Envio grátis para Portugal, UE, Reino Unido e EUA•Devoluções em 14 dias sem perguntas•Pagamento seguro com cartão•Design inspirado em Espanha•
Prenda para colega e amigo secreto: que joia oferecer no trabalho

Prenda para colega e amigo secreto: que joia oferecer no trabalho

Quando uma equipa tira nomes de um saco, em quase dois casos em cada três alguém tira o próprio nome. A conta, cerca de 63%, fê-la no início do século XVIII o matemático francês Pierre Rémond de Montmort, e quase não depende do tamanho da equipa. A prenda de trabalho está cheia destas armadilhas invisíveis.

Este guia trata de três situações parecidas mas diferentes: a prenda que se dá a um colega em nome próprio, a prenda que a equipa inteira junta para um colega e a prenda do amigo secreto, em que quem oferece pode mal conhecer quem recebe. Cada uma tem a sua lógica de orçamento, a sua margem de erro e o seu conjunto de peças que fazem sentido. O guia geral de ocasiões está no guia de presentes de joias, e os prazos de dezembro e as prendas para a família estão nas prendas de Natal em joias. Aqui fica só o trabalho: colegas, sorteio, dinheiro juntado entre todos e a etiqueta que mantém tudo isto dentro dos limites.

Que joia oferecer a um colega
1 / 5
Como é a prenda?

Resposta curta: que joia oferecer a um colega de trabalho

A um colega oferece-se uma peça para a qual não é preciso saber nada sobre o corpo da pessoa: nem a medida do dedo, nem se tem as orelhas furadas, nem o comprimento de fio de que gosta. Serve um colar que já vem com fio, uma pulseira de cordão ou de corrente, uns brincos de clip e, a um colega que se conhece bem, um pin para a lapela. O motivo deve ser neutro: natureza, sol, céu, viagem; a miniatura de cutelaria com lâmina fica para o colega conhecido. O valor fica exatamente dentro do que se combinou, nem acima nem visivelmente abaixo. Se a prenda é da equipa toda e ninguém conhece bem o gosto do colega, se o colega está em teletrabalho ou vai mudar de emprego, um vale de oferta é mais honesto. Se oferece em nome próprio e não sabe nada do gosto do colega, safa-se com um colar com fio incluído ou uma pulseira; no amigo secreto de valor baixo, pulseira ou brincos de clip. O porquê vem a seguir.

As três regras da prenda no trabalho

A primeira regra é sobre o sentido. A prenda a um colega não deve sugerir nada: nem sentimentos, nem fé, nem aparência, nem hábitos. Um coração, um cadeado com inscrição, uma peça de par, uma cruz, um amuleto contra o mau-olhado, tudo isso é lido como mensagem, mesmo que a intenção fosse outra. Botânica, sol, estrela e mapa-mundo dizem apenas «lembrei-me de si», e mais nada.

Usa o símbolo, não te limites a ler sobre ele. Disponíveis agora:

Envio grátisDevolução em 14 dias sem perguntasPagamento seguro

A segunda regra é sobre o valor. No trabalho a prenda não pode deixar a pessoa a dever. Uma peça claramente mais cara do que o hábito da equipa deixa quem recebe constrangido e irrita quem cumpriu o combinado. Por isso o teto respeita-se com mais rigor do que o mínimo.

A terceira regra é sobre o corpo. A um colega não se pergunta a medida do anel nem se verifica se tem orelhas furadas. Tudo o que exige esse conhecimento cai sozinho: o anel, os brincos de furo à sorte, a pulseira rígida feita à medida do pulso. Ficam as peças que servem a qualquer pessoa disposta a usar joias.

O que observar no colega antes de escolher

A escolha estreita-se com três observações, e nenhuma obriga a perguntar nada. A primeira são os brincos. Se vê brincos no colega todos os dias, uns brincos fazem sentido como prenda; se não vê ou não tem a certeza, ficam os brincos de clip, a pulseira e o colar. A segunda é o tom do metal. Olhe para o relógio, para os óculos de armação metálica, para a fivela do cinto, para o fecho da mala: se predomina um tom, prateado ou dourado, uma prenda no mesmo tom fica bem ao lado das coisas que a pessoa já tem.

A terceira observação é a relação com as superstições. Se o colega bate na madeira e leva a sério os agoiros, as miniaturas de facas e espadas ficam para outra vez, ainda que a crença do objeto cortante quase não se transfira para uma joia. Se não sabe, escolha uma peça sem lâmina: no amigo secreto oferece a quase um desconhecido, e é mais tranquilo não o pôr a pensar no assunto.

Se nenhuma das três respostas existe, restam três peças que quase não pedem informação: um pendente num fio de comprimento neutro, desde que o fio venha incluído, uns brincos de clip e uma pulseira. O que menos exige é o colar, se o valor da prenda chega lá: nos brincos de clip fica a dúvida de a pessoa usar brincos de todo, e a pulseira tem comprimento. A pulseira aqui é um cordão entrançado com medalhão esmaltado ou uma corrente de tom prateado; o comprimento e o fecho confirmam-se na ficha do produto, mas o erro é brando: uma pulseira passa-se a outra pessoa com facilidade ou prende-se à alça da mala.

Colega, equipa ou sorteio: três prendas diferentes

A expressão «prenda para colega» cobre três situações, e o conselho que serve a uma muitas vezes não serve às outras. A diferença está em quem oferece, em quanto conhece quem recebe e em quem fixa o orçamento.

Prenda de um colega para outro

É o caso mais arriscado dos três, porque não há proteção coletiva. A prenda de uma pessoa a outra no escritório é vista por todos, e qualquer peça mais pessoal do que o costume levanta perguntas: porquê a ele, porquê isto, porquê de si. Por isso a prenda individual a um colega faz sentido quando o motivo é claro: o aniversário de alguém com quem trabalha em dupla há anos, um agradecimento pela ajuda num projeto difícil, a despedida antes da mudança para outra empresa.

A regra prática é simples: a prenda tem de poder ser entregue à frente de todos. Se a peça é embaraçosa de tirar da caixa diante dos colegas de secretária, é pessoal de mais para um colega. Um pin com uma navalha em miniatura para quem contou com entusiasmo a viagem a Espanha e a visita às cutelarias da Mancha, e que se ri das superstições, passa neste teste. Um pendente em forma de coração não passa, sejam quais forem as intenções.

O segundo risco é que a prenda a um passa a ser a medida para os outros. Se oferece a uma colega no aniversário e à outra não, isso nota-se. A saída é manter uma bitola: ou oferece a todos com quem trabalha de perto, ou junta-se à prenda da equipa.

Prenda da equipa inteira

Aqui é tudo ao contrário: o orçamento é maior, a responsabilidade é partilhada e a peça pode ser mais séria. As ocasiões também costumam ser maiores do que o sorteio: um aniversário redondo, um casamento, um nascimento, a licença parental, a saída para outro emprego, a reforma. Para este último caso há uma análise à parte sobre a joia para a reforma, que trata também da prenda da equipa.

A prenda coletiva não se decide pelo que agrada a todos os que pagam, mas pelo que quem recebe vai usar. Na prática escolhe uma pessoa, a que conhece melhor o gosto do colega, e os outros confiam nela. Se não há ninguém assim na equipa, a prenda coletiva fica mais sensata como vale de oferta: quem recebe escolhe, e no vale ficam os nomes de todos.

Como juntar o dinheiro, quem assina o cartão e o que dizer na entrega está explicado em pormenor na joia de presente para o chefe: a mecânica do envelope coletivo é a mesma, seja quem for que o recebe.

Prenda do amigo secreto

O sorteio muda tudo. Não oferece a quem escolheu, mas a quem lhe calhou, e pode ser alguém de outro departamento com quem troca um bom dia no elevador e pouco mais. O valor está fixado à partida e é igual para todos. Quem recebe não sabe de quem vem a prenda, pelo menos até ao fim da festa.

