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Lariat: o colar laço sem fecho cujo comprimento decides tu

Lariat: o colar laço sem fecho cujo comprimento decides tu

O lariat não tem fecho nenhum, e é precisamente isso que o torna o colar mais flexível do guarda-joias. Onde uma corrente vulgar decide por ti até que profundidade cai no decote, o lariat não decide nada. Um troço comprido, duas pontas soltas, zero fechos. Atá-lo alto para que as pontas pendam sobre o peito, ou passas uma ponta por uma argola e deixa-lo cair quase até à cintura. O comprimento e a profundidade és tu que os marcas de cada vez, e não um mosquetão de metal na nuca.

É uma peça fácil de deixar passar no catálogo: descansa como uma corrente inofensiva ou um fio de pérolas, sem estrutura visível. Mas basta pegar-lhe nas mãos e entender a sua lógica para que um único lariat comece a substituir três ou quatro colares diferentes. Por baixo de uma camisola fechada ata-se curto e recolhido. Por baixo de um vestido decotado solta-se num longo traço em V. Pelas costas cai em cascata quando o vestido se abre por trás. O nome vem do gado, a história é de salão, e a mecânica é mais simples do que a de qualquer corrente com fecho.

Este artigo trata de onde saiu o lariat, em que se diferencia de um colar normal e de um sautoir, como usá-lo de dez maneiras, para que decotes e figuras foi feito, de que se fabrica e como cuidar de uma corrente comprida que tende a enredar-se. Mais uma secção de dados que surpreendem e respostas às perguntas mais frequentes.

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O que é o lariat e em que se diferencia

O que é o lariat em palavras simples

O lariat é um colar comprido sem fecho. Em vez de fecho tem duas pontas soltas, e mantém-se no pescoço não por um fecho, mas pela forma como o atas, o enrolas ou o passas tu mesma através de si próprio. A forma básica é simplíssima: um troço comprido e flexível, quase sempre uma corrente ou um fio, cujas pontas podem rematar em qualquer coisa, desde pequenos pendentes a borlas volumosas.

A ideia central é que o comprimento do lariat não é fixo. Um colar vulgar assenta onde o seu fecho lhe permite: se a corrente mede quarenta centímetros, cairá na base do pescoço e ponto final. O lariat regula-lo à medida. Faz o nó mais alto e as pontas pendem mais curtas. Solta-o, baixa o nó e o decote afunda-se em direção ao peito. Uma mesma peça funciona como joia discreta colada ao pescoço e como uma longa vertical quase até à cintura.

Em que se diferencia o lariat de um colar normal com fecho

Um colar vulgar decide por ti três coisas ao mesmo tempo: onde assenta, até que profundidade desce no decote e como se vê por trás. O fecho esconde-se na nuca, o comprimento está fixado de uma vez para sempre, o corte é um só. O lariat elimina as três limitações. Por trás não tem fecho nem peça de união, porque não há nada para fechar. À frente escolhes a profundidade de cada vez. E há tantas maneiras de o prender ao pescoço que uma só joia te dá não um visual, mas uma família inteira.

Também tem a sua contrapartida. Um colar com fecho é mais seguro: fechá-lo e esqueces, não vai a lado nenhum. O lariat mantém-se com um nó ou uma passagem, e aí já depende de ti a firmeza com que fica. Em troca, livra-te do eterno suplício do fecho minúsculo que não se fecha sem espelho e uma terceira mão. A quem custa o fecho, por exemplo por dedos fracos ou pouco flexíveis, o lariat resulta muitas vezes mais cómodo do que qualquer corrente. Sobre como escolher o comprimento consoante o teu pescoço e o teu decote convém ler à parte no guia de comprimento de corrente.

Em que se diferencia o lariat de um sautoir

O sautoir também é um colar comprido, e muitas vezes confundem-se, mas a diferença é de fundo. O sautoir é um fio comprido fechado, cujas pontas estão unidas: às vezes numa única argola, às vezes por meio de um fecho decorativo ou de um pendente de borla em baixo. Veste-se pela cabeça e pende como um laço já feito, não o atas. O lariat está aberto: duas pontas soltas, e a forma cria-la tu de cada vez a partir do zero.

É mais fácil recordá-lo assim. O sautoir é um colar comprido que já tem forma, só falta vesti-lo. O lariat é uma peça comprida em bruto com que modelas a forma com as mãos. De um lariat pode montar-se algo parecido com um sautoir, passando uma ponta pela outra e deixando cair o laço. Mas um sautoir nunca será um lariat, porque as suas pontas estão unidas sem remédio. O lariat é sobre a liberdade das pontas, o sautoir sobre um laço já fechado.

