume. Depois começa-se a desenrolar a ponta de baixo do fio e o anel desliza pouco a pouco pelas voltas, passando o nó. Há que fazê-lo sem dor e sem apertar o dedo durante muito tempo.

O que não convém fazer

Há alguns erros frequentes que só pioram as coisas. O primeiro é tentar arrancar o anel à força e de um puxão: um puxão brusco lesiona a pele e provoca ainda mais inchaço, depois do que o dedo incha por completo. O segundo é manter a mão para baixo e lutar com o anel muito tempo, o que faz com que o líquido, pelo contrário, escorra para a mão. O terceiro é untar o dedo com o que quer que seja quando este já está vermelho e começa a doer, em vez de parar. Se ao fim de um par de tentativas tranquilas o anel não ceder, é melhor deixar a mão, arrefecê-la e tentar mais tarde, ou pedir ajuda logo em vez de lutar até fazer nódoas negras.

Quando é altura de ir às urgências

Se o dedo ficou azul, adormeceu, dói muito ou o anel não cede a nenhum truque suave, não te martirizes durante horas. Nas urgências o anel é retirado com cuidado com uma ferramenta especial em menos de um minuto. Sim, por vezes há que o cortar, mas um anel inteiro restaura-o sem problema um ourives depois, ao passo que um dedo comprimido já é uma questão de saúde. O que fazer quando o metal já está encravado a fundo conta-se em detalhe numa análise à parte, um anel encravado no dedo. A ideia principal é simples: um anel inteiro vale muito menos do que a saúde de um dedo, e um anel cortado o ourives solda-o quase sem que se note, por isso não há razão para o temer.

O que usar em vez de um anel apertado

Tirar a aliança não significa ficar sem o símbolo. Há várias soluções tranquilas que permitem manter o hábito e, ainda assim, não lutar com o inchaço todos os dias.

Um anel de silicone ou borracha

A opção mais cómoda para os meses de gravidez é um anel mole de silicone ou borracha. É flexível, não aperta nada, estica-se com o dedo e quase não pesa. Estes anéis foram pensados na origem para quem o metal duro atrapalha ou se torna perigoso no trabalho, e revelaram-se ideais para a gravidez. O silicone não se prende, não arranha o bebé quando o pegas ao colo e custa pouco, por isso podes comprar meio tamanho a mais de reserva. Os materiais e a escolha tratam-se em detalhe no guia sobre borracha e silicone nas joias.

Um anel pendurado ao pescoço

Colar de ouro com pendente de camafeu num fio fino
Um colar com pendente num fio: se o anel já não entra, pode usar-se precisamente assim, ao pescoço, junto ao coração. Met, Open Access (CC0 1.0).Necklace with Cameo Pendant, late 19th century. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Uma solução bonita para quem não quer separar-se do próprio anel é pendurá-lo num fio e usá-lo ao pescoço. A aliança ou o anel de noivado continua contigo, vê-lo e é agradável tê-lo na mão, enquanto o dedo descansa. O importante é escolher um fio resistente do comprimento certo para que o anel repouse sobre o peito e não fique pendurado demasiado alto. Se tens dúvidas sobre o comprimento, ajuda-te o guia de comprimento de fio.

Um anel temporário de tamanho maior

O terceiro caminho é um anel simples e barato um ou dois tamanhos acima do teu que usas em vez do próprio durante a gravidez. Serve um anel fino de prata ou aço sem arestas nem pedras grandes. Mantém a sensação habitual de um anel no dedo, mas tira-se com facilidade a qualquer momento. Para não falhar no tamanho, que além disso vai mudando, dá uma vista de olhos ao guia de tamanhos de anéis e escolhe com uma pequena margem.