Daqui sai a exigência principal da prenda de sorteio: tem de funcionar com um desconhecido. Não sabe se a pessoa usa brincos, ouro ou prata, nem se gosta de joias. Por isso um amigo secreto bem organizado começa com uma lista de desejos: cada participante escreve duas ou três coisas que gostaria de receber, e o que dispensa. Se na sua equipa não há lista, proponha-a a quem organiza: uma linha como «uso prata, não tenho orelhas furadas» tira metade do risco.

Se não há lista nem a quem perguntar, fica a escolha que perdoa a ignorância: pulseira ou brincos de clip e, se o valor do sorteio chega ao patamar médio, um colar que já traz fio. O pin com lâmina é arriscado nesta situação por causa da superstição, de que se fala mais abaixo. Para oferecer a alguém cujo gosto é um mistério completo há um artigo próprio sobre a joia para oferecer quando não conhece o gosto.

Opiniões de clientes

A Zevira é uma joalharia real. Pagamentos, envios e agradecimentos de clientes autênticos.

100% compra verificadaencomendas reais para Espanha, França e EUA
Capturas de pagamentos e agradecimentos
Encomenda enviada por correio, Espanha
A nossa peça num cacifo dos Correos
Pagamentos reais dos últimos dias
Um cliente a agradecer-nos no WhatsApp
Sempre disponíveis no WhatsApp e TelegramNão é para ti? Reembolso em 14 dias, sem perguntas
🥰🥰🥰 gracias
Colgante Navaja Jerezana Mini
Pedro L. · Jaén, España
Compra verificada
Ok, ¡gracias! 🙂
Pendiente Navaja
Raphaël C. · Toulouse, France
Compra verificada
Ao colega, pulseira ou colar com o seu fio, e nunca um pendente solto. Pendente sem fio numa prenda é trabalho de casa, não é festa.
Escolha a prenda do colega pelo que ele veste
1 / 5
Como é que o colega aparece no escritório quase sempre?

Com que roupa usar a joia que recebeu no trabalho

A prenda do amigo secreto estreia-se normalmente no escritório, para que quem a ofereceu veja que está em uso. Ficam aqui as respostas às perguntas que surgem nesse momento.

Onde prender o pin se não há casaco? Na alça da mala, na lapela do sobretudo ou no cordão do cartão de acesso. Aconselho a não prender o pin em malha fina: a agulha puxa as laçadas, e ao fim de uma semana fica a marca na camisola. Se quer usá-lo na roupa, recomendo tecido encorpado: blusão de ganga, casaco de tweed, bombazina.

Brincos e auscultadores nas chamadas: dá? A concha do auscultador aperta tudo o que está no lóbulo, seja brinco de clip, de pressão ou argola. Por isso, num dia de chamadas longas, recomendo pôr a prenda no pescoço ou no pulso, e não nas orelhas: o colar por cima da camisola de gola alta, a pulseira debaixo do punho. Nesse dia aconselho brincos com o elemento mais plano no lóbulo e a forma a cair para baixo, como a folha de monstera no pequeno brinco de pressão.

Pulseira de cordão com fato? Não, se é dia de reunião com clientes. O cordão e o esmalte no pulso, debaixo do punho da camisa, ficam bem à sexta-feira e no escritório sem código de vestuário. Com fato aconselho a pulseira de corrente prateada: esconde-se debaixo do punho e só aparece quando a mão se mexe.

Deram-me dourado e eu uso prata. E agora? Separe por zonas. Um colar dourado ao pescoço e brincos de prata entendem-se, porque o rosto fica entre os dois. Mais difícil é no mesmo braço: aí monto o conjunto num só metal e passo a segunda pulseira para o outro pulso.

Colar por cima da gola alta ou por baixo da gola da camisa? Por cima da gola alta, se o pendente for maior do que uma unha: na malha lisa lê-se como o pormenor principal. Com a camisa de um botão aberto escolho um comprimento curto, para o pendente ficar junto às clavículas e não se esconder atrás da abotoadura.

Experimente as joias Zevira online
Experimente a joia em si, diretamente no seu navegador.
Experimente as joias Zevira online

Ligue a câmara, escolha uns brincos, um pendente ou um anel, e veja a peça em si em tempo real.

Muda de modelo com um toque.

Tudo funciona no seu navegador: nenhuma foto ou vídeo é enviado para lado nenhum.

Amigo secreto no trabalho: como se organiza

Em Portugal o jogo chama-se amigo secreto, e no escritório segue um guião simples: os nomes vão para um saco ou para um sorteio online, cada um compra uma prenda para quem lhe saiu, e a troca faz-se num dia combinado. Os problemas aparecem nos pormenores.

O saco dos nomes e o problema de Montmort

A probabilidade do primeiro parágrafo não é piada. Em 1708 Pierre Rémond de Montmort publicou em Paris o «Essay d'analyse sur les jeux de hazard» e analisou nele um jogo de cartas chamado treize, «treze»: o jogador vira as cartas uma a uma e conta em voz alta, e o que interessa é se alguma vez o número da carta coincide com o número da jogada. A solução geral publicou-a na segunda edição, de 1713, quase ao mesmo tempo que Nicolau Bernoulli. É o mesmo problema do saco dos nomes: a carta que coincide com a jogada é a pessoa que tira o próprio nome.

A resposta surpreendeu. A probabilidade de ninguém tirar o próprio nome aproxima-se depressa de 1/e, cerca de 0,368, e depois quase não muda. Com três participantes, a probabilidade de pelo menos uma coincidência é de 67%; com quatro, de 62,5%; a partir de seis, fica estável perto de 63%. Ou seja, numa equipa de oito pessoas e numa empresa de oitenta a hipótese de repetir o sorteio é a mesma.

A conclusão prática para quem organiza: não conte com a sorte. Há duas soluções honestas. A primeira: se alguém tirou o próprio nome, todos devolvem os papéis e tira-se de novo, porque trocar dois papéis entre si revela quem oferece a quem. A segunda é mais segura: quem organiza baralha a lista de participantes, e cada um oferece à pessoa que vem a seguir na lista, e o último ao primeiro. Uma corrente destas, por construção, não deixa ninguém tirar-se a si próprio, e monta-se numa simples folha de cálculo. Os sorteios online também impedem que alguém tire o próprio nome.

A lista de desejos

As regras de amigo secreto que circulam em português trazem um conselho que vale ouro para quem quer oferecer uma joia: cada participante escreve dois ou três presentes que gostaria de receber, o mais concretos possível. Não «um lenço», mas «um lenço de lã azul». No caso das joias, a lista resolve de uma vez as três perguntas que não se podem fazer em voz alta: orelhas furadas ou não, prata ou dourado, fio ao pescoço ou nada.

Quem organiza pode acrescentar à lista uma linha do que a pessoa não quer: nada de perfumes, nada de chocolate, nada de objetos para a secretária. Esta linha pesa tanto como a outra.

Se a lista pede joias e diz «uso prata», a escolha fica feita em metade: uma pulseira de corrente prateada serve quase sempre. Se diz «não uso joias», respeite. Uma joia oferecida a quem escreveu isto é uma prenda que não leu a lista, e no amigo secreto a lista é a única conversa que existe entre quem dá e quem recebe.

O jantar de Natal e o último dia antes das férias

A troca de prendas não precisa de data própria e encaixa-se num momento que a equipa já tem: o jantar de Natal, o almoço de equipa da última semana ou a manhã do último dia de trabalho antes das férias. Convém marcar a data cedo e fazer o sorteio logo a seguir, para que quem encomenda online tenha folga para a entrega.

Há também um pormenor português que ajuda a perceber o ambiente. Dezembro é o mês do subsídio de Natal: o Código do Trabalho, no artigo 263.º, dá ao trabalhador um mês de retribuição, pago até 15 de dezembro. Mesmo assim, o valor do sorteio não se mede pelo subsídio de ninguém, mede-se por quem na equipa tem menos folga no orçamento.

A prenda de sorteio entregue no jantar convive, além disso, com os presentes da família uma ou duas semanas depois. Por isso basta-lhe ser um sinal simpático, e não a peça principal da estação.

