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Malaquite em joias: a pedra verde do cobre, história e cuidado

Malaquite em joias: a pedra verde do cobre, a sua história e cuidado

A malaquite natural de melhor qualidade custa apenas um pouco menos do que uma esmeralda e, ainda assim, é tão macia que um alfinete de aço a risca. Esta pedra verde de bandas negras levou a maquilhagem das rainhas egípcias, revestiu salões inteiros de palácios europeus e teme o suor humano mais do que uma pancada. A malaquite não se parece com nenhuma outra gema: tem um desenho que nunca se repete duas vezes e um caráter que exige respeito.

Muitas vezes confunde-se com jaspe tingido, realça-se com corante para lhe dar brilho e vende-se a compradores sem experiência como se fosse verdadeira. Distinguir a autêntica não é difícil quando se conhecem alguns sinais. A seguir passamos em revista a química e a geologia da malaquite, a sua história, as suas variedades, os testes de autenticidade e as regras de cuidado sem as quais a pedra perde depressa o seu aspeto.

O que é a malaquite: química e física da pedra

A malaquite é um carbonato de cobre hidratado, de fórmula Cu₂CO₃(OH)₂. O cobre representa cerca de 57 por cento da sua massa, e é o cobre que lhe dá esse verde intenso. A pedra pertence aos carbonatos, o mesmo grupo mineral da calcite e da azurite, e cristaliza no sistema monoclínico. Sob a forma de grandes cristais isolados a malaquite surge raras vezes; costuma crescer em massas compactas, em forma de cachos e estalactíticas, com uma estrutura fibrosa no seu interior, e é precisamente essa estrutura em camadas que faz aparecer no corte as bandas concêntricas.

Na escala de Mohs, a dureza da malaquite é de apenas 3,5 a 4. Isso fica entre a unha e o vidro de uma janela: o quartzo risca-a com facilidade, já para não falar do topázio ou do diamante. A sua densidade é elevada para uma pedra ornamental opaca, na ordem dos 3,6 a 4,0 g/cm³, de modo que uma peça pesa bastante mais do que o vidro ou o plástico do mesmo tamanho. A clivagem é perfeita numa direção, o que acrescenta fragilidade.

Do ponto de vista ótico, a malaquite é opaca, ou apenas translúcida em lascas finas. O seu índice de refração é alto (à volta de 1,65 a 1,91), mas, por ser opaca, não se podem avaliar a dispersão nem o jogo de luz como nas gemas transparentes. O brilho na superfície polida é sedoso ou vítreo, baço na fratura. A cor vai de um verde-erva claro a um verde quase enegrecido, e depende de quão apertadas estão as camadas com cobre.

A principal particularidade química decorre diretamente da sua composição: a malaquite nasce de uma reação em que intervém um ácido, e por isso os ácidos destroem-na. Uma gota de vinagre ou de sumo de limão provoca na superfície uma efervescência e dissolve-a por pontos. Pela mesma razão a pedra não tolera o álcool do perfume nem os ácidos do suor humano. Não é uma fraqueza de um exemplar em concreto, mas uma propriedade do próprio mineral.

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Como se forma a malaquite na natureza

A malaquite é um mineral secundário. Não precipita do magma, mas surge na zona de oxidação das jazidas de cobre, nas camadas superiores da rocha, até onde chegam a água, o oxigénio e o dióxido de carbono. Quando os minerais primários de cobre (a calcopirite, por exemplo) se alteram, o cobre passa a estar em solução e depois deposita-se de novo sob a forma de carbonato. Camada sobre camada, e é assim que se formam essas bandas.

O processo é lento, mede-se em milhares e milhões de anos, e as condições vão mudando pelo caminho. Onde há mais cobre em solução, a camada fica densa e escura; onde há menos, clara. Por isso o desenho é diferente em cada pedaço: é o registo de como mudou a química das águas subterrâneas ao longo do crescimento do mineral.

Junto à malaquite, na zona de oxidação, aparece muitas vezes a azurite, um carbonato de cobre azul de composição muito parecida. Em certas condições crescem juntas e dão intercrescimentos azul-esverdeados. Menos frequentemente formam-se na mesma zona a crisocola e a turquesa. A proximidade do minério de cobre é um sinal geológico fiável: onde há malaquite, extrai-se quase sempre cobre por perto.