Como escolher a forma para esta etapa

Se escolhes um anel temporário ou mole justamente para os meses de gravidez, a forma importa mais do que a beleza. Os modelos lisos e arredondados, sem pedras salientes, arestas ou detalhes vazados que prendem a roupa, portam-se melhor. Um anel fino de perfil cómodo não aperta com o inchaço nem deixa uma marca profunda. Os engastes altos com pedras convém deixá-los para esta etapa: prendem-se na roupinha do bebé e podem arranhar a pele delicada ao pegá-lo ao colo. O simples e liso ganha agora ao vistoso.

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As joias são seguras para a futura mãe?

A resposta curta: uma joia de qualidade de metais estáveis não interfere por si só com a gravidez. Mas a gravidez é uma etapa em que a pele e o sistema imunitário se comportam de outra maneira, por isso há pormenores que convém conhecer.

O que acontece à pele e à sensibilidade

Durante a gestação a pele de muitas mulheres torna-se mais reativa. Aumenta a irrigação, muda o fundo hormonal, a pele transpira mais e irrita-se mais depressa. Aquela joia que se usou anos sem problema pode de repente deixar vermelhidão ou comichão no ponto de contacto, sobretudo se por baixo se acumula humidade e suor. Isto não significa que o metal se tenha estragado. Significa que o limiar de sensibilidade baixou por um tempo.

A alergia que se agudiza

A gravidez muitas vezes agudiza as tendências alérgicas já existentes. Se uma mulher tinha antes sensibilidade a certas ligas, nesta etapa pode manifestar-se com mais força. A reação vê-se como vermelhidão, uma erupção fina ou comichão por baixo da joia. A solução é simples: afastar por um tempo o que provoca a reação e escolher materiais tranquilos e hipoalergénicos, que têm um ponto à parte mais abaixo.

O níquel como principal culpado

O mais habitual é que por detrás da irritação da pele não estejam o ouro nem a prata, mas o níquel que se acrescenta às ligas baratas. O níquel é o alergénio de contacto mais frequente nas joias, e a gravidez pode tornar a pele bastante mais sensível a ele. Por isso nesta etapa é sensato prestar especial atenção à composição da bijutaria e das ligas baratas. Uma análise detalhada das causas e das alternativas seguras está no artigo sobre a alergia ao níquel nas joias.

Cremes, óleos e contacto com a pele

Durante a gravidez as mulheres usam com generosidade cremes e óleos contra as estrias e a secura, e aqui há uma ligação discreta com as joias. Os restos de um creme gordo por baixo de um anel ou de um fio criam uma película onde ficam retidas humidade e sujidade, e a pele por baixo transpira mais. Além disso, algumas fórmulas baçam a prata com o tempo e depositam-se nos elos. Uma regra simples: aplicar o cuidado, deixar que seja absorvido e só então pôr as joias, e à noite tirá-las e limpar o metal com um pano macio. A pele fica mais calma e a joia luz fresca durante mais tempo.

Higiene simples das joias

Como a pele ficou mais sensível, ajuda o cuidado de sempre. Tira as joias antes do duche e da loiça, limpa-as do suor e do creme, não deixes os brincos molhados nas orelhas muito tempo. Uma joia limpa e seca de bom metal irrita a pele muito menos do que aquela por baixo da qual se acumula humidade o dia todo. Este pormenor poupa muitas sensações desagradáveis justamente numa etapa sensível. Merece menção à parte o mal-estar e o olfato aguçado do primeiro trimestre: algumas mulheres neste período mal toleram o cheiro do metal ou dos produtos de limpeza de joias, e isso é também motivo para passar de forma temporária a um mínimo de peças simples e limpá-las sem produtos de cheiro forte.

Brincos e fios na gravidez

Os anéis levam toda a atenção, mas os brincos e os fios também passam pelas suas mudanças. Aqui trata-se menos de segurança e mais de conforto, que nesta etapa se valoriza especialmente.

