
Pérola negra do Taiti: o que é esta gema, como se forma e como escolhê-la
Uma pérola negra quase nunca é completamente negra. Aproxima-a de uma janela e verás acender-se na sua profundidade escura reflexos verdes, violetas ou dourados. Não é tinta nem um truque óptico, mas o trabalho de uma ostra concreta de madrepérola escura. A pérola do Taiti é uma das poucas gemas orgânicas naturalmente escuras do planeta, e por trás da sua cor há química clara, não misticismo.
Vamos ao que interessa: de que é feita, como nasce numa lagoa, de onde vem, como distinguir uma autêntica de uma tingida e como cuidar dela para que dure décadas.
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O que é a pérola negra do Taiti
A pérola do Taiti é uma pérola cultivada pela ostra de lábios negros Pinctada margaritifera nas lagoas da Polinésia Francesa. O nome "do Taiti" não aponta para a ilha do Taiti, onde quase não se cultivam pérolas, mas para a região no seu conjunto: o Taiti é o centro comercial de onde as pérolas partem para o mundo.
Ao contrário da pérola marinha branca, esta ostra tem a superfície interior da concha, a própria madrepérola, de tom escuro, do cinzento aço ao carvão, com irisações de cor. Por isso a pérola que a ostra forma camada a camada sai escura por natureza, de lado a lado, e não apenas por fora. Isto é o principal que a separa de uma pérola branca tingida.
A esmagadora maioria das pérolas do Taiti no mercado são cultivadas. Uma pérola negra natural, encontrada dentro de uma ostra selvagem sem intervenção humana, é raríssima e quase nunca chega às lojas.
Química e física: de que é feita uma pérola
Composição e estrutura
Uma pérola não é um mineral no sentido estrito, mas um composto biomineral. É formada por três componentes:
- Aragonite, uma forma cristalina do carbonato de cálcio (CaCO3). É o grosso da pérola, cerca de 82 a 86 por cento.
- Conquiolina, uma proteína orgânica de ligação que cola entre si os cristais de aragonite (à volta de 10 a 14 por cento).
- Água, cerca de 2 a 4 por cento, fechada na estrutura.
A madrepérola dispõe-se como um muro de tijolos: finíssimas lâminas de aragonite de uma fracção de mícron de espessura empilham-se em camadas e intercalam lâminas de conquiolina. É precisamente esta estrutura em camadas que dá à pérola o seu brilho interior.
A cor escura da pérola do Taiti vem de pigmentos orgânicos, sobretudo porfirinas e compostos poliénicos na conquiolina e na própria madrepérola. A sua concentração e a sua combinação numa ostra concreta decidem se a pérola sairá negra carvão, cinzenta, esverdeada ou com um fundo dourado.
Dureza e densidade
Na escala de Mohs a pérola é mole, à volta de 2,5 a 4,5. Para comparar: uma unha risca uma superfície a cerca de 2,5, o vidro comum está em 5,5 e o quartzo (a areia, o pó) à volta de 7. A conclusão é directa: a areia e o pó riscam a pérola com facilidade, o que a torna um dos materiais mais vulneráveis da joalharia. A pérola do Taiti fica na parte alta desse intervalo graças à sua camada de madrepérola mais espessa, mas ainda assim exige um trato delicado.
A densidade da pérola ronda os 2,6 a 2,8 gramas por centímetro cúbico, perto da da própria aragonite. Uma boa pérola do Taiti com madrepérola espessa nota-se claramente pesada para o seu tamanho; a leveza costuma denunciar uma camada fina de madrepérola ou uma imitação.
Óptica: de onde saem o brilho e a irisação
A pérola tem dois traços ópticos que trabalham juntos.
O lustre (brilho) é o resplendor profundo que parece surgir de dentro. A luz atravessa as camadas translúcidas de aragonite, reflecte-se em parte em cada uma e volta ao olho. Quanto mais finas e regulares estão as lâminas, mais limpo e vivo é o lustre. A pérola do Taiti tem camadas de madrepérola mais espessas do que uma pérola branca pequena, por isso o seu brilho é mais suave e profundo, sem um reflexo de espelho agressivo.