Em que se diferencia o lariat de um colar em Y

O colar em Y parece-se com o lariat: também desce em linha vertical com um pendente em baixo. Mas por construção é um colar normal com fecho, que à frente tem um ponto de onde sai para baixo um troço adicional com um adorno. Resulta numa silhueta em letra Y. O fecho, esse, continua no seu lugar, na nuca, e o comprimento está fixado.

O lariat oferece uma linha parecida em V ou em Y à frente, mas sem fecho nenhum e sem comprimento rígido. Às vezes o lariat faz-se de propósito para que uma ponta passe por uma argola ou um aro da outra, e então em baixo forma-se essa cauda comprida típica do colar em Y. A diferença está em que no colar em Y a forma vem cosida à construção, ao passo que no lariat a montas tu e podes desfazê-la quando quiseres.

De onde vem o nome e a história do lariat

Porque é que o lariat se chama assim por causa do laço de vaqueiro

A palavra lariat vem do mundo dos vaqueiros e dos pastores. Chamava-se lariat a uma corda comprida com um laço na ponta, o laço com que no Extremo Oeste apanhavam o gado. A própria palavra procede do espanhol "la reata", que significa corda ou correia para atar. Quando ficou na moda o colar comprido sem fecho, no qual uma ponta se passa pelo laço da outra e se tensiona com um gesto deslizante, a semelhança com o laço de vaqueiro era demasiado evidente. A joia herdou o nome do laço.

A lógica está na própria mecânica. No lariat clássico é frequente que uma ponta tenha um laço ou uma argola, e a outra ponta se passe por ela, como a corda do laço pelo seu próprio nó corredio. Puxas a ponta solta e o colar tensiona-se mais acima ou mais abaixo no peito. É literalmente o mesmo gesto deslizante do laço do pastor, só que em miniatura e em metal precioso.

O lariat na época art déco e entre as flappers dos anos vinte

Comprido colar de ouro com esmalte e diamantes e pontas a pender livremente, obra de Eugène Fontenay, por volta de 1870
Os colares compridos com pontas a pender livremente estavam na moda muito antes das flappers: joia de ouro de Eugène Fontenay, por volta de 1870. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)Necklace, Eugêne Fontenay, ca. 1870. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O apogeu do lariat chegou nos anos vinte do século passado. A época art déco apaixonou-se pelas linhas verticais compridas, pela geometria e pelo movimento. Os vestidos tornaram-se retos, a cintura baixou para as ancas, os decotes deixaram a descoberto pescoço e costas, e o colar comprido, caindo como uma corda vertical, encaixou na perfeição naquela silhueta. As jovens na moda daquela década, a quem chamavam flappers, ostentavam compridos fios de pérolas e de contas que baloiçavam soltos ao dançar.

O lariat e o sautoir daquela época foram feitos para o movimento. Uma rapariga de vestido curto dançava o charleston, e o comprido fio com borlas nas pontas voava com ela, sublinhando cada gesto. As pontas adornavam-se muitas vezes com borlas de pérolas miúdas ou missangas, pendentes trabalhados, às vezes pedras. A vertical do colar alongava a figura, e as pontas soltas acrescentavam aquela dinâmica despreocupada que deu fama à década. Foi então que o lariat passou de joia a parte do visual da mulher liberta.

O renascimento do lariat nos nossos dias

Depois do art déco o lariat umas vezes eclipsava-se e outras voltava por vagas. Cada década apaixonada pelo minimalismo e pelas linhas limpas redescobria o colar sem fecho. O lariat fino de corrente com um pendente diminuto na ponta encaixou na perfeição na moda das joias discretas, quase impercetíveis, que se usam em camadas. E os amantes das peças expressivas devolveram os lariats volumosos com borlas e pendentes grandes, que remetem para os anos vinte.

Hoje o lariat é valorizado pelo mesmo que há cem anos: pela sua flexibilidade e pela sua linha. Fica igualmente natural com uma camisa de trabalho ou com um vestido de noite, pode usar-se sozinho ou em camadas com outras correntes. O seu renascimento apoia-se em boa medida no prático: uma só joia, dez maneiras de a usar, zero trabalheira com o fecho. Numa época que aprecia as peças transformáveis, um colar que de cada vez é novo revelou-se muito oportuno.

As pontas devem voar, não pendurar como dois trapos. Ataste-o com um nó de morte? Desata-o e recomeça, que eu espero.
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Como pensas usá-lo mais vezes?

Como usar o lariat: conselhos de estilista

Já trabalhei o lariat em centenas de sessões, e é uma das poucas peças que recomendo a quase toda a gente: uma corrente, dez visuais. Reúno aqui o que de facto funciona, por ocasiões.