A malaquite vai ao teatro, não à piscina. Pedra molhada, pedra perdida, e não se fala mais nisso.
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Com que usar a malaquite

Depois de anos em rodagens, a malaquite passou por dezenas de looks comigo, e poucas pedras são mais caprichosas. Reúno aqui o que de facto funciona, por ocasiões.

Com que uso a malaquite no dia a dia? Para o dia a dia recomendo uma só nota de malaquite sobre um fundo tranquilo: branco-sujo, areia, cinza, bege quente. Um pendente de corrente fina sobre uma gola alta de malha ou uma camisa com o colarinho aberto, uns brincos pequenos com o cabelo apanhado. Um decote aberto, à barco ou em bico luce melhor a pedra: cai sobre a pele em vez de se perder entre as pregas. Se a roupa já leva muito padrão, deixa a malaquite para outro dia, dois desenhos começam a discutir.

É apropriada para o escritório? Sim, desde que a mantenhas sóbria. Aconselho um broche na lapela do casaco ou um pendente discreto sob uma gola fechada. O verde dá caráter a um conjunto de trabalho sem quebrar as regras. Um aviso sobre o uso: tira a pedra antes de lavar as mãos no lavatório do escritório, a malaquite teme a água e o sabão mais do que uma pancada.

Como monto um look de noite? Para a noite escolho um vestido liso de tom profundo e deixo que a pedra soe a plena voz: um broche grande, um pendente comprido num decote aberto, malaquite em ouro sob a luz quente da sala. Monta o conjunto à volta da pedra, que seja o único acento vivo e o resto fique neutro.

Ouro ou prata? Depende do look que procuras. O ouro apresenta a malaquite mais quente, régia, em chave histórica, e realça o verde com suavidade. A prata torna-a mais moderna e fria. Um subtom de pele quente costuma pedir ouro, um frio prata. É difícil errar: a pedra dá-se bem com ambos, importa mais que o engaste proteja os seus cantos frágeis.

A quem assenta mesmo? A quem prefere a profundidade serena ao brilho e aprecia o raro e o discreto. Duas regras que não falham. Primeira: escolhe o comprimento do pendente para que a malaquite caia sobre um pedaço limpo de pele ou de tecido liso e não se perca num padrão. Segunda: mantém-na como protagonista e escolhe-lhe vizinhas discretas, uma corrente fina sem pedra ou um anel liso. Uma pilha de pedras vivas junto à malaquite sobrecarrega o conjunto.

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Geografia: onde se extrai a malaquite

A referência histórica de qualidade é a malaquite dos Urais, da região de Ecaterinburgo. Tem um tom verde-erva profundo e bandas escuras contrastadas. Essas jazidas abasteceram as grandes oficinas dos séculos XVIII e XIX, quando com malaquite se faziam jarras, tampos de mesa e o revestimento de salões palacianos. Os veios mais ricos esgotaram-se há muito, pelo que a velha malaquite dos Urais é apreciada de modo especial por colecionadores e museus.

Hoje o grosso do fornecimento mundial vem da República Democrática do Congo (o antigo Zaire) e da vizinha Zâmbia. A malaquite congolesa vai de qualidade média a alta, muitas vezes de cor muito escura e anéis marcados, embora muitos exemplares apresentem fissuras internas e vazios. Há jazidas notáveis também na Namíbia e na Austrália; o material australiano vai mais para peças decorativas do que para alta joalharia. Historicamente a malaquite também se extraiu na península do Sinai, onde já se obtinha na Antiguidade.

Um pormenor importante sobre a sua raridade: o volume total de material extraído é grande, mas só uma pequena parte tem qualidade de joia, sem fissuras e com um desenho bonito. A maior parte da massa vai para caixinhas, marchetaria de tampos, recordações e objetos de adorno.

A malaquite através das culturas

O Antigo Egito

Os egípcios usaram a malaquite muito cedo, muito antes da maioria das pedras preciosas. Moíam-na até fazer pó e empregavam-na como pigmento verde para contornar os olhos; conservam-se paletas de cosmética e restos de cor verde nos túmulos. O verde associava-se à vida e à fertilidade, e a malaquite ligava-se à deusa Hátor. A par do azul do lápis-lazúli formava a gama básica da joalharia egípcia: verde pela renovação, azul pelo céu.