O oriente (irisação) é o jogo irisado da cor na superfície. É a interferência e a difracção da luz nas camadas de aragonite, a mesma física que dá cor a uma bolha de sabão ou à asa de uma borboleta. Na pérola escura o oriente destaca-se de modo especial: sobre o fundo carvão, os reflexos verdes e violetas leem-se com verdadeiro contraste.
A pérola não se lapida, por isso o índice de refracção e a dispersão não funcionam como nas gemas transparentes. A aragonite da pérola tem um índice de refracção de cerca de 1,53 a 1,69, mas à vista não vemos refracção em facetas, mas reflexo nas camadas.
A pérola negra pede clavícula descoberta e luz de noite, não uma gola fechada até ao queixo. Um fio ou uns brincos, nunca o guarda-joias inteiro, e não discutas comigo.
Com que usar a pérola negra
Nas produções manejo a pérola mais do que qualquer outra gema: caprichosa no cuidado, mas diante da câmara não me falha nem uma vez. Reúno aqui o que de facto funciona, por ocasiões.
Como uso a pérola negra ao dia a dia? Para o dia recomendo o mínimo: um par de brincos de encaixe ou um pendente fino à altura das clavículas. Esta pérola usa-se bem com uma camisa branca, malha cinzenta, jeans ou um vestido de linho. O negro profundo é sereno de si, por isso ponho-o mesmo sobre um padrão vistoso: não briga, recolhe o conjunto.
Serve para o escritório? Serve. Sugiro um fio sóbrio à altura da clavícula sob camisa ou casaco de gola aberta, e no metal escolho os frios: ouro branco ou platina. Trazem aprumo profissional e a pérola lê-se como um pormenor discreto, não como um acento ruidoso.
Como monto um visual de noite? De noite vou ao amplo: um pendente grande de engaste vazado ou uns brincos de gota sobre um vestido liso de decote desimpedido. O veludo, a seda e o cetim acompanham o brilho suave da madrepérola. Para uma ocasião especial recomendo deixar uma só peça no comando, ou um fio comprido ou uns brincos expressivos, para que o conjunto não se disperse.
Que comprimento combino com o decote? Regra simples: quanto mais profundo o decote, mais comprido o fio. A gargantilha de cerca de 40 cm assento-a no pescoço sob gola aberta, a princesa de 45 a 50 cm recomendo-a como coringa à clavícula, a matinée de 50 a 60 cm escolho-a com roupa de trabalho, e a ópera desde 70 cm tiro-a de noite e dobro-a em dois.
A quem favorece mais a pérola negra? A gema prefere um subtom de pele frio e profundo, e sobre pele morena lê-se com contraste real, por isso aí sugiro um negro limpo. Se um negro quente perto do rosto pesa, escolho um cinzento suave ou o negro montado em metal frio. E mantenho uma só gama de metal: fria (prata, platina, ouro branco) ou quente, nunca misturadas.

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Como se forma uma pérola na natureza e na quinta
A pérola é a resposta defensiva do molusco. Quando um corpo estranho se aloja dentro da concha, no manto da ostra, o tecido do manto começa a envolvê-lo em madrepérola, o mesmo material que reveste a concha por dentro. Camada a camada cresce um saco perlífero e, com o tempo, forma-se a pérola.
Um mito espalhado sustenta que a causa é sempre um grão de areia. Na realidade, na natureza o corpo estranho costuma ser um parasita ou um fragmento de tecido. Na ostra selvagem acontece por acaso e raramente, e por isso a pérola selvagem é tão escassa.
No cultivo o processo é dirigido. Um técnico abre a ostra com cuidado e introduz no seu manto duas coisas: um núcleo redondo (em geral uma bolinha de concha prensada de um molusco de água doce) e um bocadinho de tecido de manto de uma ostra doadora. O tecido doador forma o saco perlífero, que então começa a depositar madrepérola à volta do núcleo.
Depois devolve-se a ostra à lagoa, a cestos suspensos em profundidade, durante 18 a 36 meses. Cada dia o molusco acrescenta uma camada microscópica de madrepérola. Quanto mais longa a espera, mais grossa a espessura, mais funda a cor e mais forte o lustre, mas maior o risco de a ostra adoecer ou morrer. Na pérola do Taiti há uma espessura mínima de madrepérola regulada (à volta de 0,8 mm), o que a separa da pérola barata de revestimento fino.