Como é que ato o lariat para o escritório? Por baixo de uma camisa ou de uma blusa recomendo um nó curto e alto, mesmo onde ficaria o nó da gravata. Escolho um metal sereno, prata ou ouro mate, e pontas sóbrias sem borlas. A linha vertical dá compostura e suaviza até o fato mais estrito. Aconselho a atar com suavidade, sem apertar, para que a corrente não se marque.

E como monto um visual de noite? Para a noite escolho um decote aberto e solto o lariat bem fundo, para que a vertical jogue sobre a pele nua. Aqui vão as borlas, as pérolas e os pendentes grandes. Por baixo de um vestido de costas descobertas viro o lariat do avesso e deixo cair as pontas em cascata pelas costas. À noite deixo-o sozinho: não deve ter vizinhos no pescoço.

Que comprimento escolho primeiro? Aconselho um lariat médio, com cerca de noventa a cento e dez centímetros esticado. Atá-lo curto por baixo da camisa e solta-lo mais fundo para o vestido, assim uma só peça cobre o máximo de cenários. Um demasiado curto prende-te à queda alta, um demasiado comprido pede voltas.

Posso usar o lariat em camadas? Podes e deves, se respeitares os intervalos. Coloco o lariat como o elemento mais comprido da pilha: em cima uma gargantilha ou uma corrente curta, no meio uma média se te apetecer. A sua vertical reúne as camadas numa composição e evita que se vejam amontoadas. Uma regra: o lariat com borla deixo-o sozinho, ou a borla enreda-se com os vizinhos.

A quem favorece o lariat? A quase todos, porque a sua vertical alonga e estiliza. Para um pescoço curto recomendo uma queda profunda, estica a zona do decote. Num visual masculino escolho uma corrente fina com pontas serenas, atada curta sobre uma camisa. E aconselho-o em especial a quem custa o fecho minúsculo: o lariat não precisa de fecho nenhum.

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Como usar o lariat: dez maneiras

Nó de laço: a passagem clássica pela argola

A forma mais reconhecível funciona se uma ponta do lariat tiver um laço, uma argola ou um pendente com orifício. A outra ponta passa-la por ele e deixa-la cair. Resulta num laço deslizante limpo na base do pescoço e numa cauda comprida que desce pelo centro do peito. Subes o laço e o colar assenta mais perto da garganta. Baixa-lo e a cauda vai-se para o decote. É a forma básica, a mesma que aparenta o lariat com o laço de vaqueiro.

Nó simples nas pontas

Se não houver laço, o lariat ata-se com um nó mole vulgar. Lanças a corrente ao pescoço, cruzas as pontas à frente e fazes um nó frouxo, sem apertar, à altura que quiseres. As pontas pendem para baixo em duas linhas. Quanto mais alto o nó, mais curto e recolhido fica o colar. Quanto mais baixo, mais se afunda o decote. O nó não se aperta com força, para não marcar a corrente, sobretudo se for fina.

Enrolar ao pescoço em duas ou três voltas

Um lariat comprido pode dar várias voltas ao pescoço e conseguir um efeito de camadas com uma só joia. A primeira volta cai alta, como uma gargantilha, a segunda e a terceira descem mais. As pontas deixam-se pender livres à frente ou escondem-se metendo-as por baixo de uma volta. Assim, de uma só corrente comprida sai o aspeto de todo um conjunto de colares de comprimentos diferentes. Este recurso fica especialmente bem com correntes finas e fios de contas.

Deixá-lo cair pelas costas

Quando o vestido descobre as costas, o lariat vira-se do avesso. A linha principal cai à frente na garganta, e as pontas compridas deixam-se descer pelas costas nuas. Resulta num acento inesperado ali onde normalmente não há nada. Este recurso vem direto da época art déco, quando os vestidos com decote profundo nas costas pediam uma joia que jogasse nas costas e não no peito.

Deixá-lo pender solto sem nó

Às vezes o lariat não se ata de todo. Lança-se ao pescoço e deixam-se as duas pontas cair livres à frente em duas linhas paralelas ou ligeiramente abertas. Fica bem para lariats compridos com pontas bonitas, borlas ou pendentes que apetece mostrar por inteiro. A linha fica suave e descontraída, sem a geometria rígida do nó.

Usá-lo sobre a pele por baixo de um decote aberto

O lariat foi feito para a pele descoberta. Por baixo de um decote profundo em V, por baixo de um vestido de alças finas, por baixo de um top de ombros descobertos, a comprida vertical do colar repete a linha do decote e leva o olhar para baixo. Quanto menos tecido houver na zona do peito, com mais força trabalha a corrente que cai. Aqui o lariat desdobra-se por completo: precisa de espaço, não de uma gola de peça.

