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Zircão: todas as cores da pedra mais antiga da Terra

Zircão: todas as cores da pedra mais antiga da Terra

O fragmento de crosta sólida mais antigo que alguma vez se encontrou é um minúsculo cristal de zircão vindo da Austrália, com cerca de 4400 milhões de anos. É apenas um pouco mais novo do que o próprio planeta. O mesmo mineral que guarda esse registo do tempo profundo assenta em anéis e brincos: transparente, pesado, com um fogo que rivaliza com pedras muito mais caras. Durante séculos confundiu-se o zircão com outras gemas e, a certa altura, condenou-se-o injustamente à categoria de imitação barata. Na verdade é uma gema com entidade própria, com a sua química, a sua geologia e o seu carácter.

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O que é o zircão: química e física

O zircão é um silicato de zircónio, de fórmula ZrSiO4. Cristaliza no sistema tetragonal, de modo que os seus cristais típicos parecem prismas curtos de quatro faces rematados por pequenas pirâmides. Na rede cristalina costumam entrar urânio, tório e háfnio, e são precisamente esses elementos que tornam a pedra ligeiramente radioativa. No material de qualidade joalheira a concentração é ínfima e não implica qualquer risco.

Na escala de Mohs o zircão ronda o 7,5. É mais duro do que o quartzo (7), mas claramente mais mole do que a safira (9) e o diamante (10). Tem além disso um ponto fraco: é frágil e propenso a lascar pelas arestas das facetas, sobretudo as mais afiadas. Assim, a pedra aguenta bem o uso diário, mas teme os golpes secos.

A densidade é alta, de 4,6 a 4,7 g/cm³, por vezes mais. Um zircão pesa claramente mais do que um quartzo ou um topázio do mesmo tamanho, e para um gemólogo esse peso é já uma pista.

A ótica é o seu grande trunfo. O índice de refração é elevado (à volta de 1,93 a 1,99), o que lhe dá aquele brilho intenso, quase de diamante. A dispersão, esse desdobramento da luz em faíscas de arco-íris a que chamamos fogo, também é notável, na ordem de 0,039, maior do que em muitas gemas populares. Mas o seu traço mais reconhecível é uma refração dupla muito alta: o raio que entra divide-se em dois, e as facetas traseiras vistas através da pedra duplicam-se de forma visível. Num zircão lapidado nota-se a olho nu e serve como identificador fiável.

Zircão metamíctico

Por culpa dos elementos radioativos, alguns cristais vão perdendo com o tempo a sua estrutura ordenada: o urânio e o tório partem a rede pouco a pouco a partir de dentro. A essa pedra chama-se zircão metamíctico, ou zircão baixo. É mais mole, menos denso e de ótica apagada, muitas vezes esverdeado e algo turvo. Os cristais que conservam intacta a sua estrutura chamam-se zircão alto, e neles tanto o brilho como a refração dupla atingem a sua expressão máxima. Entre estes extremos situam-se os zircões intermédios ou médios.

Como se forma o zircão: geologia e jazidas

O zircão cristaliza em rochas ígneas, antes de mais em granitos, e também em sienitos e pegmatitos. É um dos primeiros minerais a precipitar de um magma que arrefece, daí que os seus minúsculos grãos estejam repartidos pela maior parte do granito do planeta. Também aparece em rochas metamórficas, gnaisses e xistos.

O mineral em si é extraordinariamente resistente: sobrevive à destruição da sua rocha-mãe, os rios arrastam-no e volta a depositar-se, tudo isto sem se dissolver e quase sem se desgastar. Por isso o zircão de qualidade gema extrai-se sobretudo de aluviões, os cascalhos fluviais e costeiros onde os grãos pesados se acumulam junto de outras gemas.