O peso dos brincos e o conforto das orelhas

Por volta do final da gravidez e nos primeiros meses com o bebé, os brincos pesados começam a incomodar. Os pendentes compridos prendem-se quando te inclinas sobre a criança ou dormes de lado, ao passo que os modelos maciços puxam o lóbulo de forma mais notória. Muitas mulheres passam nesta etapa a brincos de pino leves e argolas pequenas: não se prendem, não apertam e não distraem. Não é uma proibição dos brincos bonitos, apenas uma escolha prática para uma etapa em que as mãos estão ocupadas noutra coisa.

Fios que não irritam

Com os fios a lógica é parecida. Um pescoço fechado, a aproximação frequente ao peito, a pele sensível do pescoço: tudo isso torna menos cómodos os colares pesados e rígidos. Um fio fino e leve de bom metal porta-se com mais calma. E se penduraste nele uma aliança, como se explicou acima, escolhe o comprimento para que o anel repouse à vontade e não se enrede na roupa.

Brincos e fios a pensar nos primeiros meses com o bebé

Convém escolher as joias a pensar em duas etapas ao mesmo tempo: a própria gravidez e as primeiras semanas com o recém-nascido. O bebé aprende depressa a agarrar tudo o que brilha e baloiça, e leva-o à boca. Os brincos compridos que ele pode puxar e os fios com peças pequenas móveis convém guardá-los por agora. Os brincos de pino, as argolas justas nas orelhas e os fios curtos e resistentes são muito mais práticos: não há de que puxar. Assim, os modelos leves e tranquilos escolhidos agora servirão depois durante muito tempo, enquanto as peças vistosas esperam a sua vez.

O que deixar para depois do parto

Os pendentes grandes, os fios compridos em várias camadas e os conjuntos pesados são um prazer de recuperar no armário assim que o bebé nasce, quando as mãos estão algo mais livres e a pele mais calma. Para os meses de gravidez é mais fácil ter à mão um par de peças leves preferidas que não seja preciso recolocar a cada meia hora. Menos azáfama, mais gosto.

Joias e ecografias, análises e parto

Uma das perguntas frequentes das futuras mães: é preciso tirar as joias antes dos exames e no hospital. Aqui tudo é mais tranquilo do que muitas pensam, mas há regras, e são lógicas.

Tiram-se as joias na ecografia e nas análises?

Uma ecografia normal e uma análise ao sangue não exigem tirar anéis, brincos nem fio: não interferem com o exame nem influem nele. Mas se te marcarem uma ressonância magnética, vão pedir para tirar as joias de metal sem falta, porque o aparelho trabalha com um campo magnético intenso. Isto vale para qualquer joia no corpo, por isso antes de um exame assim é mais fácil ir sem metal ou estar pronta para tirar tudo.

O que pedem para tirar no hospital

Na maternidade costumam pedir para tirar anéis, brincos e piercings antes do parto e, sobretudo, antes de uma cesariana. Há vários motivos: as mãos podem inchar durante o próprio parto e o anel ficará apertado em má altura; na operação usa-se equipamento junto ao qual o metal no corpo é indesejável; além disso, é simples higiene. Por isso é mais cómodo tirar tudo o que sobra em casa por antecipação e não levar nada de valor, para não pensar onde está durante o mais importante.

Vale sequer a pena levar joias?

A resposta prática: quanto menos, mais tranquilidade. Os anéis e brincos caros é melhor deixá-los em casa do que procurá-los depois no reboliço ou preocupar-se com eles. Se quiseres ter contigo algo simbólico, serve aquela mesma aliança num fio ou um pendente simples, fácil de tirar com uma mão. Um mínimo de metal para o parto tem a ver com conforto, não com superstições.

O saco da maternidade e onde pôr o que se tira

Convém resolver a questão das joias já na fase de preparar o saco. Tudo o que é de valor fica em casa no seu sítio de sempre, e levas quando muito uma peça simples que não custe perder e seja fácil de tirar. Se levas um anel num fio, pensa por antecipação a quem o dar caso te peçam para tirar também esse fio: o companheiro, uma bolsa pessoal com as tuas coisas, a mala. Uma joia tirada e guardada de antemão não se torna numa preocupação extra no pior momento, e não terás de pensar durante o parto onde está a tua aliança.