A colheita costuma ser mortal para a ostra, mas as mais produtivas reutilizam-se: no saco vazio introduz-se um núcleo novo e maior, e a ostra forma uma segunda pérola, ainda maior.
Opiniões de clientes
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Geologia e geografia: de onde sai
A ostra e a sua área
Pinctada margaritifera vive nas águas quentes dos oceanos Pacífico e Índico. Precisa de água do mar limpa e bem renovada, com temperatura estável de cerca de 25 a 28 graus e plâncton saudável do qual se alimentar. As lagoas isoladas dos atóis vêm-lhe quase à perfeição: as correntes trazem alimento e o ambiente fechado mantém à distância os grandes predadores.
As zonas principais
O arquipélago das Tuamotu é o centro de produção por excelência. São várias dezenas de atóis na parte oriental da Polinésia Francesa, e aqui cultiva-se a maior parte da pérola do Taiti.
- Manihi, o atol onde o cultivo da pérola negra arrancou nos anos sessenta e setenta. As suas quintas são antigas e estão bem afinadas; as suas pérolas apreciam-se pela cor profunda e o brilho forte.
- Fakarava, de água limpa e funda, propícia a pérolas de maior tamanho.
As ilhas da Sociedade (incluindo o próprio Taiti) contribuem com uma parte menor, mas aqui a água é algo mais quente e rica, o que às vezes dá irisações quentes mais raras.
Uma pérola escura parecida, da mesma ostra, cultiva-se nas ilhas Cook, Filipinas e Indonésia. Tecnicamente não é "do Taiti", porque não vem da Polinésia Francesa, e o seu carácter costuma ser distinto: a pérola de águas mais quentes tende a ser mais pequena e de cor menos estável.
Atar o valor a uma área estreita aparenta a pérola do Taiti a outras gemas de origem rara. Do mesmo modo, a larimar extrai-se num único lugar da Terra, e a escassez da fonte fixa em boa medida o seu preço, tal como nas lagoas polinésias.
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História: de carga no porão a tesouro reconhecido
Os polinésios conheciam a ostra de lábios negros muito antes da chegada dos europeus. A concha servia de ferramenta, material para adornos e objecto de troca entre clãs, e as raras pérolas escuras valorizavam-se como sinal de estatuto. Na cultura polinésia o negro associava-se à profundidade e à água, não ao luto.
Quando os comerciantes europeus chegaram aos arquipélagos no século XIX, a pérola escura não encontrou procura ao princípio. O gosto europeu da época preferia a pérola branca e creme, e o público associava o negro ao luto. O interesse principal dos comerciantes era a madrepérola da concha, matéria-prima para botões e embutidos; as pérolas iam muitas vezes como subproduto.
Antes disso, a pérola escura tinha chegado de vez em quando às cortes europeias como raridade, e certas grandes pérolas naturais valorizavam-se muito precisamente pelo insólito da sua cor. Mas não havia um mercado sistemático.
A mudança chegou na segunda metade do século XX com dois processos ao mesmo tempo. Por um lado, a moda virou para uma elegância sóbria, na qual a pérola escura resultava moderna. Por outro, as lagoas polinésias dominaram o cultivo e nos anos sessenta e setenta apareceram as primeiras quintas. Isso deu uma oferta estável, e em duas décadas a pérola negra passou de exotismo a tesouro reconhecido, com as suas próprias normas de qualidade e certificados de origem.
Variedades e nuances
Apesar do nome, a paleta da pérola do Taiti é mais ampla do que o simples negro. Os profissionais descrevem a cor por um tom de base (body colour) e um brilho sobreposto (overtone).
- Negro, o mais reconhecível, um tom escuro profundo com brilho carvão ou aço. Um negro perfeitamente uniforme quase não existe; costuma haver linhas mais claras ténues.
- Negro com brilho verde, onde o verde assoma sobre o fundo escuro ao mover a pérola. Um dos tipos mais característicos desta ostra.
