
Deuses do Olimpo: o panteão grego em joias
Na Grécia e na Roma antigas, uma pessoa trazia no dedo uma gema com a figura gravada do seu deus protetor. Servia ao mesmo tempo de amuleto, de selo pessoal e de credencial: a marca deixada na cera fechava uma carta e dizia sob que proteção caminhavas. A águia de Zeus, o mocho de Atena, a lira de Apolo cabiam numa pedra do tamanho de uma unha e funcionavam como um cartão de visita antigo com uma crença lá dentro.
Doze deuses principais viviam no cimo do monte Olimpo, e cada um tinha o seu atributo: um objeto, um animal ou uma planta pelo qual se reconhecia sem precisar de assinatura. Esses atributos sobreviveram aos próprios templos. Hoje regressam aos pendentes, aos anéis e aos brincos, porque trazem um significado já feito: escolhes não uma imagem, mas um carácter que sentes próximo.
Quem são os olímpicos
Chama-se olímpicos aos doze deuses principais do panteão grego que, segundo os mitos, habitavam o monte Olimpo, o mais alto da Grécia. Não são a primeira geração de deuses. Antes deles governaram o mundo os titãs, encabeçados por Cronos, e ainda antes as forças primordiais como o Caos, Gaia (a Terra) e Urano (o Céu). Os olímpicos chegaram ao poder depois da guerra contra os titãs, a titanomaquia, e repartiram o mundo entre si.
A lista dos doze variava um pouco conforme o autor e conforme a cidade, mas o núcleo estável é este: Zeus, Hera, Poséidon, Deméter, Atena, Apolo, Ártemis, Ares, Afrodite, Hefesto, Hermes e, no último lugar, Héstia ou Dioniso. Hades, deus do reino subterrâneo, normalmente não entra na dúzia, porque vive não no Olimpo mas debaixo da terra, ainda que em poder iguale os seus irmãos.
Em que se distinguiam os deuses gregos dos demais
Os deuses gregos são imortais, mas não todo-poderosos nem impecáveis. Sentem ciúmes, vingam-se, apaixonam-se, enganam e erram. Isso aproxima-os dos humanos mais do que das divindades severas de muitas outras tradições. O grego não temia tanto os seus deuses como negociava com eles: oferecia um sacrifício ao protetor certo antes de uma empresa e levava consigo o seu signo.
Porquê os atributos, e não os rostos
Os rostos dos deuses representavam-se raras vezes na Antiguidade, fora dos templos e das grandes estátuas. Em moedas, anéis e gemas bastava um único objeto reconhecível. O raio significava Zeus, o tridente Poséidon, as sandálias aladas Hermes. Essa linguagem de signos é justamente o que passou para as joias: um objeto pequeno lê-se num instante, não exige um retrato e assenta bem sobre o metal.
Os olímpicos e os romanos
Quando Roma submeteu a Grécia, adotou os seus deuses quase por inteiro, dando-lhes os seus próprios nomes. Zeus passou a ser Júpiter, Hera Juno, Afrodite Vénus, Poséidon Neptuno, Hermes Mercúrio. Os atributos, esses, conservaram-se. Por isso na arte e na joalharia europeias os deuses antigos vivem sob nomes duplos, e a versão romana acaba muitas vezes por ser ainda mais popular do que a grega.
Genealogia dos deuses: quem é parente de quem
Para que o panteão se fixe na cabeça como um sistema e não como um monte de nomes, tem presentes três gerações. Primeiro, do Caos nascem as forças primordiais: Gaia (a Terra), Urano (o Céu), Tártaro, Eros. Gaia e Urano dão origem aos titãs. Depois, o titã mais novo, Cronos, destrona o pai, casa com a irmã Reia e governa o mundo, mas teme que os filhos repitam o seu destino e devora-os um após outro. Reia esconde o mais pequeno, Zeus, entregando ao marido uma pedra envolta em fraldas. Já adulto, Zeus liberta os irmãos e irmãs, leva-os à guerra contra os titãs e vence. Assim a terceira geração, os olímpicos, senta-se no cimo.
Deste esquema vê-se o essencial: Zeus, Poséidon e Hades são irmãos de sangue que repartiram o céu, o mar e o mundo inferior. Hera, Deméter e Héstia são as irmãs deles. Todo o resto da geração jovem são já filhos de Zeus com mães diferentes: Atena, Apolo, Ártemis, Ares, Hefesto, Hermes, Afrodite (segundo uma das versões), Dioniso. Quando percebes o parentesco, fica claro porque é que os mitos estão tão cheios de zangas familiares: são, literalmente, as histórias de uma só família grande e brigona.
