
A safira: química, geologia, história e cuidados da pedra
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O que é realmente uma safira
Uma safira e um rubi são o mesmo mineral. A única diferença está no elemento que trazem lá dentro: junte crómio ao corindo e obtém um rubi vermelho, junte ferro e titânio e obtém uma safira azul. Todo o resto é idêntico: a mesma fórmula, a mesma rede cristalina, a mesma dureza. Uma safira é, muito simplesmente, corindo colorido de qualquer tom que não seja o vermelho.
É isto o primeiro que convém assimilar antes de ler seja o que for sobre a "energia da pedra" ou os anéis de noivado. Uma safira não é magia nem um ativo de investimento com rentabilidade garantida. É um cristal de óxido de alumínio muito duro e muito estável, que deixa passar a luz com beleza e que quase nunca se risca. A partir daqui vamos desmontá-la com calma, prateleira a prateleira: de que é feita, como cresce debaixo da terra, de onde sai, como distinguir a autêntica do vidro e como cuidar dela.
A química e a física da safira
Composição e fórmula
A safira é óxido de alumínio cristalino, o corindo, com a fórmula química Al₂O₃. No estado puro o corindo é incolor (a uma safira incolor chama-se leucossafira). A cor vem de vestígios microscópicos de elementos estranhos que se infiltram na rede no lugar de algum átomo de alumínio:
- Azul, a presença conjunta de ferro e titânio. Um eletrão "salta" entre os iões de ferro e de titânio e, nesse instante, o cristal absorve parte do espetro e deixa o azul para o olho. A este mecanismo chama-se transferência de carga.
- Amarelo, o ferro.
- Rosa, o crómio em concentração baixa (com muito crómio a pedra passa a ser rubi).
- Verde, o ferro noutra proporção.
- Violeta e lavanda, uma mistura de crómio e ferro.
- Padparadscha (rosa alaranjado), uma combinação rara de crómio e centros de cor ligados a defeitos da rede.
Basta uma fração de um por cento de impureza para mudar a cor da pedra. Por isso duas safiras de uma mesma jazida podem diferir no tom.
Dureza e tenacidade
Na escala de Mohs a safira atinge um 9 em 10. Só o diamante é mais duro. Na prática isto significa que nada do dia a dia a consegue riscar: nem a areia (quartzo, dureza 7), nem o metal, nem o vidro. Por isso o corindo é tão usado tanto na joalharia como em vidros de relógio, rolamentos e abrasivos.
Uma ressalva importante: dureza e tenacidade são coisas diferentes. A dureza é a resistência ao risco, ao passo que a tenacidade é a resistência ao golpe e à lasca. A safira não tem uma clivagem marcada (planos por onde o cristal se parte com facilidade), por isso é mais tenaz do que muitas pedras. Ainda assim, um golpe seco e pontual na aresta de uma faceta pode deixar uma lasca, sobretudo se a pedra já guardar uma fissura. Chamar à safira "indestrutível" é um erro: apenas resiste muito bem ao desgaste.
Estrutura e densidade
O corindo cristaliza no sistema trigonal (que se costuma agrupar com a família hexagonal). Os cristais naturais costumam tomar a forma de prisma hexagonal alongado ou de bipirâmide em forma de barril. A densidade da safira ronda os 3,95 a 4,1 g/cm³, ou seja, a pedra pesa bastante mais do que o vidro do mesmo tamanho. Este é um dos sinais simples ao verificá-la: uma imitação de vidro nota-se claramente mais leve na mão.
Ótica
- Índice de refração em torno de 1,76 a 1,77. A safira desvia a luz mais do que o vidro, por isso uma pedra bem lapidada vê-se "profunda" e não plana.
- Birrefringência, o corindo é oticamente anisótropo: um raio de luz desdobra-se em dois lá dentro. Com uma lupa nota-se um ligeiro desdobramento das facetas de trás através da pedra.
- Dispersão (a decomposição da luz em cores espetrais, o "fogo") na safira é baixa, à volta de 0,018. Por isso não "cintila com arco-íris" como o diamante: brilha com uma cor uniforme. É a sua natureza, não um defeito.
- Pleocroísmo, a safira vê-se um pouco diferente consoante a direção. Uma pedra azul pode parecer um azul saturado ou um azul esverdeado consoante o ângulo de onde a olha. O lapidário tem isto em conta para que a melhor cor se veja de cima.