O uso cosmético da malaquite é um facto confirmado pelos achados. A imagem de Cleópatra com as pálpebras verdes é mais uma recriação popular do que um pormenor documentado da sua maquilhagem concreta, por isso convém tratá-la como tradição e não como prova histórica exata.

Os palácios imperiais da Europa

Depois de se abrirem, no século XVIII, as ricas jazidas dos Urais, a malaquite tornou-se um material de luxo palaciano. Com ela faziam-se tanto joias como grandes peças de interior. O exemplo mais célebre é um salão de malaquite num grande palácio imperial, onde colunas, lareiras e jarras estão revestidas de finas placas de malaquite, escolhidas de modo que o desenho se prolongue de uma peça para a seguinte (essa técnica chama-se mosaico russo). Mais de uma tonelada de pedra selecionada foi empregue na obra.

A malaquite arreigou-se também pela literatura: contos populares do século XIX e do início do século XX ligaram a pedra à região mineira dos Urais e à figura do mestre capaz de ler o seu veio.

A Inglaterra vitoriana

No século XIX, a Grã-Bretanha viveu um auge de interesse pelos minerais, os materiais exóticos e o colecionismo. A malaquite chegava das colónias e do continente, e com ela faziam-se broches, cofres, tampos de mesa e objetos de interior. A pedra era entendida como sinal de desafogo e bom gosto. A Grande Exposição de 1851 em Londres mostrou ao grande público minerais raros e pedras ornamentais, e a malaquite ocupou entre eles um lugar destacado.

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Tipos e desenhos da malaquite

Exemplar natural de malaquite com as caraterísticas bandas verdes concêntricas em vários tons
Assim é a malaquite natural: bandas concêntricas que vão do verde-lima claro ao verde-escuro intenso formam um desenho que nunca se repete, e é isso mesmo que denuncia a pedra à primeira vista. Exemplar mineralógico. Wikimedia Commons, CC0.Malachite specimen, Bigmacthealmanac, 2023. Wikimedia Commons, Open Access (CC0 1.0)

Do ponto de vista mineralógico a malaquite é uniforme na sua composição, mas pelo desenho distinguem-se vários tipos, e estes influenciam diretamente o preço e o aspeto da peça.

A malaquite em bandas é a mais reconhecível. Linhas paralelas de intensidade diferente dão o efeito de ondas ou de estratos de rocha no corte. Depois do polimento, as bandas veem-se quase em relevo.

A concêntrica (por vezes chamada de olho) é um desenho anelar que se abre a partir de um centro, como os anéis de crescimento de uma árvore. Forma-se ao crescerem as massas em cachos. É menos frequente e aprecia-se pela sua expressividade; costuma reservar-se para broches grandes, onde o desenho se vê por inteiro.

A malhada e a veiada são manchas e remoinhos sem sistema claro. A qualidade varia muito: pode ser vistosa ou apagada, por isso esse material seleciona-se peça a peça.

A uniforme é um verde liso e raro, sem bandas evidentes. O paradoxo é que muitas vezes se toma por uma falsificação, embora na natureza seja mais rara do que a de bandas.

A cor também é sinal de qualidade. A mais cara é a de um verde-erva saturado, com anéis escuros contrastados e bom polimento. A malaquite clara, quase cinza-esverdeada, é mais barata em bruto, mas fica mais suave e leve na joalharia de todos os dias. O essencial: um tom claro não significa falsificação, reflete apenas uma menor concentração de cobre nas camadas.

Como o desenho nunca se repete, duas peças de malaquite não serão iguais, nem mesmo que as faça um só artesão a partir de um único bloco. Para uma pedra natural isso é a norma, não um defeito, e ao mesmo tempo uma forma simples de a distinguir da imitação em série.

Malaquite intercrescida: azurmalaquite e outras combinações

A malaquite raras vezes cresce sozinha. Na zona de oxidação do minério de cobre juntam-se-lhe minerais de composição parecida e, por vezes, intercrescem num só bloco. Esses intercrescimentos valorizam-se à parte em joalharia, e convém saber o que se tem na mão.