A capital histórica do zircão de joalharia é o Sri Lanka, o distrito de Ratnapura, onde a pedra se trabalha nos cascalhos aluviais há séculos. Outras grandes fontes de aluvião são o Camboja (as célebres pedras azuis e avermelhadas da região de Ratanakiri), a Tailândia, o Vietname, Mianmar, a Tanzânia, Madagáscar, a Nigéria, a Austrália e o Brasil. Muitos zircões pardos e avermelhados do Sudeste Asiático tornam-se azuis ou incolores após o aquecimento, assunto ao qual voltaremos mais abaixo.

Propriedades físico-químicas do zircão

Cristal natural de zircão de cor parda mel, exemplar mineralógico
Assim se vê o zircão na natureza antes de o lapidar: um cristal maciço com o seu característico brilho adamantino, cuja cor é fixada pelos elementos vestigiais e a irradiação natural. Exemplar mineralógico. Wikimedia Commons, domínio público.ZirconUSGOV, 2005-10-02 05:23:07. Wikimedia Commons, domínio público

Em resumo, é isto que convém saber da pedra:

O zircão azul pede luz elétrica, não velas. As velas, para o mel, e ponto final.
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Com que usar o zircão

Depois de anos a trabalhar com pedras de cor, o zircão passou por dezenas dos meus conjuntos, do dia a dia à noite. Aqui vai o que de facto funciona, por ocasiões.

Como uso o zircão no dia a dia? Para o dia a dia recomendo um zircão azul em prata: convive às mil maravilhas com uma camisa branca, um top de linho ou uma malha lisa em tons serenos. Um decote em barco ou em bico abre espaço para o pendente, e a pedra lê-se mesmo entre recados. Aconselho um pendente de comprimento médio, à altura das clavículas, que vai com a maioria dos decotes e nunca se perde.

O zircão serve para o escritório? Serve, se se mantiver discreto. Para trabalhar escolho esse mesmo azul ou um verde frio em brincos de botão: funcionam como um ponto tranquilo e não competem com uma blusa ou um casaco formal. Um só acento cuidado ganha aqui a um punhado de pedras, por isso aconselho a não sobrecarregar o conjunto.

Como monto um look de noite? Para a noite recomendo um fundo escuro e liso, um vestido grafite ou azul-marinho. Um zircão azul por cima dá um reflexo quase elétrico, ao passo que um vermelho junto ao bordô ou ao preto se lê ousado e quente. Para uma ocasião especial sugiro construir o acento em torno de uma só pedra grande num pendente de corrente fina e deixar as mãos livres.

Como combino a cor do zircão com o metal? Mantenho uma só linha de metal: a prata e o ouro branco escolho-os para os azuis e verdes frios, o ouro amarelo para os amarelos e laranjas quentes. O zircão amarelo e laranja quente anima às mil maravilhas uma paleta outonal: uma camisola mostarda, um casaco bege, uma seda cor de areia. Só sobreponho duas ou três correntes finas quando a pedra vai sozinha e os restantes elos são lisos.

A quem fica bem cada cor de zircão? O zircão fica bem a quase toda a gente, mas sobretudo a quem gosta de brincar com a luz e não teme a cor. Os subtons de pele frios levo-os para o azul e o verde, os quentes para o amarelo e o laranja. O incolor e o cinzento recomendo-os a quem ama o brilho tipo diamante sem cor: recolhem o conjunto e nunca competem com o metal.

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Cores e variedades do zircão

A cor de um zircão é determinada pelos elementos vestigiais e pelo estado da sua rede cristalina. Na natureza as pedras mais frequentes são pardas, pardo-avermelhadas e amareladas; as azuis são na sua maioria fruto do aquecimento. Estes são os tons principais.

