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Joias em cerâmica: cerâmica de alta tecnologia mais dura do que o aço e que não risca durante anos

Joias em cerâmica: cerâmica de alta tecnologia mais dura do que o aço e que não risca durante anos

A mesma cerâmica que protege a fuselagem das naves espaciais do atrito com a atmosfera e que corta em facas que nunca é preciso afiar acaba nos anéis. Esses anéis quase não riscam ao fim de anos de uso, não escurecem, não dão alergia e pesam menos do que aparentam. E a palavra «cerâmica» engana: as pessoas ouvem «chávena» e «vaso» e imaginam algo que se parte só de olhar. Falamos de outro material com o mesmo nome.

A cerâmica doméstica e a cerâmica técnica são parentes tal como a grafite de um lápis e o diamante de um anel. Mesma composição, mundos distintos. Este artigo trata do que são feitas na realidade as joias em cerâmica, porque vivem tão bem na mão, onde está o seu ponto fraco e a quem assentam melhor.

O que é a cerâmica joalheira de alta tecnologia

Não é barro nem porcelana, mas óxido de metal sinterizado

Quando alguém diz «anel de cerâmica», refere-se quase sempre a uma peça de dióxido de zircónio, aquilo a que em termos técnicos se chama cerâmica de zircónio. É um pó branco de óxido de zircónio que, sob uma pressão e uma temperatura enormes, se transforma num bloco maciço, duro e liso como uma pedra polida. Lá dentro não há cola, nem enchimento, nem um revestimento por cima. A cor, a dureza e o brilho atravessam o material de lado a lado, não ficam numa camada fina que se possa gastar.

Convém não o confundir com o zircónio enquanto gema. A zircónia cúbica, aquela imitação de diamante, é um cristal transparente. A cerâmica de zircónio para anéis é opaca, densa, quase sempre preta ou branca. A única coisa que partilham é um parentesco químico, mas a sua função é totalmente distinta.

De onde chegou a cerâmica às joias

Pendente menat do antigo Egito em faiança azul, uma cerâmica de quartzo cozido
A faiança é uma cerâmica de quartzo vidrada, e usavam-se joias com ela muito antes das de metal. Este pendente menat egípcio passou milénios debaixo da terra e a cor continuou dentro do próprio material.Faience amulet pendant, a menat, ca. 1090-900 BCE. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

A cerâmica técnica usa-se há décadas ali onde o metal cede: em gumes de corte, em rolamentos, em peças que roçam entre si a velocidades enormes e que não se podem desgastar. Com ela fabricam-se lâminas de faca que conservam o gume muito mais do que o aço, isoladores, implantes médicos, componentes de travões. Os joalheiros viram o óbvio: um material que aguenta anos de fricção na indústria não se vai desgastar num dedo. Assim passou a cerâmica da oficina para a montra, primeiro sob a forma de caixas e pulseiras, depois sob a forma de anéis.

Porque lhe chamam de alta tecnologia

Não é marketing, é produção. Para obter um material uniforme, denso e sem um único poro são precisas uma atmosfera de forno controlada, uma temperatura de sinterização precisa e ferramenta de diamante para o acabamento final. O barro corrente não precisa de nada disto. Aqui, pelo contrário, um erro de cerca de dez graus ou uma contaminação do pó deixam uma fissura ou uma cor turva. A cerâmica de alta tecnologia é uma questão de limpeza de engenharia no processo, não de uma palavra bonita.

O pequeno segredo da estabilização

O óxido de zircónio puro fissura-se sozinho ao arrefecer: a sua rede cristalina muda de forma e parte o material por dentro. Para o evitar, ao pó adicionam-se estabilizadores, quase sempre óxido de ítrio, que mantêm a estrutura no estado adequado. Por isso a cerâmica joalheira se chama tantas vezes estabilizada com ítrio. Sem esse aditivo, o anel não chegaria ao balcão, partia-se logo no forno. Esse silencioso truque químico transforma o caprichoso óxido num material que aguenta anos de fricção na mão.

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Em que se distinguem as joias em cerâmica da cerâmica doméstica

A cerâmica de olaria é porosa, a técnica é maciça

Uma chávena, um prato, um vaso são feitos de barro cozido a uma temperatura relativamente baixa. Por dentro têm poros, às vezes visíveis, às vezes não, e tudo se aguenta graças ao vidrado de cima. Bate com uma chávena na borda do lava-loiça e ela vai lascar pela linha desses poros. A cerâmica de zircónio sinteriza-se até um estado em que quase não restam poros, com uma densidade próxima do limite teórico. Por isso o anel se comporta não como uma loiça, mas como uma pedra artificial muito dura.