A azurmalaquite é azurite azul intercrescida com malaquite verde. Ambas são carbonatos de cobre, mas a azurite é azul e a malaquite verde, e no corte dão um mosaico azul-esverdeado com transições. Com o tempo a azurite transforma-se na natureza em malaquite (é a menos estável das duas), de modo que um mesmo exemplar pode mostrar as duas fases da mudança. Da azurmalaquite talham-se cabochões onde o azul e o verde convivem sem corante. A dureza é igualmente baixa e o cuidado, o mesmo.

A malaquite com crisocola dá uma pedra mais clara, de verde-turquesa. A crisocola é mais macia do que a malaquite e, por si só, esboroa-se, por isso esses intercrescimentos impregnam-se muitas vezes para os reforçar.

A malaquite com cobre nativo é um material raro de colecionador: na massa verde despontam inclusões avermelhadas de cobre metálico. Vai pouco para a joalharia, mas no corte resulta muito vistosa.

À parte fica a malaquite de olho com um claro olho-de-boi: anéis concêntricos que convergem num ponto escuro. De uma massa grande corta-se uma placa de modo que o olho fique no centro do cabochão. É o corte mais caro e espetacular, e exige material selecionado e denso, sem fissuras.

Como escolher malaquite ao comprar

A malaquite não se avalia por pureza e lapidação como as pedras transparentes. Tem o seu próprio sistema de sinais, e é mais simples do que parece.

O desenho e o seu centrar. Primeiro olha-se para o desenho: os anéis contrastados ou as bandas regulares valem mais do que os remoinhos turvos. Numa peça boa, o lapidário cortou a pedra de modo que o desenho tenha sentido, com o anel centrado no cabochão e as bandas paralelas à borda. Um recorte ao acaso do desenho denuncia um corte barato.

O polimento. A malaquite é macia e levá-la ao espelho não é fácil: numa superfície mal polida ficam zonas baças "esfregadas" e pequenas covas nos poros. Um cabochão de qualidade reflete de forma uniforme, sem falhas. Passa-a sob uma luz rasante: as ondas e os riscos saltam à vista.

Fissuras e poros. Roda a pedra à luz, em ângulo. As linhas finas e escuras são fissuras, é por elas que a malaquite acabará por partir. Os poros abertos (covinhas) acumulam sujidade e enfraquecem a peça. O material congolês de bom tom escuro peca muitas vezes justamente por fissuras ocultas.

O tipo de lapidação. A malaquite talha-se quase sempre em cabochão, uma cúpula lisa sem facetas. As facetas não fazem sentido: a pedra é opaca, não quebra a luz, e as arestas vivas com uma dureza de 3,5 a 4 desgastam-se depressa. Se te oferecem uma "malaquite com lapidação brilhante", é quase de certeza vidro tingido.

Para que peça. Ajusta a forma ao modo como a vais usar desde o início: uma pedra densa, sem fissuras nem poros, aguenta um pendente e uns brincos; uma que se esboroa, porosa ou colada com lascas serve, quando muito, para um broche que raras vezes leva uma pancada.

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Como distinguir a malaquite verdadeira das falsificações

Como malaquite costumam impingir vidro tingido, lascas prensadas sobre resina, calcite tingida ou jaspe verde liso. Umas poucas verificações ajudam a descartar o engano evidente.

O peso. A malaquite é densa, uma peça pesa mais do que parece. Um broche suspeitosamente leve é motivo para duvidar: o mais provável é que seja vidro ou plástico.

O desenho. Na pedra natural as bandas são orgânicas e irrepetíveis. Se vários brincos ou contas iguais têm um desenho idêntico até ao pormenor, tens à frente uma imitação ou lascas prensadas.

A opacidade. A malaquite não deixa passar a luz. Se a pedra fica translúcida contra uma lâmpada, não é ela.

A cor. A malaquite natural move-se numa gama de verdes serena. Um tom berrante, "químico", denuncia o corante.

A reação ao ácido. Uma gota de ácido fraco sobre a malaquite produz uma leve efervescência (é um mineral à base de carbonato). É um teste destrutivo, faz-se só num ponto disfarçado ou deixa-se para um gemólogo; numa peça acabada, é melhor não experimentar.

As pedras parecidas distinguem-se assim. O jaspe verde é mais duro, mais uniforme e sem anéis em camadas. A aventurina é mais clara, fica translúcida e dá reflexos cintilantes. A calcite tingida é mais macia e reage de forma diferente ao ácido. O vidro é frio ao toque, e o seu desenho vê-se plano, "pintado".