Piercing no umbigo com a barriga a crescer

Um tema à parte para quem tem um piercing no umbigo. A barriga que cresce muda a tensão da pele, e a joia de sempre começa a comportar-se de outro modo.

O que muda à medida que a barriga cresce

À medida que a barriga se arredonda, a pele à volta do umbigo estica e a joia habitual do piercing pode começar a apertar, roçar ou prender-se na roupa. A algumas o piercing aguenta tranquilo até ao final da gravidez; a outras, por volta do terceiro trimestre torna-se incómodo. É algo individual e depende de há quanto tempo foi feito o piercing e de quanto a pele se estica.

Joias flexíveis para o piercing

Se não queres separar-te do piercing, ajudam as joias flexíveis especiais para grávidas: barras moles e dobráveis de material biocompatível que se adaptam à barriga a crescer e não apertam. São mais compridas do que as habituais e estão feitas para não criar tensão. É um compromisso entre manter o piercing e o conforto.

Quando convém tirá-lo

Se o piercing começa a ficar vermelho, a doer ou a pele à volta inflama, o sensato é tirar a joia e dar descanso à pele. Um piercing recente, acabado de fazer, cicatriza pior no contexto da gravidez, por isso os piercings novos costumam adiar-se para esta etapa. Perante qualquer sinal preocupante de inflamação convém consultar o médico e não esperar que passe.

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Um presente para a futura mãe

Uma joia é um presente clássico e certeiro para uma grávida, se for escolhida com noção do momento. Aqui importa mais a subtileza do que o preço.

O que é apropriado oferecer

Funcionam bem as peças cómodas de usar agora mesmo e que marcam uma etapa importante. Um pendente leve, um fio fino, brincos de pino delicados, um anel mole de silicone em vez da aliança retirada, um pendente gravado com a data ou a inicial do futuro bebé. Esses presentes são práticos e emotivos ao mesmo tempo: podem pôr-se no próprio dia e estão ligados ao acontecimento.

O que convém evitar

Não é a melhor ideia oferecer justamente um anel no tamanho exato: o dedo muda agora e acertar é quase impossível. Também não convém apostar em joias pesadas e maciças que vão atrapalhar. Se quiseres oferecer um anel, é melhor escolher um modelo fácil de ajustar de tamanho depois, ou oferecer diretamente um pendente, brincos ou uma pulseira, onde a exatidão do tamanho não é crítica.

Um presente que a mãe usa e não esconde

Os presentes para grávidas têm uma cilada discreta: uma mãe jovem costuma guardar uma peça cara num guarda-joias porque teme estragá-la ou perdê-la nesta etapa caótica, e no fim não a usa. Muito mais alegra o que não mete medo pôr todos os dias: um pendente simples e resistente, um fio sem pretensões, brincos de pino de um metal tranquilo que não é preciso cuidar. Um presente que de verdade vive na sua dona acerta melhor do que aquele que fica na caixa até melhores tempos. Convém tê-lo em conta ao escolher entre o vistoso e o cómodo.

A ideia de uma joia como recordação do momento

À parte, resulta enternecedor um presente que depois fique como recordação do nascimento: um pendente ao qual se possa acrescentar uma data ou um nome, um medalhão com espaço para uma foto minúscula. Esse presente vive mais do que a gravidez e torna-se numa peça de família. Sobre este formato fala em detalhe o guia do medalhão de prata.

Como substituir o anel apertado: comparação
OpçãoVantagens com inchaçoQuando convémConforto diário
Anel de siliconeEstica-se, não aperta, quase sem pesoCasa, tarefas, primeiras semanas com o bebé
Anel num fio ao pescoçoO teu anel contigo, o dedo descansaQuando queres manter o teu anel
Anel simples de tamanho maiorAspeto habitual, fácil de tirarNa rua, quando é preciso um aspeto normal
Continuar com o anel apertadoHábito, mas risco de ficar encravadoSó enquanto o dedo ainda não incha

Superstições sobre joias e gravidez

À volta da gravidez há sempre muitas superstições, e as joias não são exceção. Convém tratá-las como folclore, interessante em si mesmo mas que não substitui nem o bom senso nem o médico.

