Free shipping to the Eurozone and USA14-day returns, no questions askedSecure payment by cardDesign inspired by Spain
A joaninha na joalharia: significado, símbolo de sorte e amuleto

A joaninha na joalharia: significado, símbolo de sorte e amuleto

Qual joaninha é a tua?
1 / 3
Para quem escolhes a joaninha?

Usa o símbolo, não te limites a ler sobre ele. Disponíveis agora:

Envio grátisDevolução em 14 dias sem perguntasPagamento seguro

Porque é que o besouro das pintas tem o nome de Nossa Senhora

Em quase todas as línguas da Europa a joaninha carrega o nome de Nossa Senhora. Em português o nome carinhoso vem de Joana, mas em muitas falas antigas o insecto chamava-se directamente vaquinha de Nossa Senhora; o inglês ladybird, o alemão Marienkäfer e o francês bête à bon Dieu apontam todos para o céu, enquanto os camponeses medievais associavam as sete pintas negras do dorso vermelho às sete dores da Mãe de Deus. Um besouro do tamanho de uma unha acabou por ser uma das criaturas mais veneradas da fé popular.

Não se trata de um simples jogo de palavras. Quando o pulgão arruinava os campos da Europa e a colheita decidia se uma família passava o inverno, chegavam às hortas estes besouros vermelhos e devoravam as pragas às centenas. A salvação parecia vir como resposta a uma oração, e as pessoas viram nela uma mão do céu. A capinha vermelha de pintas negras tornou-se um pequeno sinal de protecção celeste que ninguém precisa de comprar, porque pousa sozinho na mão.

Dessa fé nasceu o costume de trazer a joaninha como amuleto: um broche no casaco, um pendente na corrente, uma figurinha minúscula na pulseira de uma criança. Neste artigo veremos o que simboliza o besouro, de onde vem o seu nome em diferentes línguas, porque se tornou um talismã de infância, que pedras e esmalte transmitem melhor a gama vermelho e preto e como usar e oferecer uma joia assim.

O que simboliza a joaninha

Este besouro minúsculo tem melhor reputação do que muitas feras coroadas da heráldica. Traz consigo um feixe de significados que se foram formando ao longo de séculos e que ainda vivem nas crenças de muitos povos. Vale a pena vê-los separadamente, porque cada um tem a sua própria lógica.

Sorte e alegria inesperada

A primeira coisa que se atribui à joaninha é a sorte. O besouro que chega a voar e pousa no ombro era, na cabeça camponesa, um bom sinal: o dia vai correr bem, o assunto vai avançar, não cairá chuva durante a ceifa. A sorte aqui não é abstracta, mas quotidiana, doméstica, ligada ao tempo, à colheita e à saúde. Por isso uma joia com joaninha não se oferece como amuleto de riqueza, mas como desejo de uma boa maré, dessas em que tudo se encaixa por si só.

Protecção e guarda da colheita

Anel pendente de prata com escaravelho em esteatite vidrada, trabalho fenício, séculos nono a oitavo antes da nossa era
Anel pendente de prata com escaravelho, trabalho fenício, séculos nono a oitavo antes da nossa era. Desde a antiguidade o escaravelho era usado como amuleto protector que guardava o seu dono e o seu bem-estar. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)Silver pendant ring with scarab, 9th-8th century BCE. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O segundo significado nasce directamente da biologia. O besouro defendia os campos, portanto tornou-se símbolo de protecção em geral. Matar uma joaninha era considerado um pecado grave e trazia desgraça, porque trabalhava para as pessoas sem cobrar nada. Com o tempo essa função guardiã passou para a pessoa: o amuleto com o besouro vermelho usava-se para que afastasse as pequenas adversidades tal como afastava o pulgão da couve. Neste sentido a joaninha está à altura de outros motivos protectores, de que falamos no guia sobre amuletos, talismãs e protecções.

Realização de um desejo

Outra crença une o besouro ao desejo pedido. Se a joaninha pousar na tua mão, deves pedir um desejo e esperar que levante voo: de onde ela partir, dali virá a realização, e se subir a direito para o alto, o desejo cumpre-se depressa. Esta brincadeira de infância chegou aos nossos dias quase sem alterações, e a joia com o besouro oferece-se muitas vezes justamente com esse sentido de "traz contigo e pede um desejo", sobretudo antes de um acontecimento importante.

Mensageira do amor e de um casamento próximo

No folclore das raparigas a joaninha previa o casamento. As jovens pousavam o besouro no dedo e recitavam uma lengalenga: para onde ele voasse, nessa direcção vivia o pretendente. Pelo número de pintas adivinhavam quantos anos faltavam para o casamento ou quantos filhos haveria. Assim o besouro vermelho entrou na simbologia nupcial e juvenil como bom mensageiro do amor, e um pendente com joaninha torna-se muitas vezes prenda de pedido de namoro ou de maioridade.