De onde vem o amigo secreto

O sorteio de escritório não tem data de nascimento nem autor. Tem, em compensação, uma história para cada pormenor, do saco dos nomes à regra do anonimato, e muitos destes pormenores são mais antigos do que o nome do jogo.

As origens que circulam sem prova

Quem procura em português a origem do amigo secreto encontra três versões repetidas de site em site: gregos antigos a presentear pessoas influentes ao acaso, vikings a trocar prendas entre tribos, e empresas americanas que, depois do crash da bolsa de 1929, teriam trocado a prenda a cada funcionário por um sorteio anónimo. Nenhuma das três vem acompanhada de um documento.

A verdade é menos romântica. O costume não tem origem documentada: os dicionários registam apenas quando as palavras começam a aparecer, e isso diz muito sobre o nome e quase nada sobre o jogo. A história da crise de 1929 é a mais sedutora, porque explica a regra do valor igual para todos, mas é justamente por explicar tão bem que convém desconfiar dela.

O que se pode reconstruir com fontes é outra coisa: de onde vêm as peças que o jogo junta. A prenda no local de trabalho, a dívida que a prenda cria e o anonimato que a desfaz têm, cada um, uma história documentada.

A prenda do patrão: da fíbula romana ao cabaz de Natal

Fíbula em besta de ouro, romana tardia, de cerca de 430, com três botões na barra transversal e um pé comprido rendilhado
Fíbula em besta, cerca de 430, Roma tardia ou Bizâncio, ouro, 11,9 cm de comprimento. Museu Metropolitano de Arte, CC0.Crossbow Brooch, ca. 430. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Durante muito tempo a prenda no trabalho ia de cima para baixo, de quem paga para quem serve. No Império Romano tardio, os funcionários e militares ao serviço do imperador tinham direito a um alfinete especial para o manto, a fíbula de três botões a que se chama, pela forma, fíbula em besta. Estas fíbulas faziam-se nas oficinas imperiais e eram oferecidas aos altos cargos do círculo do imperador, e o metal e o tamanho indicavam a posição. Era a prenda do empregador e a insígnia do cargo ao mesmo tempo.

Os documentos ingleses do século XVII mostram a mesma vertical na vida de todos os dias. Samuel Pepys escreveu no diário, a 19 de dezembro de 1663, que pagou ao sapateiro e deixou alguma coisa na caixa dos rapazes para o Natal, ou seja, no mealheiro dos aprendizes da oficina. A caixa de Natal dos aprendizes e dos criados era um costume em que dava quem estava acima.

Dickens, no «Conto de Natal» de 1843, mostrou os dois lados. O velho patrão Fezziwig para o trabalho na véspera de Natal, esvazia o armazém e dá um baile aos aprendizes, entre os quais o jovem Scrooge. E o Scrooge adulto, de má vontade, dá ao escriturário Bob Cratchit o dia de Natal.

Em Portugal a vertical continua viva no cabaz de Natal, que muitas empresas oferecem aos trabalhadores em dezembro. A troca de prendas entre iguais, de colega para colega, segue outras regras, e é delas que trata este artigo.

Porque o anonimato tira o peso da dívida

Em 1925 o antropólogo francês Marcel Mauss publicou o «Ensaio sobre a dádiva» e descreveu três obrigações sobre as quais assenta a troca de presentes nas sociedades arcaicas que estudou: dar, receber e retribuir. Nesta lógica a prenda nunca é gratuita. Cria uma dívida, e quem recebe sente-a mesmo que quem dá não espere nada.

A força desta dívida mediu-a em 1971 o psicólogo Dennis Regan. O participante da experiência estava ao lado de um falso colega que, num intervalo e sem que ninguém lhe pedisse, lhe trazia uma garrafa de cola, e que depois lhe pedia que comprasse rifas. Quem recebeu a cola comprou quase o dobro das rifas de quem não recebeu nada. E o favor funcionava mesmo quando o falso colega se portava de forma antipática: a simpatia deixava de contar, ficava a dívida.

O amigo secreto contorna esta armadilha pela construção. Oferece a uma pessoa e recebe de outra, e ninguém sabe a quem deve. A dívida passa do colega concreto para o círculo inteiro, e por isso não pesa a ninguém. É pela mesma razão que o valor igual é tão importante no sorteio: uma prenda cara estraga a construção, porque cria uma dívida pessoal onde ela não devia existir.

joia a partir da tua foto
Faz um pendente a partir da tua foto

Carrega uma foto do teu animal, de uma pessoa ou de um objeto. Criamos o modelo 3D e fundimos em estanho, à mão.

exemplos «foto → joia» (roda com o rato):
gatofoto
↓ joia
cãofoto
↓ joia
pessoafoto
↓ joia
objetofoto
↓ joia
↑Arrasta a tua foto para aqui ou escolhe um ficheiro
Mais ângulos e modos no estúdio completo →

Como se chama o jogo lá fora

Em Portugal diz-se amigo secreto, mas a mesma troca tem nomes diferentes em cada país, e cada nome diz alguma coisa sobre a maneira como o jogo é entendido. O nome muda; o saco dos nomes, o valor combinado e o segredo ficam.

Amigo invisible em Espanha, amigo oculto no Brasil

Do outro lado da fronteira o jogo chama-se amigo invisible, o amigo que não se vê. Na América Latina de língua espanhola diz-se mais amigo secreto, como cá. No Brasil o nome depende da cidade: em São Paulo é amigo secreto, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte é amigo oculto.

Nenhum destes nomes fala do Pai Natal nem do Natal: fala de um amigo, e não de uma figura da festa. Itália e França fizeram o contrário e guardaram o portador de prendas no nome do jogo: os italianos dizem Babbo Natale segreto, os franceses Père Noël secret, e nos escritórios dos dois países ouve-se também o inglês Secret Santa.

Wichteln e Julklapp: o jogo alemão

Na Alemanha a troca por sorteio chama-se wichteln. O dicionário DWDS define-a assim: tirar à sorte, dentro de um grupo, quem oferece a quem uma pequena prenda de Natal. A palavra vem de Wichtel, o pequeno duende dos contos alemães. Daí a imagem: a prenda aparece como se a tivesse trazido um ajudante invisível.

Faz-se wichteln nas turmas da escola, nos escritórios e nas famílias grandes.

No nordeste e no noroeste da Alemanha ouve-se ainda outra palavra para a mesma troca, Julklapp, emprestada do sueco por volta do século XVIII. A história sueca da palavra, com a pancada na porta e o embrulho atirado para dentro, está contada nas prendas de Natal em joias; aqui interessa outra coisa: num escritório do norte da Alemanha pode ouvir os dois nomes, e trata-se do mesmo jogo.

Engerl und Bengerl: o anjo austríaco do Advento

A versão austríaca estica a troca por semanas. Engerl, «anjinho», é quem oferece em segredo; Bengerl é o protegido, quem recebe. O sorteio faz-se no Advento, na escola, no trabalho ou no clube, e durante dias ou semanas o anjinho vai deixando pequenos sinais ao protegido: um bilhete, um doce, uma coisinha na secretária. Quem recebe demora a descobrir de onde vêm.

Para uma joia, é um modelo útil. Uma peça pequena, entregue em segredo a meio de uma troca assim, é recebida como achado, e não como parte obrigatória da festa. Uma pulseira deixada em cima do teclado com um bilhete fica mais na memória do que a mesma pulseira no monte de caixas debaixo da árvore do escritório.

Kris Kringle e Pollyanna: o jogo em inglês

Mesmo nos países de língua inglesa, Secret Santa não é o único nome. Na Austrália e no Canadá o mesmo jogo chama-se Kris Kringle, na Irlanda Kris Kindle. As duas formas vêm do alemão Christkindl, o Menino Jesus que no sul da Alemanha e na Áustria traz as prendas às crianças, e que em Portugal tem equivalente no Menino Jesus da consoada. O portador alemão de prendas passou a nome de jogo de escritório em inglês.