Zircão azul

A cor mais procurada nos dias de hoje. O zircão azul puro é raro na natureza: a imensa maioria das pedras azuis obtém-se aquecendo zircões pardos (sobretudo do Camboja e da Tailândia) a cerca de 800 a 1000 graus numa atmosfera redutora. A cor pode ir de um azul-céu suave a um azul profundo, quase turquesa acinzentado. A refração dupla do zircão azul nota-se bem: olhe através da pedra para uma faceta ou para um texto impresso e as linhas duplicam-se. Se quiser aprofundar o carácter deste tom, leia a nossa análise à parte sobre o zircão azul.

Zircão amarelo e dourado

Uma gama quente que vai do limão pálido ao ouro mel. Parte destas pedras é natural, parte obtém-se por aquecimento. O zircão amarelo costuma ser transparente e luminoso, com um bom jogo de luz.

Zircão vermelho e laranja

Antigo anel de prata com granada, uma pedra de vermelho intenso no seu engaste
O vermelho que hoje se procura no escasso zircão vermelho foi encarnado durante séculos pelas granadas e pelos jacintos: confundiam-se e usavam-se como iguais. Anel com granada, finais do século XVIII. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Ring, late 18th century. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Os zircões pardo-avermelhados e pardo-alaranjados chamaram-se historicamente jacintos. O vermelho puro e saturado é raro e é apreciado acima dos restantes tons. O laranja obtém-se muitas vezes com um aquecimento suave do material em bruto pardo. As fontes das pedras avermelhadas são antes de mais o Sudeste Asiático. A origem desta cor contamo-la com mais pormenor no nosso artigo sobre o zircão vermelho.

Zircão verde

Um dos tons mais raros. A cor verde costuma associar-se ao estado metamíctico, ou seja, ao dano interno acumulado na rede pela radiação. Essas pedras costumam ser apagadas, cor de azeitona, menos transparentes, e entre os colecionadores são apreciadas precisamente pela sua raridade.

Zircão incolor

Após o aquecimento, muitos zircões pardos tornam-se completamente incolores. Graças ao seu forte brilho, ao seu fogo e à sua alta refração, essa pedra faz lembrar mesmo um diamante, e foi justamente o zircão incolor que outrora valeu ao mineral a fama de imitação, embora seja uma gema com entidade própria. Há um artigo à parte sobre o zircão incolor.

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A lapidação do zircão: porque se faz de outra maneira

A forte refração dupla que denuncia o zircão perante um gemólogo cria um problema ao lapidário. Se a mesa da pedra for colocada num ângulo infeliz em relação ao eixo ótico, o desdobramento das facetas traseiras torna-se demasiado evidente e a mesa vê-se turva e pouco nítida. A isto chama-se efeito sonolento: a pedra parece coberta por uma bruma. Por isso um bom lapidário orienta o bruto para reduzir ao mínimo o desdobramento na linha de visão de cima, e leva-o em conta antes mesmo de serrar a pedra.

Para os zircões redondos os lapidários idealizaram historicamente uma variante especial com uma fila extra de facetas na parte inferior da pedra, o pavilhão. É conhecida, aliás, como lapidação zircão: esse cinturão adicional de facetas devolve a luz ao olho e mascara o desdobramento, ao mesmo tempo que potencia o brilho. Se na descrição de uma pedra redonda aparecer esta lapidação, é sinal de que o artesão trabalhou a pensar nas particularidades do zircão e não o lapidou como um quartzo qualquer.

Uma consequência prática: ao balcão, compare os zircões olhando-os mesmo de cima. A pedra cuja mesa se lê limpa e luminosa está bem lapidada. Se através da parte de cima se vir uma bruma apreciável e as facetas se duplicarem a olho nu não de lado, mas de frente, a lapidação foi escolhida sem ter em conta a ótica, e o brilho sairá a perder.

Como escolher um zircão: em que reparar

O zircão avalia-se pelos mesmos quatro pontos que qualquer pedra transparente: cor, pureza, lapidação e tamanho. Mas tem nuances que as outras não têm.