Porque há tantas superstições

A gravidez foi durante séculos um tempo de incerteza, e as pessoas preenchiam a inquietação com rituais e sinais. Daí os costumes sobre o que se pode e não se pode usar, que pedras trazem um parto feliz, o que tirar e o que pôr para dar sorte. Não há mal nestas superstições enquanto continuarem a ser uma bonita tradição e não um guia de atuação em vez da ajuda médica.

O anel num fio e o sexo do bebé

O jogo mais conhecido é baloiçar um anel num fio por cima da barriga para adivinhar o sexo do bebé pela direção do movimento. É um passatempo familiar agradável, nada mais. Não tem nada a ver com determinar de verdade o sexo: isso mostram-no a ecografia e as análises, não um pêndulo feito com uma aliança. Jogar por diversão pode-se, levar a sério o resultado não.

Pedras e amuletos para a futura mãe

Colar romano antigo de ouro com pendente em forma de meia-lua
O pendente de meia-lua era para os romanos um amuleto protetor de mulheres e crianças, e as futuras mães ainda hoje usam joias com um sentido de proteção. Met, Open Access (CC0 1.0).Gold necklace with crescent-shaped pendant, 1st-3rd century CE. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Em diferentes culturas atribuíam-se às futuras mães pedras e amuletos protetores para um parto fácil e a saúde da criança. É parte da rica história das joias, e usar um símbolo assim é agradável se te for querido. Mas é importante manter o limite: um amuleto tem a ver com ânimo e tradição, ao passo que tudo o que toca no curso da gravidez e do parto se decide com o médico que te acompanha, não com um amuleto.

Porque não há que temer a superstição de tirar o anel

Há uma crença persistente de que tirar a aliança é mau agoiro e prejudica o casamento ou o filho. Por sua causa algumas mulheres aguentam um anel apertado até ao fim e acabam com o metal encravado. Convém separar com calma a tradição da realidade: o anel é um símbolo, e o seu sentido não se perde por, durante uns meses, repousar num guarda-joias ou ficar pendurado num fio. Tirar o anel pela comodidade e pela segurança do dedo não tem nada a ver com a solidez da relação. Depois do parto voltará ao seu lugar e a história seguirá como se nada fosse.

Quando volta o tamanho depois do parto

A muitas preocupa-as tanto a própria gravidez como o que vem a seguir. A boa notícia: o corpo começa bastante cedo a voltar ao seu estado habitual, embora o calendário seja próprio de cada uma.

Quanto tempo leva a baixar o inchaço

Depois do parto o organismo livra-se do líquido acumulado de forma gradual. Os primeiros dias e semanas passam-se com a água a mais a abandonar os tecidos, e as mãos emagrecem de forma notória nesse prazo. Na maioria das mulheres o inchaço das mãos baixa em poucas semanas depois do nascimento do bebé. Por vezes o volume anterior dos dedos volta algo mais devagar, sobretudo se a amamentação e a falta de sono desalinham o ritmo habitual.

Quando voltar a pôr o anel

Não é preciso apressar a aliança. É melhor esperar que o dedo volte a um estado cómodo e o anel entre de novo com facilidade, sem esforço. Se depois da recuperação ficar pequeno ou grande, é normal: o tamanho do dedo em algumas mulheres muda um pouco para sempre depois da gravidez. Nesse caso o anel simplesmente ajusta-se com o ourives e volta a ficar perfeito.