O nome mais inesperado mantém-se na Pensilvânia e à volta de Filadélfia, incluindo o sul de Nova Jérsia: aí a troca por sorteio chama-se Pollyanna. O dicionário dos regionalismos americanos regista o nome, tirado do romance «Pollyanna» de Eleanor Porter, de 1913, sobre uma menina que encontra motivo de alegria em tudo. Há clubes Pollyanna ligados a igrejas desde 1916, e a «troca de prendas Pollyanna» aparece nos jornais locais por volta do fim dos anos 1940. Porque é que o jogo ganhou o nome da heroína, não se sabe ao certo.

Mikołajki: a Polónia troca prendas no dia de São Nicolau

Camafeu de ágata do século XIII em moldura de ouro: a mãe oferece o peito ao menino Nicolau, que se afasta
Camafeu com o jejum de São Nicolau, sul de Itália, cerca de 1200-1250: ágata em moldura de ouro. Segundo a vida do santo, o menino Nicolau só mamava uma vez por dia às quartas e às sextas, e na Idade Média a cena servia de exemplo de abstinência. Museu Metropolitano de Arte, CC0.Cameo with the Fasting of Saint Nicholas, ca. 1200-1250. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Na Polónia esta troca prende-se muitas vezes ao 6 de dezembro, dia de São Nicolau. As Mikołajki fazem-se nas turmas e no trabalho: organiza-se antes o losowanie, o sorteio, e cada um prepara uma pequena prenda para quem lhe saiu, muitas vezes dentro de um valor combinado.

A escolha da data tem lógica. Nicolau de Mira é, na tradição europeia, o grande ofertante secreto, e o seu dia é o dia natural para um jogo em que se dá sem dizer o nome. A lenda das três bolsas de ouro deixadas de noite está contada nas prendas de Natal em joias. Aqui basta acrescentar que a Idade Média também o levou para as joias, como mostra o camafeu desta página.

Pikkujoulu: a festa finlandesa antes do Natal

Na Finlândia a festa de escritório antes do Natal tem nome próprio: pikkujoulu, o «pequeno Natal». É o nome das festas que em novembro e dezembro organizam empresas, associações, clubes e grupos de amigos. As raízes estão nas festas de Advento do século XIX, e nos anos 1920 e 1930 os estudantes transformaram-nas em festas animadas. Depois da guerra o pikkujoulu espalhou-se pelo país inteiro, e hoje quase todos os locais de trabalho fazem o seu.

É o parente finlandês do jantar de Natal da empresa: a festa acontece semanas antes do dia de Natal, entre colegas e à parte da família.

Amigo secreto ladrão e white elephant: quando a prenda se pode roubar

Netsuke japonês de marfim do século XIX: um elefante com um macaco sentado junto às patas
Netsuke com elefante e macaco, Japão, século XIX, marfim, 3,8 cm de altura. Museu Metropolitano de Arte, CC0.Netsuke of Elephant and Monkey, 19th century. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Em Portugal joga-se também uma variante com mais barulho: o amigo secreto ladrão. As prendas vão para a mesa sem identificação, cada participante tira um número, e na sua vez abre uma prenda nova ou rouba uma já aberta a outro; cada prenda pode ser roubada duas ou três vezes antes de ficar com dono. Nos Estados Unidos o mesmo jogo chama-se white elephant, noutros sítios Yankee swap ou Dirty Santa.

O nome americano vem da expressão «elefante branco»: uma coisa cara e inútil, que não se consegue usar nem deitar fora. Em inglês a expressão está registada desde 1721. A explicação popular diz que os reis do Sião ofereciam elefantes brancos aos cortesãos caídos em desgraça, para os arruinar com a manutenção. É uma lenda sem prova histórica. No Sião o elefante branco era animal sagrado da corte e sinal de poder, e não castigo: quando os reis se separavam de um, era nas relações com outros soberanos, e não com cortesãos castigados.

Para uma joia, o jogo com roubo é pouco feliz. Uma peça que passa de mão em mão e se experimenta à vista de todos perde a intimidade, e é difícil acertá-la para um desconhecido. Se no seu escritório se joga ao amigo secreto ladrão, deixe a joia para o amigo secreto clássico e ponha na mesa uma coisa que possa calhar a qualquer pessoa.

Oseibo e giri choco: a cortesia japonesa da prenda de trabalho

O Japão tem uma cultura muito formalizada da prenda de trabalho. No início de dezembro, mais ou menos até dia 20, oferece-se o oseibo: prendas a chefes, clientes, mentores e a todos a quem se deve alguma coisa ao longo do ano. No verão repete-se o mesmo com o nome de chūgen. Não é sinal de simpatia pessoal, é manutenção de relações.

Outra forma japonesa de prenda de trabalho é o giri choco, o «chocolate por obrigação». No Dia de São Valentim as mulheres oferecem-no a colegas e chefes, e ninguém o toma por declaração, porque a palavra giri tem um sentido direto: dever, obrigação.

A lição para o escritório é direta. A prenda de trabalho serve a relação, e não o gosto, e por isso o que nela se valoriza é a adequação, e não a originalidade a qualquer preço. Uma joia para um colega passa neste teste japonês se puder ser oferecida à frente de todos sem que ninguém veja nela mais do que cortesia.

Cartão-presente
ParaInêsDe JoãoParabéns! Escolhe a joia de que mais gostares.
Pendentes, anéis, brincos e charms com design inspirado em Espanha
Valor100 €
Código do cartãoZV-XXXX-XXXX-XXXX
Compre e utilize emzevira.netVálido até 29 de setembro de 2028O saldo restante fica no código
Um presente pessoal num minutoEscreva um nome e o cartão fica pessoalO nome de quem recebe, o seu e a sua mensagem ficam impressos no cartão. O PDF pronto a oferecer chega por email logo após o pagamento.
Todos os campos são opcionais; pode alterar o texto no passo seguinte

Quanto gastar no amigo secreto e o que cabe no valor

No amigo secreto o valor não é sugestão, é regra do jogo. Quebra-se menos vezes do que as outras regras, mas quando se quebra é o que mais se nota.

Quem fixa o valor e porque não se ultrapassa

O valor fixa-o quem organiza ou decide-o a equipa por votação, e é igual para todos. O sensato é prendê-lo ao que qualquer pessoa da equipa pode gastar sem esforço, incluindo o estagiário. Isto importa: um sorteio em que parte dos participantes gasta mais do que queria deixa de ser festa.

Ultrapassar o valor é tentador e bem-intencionado, mas corre mal. Quem recebe uma prenda claramente mais cara do que as outras sente a dívida de Mauss, agora pessoal: não pode retribuir porque não sabe a quem, ou sabe e percebe que não vai conseguir oferecer nada parecido. E quem cumpriu o valor fica, ao lado da sua caixa, com ar de forreta.

Ficar abaixo do valor também é mau, mas tem remédio: uma peça mais modesta completa-se com um cartão escrito à mão ou com um bom embrulho. Uma peça cara não se torna barata.

Valor baixo: chega para uma joia?

A resposta honesta depende do patamar combinado. Se o valor do sorteio anda pelo de uma caixa de bombons ou de uma caneca com estampa, uma joia de metal normalmente não cabe lá sem grandes cedências no material. Uma peça comprada só para caber no valor pode perder o brilho depressa, e a prenda fica pior do que um bom chá.

Se o valor anda pelo de um almoço num bom restaurante, a joia já é realista. No catálogo da Zevira é o patamar de entrada da montra: brincos e brincos de clip em aço banhado a ouro, pulseiras de cordão entrançado com medalhões esmaltados, pulseiras de corrente em tom prateado, os pins da coleção Forja Espanhola. Para o sorteio este valor é ideal: a peça parece uma prenda pensada e não destoa do nível geral. Só que os pins deste patamar têm todos lâmina, navalha ou espada, por isso a quem calhou por sorteio ficam melhor os brincos de clip ou a pulseira, e os brincos de furo só quando a lista de desejos diz que as orelhas estão furadas.

