
Efeitos óticos nas pedras: asterismo, olho de gato, iridescência e outros brilhos
A estrela sobre uma safira e o olho de gato sobre um cabochão não são o desenho de um artesão nem magia. É a luz, que tropeça em milhões de agulhas microscópicas dentro da pedra e ressalta exatamente para um só lado. As agulhas são mais finas do que um cabelo, não se veem a olho nu, mas são elas que fazem deslizar uma banda viva pela superfície quando giras o anel na direção da janela.
Quase todos os belos "truques" das gemas funcionam segundo um mesmo princípio: a luz dentro do mineral encontra um obstáculo. Nuns casos são agulhas, noutros camadas de densidade diferente, noutros fissuras da espessura de um comprimento de onda. A pedra não brilha por si só. Interceta a luz que recebe e devolve-a de um modo diferente do do vidro comum. É por isso que aparece uma estrela, uma banda que corre, um resplendor azul vindo do fundo, um reflexo de arco-íris ou faíscas, como se lá dentro tivessem entornado purpurina.
Este artigo trata dos fenómenos em si, não de pedras concretas. Aqui percebemos porque é que a safira desenha uma estrela, porque é que a pedra da lua brilha azul de dentro, porque é que a labradorite se acende com cores de pavão e em que se distingue uma imitação de um efeito honesto. Onde falar de um mineral concreto, deixo uma ligação para a sua análise à parte, para não me repetir.
De onde vem o "truque" dentro da pedra
A pedra não brilha, governa a luz
Qualquer efeito ótico num mineral é a história do que aconteceu a um raio de luz enquanto passeava dentro do cristal. O vidro transparente deixa passar a luz quase sem aventuras, e por isso tem um aspeto morto. Uma gema com efeito está feita de forma mais complexa: lá dentro tem estruturas em que a luz se dispersa, se reflete ou se decompõe no espetro. O olho vê o resultado como resplendor, estrela ou brilho, embora fisicamente seja apenas luz que foi para onde não iria num corpo homogéneo.
Convém separar cor e efeito. A cor da pedra é a parte do espetro que ela absorve: o rubi come o verde e o azul, e por isso parece vermelho. O efeito ótico é uma camada à parte, por cima da cor: como se reflete a luz nas estruturas internas. Uma pedra da mesma cor pode ter efeito ou não o ter, tudo o decide a estrutura interna e não a química da cor.
Quatro mecanismos que explicam quase tudo
Por trás da variedade abigarrada de brilhos há apenas umas poucas causas físicas. A primeira é a reflexão em inclusões: dentro da pedra crescem agulhas ou lâminas finíssimas de outro mineral, e a luz ressalta nelas formando um feixe. É assim que nascem a estrela e o olho de gato. A segunda é a dispersão em partículas pequenas ou em camadas: a luz fragmenta-se e sai para o exterior um resplendor azulado, como o da pedra da lua. A terceira é a interferência, a sobreposição de ondas de luz em camadas ou películas finas: as ondas umas vezes reforçam-se e outras anulam-se, e aparece um arco-íris, como numa bola de sabão. A quarta é a difração, quando a luz atravessa uma grelha regular de minúsculas esferas e se decompõe no espetro, como na opala nobre.
Se decorares estas quatro palavras, podes explicar qualquer brilho. A partir daqui vamos apenas destrinçar que mecanismo está por trás de cada efeito e onde o encontrar.
Porque é que o tamanho do obstáculo dentro da pedra importa
O segredo principal de todos estes efeitos está na escala. A luz visível é uma onda de cerca de 400 a 700 nanómetros, ou seja, menos de um milésimo de milímetro. Para que a luz se acenda de cor sobre alguma coisa, o obstáculo dentro da pedra deve ser comparável em tamanho a esse comprimento de onda. Se as agulhas ou as camadas forem maiores, a luz vai simplesmente refletir-se num feixe branco, como num espelho, e dar uma estrela ou uma banda sem cor. Se as estruturas caírem mesmo dentro da gama do comprimento de onda, começam a interferência e a difração, e aparece a cor, como na opala e na labradorite. Por isso umas pedras jogam só com a luz (estrela, olho de gato) e outras com o arco-íris: tudo o decide quão fina é a estrutura que a natureza fez crescer.
Porque é que os nomes dos efeitos soam tão estranhos
Os fenómenos óticos da gemologia têm nomes históricos, muitas vezes tirados da pedra em que foram descritos pela primeira vez. A adularescência chama-se assim por causa do adular, antigo nome da pedra da lua dos Alpes suíços. A labradorescência, por causa da labradorite da península do Labrador. A aventurescência, por causa da aventurina, e esta, segundo a lenda, recebeu o nome do italiano "per avventura", por acaso, porque o vidro faiscante foi inventado por engano. As palavras são compridas e pouco habituais, mas por trás de cada uma há uma pedra concreta e uma física concreta. Vou explicando cada termo na sua primeira aparição, para não ser preciso consultar o dicionário.