Os doze olímpicos: quem é quem
Se puseres a dúzia estável numa só linha, sai um mapa de carácteres já pronto. Zeus é o poder e o céu. Hera, o casamento e a dignidade. Poséidon, o mar e a força elementar. Deméter, a colheita e a maternidade. Atena, a sabedoria e a estratégia. Apolo, a luz, a música e a profecia. Ártemis, a caça, a lua e a liberdade. Ares, a fúria da guerra. Afrodite, o amor e a beleza. Hefesto, o fogo e o ofício. Hermes, o movimento, o comércio e a astúcia. E no décimo segundo lugar, ou Héstia com o seu lar doméstico, ou Dioniso com o vinho e o êxtase, conforme a lista e conforme a cidade.
A substituição de Héstia por Dioniso não é casual. Héstia cedeu de livre vontade o seu lugar à mesa comum dos deuses a Dioniso, quando este entrou no círculo dos olímpicos, escolhendo o serviço calado ao lar em vez da luta pelo estatuto. Esse traço retrata bem o seu carácter: de todos os deuses, é a única que não se agarrou ao seu lugar ao sol.
Como os deuses chegaram às joias
O panteão grego não entrou na joalharia há pouco tempo. Esteve lá desde o início, quando joia e amuleto significavam a mesma coisa.
Gemas e intalhes
O suporte mais antigo da imagem de um deus é a pedra gravada. O intalhe é uma pedra com a imagem gravada em oco; a gema, em sentido amplo, é qualquer pedra semipreciosa trabalhada. Os gregos, e antes deles os habitantes de Creta e de Micenas, gravavam na cornalina, na ágata e na ametista figuras de deuses e dos seus atributos. O anel com intalhe servia de selo: o dono apertava a pedra contra a cera ou a argila e deixava uma marca que dava fé de um documento ou fechava uma porta. O deus na pedra era ao mesmo tempo assinatura e proteção do negócio.
As moedas como panteão portátil
As pólis gregas cunhavam moedas com os deuses protetores da cidade. O mocho de Atena nas tetradracmas atenienses, Apolo e a sua lira, Zeus com a águia. A moeda circulava por todo o Mediterrâneo e espalhava as imagens dos deuses melhor do que qualquer livro. Mais tarde, engastavam-se moedas em suportes e usavam-se como pendentes, e essa tradição chegou até às joias com motivos antigos.
Os camafeus romanos
O camafeu é a gravação ao contrário: o relevo sobressai do fundo, normalmente sobre uma pedra de duas camadas como a sardónica, onde a camada clara de cima forma a figura e a escura de baixo o fundo. Os romanos levaram o camafeu à perfeição. Perfis de deuses e de governantes divinizados, cenas com Vénus, Marte, Júpiter. O camafeu tornou-se joia de estatuto, e o interesse por ele voltou a acender-se em cada época que amou a Antiguidade.
Renascimento e neoclassicismo
No Renascimento, os humanistas redescobriram a Antiguidade, e os deuses do Olimpo regressaram aos anéis, aos pendentes, aos selos. A verdadeira explosão chegou nos finais do século XVIII e no início do XIX, com o neoclassicismo. As escavações de Pompeia e Herculano, a moda por tudo o que era grego e romano, a grande viagem dos europeus cultos por Itália. Dessas viagens traziam gemas e camafeus com deuses como recordação com história. Os gravadores de camafeus em Itália trabalhavam aos milhares.
O modernismo e mais além
Entre os séculos XIX e XX, o estilo modernista voltou a apaixonar-se pela mitologia. Linhas fluidas, figuras femininas convertidas em ninfas, motivos das lendas gregas. Os joalheiros tomavam não tanto os deuses em si como o seu mundo: asas, conchas, louros, luas. Desde então o panteão antigo não desapareceu das joias, apenas mudou a sua linguagem de formas.
Um só signo sobre a clavícula nua basta e sobra. Pendurar o panteão inteiro ao pescoço é de inseguros, e não há mais que falar.