Como distinguir, no patamar acessível, a peça que dura da peça de uma estação, e que revestimentos aguentam mais, fica para cada ficha de produto: veja o material, o banho e o acabamento antes de comprar.

Valor mais folgado: quando cabe uma peça mais séria

Há equipas em que o sorteio se faz com um valor ao nível de um jantar fora, sobretudo equipas pequenas que trabalham juntas há anos. Aqui abre-se o patamar médio: colares com pendente esmaltado e fio, e os pendentes-faca da coleção Forja Espanhola, navalhas e machetes em miniatura, em aço. Para quem calhou por sorteio, desta fila servem só os colares. O pendente-faca vende-se sem fio e tem lâmina, por isso é prenda para um colega conhecido, que já usa o seu próprio fio ao pescoço e encara as superstições com calma.

Mesmo num sorteio assim, a prata de autor 925 e as peças de metal precioso ficam melhor para a prenda da equipa inteira. A razão é que a peça séria, num sorteio, vai parar a alguém que se pode mal conhecer, e a prenda séria pede sempre conhecimento de quem recebe. Como escolher uma peça realmente importante está explicado no guia do presente de joia premium.

Que joias oferecer a um colega

A seguir, as peças que passam nas três regras da prenda de trabalho, com o que convém confirmar em cada uma antes de comprar.

Pin para a lapela, a mochila ou o cordão do cartão

O pin é, por natureza, um tipo de joia muito ligado ao trabalho, e tem uma longa história de serviço. O alfinete do manto em Roma, o emblema na lapela no século XX, o cartão de identificação ao pescoço hoje: tudo isto se usa por cima da roupa e não toca no corpo. Por isso o pin nunca é pessoal de mais.

Na coleção Forja Espanhola há três pins. O primeiro é uma navalha em miniatura com o cabo a imitar o veio da oliveira. O segundo é uma navalha em esmalte azul e prateado, que se vê melhor sobre tecido escuro. O terceiro é uma espada com guarda e pomo trabalhados, em tom de prata envelhecida. Os três prendem-se à lapela do casaco, à alça da mala, à mochila, ao boné.

A grande vantagem do pin: serve a homem e a mulher, e também a quem não usa joias de todo. Pode ir para a mala ou para o cordão do cartão de acesso, e continua em uso. A ressalva está na forma: os três pins são armas em miniatura, navalha ou espada, e a lâmina traz consigo a superstição da faca oferecida. A crença quase não se transfere para uma joia: uma navalhinha na lapela lê-se como sinal de ofício ou amuleto, e não como arma. Mas no amigo secreto não sabe até que ponto quem recebe é supersticioso, por isso o pin fica bem a um colega que conhece e que se interessa por ofícios ou por história, e a quem calhou por sorteio é mais tranquila uma peça sem lâmina.

Brincos, só se tem a certeza das orelhas furadas

Brincos oferecem-se a um colega apenas com uma condição: saber que tem as orelhas furadas e que os usa. Não é preciso perguntar: basta ver o colega todos os dias.

Do catálogo, para esta prenda servem os brincos em aço inoxidável banhado a ouro com motivos claros: espiral solar, labirinto, folha de monstera. Leem-se como joia com personalidade e não como valor de ourivesaria, ou seja, não quebram a bitola do escritório. São brincos de forma visível, por isso ficam para quem não usa apenas brincos minúsculos: veja o que a colega traz agora e mantenha a mesma escala. Para quem já usa argolas, as argolas com um pequeno sol pendurado seguem a mesma lógica.

Se não há certeza sobre os furos, a saída são os brincos de clip. Os Gema de Inverno, com uma pedra azul rodeada de zircónias, prendem-se ao lóbulo por pressão e não precisam de furo. E parecem brincos comuns, por isso quem tem furo também os usa. A pedra não é preciosa, é um ponto de cor sobre aço banhado a ouro, e lê-se como cor e não como valor. Para quem prefere sem pedra, o catálogo tem brincos de aço banhado a ouro sem aplicações, mas esses já são de furo. Num sorteio em que só sabe que calhou uma mulher de outro departamento, os brincos de clip são mais honestos do que brincos de furo à sorte.

Pulseira de cordão ou de corrente

A pulseira de cordão entrançado com medalhão esmaltado é uma prenda com carácter e difícil de errar. No catálogo há várias, mas para um colega a melhor é a do mapa-mundo no medalhão redondo: a descrição chama-lhe talismã de aventura e de ligação ao mundo, sem promessa de proteção. Nas pulseiras de cordão vizinhas o símbolo pesa mais: a folha de monstera em esmalte rosa vem descrita como talismã de crescimento e proteção, a cauda de baleia vem ligada na descrição à liberdade e à proteção, e os sentidos de proteção, no trabalho, pedem o mesmo conhecimento da pessoa que qualquer amuleto. O cordão lê-se como informal, por isso esta pulseira fica bem num escritório de código de vestuário descontraído e em quem gosta de viajar.

A pulseira do mapa-mundo é especialmente boa para o colega que viaja muito ou que acabou de voltar das férias de que falou a todo o departamento. É uma prenda que mostra atenção sem entrar na vida pessoal.

Para um escritório formal serve melhor a pulseira de corrente em tom prateado, por exemplo de malha cobra. Usa-se sozinha ou com um berloque. A medida da neutralidade é a mesma das pulseiras de cordão: a ficha atribui à peça um sentido de proteção ou não. A nota histórica de que as pulseiras de corrente já foram usadas como adorno protetor está na ficha da Pulseira Corrente Astral, mas é uma história do género, não uma promessa desta pulseira, e numa corrente lisa ninguém consegue ler insinuação nenhuma. Antes de comprar qualquer pulseira, veja o comprimento e o fecho na ficha: não sabe a medida do pulso, e convém ver até que ponto a peça é universal.

Colar que já traz o fio

O erro mais comum numa joia para colega é o pendente sem fio. Para alguém próximo não há problema, sabe que fio usa. Para um colega é um trabalho de casa: tem de encontrar um fio do comprimento e do metal certos, e a prenda pode ficar na caixa.

Por isso, na ficha do produto convém ver como a peça se chama, o que dizem as características e o que mostram as fotografias. Nos colares Estrela Guardiã e O Olho que Tudo Vê o fio vem incluído e a medida é ajustável; os números exatos estão em cada ficha. Nos pendentes vendidos à parte o fio não aparece nas características: é só o pendente. O colar Dança Mística também traz o fio indicado na ficha, e as fotografias mostram-no com fio, fecho e extensão. Para um colega escolha a peça que já vem montada.

Aqui há uma ressalva. A Estrela Guardiã e O Olho que Tudo Vê vêm descritos no catálogo como amuletos: a estrela protetora e o olho contra o mau-olhado. São símbolos com sentido de proteção, e disso fala-se mais abaixo. Para um colega cuja relação com amuletos desconhece, é mais tranquilo um motivo celeste sem função protetora: o sol e a lua da Dança Mística.

Para um colega homem

Para um colega homem a escolha é mais curta, mas mais segura. Primeiro, o pin: no casaco, na mala do portátil, no blusão. Segundo, a pulseira de cordão, se o escritório não tem código de vestuário rígido. Terceiro, para quem já usa um pendente ao pescoço: os pendentes-faca da coleção Forja Espanhola, navalhas e machetes em miniatura, em aço. É peça para quem se interessa por cutelaria e sabe o que distingue uma navalha de um canivete qualquer.

O pendente-faca só se oferece se sabe que a pessoa usa alguma coisa ao pescoço. Se não sabe, o pin transmite o mesmo interesse pelo ofício sem a pergunta do fio. O pin também tem lâmina, por isso as duas prendas são para um colega cuja calma perante superstições conhece. O que se oferece aos homens e como não falhar o estilo deles está nas joias para oferecer a um homem.

10% na tua primeira encomenda

Deixa o teu email e enviamos o código de desconto. Sem spam, cancelas a subscrição com um clique.