- Negro com brilho violeta (pavão real, peacock), uma mistura de verde e violeta, considerada muito vistosa e muito valorizada.
- Negro com brilho dourado, um raro resplendor quente sobre o tom escuro.
- Cinzento, um tom de base mais claro com brilho prateado, mais sereno e versátil de usar.
- Chocolate, um tom castanho quente, pouco frequente.
Às vezes a mesma ostra dá uma pérola clara, quase branca, questão da genética do molusco. Essa pérola aprecia-se pelo raro; é maior do que o habitual e distingue-se muito da pérola branca dos mares do Sul da Austrália e Filipinas.
Para comparar os grandes grupos de cor por raridade e carácter, convém tê-los juntos numa só tabela.
O que mais define a qualidade
Para além da cor, a pérola avalia-se por quatro parâmetros.
Lustre. Quanto mais fundo e nítido o resplendor, maior a categoria. Uma superfície apagada e mate indica madrepérola fina ou de má qualidade.
Forma. Da redonda perfeita à barroca (irregular). As pérolas redondas são raras e caras; uma ligeira assimetria é o normal num material natural.
Limpeza da superfície. Sobre o fundo escuro veem-se bem covas, pontos e rugas. Uma superfície limpa valoriza-se mais, mas as marcas pequenas estão quase sempre presentes e são sinal de autenticidade.
Tamanho. A pérola do Taiti costuma ir de 8 a 16 mm e mais. As pérolas grandes e regulares são raras, e o preço sobe de forma não linear com o tamanho.
Como ler a categoria na etiqueta
Na Polinésia Francesa vigora uma norma estatal de exportação: cada pérola é classificada antes de sair, e o produto sem madrepérola escura limpa da espessura exigida simplesmente não é autorizado a sair da região. Por isso quase não há pérola "do Taiti" tingida de origem polinésia no mercado legal; as falsificações vêm de outros sítios.
A categoria costuma marcar-se com letras de A a D, e a lógica é a inversa à das notas escolares: o A é a classe superior e o D a mais baixa.
- A (às vezes escrita Top Gem ou AAA no comércio internacional): superfície quase impecável, até 10 por cento da área com marcas quase invisíveis, lustre forte.
- B: defeitos leves em parte da superfície, brilho de bom a médio. A classe mais vendida para joalharia do dia a dia, um equilíbrio sensato entre preço e aspecto.
- C: marcas visíveis em boa parte da superfície, brilho médio.
- D: defeitos na maior parte da superfície; essa pérola vai para peças económicas ou serve de matéria-prima.
Um pormenor importante que os compradores confundem: a letra avalia a superfície e o lustre, não o tamanho, a forma nem a raridade do brilho. Uma pérola barroca com reflexo pavão real pode custar mais do que uma pérola redonda perfeita de classe A sem jogo de cor. Por isso na etiqueta olha-se tanto para a letra como para o conjunto de forma, cor e origem.
A espessura da madrepérola regula-se à parte. A norma polinésia descarta a pérola cuja madrepérola é mais fina do que 0,8 mm ainda que seja em parte da superfície. Isto não se julga a olho, mas há um sinal indirecto: a madrepérola fina sobre o núcleo às vezes dá um efeito de "pisca-pisca" ao inclinar sob uma lâmpada, com zonas mais claras e escuras do núcleo que transparece. Uma pérola de qualidade com madrepérola espessa mostra cor regular por todos os lados.
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Formas e variedades raras
A forma da pérola não a marca um capricho, mas a mecânica do crescimento: como se assentou o núcleo, se o manto o envolveu de maneira regular em madrepérola, se o saco se deslocou no cesto. A classificação polinésia divide as formas em vários grupos, e compreendê-las vem a jeito ao escolher.
- Redonda e quase redonda (round, semi-round). O padrão e a opção mais cara, porque a ostra raramente deposita uma camada perfeitamente regular. A prova é simples: faz-se rolar a pérola por um plano inclinado; a verdadeiramente redonda corre a direito, não faz ziguezague.
- Oval e de gota (drop). A gota luz em pendentes e brincos, onde a forma alongada favorece e custa menos do que a redonda a igual peso.