A diferença de dureza é enorme

A cerâmica doméstica risca-se com uma faca, uma moeda, as chaves do bolso. A cerâmica técnica esses objetos nem a tocam: é mais dura do que o aço temperado. Na escala de dureza está ao nível dos materiais mais resistentes que uma pessoa leva sobre o corpo. Contra essa diferença estatelam-se todas as piadas sobre «o anel feito de vaso». Ao vaso e ao anel só os une o nome da classe de materiais.

O vidrado gasta-se, a cor da cerâmica não

Numa chávena, a cor e o brilho vêm do vidrado e da decoração. Com o tempo o vidrado apaga-se, risca-se, ganha uma teia de fissuras finas. Num anel de zircónio, a cor é o próprio material. Um anel preto é preto de lado a lado: se o cortares, a secção terá a mesma cor. Aqui não há nada que gaste nem que desbote. Nisto está a diferença prática essencial, aquela que se nota ao fim de anos de uso.

O som denuncia a diferença

Um teste doméstico simples do parentesco dos materiais. Dá uma batidinha com a unha numa chávena: o som é surdo, curto. Fá-lo num anel de cerâmica: o som é claro, nítido, quase como o do vidro ou da pedra. A surdez da cerâmica de olaria vem dos poros internos, que amortecem as vibrações. A nitidez da cerâmica técnica vem da sua densidade: um bloco maciço não tem com que apagar o som. Com uma só batidinha ouve-se que tens à frente materiais distintos, embora na prateleira levem o mesmo nome.

O peso também é diferente

Pega na mão num fragmento de porcelana e num pedaço de cerâmica de zircónio do mesmo volume e o segundo será claramente mais pesado. A densidade da cerâmica técnica é maior: lá dentro quase não há vazios, o material está apertado até ao limite. O paradoxo é que o anel acabado pesa, ainda assim, menos do que um de aço do mesmo tamanho, porque a própria cerâmica é mais leve do que o ferro. Ou seja, é mais densa do que a loiça mas mais leve do que o metal, e é justamente essa combinação que lhe dá o seu toque tão característico no dedo.

A cerâmica usa-se, não se guarda numa gaveta. Tem medo de um risco? Volte à prata e ao seu pano.
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Como usar um anel de cerâmica

A cerâmica recomendo-a a quem quer usar um anel, não cuidá-lo como a um bebé. Depois de anos de estágio confio neste material: mantém o seu aspeto sozinho, por isso num visual também se porta com honestidade. Aqui vai o que de facto funciona.

Como uso a cerâmica preta no dia a dia? Recomendo o anel preto como base que combina com tudo. Não discute nem com calças de ganga e t-shirt nem com uma camisa formal. Sugiro o preto fosco para um visual tranquilo e o acabamento espelho para quem não recusa um pouco de brilho na mão. Uma aliança escura reúne a mão melhor do que um punhado de aneizinhos finos.

Para onde vai a cerâmica branca? A cerâmica branca escolho-a para visuais claros e gráficos: linho, algodão branco, malha cinzenta, monocromático. Lê-se limpa, como osso polido, e luze na pele morena. Sugiro manter o anel branco liso, sem relevo profundo: sobre o claro nota-se mais a sujidade, e numa superfície lisa basta passar um pano.

Como combino a cerâmica com metal e outros anéis? Se usas vários anéis, recomendo combinar a cerâmica com aço ou titânio em gama fria, em vez de a misturar com ouro amarelo ao acaso. Cerâmica preta mais aço é um dueto sóbrio já resolvido. Queres calor? Procura um modelo onde a linha de ouro já venha integrada no anel, assim o contraste parece procurado, não casual.

Serve a cerâmica para o escritório e para sair? Perfeitamente. Para o escritório sugiro um anel preto fosco: lê-se como um detalhe sóbrio, não como joia de exibição. Para sair, leva o acabamento espelho ou a cerâmica branca sobre tecido escuro e liso; os tons vinho, esmeralda ou preto recolhem o brilho do anel. O mesmo material passa do dia à noite com uma troca de acabamento.

Que acabamento assenta a cada um, fosco ou espelho? O fosco escolho-o para quem trabalha com as mãos e não quer pensar nas dedadas: a superfície acetinada esconde os roçados e parece tranquila. O espelho recomendo-o quando o anel é o apontamento; recolhe a luz e luze vestido, mas pede um pano. A muitos sugiro um modelo com o centro fosco e biséis polidos, que reúne os dois caracteres.

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Como se fabrica um anel de cerâmica

Tudo começa com um pó

A matéria-prima é um pó finíssimo de óxido de zircónio, às vezes com aditivos que estabilizam a estrutura e fixam a cor futura. O pó mistura-se com um aglutinante para que mantenha a forma e prensa-se numa peça que faz lembrar vagamente o anel que virá a ser. Nesta fase o material ainda é mole e frágil, como giz prensado. Chamam-lhe «corpo verde», embora a cor nada tenha a ver, é um termo técnico.