Há ainda um efeito ótico à parte, o asterismo, a "estrela". Quando uma pedra guarda muitas inclusões finas e paralelas em forma de agulha (rútilo, em geral), uma lapidação em cabochão com a cúpula certa produz uma estrela de seis raios à superfície. Assim nasce uma safira estrela.
A safira azul, só em metal frio. Ao lado do ouro amarelo cheira a casa de penhores, e não me repliques.
Com que usar a safira
Depois de anos de rodagens já usei a safira em dezenas de looks, do ganga de dia às saídas à noite. Reúno aqui aquilo que de facto funciona, consoante a ocasião.
Com que uso a safira no dia a dia? Para o dia recomendo um anel fino com uma pedra azul pequena ou um pendente em fio curto. Ponho-os com uma camisa branca, um caxemira cinzento, umas calças de ganga, um vestido de linho em cor neutra: o azul funciona como o único ponto que recolhe uma paleta serena. Se o quiser mais suave, aconselho uma safira pêssego ou lavanda; combinam bem com o bege, o azeitona e os tons empoados.
A safira encaixa no escritório? Encaixa, e é aí que está a sua força: parece cara sem gritar. Recomendo uma pedra azul em ouro branco ou uns brincos pequenos de botão, que se leem como uma segurança contida. Combino-os com tons frios e profundos: azul-marinho, grafite, grená.
Como monto um look de noite? Para a noite escolho um decote aberto, um vestido escuro e liso com um leve brilho (seda, cetim) e um colar de safira ou uns brincos grandes. O metal branco e um cerco de pedras transparentes pequenas dão o acento de gala. Se o vestido é liso e escuro, a safira azul torna-se a única mancha de cor, e com isso basta.
Que metal escolho para a safira? Ajusto o metal ao subtom da pele. Um subtom frio levo-o ao ouro branco e à platina; um quente abre-se no ouro amarelo e no rosa. As pedras azuis e violetas veem-se mais recolhidas em metal branco, ao passo que uma safira pêssego ou uma padparadscha mando-as para uma montagem quente, onde o metal branco ao lado se vê apagado.
Como uso uma safira de cor sem exagerar? Sigo uma regra simples: não mais de dois acentos de safira chamativos ao mesmo tempo, ou o conjunto fica sobrecarregado. A esta pedra assenta-lhe a contenção. Se quiser saber que matiz favorece quem, veja a análise em as cores da safira na joalharia. Atraem-na as pedras vermelhas e quentes? Essa é outra história, o rubi e as suas propriedades, quimicamente um mineral próximo da safira; o mesmo amor secular pela cor saturada mostra-o o coral vermelho como material de luxo.

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Como se forma a safira na natureza
O corindo nasce onde há muito alumínio e pouco silício. O silício é o "rival" do alumínio e, se uma rocha traz muito, em vez de corindo forma-se feldspato vulgar ou mica. Por isso a safira aparece em ambientes geológicos concretos.
Duas vias principais de formação:
- Metamórfica. Rochas ricas em alumínio (bauxites ou sedimentos argilosos, por exemplo) afundam-se a grande profundidade, onde a alta temperatura e a pressão as refazem. Nessas condições o alumínio recristaliza em corindo. Foi assim que se formou a maioria das safiras clássicas, ao longo de milhões de anos.
- Magmática. O corindo cristaliza diretamente a partir de magma basáltico alcalino ou de fundidos afins. Quando esses basaltos se decompõem à superfície, os cristais são arrastados para os rios.
A partir daí entra a física mais simples. A safira é dura e pesada; não se desfaz quando a água a transporta e assenta no fundo junto a outros minerais densos. Assim se formam os placeres: sedimentos de rio e de praia de onde as safiras se recuperam por lavagem, tal como o ouro. A mineração histórica do Sri Lanka foi sobretudo este tipo de trabalho de placer.
Opiniões de clientes
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Geografia: onde se extrai a safira
Algumas regiões conhecem-se há séculos e dão pedras de carácter reconhecível:
- Sri Lanka (Ceilão), uma das fontes mais antigas. As safiras do Ceilão apreciam-se pelos seus azuis limpos, muitas vezes claros e transparentes, e por uma rica paleta de safiras de fantasia: amarelas, rosas, padparadscha.