Se o tamanho mudou para sempre

Em parte das mulheres o dedo depois do parto fica algo mais cheio ou, pelo contrário, mais fino do que era. Não é motivo para se separar do anel preferido: o tamanho da maioria dos anéis o ourives muda-o em pouco tempo. Antes da visita convém saber quanto exatamente mudou o dedo, e aqui volta a ser útil o guia de tamanhos de anéis, para chegar à oficina com números concretos.

Gravidez e joias: verdades e superstições
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É preciso tirar todas as joias antes do parto
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Metais hipoalergénicos para a pele mudada

Como a pele durante a gravidez e depois se torna mais sensível, a escolha do metal começa a importar. Várias opções comportam-se com mais calma do que as restantes e causam irritação com menos frequência.

Porque são bons o titânio e o aço cirúrgico

O titânio e o aço cirúrgico de qualidade são materiais criados na origem para o contacto com o corpo, por isso raramente provocam reação. São resistentes, não escurecem, mantêm a forma e vão bem com a pele sensível. Para os brincos que passam o dia todo nas orelhas e para as joias de uso diário é uma escolha fiável numa etapa de maior sensibilidade.

A prata 925 e o ouro de lei alta

A prata de lei alta e o ouro com alto teor de metal precioso também estão entre as opções tranquilas, porque levam menos aditivos alheios. Quanto mais alta a lei, menos impurezas há na liga capazes de irritar a pele. Se não tens sensibilidade pessoal justamente à prata, é uma escolha cómoda e bonita que ainda por cima é fácil de limpar e manter.

O que deve evitar a pele sensível

Na zona de risco está a bijutaria barata de ligas desconhecidas, onde pode haver muito níquel, e as joias com banho que se lasca: assim que se gasta a camada superior, a pele contacta com a base barata. Para os meses de gravidez e amamentação é mais fácil afastar essas peças e ter à mão umas poucas joias de confiança de metais tranquilos. Menos surpresas para uma pele que já de si tem uma tarefa difícil.

Como verificar se um metal se dá bem com a tua pele

Se não tens a certeza de como a pele vai receber uma joia nova nesta etapa, ajuda uma precaução simples. Usa a peça um bocado curto, uma hora ou duas, e observa o ponto de contacto. Vermelhidão, comichão ou uma erupção fina por baixo da joia dizem que agora esta liga não se dá com a tua pele, e convém afastá-la até à recuperação. Atenção especial aos brincos e anéis, que contactam com a pele mais tempo e nos sítios mais delicados. Uma pulseira, que se tira depressa, é mais fácil neste sentido. Não é preciso heroísmo: se algo irrita a pele, sempre se pode trocar por titânio tranquilo ou prata de lei alta.

Factos que surpreendem

À volta do corpo de uma grávida e das suas joias acumulou-se bastante curiosidade. Uns quantos factos que surpreendem até quem já viveu tudo na pele.

O volume de sangue de uma grávida aumenta quase em metade, e é justamente esse litro largo de líquido a mais que no final se manifesta como dedos mais cheios e um anel bem encaixado. Ou seja, o anel torna-se literalmente num instrumento que mostra quanta água o corpo retém.

O tamanho do pé em parte das mulheres aumenta para sempre depois da gravidez, por vezes meio número de sapato. Os ligamentos amolecem sob a ação das hormonas, o pé alarga um pouco e não volta por completo. Com os dedos da mão há uma história parecida, embora menos notória, por isso uma mudança de tamanho do anel depois do parto não é um capricho do corpo mas a mesma mecânica.

Nas urgências o corta-anéis, uma pequena ferramenta para retirar anéis encravados, é preciso por motivos variados, mas as grávidas e as pessoas com lesões na mão são os seus principais clientes. A própria existência de uma ferramenta especial assim diz o quão frequente é esta situação.

O método do fio, com que se tira um anel apertado, conhece-se desde há imenso tempo e funciona com física simples: um enrolamento apertado desloca de forma temporária o líquido do tecido e reduz o volume do dedo justamente o suficiente para que o metal passe o nó. Nada de magia, pura mecânica.