Com que usar o signo do teu deus
Ao fim de anos de sessões fotográficas, já experimentei estes signos antigos em dezenas de looks. Reúno aqui o que funciona mesmo, por ocasião e por textura, não por mito.
Como uso no dia a dia o signo de um deus? Para o dia recomendo um só atributo em corrente fina: um mocho, um caduceu, uma lua crescente. Um top claro realça a prata, um escuro transforma o signo em acento. Com um decote em V o pendente cai mesmo no centro, a sua melhor posição. Com gola redonda aconselho uma corrente mais curta, para que o signo repouse sobre o tecido e não se esconda atrás dele.
Que metal vai com que deus? Guio-me pelo carácter do próprio signo. Aos solares Zeus e Apolo escolho ouro amarelo, às lunares Ártemis e Héstia prata fria, ao marinho Poséidon prata com uma pedra fresca. O metal escuro e o traço marcado dou-os a Ares e a Hades. O ouro soa régio, a prata sóbria, e nunca confundo o metal com o deus.
E o camafeu, onde? O camafeu recomendo-o para um look mais recolhido e algo vintage: tecido liso, decote limpo, poucas peças mais. É uma declaração por si mesmo, por isso não ponho nada ruidoso ao seu lado. Uso-o maior, em fio curto ou médio, para que a gravação continue legível.
Como monto um look de noite? Para a noite aconselho um decote aberto e uma cor intensa: bordô, esmeralda, preto. Um signo de ouro ou uma gema ficam melhor aqui sobre a pele nua, junto à clavícula. Mantenho o fio curto, 40 a 45 cm, um só signo sem séquito de outros pendentes.
Posso usar vários deuses ao mesmo tempo? Podes, mas com critério. Escolho um par cujas esferas se completem: mente e força, beleza e sorte. A cada signo dou o seu próprio comprimento de corrente para que não se enredem. Um só deus ganha sempre à multidão, por isso mesmo em camadas mantenho os signos separados e em ordem.

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Os deuses do Olimpo na arte
Antes de ser um pendente numa corrente, o deus passava pela pintura e pela escultura. A imagem que hoje trazemos foi cunhada por séculos de arte, e vale a pena entender essa cadeia.
A escultura antiga fixou o cânone
Os gregos foram os primeiros a decidir como devia ser cada deus. Zeus, maduro, barbado, majestoso. Apolo, jovem, imberbe, de proporções perfeitas. Afrodite, nua ou semivestida, com um gesto pudico. Hermes, ligeiro, em movimento. Esses tipos ficaram fixados no mármore e no bronze, e depois, durante dois mil anos, os artistas repetiram-nos. Quando reconheces um deus por uma única silhueta, estás a ler o cânone idealizado pelos mestres antigos.
O Renascimento devolveu os deuses à pintura
Os artistas do Renascimento redescobriram os temas antigos e começaram a pintar o nascimento de Vénus, o julgamento de Páris, o amor de Marte e Vénus. Os deuses saíram dos templos para as telas de palácios e villas. Junto com os quadros regressou também a pequena escultura: medalhas, gemas, selos com os mesmos temas. A imagem do deus voltou a ser ao mesmo tempo grande arte e pequeno objeto para trazer vestido.
Barroco e classicismo
No Barroco, os deuses tornaram-se teatrais, dinâmicos, com um esbanjamento de panejamentos e nuvens. O classicismo, pelo contrário, devolveu-lhes a severidade e a clareza de linhas, mais perto do ideal antigo. Os joalheiros do neoclassicismo apoiaram-se justamente nessa linguagem serena e limpa, e por isso os camafeus daquela época parecem tão equilibrados. O deus num camafeu raramente grita; é antes contido, como uma estátua antiga.
O que a arte deu à joia
A herança principal da pintura e da escultura é o reconhecimento. Os artistas repetiram tanto os atributos que o tridente, o raio, a concha ou o mocho passaram a ler-se num instante, sem assinatura. A joalharia simplesmente tomou o vocabulário já feito, polido pela arte, e transferiu-o para o metal e para a pedra de tamanho pequeno.
Gemas e camafeus antigos famosos
A história da pedra gravada conhece peças que sobreviveram a impérios. Mostram de que era capaz este género diminuto.
O camafeu Gonzaga
Um dos camafeus antigos conservados mais famosos, gravado numa sardónica de três camadas no Egito helenístico. Nele, um duplo perfil de um casal régio, executado com tal finura nas transições das camadas que os rostos parecem iluminar-se por dentro. O camafeu passou de coleção em coleção durante séculos e tornou-se o padrão do que se pode alcançar sobre uma pedra de várias camadas.