- De botão (button). Achatada de um lado, cómoda para brincos de encaixe e anéis, onde o reverso plano assenta bem no engaste.
- Anelada (circled). Na superfície correm sulcos concêntricos, como os anéis de um planeta em miniatura. Teve-se por defeito, mas hoje a pérola anelada com sulcos regulares e lustre forte distingue-se como categoria própria: sobre o fundo escuro os sulcos sublinham o jogo de cor.
- Barroca (baroque). Forma livre e irregular, cada pérola a sua. Os coleccionadores escolhem muitas vezes uma barroca do Taiti com reflexo pavão real pela sua singularidade, não apesar dela.
À parte está a keshi. É uma pérola sem núcleo: forma-se quando a ostra rejeita a bolinha introduzida, mas o saco perlífero já está feito e continua a depositar madrepérola por sua conta. A keshi é madrepérola de lado a lado, sem centro alheio, por isso dá um brilho especialmente forte e saturado e uma cor funda. A sua forma é sempre caprichosa e o seu tamanho costuma ser pequeno. A keshi não é imitação nem refugo, mas um subproduto apreciado da mesma quinta; não convém confundi-la com a pérola barata.
Como distinguir a autêntica da falsa
Como a pérola escura é cara, imita-se muitas vezes. As principais substituições e os seus sinais.
Pérola branca tingida. A falsificação mais comum: uma pérola clara corrente reveste-se de tinta escura. O sinal principal aparece no furo da pérola perfurada: sob a camada escura, a tingida deixa ver uma base clara, e a tinta costuma acumular-se na borda do furo. A pérola do Taiti autêntica é escura de lado a lado e a sua cor irisa levemente em verde ou violeta. A tingida vê-se plana, como esmaltada, com qualquer luz.
Imitação (vidro ou plástico com revestimento nacarado). Vê-se suspeitamente perfeita e uniforme, sem as microirregularidades naturais. A velha prova do dente: a pérola autêntica dá uma leve sensação áspera, como de areia, se a passares com cuidado pelo bordo dos dentes; a imitação desliza lisa. Na imitação o revestimento lasca-se com o tempo e deixa ver a base.
Pérola de outra região vendida como do Taiti. Pérolas escuras da mesma ostra das Filipinas ou das ilhas Cook fazem-se passar por polinésias. Aqui só ajuda um certificado de origem de um laboratório independente.
O jogo da luz como prova. A pérola do Taiti natural muda de aspecto com diferentes luzes: com luz de dia os reflexos de cor veem-se mais fundos, com luz quente de tarde aparece uma suavidade dourada, com luz fria artificial vê-se mais severa e gráfica. A tingida e a imitação veem-se igualmente planas com qualquer fonte.
A resposta definitiva dá-a a análise de laboratório: os laboratórios gemológicos especializados determinam a origem e a naturalidade da cor.
Cuidado e conservação
A baixa dureza e a natureza orgânica fazem da pérola o material mais exigente do joalheiro. Umas poucas regras simples prolongam-lhe a vida décadas.
Põe-na por último, tira-a primeiro. O perfume, a laca, os cremes e os cosméticos levam álcool e ácidos que corroem a madrepérola e matam o brilho. A joia põe-se depois de todos os produtos e tira-se antes de te lavares.
Protege-a da água e da química. O cloro da piscina e o sal do mar oxidam a superfície. Antes do duche, do banho, da sauna e da limpeza, a pérola tira-se. Se ainda assim tocar em suor ou água salgada, seca-a com um pano suave húmido e deixa-a secar.
Limpa-a com suavidade. Basta passar um pano suave, se for preciso apenas humedecido em água com uma gota de sabão neutro, e secar por completo. Nunca: escovas, abrasivos, química agressiva nem limpadores de ultra-sons, que destroem a madrepérola.
Guarda-a à parte e não em plástico. As pérolas não devem roçar pedras duras, metal nem umas nas outras. O melhor é um saquinho de tecido suave ou um compartimento acolchoado do guarda-joias. Os sacos de plástico fechados não servem: neles a madrepérola resseca e racha. A humidade ideal ronda os 50 a 70 por cento.