O laço com Nossa Senhora e o número de pintas

O estrato de significados mais fundo é o religioso. O nome do besouro em honra de Nossa Senhora transformou-o num pequeno sinal de graça. A joaninha de sete pintas, a espécie mais comum da Europa, lia-se como imagem das sete dores e das sete alegrias da Mãe de Deus, e o vermelho do dorso comparava-se ao seu manto. O próprio número de pintas recebia no povo um sentido: sete para a sorte e a plenitude espiritual, enquanto um besouro com menos pintas, segundo as crenças, trazia pequenos bens do dia a dia. Esse jogo numérico deu às joias um motivo para variar o desenho e esconder nele um código secreto.

Fartura e boa colheita

Outro significado doméstico do besouro é o da fartura e da abundância em casa. Como salvava os campos, a sua chegada prometia celeiros cheios, e as velhas lengalengas pedem-lhe directamente pão. Na fé camponesa a joaninha estava mais perto do bem-estar do lar do que da grande riqueza: não prometia um cofre de ouro, mas o que importava cada dia, o pão, o gado saudável, um inverno tranquilo. Numa joia esse matiz lê-se como desejo de estabilidade e calor, não de luxo ostensivo.

A joaninha pousa num casaco preto, não num padrão carregado. O padrão engole-a por inteiro, e não se discute.
Encontra a tua joaninha
1 / 5
Para quem escolhes a joaninha?

Como usar e oferecer a joaninha

Depois de anos de sessões aprendi uma coisa deste símbolo: todo o seu carácter se sustenta na cor, portanto escolho tanto a roupa como a ocasião para que o dorso vermelho continue a mandar. Reúno aqui o que de facto funciona.

Com que uso a joaninha ao dia a dia? Recomendo um fundo liso e sereno onde o vermelho seja a única mancha viva: um casaco preto, uma camisa branca, uma malha bege, um cachecol cinzento. Aconselho o broche na roupa de agasalho ou na mala, o pendente com o colarinho aberto, os brincos de pino junto ao rosto. Nunca junto o besouro a um padrão carregado nem a outras peças vermelhas, porque se dilui.

Como escolho uma joaninha para mim? Se a escolheres para ti, parte da crença do desejo pedido. Eu escolho um pendente que fique à vista: a mancha vermelha lembra-te cada dia o que pediste e funciona como âncora pessoal perante uma mudança de casa, um trabalho novo, um ano de viragens.

O que ofereço a uma criança? Para a criança aconselho um pendente em corrente suave ou uma figurinha na pulseira; para um aluno vão perfeitos uns brincos de pino. O símbolo é bondoso e claro, explica-se com a velha lengalenga do céu e do pão, portanto o presente é ao mesmo tempo joia e pequena lição de cuidado com o que é vivo.

Serve o besouro como presente para uma ocasião? Sim, e é a minha linha favorita. Ofereço-o no começo de algo importante: um exame, uma defesa, o primeiro dia de trabalho, um pedido de namoro, um aniversário. Um presente assim lê-se como uma promessa de sorte e torna-se muitas vezes o talismã que se leva justamente no dia mais tenso.

A quem assenta o besouro vermelho? A quem ama as coisas com sentido e história, não o mero brilho. A idade não é obstáculo: o besouro vermelho fica igualmente bem numa pulseira infantil e na lapela de uma mulher mais velha. Assenta com especial calor a quem está cansado do minimalismo severo e quer um pouco de cor e de ironia amável.

Experimente as joias Zevira online
Experimente a joia em si, diretamente no seu navegador.
Experimente as joias Zevira online

Ligue a câmara, escolha uns brincos, um pendente ou um anel, e veja a peça em si em tempo real.

Muda de modelo com um toque.

Tudo funciona no seu navegador: nenhuma foto ou vídeo é enviado para lado nenhum.

História do símbolo desde a antiguidade até hoje

O besouro das pintas tem uma longa biografia na cultura humana. Para perceber porque se tornou joia convém seguir o seu percurso pelas épocas, porque em cada uma significava algo um pouco diferente.