Uma questão honesta à parte é o tratamento. A malaquite porosa ou fissurada impregna-se muitas vezes com resina ou cera incolores, para lhe dar solidez e brilho. É uma prática habitual, mas o comprador tem direito a saber se uma pedra está tratada ou não. Existe também malaquite sintética, cultivada em laboratório; pela composição é o mesmo carbonato de cobre, e distingui-la da natural com segurança só um gemólogo o pode fazer.

Cuidado da malaquite: como a maciez condiciona o seu uso

De uma dureza de 3,5 a 4 decorre uma regra simples: a malaquite é riscada por quase tudo o que seja mais duro do que ela, incluindo a areia, o metal e a maioria das gemas. Por isso guarda-se e usa-se à parte das outras joias, e um anel de malaquite não se põe na mesma mão que uma peça com pedras duras.

A água e os ácidos são o pior inimigo. A pedra é porosa e absorve humidade, e os ácidos (vinagre, limão, suor, o álcool do perfume) corroem a superfície. A malaquite tira-se antes do duche, da piscina, da limpeza e do desporto. O perfume, o creme e o desodorizante aplicam-se antes de pôr a joia, não depois.

A limpeza. Só pano macio e água fria. Se estiver muito suja, uma solução muito fraca de sabão neutro, rápido, e depois enxagua-se com água limpa e seca-se logo. Proibidos a água quente, qualquer ácido, os abrasivos, as escovas, os produtos de limpeza doméstica e os banhos de ultrassons: destroem a pedra.

Luz e calor. O sol direto apaga o verde com o tempo, e o calor forte ou as mudanças bruscas de temperatura podem provocar fissuras. A malaquite guarda-se melhor às escuras, à temperatura ambiente, embrulhada num pano natural e macio.

A conclusão prática para a usar: a malaquite é uma pedra para broches, pendentes e brincos, para saídas e dias tranquilos, não para o uso diário e ativo num anel ou numa pulseira que tropeçam a toda a hora em água, sabão e pancadas.

Guia de Referência da Malaquite: Tons, Padrões, Energia, Joias e Cuidado
Tipo / TomPadrão e AspetoEnergia / SimbolismoMelhores Formas de JoiaRequisitos de CuidadoGrau de Dificuldade
Verde-erva profundoVeios negros marcados, origem UraisProteção máxima do coração, amor profundo, energia régiaBroches (ideal), pendentes em ouro, anéis rarosTirar antes da água, do perfume e do desporto. Guardar às escuras. Polir de 3 em 3 meses
Verde-verão vivoVeios de contraste médio, círculos concêntricosCrescimento, renovação, juventude, energia feminina positivaBrincos (bom), pendentes, pulseiras, anéis em ouro brancoCuidado atento, evitar o desporto com elas. Limpeza semanal com pano macio
Verde claro / pálidoVeios finos, quase impercetíveis. Cor quase uniformeSuavidade, doçura, cura, para almas delicadasPendentes, pulseiras, medalhões, brincos de gotaMáxima precaução. Guardar apenas em casa. Limpeza muito delicada
Padrão concêntrico (anéis de árvore)Círculos do claro ao escuro, aspeto escultóricoTempo, ciclos, crescimento, mudanças positivas esperadasBroches, pendentes, anéis de sinete, medalhõesManutenção elevada. Tirar antes de qualquer atividade. Polimento regular

A malaquite em joias: engaste e formas

O formato mais seguro para a malaquite é o broche. Prende-se no tecido, mal toca na pele e tira-se com facilidade. Não é por acaso que a malaquite aparece na joalharia histórica sobretudo em broches. O pendente também é boa opção, sobretudo se o engaste fechar a pedra por baixo e pelos lados e deixar livre apenas a face, e se a corrente impedir que a pedra roce a toda a hora na pele do peito.

Os brincos são bonitos e ficam longe das principais fontes de humidade, mas pedem atenção: os restos de champô e o suor com o cabelo comprido danificam pouco a pouco a pedra. Anéis e pulseiras são a opção mais arriscada pelo contacto contínuo com água, sabão e pancadas; convém cuidar deles e usá-los apenas de vez em quando.