A sinterização transforma o pó em pedra

A peça vai ao forno e é levada até uma temperatura em que as partículas do pó se sinterizam, ou seja, se fundem num corpo único e denso sem chegar a derreter. No processo a peça encolhe: reduz-se de tamanho de forma notável, porque os vazios entre partículas se fecham. Essa contração calcula-se de antemão, por isso a peça se faz com margem. Depois da sinterização, à saída já não há pó, mas um bloco maciço, tão duro que com ferramentas correntes não se consegue trabalhar.

O acabamento só o faz o diamante

A peça sinterizada lixa-se e pole-se com ferramenta de diamante, porque nada mais mole do que o diamante morde bem a cerâmica. Por isso os anéis de cerâmica são tão lisos e brilhantes ou, ao contrário, perfeitamente foscos se era isso que se procurava de propósito. As arestas, os biséis, o centro fosco com os bordos polidos, tudo isso se talha e se pole com pó de diamante. A minúcia do acabamento final é uma das razões pelas quais um bom anel de cerâmica custa o que uma joia digna e não o que um acessório de plástico.

A cor decide-se de antemão

Como pintar a cerâmica por fora não faz sentido, a cor incorpora-se na massa antes da sinterização. O preto obtém-se com aditivos que tingem todo o volume, o branco é óxido de zircónio quase puro. As versões de cor são mais difíceis: são precisos pigmentos que sobrevivam à temperatura do forno e não se queimem. Por isso a paleta da cerâmica é mais estreita do que a do esmalte ou do metal anodizado, mas o que há aguenta para sempre.

Cores da cerâmica: clássicos e experiências

Cerâmica preta

O anel de cerâmica preto é o cartão de visita do material. Um preto profundo, uniforme, ligeiramente quente, que não puxa para o azul nem se queima ao sol. Em acabamento polido é como um espelho, em acabamento fosco é aveludado. O preto é versátil: combina com qualquer roupa, não grita, mas parece caro e elegante. A maioria dos anéis de cerâmica masculinos é justamente preta, e não é acaso, mas acerto com a procura.

Cerâmica branca

A cerâmica branca é lisa, densa, parecida com o osso polido ou com a pérola sem o brilho do nácar. Não amarelece como o plástico nem fica cinzenta como às vezes a prata. Um anel branco parece limpo e gráfico, sobretudo ao lado de um diamante ou de uma pedra de cor. Tem um único senão: no branco vê-se mais qualquer sujidade no relevo, por isso os modelos lisos são mais práticos do que os texturados.

De cor e combinada

Além dos clássicos há cerâmica cinzenta, azul, mais raramente verde e rosa, bem como modelos em que a cerâmica se combina com metal. As versões de cor conservam o tom com a mesma firmeza que o preto e o branco, porque o pigmento está na massa e não por cima. As combinações com uma inserção de ouro ou de aço dão contraste entre fosco e brilhante, entre quente e frio. Dessas combinações falamos com mais detalhe abaixo.

Fosco ou espelho

A mesma cerâmica parece diferente conforme o acabamento final. O polimento espelho dá profundidade e brilho, o anel apanha a luz e fica vistoso, mas nele notam-se mais as dedadas. O acabamento fosco, ou acetinado, deixa a superfície tranquila, aveludada, esconde as marcas dos dedos e parece sóbrio. Muitos modelos combinam ambos: centro fosco e biséis polidos nos bordos. É um jogo não de cor, mas de luz, e alarga a modesta paleta da cerâmica muito para além do simples preto e branco.

Porque são quase sempre o preto e o branco

Os pigmentos de cor têm de sobreviver à temperatura de sinterização sem se queimarem, e de corantes assim tão estáveis há poucos. O preto e o branco saem da forma mais simples e fiável: o branco é óxido estabilizado quase puro, o preto dão-no aditivos comprovados. Por isso o par clássico domina não por moda, mas por tecnologia. Quando vires uma aliança de cerâmica de cor uniforme e intensa, tem por certo que por trás há um trabalho à parte de procura de um pigmento resistente ao calor.

Vantagens das joias em cerâmica

Quase não risca

A virtude principal. O porta-chaves, o puxador de uma porta, o teclado, a parede de betão do elevador, tudo aquilo que num ano deixa na prata uma malha de riscos, à cerâmica é quase indiferente. O polimento aguenta anos sem necessidade de repolir. Para um anel que se usa sem o tirar, isto decide tudo: parece novo quando o de metal já pede oficina.

Leve e ao mesmo tempo densa

A cerâmica é bastante mais leve do que o aço, o titânio e, mais ainda, do que o tungsténio do mesmo tamanho. Na mão o anel nota-se, mas não puxa nem aperta. Esse contraste entre o aspeto maciço e a leveza real agrada a muita gente: um anel largo e rotundo que não lembra o seu próprio peso. A quem não suporta o peso no dedo, a cerâmica costuma assentar melhor do que tudo.