Reenfiar o fio. O fio de seda ou nylon do colar estica e deteriora-se com o tempo. A cada poucos anos (e mais vezes com uso intenso) muda-se o fio, ou corre-se o risco de espalhar as pérolas.
Como influi a dureza na escolha da joia: brincos e pendentes mal tocam objectos e vão bem para o dia a dia; anéis e pulseiras roçam superfícies e perdem brilho antes, por isso é mais sensato usá-los em ocasiões e num engaste protegido.
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Simbolismo: breve e sem misticismo
Diferentes tradições atribuíram à pérola coisas diferentes. A cultura europeia ligava-a à lua, à pureza e à feminilidade; na polinésia o negro significava profundidade e vínculo com o mar, não pena. No século XIX a pérola carregou por um tempo com a associação ao luto, porque a usavam as viúvas, mas isso é uma superstição histórica, não uma propriedade da gema.
A pérola não tem efeito físico nem curativo provado: não influi na tensão, no sono, na ansiedade nem no bem-estar. Se uma pérola lisa e fresca sob os dedos te ajuda a serenar antes de uma conversa importante, é o efeito do hábito e da atenção, como com qualquer objecto querido, não a energia de uma pedra. A pérola usa-se pela sua beleza e a sua história, e o simbolismo toma-se como contexto cultural.
Perguntas frequentes
Como cuidar da pérola do Taiti para que não perca o brilho?
Põe a joia por último, depois do perfume e dos cosméticos, e tira-a primeiro. Basta passar um pano suave às pérolas uma vez por mês, apenas húmido se for preciso, e logo após o contacto com suor ou água salgada. Nada de escovas, abrasivos, química agressiva nem ultra-sons: destroem a madrepérola.
Pode usar-se a pérola negra no duche, na piscina ou no ginásio?
Melhor tirá-la. O cloro da piscina, o sal do mar e o suor oxidam a superfície e matam o brilho, e a água com produtos de duche é especialmente daninha. Brincos e pendentes aguentam o dia a dia melhor do que anéis e pulseiras, mas no desporto e na água também convém deixá-los em casa.
Como distinguir uma pérola negra autêntica de uma tingida sem laboratório?
Espreita para o furo da pérola perfurada: a tingida deixa ver uma base clara sob a camada escura, e a tinta acumula-se na borda. A pérola do Taiti autêntica é escura de lado a lado, irisa verde ou violeta e vê-se diferente com luz de dia, quente e fria. A tingida fica plana com qualquer fonte, e a resposta exacta só a dá um certificado de origem.
Que tamanho e forma escolher?
A pérola do Taiti costuma ir de 8 a 16 mm. Para brincos de encaixe do dia a dia e pendentes finos vão cómodos os 9 a 11 mm; para brincos de gota de noite e pendentes grandes vai-se a mais. As redondas perfeitas são as mais caras, mas a gota luz em pendentes e a forma barroca aprecia-se pela sua singularidade, por isso guia-te pelo formato da joia, não só pela redondez.
Pode usar-se a pérola negra ao dia a dia?
Na escala de Mohs a pérola está em apenas 2,5 a 4,5, um material mole que a areia e o pó riscam. Para o dia a dia são práticos brincos e pendentes: mal roçam objectos. Anéis e pulseiras é mais sensato usá-los em ocasiões e em engaste protegido, ou o brilho vai-se antes.
Desmonta o mito: a pérola negra é uma gema de luto?
É uma superstição histórica, não uma propriedade da gema. A associação ao luto solidificou-se no século XIX porque as viúvas usavam pérola escura. Na cultura polinésia o negro significava profundidade e vínculo com o mar, e hoje esta pérola fica igualmente bem num conjunto de dia a dia, de gala e mesmo de noiva.
É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.
Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Sobre a Zevira: uma colecção de joias com pérolas e pedras da lua
A colecção da Zevira inclui joias com pérolas e outras pedras da lua. Escolhemos pérola negra do Taiti de alta qualidade, combinamo-la com metais nobres, ouro branco e amarelo, platina e prata, e muitas vezes pomos ao lado adulária, selenite ou labradorite para armar um conjunto coerente.
Cada joia chega com informação sobre a origem da pérola. Acreditamos que uma joia bonita deve ser autêntica.
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