O código chega por email, válido na primeira encomenda.

O que não oferecer a um colega

A lista do que não se oferece é mais curta do que parece, mas cada ponto merece explicação, porque se quebra quase sempre com boa intenção.

Anel e tudo o que pede medida

Um anel não se oferece a um colega, nem por sorteio nem em nome próprio, por duas razões. A primeira é prática: não sabe a medida e é quase impossível adivinhá-la. Um anel que não entra ou que dança no dedo vai para a gaveta. A segunda é de sentido: o anel é a joia mais carregada. Oferece-se no pedido de casamento, no casamento, nos aniversários de relação, e o colega que recebe um anel vai quase de certeza perguntar-se o que quis dizer.

Há uma exceção, e confirma a regra: a prenda da equipa inteira na reforma. Aí um anel de sinete com a gravação do nome da empresa e das datas lê-se como sinal de carreira, e não como insinuação, e a medida pode saber-se através da família. Este cenário está tratado na joia para a reforma. No sorteio e no aniversário comum o anel continua proibido, tal como qualquer peça que tenha de ser medida sem possibilidade de ajuste.

Coração, cadeado e peças de par

Coração, cadeado com inscrição, as metades de um pendente de par, iniciais: é a linguagem das relações amorosas. No trabalho cria ambiguidade mesmo onde as intenções são as mais simples. Quem recebe vai pensar menos na prenda e mais no que quis dizer, e os colegas de secretária também.

A regra vale também entre colegas do mesmo sexo e em amizades longas.

Símbolos religiosos e amuletos

Aqui convém separar dois grupos. O primeiro são os símbolos de fé: a cruz, a medalha de um santo, a medalha de São Bento. Falam de confissão, e no trabalho só se oferecem a quem já os usa. O segundo são os amuletos: a mão de Fátima, o olho turco, o corno italiano. O sentido é bom, desejo de sorte e proteção, e a análise das superstições conta o amuleto entre as prendas seguras. Mas é conselho para uma prenda a alguém que se conhece, a quem se entrega a peça em mão e se pode explicar em duas palavras o que significa.

No sorteio essas duas palavras não existem: a prenda é anónima, e ninguém está lá para dizer que o olho turco é um desejo de sorte e não uma alusão à inveja alheia. Por isso a quem calhou por sorteio os amuletos ficam de lado, e ao colega conhecido servem se sabe que o símbolo lhe diz alguma coisa. Na dúvida, escolha botânica, motivos celestes ou viagem: não têm confissão nem segunda leitura.

O emblema do clube

Em Portugal há uma categoria que dispensa explicação: o futebol. Um porta-chaves, um pin ou uma pulseira com as cores de um clube é prenda certeira para o colega adepto que conhece bem, e no sorteio é uma aposta cega. Numa equipa pequena cabem com facilidade adeptos de clubes rivais, e a prenda com as cores erradas vira anedota do jantar inteiro.

A regra é a mesma dos símbolos religiosos: o clube, como a fé, é assunto de identidade, e só se oferece a quem já o usa às claras. No amigo secreto, sem lista de desejos que o diga, fica de fora. Um mapa-mundo ou um sol não arrancam discussões à mesa de ninguém.

A piada que só vocês percebem

Joias com humor, clipes, tesouras, motivos de escritório, podem ser uma excelente prenda para um colega, mas só se o humor for de todos. Uma piada sobre o hábito de chegar atrasado ou sobre a paixão pelo café, que só os dois percebem, na troca coletiva lê-se como troça, e quem recebe ri-se por obrigação.

A regra da prenda com graça: tem piada para todos os que a veem e não atinge ninguém. Os motivos de escritório em joalharia e a sua história estão nas joias de escritório e humor corporativo.

Faca, espada e a superstição do objeto cortante

A faca tem má fama como prenda: diz a crença que o gume corta a amizade. À joia em forma de faca, como explica a análise das superstições, quase não se aplica: esse pendente ou esse pin lê-se como amuleto e sinal de ofício, e não como arma. Mas no trabalho não sabe quem entre os colegas leva a crença a sério. Por isso o pin-navalha, o pin-espada ou o pendente-faca fazem sentido quando conhece quem recebe e o seu interesse pelo ofício, e no sorteio, em que quem recebe é ao acaso, é mais tranquila uma peça sem lâmina.

Se mesmo assim oferece uma forma cortante, há uma saída antiga: quem recebe dá uma moeda a quem oferece, e a peça passa a comprada em vez de oferecida. No amigo secreto, em que quem oferece é desconhecido, a moeda não tem a quem ir, e é mais um argumento para guardar a lâmina para o colega conhecido. A origem da crença e as maneiras de a contornar estão em o que não se deve oferecer: superstições.

Cinco formatos de prenda no trabalho
FormatoQuando faz sentidoRisco principalComo reduzir o risco
Pulseira de cordão ou de correnteSorteio em que se sabe pouco de quem recebeNão acertar no comprimento do pulsoVer o comprimento e o fecho na ficha do produto
Brincos ou brincos de clipBrincos, se os vê no colega todos os dias; de clip, se não tem certeza dos furosErrar na escala da forma ou no tom do metalSeguir a escala e o tom que o colega usa agora
Vale de ofertaPrenda da equipa, colega em teletrabalho, despedidaO vale fica meses por gastarDizer a validade e que o saldo fica no código até ao fim da validade, e lembrar passados uns meses
Chocolates, chá, caféSorteio grande, quem recebe é quase desconhecidoEsquecido num mês, alergia ou dietaConfirmar na lista de desejos se há restrições alimentares
Prenda com piadaHumor partilhado que todo o departamento percebeA piada ser lida como troçaTem graça para quem a vê e não fala dos hábitos de ninguém

Vale de oferta: quando é melhor do que a peça

Do vale de oferta para um colega pensa-se que é despachar o assunto, e numa prenda pessoal a alguém próximo às vezes é verdade. Entre colegas do mesmo nível o caso é outro: aí o vale é muitas vezes mais certeiro do que a peça. Há uma exceção, o chefe. O vale dos subordinados para a chefia lê-se facilmente como pagamento, por isso a equipa oferece-lhe uma peça concreta, e o porquê está na joia de presente para o chefe.

Quando o vale serve melhor do que uma joia

O economista Joel Waldfogel inquiriu em 1993 estudantes da Universidade de Yale sobre as prendas das festas e calculou que se perde entre um décimo e um terço do valor das prendas: quem recebe dá às coisas menos valor do que custaram. Quem acertava mais eram os amigos e os parceiros. Um colega raramente é tão próximo como eles: conhece os hábitos de trabalho dele, mas não a sua caixa de joias.

Daí os casos em que o vale é melhor do que a peça. Primeiro: a prenda da equipa toda, em que ninguém conhece o gosto de quem recebe. Segundo: o colega em teletrabalho, que só viu em videochamadas. Terceiro: a despedida, quando a pessoa vai de licença parental ou para outro emprego e vai escolher para uma vida nova que ninguém conhece. Quarto: o gosto de quem recebe é conhecido e exigente, e qualquer peça «mais ou menos no estilo dele» fica aquém do que ele próprio escolheria.

Como funciona o certificado da Zevira

O certificado de oferta da Zevira é digital e não fica à espera de entrega. O nome de quem recebe, o nome de quem oferece ou da equipa e a mensagem imprimem-se no próprio certificado, e os campos preenchem-se na página do produto antes do pagamento. O PDF chega ao email de quem compra logo depois do pagamento, por isso o vale pode ser oferecido no mesmo dia, mesmo que o jantar de Natal seja nessa noite.

Com o certificado paga-se qualquer peça do catálogo da loja online. É válido 24 meses a contar da emissão, e se a compra ficar abaixo do valor, o saldo fica guardado no código e pode gastar-se mais tarde. Para uma prenda da equipa dá jeito: o colega não tem de decidir já e não perde a diferença se escolher uma peça mais modesta.