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Asterismo: como a pedra desenha uma estrela
O que é o asterismo e de onde saem os seis raios
O asterismo é uma estrela de raios convergentes que se acende sobre a superfície de um cabochão quando lhe incide uma luz pontual. O mais frequente é a estrela de seis raios, mais rara a de quatro ou de doze. O mecanismo é direto: dentro do coríndon (que é o mineral da safira e do rubi) formam-se, durante o crescimento, agulhas finíssimas de rutilo, óxido de titânio. Dispõem-se rigorosamente segundo as direções da rede cristalina, que no coríndon é hexagonal. A luz reflete-se em cada feixe de agulhas formando uma banda estreita, perpendicular à sua direção. Três famílias de agulhas, giradas 120 graus entre si, dão três bandas, e três bandas cruzam-se numa estrela de seis raios.
Se só houver duas famílias de agulhas, a estrela será de quatro raios. E os doze raios aparecem quando dentro da pedra convivem dois sistemas de agulhas ao mesmo tempo, por exemplo rutilo e hematite nalgumas raras safiras estreladas. A geometria da estrela é a marca direta de como estão dispostas as agulhas lá dentro.
Safira estrelada e rubi estrelado
Os portadores mais célebres do asterismo são a safira estrelada e o rubi estrelado. Ambos são coríndon, distinguem-se apenas pela impureza que lhes dá cor: ferro e titânio para a safira azul, crómio para o rubi vermelho. A estrela é a mesma por natureza em ambos, de seis raios, devida às agulhas de rutilo. Uma boa pedra estrelada é lapidada com cúpula alta, para que a estrela se concentre nítida no topo e o seu centro fique mesmo no meio. Quanto mais densa e fina for a rede de agulhas, mais afiados serão os raios e mais "sedosa" parecerá a própria pedra.
O asterismo não aparece só no coríndon. Sabem desenhar uma estrela algumas granadas (raros almandinos estrelados com estrela de quatro ou seis raios), o quartzo rosa, o diópsido, o espinélio. O mecanismo é o mesmo em todos: agulhas ou canais ordenados dentro da pedra.
Porque é que a estrela "flui" pela cúpula
A estrela não está pintada na pedra, vive sobre ela. Quando moves a fonte de luz ou giras o cabochão, o centro da estrela desliza atrás dela, ficando sempre debaixo do ponto de onde cai a luz. É precisamente esse o sinal seguro de um asterismo autêntico: os raios reagem ao movimento, não ficam parados. Por isso as pedras estreladas lucem melhor sob uma única lâmpada dirigida ou ao sol, e não sob a luz difusa de um dia nublado, que dilui a estrela numa mancha embaciada.
A opala usa-se sobre a pele nua, junto às clavículas. Por cima de uma camisa estampada não joga, sofre, e não discutas.
Com que usar as pedras com efeito ótico
Ao fim de anos de sessões fotográficas, vi que uma pedra com luz viva ou levanta todo o conjunto ou se perde em vão. Reúno aqui o que funciona a sério, por ocasiões, quando a luz se mexe dentro da pedra.
Como usar uma safira estrela ou um olho de gato no dia a dia? São pedras duras e resistentes, por isso recomendo-as sem receio para anel e para pendente de uso diário. Uma condição: a estrela e a banda precisam de luz direcional. Escolhe um sítio onde uma lâmpada ou o sol caiam sobre a mão ou o peito, e o efeito desperta. Sob a luz difusa de um dia nublado a pedra apaga-se, por isso para um escritório com painéis no teto aconselho uma pedra mais viva e uma cúpula mais alta.
Onde colocar a caprichosa pedra da lua e a labradorite? Estes feldspatos são mais moles e tendem a partir-se pelas suas camadas, por isso não os ponho num anel de todos os dias. Aconselho brincos, pendente ou broche, onde há menos risco de pancada. O resplendor azul frio da pedra da lua e os brilhos de pavão da labradorite lucem mais sobre prata e roupa escura: em grafite, azul-marinho e preto a luz interior vê-se melhor.
Que decote e metal combinam com uma opala? A opala é mole e não aguenta pancadas, por isso escolho-a para pendente ou brincos, não para um anel de mão de trabalho. Recomendo ouro quente para uma opala com brilhos vermelhos e laranjas, prata para uma azul-esverdeada. Para um decote aberto vai a um tamanho acima: o jogo de cor vê-se de longe e quer que o olhem. Mais uma coisa: a opala luce melhor sobre a pele, junto às clavículas, do que sobre um tecido carregado que compete com os seus brilhos.