A taça Farnese
Uma grande taça-camafeu de sardónica, também helenística. Por fora, uma cabeça de Medusa; por dentro, uma cena alegórica complexa com deuses da fertilidade e do Nilo. Demonstra que os gravadores trabalhavam tanto a miniatura como a forma grande, construindo composições mitológicas inteiras na pedra.
As gemas como selos do poder
Os governantes da Antiguidade tinham gemas-selo pessoais com os seus deuses protetores. A marca de um anel destes dava fé de decretos e cartas, e falsificar uma gravação fina de autor era quase impossível. A gema com um deus servia ao mesmo tempo de assinatura, de escudo e de amuleto, concentrando numa só pedra o estatuto do dono.
Porque inspiram os joalheiros
Estas peças fixaram a fasquia: um deus numa pedra pode não ser uma lembrança, mas uma obra. Os mestres de hoje, ao pegarem num motivo antigo, têm presente justamente essa tradição em que uma pedra pequena carrega uma grande arte. Por isso uma boa gema avalia-se não pelo tema, mas pela mão do gravador.
Zeus e a águia com o raio
Zeus, entre os romanos Júpiter, deus supremo, senhor do céu e da tempestade, rei do Olimpo. Os seus atributos são o raio, a águia, o ceptro e o carvalho. Na joia, Zeus fala de domínio sobre a situação, de liderança, de proteção vinda de cima. O raio como pendente lê-se firme e masculino; a águia como signo de força e de vista aguçada. Zeus é escolhido por quem está habituado a assumir responsabilidade e a encaixar golpes. Mais pormenor na análise à parte sobre Zeus e Júpiter nas joias.
Hera e o pavão
Hera, a Juno romana, esposa de Zeus, rainha dos deuses, protetora do casamento e da família. A sua ave é o pavão, cuja cauda, segundo o mito, vai adornada com os olhos do guardião de cem olhos, Argos. Na joia, Hera e o pavão falam de dignidade, de fidelidade, do estatuto de senhora da casa. O pavão nas joias traz a mesma ideia: uma beleza régia que não precisa de provas e a proteção do círculo familiar.
Hera em pormenor: mito e signo
Hera guardava o casamento, mas o seu próprio casamento custou-lhe os nervos: Zeus traía-a sem fim, e a maior parte dos mitos sobre Hera são histórias da sua vingança ciumenta contra as rivais e os filhos delas. Héracles, cujo nome significa literalmente "glória de Hera", pagou a vida inteira a infidelidade do pai, superando doze trabalhos sob o peso da deusa. Dessa dualidade compõe-se o seu carácter: por um lado a proteção da família e a fidelidade, por outro um orgulho que não perdoa a traição.
Na joia, Hera é trazida por quem valoriza a dignidade e o estatuto de dona da sua própria casa. O seu signo principal, o pavão de cauda com olhos, lê-se num instante e funciona como amuleto do círculo familiar. O simbolismo nupcial de Juno chegou até ao nome de junho: o mês dedicado à protetora do casamento continua a ser considerado o melhor para os casamentos. Um pendente ou uns brincos com motivo de pavão são uma forma calada de trazer a ideia de uma união fiel e digna.
Atena, o mocho e a égide
Atena, a Minerva romana, deusa da sabedoria, da guerra justa e dos ofícios, nascida diretamente da cabeça de Zeus, já com a armadura completa. Os seus atributos são o mocho, a lança, o elmo e a égide, o escudo com a cabeça de Medusa, a Górgona. Na joia, Atena fala de intelecto, de estratégia, de força serena. O mocho nas joias tornou-se há muito um símbolo próprio de sabedoria e de visão noturna. E a égide liga Atena à história de Medusa, a Górgona, cujo rosto no escudo afugentava os inimigos.
Atena em pormenor: mito e signo
O nascimento de Atena é uma das cenas mais vivas do panteão. A Zeus foi profetizado que o filho da titânide Métis o destronaria, e ele engoliu a amada grávida. Tempos depois, uma dor terrível partiu-lhe a cabeça, Hefesto deu-lhe uma martelada, e da fenda saiu, com a armadura completa e um grito de guerra, uma Atena adulta. Assim a deusa da sabedoria foi desde o início a encarnação de uma mente clara e pronta, que não precisa de uma longa maturação.