Raízes antigas e o culto ao besouro celeste

Broche fundido em forma de insecto em liga de cobre, trabalho germânico oriental, anos 350 a 450
Broche em forma de cigarra em liga de cobre, trabalho germânico oriental, anos 350 a 450. O insecto como joia e amuleto surgiu muito antes de a joaninha tomar o nome de Nossa Senhora. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)Brooch in the Form of a Cicada, 350-450. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

A veneração da joaninha é mais antiga do que o cristianismo. Em vários povos agrícolas da antiguidade o besouro vermelho ligava-se ao sol e à fertilidade pela sua forma redonda e pela sua cor de fogo, e o seu aparecimento na primavera lia-se como sinal do despertar da terra. Os arqueólogos encontram figurinhas de besouros em culturas remotas e, embora nem todas se possam chamar com certeza joaninhas, a própria ideia do besouro amuleto que salva a colheita é claramente anterior à história escrita. O lavrador que dependia dos seus campos não podia deixar de reparar neste aliado minúsculo.

A Idade Média e a leitura cristã

Foi na Idade Média que o besouro recebeu o nome de Nossa Senhora e ficou fixado como símbolo religioso. A lenda conta que os camponeses rezavam à Mãe de Deus para se livrarem das pragas, e em resposta os campos encheram-se de besouros vermelhos. O agradecimento traduziu-se no nome em quase todas as línguas da Europa. A partir desse momento a joaninha deixou de ser um simples insecto útil para se tornar uma pequena imagem da misericórdia celeste, presente em manuscritos medievais e em orações populares.

O século dezanove e o auge do insecto na joalharia

Broche de ouro em forma de insecto com pérola, demantóides verdes e diamantes, oficina Jaques & Marcus, cerca de 1882 a 1892
Broche insecto de ouro com pérola, demantóides e diamantes, oficina Jaques & Marcus, cerca de 1882 a 1892. No século dezanove os besouros e outros insectos entraram na grande moda joalheira. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)Brooch, Jaques & Marcus, ca. 1882-92. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O verdadeiro auge de besouros e insectos nas joias chegou no século dezanove. A moda dos motivos naturais, o desenvolvimento do esmaltado e o interesse pela história natural fizeram dos broches em forma de besouros, libélulas e borboletas um dos grandes êxitos da época. A joaninha, com a sua cómoda forma redonda e a sua paleta vermelho e preto já dada de origem, encaixou na perfeição na nova técnica do esmalte ao fogo. Então fixou-se também a imagem do besouro como joia amável, caseira, nada inquietante, ao contrário das temíveis serpentes e aranhas daqueles mesmos anos.

O século vinte e o tema infantil

No século passado a joaninha inclinou-se definitivamente para símbolo infantil e afectuoso. Tornou-se heroína de contos, canções e lengalengas, uma personagem boa e reconhecível, e as joias recolheram essa imagem. De sinal religioso severo o besouro passou a ser um caloroso amuleto "para a felicidade" que se oferece sem motivo. Hoje a joaninha vive em dois registos ao mesmo tempo: como ingénuo talismã de infância e como broche ou pendente elegante para um adulto, e ambas as leituras convivem no mesmo dorso vermelho.

Opiniões de clientes

A Zevira é uma joalharia real. Pagamentos, envios e agradecimentos de clientes autênticos.

100% compra verificadaencomendas reais para Espanha, França e EUA
Capturas de pagamentos e agradecimentos
Encomenda enviada por correio, Espanha
A nossa peça num cacifo dos Correos
Pagamentos reais dos últimos dias
Um cliente a agradecer-nos no WhatsApp
Sempre disponíveis no WhatsApp e TelegramNão é para ti? Reembolso em 14 dias, sem perguntas
🥰🥰🥰 gracias
Colgante Navaja Jerezana Mini
Pedro L. · Jaén, España
Compra verificada
Ok, ¡gracias! 🙂
Pendiente Navaja
Raphaël C. · Toulouse, France
Compra verificada

De onde vem o nome do besouro em diferentes línguas

Se percorrermos as línguas europeias, quase em todas o nome do besouro esconde o de Nossa Senhora ou o de Deus. É um caso raro em que a etimologia popular coincide por todo o continente, e diz muito da profundidade com que o símbolo se enraizou na cultura.

Nossa Senhora em português, inglês, alemão e nas línguas românicas

O português joaninha é um diminutivo carinhoso, e em muitas falas regionais o besouro chamava-se directamente vaquinha de Nossa Senhora, com o mesmo espírito religioso que se ouve nas línguas vizinhas. O inglês ladybird significa literalmente "passarinho de Nossa Senhora" e ladybug "besouro de Nossa Senhora", onde Lady é a Virgem Maria, como em Notre Dame. O alemão Marienkäfer traduz-se à letra como "besouro de Maria", e sob a mesma lógica se constroem os nomes escandinavos. Em italiano coccinella conserva a ideia do pequeno besouro querido e de bom augúrio.