Estas pedras lucem melhor de dia ou de noite? Depende, e convém pensar nisso antes de comprar. A safira estrela e o olho de gato aconselho-os para o dia e a luz forte: a estrela e a banda só se juntam sob um feixe direto. A pedra da lua e a labradorite, pelo contrário, abrem-se de noite, com uma lâmpada quente, ao inclinar a pedra e apanhar o ângulo. A opala fica bem em ambos os casos, mas os seus brilhos são mais nítidos com luz direcional, por isso para uma sessão fotográfica ou uma grande saída escolho-a a ela.
Como não exagerar ao montar um look com uma pedra que muda? Uma regra: uma pedra viva é a solista. Se usas uma estrela, um olho de gato ou uma opala, mantém o resto sóbrio: metal liso, cor tranquila, poucas outras pedras. Duas pedras que mudam num mesmo look competem e anulam-se. E não carregues essa pedra sobre um tecido estampado; precisa de um fundo liso para que a luz interior continue a ver-se.

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Chatoyance: o efeito olho de gato
O que é a chatoyance e o que tem o gato a ver com isto
A chatoyance (do francês "œil de chat", olho de gato) é uma banda de luz estreita e brilhante que corre através do cabochão e lembra a pupila de um gato no escuro. A física é a mesma do asterismo, só que mais simples: dentro da pedra as agulhas ou fibras estão dispostas paralelas numa só direção, e não em três. A luz reflete-se nelas formando uma única banda, perpendicular às fibras. Uma família de agulhas dá uma banda, daí ser uma só linha em vez de uma estrela.
A referência do efeito é o olho de gato de crisoberilo, chamado cimófana. Tem uma banda tão nítida e brilhante que a pedra parece viva: ao balançá-la, a linha abre-se e fecha-se como uma pupila. Quando se diz simplesmente "olho de gato" sem precisar a espécie, entende-se por defeito justamente o crisoberilo. Há uma análise detalhada desta pedra no artigo à parte sobre o crisoberilo e o olho de gato.
O efeito "leite com mel"
Os melhores olhos de gato de crisoberilo têm um truque distintivo a que os gemólogos chamam "leite com mel". Se iluminares a pedra de um lado com uma única lâmpada, metade do cabochão a um dos lados da banda torna-se de um dourado de mel, e a outra metade de um branco leitoso. Basta girar a pedra e os lados trocam de posição. Isto acontece pela forma como a luz atravessa a densa rede de fibras sob ângulos diferentes. Tal efeito é quase impossível de imitar em vidro, e por isso serve também de prova de autenticidade.
Quem mais sabe fazer olho de gato
Sabem desenhar uma banda de luz muitas pedras, e costuma chamar-se-lhes justamente assim: olho de gato de quartzo, olho de gato de turmalina, de apatite, de escapolite. O parente mais conhecido é o olho de tigre e olho de falcão, cuja estrutura fibrosa dá, não uma banda estreita, mas amplos brilhos sedosos por toda a superfície. Quando uma pedra é simplesmente "olho de gato" sem precisar, pelas regras gemológicas trata-se de crisoberilo; em todos os outros casos costuma nomear-se a espécie: "olho de gato de quartzo" e assim por diante. Não é um capricho, mas uma forma de não fazer passar uma pedra barata por uma cara.
Como se lapida o cabochão para aparecer a banda
Nem a estrela nem o olho de gato vão aparecer sobre uma pedra facetada. O efeito vive apenas sobre uma cúpula lisa e abaulada, o cabochão. E é preciso lapidá-lo com cabeça: o lapidário orienta a base do cabochão rigorosamente perpendicular à direção das fibras ou agulhas. Se a base ficar em ângulo, a banda ou se dilui ou se desvia para o lado e não fica direita. Por isso o lapidário localiza primeiro dentro da pedra a direção da "seda" e depois ajusta-lhe a cúpula. A altura da cúpula também importa: um cabochão demasiado plano dá uma banda larga e desfocada, um demasiado alto concentra-a numa linha afiada mas apagada. Um bom olho de gato é um equilíbrio que as mãos do lapidário encontram.
Adularescência: o resplendor azul da pedra da lua
O que é a adularescência
A adularescência é um resplendor suave azulado ou esbranquiçado que parece flutuar dentro da pedra e deslocar-se quando a inclinas. A sua portadora clássica é a pedra da lua, um feldspato com uma estrutura especial. Dentro dela alternam-se lâminas finíssimas de duas variedades de feldspato, ortóclase e albite, com densidades ligeiramente diferentes. A luz, ao incidir nestas camadas, dispersa-se nelas, e as ondas azuis curtas dispersam-se mais do que as compridas. Por isso sai para o exterior justamente um resplendor azulado, como o céu, que é azul por essa mesma razão da dispersão.
O resplendor não repousa na superfície, mas parece subir do fundo e flutuar acompanhando o movimento da pedra. É nisto que se distingue a adularescência de um simples brilho: o brilho reflete-se na superfície e fica parado, enquanto o resplendor lunar vive lá dentro.