A sua disputa com Poséidon pelo patrocínio de Atenas explica porque é o intelecto, e não a força, que governa essa cidade. Poséidon bateu com o tridente e deu uma fonte de água salgada; Atena fez crescer uma oliveira que dava comida, azeite e madeira, e os cidadãos escolheram o dom dela. Por isso o seu mocho pousa nas moedas atenienses, e a oliveira continua a ser o signo da escolha sábia. Na joia, Atena é escolhida pelas pessoas que numa discussão confiam no cálculo frio e não no grito. O mocho num pendente ou num anel guarda consigo justamente essa ideia: pensar antes de bater.
Afrodite, a concha e a pérola
Afrodite, a Vénus romana, deusa do amor, da beleza e do desejo, nascida da espuma do mar. Os seus atributos são a vieira, a pérola, a rosa, a pomba, a murta. Na joia, Afrodite fala de sensualidade, de atração, de feminilidade sem palavras a mais. A pérola aqui não é casual: nascida dentro de uma concha, liga-se diretamente à lenda do nascimento da deusa a partir do mar. A concha de vieira como pendente lê-se num instante, mesmo sem a figura da própria Vénus. Se quiseres aprofundar na pedra de Afrodite, ajuda o guia completo da pérola.
Apolo, a lira e o louro
Apolo, entre os romanos também Apolo, deus da luz, da música, da poesia, da profecia e da cura. Os seus atributos são a lira, a coroa de louros, o arco, os raios do sol. Na joia, Apolo fala de talento, de harmonia, de clareza de espírito. A lira como signo de música e criação, o louro como símbolo de glória e vitória. A coroa de louros sobreviveu ao próprio Apolo e tornou-se um signo autónomo de triunfo, dos vencedores antigos aos motivos de prémio da era moderna; disso trata a análise à parte sobre a coroa de louros nas joias.
Apolo em pormenor: mito e signo
O louro tornou-se signo de Apolo a partir de uma história infeliz. O deus apaixonou-se pela ninfa Dafne, ela fugiu dele e suplicou que a salvassem, e os deuses transformaram-na num loureiro mesmo entre os seus braços. Apolo fez do louro a sua planta eterna e a coroa que depois cingiu as cabeças de vencedores, poetas e triunfadores. Por isso a coroa de louros numa joia lê-se ao mesmo tempo em dois registos: como glória e como lembrança do inalcançável.
Apolo é um deus raro cujo nome os romanos não chegaram a mudar: entrou em Roma com o seu nome grego, tão forte era o seu culto. Na joia, é escolhido pelas pessoas criativas e por quem valoriza a clareza, a harmonia e a medida (o lema do templo délfico de Apolo, "nada em excesso", fala da sua essência). A lira como pendente fala de música e talento, os raios do sol de luz e de mente clara, o louro da vitória merecida. O ouro assenta-lhe melhor do que qualquer outro material: metal solar para um deus solar.
Opiniões de clientes
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Ártemis, a lua e o arco
Ártemis, a Diana romana, deusa da caça, da natureza selvagem e da lua, irmã gémea de Apolo. Os seus atributos são o arco com flechas, a lua crescente, o cervo, os cães. Na joia, Ártemis fala de independência, de liberdade, da ligação à natureza e à noite. A lua crescente como pendente é um dos símbolos femininos mais antigos; o arco e a flecha como signo de alvo e de decisão. Ártemis é escolhida por quem valoriza a autonomia e não suporta que decidam por si.
Ártemis em pormenor: mito e signo
Ártemis nasceu a primeira dos gémeos e, segundo a lenda, no ato ajudou a mãe a dar à luz o irmão Apolo, tornando-se também protetora das parturientes. Ainda assim, ela própria escolheu para sempre a independência, pedindo ao pai Zeus a virgindade eterna, o arco e um séquito de ninfas em vez do casamento. A sua liberdade era feroz: ao caçador Actéon, que a viu por acaso enquanto se banhava, transformou-o em cervo, e foi despedaçado pelos seus próprios cães. Não é uma fada amável da floresta, mas uma dona severa da natureza selvagem, que defende o seu espaço até ao fim.