Criatura de Deus no francês e nas falas do sul

Os franceses foram ainda mais longe: um dos nomes antigos do besouro é bête à bon Dieu, ou seja "bichinho do bom Deus". Nele não há nome de um santo concreto, mas nomeia-se directamente o Criador. Nos dialectos do sul da França e da Itália aparecem variantes que mencionam ao mesmo tempo o sol e Nossa Senhora, o que liga o besouro tanto à luz celeste como ao amparo do alto.

A vaquinha nas línguas eslavas

Nas línguas eslavas a lógica é diferente, mas também celeste. O nome significa "vaquinha de Deus", uma pequena rês que pertence às forças superiores e à qual não se deve fazer mal. Daí vem uma conhecida lengalenga infantil que pede ao besouro que voe para o céu e traga pão. Nela o besouro age de intermediário entre a terra e o céu, ao qual se pede alimento, e esse pedido de pão liga-se directamente à imagem europeia do defensor da colheita.

Olhar oriental: besouro de sorte sem nome de Nossa Senhora

Fora da Europa cristã o besouro tem a sua própria reputação. Em várias culturas orientais a joaninha também é considerada bom sinal, mas não se liga a Nossa Senhora e sim simplesmente à felicidade e às boas novas: ver o besouro anuncia sorte, visitas, uma notícia agradável próxima. Ali não há nome de uma força superior, mas conserva-se o essencial, a sensação de que o besouro vermelho traz alegria. Isto mostra até que ponto o símbolo é universal: mesmo sem fundo religioso, gente de diferentes cantos do mundo concordou em que a joaninha é de bom augúrio.

"Voa para o céu e traz pão"

Convém deter-se na própria lengalenga, porque é a leitura popular do símbolo em estado puro. Nela há três camadas ao mesmo tempo: o besouro liga-se ao céu, pede-se-lhe algo e pede-se justamente pão, isto é, o mais necessário. As crianças repetem-na ao soltar o besouro da palma da mão, e através dessa brincadeira simples aprendem tanto a bondade para com o que é vivo como a fé de que uma criatura pequena pode trazer um grande bem. A joia herda exactamente esse tom: fala de uma felicidade modesta, caseira, calorosa.

Porque é que a joaninha se tornou amuleto de infância

Nenhum símbolo protector se enraizou no mundo da infância com tanta força como o besouro vermelho das pintas. Há várias razões, e todas se juntaram.

Uma imagem segura e amável

A maioria dos amuletos traz dentro de si severidade ou inquietação: o olho contra o mau-olhado, o corno contra o feitiço, a caveira como lembrança da morte. A joaninha não tem esse peso. É viva, arredondada, não morde, pousa na palma da mão e levanta voo deixando alegria. A criança não teme um besouro assim; pelo contrário, procura-o, por isso uma joia com joaninha percebe-se como um amigo e não como um amuleto assustador.

Um amuleto que ensina bondade

Na cultura infantil o besouro anda ligado à regra do "não se mata". Através da joaninha explica-se pela primeira vez à criança o cuidado com o que é vivo: esta criatura não se esmaga, deixa-se voar, fala-se-lhe com uma lengalenga. A joia fixa essa lição e transforma a bondade abstracta num pequeno objecto que está sempre por perto. Por isso a figurinha escolhe-se muitas vezes para um baptizado ou um primeiro aniversário, e de presentes semelhantes falamos no artigo sobre joias para o bebé no baptizado.

O vermelho como sinal e como alegria

As crianças distinguem o vermelho antes de tudo. O dorso brilhante atrai o olhar, e o contraste com as pintas negras torna a imagem reconhecível num instante. Para uma joia infantil é ideal: o besouro vê-se mesmo de longe, não se perde sobre a roupa e arranca logo um sorriso. Assim a vivacidade prática coincidiu com a simbologia da sorte, e a joaninha ficou fixada como primeiro amuleto em muitas famílias.

Crenças e costumes populares

À volta do besouro formou-se todo um corpo de regras, e são surpreendentemente iguais entre povos diferentes. Vale a pena conhecer estas crenças, porque explicam porque uma joia com joaninha se usa justamente assim e não de outro modo.

Não se deve matar

A proibição principal é uma: não se deve matar a joaninha. Segundo todas as crenças isso atrai desgraça, discussão, perda de dinheiro ou chuva num dia importante. A lógica é simples: o besouro faz bem e está sob amparo celeste, portanto o dano que se lhe faz volta-se contra a própria pessoa. Dessa proibição nasceu o costume de trazer o besouro em imagem, porque no vivo não se pode tocar, mas o de prata ou esmalte pode ter-se sempre por perto.

Pedir um desejo quando pousa na mão

O segundo costume é bom: à joaninha que pousa na mão não se sacode, pede-se-lhe que fique, faz-se um desejo e espera-se. Quanto mais tempo o besouro ficar, com mais segurança se cumpre o pedido, e a direcção em que levanta voo indica de onde virá a sorte. A joia funciona como lembrete constante dessa crença: o besouro "já pousou" e não voará mais, portanto pode trazer-se com um desejo pronto na cabeça.