O certificado tem um único valor, e é isso que decide o formato. Foi pensado para uma prenda séria, e não para um sorteio de valor baixo.

Porque não serve para o amigo secreto de valor baixo

O valor do certificado fica bem acima do valor habitual de um amigo secreto. Se no vosso sorteio se combinou o preço de um almoço, o certificado quebra a regra principal do jogo: fica mais caro do que todas as outras prendas, e quem recebe cai precisamente na posição de devedor. Por isso no sorteio o certificado só faz sentido quando o valor do jogo é comparável ao dele.

Para o sorteio comum, a saída é uma peça do patamar de entrada: pulseira ou brincos de clip, e brincos de furo se a lista de desejos falou nisso. O certificado fica para onde funciona melhor: a prenda da equipa, que todos pagam juntos, e a prenda a um colega a quem o liga mais do que um sorteio.

Como entregar o vale sem parecer frio

O certificado digital transforma-se facilmente numa prenda que se pega com as mãos. Imprima o PDF em papel grosso, meta-o num envelope e escreva à mão por fora. No jantar de Natal entrega-se como qualquer caixa, e não se perde no meio das outras prendas.

Ao colega em teletrabalho, o PDF envia-se durante a videochamada de equipa, quando estão todos, com duas palavras em nome do departamento. Assim a prenda tem o seu momento, e não chega calada à caixa de correio.

Há ainda um pormenor que quem oferece esquece. As investigadoras de comportamento do consumidor Mary Steffel, Elanor Williams e Robyn LeBoeuf mostraram que quem oferece subestima quanto tempo quem recebe guarda um cartão-presente: numa das experiências, 18% de quem recebeu ainda não tinha gasto o cartão, quando entre quem ofereceu só 3% esperava isso. E quanto mais estreito o leque de coisas em que o cartão serve, mais tempo fica esquecido. Por isso vale a pena dizer ao colega que o certificado dura dois anos e que o saldo fica no código até ao fim da validade, e passados uns meses perguntar, de passagem, se já escolheu alguma coisa. Não é insistência, é a continuação da prenda.

Cinco ideias sobre prendas no trabalho e o que sobra delas
A um colega não se oferecem joias, ponto final
Tap to reveal
No amigo secreto mais vale gastar um pouco a mais do que parecer forreta
Tap to reveal
O vale de oferta é a prenda de quem não se quis dar ao trabalho
Tap to reveal
Se a prenda é anónima, o embrulho não interessa
Tap to reveal
Se o chefe entra no sorteio, é um colega como os outros
Tap to reveal

Como entregar a prenda a um colega

A entrega no trabalho é diferente da entrega em família: há público, há regras do jogo e muitas vezes não há maneira de explicar a prenda em pessoa.

Embrulho e etiqueta no amigo secreto

No amigo secreto escreve-se na caixa o nome de quem recebe, e não o seu. O embrulho é neutro, sem pista sobre quem oferece: se na equipa se sabe que adora papel pardo com ramagens, use outro. A joia vai de preferência na sua própria caixinha ou saquinho, para não se perder no papel de embrulho.

Para uma joia vale a pena juntar um cartão com duas linhas sobre a peça: de que é feita e como se cuida. Quem recebe não lhe pode perguntar de que metal é o pin ou se a pulseira de cordão pode ir à água, porque não sabe quem é. Duas linhas no cartão resolvem a dúvida e mostram que a peça foi escolhida com atenção.

Revelar ou não quem ofereceu

Isto decide-se pelas regras do jogo, e não por cada participante. Nalgumas equipas o segredo fica para sempre, noutras revela-se tudo no fim do jantar, noutras quem oferece fica invisível durante semanas, como no jogo austríaco dos anjinhos. O importante é que a regra seja uma só para todos e que se combine antes.

Se não há regra, por defeito é melhor não revelar. O segredo protege os dois lados do embaraço: se a prenda não agradou, quem recebe não tem de fingir à sua frente. E se agradou, pode contá-lo ao departamento inteiro, e ouve-o como quem não tem nada a ver com o assunto.

Se o colega está em teletrabalho

O participante em teletrabalho é um caso à parte. A peça tem de ir por correio ou por estafeta, e para isso é preciso a morada, e pedi-la diretamente ao colega é revelar-se. É melhor que seja quem organiza a recolher as moradas, com o acordo dos participantes, e a passá-las a quem oferece.

O envio leva tempo, por isso para o colega à distância encomenda-se mais cedo do que para os do escritório. Se o tempo já passou, o certificado digital resolve, mas só se o valor do sorteio for comparável ao dele. Nos outros casos é mais honesto combinar com quem organiza e mandar a prenda atrasada, explicando-o num bilhete.

Se a prenda não agradou ou custou menos do que a sua

Se lhe calhou uma prenda de que não gosta, a etiqueta é simples: agradecer e não comentar. Não sabe de quem é, e qualquer reparo pode chegar a quem a escolheu. A peça que não vai usar pode passar a outra pessoa fora do trabalho, onde ninguém a reconheça.

Se a sua prenda saiu claramente mais cara do que a que recebeu, a responsabilidade é sua e não de quem ofereceu: ultrapassou o valor, e ele cumpriu-o. Se saiu mais barata, alguém o ultrapassou. Nos dois casos, o melhor é não comparar nada em voz alta.

Comparação: joia, vale de oferta ou prenda de comer

A joia não é a única maneira de dar os parabéns a um colega, e uma comparação honesta ajuda a perceber quando é mesmo a melhor escolha.

Joia ou chocolates e café

Chocolates, um bom chá, café em grão: é a prenda mais segura no trabalho. Não se falha a medida, não carrega sentido nenhum, reparte-se com a equipa. Mas a segurança tem preço: esta prenda come-se numa semana e esquece-se num mês.

A joia fica mais tempo na memória. Um pin na mala ou uma pulseira no pulso lembram a prenda cada vez que a pessoa os põe. Por isso a joia ganha onde a prenda deve ficar: no colega com quem trabalhou vários anos, na despedida, no aniversário redondo. Os chocolates ganham onde a prenda deve ser leve: o sorteio num departamento grande em que não conhece de todo quem recebe.

Se a escolha é mesmo difícil, dá para juntar as duas: uma tablete de bom chocolate e uma pulseira de cordão na mesma caixa. A peça fica, e o doce dá festa à entrega.

Prendas iguais para todos ou diferentes

O coordenador da equipa, ou simplesmente um colega generoso, às vezes quer oferecer alguma coisa a todos com quem trabalha. Aqui a decisão principal é: peças iguais ou diferentes.

Prendas iguais acabam com as comparações: ninguém pensa porque é que a ela calharam brincos e a mim um pin. Mas são impessoais, e isso nota-se. Prendas diferentes mostram atenção a cada um, mas arriscam que alguém ache a sua pior.

O caminho do meio funciona melhor: peças da mesma linha, do mesmo nível e do mesmo preço, mas de motivo diferente. Por exemplo, pulseiras do mesmo preço: o mapa-mundo em cordão para quem viaja muito, a corrente prateada de malha cobra para quem se veste de forma mais formal. Se os colegas são todos indiferentes a superstições e gostam de história, o mesmo se faz com os pins de uma coleção: navalha, espada, navalha esmaltada. Cada um recebe a sua, e ninguém sente diferença de tratamento.

Amigo secreto ou prenda da equipa

Às vezes é a própria equipa que decide como festejar: fazer amigo secreto ou juntar dinheiro para prendas a cada um. Para a troca de dezembro num grupo grande o sorteio é mais cómodo: cada um prepara uma prenda em vez de uma prenda para cada colega, e os valores são iguais.

Para a ocasião pessoal de um colega, aniversário, despedida, aniversário na empresa, o sorteio não serve: a prenda é para uma pessoa, e oferecem todos. Aqui é precisa a prenda coletiva, e é precisamente aqui que o certificado se mostra no seu melhor: as contribuições de todos pagam-no, e o certificado leva o nome da equipa ou de quem oferece.