- Birmânia (Myanmar), pedras de um azul profundo e saturado.
- Caxemira (o norte do subcontinente indiano), historicamente a fonte de um azul de centáurea aveludado. A jazida era pequena e esgotou-se de facto no início do século XX, de modo que as safiras de Caxemira são uma raridade.
- Madagáscar, uma das maiores fontes atuais, que rende pedras de todas as cores.
- Austrália e Tailândia, safiras azul-escuras e esverdeadas; a Tailândia foi além disso, historicamente, um grande centro de lapidação e tratamento.
- Montana (EUA), conhecida pelas suas safiras, também as de placer.
A origem influi na cor e na fama de uma pedra, mas não se pode julgar "a olho": disso ocupam-se os laboratórios gemológicos, lendo as inclusões.
Tipos e variedades de safira
A divisão principal vai pela cor:
- Safira azul, a clássica, aquilo que a maioria entende pela palavra "safira".
- Safiras de fantasia (de cor), amarela, rosa, violeta, lavanda, verde, laranja. O mesmo corindo, só que com outra impureza.
- Padparadscha, uma rara safira rosa alaranjada cuja cor se compara à flor de lótus. Uma das mais queridas entre as de fantasia.
- Incolor (leucossafira), corindo sem impurezas que o colorem.
- Safira estrela, um cabochão com efeito de estrela graças às inclusões em agulha.
- De mudança de cor, uma variedade rara que se vê diferente à luz do dia e à artificial.
Convém conhecer o tratamento. A esmagadora maioria das safiras do mercado está aquecida (tratada com calor): aquece-se a pedra a uma temperatura alta para melhorar a cor e dissipar a turvação. É uma prática antiga e aceite no setor, e uma safira aquecida continua a ser uma pedra natural. As pedras sem tratamento e de boa cor escasseiam e valorizam-se mais. Há também tratamentos mais sérios: a difusão e o preenchimento de fissuras com vidro. O vendedor está obrigado a declará-los e o laboratório a indicá-los no seu relatório.
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Como avaliar a qualidade de uma safira
Numa safira azul o principal fator do preço é a cor, que concentra a maior parte do valor da pedra. Os gemólogos decompõem a cor em três parâmetros, e de cada um convém perguntar ao vendedor.
O tom é o quão clara ou escura é a pedra. O melhor costuma ser um azul médio-escuro: profundo o bastante para que a cor se leia, mas não tão escuro que a pedra pareça de tinta num interior e apague o seu brilho. Uma pedra demasiado clara vê-se aguada; uma demasiado escura perde vida com luz artificial.
A saturação é a pureza e a força da cor. As safiras mais caras mostram um azul vivo e aberto, sem um véu cinzento nem esverdeado. Um subtom cinza ou pardo, que as pedras australianas e tailandesas costumam arrastar, baixa o preço de forma notória. Verifique a pedra com luzes diferentes: uma janela de dia, um candeeiro, a sombra. Uma boa safira mantém o seu azul nas três, ao passo que uma medíocre esverdeia ou enegrece a olhos vistos sob o candeeiro.
O matiz. O padrão é um azul puro, ou um azul com um leve toque violeta. Uma inclinação esverdeada valoriza-se menos.
A pureza de uma safira julga-se com mais indulgência do que a de um diamante: aqui as inclusões naturais são a norma e não contam como defeito, desde que não saltem à vista nem enfraqueçam a pedra. Aliás, uma leve bruma das agulhas mais finas (a que se chama "seda") dá ao azul uma qualidade aveludada, que é justamente por que se apreciavam as pedras de Caxemira. O que o deve preocupar não são as inclusões em si, mas as fissuras que chegam à superfície, por onde uma pedra se pode partir com o tempo.
A lapidação de uma pedra de cor não importa pelo brilho, como num diamante, mas por como revela a cor. Um bom lapidário orienta a pedra para que o melhor matiz olhe para cima, e mantém uma profundidade uniforme: uma pedra demasiado plana "esvazia-se" com uma janela pálida no centro, uma demasiado funda escurece. Uma lapidação torta que poupa peso costuma denunciar que o vendedor perseguiu quilates à custa do aspeto.