Contar as pintas

A terceira brincadeira é numérica. Pela quantidade de pintas adivinhavam-se coisas diferentes: quantos meses felizes vêm pela frente, quantos anos faltam para o casamento, quantos assuntos correrão bem. Sete pintas eram tidas pelo melhor sinal. Nas joias joga-se esta crença de propósito, colocando exactamente sete pintas em esmalte negro ou em pedras negras, para esconder na peça o código certo.

10% no teu primeiro pedido

Deixa o teu email e enviamos o código de desconto. Sem spam, cancelas com um clique.

O código chega por email, válido no teu primeiro pedido.

A gama vermelho e preto: a cor como sinal e como sorte

O colorido da joaninha não é casual, e isso torna-a um assunto agradecido para o joalheiro. O vermelho com preto trabalha em dois níveis ao mesmo tempo: na natureza é um aviso, e na cultura é sorte e força. A joia herda ambos os sentidos.

Porque é que a natureza escolheu o vermelho com preto

Na natureza viva o vivo colorido vermelho e preto é um sinal de "não me comas". Os biólogos chamam a essa coloração aposemática: o besouro iça, por assim dizer, uma bandeira de que sabe mal e é venenoso para o predador. A ave que uma vez provou a amarga joaninha recorda a mancha vermelha e já não lhe toca. Assim, o besouro aparentemente indefeso está protegido pela sua própria cor, e essa ideia de "vivacidade como couraça" assenta muito bem sobre o sentido do amuleto.

O vermelho e o preto na simbologia da sorte

Na cultura humana esse mesmo par lê-se de outro modo. O vermelho é vida, sangue, amor, energia e sorte em muitíssimas tradições, e o preto é profundidade, protecção e o contorno que arma a imagem. Juntos dão uma joia forte, nada neutra, que se faz notar. Por isso a joaninha raramente é discreta: até um pendente pequeno com o dorso vermelho parece uma mancha de cor sobre a roupa.

Como se vê a gama no metal

Para transmitir esse contraste numa joia os artífices combinam um metal quente com um vermelho intenso. O ouro amarelo ou a prata dourada dão ao dorso um brilho quente, o metal branco sublinha o grafismo frio das pintas negras. A própria superfície vermelha compõe-se com esmalte ou com uma incrustação de pedra vermelha, e as pintas colocam-se com esmalte negro, ónix ou oxidação. Da escolha do material depende tanto o preço como o carácter da peça.

Com que se obtém a gama vermelho e preto: comparação de materiais
MaterialCor e carácterQuando escolherResistência ao uso
Granada (dorso)Vermelho vinho profundo com fogoJoia adulta, para anos
Esmalte vermelho (dorso)Brilho vivo e uniforme como o besouroAmuleto infantil e vivo
Coral (dorso)Laranja-vermelho mate e quenteLook popular e mediterrânico
Ónix e oxidação (pintas)Preto profundo, contorno gráficoSete pintas como código de sorte

Pedras e esmalte para a paleta vermelho e preto

Há várias maneiras de plasmar a joaninha no metal, e cada uma dá um carácter próprio. Vejamos os materiais que melhor sustentam a gama vermelho e preto.

Granada

A granada vermelha é a forma mais nobre de fazer o dorso do besouro. A pedra dá um tom vermelho vinho profundo com um fogo interior que não se apaga nem embacia com o tempo. A granada é dura, não teme o uso diário e brinca bonito com a luz, por isso um pendente com dorso de granada parece mais caro do que um de esmalte. Das propriedades e dos tons da pedra falamos à parte no guia sobre a granada na joalharia.

Coral

O coral vermelho dá uma cor mais quente, mate, quase alaranjada, que se associa ao mar e à tradição mediterrânica dos amuletos. O coral é mais mole do que a granada, há que protegê-lo de ácidos e riscos, mas em troca é leve e quente ao toque, e o seu vermelho conta-se entre os mais "vivos". Um besouro com dorso de coral resulta mais suave e popular, mais próximo da imagem folclórica. Do material e do seu cuidado falamos em separado no artigo sobre o coral em joias.

Esmalte vermelho

A opção mais frequente e mais vistosa é o esmalte ao fogo ou a frio. O esmalte dá um vermelho parelho, intenso e brilhante sem inclusões, igual ao dorso verdadeiro do besouro. Com ele é cómodo cobrir grandes superfícies lisas e colocar com finura as pintas negras, por isso as joaninhas de esmalte são as que parecem mais "vivas". Tem um único inconveniente: o esmalte exige cuidado, de que há uma secção mais abaixo, e uma análise detalhada no guia sobre o cuidado do esmalte.