A lua crescente de Ártemis é um dos signos femininos mais antigos na joalharia, e usa-se justamente pela ideia de autonomia e de ligação aos ciclos lunares. A prata assenta-lhe melhor do que o ouro: o metal frio da lua contra o metal solar do irmão gémeo. O arco e a flecha num pendente leem-se como signo de alvo e de decisão de seguir o próprio caminho. Ártemis é escolhida por quem valoriza o direito de decidir por si e não o cede a ninguém.
Hermes e o caduceu
Hermes, o Mercúrio romano, mensageiro dos deuses, protetor de viajantes, comerciantes, oradores e, de caminho, de ladrões e trapaceiros. Os seus atributos são as sandálias aladas, o chapéu alado (o pétaso) e o caduceu, uma vara com duas serpentes enroladas. Na joia, Hermes fala de movimento, de mente rápida, de sorte nos negócios e nos caminhos. O caduceu confunde-se muitas vezes com a vara de Asclépio (uma só serpente, símbolo da medicina), mas são signos distintos. Mais pormenor na análise sobre Hermes e Mercúrio nas joias.
Poséidon e o tridente
Poséidon, o Neptuno romano, deus dos mares, dos terramotos e dos cavalos. O seu atributo principal é o tridente, uma lança de três pontas com que governava as ondas. Na joia, Poséidon fala de força elementar, de poder, do vínculo com a água e com as viagens por mar. O tridente como pendente é sóbrio e reconhecível; é apreciado por quem está ligado ao mar e, sem mais, pelos amantes de um símbolo potente e direto. À parte, sobre Poséidon e Neptuno nas joias.
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Ares e a lança
Ares, o Marte romano, deus da guerra, ou melhor, da sua face furiosa e desenfreada (a sabedoria militar calculista pertencia a Atena). Os seus atributos são a lança, o elmo, o escudo, por vezes um cão e uma ave de rapina. Na joia, Ares fala de ímpeto, de coragem, de espírito combativo. Entre os romanos, Marte era muito mais respeitado do que Ares entre os gregos, pois era tido por pai de Rómulo e protetor da própria Roma. O signo de Marte (o círculo com a flecha) chegou até aos nossos dias como símbolo do masculino.
Ares em pormenor: mito e signo
Os gregos não apreciavam o seu deus da guerra. Ares encarnava a fúria cega do combate, o sangue e o caos, e nos mitos humilham-no com regularidade: Atena vence-o com engenho, uns gigantes prendem-no numa vasilha de bronze, e, ferido por um dos seus, foge do campo a queixar-se ao pai. Zeus diz sem rodeios ao filho que é o deus que mais lhe repugna. Em contrapartida, os romanos reinterpretaram Marte como um venerável pai fundador: gerou Rómulo e Remo, deu nome ao mês de março e era tido por guardião do próprio Estado. Um mesmo deus, duas atitudes completamente distintas.
Na joia, Ares fala do ímpeto direto e do espírito combativo sem olhar para trás. O seu signo, o círculo com a flecha, chegou até aos nossos dias como símbolo universal do masculino, e é, talvez, o signo antigo mais longevo de todos. A lança ou o elmo num pendente leem-se como uma declaração de coragem. O metal escuro e o traço firme transmitem a sua energia melhor do que as formas suaves. Ares é escolhido por quem não teme o conflito e vai de frente.
Hefesto e o martelo
Hefesto, o Vulcano romano, deus do fogo, da forja e do ofício, o único fisicamente imperfeito entre os olímpicos (coxo), mas o mais hábil dos mestres. Os seus atributos são o martelo, a bigorna, as tenazes. Na joia, Hefesto fala de trabalho, de mestria, de criação com as mãos. Para um joalheiro é, no fundo, o deus padroeiro do ofício: as melhores armas e joias dos deuses foi ele quem as forjou. O martelo como signo é apreciado pelas pessoas que criam algo por si mesmas.
Hefesto em pormenor: mito e signo
Hefesto é o único deus que não triunfa nem pela beleza nem pela força, mas com as mãos. Atirado do Olimpo e coxo desde então, rejeitado pela mãe, desforrou-se com a mestria: na sua forja debaixo do vulcão nasciam a armadura de Aquiles, um escudo com todo um mundo gravado nele, o ceptro e os raios de Zeus, a primeira mulher, Pandora, e autómatos de ouro que ajudavam o deus coxo a caminhar. Foi ele próprio quem forjou a finíssima rede invisível com que apanhou a esposa infiel, Afrodite, com Ares, transformando a ofensa em vingança pública. É um deus que transforma qualquer derrota em trabalho.