O peso afeta o preço de forma não linear. O preço por quilate dá um salto nos limiares redondos (à volta de um quilate e de dois, por exemplo) e sobe com mais força nas pedras grandes e limpas, porque as safiras grandes de boa cor são raras. Duas pedras de um quilate são quase sempre mais baratas do que uma de dois quilates da mesma qualidade.
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A história da safira
O corindo é conhecido pelo ser humano há milhares de anos, embora na antiguidade uma palavra parecida com "safira" se aplicasse muitas vezes também a outras pedras azuis, ao lápis-lazúli por exemplo. Ainda assim, o corindo azul usou-se em joias e selos desde a antiguidade mais remota no Próximo Oriente, na Índia e no Mediterrâneo.
A safira na Antiguidade
Na Índia e no Ceilão o corindo azul apreciava-se desde tempos antigos, tanto como adorno como material para selos. Os gregos e os romanos também conheciam pedras azuis deste tipo. Plínio, o Velho, na sua "História Natural", descreve uma pedra azul que muitos estudiosos identificam com aquilo a que hoje chamamos lápis-lazúli, o que mostra muito bem quão confusos eram os nomes na Antiguidade.
A Europa medieval
Na Europa medieval a safira ficou firmemente ligada à Igreja. O azul lia-se como a cor do céu e, portanto, do celeste e do espiritual. As mais altas figuras da Igreja usavam anéis de safira, e a pedra tornou-se símbolo de pureza e constância. Uma safira grande e limpa era uma raridade e custava imenso, por isso possuí-la era além disso uma marca de posição elevada.
Por essa época o Ceilão passou a ser a principal fonte de pedras azuis de qualidade para a Europa, ao passo que o comércio de gemas estava nas mãos de mercadores das cidades do Mediterrâneo.
A safira nas insígnias reais
As safiras azuis aparecem nas insígnias reais históricas de vários países; fazem parte das joias que se transmitem de uma geração para outra. Uma das safiras históricas mais célebres é uma pedra das joias da Coroa britânica, ligada por tradição a um rei inglês medieval (a chamada safira de Santo Eduardo). Essas pedras valorizavam-se justamente pela sua durabilidade: uma joia podia sobreviver a vários séculos e a vários donos sem que o seu aspeto mudasse quase nada.
Simbologia: o que se atribui à safira
Aqui convém separar de imediato a tradição dos factos. Em diferentes culturas atribuíram-se à safira uma infinidade de propriedades: ligava-se à fidelidade, à sabedoria, à clareza de pensamento e à proteção. Na tradição europeia considerava-se pedra de honestidade e constância; na astrologia indiana a safira azul associa-se ao planeta Saturno.
Tudo isso é crença cultural, não um efeito provado. Não existe nenhuma influência confirmada da pedra sobre a saúde, o sono, a tensão, a ansiedade ou a sorte. A safira não cura nem "carrega" nada: é um mineral. Se gosta da simbologia e verte um sentido pessoal numa joia, isso está bem e resulta agradável. Mas comprar uma safira como remédio ou como garantia de boa fortuna não é o caminho.
Como distinguir a safira de pedras parecidas e das falsificações
A cor azul aparece em muitas pedras, e várias parecem-se com a safira. O guia prático principal é a dureza e a ótica.
- O vidro (imitação). A "safira falsa" mais habitual. O vidro é mais mole (risca-se com facilidade), mais leve, e muitas vezes guarda bolhas de ar redondas que se veem com lupa. O vidro não tem birrefringência nem pleocroísmo.
- O espinélio azul. Uma pedra natural realmente parecida, mas mais mole (dureza à volta de 8) e de refração simples, sem pleocroísmo.
- A tanzanite. Pleocroísmo forte (joga entre o azul e o violeta), mas claramente mais mole do que a safira (à volta de 6,5) e mais frágil.
- O topázio azul. Mais mole (8), ótica diferente, e quase sempre obtém a sua cor por irradiação.
- A cianite. Muito peculiar porque a sua dureza difere ao comprido e ao largo do cristal.
O que distingue uma safira sintética. É corindo a sério cultivado em laboratório, com a mesma composição, dureza e ótica que a natural e, em sentido estrito, não é uma "falsificação". Distingue-a a sua origem e o carácter das suas inclusões internas: as sintéticas mostram muitas vezes linhas de crescimento curvas e bolhas de gás arredondadas, ao passo que uma pedra natural guarda inclusões minerais "próprias", agulhas de rútilo e marcas de crescimento. Só um gemólogo consegue distinguir com fiabilidade uma sintética de uma pedra natural.