Porque é que o resplendor umas vezes é azul e outras branco
A cor do resplendor depende de quão finas são as camadas internas de cada pedra. Se as lâminas forem muito finas e regulares, dispersa-se sobretudo o azul, e a pedra dá um resplendor azul puro, o mais valioso. Se as camadas forem mais espessas e irregulares, dispersa-se uma parte mais ampla do espetro, e o resplendor torna-se branco ou prateado. Por isso umas pedras da lua têm um reflexo de azul frio, e outras um branco leitoso, como um trilho de luar sobre a água. Há uma análise completa das variedades no artigo sobre a pedra da lua.
Porque é que é preciso "apanhar" o resplendor com o ângulo
A adularescência é caprichosa com o ângulo de visão, e isso baralha na hora de comprar. O resplendor aflora não a partir de qualquer posição, mas sob uma inclinação concreta em relação à luz, porque as camadas internas refletem a luz para um lado rigorosamente determinado. Se olhares a pedra da lua de frente, sob luz direta, ela pode parecer quase transparente e anódina. Basta incliná-la e apanhar o ângulo para que do fundo suba uma bruma azul. Por isso estas pedras lapidam-se com cúpula baixa e orientam-se as camadas paralelas à base do cabochão, para que o resplendor aflore com o olhar habitual de cima e não se esconda de lado. Ao comprar, convém sempre balançar a pedra na mão: se o resplendor só aparecer numa posição estreita, na joia raras vezes se verá.
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Labradorescência: os brilhos de pavão da labradorite
O que é a labradorescência e em que se distingue do resplendor lunar
A labradorescência são brilhos de cor saturada (azul, verde, dourado, mais raramente violeta e laranja) que se acendem sobre a pedra escura sob um ângulo concreto e se apagam ao girá-la. Recebe o nome da labradorite, outro feldspato. À primeira vista parece-se com o resplendor lunar, mas o mecanismo é diferente e o efeito mais vivo. Se a pedra da lua dispersa a luz com suavidade e dá uma bruma azulada, a labradorite dá cores espetrais puras, porque dentro dela trabalha a interferência.
A interferência é a sobreposição de ondas de luz. Dentro da labradorite há camadas finíssimas alternadas (a chamada estrutura de exsolução de uma solução sólida), e a sua espessura é comparável ao comprimento de onda da luz visível. A luz refletida no limite superior e no inferior de uma camada soma-se: para um comprimento de onda as ondas reforçam-se, para outro anulam-se. Que cor se reforça depende da espessura das camadas e do ângulo de visão. Por isso, ao girar a pedra, a cor acende-se e muda por outra. Os pormenores e os tipos estão no material sobre a labradorite.
Espectrolite: a labradorite que sabe fazer tudo
A espectrolite é uma variedade especialmente viva da labradorite da Finlândia, cujos brilhos abarcam quase todo o espetro, incluindo os raros vermelho e laranja. O nome deu-o um geólogo finlandês nos anos da Segunda Guerra Mundial, quando a jazida foi descoberta durante a construção de fortificações. A labradorite comum tem mais frequentemente um reflexo azul e verde; na espectrolite jogam todas as cores ao mesmo tempo, e sobre o fundo escuro, quase negro, da pedra o resultado é especialmente teatral. Há uma análise à parte no artigo sobre a espectrolite.
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Iridescência: o arco-íris em fissuras e camadas
O que é a iridescência
A iridescência é um reflexo de arco-íris que aparece não pela cor da própria pedra, mas por películas, fissuras ou camadas finas dentro dela ou sobre a superfície. A palavra vem de Íris, a deusa grega do arco-íris. O mecanismo é de novo a interferência: a luz reflete-se nas duas faces de uma película fina, e as ondas somam-se em bandas de arco-íris, tal como a película de óleo sobre uma poça ou uma bola de sabão. A espessura da película determina a cor: quanto mais fina, mais perto está o arco-íris do extremo azul do espetro.
A iridescência pode encontrar-se em pedras muito diversas. Há "quartzo arco-íris" com arco-íris lá dentro devido a finas fissuras, há película de "obsidiana arco-íris" devida a microinclusões, há reflexo de arco-íris sobre camadas partidas de mica. Às vezes a iridescência cria-se de forma artificial, depositando uma película metálica finíssima sobre a pedra ou o vidro; esse reflexo reconhece-se com facilidade pelo seu arco-íris demasiado regular e pouco natural.