Veja a cor com luzes diferentes. Um zircão azul deve ser limpo, sem mistura cinzenta nem esverdeada; o tom mais apreciado é saturado, mas sem cair num aço apagado. Os amarelos e laranjas avaliam-se pela sua calidez e transparência, os vermelhos pela profundidade do tom. O cinzento e a turvação baixam sempre uma pedra.

Verifique a pureza à contraluz. Um zircão de qualidade costuma ser transparente, e as inclusões e fendas visíveis são mais raras do que em muitas pedras de cor, por isso um exemplar turvo ou claramente fendido é motivo para baixar o preço ou seguir em frente. Examine à parte as arestas das facetas com lupa, ou pelo menos com boa luz: pela sua fragilidade, o zircão lasca-se um pouco com o tempo pelas arestas afiadas, e aparecem microlascas a que os gemólogos chamam desgaste de papel, porque a borda acaba por parecer papel desfiado. Numa pedra nova não deveria haver nenhuma; numa usada é uma marca normal do uso, mas indica que a pedra exige um trato cuidadoso.

Avalie a lapidação pela limpeza da mesa vista de cima (veja acima o efeito sonolento) e pela simetria. O tamanho é traiçoeiro no zircão: pela sua alta densidade, uma pedra do mesmo diâmetro que uma água-marinha ou um topázio pesa claramente mais. Por isso repare no tamanho visível, os milímetros da parte de cima, e não nos quilates. O mesmo peso em zircão dar-lhe-á uma mesa menor do que numa gema mais leve.

O tratamento e os seus limites honestos

A imensa maioria dos zircões azuis e incolores do mercado passou por aquecimento. É um tratamento antigo, reconhecido e estável: o bruto pardo, sobretudo do Camboja e da Tailândia, calcina-se, e conforme a atmosfera e a temperatura torna-se azul, dourado ou incolor. Não há engano neste tratamento sempre que o vendedor o mencione, e perguntar pelo tratamento de um zircão azul é perfeitamente normal.

O aquecimento tem duas ressalvas honestas. A primeira: a cor de algumas pedras não é totalmente estável. Os zircões mal aquecidos ou aquecidos só a meio, a que por vezes chamam pouco cozidos, podem voltar em parte ao seu tom pardacento original com o tempo ou sob uma luz intensa. Uma pedra bem tratada mantém a cor durante anos, mas esse é um argumento para comprar a quem responde pela qualidade do aquecimento. A segunda: após o aquecimento a pedra por vezes torna-se um pouco mais frágil pelas arestas, o que acrescenta mais uma razão para um engaste protetor.

O zircão verde é um caso à parte: a sua cor de azeitona apagada costuma dever-se não ao aquecimento, mas ao estado metamíctico, o dano interno acumulado na rede pela sua própria radioatividade. Essa pedra é mais mole e menos transparente, escolhe-se não pelo seu brilho mas pela sua raridade, e convém sabê-lo de antemão.

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A história do zircão

O nome remonta, segundo a versão mais divulgada, a uma palavra persa ligada à cor dourada. Os zircões avermelhados e amarelados eram conhecidos na Índia e em Ceilão muito antes de existir a mineralogia no sentido moderno, e engastavam-se em joias.

Na Antiguidade e na Idade Média os zircões pardo-avermelhados usavam-se com o nome de jacinto, ao passo que os amarelados se chamavam por vezes jargão. Usavam-se com gosto em anéis de selo e em objetos litúrgicos; a pedra é mencionada mais de uma vez nos lapidários medievais, os tratados sobre as propriedades das gemas. Durante muito tempo, no entanto, não se distinguiu com clareza o zircão de outras pedras vermelhas e amarelas parecidas, antes de mais das granadas.

O zircão foi reconhecido como mineral com composição própria em finais do século XVIII: em 1789 o químico alemão Martin Heinrich Klaproth, ao estudar uma pedra de Ceilão, isolou um novo elemento, o zircónio. A partir desse momento o mineral teve nome científico e um lugar no sistema.