Hipoalergénica

Na cerâmica não há níquel nem metais que migrem para o suor e irritem a pele. É um material inerte, da mesma classe que se usa nos implantes médicos. Para as pessoas com reação ao metal é uma das opções mais seguras, a par do titânio. Se a pele fica verde, faz comichão ou avermelha com a bijutaria corrente, a causa é quase sempre o níquel, e convém ler sobre isso à parte no artigo sobre a alergia ao níquel nas joias.

Não escurece nem oxida

A prata enegrece, o cobre deixa verde, o latão apaga-se. A cerâmica não reage com o ar, o suor, a água, os cosméticos nem o cloro da piscina. Não é preciso limpá-la com pastas e panos nem escondê-la do duche. A cor que vês na loja continuará igual daqui a cinco anos de uso diário.

Agradável ao corpo e não conduz o frio

O metal no inverno queima de frio, e no verão aquece. A cerâmica quase não conduz o calor, por isso adota depressa a temperatura da mão e sente-se neutra. No inverno não está gelada, com o calor não escalda. A superfície é lisa, quente ao toque, e muita gente conta que do anel de cerâmica simplesmente se esquece, não puxa a pele nem por temperatura nem por peso.

Não desbota

Fio de contas de disco em faiança azul egípcia, um colar de cerâmica
Um fio de contas de disco em faiança azul. A cor aqui não é um revestimento, mas o próprio material sinterizado, por isso aguenta milénios e não se queima.String of blue faience disk beads, ca. 1981-1295 B.C.. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Como a cor está na massa, não há nada que se queime. O titânio anodizado pode mudar de tom com o tempo, o dourado gasta-se, o esmalte fissura. A cerâmica conserva a cor enquanto o próprio anel se mantiver inteiro. É uma qualidade rara entre os materiais de cor na joalharia.

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Desvantagens das joias em cerâmica

Fragilidade perante um embate contra algo duro

A dureza tem a sua face oculta. O que é muito duro, em geral, não se dobra, parte. Deixa cair um anel de cerâmica sobre o mosaico, o azulejo ou o betão com mau ângulo e pode fissurar ou lascar. Um anel de metal na mesma situação simplesmente se deforma ou sai intacto. Isto não significa que a cerâmica se parta com qualquer roçadela, no uso normal é enormemente resistente, mas uma queda no chão de pedra é o seu maior inimigo.

O tamanho não se pode mudar

A um anel de metal o joalheiro alarga-o ou aperta-o um número ou dois. Com a cerâmica isso não se pode: não se consegue esticar, nem encolher, nem desbastar sem risco de a partir. O tamanho escolhe-se com exatidão no momento da compra e planeia-se na logística: muitos vendedores oferecem troca de tamanho justamente porque o ajuste é impossível. O dedo incha ao cair da tarde, no verão, com a idade, e isso convém ter em conta de antemão.

Numa urgência não se corta com alicate

Este inconveniente tem um lado inesperadamente útil. Se o dedo incha e é preciso tirar o anel de imediato, a cerâmica não se corta com o alicate de joalheiro corrente, como um metal mole. Em contrapartida pode partir-se com cuidado com uma ferramenta especial, e desfaz-se sem dano para o dedo. O pessoal de saúde sabe-o, mas no dia a dia vem bem recordá-lo: a cerâmica tira-se partindo-a, não serrando-a.

Paleta mais estreita e sem reparação de riscos

Um risco profundo no metal pode repolir-se. Na cerâmica um embate sério não se restaura, o anel está inteiro ou não está. E a paleta de cores é mais modesta do que a do esmalte ou dos metais de cor. É o preço da resistência: um material que não teme nada no uso, em troca não perdoa uma reparação séria.

Cerâmica frente ao aço, ao titânio e ao tungsténio

Cerâmica e aço

O aço cirúrgico é resistente, barato, pouco exigente, mas mais mole do que a cerâmica e com o tempo cobre-se de microrriscos. O aço é mais pesado e mais frio na mão. Em troca, um anel de aço sobrevive a uma queda sobre betão, e um de cerâmica pode fissurar. O aço é o cavalo de batalha, a cerâmica é uma questão de um aspeto que não se estraga em anos. Mais sobre o caráter do aço no artigo sobre as joias em aço inoxidável.

Cerâmica e titânio

O titânio e a cerâmica são afins de espírito: ambos leves, hipoalergénicos, não escurecem. Mas o titânio é um metal, dobra-se e não parte, por isso aguenta melhor os embates. Em troca é mais mole do que a cerâmica à superfície e ganha riscos mais depressa. O titânio pode ajustar-se um pouco de tamanho, a cerâmica não. Se importa a resistência às quedas, escolhe-se o titânio; se importa um polimento que não se perde, a cerâmica.