Ágata de fogo e arco-íris na calcedónia
Merece menção à parte a ágata de fogo, uma variedade de calcedónia com um autêntico arco-íris interior. Dentro dela crescem camadas finíssimas de óxidos de ferro (goethite ou limonite), e a luz, ao refletir-se nestas camadas, joga com brilhos de fogo vermelho, laranja e verde, como se dentro da pedra ardessem brasas. É também interferência em camadas finas, mas numa pedra densa e opaca, daí o efeito parecer profundo e "ardente" e não superficial. A ágata de fogo lapida-se de modo a abrir as camadas sob o ângulo necessário, e um bom lapidário literalmente extrai o fogo da profundidade da pedra.
Opalescência e jogo de cor: como é feita a opala
Em que se distingue o jogo de cor da opalescência
Aqui muitas vezes se baralham até os aficionados. A opala tem dois efeitos diferentes, e chamam-se de forma diferente. O jogo de cor (em inglês "play of color") são brilhos vivos de manchas espetrais puras (verdes, azuis, vermelhas, laranjas) que correm pela pedra ao girá-la. E a opalescência é o resplendor suave azulado e leitoso da opala, parecido com uma bruma, sem manchas de cor definidas. O jogo de cor tem-no a opala nobre, a opalescência tem-na a comum, a "ordinária". O que encarece a pedra é justamente o jogo de cor.
Como faz a opala o arco-íris
O jogo de cor na opala é o truque ótico mais elegante do mundo das pedras, e funciona por difração. A opala é formada, lá dentro, por minúsculas esferas de sílica (dióxido de silício) do mesmo tamanho, dispostas numa rede regular, como laranjas numa caixa. Quando o tamanho das esferas e a distância entre elas são comparáveis ao comprimento de onda da luz visível, a rede funciona como uma rede de difração: decompõe a luz branca no espetro e reflete cores diferentes para lados diferentes. Que cor vais ver depende do tamanho das esferas e do ângulo de visão. As esferas pequenas dão azul e verde, as grandes abrem os raros vermelho e laranja, e por isso a opala vermelha é a mais cara: para ela são precisas as esferas maiores e mais regulares.
Se as esferas forem de tamanho diferente e estiverem dispostas de forma caótica, não se produz difração, e a pedra simplesmente opalesce com uma bruma leitosa sem brilhos de cor. Todo o valor da opala nobre assenta em quão regularmente a natureza dispôs essas esferas microscópicas. Há mais sobre as variedades e a escolha no artigo sobre a opala.
O padrão do jogo de cor: calçada, arlequim e clarão
O jogo de cor tem tanto paleta como desenho, e este influi muito no valor. O padrão mais frequente é a "calçada", quando as manchas de cor são pequenas e densas, como as pedras de uma calçada. Mais raro é o "clarão", quando ao girar a pedra a percorre uma ampla vaga de uma só cor. O padrão mais raro e caro é o "arlequim": manchas grandes, regulares e em losango de cores diferentes, dispostas como uma manta de retalhos. O desenho de arlequim é tão raro que uma boa pedra com ele se considera o cume de uma coleção. Os gemólogos descrevem a opala tanto pela cor como pelo desenho, porque duas pedras com as mesmas cores mas padrão diferente custam de forma diferente.
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Aventurescência: faíscas dentro da pedra
O que é a aventurescência
A aventurescência é o efeito de uma multidão de faíscas ou lantejoulas pequenas e brilhantes que cintilam dentro da pedra, como se lá tivessem entornado pó metálico. Recebe o nome da aventurina. O mecanismo é o mais evidente de todos: dentro de uma base transparente ou translúcida assentam-se milhares de minúsculas escamas planas de outro mineral, e cada escama reflete a luz como um pequeno espelho. Quando se gira a pedra, as escamas acendem-se à vez, dando um cintilar brilhante.
Na aventurina verde as faíscas dão-nas escamas de fuchsite (mica de crómio), de tom esverdeado. Na aventurina castanha e dourada cintila a hematite ou a goethite incluídas. Há uma análise da pedra no artigo sobre a aventurina.
Pedra do sol: aventurescência no feldspato
A pedra do sol é um feldspato com aventurescência: dentro dela assentam-se lâminas finíssimas de cobre ou hematite que dão um reflexo metálico quente, dourado alaranjado ou avermelhado. Ao sol, uma pedra assim acende-se literalmente com faíscas de cobre, e daí ter recebido o nome. É o mesmo mecanismo da aventurina, só que noutra espécie e com um reflexo vermelho acobreado em vez de verde. É curioso que a pedra do sol e a pedra da lua sejam parentes próximas pela sua mineralogia, ambas feldspatos, mas os seus efeitos são diferentes: uma cintila com escamas refletidas, a outra brilha com um azul disperso.