Sinais de alarme práticos:
- Uma pedra demasiado leve para o tamanho declarado é, com probabilidade, vidro.
- Uma cor perfeitamente uniforme, sem zonas nem inclusões, numa pedra grande e barata, é mais frequentemente sinal de sintético ou de vidro; uma safira natural costuma mostrar zonamento de cor.
- Pureza perfeita a preço baixo, isso não acontece.
- Um vendedor que só fala de "energia" e foge às perguntas sobre origem, tratamento e a existência de um relatório de laboratório.
Uma compra séria deveria ir sempre acompanhada do relatório de um laboratório gemológico independente, onde figurem o peso, as dimensões, a cor e, sobretudo, os tratamentos detetados.
Os cuidados da safira
Graças à sua dureza de 9, a safira é uma das pedras que menos cuidado pedem ao usar-se. O pó doméstico não a risca, não se apaga com a água nem com o suor, e pode usar-se todos os dias.
A limpeza é simples:
- Água morna, uma gota de sabão suave, uma escova macia (serve uma escova de dentes infantil).
- Passe com cuidado à volta e por baixo da pedra, onde se acumulam a gordura da pele e o creme.
- Enxágue e seque a toques com um pano macio.
Alguns limites:
- Não use limpeza por ultrassons nem por vapor em pedras preenchidas com vidro ou óleo (tratamento de fissuras); podem não sobreviver. Em caso de dúvida sobre o tratamento, limpe à mão.
- Proteja-a de um golpe seco na aresta, apesar da dureza uma lasca é possível.
- Tire as joias com safira no trabalho pesado e no desporto, não pela pedra mas pela cravação e pelas pedras mais moles que a rodeiam.
O acondicionamento. Como a safira é mais dura do que quase tudo, num guarda-joias comum riscará com facilidade as outras peças. Guarde-a à parte, numa bolsinha macia ou no seu próprio compartimento. A cada um ou dois anos convém mostrar o anel a um joalheiro para verificar se as garras da cravação se soltaram: com o uso diário uma pedra pode soltar-se e cair, e essa é uma causa de perda muito mais frequente do que qualquer outra.
Como a dureza influi no uso. É justamente essa resistência ao risco que torna a safira ideal para os anéis de uso diário, as peças que mais se desgastam. A pedra conserva o brilho das suas facetas durante décadas, ao passo que as cravações mais moles se polem e apagam com o tempo. Por isso a safira se escolhe tantas vezes para anéis de noivado e alianças, aqueles que se usam sem nunca se tirarem.
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Como escolher uma safira para uma peça concreta
A mesma pedra comporta-se de forma diferente num anel e nuns brincos, e cada tipo de joia tem a sua própria lógica de escolha.
Um anel de uso diário. Aqui decide a cravação, não a pedra. A mão engancha-se constantemente nas coisas, por isso uma cravação alta "de coroa" sobre garras finas é a principal causa de uma pedra perdida. É mais seguro uma cravação fechada, em que a safira fica abraçada por um aro de metal em todo o seu contorno, ou uma semifechada com os cantos protegidos. A safira em si resiste ao golpe, mas as garras dobram-se, e convém que um artesão as verifique cerca de uma vez por ano. Para um anel de uso diário é sensato de meio quilate a quilate e meio: algo maior já estorva no dia a dia e sobressai demasiado do dedo.
Brincos e pendente. Aqui pode tomar-se uma pedra maior e mais saturada do que num anel: os brincos e o pendente não roçam superfícies e quase não correm risco de lascar. O crítico, em contrapartida, é um par bem igualado: duas safiras nuns brincos devem coincidir em tom e matiz, ou a disparidade salta à vista mais do que numa pedra solta. Num pendente junto ao rosto fica bem uma pedra algo mais clara e viva: um azul profundo e escuro, longe da luz direta, pode ver-se quase preto.