As joias flexíveis para o piercing no umbigo, que se esticam com a barriga a crescer, fazem-se da mesma classe de materiais biocompatíveis que parte dos produtos médicos. Ou seja, a indústria joalheira pensou em separado nas grávidas e fez para elas um produto especial.

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Perguntas frequentes

É perigoso usar anéis durante a gravidez? Um anel de qualidade de bom metal não prejudica a gravidez por si só. O perigo está apenas numa coisa: por volta do terceiro trimestre o dedo incha e o anel pode encravar. Por isso é sensato tirá-lo por antecipação, com calma e em casa, em vez de esperar que comece a apertar o dedo.

Quando convém tirar a aliança? Guia-te pela sensação, não pela data. Assim que o anel começar a ficar mais apertado do que o normal, mais vezes na segunda metade da gravidez, tira-o num momento tranquilo. Tirá-lo cedo é sempre mais fácil do que libertar um anel encravado.

O que usar em vez da aliança? Três opções cómodas: um anel mole de silicone ou borracha, a tua própria aliança num fio ao pescoço ou um anel simples e barato um tamanho acima. As três permitem manter o hábito sem lutar com o inchaço.

É verdade que a gravidez agudiza a alergia às joias? A pele durante a gravidez muitas vezes torna-se mais sensível, e uma tendência prévia a reagir pode manifestar-se com mais força. O mais habitual é que a culpa seja do níquel das ligas baratas. Escolhe materiais tranquilos e tira as joias por baixo das quais se acumula suor.

É preciso tirar as joias na maternidade? Sim, costumam pedir para tirar anéis, brincos e piercings antes do parto, sobretudo antes de uma cesariana. É uma questão de inchaço, equipamento e higiene. O que é caro é melhor deixá-lo mesmo em casa e ter um mínimo em cima.

O que fazer com o piercing no umbigo com a barriga a crescer? Podes passar a uma joia flexível para grávidas que se estica com a barriga e não aperta. Se a pele fica vermelha ou dói, é melhor tirar a joia. Os piercings novos costumam adiar-se durante a gravidez.

Quando volta o dedo ao tamanho anterior depois do parto? Na maioria o inchaço das mãos baixa em poucas semanas depois do parto. Convém voltar a pôr o anel quando o dedo entrar de novo à vontade. Se o tamanho mudou para sempre, o anel ajusta-se com facilidade no ourives.

Que metais convém usar com pele sensível? O mais tranquilo é o titânio, o aço cirúrgico de qualidade, a prata de lei alta e o ouro de lei alta. Evita a bijutaria barata de ligas desconhecidas e as peças com banho que se lasca.

Para oferecer

É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.

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Conclusão

A gravidez muda por pouco tempo os hábitos com as joias, e nisso não há nada de inquietante. Os dedos ensancham pelo líquido a mais, a pele fica mais sensível, os brincos pesados começam a incomodar. Basta tirar a tempo o anel apertado, ter à mão um par de peças leves e tranquilas e escolher materiais que se dão bem com a pele sensível. Depois do parto o corpo devolve quase tudo ao seu lugar, e o anel preferido, se for preciso, não é difícil de reajustar. Tudo o que toca no inchaço como sintoma fica nas mãos do médico que te acompanha, e que as joias continuem a ser o que devem ser: um pormenor agradável que alegra.

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Fios leves, brincos de pino, pendentes gravados, metais hipoalergénicos tranquilos e anéis moles para uma etapa de mudanças.

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Sobre a Zevira

A Zevira é uma marca espanhola de Albacete, cidade de mestres do metal. Gostamos de peças com carácter e cuidamos que sejam cómodas de usar em qualquer etapa da vida: brincos leves, metais tranquilos, pendentes que se tornam recordação de família. Se a pele ficou mais sensível, começa pela análise sobre a alergia ao níquel, e com o tamanho do anel ajuda-te o guia de tamanhos.

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