Madrepérola, schiller e efeito alexandrita
O tornassol da madrepérola e da pérola
A madrepérola (a camada interior da concha) e a pérola tornassolam com suaves reflexos de arco-íris, e isto é de novo interferência, só que num material natural multicamada. A madrepérola é formada por milhares de lâminas finíssimas de aragonite (carbonato de cálcio), intercaladas com a proteína conquiolina. Cada lâmina é mais fina do que o comprimento de onda da luz, e os reflexos das muitas camadas sobrepõem-se, dando um tornassol delicado a que os gemólogos chamam oriente ou lustre. Quanto mais finas e regulares forem as camadas, mais profunda e "viva" é a luz da pérola. Este mesmo princípio em camadas explica porque é que uma imitação barata de pérola em vidro tem um aspeto morto: não tem camadas internas, só um brilho depositado por cima.
Schiller: uma palavra geral para os reflexos em camadas
O schiller (do alemão "jogar com a cor") é um termo geral para o reflexo metálico ou de arco-íris que dão as camadas internas ou as inclusões de uma pedra. Chama-se schiller tanto ao reflexo da pedra da lua como aos brilhos da labradorite e ao lustre de algumas variedades de feldspato e de enstatite. É antes uma palavra chapéu do que um efeito à parte: se o reflexo vem de uma estrutura interna em camadas e não encaixa num nome exato, chama-se-lhe schiller. É útil saber isto para não nos baralharmos quando um vendedor diz "que belo schiller" e se refere a uma labradorescência corrente.
Efeito alexandrita: mudança de cor, não brilho
O efeito alexandrita é um caso à parte: não é um brilho nem um resplendor, mas uma mudança total de cor da pedra ao mudar a iluminação. A alexandrita é verde à luz do dia e vermelho framboesa à luz quente de uma lâmpada. A causa não está na reflexão em estruturas, mas na química: o crómio da sua composição deixa passar tanto a parte verde como a vermelha do espetro, e qual delas se impõe decide-o o espetro da luz que incide. A luz do dia é rica em azul, e vence o verde; a luz da lâmpada é rica em vermelho, e a pedra avermelha. É uma física à parte, não um efeito ótico em sentido estrito, mas menciona-se muitas vezes ao lado deles. Há pormenor sobre ele no artigo sobre a alexandrita.
Porque é que para o efeito é preciso cabochão e não faceta
A faceta rouba o efeito
A maioria dos brilhos vive apenas sobre o cabochão, uma pedra lisa e abaulada sem facetas. E eis porquê. A lapidação facetada está feita de modo que a luz dentro da pedra ressalte nas facetas e saia para o exterior em brilhos faiscantes, jogando com o lustre e o espetro da própria pedra. É ideal para diamantes e safiras transparentes, onde se valoriza o "fogo" das facetas. Mas a estrela, o olho de gato, o resplendor lunar ou a labradorescência exigem que a luz encontre a estrutura interna e se reflita nela num feixe largo e uniforme. As facetas fragmentam esse feixe em lascas e matam a banda ou a estrela inteira.
A cúpula concentra a luz numa linha
A cúpula lisa do cabochão funciona como uma lente. Concentra os reflexos das muitas agulhas paralelas numa única banda brilhante (olho de gato) ou os de três famílias de agulhas numa estrela (asterismo). A superfície curva é precisa para que essa banda seja estreita e nítida, e não esteja desfocada. Por isso as safiras estreladas, as pedras da lua, os olhos de gato, as labradorites e as opalas lapidam-se quase sempre em cabochão. A exceção é a iridescência nas fissuras transparentes do quartzo, que às vezes se deixa sob faceta, mas é um caso especial. A regra geral é simples: se a beleza da pedra está no efeito e não na transparência, precisa de uma cúpula. Há mais sobre a escolha da forma no artigo sobre as formas de lapidação.
Como não confundir um efeito natural com vidro e imitação
Sinais de um efeito honesto
A regra principal: um efeito ótico a sério é vivo, reage ao movimento. A estrela desliza acompanhando a fonte de luz, a banda do olho de gato abre-se e fecha-se, o resplendor lunar flutua do fundo, a labradorescência acende-se e apaga-se conforme o ângulo. Uma imitação, sobretudo o vidro barato com um depósito, costuma dar um reflexo estático, demasiado regular, que não se move com naturalidade. Nas pedras "estreladas" de vidro a estrela costuma estar pintada ou gravada na face de trás, fica parada, e os raios são artificialmente direitos e iguais.
Vidro, dupletos e plástico
As imitações mais frequentes são o vidro, os dupletos (quando se cola uma lâmina fina de pedra verdadeira sobre uma base de vidro ou de ágata) e o plástico tingido. O olho de gato de vidro faz-se de um vidro especial de fibra ótica, com uma banda demasiado nítida, direita e igualmente brilhante de todos os lados, sem o efeito "leite com mel". Os dupletos e tripletos de opala denunciam-se pela borda: se olhares de lado, vê-se a linha de colagem e uma camada demasiado fina de opala verdadeira sobre um suporte escuro. O vidro de aventurina (goldstone) denuncia-se pelas suas lantejoulas demasiado uniformes e demasiado grandes, dispostas com uma regularidade suspeita; na aventurina natural as faíscas são de tamanho diferente e caóticas. Há uma análise geral das imitações no artigo sobre como não comprar uma falsificação.