Cerâmica e tungsténio

O tungsténio cerâmico, também chamado carboneto de tungsténio, é o parente mais próximo por caráter: também quase não risca, também parte com um embate. A diferença está no peso e no tom. O tungsténio é muito pesado, puxa o dedo de forma notável, e a sua cor é metálica, cinzento grafite. A cerâmica é leve e a sua cor é uniforme, não metálica. Quem ama o peso escolhe o tungsténio, quem ama a leveza, a cerâmica. Na resistência aos riscos estão a par.

Em resumo, sem ilusões

Não há material que ganhe em todas as frentes. O aço é forte perante os embates, mas risca e pesa. O titânio é leve e indestrutível, mas mais mole à superfície. O tungsténio não risca, mas é pesado e frágil. A cerâmica é leve e não risca, mas teme as quedas sobre pedra. A escolha é sempre trocar uma propriedade por outra, e a cerâmica diz com honestidade o que entrega em troca da sua lisura imbatível.

Para que é boa a cerâmica

Anéis, sobretudo largos e masculinos

O terreno principal da cerâmica são os anéis. Largos, rotundos, foscos ou de espelho, conservam a forma e o brilho durante anos. Os anéis de cerâmica masculinos tornaram-se uma categoria à parte: a cerâmica preta parece sóbria e atual, não brilha como um metal precioso, não deixa verde o dedo, não risca num trabalho manual. Para um anel de todos os dias que não se tira é quase o material ideal.

Anéis de par

A cerâmica encaixa bem nos anéis de par por duas razões. Primeira, mantém o mesmo aspeto em ambos durante muito tempo, os dois anéis envelhecem igualmente devagar. Segunda, a cerâmica preta e a branca formam um par lindíssimo por contraste, sem necessidade de um metal precioso. É uma escolha prática para quem usa o anel diariamente e quer que o par se veja inteiro mesmo passados os anos.

Pulseiras e elos

Com a cerâmica fazem-se pulseiras e inserções em elos, quase sempre em combinação com aço. Os elos de cerâmica não riscam contra a mesa nem contra o punho da camisa, conservam o brilho e são agradáveis ao corpo. O senão é o mesmo dos anéis: um elo pode fissurar com um embate forte. Por isso a cerâmica em pulseiras costuma combinar-se com metal, que assume a carga.

Inserções e apontamentos

A cerâmica funciona às mil maravilhas como inserção: uma faixa preta num anel de aço, um centro de cerâmica numa armação de metal, um apontamento de cor numa pulseira. Esta abordagem tira o melhor dos dois materiais. O metal traz resistência e a possibilidade de ajuste, a cerâmica acrescenta uma cor que não se perde e uma lisura onde a joia roça com mais força.

Pode engastar-se uma pedra na cerâmica?

Pode, mas não como no metal. O metal abraça a pedra com garras que se dobram com a ferramenta. A cerâmica não se consegue dobrar, partiria. Por isso a pedra num anel de cerâmica costuma alojar-se numa inserção de metal ou num vão já talhado com diamante na fase de maquinação. Acontece que a cerâmica mantém a forma do anel e o metal segura a pedra. É uma limitação, mas também se resolve com uma combinação inteligente de materiais.

Gravação sobre cerâmica

Gravar uma inscrição na cerâmica com a técnica habitual de buril não se consegue: o material é demasiado duro para a lâmina. Em contrapartida morde-o às mil maravilhas o laser. A gravação a laser queima o desenho ou o texto com grande precisão, e as letras saem nítidas, não se apagam nem se esbatem com o tempo. A face interior dos anéis de par assina-se assim com nomes ou uma data. Como nem o material nem a gravação se desgastam, essa inscrição chegará ao dia em que o anel passe para a geração seguinte.

A cerâmica combinada com ouro e aço

Cerâmica e ouro

A combinação de cerâmica fosca ou preta com uma inserção de ouro é uma das mais conseguidas. O brilho quente do ouro sobre o fundo tranquilo da cerâmica lê-se como um contraste caro sem exagero. O ouro assume o papel de apontamento e de joia preciosa, a cerâmica o de base resistente que não risca. Nesses anéis a faixa de ouro costuma esconder-se de modo a roçar menos, deixando o embate para a parte da cerâmica.

Cerâmica e aço

O dueto mais frequente. A base de aço dá resistência e a possibilidade de fazer um anel reparável, as inserções ou a camada exterior de cerâmica dão lisura e cor. As pulseiras com elos de aço e de cerâmica usam-se anos sem marcas. Este tandem cobre os pontos fracos de ambos: o aço compensa a fragilidade da cerâmica, a cerâmica compensa a tendência do aço para riscar.