Ónix e oxidação para as pintas

As pintas negras marcam todo o carácter do besouro, e aqui funcionam três recursos. O esmalte negro dá círculos parelhos e brilhantes, o ónix acrescenta profundidade e brilho de pedra, e a oxidação sobre prata cria um contorno gráfico, um pouco envelhecido. Muitas vezes as pintas fazem-se justamente de ónix ou de prata oxidada, enquanto o dorso vermelho se compõe com esmalte ou granada, para unir o brilho da pedra à densidade do esmalte.

Metal de base: prata e ouro

Debaixo da pintura vermelho e preto esconde-se uma escolha de metal não menos importante. A prata é a opção mais frequente e acessível: é de um branco frio, sustenta bem a oxidação e sublinha o grafismo das pintas, e custa pouco, o que importa nas peças infantis. O ouro amarelo e o dourado dão ao dorso uma moldura quente e tornam o vermelho mais fundo, mais nobre, mais próximo dos broches antigos do século dezanove. O ouro branco e a prata ródiada, pelo contrário, acrescentam uma severidade fria. Do metal dependem o preço e o carácter da peça: um mesmo besouro em prata lê-se como ingénuo amuleto de infância, e em ouro como joia adulta com história.

Como combinam pedra e esmalte

As joaninhas mais expressivas costumam misturar materiais. Um dorso de granada vermelha rodeia-se de prata oxidada, enquanto a cabeça e as pintas se fazem de ónix; ao esmalte vermelho liso somam-se incrustações de granada a servir de olhos; um dorso de coral engasta-se em ouro quente. O sentido dessa combinação está no contraste de texturas: o coral mate junto à pedra talhada, o brilho do esmalte junto à oxidação mate. O besouro é pequeno, portanto cada textura se lê, e é justamente o jogo de materiais que distingue uma peça de autor cara de uma estampagem plana.

Joias infantis e adultas

Um mesmo símbolo soa diferente numa joia infantil e numa adulta. Vejamos como muda a peça consoante a quem se destina.

Joias infantis

Para uma criança a joaninha faz-se pequena, arredondada, sem arestas afiadas nem pendurados compridos de que puxar. O mais habitual é um pendente de prata em corrente curta, uns brincos de pino ou uma figurinha na pulseira. O esmalte vermelho aqui é preferível a uma pedra cara: a criança precisa de um amuleto vivo, resistente e económico que não dê medo de riscar. A tarefa principal de uma peça assim é ser alegre e segura.

Joias femininas

Numa mulher adulta a joaninha passa de figurinha infantil a acento elegante. Pode ser um pendente fino com dorso de granada, um broche na lapela do casaco, um anel ou uns brincos com besouro de esmalte. A gama vermelho e preto funciona como uma mancha viva num conjunto sereno, e a simbologia da sorte torna a peça pessoal. A joia adulta admite uma pedra grande, um esmalte complexo e um metal caro, porque não se usa como brincadeira mas como afirmação.

O broche como motivo independente

O broche merece menção à parte. É no formato de broche que a joaninha se desdobra por completo: na lapela do casaco, no cachecol, na mala ou no chapéu, o besouro vermelho lê-se como um detalhe pensado. O broche não exige orelhas furadas, serve a qualquer idade e passa com facilidade de uma peça de roupa para outra, por isso oferece-se muitas vezes como amuleto universal que se usa igual aos dez anos e aos setenta.

Variantes masculinas e de par

Costuma ter-se o besouro por motivo feminino e infantil, mas funciona para lá disso. Numa versão sóbria, uma figurinha miúda num botão de punho, num alfinete de gravata, na lapela de um casaco sério, a joaninha lê-se como talismã pessoal de sorte sem nada de infantil. E além disso é um assunto agradecido para pares: dois besouros num mesmo raminho, pendente e broche no mesmo estilo, brincos "mãe e filha". Assim o símbolo da sorte torna-se um sinal comum para dois ou para uma família, sem perder a sua leveza.

Em que se distingue a joaninha de outros símbolos de sorte

Talismãs de sorte há muitos, e cada um tem o seu carácter. A ferradura e o trevo prometem fortuna como golpe de acaso, um sorriso casual do destino. O elefante e a moeda puxam para a abundância e a estabilidade. O olho e o corno antes de tudo protegem, afastam o mal. A joaninha fica à parte: a sua sorte é quente, viva, caseira, amassada com alegria e bondade, não com dinheiro nem com medo. Não é sobre "ficar rico" nem sobre "proteger-se do inimigo", mas sobre o dia se encaixar, o desejo se cumprir e o ânimo se aclarar. Por isso oferece-se onde se quer desejar não uma vitória, mas felicidade.