Verificações simples em casa
Gira a pedra sob uma lâmpada dirigida: o efeito verdadeiro vai deslocar-se, o pintado fica parado. Olha a pedra de lado e contra a luz: num dupleto vê-se a linha de colagem e o limite plano das camadas. Avalia o "caráter" das faíscas ou da banda: a natureza fá-las irregulares e vivas, a máquina fá-las regulares e mortas. E lembra-te da temperatura: o vidro ao toque aquece mais depressa na mão do que a pedra, que fica fresca mais tempo. Nenhuma destas verificações substitui um laboratório, mas juntas descartam as imitações grosseiras.
Cuidado das pedras com efeito ótico
Porque é que estas pedras são mais delicadas do que as comuns
Muitas portadoras de efeitos são minerais moles ou em camadas, e exigem um trato cuidadoso. A pedra da lua e a labradorite (feldspatos) têm uma dureza de cerca de 6 na escala de Mohs e boa clivagem, ou seja, são propensas a partir-se pelas camadas com uma pancada. A opala é ao mesmo tempo mole (cerca de 5,5 a 6,5) e contém água, e por isso teme a secura e as mudanças bruscas de temperatura, com as quais se pode fissurar em rede. A pérola e a madrepérola são matéria orgânica, dissolve-as o ácido, estraga-as a cosmética e risca-as até o pó de casa. As safiras estreladas e o olho de gato de crisoberilo, pelo contrário, são muito duros e resistentes, mas também a eles prejudicam as pancadas fortes na cúpula do cabochão.
Com que limpar e como guardar
O método universal seguro é um pano macio e água morna com uma gota de sabão neutro, sem escovas de cerdas duras. A limpeza por ultrassons e por vapor não pode aplicar-se à opala, à pérola, à pedra da lua e à labradorite: a vibração e o calor abrem as fissuras e deslaminam a pedra. À opala convém-lhe a humidade, não é boa ideia tê-la durante meses num cofre seco com gel de sílica. A pérola põe-se em último lugar, depois do perfume e da laca, e tira-se em primeiro lugar, e guarda-se à parte num saquinho macio para que as pedras mais duras não lhe risquem a superfície. Os cabochões com olho de gato e estrela é melhor não os levar à mistura na mesma caixa: a cúpula risca-se com facilidade. Há regras gerais no material sobre limpar o ouro e a prata em casa.
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Dados que surpreendem
A estrela pode "dormir" à chuva
A safira estrelada, sob a luz difusa de um dia nublado, quase perde a estrela: os raios diluem-se numa mancha embaciada. Em contrapartida, basta sair ao sol ou acender uma única lâmpada dirigida para que a estrela volte a concentrar-se e reviva. Os joalheiros de antigamente mostravam estas pedras aos compradores de propósito com luz direta intensa, e não à sombra, porque de outro modo a mercadoria parecia apagada.
A opala mais cara valia como uma travessia do oceano
Na opala, a cor mais valiosa é o vermelho, porque para ele a natureza deve dispor as esferas de sílica maiores e mais regulares. A maioria das opalas é azul e verde, porque as esferas pequenas crescem com mais frequência. Um jogo de cor vermelho sobre uma opala negra é a combinação mais rara, e por isso a pedra se valoriza acima das restantes.
O olho de gato foi uma pedra "de noivado"
No final do século dezanove, na Grã-Bretanha houve uma moda breve mas intensa pelo olho de gato de crisoberilo como pedra para anéis de noivado. A procura de cimófana subiu tanto que os preços das boas pedras dispararam. A moda passou, mas a reputação do olho de gato como pedra peculiar e "com caráter" ficou.
A aventurina recebeu o nome de um erro dos vidreiros
Segundo a versão mais divulgada, o vidro faiscante de aventurina inventaram-no os mestres venezianos por acaso, ao deixar cair limalha de cobre na massa fundida. O vidro saiu com faíscas e chamaram-lhe "a ventura", à sorte. Mais tarde, uma pedra natural parecida com faíscas recebeu o nome por causa deste vidro, e não ao contrário. Foi assim que o mineral tomou o nome de um erro humano.
A madrepérola é mais resistente do que devia
A madrepérola é formada em 95 por cento por um giz frágil (carbonato de cálcio), mas pela sua estrutura em camadas, em tijolo, é milhares de vezes mais resistente à rotura do que o próprio giz. Os engenheiros estudam a estrutura da madrepérola para fabricar cerâmica resistente e blindagens: a natureza montou com um material frágil um compósito à prova de pancadas muito antes das pessoas.
É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.
Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Perguntas frequentes
Em que se distingue o asterismo do olho de gato?