Para que combinar, afinal

A cerâmica pura é bonita, mas vulnerável às quedas e não se ajusta de tamanho. Ao acrescentar metal, o artesão faz a peça mais resistente e prática conservando o principal da cerâmica, a sua lisura. Os modelos combinados são muitas vezes uma escolha sensata para quem quer o aspeto da cerâmica mas não está disposto a aceitar a sua fragilidade a cem por cento.

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Cuidados com as joias em cerâmica

A limpeza não podia ser mais fácil

A cerâmica não é preciso poli-la, branqueá-la nem tratá-la com produtos especiais. Água morna, uma gota de sabão, um pano macio, e o anel volta a estar como novo. Como o material não reage com os produtos químicos, não o afetam nem o sabão, nem os cosméticos, nem o cloro. Podes lavar as mãos sem o tirar, podes levá-lo no duche. Depois da água do mar basta enxaguar com água doce para tirar o sal do relevo.

A regra de ouro: protegê-la das quedas sobre algo duro

Todo o cuidado da cerâmica se reduz a uma coisa: não a deixar cair sobre pedra, azulejo, betão. Ao tirares o anel, deixa-o sobre uma toalha, num saquinho de tecido, num guarda-joias de fundo mole, não na borda do lava-loiça. A maioria das fissuras da cerâmica não acontece na mão, mas no momento de tirar o anel e ele cair no chão duro. Se o tiveres presente, o anel sobreviverá muitos anos sem uma única marca.

Arrumação

Guardar a cerâmica é simples, não escurece nem precisa de sacos herméticos como a prata. Basta separá-la das joias duras para que não se batam entre si durante o transporte. Um saquinho macio ou um compartimento à parte no guarda-joias resolvem tudo. Nas viagens, a cerâmica coloca-se de modo a não dançar dentro de uma caixa rígida.

Cerâmica, aço, titânio e tungsténio: comparação de materiais
MaterialRiscos e pesoPele e embatesResistência a riscos
Cerâmica de zircónioQuase não risca, leveHipoalergénica, lasca com o embate
Tungsténio (carboneto)Quase não risca, muito pesadoInerte, também lasca com o embate
TitânioSuperfície mais mole, muito leveHipoalergénico, dobra-se, não lasca
Aço inoxidávelGanha microrriscos, mais pesadoCostuma ser segura, resiste a quedas

Pode a cerâmica riscar e partir-se?

Riscá-la é quase impossível

No dia a dia quase nada risca a cerâmica. A areia, as chaves, as moedas, o betão, tudo isso se rende perante a sua dureza. Só pode deixar marca algo igualmente duro: outra peça de cerâmica, um diamante, o corindo. Por isso na vida normal os riscos não são o problema em que se deva pensar. O anel conservará o polimento de fábrica mais do que qualquer metal.

Parti-la é possível, mas é preciso um embate

Partir a cerâmica é possível, mas para isso é preciso justamente um embate seco contra uma superfície dura, normalmente ao cair de certa altura sobre pedra ou mosaico. Pelo uso, por apertar a mão, pelas cargas do dia a dia, não rebenta. É um material que não teme a fricção, mas sim o embate pontual. Se deixares cair o anel sobre o tapete ou a terra, o mais provável é que não aconteça nada; sobre o azulejo da casa de banho, o risco é real.

O que fazer se fissurar

A cerâmica partida não se cola nem se restaura de forma invisível, ao contrário do metal. O anel com um embate troca-se inteiro. Isso convém incluir nas expectativas: a cerâmica dura imenso com um trato cuidadoso, mas um acidente sério pontual significa substituição, não reparação. Para muita gente é uma troca aceitável em troca de anos de aspeto impecável.

A quem assenta bem a cerâmica

Às pessoas alérgicas

A quem tem a pele que reage ao metal, a cerâmica dá uma das opções mais fiáveis. O material inerte não liberta níquel nem nada que irrite a pele. Se a prata e a bijutaria deixam vermelhidão, a cerâmica ou o titânio costumam ser a salvação.

A quem trabalha com as mãos

Obra, remodelações, cozinha, oficina, desporto, tudo onde o anel roça constantemente contra algo. A cerâmica sai dessa vida sem a malha de riscos, ao contrário dos metais moles. A única coisa a recordar: no chão duro é melhor não a deixar cair. Mas no trabalho manual, onde o anel mais roça do que cai de altura, a cerâmica aguenta às mil maravilhas.

Aos ativos e a quem não tira o anel

As pessoas que levam o anel vinte e quatro horas, no ginásio, na piscina, no duche, valorizam que a cerâmica não seja preciso escondê-la da água nem do suor. Não escurece, não precisa de limpeza, não reage com o cloro. Para esse ritmo a cerâmica é mais prática do que a prata e o ouro.