Usá-lo sobre a gola de uma camisa ou de uma camisola

O recurso inverso não é menos vistoso. O lariat ata-se curto e usa-se sobre uma camisa abotoada, uma gola alta ou uma camisola fina. A linha vertical sobre tecido fechado lê-se com especial nitidez, e o nó faz as vezes de uma gravata inexistente. Daí o segundo nome da joia, colar laço ou colar gravata: o lariat atado alto assenta mais ou menos onde a camisa teria o nó da gravata.

Fixá-lo como gargantilha

Um lariat curto ou médio pode tensionar-se alto, enrolando-o ao pescoço e atando-o de modo que a linha principal fique colada à garganta. As pontas soltas pendem então numa cauda curta à frente. Resulta numa gargantilha com pontas a pender, recolhida e gráfica. Fica bem com ombros descobertos e com roupa sem decote, quando se quer acentuar justamente o pescoço.

Deslocar o nó para um lado pela assimetria

Não é preciso usar o nó mesmo ao centro. Desloca-o para o ombro e as pontas cairão assimétricas, na diagonal. Este recurso anima uma corrente simples e funciona bem com um decote assimétrico ou com um só ombro descoberto. A assimetria dá ao visual um desleixo estudado, como se tudo fosse casual quando na verdade está medido.

Usá-lo em camadas com outras correntes

O lariat integra-se às mil maravilhas em camadas. Em cima uma corrente curta ou uma gargantilha, por baixo o lariat com a sua comprida vertical, entre ambos, se quiseres, outra corrente de comprimento médio. A linha vertical do lariat reúne as camadas numa composição única e evita que se vejam amontoadas. Sobre como montar estas combinações por comprimento e textura explica-se em detalhe no guia como combinar várias joias.

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Comprimento e tipos de pontas do lariat

Que comprimentos têm os lariats

O comprimento do lariat mede-se esticado, de ponta a ponta, porque não tem laço fechado. Os lariats curtos, com cerca de setenta a oitenta centímetros de comprimento total, depois de atados ficam altos e dão uma linha discreta na base do pescoço. Os médios, com cerca de noventa a cento e dez centímetros, baixam a cauda para o centro do peito. Os compridos, de cento e vinte centímetros para cima, permitem tanto dar várias voltas como soltar-se quase até à cintura.

Ao escolher o comprimento, tem em mente como pensas usá-lo exatamente. Para visuais curtos e recolhidos colados ao pescoço basta pouco comprimento. Para linhas profundas em V e voltas em camadas é preciso um troço comprido. Considera-se universal o lariat médio: atá-lo curto e solta-lo mais fundo. A lógica geral de escolher o comprimento consoante a altura e o pescoço é a mesma que a de qualquer corrente, e está desenvolvida no guia de comprimento.

Lariat com pendentes nas pontas

Corrente de ouro com pendentes nas pontas a pender, obra bizantina, por volta do século VII
A ideia de dar peso às pontas pendentes com pequenos brincos é muito antiga: corrente de ouro com pendentes, Bizâncio, por volta do século VII. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)Gold Necklace with Pendants, ca. 7th century. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

A variante mais frequente: em ambas as pontas pendem pequenos pendentes, bolinhas, pedras ou elementos figurados. Dão peso às pontas, e o colar cai mais reto sem se levantar. Os pendentes fixam o carácter da joia: as bolinhas lisas dão minimalismo, as pedras trabalhadas acrescentam brilho, os elementos figurados como moedas ou símbolos fazem uma peça que conta algo. O peso dos pendentes importa: umas pontas demasiado leves vão levantar-se, umas demasiado pesadas vão puxar por uma corrente fina.

Lariat com borlas

As borlas nas pontas são uma saudação direta aos anos vinte. Pérolas miúdas, missangas, finos fios de corrente reunidos numa borla pomposa ou sóbria dão ao lariat movimento e luxo. As borlas voam com graça ao caminhar e ao dançar, apanham a luz e alongam a linha. É a variante mais vistosa do lariat, criada para a noite e para os vestidos de ar art déco. As borlas pedem um cuidado delicado, porque os fios finos se enredam com facilidade.

Lariat em Y com passagem

Aqui a construção trabalha sobre um nó corredio. Numa ponta há um aro ou um pendente grande com orifício, a outra ponta passa-se por ele. Resulta numa letra Y limpa: laço curto em cima e cauda comprida com adorno em baixo. Esta variante é a mais próxima do laço de vaqueiro pela mecânica e oferece a profundidade de decote mais regulável. Puxas a cauda, o laço tensiona-se, a linha muda.