Como combiná-la com outras joias

O besouro vermelho e preto é um acento vistoso, portanto à sua volta convém manter o silêncio. Uma só joaninha bem visível sobre roupa lisa luz mais do que um punhado de peças pequenas. Funciona bem a regra de uma só cor: se usas prata, escolhe besouro em prata; se ouro, um engaste quente. O dorso de granada é apoiado por outras pedras quentes, o de coral é realçado com graça pela pérola e pela turquesa de paleta mediterrânica. Com um padrão activo ou com outras joias grandes é melhor não juntar o besouro, para que a mancha vermelha não se perca no que é garrido.

A joaninha: verdades e mitos
O número de pintas revela a idade da joaninha
Toca para ver
Sete pintas são consideradas o melhor sinal, ligado a Nossa Senhora
Toca para ver
A joaninha é um bicho herbívoro inofensivo
Toca para ver
O nome do besouro em quase toda a Europa liga-se a Nossa Senhora
Toca para ver
Se o besouro pousar na tua mão, a tradição diz para pedir um desejo
Toca para ver

Cuidado do esmalte

Como a maioria das joaninhas se faz sobre esmalte, convém saber como conservar a sua cor durante anos. O esmalte é vidro fundido sobre o metal e, com toda a sua beleza, exige cuidado.

Do que tem medo o esmalte

Os inimigos principais do esmalte são as pancadas e as mudanças bruscas de temperatura. Com uma pancada forte contra uma superfície dura o esmalte pode saltar ou fissurar-se, e com água a ferver ou gelada, sobretudo com uma mudança repentina, a camada fina às vezes estala. Por isso uma joia com besouro de esmalte tira-se antes do desporto, da limpeza da casa e da lavagem com água quente, e guarda-se à parte das peças metálicas para que não lhe risquem o brilho.

Como limpá-la

O esmalte limpa-se com suavidade: água morna, uma gota de sabão neutro, um pano macio ou um disco de algodão. Nada de abrasivos, escovas de cerda dura, álcool, acetona ou química agressiva, porque toldam o brilho e corroem a camada de cor. Depois da lavagem a peça seca-se com um pano suave. O perfume, a laca e o creme aplicam-se antes de pôr a joia, não depois. Uma análise detalhada de todos os matizes há no nosso guia sobre o cuidado do esmalte.

Arrumação

A joaninha de esmalte guarda-se num saquinho à parte ou num compartimento do guarda-joias, longe das joias duras com pedras e do sol directo. Um sítio seco e escuro conserva tanto o metal como a cor. Com um trato cuidadoso o esmalte mantém o seu vermelho durante décadas, por isso uma peça assim sobrevive bem à infância e passa à geração seguinte como talismã de família.

Oferece 10% a um amigo

Envia a um amigo um código de desconto, ele poupa no primeiro pedido.

WELCOME10
💬✈️

Factos que surpreendem

Por trás do aspecto afectuoso da joaninha esconde-se uma criatura bastante dura. Uns quantos factos sobre a sua biologia mudam o olhar sobre este besouro e, de passagem, explicam porque se tornou símbolo de protecção.

Um predador voraz

O segredo principal é que a joaninha é um predador. Ao longo da vida um só besouro come vários milhares de pulgões, e a sua larva devora pragas ainda mais activamente do que o adulto. Por isso os agricultores se alegraram durante séculos com os besouros vermelhos e ainda hoje os compram aos milhares para proteger hortas e estufas. O afectuoso amuleto da sorte é na verdade um dos exterminadores naturais de pragas mais eficazes.

A hibernação em enxame enorme

Antes dos frios as joaninhas juntam-se em grupos densos e hibernam juntas, às vezes dezenas de milhares debaixo da casca, em fendas das rochas e nos cantos das casas. Um enorme tapete vermelho de besouros adormecidos impressiona, e reúnem-se ano após ano nos mesmos sítios, deixando para as gerações seguintes uma marca de cheiro particular. Sozinho o besouro passaria pior o inverno, portanto a hibernação colectiva é uma estratégia de sobrevivência da espécie.

Solta um líquido perante o perigo

Quando se apanha o besouro, este solta pelas articulações das patas um líquido amarelo e acre, de cheiro forte e sabor amargo. Este recurso chama-se sangramento reflexo e serve para que o predador cuspa a presa e recorde que o besouro vermelho sabe mal. Junto com a coloração de aviso, isto torna quase invulnerável a criatura aparentemente indefesa, e na simbologia do amuleto essa "defesa amarga" lê-se com especial acerto.