Oferece 10% a um amigo

Envia a um amigo um código de desconto, ele poupa no primeiro pedido.

WELCOME10
💬✈️

Factos que surpreendem

O Boxing Day é, no dicionário, o dia da prenda de trabalho. A expressão Christmas box já está no dicionário francês-inglês de Cotgrave, de 1611, e o Oxford English Dictionary encontra o Boxing Day pela primeira vez em 1743, nas atas do tribunal londrino de Old Bailey. E define-o sem rodeios: o dia em que comerciantes e trabalhadores recebiam prendas ou gorjetas de clientes e patrões. A prenda de trabalho está escrita na própria definição do feriado.

Os avós são quem oferece as prendas menos certeiras. No inquérito de Waldfogel, quem recebeu avaliou as prendas dos avós em cerca de 63% do preço pago. E mais de dois quintos das suas prendas eram em dinheiro.

O cartão «para qualquer coisa» parece mais atencioso a quem recebe do que quem oferece imagina. Mary Steffel, Elanor Williams e Robyn LeBoeuf, no mesmo trabalho sobre cartões-presente, perguntaram que cartão escolher: o da loja preferida de quem recebe ou um universal. Quem oferecia escolhia o da loja em 65% dos casos; quem recebia só o preferia em 26%. E o cartão universal foi considerado a prenda mais atenciosa por 45% de quem recebe e apenas 18% de quem oferece. A quem dá, parece que a loja concreta mostra que conhece o gosto; a quem recebe, vale mais a liberdade.

Os alemães têm um sorteio para coisas que ninguém quer. No Schrottwichteln, o «wichteln da tralha», oferece-se de propósito uma coisa lá de casa de que não se gosta, de mau gosto ou inútil, mas que funcione. Muitas vezes há um dado no jogo, e as prendas passam de uns para os outros conforme os lançamentos.

Houve uma guerra por causa de elefantes brancos. Em 1563 o rei birmanês Bayinnaung exigiu ao rei do Sião dois elefantes brancos, recebeu uma recusa e usou-a como pretexto para a invasão. A guerra ficou conhecida precisamente como a guerra dos elefantes brancos: o animal que, segundo a lenda, se dava aos caídos em desgraça foi, na realidade, motivo para pôr um exército em marcha.

Na revenda, um cartão-presente vale menos do que diz. A economista Jennifer Offenberg comparou em 2007 o valor nominal dos cartões-presente com o preço a que se revendem em leilões online e chegou a um desconto de cerca de 15%.

Para oferecer

É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.

ZeviraCaixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.
Embalagem de oferta incluídaCertificado de autenticidadeDevolução em 14 dias sem perguntas
DANÇA MÍSTICA 1DANÇA MÍSTICA 2DANÇA MÍSTICA 3
DANÇA MÍSTICA48,00 €
PULSEIRA MAPA MUNDI 1PULSEIRA MAPA MUNDI 2PULSEIRA MAPA MUNDI 3PULSEIRA MAPA MUNDI 4
PULSEIRA MAPA MUNDI35,00 €
PIN NAVALHA MINIATURA 1PIN NAVALHA MINIATURA 2PIN NAVALHA MINIATURA 3PIN NAVALHA MINIATURA 4
PIN NAVALHA MINIATURA24,00 €
Não sabes qual escolher? Encontra o presente →

Perguntas frequentes

Quanto se gasta no amigo secreto do trabalho? O valor que qualquer participante pode gastar sem esforço, incluindo o colega mais novo da casa. Fixa-o quem organiza ou a equipa por votação, com antecedência, e é igual para todos. Se o valor anda pelo de uma caixa de bombons, uma joia de metal normalmente não cabe. Se anda pelo de um almoço num bom restaurante, cabe o patamar de entrada do catálogo: brincos e brincos de clip, pulseiras e, a um colega conhecido, um pin. Os colares com fio incluído estão um degrau acima e servem ao sorteio com valor mais folgado.

Pode-se oferecer uma joia a um colega de trabalho? Sim, se a peça não exige conhecer o corpo da pessoa e não carrega sentido pessoal. Pulseira, brincos de clip e colar vendido com fio servem em qualquer departamento, e o pin com lâmina em miniatura serve ao colega cuja relação com superstições conhece. Anel, coração e peças de par não se oferecem a um colega. Símbolos religiosos só a quem já os usa.

Um vale de oferta é boa prenda para um colega? É boa para a prenda da equipa inteira, para o colega em teletrabalho, para a despedida e para a pessoa de gosto exigente. Não serve no sorteio de valor baixo: o valor do certificado é mais alto, e quebra a regra das prendas iguais.

O que oferecer a um colega homem? Pulseira de corrente prateada para debaixo do punho, ou pulseira de cordão se o escritório não tem código de vestuário rígido. O pin-navalha ou o pin-espada na lapela e o pendente-faca da coleção Forja Espanhola servem ao homem que se interessa pelo ofício e não acredita na superstição do objeto cortante, mas não no sorteio, em que quem recebe pode ser supersticioso.

O que fazer se me sair o meu próprio nome no amigo secreto? Dizer a quem organiza, e todos devolvem os papéis e tira-se outra vez. Trocar com o vizinho não serve: assim os dois ficam a saber a quem o outro oferece. Mais seguro é fazer logo o sorteio em corrente ou num serviço online, em que essa coincidência não acontece.

Como funciona o amigo secreto ladrão? As prendas vão para a mesa sem nome, cada participante tira um número, e na sua vez abre uma prenda nova ou rouba uma já aberta; cada prenda pode ser roubada duas ou três vezes. É ótimo para rir e mau para joias: a peça passa de mão em mão e acaba com quem ninguém escolheu. Para esse jogo leve outra coisa e guarde a joia para o amigo secreto clássico.

É obrigatório participar no amigo secreto do trabalho? Não, a participação deve ser voluntária. É melhor recusar antes do sorteio, com calma e sem explicações sobre dinheiro. Se não participa, fique também fora das conversas sobre as prendas, para não criar constrangimento.

E se a prenda que recebi for mais barata ou mais cara do que a minha? Não comparar nada em voz alta. Se a sua é mais cara, foi você que ultrapassou o valor. Se é mais barata, foi outra pessoa. Agradecer, e usar a peça ou passá-la a alguém fora do trabalho, onde ninguém a reconheça.

Prenda para colega sem erro

Pins, pulseiras de cordão, colares com fio incluído e um certificado de oferta para todo o catálogo.

Ver prendas

Usa o símbolo, não te limites a ler sobre ele. Disponíveis agora:

Envio grátisDevolução em 14 dias sem perguntasPagamento seguro

Conclusão

A prenda no trabalho assenta em três regras: sentido neutro, valor dentro do combinado e uma peça que não exija conhecer o corpo da pessoa. Tudo o resto, da escolha entre pin e pulseira à decisão de revelar ou não, sai daqui. O amigo secreto acrescenta o que é seu: valor igual, anonimato e um sorteio honesto, que os matemáticos sabem contar desde 1713.

A joia ganha aos chocolates onde a prenda deve ficar, e o certificado ganha à joia onde oferece o departamento inteiro e ninguém lá conhece o gosto do colega, onde o colega está em teletrabalho ou de saída, ou seja, onde não há quem escolha a peça. Se na equipa há alguém que conhece o gosto de quem recebe, a prenda coletiva também pode ser uma peça. No sorteio de valor baixo o seu lugar é da pulseira e dos brincos de clip. Para a prenda entregue a sós a alguém de gosto difícil de adivinhar há o guia da joia para quem não conhece o gosto.

Sobre a Zevira

A Zevira reúne joias à volta de formas e símbolos com história: miniaturas da cutelaria espanhola, motivos botânicos e celestes, prata de autor 925. Para a prenda em que o gosto de quem recebe é um mistério, há um certificado de oferta digital e nominativo para todo o catálogo: a escolha fica com quem recebe.

Abrir o catálogo · Página inicial

Foi útil?
Segue-nosPergunta pelo WhatsApp