Para um joalheiro, Hefesto é quase um padroeiro pessoal: tudo o que havia de melhor no mundo dos deuses saiu das suas mãos. Na joia, o seu martelo, a sua bigorna ou uma língua de fogo leem-se como signo de trabalho e de criação, e são escolhidos pelas pessoas que fazem algo por si mesmas em vez de o receberem já feito. É um caso raro em que o símbolo não fala de origem nem de sorte, mas do ofício como valor. O metal quente e uma superfície texturada, como forjada, assentam-lhe melhor do que o brilho de espelho.
Dioniso, a uva e o tirso
Dioniso, o Baco romano, deus do vinho, da viticultura, do êxtase e do teatro. Os seus atributos são a videira, a hera, o tirso (uma vara envolta em hera com uma pinha na ponta), o leopardo. Na joia, Dioniso fala de alegria, de liberdade, de sensualidade e de festa. O cacho de uvas e as folhas são um motivo frequente na joalharia, desde as taças antigas aos brincos. Dioniso é o protetor de quem sabe largar o controlo e celebrar a vida.
Dioniso em pormenor: mito e signo
Dioniso chegou aos olímpicos o último e de fora: a mãe era mortal, e em bebé sobreviveu à morte da mãe e foi levado a termo na coxa do próprio Zeus. Daí a sua natureza dupla, meio deus, meio estranho, que percorre o mundo levando vinho, loucura e libertação. O seu séquito de ménades e sátiros rompia qualquer limite, e o teatro como arte nasceu justamente das suas festas. Dioniso é aquela parte do ser humano que quer sair dos limites, largar o controlo e dissolver-se no impulso coletivo.
Na joia, o seu cacho de uvas, uma folha de hera ou o tirso leem-se como signo de alegria, sensualidade e liberdade face às convenções. A videira é um dos motivos de joia mais antigos que existem, desde as coroas antigas aos brincos em cacho. A pedra de Dioniso é a ametista: os gregos acreditavam que protegia da embriaguez, e o próprio nome da pedra significa "não embriagado". Dioniso é escolhido por quem valoriza a festa, o gosto e a capacidade de viver o aqui e o agora, sem transformar a vida num dever contínuo.
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Deméter e a espiga
Deméter, a Ceres romana, deusa da fertilidade, da agricultura e da colheita, mãe de Perséfone. Os seus atributos são a espiga de trigo, o feixe, a cornucópia, a papoila. Na joia, Deméter fala de abundância, de cuidado, de maternidade, do vínculo com a terra e com os ciclos da natureza. A espiga como pendente traz a ideia de prosperidade e de continuidade da linhagem. O nome de Ceres chegou até à palavra cereal.
Deméter em pormenor: mito e signo
O mito mais importante de Deméter explica a mudança das estações. Hades raptou a filha dela, Perséfone, para o reino subterrâneo, e a mãe, enlouquecida de dor, deixou de dar fertilidade à terra, lançando sobre o mundo um inverno de fome. Zeus teve de negociar: Perséfone passa parte do ano com a mãe (e então a terra floresce) e parte debaixo da terra com o marido (e então chega o inverno). Assim, através de um drama familiar, os gregos explicaram porque é que a natureza morre e renasce em círculo. Deméter é o amor materno em toda a sua força, capaz de deter o mundo inteiro por um filho.
Na joia, a sua espiga, o feixe ou a cornucópia leem-se como signo de prosperidade, cuidado e continuidade da linhagem. A espiga num pendente é um dos motivos antigos mais quentes e compreensíveis, especialmente próximo de quem tem na família e no lar o seu apoio principal. O nome de Ceres chegou até à palavra cereal, e além disso batizou o primeiro asteroide descoberto, reconhecido depois como planeta anão, Ceres. Deméter é escolhida pelas pessoas terrenas, sólidas, que valorizam a colheita em sentido amplo: os frutos do seu trabalho e da sua família.
Héstia e o lar
Héstia, a Vesta romana, deusa do lar doméstico, da família e do fogo sagrado. A mais calada dos olímpicos: quase não tem mitos, porque nunca abandonou o Olimpo nem se meteu em intrigas. O seu atributo é a chama do lar. Na joia, Héstia fala da casa, do conforto, da calma interior, da fidelidade à família. Tem poucos signos-objeto diretos, por isso costuma transmitir-se através do motivo do fogo ou do círculo-lar. Héstia é escolhida por quem tem na casa o seu valor principal.