No século XX o zircão viveu também a história inversa. As pedras incolores aquecidas engastavam-se em massa em joias baratas como substituto do diamante, e ao mineral ficou-lhe a fama de imitação. Uma fama injusta: o zircão é uma gema natural com a sua própria ótica e história. Hoje volta a ser apreciado como pedra com entidade própria, sobretudo as variedades azuis e vermelhas.

O zircão como relógio do planeta

Um capítulo à parte, plenamente científico, é o papel do zircão na geologia. Como o urânio encaixa na rede ao passo que o chumbo não, os geólogos usam a proporção entre o urânio e os seus produtos de desintegração (a datação urânio-chumbo) para determinar a idade das rochas com grande precisão. Os grãos minerais mais antigos que se conhecem na Terra são precisamente os zircões da zona de Jack Hills, na Austrália Ocidental, com cerca de 4400 milhões de anos. A partir desses cristais reconstroem-se as condições da Terra primitiva. Para o zircão de joalharia isto é apenas um dado bonito, mas um dado real.

Comparação de zircões: propriedades e características
Tipo de zircãoCorDureza (Mohs)BrilhoRaridadePreço/quilate
Zircão azulAzul elétrico a azul-céu7.5
€80-250/ct
Zircão amareloLimão a dourado7.5
€60-180/ct
Zircão vermelhoEscarlate a granada7.5
€250-450+/ct
Zircão laranjaDamasco a laranja profundo7.5
€100-220/ct
Zircão verdeAzeitona a verde-erva7.5
€180-350/ct

Como distinguir o zircão de pedras parecidas e das falsificações

A confusão principal dá-se entre o zircão natural e a zircónia (zircónio cúbico). Os nomes parecem-se, mas são materiais completamente distintos: a zircónia é óxido de zircónio sintético (ZrO2) cultivado em laboratório, ao passo que o zircão é um silicato natural (ZrSiO4). Uns poucos traços ajudam a distingui-los e a separar o zircão de outras gemas.

Refração dupla

O teste caseiro mais fiável. Olhe através da pedra (melhor pela mesa em ângulo) para as facetas afastadas ou para uma linha fina. Num zircão duplicam-se com clareza, e esse é o seu traço distintivo. O diamante, a zircónia, a safira e o topázio não mostram um desdobramento tão marcado.

Peso e brilho

O zircão é pesado pela sua alta densidade. Tem um brilho forte e um fogo notável, mas as facetas embotam-se um pouco com o tempo nas arestas afiadas, porque a pedra é frágil. A zircónia costuma manter as facetas mais afiadas, e não há desdobramento de facetas.

Comparação com pedras comuns

As falsificações grosseiras são vidro tingido ou dobletes montados. O vidro denuncia-se pela ausência de refração dupla, pelas bolhas de gás no seu interior e pelo seu tato quente. Perante a dúvida com uma pedra cara, convém recorrer a um laboratório gemológico.

Mitos sobre o zircão vs verdade
O zircão é um substituto falso de diamantes.
Toca para revelar a verdade
O zircão é radioativo e inseguro de usar.
Toca para revelar a verdade
O zircão é mais mole e risca-se facilmente.
Toca para revelar a verdade
O zircão azul cria-se com tratamentos radioativos.
Toca para revelar a verdade
O brilho do zircão desvanece-se com o tempo de uso.
Toca para revelar a verdade
O zircão encontra-se apenas na Ásia e em África.
Toca para revelar a verdade
Todos os zircões têm refração dupla visível.
Toca para revelar a verdade

O cuidado do zircão

O zircão é suficientemente duro para se usar todos os dias, mas frágil, por isso o seu principal inimigo são os golpes e o roçar com pedras mais duras.

Limpeza

Água morna, uma gota de sabão suave e uma escova macia, com isso basta. Depois de a enxaguar, seque a pedra com um pano macio. Evite pastas e pós abrasivos: deixam riscos. Também convém evitar as mudanças bruscas de temperatura.