Lariat de dupla ponta sem laço

Há lariats com pontas iguais e sem laço nenhum, pensados para atar ou para pender livres. São simétricos, ambas as pontas estão adornadas do mesmo modo, e a forma marca-la só com o nó ou a volta. Esta variante é mais flexível no estilismo, porque não está atada a uma só mecânica de passagem, mas exige que tu mesma imagines como fixá-la.

Para que decotes e roupa usar o lariat

Lariat com decote em V

O decote em V e o lariat foram feitos um para o outro. A linha vertical do colar repete a linha do decote, e juntos levam o olhar para baixo, alongando o pescoço e a silhueta. A profundidade do nó ajusta-se à do decote: quanto mais baixo o V, mais baixa se deixa a cauda do lariat para que o pendente fique dentro do decote e não choque contra o tecido. É a combinação mais natural e infalível.

Lariat com decote aberto e vestido de alças

A zona descoberta do peito e dos ombros dá espaço ao lariat. A cauda comprida sobre a pele nua lê-se com nitidez, nada compete com a joia. Aqui vão bem tanto os lariats vistosos com borlas para a noite como os finos e minimalistas para o dia a dia. A regra principal é a mesma: quanta mais pele descoberta, com mais força trabalha a vertical que cai.

Lariat com camisa e gola alta

Sobre roupa fechada o lariat faz de acento vertical e desse mesmo colar gravata. Sobre uma camisa abotoada, o lariat atado alto assenta como uma gravata, acrescentando grafismo a um visual formal. Sobre uma gola alta ou uma camisola fina a corrente comprida desenha uma linha limpa sobre o tecido fechado. Por baixo de uma gola fechada escolhe-se um lariat mais comprido, para que a cauda desça pelo peito e não se perca por baixo do queixo.

Lariat com vestido de costas descobertas

Um vestido com decote nas costas é o cenário para o lariat virado do avesso. A linha cai à frente na garganta, as pontas deixam-se descer pelas costas nuas. O efeito é inesperado e muito na linha do art déco. Para este recurso escolhe-se o comprimento com folga, para que as pontas desçam com graça pelas costas e não fiquem hirtas à altura das omoplatas.

Quando é melhor não pôr o lariat

O lariat não se dá bem com a roupa de várias camadas fechadas colada ao pescoço, os cachecóis e as golas altas e apertadas: a vertical que cai não tem onde desdobrar-se e o colar perde-se. As peças volumosas e texturadas com muito adorno na garganta também competem com a joia. O lariat precisa ou de uma zona de decote aberta, ou de uma superfície de tecido lisa e fechada por onde a sua linha passe. Com uma parte de cima apertada e de muitas camadas é onde funciona pior.

Materiais do lariat

A corrente como base do lariat

Corrente de ouro trançada tipo fita com pendentes de faia nas pontas, obra grega, por volta do ano 300 antes da nossa era
Uma corrente trançada fechada como base da joia e pendentes nas pontas: colar grego de ouro, por volta do ano 300 antes da nossa era. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)Gold strap necklace with beechnut pendants, ca. 300 BCE. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Quase sempre o lariat é uma corrente. Flexível, fluida, ata-se na perfeição e desliza na passagem. As malhas finas e delicadas dão uma linha subtil para o dia a dia, as fechadas e texturadas leem-se maiores e mais vistosas. É importante que a malha seja flexível e não se marque no nó: os elos rígidos aguentam mal a dobra. Sobre que tipos de malha existem e quanto aguenta cada um há um material à parte sobre os tipos de correntes.

Lariat de pérolas

As pérolas e o lariat juntos remetem diretamente para as flappers dos anos vinte. Um fio comprido de pérolas sem fecho ata-se com um nó mole ou enrola-se várias vezes. As pontas rematam muitas vezes em borlas de pérolas miúdas. O lariat de pérolas lê-se sempre vistoso e um tanto vintage. As pérolas pedem um trato cuidadoso: riscam-se com facilidade e não toleram o contacto com cosméticos nem perfumes.

Lariat de contas

Os lariats de contas são leves, flexíveis e muitas vezes vivos de cor. A conta miúda enfiada num fio ou num nylon resistente dá uma linha fluida e uma paleta rica de cores. É a variante para visuais leves de verão e de ar boémio. A conta é económica e permite combinações de cor arrojadas, mas exige uma base resistente: um fio barato pode desgastar-se com o tempo.

Lariat de prata

A prata é uma base universal para o lariat: brilho frio e nobre, acessibilidade, boa plasticidade para correntes finas e flexíveis. O lariat de prata é igualmente apropriado de dia como de noite, combina-se com facilidade com outras joias. A prata tem um pormenor: escurece com o tempo e o contacto com o ar, e a corrente comprida do lariat há que limpá-la de vez em quando em toda a sua extensão. O que significa o toque e porque é que a prata se comporta assim está explicado no guia prata 925.