Safira estrela. Lapida-se em cabochão, e a estrela só se vê com luz dirigida (o sol, um foco), ao passo que com a luz difusa do dia se esbate. Faz sentido comprar uma pedra assim só depois de a girar sob um candeeiro: o raio deve ser uniforme, centrado na cúpula, sem se desdobrar. Um cabochão sem facetas é mais barato do que uma pedra transparente do mesmo peso, mas também se usa melhor onde não se enganche, num pendente ou nuns brincos, e não num anel de uso diário.
A cor consoante o metal. As safiras azuis e violetas, frias, veem-se mais recolhidas em ouro branco e platina. As pedras quentes, amarela, pêssego, padparadscha, abrem-se no ouro amarelo e no rosa, junto aos quais um metal branco costuma ver-se apagado.
Perguntas frequentes sobre a safira
A safira e o rubi são mesmo o mesmo mineral?
Sim. Ambos são corindo, óxido de alumínio. O corindo vermelho (pelo crómio) chama-se rubi, e o corindo de qualquer outra cor, safira. A sua composição, dureza e estrutura são idênticas.
Que dureza tem a safira?
9 na escala de Mohs. Só o diamante é mais duro. No dia a dia a safira é praticamente irriscável, e por isso serve para o uso diário.
Em que se diferencia a safira de outras pedras azuis parecidas?
Antes de mais na dureza e na ótica. O topázio azul e o espinélio são mais moles, a tanzanite é claramente mais mole e frágil, e o vidro não tem birrefringência nem pleocroísmo e pesa menos. Um gemólogo distingue com fiabilidade as pedras próximas.
O que é uma safira aquecida e isso é mau?
O aquecimento (tratamento térmico) é um tratamento corrente que melhora a cor e a transparência. Uma pedra aquecida continua a ser uma safira natural. As pedras sem tratamento escasseiam e valorizam-se mais, mas uma safira aquecida é um produto normal e honesto desde que o tratamento se declare.
Uma safira sintética é uma falsificação?
Não. É corindo a sério cultivado em laboratório, com as mesmas propriedades que a natural. Da natural distingue-a a sua origem e o carácter das suas inclusões. "Falsificação" chama-se às imitações de vidro ou de outros materiais.
Posso usar um anel com safira todos os dias?
Sim, é uma das melhores pedras para anéis de uso diário, justamente pela sua dureza. O principal é que um joalheiro verifique a firmeza da cravação uma vez por ano e cuidar a pedra de golpes secos e pontuais.
Como limpo a safira em casa?
Água morna, sabão suave, uma escova macia. Se a pedra puder estar preenchida com vidro ou óleo, evite o ultrassom e o vapor e limpe-a apenas à mão.
A safira protege ou cura?
Diferentes tradições atribuíram-lhe poderes de proteção e de cura, mas não há um efeito físico nem médico provado. É um mineral belo e durável, nem um medicamento nem um amuleto em sentido literal.
Porque é que a safira não "cintila" como um diamante?
A safira tem uma dispersão baixa; decompõe a luz em cores espetrais apenas de forma fraca. Por isso brilha com uma cor uniforme e saturada, e não com lampejos de arco-íris. É um traço da pedra, não um defeito.
De onde são as melhores safiras?
Historicamente os nomes célebres são Caxemira, Birmânia e Sri Lanka. Hoje Madagáscar rende muitas pedras, e há além disso safiras australianas, tailandesas e americanas (Montana). A cor e a fama dependem da jazida, mas a origem só se pode determinar num laboratório.
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Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Sobre a Zevira
A Zevira faz joias na tradição artesã de Albacete, Espanha. Para nós uma safira é uma pedra para décadas, por isso montamo-la em cravações robustas que sobreviverão ao uso diário e passarão com calma para a geração seguinte.
O que pode encontrar connosco em safira e na paleta da safira:
- Anéis com safira azul em cravação clássica com uma fileira de pedras aos lados
- Brincos com safiras de cor: pêssego, lavanda, rosa
- Pendentes com uma única pedra grande em fio resistente
- Safira amarela em cravação quente
- Anéis a condizer e de noivado com safira
- Modelos minimalistas de dia com uma pedra pequena
Cada joia admite gravação pessoal, com opção de gravação personalizada. Prata de lei 925 e ouro de 14 a 18K.
Anéis, brincos e pendentes com safiras e a paleta da safira: azul, pêssego, amarelo, rosa, lavanda.





