A quem a cerâmica não é a melhor opção

A quem muda muitas vezes o peso ou o tamanho do dedo, a cerâmica cria uma maçada: o anel não se pode ajustar. A quem deixa cair muitas vezes as coisas no chão duro convém pensar no titânio. E a quem gosta de mudar o aspeto da joia com limpeza e repolimento, a cerâmica parecerá demasiado definitiva: o que compraste, esse levas.

Joalharia em cerâmica: verdades e mitos
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A cerâmica como presente

Porque é um bom presente

Um anel de cerâmica é um presente que não exige a quem o recebe nem cuidados nem precauções no dia a dia. Não é preciso aprender a limpá-lo, nem escondê-lo da água, nem recear riscá-lo com as chaves. Uma pessoa põe-no e vive a sua vida normal, e o anel conserva o aspeto sozinho. Para o oferecer a alguém que não se complica com joias e não quer trabalheira, é um acerto: bonito, atual e não se torna um fardo.

O que averiguar de antemão

Como o tamanho depois não se pode mudar, o principal ao comprar um anel de presente é o tamanho exato do dedo. Averiguá-lo de antemão consegue-se a partir de outro anel que a pessoa use, ou pedir ao vendedor a troca de tamanho. É melhor escolher um modelo com possibilidade de troca do que andar a adivinhar. A cor é mais fácil: a cerâmica preta assenta a quase toda a gente e combina com quase tudo, por isso na dúvida escolhe-se essa.

Presente de par

A cerâmica funciona bem como presente de par justamente porque ambos os anéis envelhecem igualmente devagar. Passados os anos o par ver-se-á tão a compasso como no dia da compra, sem o desacerto que aparece quando um metal se desgasta mais depressa do que o outro. A gravação a laser com uma data ou nomes por dentro acrescenta essa camada pessoal pela qual se oferecem os anéis de par.

Erros frequentes ao escolher cerâmica

Confundi-la com bijutaria barata a imitar pedra

Ao ouvir «cerâmica», alguns põem-na ao nível do plástico e da bijutaria pintada. É um erro de perceção: a cerâmica técnica é um material caro de trabalhar, que se corta com diamante. Julgá-la pelas associações domésticas com a loiça é subestimá-la. Em resistência está mais perto dos materiais preciosos do que das imitações baratas.

Acertar no tamanho certo

Como o ajuste é impossível, o anel não se escolhe «a ver se entra», mas contando com que o dedo incha ao cair da tarde, com o calor, depois do sal. Um anel de cerâmica demasiado apertado depois não estica, e acaba na gaveta. É melhor prová-lo a diferentes horas do dia ou orientar-se pelo tamanho de um anel do costume que se sinta confortável.

Deixá-la cair ao tirá-la

A maioria das fissuras não acontece na luta, mas no plano: tirou-se o anel e caiu no azulejo da casa de banho. O hábito de deixar a joia tirada sobre algo macio, e não sobre uma borda dura, alonga a vida da cerâmica mais do que qualquer outra regra de cuidado. Não é uma questão de mimar um luxo, mas da física do material.

Esperar reparação em vez de substituição

Quem está habituado a que qualquer risco no metal se repole, às vezes desilude-se: um embate sério na cerâmica não se restaura. A expectativa correta é «dura muito, mas perante um acidente troca-se inteira», não «arranjam qualquer coisa». Com essa atitude a cerâmica não desilude, porque com um trato cuidadoso os acidentes são raros.

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Factos que surpreendem

A mesma cerâmica voa para o espaço

As placas de cerâmica protegeram durante décadas a fuselagem das naves espaciais do calor monstruoso da entrada na atmosfera. O material que aguenta uma temperatura que funde o metal é da mesma classe que o anel no dedo. Quando dizem que a cerâmica é «espacial», não é uma figura de retórica, mas uma linhagem literal.

Em dureza quase como a safira

Na escala de dureza dos minerais, a cerâmica de dióxido de zircónio está muito alta, não longe da safira e do corindo, mais dura do que o aço temperado e do que quase tudo com que a mão se depara no dia a dia. Só o diamante e uns poucos materiais igualmente duros deixam marca nela. Por isso o porta-chaves do bolso à cerâmica é impercetível.

As facas de cerâmica não perdem o gume durante anos

As facas de cozinha de cerâmica conservam o gume muito mais do que as de aço justamente pela dureza do material. É a mesma razão pela qual o anel não risca: a cerâmica quase não se desgasta com a fricção. Uma faca de cerâmica corta fino e muito tempo, mas teme o mesmo que o anel, a queda no chão duro.