Lariat de ouro e banhado a ouro

O ouro e o banho de ouro dão ao lariat um brilho quente e um ar vistoso. Um lariat fino de ouro com um pendente diminuto é um exemplo de luxo discreto que se usa sem tirar. O banho torna mais acessível o aspeto dourado, mas exige cuidado: no nó e nos pontos de fricção o revestimento desgasta-se mais cedo, por isso o lariat dourado convém atá-lo com suavidade e não o apertar com força.

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A quem favorece o lariat

Lariat consoante o tipo e o comprimento do pescoço

O lariat é amável com quase todos os tipos de pescoço, porque a sua vertical alonga e estiliza sempre. A quem tem o pescoço curto assenta especialmente bem: atado com queda profunda, desenha uma comprida linha para baixo e alonga visualmente a zona do decote. Num pescoço comprido o lariat também fica bem, mas o nó pode subir-se mais, para não exagerar no alongamento. O principal é que a linha principal não aperte o pescoço demasiado alto.

Lariat consoante o tipo de figura

A vertical do lariat trabalha para qualquer figura como uma linha longitudinal que estiliza e alonga a silhueta. Às pessoas de baixa estatura acrescenta altura, levando o olhar de cima a baixo. A quem quer equilibrar visualmente as proporções, um lariat comprido ajuda-o a esticar a parte de cima. A profundidade da cauda escolhe-se de modo que o ponto mais baixo do colar caia num lugar harmonioso do peito e não choque contra uma zona incómoda.

Lariat para quem não se dá com os fechos

Um público à parte do lariat são as pessoas a quem custa o fecho minúsculo. Dedos fracos, menos flexibilidade das mãos, má visão ao perto: tudo isso transforma o fechar de uma corrente vulgar numa luta. O lariat não precisa de fecho nenhum. Lança-lo, atá-lo ou passa-lo, e pronto, sem espelho nem ajuda. Isso torna-o uma joia verdadeiramente acessível.

Lariat como primeira joia expressiva

A quem mal começa a experimentar colares chamativos, o lariat resulta cómodo pela sua flexibilidade. Não gostas de como ficou? Desata-lo e voltas a atá-lo de outro modo. Pode começar-se com um nó curto e prudente por baixo da camisa e ir ousando pouco a pouco com linhas profundas e soltas. Uma só joia dá espaço para experimentar sem o risco de comprar algo que só combine com um traje.

Lariat frente a colar normal, sautoir e colar em Y
TipoFechoComprimentoVersatilidade
LariatNenhum, duas pontas soltasFixa-la com o nó
Colar normalFecho na nucaFixo
SautoirPontas unidasComprido, laço fixo
Colar em YFecho, forma em Y fixaFixo

Lariat de dia e de noite

Lariat para cada dia

O lariat de dia é uma corrente fina com um pendente pequeno na ponta, atada com um nó discreto. Não incomoda, não se prende, mete-se com facilidade por baixo da camisa ou cai pela gola alta. Esse lariat usa-se sem tirar, combina-se com calças de ganga e camisola, com a camisa de escritório, com um vestido simples. Quanto mais serenas as pontas, mais versátil a peça.

Lariat para o escritório e o visual de trabalho

No guarda-roupa de trabalho o lariat faz de acento vertical cuidado que substitui o lenço de pescoço ou a gravata. Atado alto sobre uma camisa ou uma blusa, acrescenta compostura ao visual sem cair no desleixo. Escolhem-se pontas sóbrias sem pendentes aparatosos, metal de tom sereno. A linha do colar acrescenta rigor e ao mesmo tempo suaviza o fato formal.

Lariat de noite

O lariat de noite desdobra-se com toda a sua força: borlas, pendentes grandes, pérolas, brilho de pedras. Por baixo de um vestido decotado solta-se fundo, para que a vertical jogue sobre a pele. Pelas costas deixa-se cair em cascata por baixo de um vestido de costas descobertas. Aqui o lariat torna-se a joia principal do visual, e não deve ter vizinhos no pescoço. É o seu cenário, o mesmo que tinha há cem anos nas pistas de dança dos anos vinte.

Um só lariat para todas as ocasiões

O truque do lariat está em que um mesmo exemplar cobre muitas vezes dia e noite. De manhã ata-lo discreto por baixo da camisa, à noite solta-lo mais fundo para o vestido, acrescentas brincos de pingente e o visual mudou sem mudar de joia. Um lariat médio universal com pontas cuidadas mas não demasiado discretas é, talvez, a compra mais prática desta categoria.