Quanto ao metal, a malaquite combina de forma clássica com o ouro amarelo: o metal quente realça o verde e, além disso, é macio, não risca a pedra. O ouro branco dá um ar mais frio e moderno; o rosa, um ar suave e romântico. A prata também se usa, apresenta a pedra mais fria. O importante do engaste é que o metal cubra as arestas vulneráveis e reduza o contacto da pedra com a água e a sujidade.

Verdade ou mito sobre a malaquite
A malaquite mantém o seu valor durante anos como uma pedra preciosa e pode passar de geração em geração
Toque para revelar a verdade
A malaquite protege do mau-olhado e da magia se for usada todos os dias
Toque para revelar a verdade
Se a malaquite fissura, significa que o salvou de um mal e tem de ser substituída
Toque para revelar a verdade

O simbolismo da malaquite: o que diz a tradição

Em diferentes culturas atribuía-se à malaquite o papel de amuleto. No Antigo Egito ligava-se o verde à vida e à fertilidade, e os amuletos de malaquite colocavam-se nos enterramentos. No norte da Europa era tida por pedra guardiã. Na litoterapia atual inclui-se entre as pedras do coração e fala-se de proteção, calma e do estabelecer de limites.

Convém dizê-lo com clareza: a malaquite não tem um efeito físico nem curativo demonstrado. É terreno de crença e tradição, não de medicina. A pedra não cura, não influencia a tensão nem o sono e não se "carrega" ao luar. Se alguém gosta de usar uma peça bonita com história e isso lhe levanta o ânimo, não há nada de mal nisso, mas não é preciso atribuir-lhe propriedades curativas. Ainda mais quando o cobre da malaquite está firmemente ligado ao mineral e, num uso normal, não passa para a pele, por isso a pedra é segura, mas também não "sara".

Amuleto egípcio antigo em forma de coração, de pedra verde, época ptolemaica
Uma pedra verde como proteção do coração em sentido literal: um amuleto egípcio antigo em forma de coração, de mineral verde, que se colocava ao defunto como resguardo espiritual. A essa mesma família verde pertence a malaquite. Heart amulet, Egito, Baixa Época a Período Ptolemaico (664 a 30 a. C.). The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Heart amulet, 664 - 30 B.C.. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

A malaquite e outras pedras verdes

A malaquite e a esmeralda une-as a cor, mas são histórias diferentes. A esmeralda é transparente, dura e cara; a malaquite, opaca, macia e ornamental. Numa mesma peça combinam-se raras vezes, e por regra a esmeralda faz de acento e a malaquite de fundo.

Com a aventurina verde a malaquite combina com mais suavidade: a aventurina é mais clara e leve, e juntas dão uma gradação serena do verde. A crisóprase verde-claro a par da malaquite fica elegante, mas é uma decisão de design pouco comum. Com a pérola a malaquite faz um par clássico, ambas pedem trato delicado e parecem-se na sua fragilidade. O ónix negro funciona por contraste: verde e preto dão um efeito gráfico e expressivo.

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Perguntas frequentes sobre a malaquite

Posso usar malaquite no duche? Não. Essa é a regra principal. A malaquite é porosa, absorve água, e os ácidos e a água quente destroem a sua superfície. A joia tira-se antes do duche, do banho, da piscina e de qualquer contacto com água, mesmo ao lavar a loiça.

Que dureza tem a malaquite e risca-se com facilidade? A sua dureza na escala de Mohs é de apenas 3,5 a 4, é uma pedra macia. Riscam-na o quartzo, o metal, a areia e quase todas as gemas. Por isso a malaquite guarda-se e usa-se à parte das outras joias.

De que é feita a malaquite? É um carbonato de cobre hidratado, Cu₂CO₃(OH)₂, com um teor de cobre de cerca de 57 por cento. É um mineral do sistema monoclínico, que se forma na zona de oxidação das jazidas de cobre.

É malaquite verdadeira mesmo sendo muito clara? Sim. Um tom claro significa menor concentração de cobre nas camadas, não uma falsificação. A imitação vê-se plana e de um brilho pouco natural; a malaquite clara natural tem profundidade e um desenho orgânico.