Dentro do corpo também trabalha

A cerâmica de zircónio e os seus parentes usam-se em medicina: coroas dentárias, componentes de próteses, implantes. O organismo não a rejeita, porque é inerte e não liberta nada nocivo. O mesmo material que cura dentro do corpo leva-se por fora, e essa é a melhor prova da sua segurança para a pele. Quando um material se integra durante décadas numa mandíbula e numa articulação, à pele do dedo não tem certamente nada a opor.

Uma cor que não se pode apagar

Amuleto wedjat, o olho de Hórus, em faiança com a cor incorporada na cerâmica
Um amuleto wedjat de faiança: a cor está incorporada na própria cerâmica, não aplicada por cima. O mesmo princípio funciona num anel de zircónio moderno, onde simplesmente não há nada que apagar.Wedjat Eye Amulet, ca. 1070-664 B.C.. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Como a cor da cerâmica atravessa todo o volume e não está num revestimento, não se pode apagar fisicamente sem apagar o próprio anel. Um anel preto cortado é preto na secção. É uma qualidade rara entre as joias de cor, onde quase sempre a cor é uma camada superior fina.

Perguntas frequentes

Um anel de cerâmica é cerâmica a sério ou uma imitação de pedra?

Cerâmica técnica a sério, quase sempre de dióxido de zircónio. Não é pedra nem plástico, mas um óxido de metal sinterizado, duro e denso. Com a chávena e o vaso só o une o nome da classe de materiais, e pelas suas propriedades está mais perto da pedra artificial.

Pode usar-se a cerâmica no duche e na piscina?

Sim. A cerâmica não reage com a água, o sabão, os cosméticos nem o cloro, não escurece nem perde brilho. Depois da piscina basta enxaguar com água doce para retirar os restos de cloro e sal do relevo. Não é preciso tirá-la para se lavar.

É verdade que a cerâmica não se pode riscar?

No dia a dia quase não. As chaves, as moedas, o betão, a areia não deixam marca, porque a cerâmica é mais dura do que eles. Riscá-la só consegue algo igualmente duro, por exemplo um diamante ou outra peça de cerâmica. O polimento de fábrica aguenta anos.

O que acontece se cair um anel de cerâmica?

Sobre o tapete, a terra ou a madeira, o mais provável é que nada. Sobre o azulejo, o mosaico ou o betão com mau ângulo, o anel pode fissurar ou lascar. Aí está a vulnerabilidade principal do material: não teme a fricção, mas sim o embate seco contra algo duro.

Pode mudar-se o tamanho de um anel de cerâmica?

Não. A cerâmica não se pode esticar nem apertar sem risco de a partir. O tamanho escolhe-se com exatidão na compra. Muitos vendedores oferecem troca de tamanho justamente porque o ajuste é impossível. Tem em conta que o dedo muda um pouco ao cair da tarde e conforme a estação.

A cerâmica é boa para a alergia ao metal?

É boa, e muito boa. A cerâmica é inerte, não contém níquel nem nada que irrite a pele, e a mesma classe de materiais usa-se nos implantes médicos. Se a pele reage à bijutaria, a causa é quase sempre o níquel, e a cerâmica resolve esse problema.

Cerâmica ou titânio, o que escolher?

Se importam um polimento que não se perde e a leveza, a cerâmica. Se importam mais a resistência às quedas e poder ajustar um pouco o tamanho, o titânio. Ambos são hipoalergénicos e não escurecem. A cerâmica é mais dura à superfície, o titânio mais forte perante os embates.

Como cuidar de uma joia em cerâmica?

Ao mínimo. Água morna, sabão, um pano macio, e pronto. Não é preciso limpar com pastas nem escondê-la da água. A única regra a sério, não a deixar cair no chão duro. O anel tirado deixa-o sobre algo macio, não na borda do lava-loiça.

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Conclusão

A cerâmica é um material honesto. Não finge ser preciosa, mas dá o que nenhum metal dá: cor e lisura que aguentam anos sem cuidados, leveza, indiferença à água e ao suor, segurança para a pele mais caprichosa. Em troca pede uma só coisa, não a deixar cair sobre pedra. Para um anel que se usa sem o tirar, para uma vida ativa, para mãos ocupadas na faina, é um material que parece novo quando o metal já pede oficina. Quem entende essa troca, escolhe a cerâmica com critério e para muito tempo.

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Sobre a Zevira

A Zevira reúne joias para quem as usa todos os dias, não para quem as guarda para ocasiões. Escolhemos os materiais pela forma como vivem na mão com o passar dos anos: cerâmica, titânio, aço e prata que aguentam a vida real e não só a montra. Herdeira do saber joalheiro de Albacete, sem promessas grandiloquentes, com uma conversa honesta sobre o que o material sabe fazer e o que não sabe. Se procuras um anel que não tenhas de proteger de cada roçadela, começa pela cerâmica.

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