As pintas não contam a idade

Um mito espalhado diz que pelo número de pintas se pode saber a idade da joaninha. Não é verdade: a quantidade e o desenho das pintas dependem da espécie, não dos anos vividos, e não mudam depois de a carapaça ter endurecido. Em contrapartida, pelo número e pela forma das pintas um biólogo identifica com facilidade a espécie, e na Europa vivem várias dezenas de joaninhas diferentes, desde a habitual de sete pintas até às amarelas e às pretas.

Perguntas frequentes

O que simboliza a joaninha na joalharia

Antes de tudo a sorte e a alegria inesperada, e também a protecção, a realização de um desejo e um bom presságio de amor. As raízes do significado estão em que o besouro salvava a colheita do pulgão e traz o nome de Nossa Senhora, por isso uma joia com ele se oferece como desejo de uma boa maré e de um pequeno amparo do céu.

Porque é que a joaninha tem o nome de Nossa Senhora

Porque na Idade Média o besouro livrava os campos de pragas como se fosse resposta a uma oração, e a salvação foi atribuída à Virgem Maria. Daí o inglês ladybird "passarinho de Nossa Senhora", o alemão Marienkäfer "besouro de Maria" e o francês "bichinho do bom Deus", enquanto as sete pintas se ligaram às sete dores da Mãe de Deus.

O que significa o número de pintas

O mais habitual é representar sete pintas, e esse número lê-se como sorte e plenitude espiritual, uma alusão às sete dores e alegrias de Nossa Senhora. Nas joias o número de pintas joga-se de propósito: sete círculos negros são tidos pelo sinal mais bom, por isso são os que se colocam em esmalte ou em pedras.

Pode oferecer-se uma joaninha a uma mulher adulta

Sim, e é uma tradição antiga. Para uma mulher adulta o besouro faz-se como acento elegante: um pendente com dorso de granada, um broche no casaco, um anel ou uns brincos. A gama vermelho e preto funciona como uma mancha viva num conjunto sereno, e a simbologia da sorte torna o presente pessoal e caloroso.

Que material é melhor para o dorso vermelho

Depende do propósito. O esmalte dá o vermelho mais parelho e vistoso, como o do besouro vivo, e custa menos. A granada luz mais nobre, não se apaga e não teme o uso. O coral dá um vermelho quente e mate de carácter marinho. As pintas negras fazem-se com esmalte, ónix ou oxidação sobre prata.

Serve a joaninha como amuleto de infância

Sim, é um dos melhores símbolos infantis: vivo, bondoso, seguro e claro. Não assusta, explica-se com facilidade através da lengalenga do céu e do pão e, de passagem, ensina o cuidado com o que é vivo. Para os mais pequenos escolhe-se um pendente de esmalte ou uma figurinha na pulseira; para os alunos, uns brincos de pino.

Como cuidar de uma joaninha de esmalte

Protegê-la de pancadas e de mudanças bruscas de temperatura, tirá-la antes do desporto, da limpeza e da água quente. Limpá-la só com água morna, uma gota de sabão neutro e um pano macio, sem abrasivos, álcool nem acetona. Aplicar o perfume e o creme antes da joia, e guardá-la à parte das peças duras num sítio seco e escuro.

Em que ocasião se oferece uma joia com joaninha

Para a sorte perante um período importante, à criança no baptizado ou no aniversário, antes de um exame e do começo de um assunto novo, e também como boa insinuação de amor num pedido de namoro ou numa maioridade. É um presente com sentido que se lê com calor e sem solenidade.

Um amuleto pequeno com uma grande história

A joaninha é sorte, protecção e bom desejo reunidos numa só mancha vermelha. Escolhe um pendente, um broche ou uns brincos com o besouro vermelho e preto para a tua própria felicidade ou como presente para quem desejas uma boa maré.

Ver joias amuleto
Para oferecer

É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.

ZeviraCaixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.
Embalagem de oferta incluídaCertificado de autenticidadeDevolução em 14 dias sem perguntas
Não sabes qual escolher? Encontra o presente →

Sobre a Zevira

A Zevira cria joias em que o sentido importa mais do que o brilho. Reunimos símbolos de todo o mundo, desde amuletos protectores até bons mensageiros da sorte, e traduzimo-los em prata, ouro, pedras e esmalte de modo que a peça apeteça usar cada dia, com o rigor de acabamento que herdámos da tradição joalheira de Albacete. A joaninha da nossa colecção é um trabalho cuidado com a gama vermelho e preto: granada profunda, coral quente, esmalte denso e pintas negras nítidas. Cada joia chega com a história do seu símbolo, porque acreditamos que um amuleto começa a funcionar quando sabes o que significa.

Abrir catálogo

Início

Foi útil?
Segue-nosPergunta pelo WhatsApp