Lariat: verdades e mitos
Um lariat é só um colar comprido
Toca para ver
O lariat deve o nome ao laço de vaqueiro
Toca para ver
O lariat é só para a noite
Toca para ver
O lariat vai desatar-se durante o dia
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O comprimento do lariat não muda sem arranjo
Toca para ver

Cuidado da corrente comprida do lariat

Como guardar o lariat para que não se enrede

O inimigo principal de uma corrente comprida são os nós que se fazem sozinhos no guarda-joias. O lariat convém guardá-lo esticado: pendurado num gancho, num suporte próprio ou estendido num compartimento plano. Se o meteres numa bolsinha, a passagem e as correntes finas convém enrolá-las um pouco em aro sem as dobrar ou passá-las por um tubinho. A regra mais segura: não amontoar nada num monte comum com outras correntes, ou desenredá-lo levará um bom bocado.

O que fazer se o lariat se enreda na mesma

Uma corrente enredada não se puxa à força. Põe-se sobre uma superfície lisa e clara, estende-se e afrouxa-se o nó com cuidado com duas agulhas ou alfinetes, levantando os laços. Uma gota de óleo vegetal sobre o nó facilita o deslizamento dos elos. Aqui a paciência importa mais do que a força: um puxão parte um elo ou arranca-o da corrente. Se se apertou de todo, mais vale confiá-lo a um profissional. Uma análise detalhada de como desenredar uma corrente agarrada com força está no guia tipos de correntes.

Cuidado do nó e dos pontos de dobra

O lariat ata-se e desata-se constantemente, e os elos da zona do nó desgastam-se antes dos restantes. Para que a corrente dure mais, o nó aperta-se com suavidade, sem puxões, e não se deixa muito apertado durante muito tempo. Nos lariats dourados e de prata os pontos de dobra perdem brilho com o tempo, por isso limpam-se e revêem-se de vez em quando à procura de elos esticados. A corrente fina mais vale não a apertar num nó apertado, mas usar a passagem pela argola.

Limpeza da corrente comprida e dos remates

O comprimento do lariat limpa-se em toda a sua extensão, sem saltar os troços escondidos. Um pano macio para esfregar, água morna com sabão e uma escova macia para os elos resolvem a maior parte da sujidade. As borlas e os remates de pérolas pedem especial delicadeza: não se mergulham inteiros nem se esfregam com dureza. Depois da limpeza a corrente seca-se por completo antes de guardar, ou numa bolsinha húmida o metal vai baçar e o fio da borla pode sofrer.

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Dados que surpreendem

O nome da joia significa literalmente laço para o gado

Um elegante colar de noite carrega o nome de uma corda de pastor. O lariat é o laço com que no Extremo Oeste apanhavam vacas e cavalos, e a palavra procede do espanhol "la reata", a atadura. Acontece que uma senhora de vestido de alta-costura leva ao pescoço uma joia batizada em honra da ferramenta de um vaqueiro. A relação não é casual: o nó corredio do colar funciona exatamente como o laço que se tensiona da corda.

O lariat tecnicamente não tem princípio nem fim no sentido habitual

Um colar vulgar tem cima e baixo, frente e trás, porque tem fecho. O lariat não tem fecho nem trás fixado: a sua frente está onde tu decides fazer o nó. Vira-lo do avesso e as costas passam a ser a fachada. É uma das poucas joias cuja orientação a marca não a construção, mas o dono no momento de a usar.

Um só lariat substitui vários colares

Pela ausência de comprimento fixo, um só lariat cobre de uma vez vários formatos: gargantilha, colar de comprimento médio, colar comprido em V e até algo parecido com um sautoir por meio da passagem. Comprando uma só peça, na verdade obténs um guarda-roupa de quatro ou cinco colares diferentes. Poucas joias dão tal rendimento com uma só compra.

O lariat dançava o charleston

Nos anos vinte os compridos fios com borlas nas pontas eram cúmplices da dança, não uma joia estática. Quando uma flapper dançava o charleston, as pontas do lariat voavam com ela, sublinhando o ritmo dos movimentos. A joia desenhava-se a pensar no movimento: as borlas e os pendentes tinham de baloiçar com graça. Poucos colares foram criados literalmente para dançar.

O lariat é o mais cómodo para quem não suporta os fechos

Paradoxo: o colar de aspeto mais vistoso revela-se também o mais prático de pôr. Nenhum fecho minúsculo na nuca que não se fecha sem espelho. O lariat lança-se e ata-se à frente, onde tudo se vê e se alcança com ambas as mãos. Para as pessoas com menos mobilidade nos dedos é muitas vezes o único colar que conseguem pôr sozinhas.