Porque é a malaquite mais cara do que o jaspe? Forma-se apenas onde há minério de cobre oxidado, por isso é mais rara. É mais macia e mais difícil de trabalhar, e do material extraído pouco tem qualidade de joia. Soma valor também o seu peso histórico, sobretudo o da velha malaquite dos Urais.

A malaquite contém cobre e é prejudicial? O cobre faz parte do mineral, mas está firmemente ligado à sua estrutura e, num uso normal, não passa para a pele. A pedra é segura. A alergia, se aparecer, costuma dever-se ao metal do engaste, não à malaquite em si.

Com que se limpa a malaquite? Só com pano macio e água fria; se estiver muito suja, uma solução fraca de sabão neutro, depois água limpa e secagem imediata. Não se deve usar água quente, ácidos, álcool, abrasivos, escovas nem ultrassons.

A minha malaquite desbotou ao sol. Tem arranjo? Não. A luz prolongada apaga a cor de forma irreversível. Pode travar-se mais desbotamento guardando a peça às escuras.

Pode reparar-se uma malaquite fissurada? Uma lasca superficial o joalheiro repole-a, e uma fissura pouco profunda por vezes enche-se com resina a condizer. Uma fissura passante é difícil de resolver: a pedra tende a continuar a partir, e a peça refaz-se mais vezes.

Existe malaquite sintética? Sim, cultiva-se em laboratório, e pela composição é o mesmo carbonato de cobre. Distingui-la da natural com segurança só um gemólogo o pode fazer. O comprador tem direito a saber se uma pedra é natural ou sintética, e se foi impregnada com resina.

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Perguntas habituais

A quem e para que ocasião assenta a malaquite?

A malaquite assenta a quem ama a profundidade serena da cor e uma joia rara e discreta, não o brilho das pedras. É boa para uma saída, um dia tranquilo, o escritório em forma de broche ou pendente sóbrio. Para o uso diário e ativo num anel encaixa mal, é melhor reservá-la para a ocasião.

Com que combinar a malaquite para que não se perca?

Dá-lhe um fundo calado: branco-sujo, cinza, bege, grafite, tecido liso sem padrão carregado. A malaquite é, por si só, um desenho, e um segundo desenho ao lado começa a discutir com ela. Mantém-na como acento principal e escolhe-lhe vizinhas discretas, uma corrente fina sem pedra ou um anel liso.

Que tamanho e forma de pedra escolher?

Para a usar, repara na peça, não só no tamanho. Uma pedra grande luce em broche e pendente, onde a pancada e a água quase não a ameaçam. Para brincos e pendente escolhe um pedaço denso, sem fissuras nem poros, e deixa o material que se esboroa e poroso para os broches.

Quanto dura uma joia com malaquite?

Com trato delicado, muito; a malaquite guarda-se e usa-se como pedra de ânimo. A sua vida decide-a não a idade, mas o cuidado: a água, os ácidos, as pancadas e os riscos envelhecem-na mais depressa. Tira-a antes do duche e do desporto, guarda-a à parte das joias duras, e a pedra conservará o seu aspeto durante anos.

Com que substituir a malaquite se se quiser um verde mais simples?

Se precisas de uma pedra verde para o dia a dia sem pensar na água, olha para a aventurina verde ou o jade, são mais duros e levam melhor a vida do dia a dia. O desenho em bandas da malaquite não o podem copiar por completo: esse veio não o tem nenhuma outra pedra verde.

É verdade que a malaquite cura e há que carregá-la?

Não. A malaquite não tem um efeito curativo demonstrado, não influencia a tensão, o sono nem o bem-estar, e não se "carrega" ao luar. É terreno de tradição e crença, não de medicina. Usar uma peça bonita com história é um prazer, mas não convém atribuir-lhe poder curativo.

Sobre a Zevira

Na coleção da Zevira a malaquite escolhe-se pelo seu desenho natural e pela intensidade da cor, e engasta-se de modo que o metal cubra as arestas vulneráveis da pedra e reduza o contacto com a água e a sujidade. Cada pedra é única no seu desenho: não há duas iguais.

Se te atrai esta pedra verde com história, dá uma vista de olhos às nossas joias com malaquite e escolhe a forma consoante o modo como pensas usá-la: o broche e o pendente aguentam melhor o dia a dia, ao passo que o anel e a pulseira lucem para as ocasiões especiais.

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