Os limpadores por ultrassons e por vapor são arriscados para o zircão: a vibração e o calor podem provocar uma lasca ou desencadear uma microfissura invisível. A limpeza à mão é mais segura.

Conservação

Guarde o zircão afastado das pedras mais duras (safiras, rubis, topázios, diamantes): riscá-lo-ão com facilidade. Vale uma bolsinha macia ou um compartimento à parte no guarda-joias. Proteja-o do sol direto prolongado, já que alguns zircões azuis aquecidos podem perder alguma saturação após anos de luz intensa.

Comodidade de uso

Uma dureza de 7,5 faz do zircão uma pedra cómoda para brincos e pendentes, onde a carga é menor. Também funciona num anel, mas pela sua fragilidade é mais prudente protegê-lo com um engaste de bisel ou elementos laterais e tirá-lo durante o trabalho pesado e o desporto.

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O simbolismo do zircão

Diferentes tradições atribuíram ao zircão clareza de pensamento, um sono tranquilo e proteção nas viagens, mas isso faz parte do folclore em torno das gemas, nada mais. A pedra não tem qualquer efeito físico nem curativo comprovado, e a esses significados convém tratá-los como uma bonita história cultural e não como uma propriedade do mineral. Se o tom lhe agrada e lhe levanta o ânimo, isso já é razão suficiente para o usar.

Perguntas frequentes

Zircão e zircónia são o mesmo?

Não, são materiais distintos com nomes parecidos. O zircão é um silicato de zircónio natural; a zircónia é um óxido de zircónio cultivado de forma artificial. Distingui-los é simples: através de um zircão natural vê-se bem como as facetas traseiras se duplicam, ao passo que na zircónia isso não acontece.

Como se cuida o zircão e pode lavar-se com água?

Água morna, uma gota de sabão suave e uma escova macia, e depois secar com um pano. O zircão não teme a água, mas as pastas abrasivas, os ultrassons e o vapor estão proibidos: a vibração e o calor podem provocar uma lasca. Guarde a pedra separada das gemas mais duras para que não se risque.

Pode usar-se o zircão no duche, na piscina e no ginásio?

No duche e em contacto com a água não há problema, mas para o desporto e o trabalho pesado é melhor tirar o anel. O zircão é frágil e teme os golpes secos, e na piscina e na sauna afetam-no o cloro e as mudanças bruscas de temperatura. Os brincos e o pendente são, neste sentido, mais seguros do que o anel.

O azul do zircão é uma cor natural ou obtém-se por aquecimento?

O mais habitual é que o azul se obtenha calcinando bruto natural pardo. É um tratamento antigo e reconhecido, a cor aguenta anos, e perguntar ao vendedor pelo aquecimento é perfeitamente normal. O zircão azul puro natural é raro.

Como distinguir um zircão autêntico do vidro e das falsificações?

O traço principal é a refração dupla: olhe através da mesa para as facetas afastadas ou uma linha fina, e num zircão duplicam-se de forma apreciável. A pedra é além disso claramente pesada pela sua alta densidade. O vidro denuncia-se pela ausência de desdobramento, as bolhas no seu interior e o seu tato quente.

Que zircão escolher para começar e a quem fica bem?

O mais fácil é começar pelo azul: é expressivo, popular e acessível. Repare na transparência, numa cor limpa sem mistura cinzenta e na qualidade da lapidação. A pedra fica bem a quase toda a gente: aos subtons de pele frios favorecem-nos o azul e o verde, aos quentes o amarelo e o laranja.

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Sobre a Zevira e a nossa coleção de zircão

A Zevira trata o zircão como uma pedra com entidade própria, e não como substituto de algo mais caro. Escolhemos exemplares transparentes e de cor limpa e engastamo-los em prata de lei 925 e ouro.

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