Perguntas frequentes sobre o lariat

O lariat e o colar laço são a mesma coisa?

Sim, são dois nomes de uma mesma joia. Chama-se colar laço ou colar gravata ao lariat porque, atado alto, assenta mais ou menos onde a camisa teria o nó da gravata, e desce em linha vertical pelo peito. O nome lariat vem do mundo dos vaqueiros e sublinha a mecânica do laço, ao passo que colar gravata descreve como se vê a joia e onde se situa.

O lariat não se desata sozinho ao longo do dia?

Com um nó ou uma passagem corretos, o lariat mantém-se com segurança. Se o usares com um nó simples, fá-lo nem muito apertado nem demasiado frouxo, e revê-lo de vez em quando. A variante com passagem pela argola e um pendente que dá peso na ponta fica especialmente estável, porque o peso puxa a cauda para baixo e não deixa o laço afrouxar. Os materiais escorregadios como a pérola lisa seguram o nó um pouco pior do que a corrente, convém tê-lo em conta.

Que comprimento de lariat escolher se sou principiante?

Escolhe um médio, com cerca de noventa a cento e dez centímetros esticado. Atá-lo curto por baixo da camisa e solta-lo mais fundo para o vestido, ou seja, cobre o máximo de cenários. Um demasiado curto limita-te à queda alta, um demasiado comprido obriga-te a dar voltas. O médio é o meio-termo para um primeiro lariat. Para afinar mais consoante a altura e o pescoço ajuda-te o guia de comprimento de corrente.

Um homem pode usar lariat?

Pode. O lariat numa execução sóbria, uma corrente fina com pontas serenas, atada curta sobre uma camisa ou uma gola alta, vê-se gráfico e apropriado num visual masculino. Escolhem-se pontas escuetas sem borlas nem pendentes vistosos, metal de tom sereno. A linha vertical acrescenta compostura ao visual, substituindo a gravata por um acento menos formal.

Em que se diferencia o lariat de um sautoir se ambos são compridos?

O sautoir é um fio comprido fechado com as pontas unidas, veste-se simplesmente pela cabeça, a forma já vem dada. O lariat está aberto: duas pontas soltas, e a forma cria-la tu com o nó ou a passagem. O sautoir é um laço já feito, o lariat uma peça em bruto para a tua imaginação. De um lariat pode montar-se algo parecido com um sautoir, mas não ao contrário.

O lariat fica bem com roupa fechada?

Sim, mas de outro modo do que com a roupa aberta. Por baixo de uma camisa, uma blusa, uma gola alta e uma camisola fina o lariat ata-se como acento vertical sobre o tecido, e a sua linha lê-se sobre a superfície fechada. Por baixo de uma gola fechada escolhe-se um lariat mais comprido, para que a cauda desça pelo peito. Onde funciona pior é com uma parte de cima apertada de muitas camadas e com cachecóis, onde a vertical não tem onde desdobrar-se.

Como cuidar de um lariat com borlas?

As borlas são a parte mais frágil do lariat. Não se mergulham inteiras, não se esfregam com escova dura nem se esticam. A sujidade tira-se com um pano macio e húmido, depois do que a borla se seca por completo. O lariat com borlas guarda-se esticado, para que os fios não se enredem, à parte de outras joias. As borlas de pérolas temem especialmente os cosméticos, os perfumes e a fricção.

Pode encurtar-se o lariat ou é preciso um comprimento concreto?

O lariat regula-se sem qualquer modificação: a altura do nó ou a profundidade da passagem são o seu ajuste de comprimento. Queres mais curto? Sobes o nó. Mais comprido? Baixa-lo ou solta-lo. Por isso uma mesma peça serve para visuais recolhidos e para visuais profundos. Fisicamente encurtar a corrente não costuma ser preciso, é nisso que consiste todo o sentido do colar sem fecho.

O lariat que será teu

Um só colar sem fecho em vez de quatro vulgares: gargantilha, médio, V profundo e queda pelas costas. Escolhe o teu comprimento e ata-o exatamente como gostas.

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Sobre a Zevira

A Zevira faz joias que se usam, não que se guardam no guarda-joias. O lariat é para nós a peça ideal desta filosofia: flexível, sem pormenores a mais, pensado para que lhe toques, o voltes a atar e o uses à tua maneira cada dia. Montamos correntes com malhas flexíveis que seguram bem o nó e não se marcam, escolhemos as pontas pelo peso para que a linha caia reta, e revemos cada elo em toda a sua extensão. Um colar sem fecho deve durar muito, apesar de se atar e desatar sem parar, e é nisso que pensamos em cada etapa.

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