São efeitos parentes com um mesmo mecanismo, a reflexão da luz nas agulhas internas. A diferença está em como se dispõem as agulhas. Se lá dentro houver três famílias de agulhas a 120 graus entre si, os seus reflexos somam-se numa estrela (asterismo). Se as agulhas estiverem dispostas paralelas numa só direção, resulta uma única banda de luz (olho de gato, chatoyance). Dito de forma grosseira, o olho de gato é um só raio da estrela.
Porque é que o efeito ótico só se vê sobre cabochão?
Porque os brilhos nascem da reflexão da luz na estrutura interna, e precisam de uma superfície lisa e abaulada que concentre esse reflexo numa banda ou estrela nítida. As facetas da lapidação fragmentam a luz em faíscas e destroem o efeito inteiro. A lapidação facetada é boa para pedras transparentes, onde se valoriza o lustre das facetas e não a estrutura interna.
A pedra da lua e a labradorite são a mesma coisa?
Ambas são feldspatos e ambas brilham, mas os efeitos são diferentes. A pedra da lua dá um resplendor suave azulado vindo do fundo (adularescência, dispersão da luz). A labradorite dá brilhos vivos de cor pura sob um ângulo (labradorescência, interferência nas camadas). O resplendor lunar é delicado e embaciado, o da labradorite vivo e espetral.
Pode falsificar-se a estrela ou o olho de gato?
Sim, normalmente com vidro especial. Mas a imitação denuncia-se pelo comportamento do efeito. Numa pedra verdadeira a estrela desliza acompanhando a luz, e a banda do olho de gato abre-se e fecha-se ao girá-la. No vidro o efeito é antes estático, demasiado regular e igual de todos os lados, sem reação viva ao movimento e sem o efeito "leite com mel" do olho de gato.
A opala teme mesmo a água e a secura?
A opala natural contém água na sua estrutura, e por isso é sensível às mudanças bruscas de humidade e temperatura: pela secura pode fissurar-se (a isto chama-se craquelado). Ainda assim, molhar a opala com água não é perigoso, o perigoso são justamente as mudanças bruscas e o armazenamento prolongado num lugar seco com dessecante. Os dupletos e tripletos são perigosos por outra coisa: a água pode infiltrar-se por baixo da colagem e turvar a pedra.
A iridescência e o jogo de cor são a mesma coisa?
Não, embora ambos deem cores de arco-íris. A iridescência é um arco-íris devido a películas e fissuras finas dentro da pedra (interferência). O jogo de cor na opala são brilhos espetrais por difração numa rede regular de esferas de sílica. O jogo de cor dá manchas de cor puras e vivas, a iridescência dá antes um reflexo de arco-íris ou veios oleosos.
Que pedra com efeito é a mais resistente para o uso diário?
As mais resistentes são a safira estrelada e o olho de gato de crisoberilo: dureza 9 e 8,5 em Mohs, não temem os riscos. Servem para anéis de uso diário. A pedra da lua, a labradorite, a opala e a pérola são muito mais moles e delicadas, é melhor cuidá-las em brincos, pendentes e broches, onde há menos risco de pancada e desgaste.
Porque é que uma pedra tornassola e a vizinha, da mesma cor, não?
A cor da pedra e o efeito ótico são duas coisas independentes. A cor fixa-a a química das impurezas, e o efeito fixa-o a estrutura interna: se há na pedra agulhas, camadas ou rede de esferas ordenadas. Duas pedras da mesma cor e composição podem distinguir-se em que numa se formou ao crescer a estrutura necessária, e na outra não. Por isso as pedras que tornassolam selecionam-se sempre uma a uma, o efeito é uma raridade e não a norma. Por esta mesma razão, entre as pedras que tornassolam quase não há duas iguais: mesmo de uma mesma veia saem cabochões com força de estrela diferente, brilho de banda diferente e conjunto de cores diferente. Isso faz de cada uma destas pedras numa joia única no seu género.
Pedras que jogam com a luz
O resplendor lunar, a banda que corre do olho de gato, os brilhos de pavão da labradorite: no catálogo da Zevira há joias com pedras vivas, nas quais a luz se mexe por dentro. Cada pedra é selecionada pela força do efeito e não só pela cor.
Ver joias com pedrasSobre a Zevira
A Zevira são joias em que a pedra é a protagonista e não um engaste sem alma. Selecionamos as pedras com efeito ótico uma a uma: verificamos como se comporta a estrela sob luz dirigida, quão nítida é a banda do olho de gato, se a labradorite joga com todo o espetro. Prata 925, uma lapidação honesta em cabochão que revela o efeito, e uma descrição sem adornos, no espírito da herança joalheira de Albacete. Se uma pedra brilha, brilha a sério.






