Héstia em pormenor: mito e signo
O silêncio de Héstia não é fraqueza, mas escolha. Quando a cortejavam Poséidon e Apolo, ela jurou perante Zeus permanecer virgem para sempre e guardar o lar, e em troca recebeu a primeira parte de cada sacrifício e um lugar no coração de cada casa. O fogo sagrado da sua versão romana, Vesta, ardia num templo do fórum, e cuidavam dele as sacerdotisas vestais: enquanto a chama viver, vive Roma. Entre os gregos, de qualquer lar da cidade se acendia o fogo para uma nova colónia, levando consigo uma partícula do lar. Héstia é justamente essa força impercetível que mantém a casa inteira.
Quase não tem um signo-objeto, e nisso reside a sua beleza particular: Héstia leva-se através do motivo da chama, do círculo ou do lar, através da ideia pura e não de um atributo. Na joia, fala de calma interior, de conforto e de fidelidade ao círculo próximo. É a escolha de quem valoriza não o estatuto ruidoso, mas uma casa quente e fiável à qual apetece voltar. O metal quente e uma forma serena e discreta transmitem a sua essência com mais precisão do que qualquer símbolo chamativo.
Hades e o elmo da invisibilidade
Hades, o Plutão romano, deus do reino subterrâneo e senhor dos mortos. Não entra na dúzia dos olímpicos, porque vive debaixo da terra, mas em poder iguala Zeus e Poséidon, seus irmãos. Os seus atributos são o bidente, o cão de três cabeças Cérbero, o elmo da invisibilidade e a cornucópia (como deus das riquezas subterrâneas, incluindo os minerais e os metais). Na joia, Hades fala de profundidade, de mistério, de força oculta ao olhar. As pedras escuras e o metal negro transmitem bem a sua energia. É a escolha de quem não se assusta com o tema da morte e valoriza o que jaz sob a superfície.
Acompanhantes e divindades menores
Em torno dos doze principais girava todo um mundo de deuses e espíritos menores, e os seus signos também aparecem nas joias, por vezes até mais vezes do que os próprios olímpicos.
Eros e a flecha do amor
Eros, o Cupido ou Amor romano, filho de Afrodite, deus do desejo. O seu arco e a sua flecha ferem o coração e acendem o amor. A flecha ou o coraçãozinho alado é um dos motivos antigos mais longevos nas joias de amor, chegado até aos nossos dias quase sem alterações.
Niké e as asas da vitória
Niké, a Vitória romana, deusa alada da vitória. A sua imagem é uma figura com asas e uma coroa ou um ramo de palma. A asa como signo de triunfo e de voo passou para as joias à margem da própria deusa e lê-se como um desejo de êxito.
Hipnos, Tânatos e o mundo do sono
Hipnos, deus do sono, e o seu irmão Tânatos, deus da morte sem violência, filhos da noite. A papoila, ligada ao esquecimento e ao sono, chega por vezes às joias como um motivo calado e melancólico. É um simbolismo raro, mas expressivo, para quem valoriza a calma e a aceitação.
Pã e a natureza
Pã, o deus de patas de cabra da natureza selvagem, dos pastores e do medo repentino (daí a palavra pânico), acompanhante de Dioniso. A sua flauta e os seus cornos são o signo da natureza livre e desenfreada. Pã lembra que no mundo grego o divino vivia tanto no cimo do Olimpo como em cada bosque.
Como escolher o teu deus protetor
O teu deus escolhe-se não pela beleza da imagem, mas pelo carácter. Pergunta-te o que te é mais próximo como valor e parte daí.
Por traço de carácter
Liderança e responsabilidade é Zeus. Sabedoria e estratégia, Atena. Amor e beleza, Afrodite. Liberdade e independência, Ártemis. Criação e harmonia, Apolo. Mestria e trabalho, Hefesto. Alegria e leveza, Dioniso. Casa e família, Héstia ou Hera. Movimento e sorte nos negócios, Hermes.
Por âmbito de vida
Se estás ligado ao mar ou viajas muitas vezes por água, é Poséidon. Se trabalhas com as mãos, se crias algo, Hefesto. Se estudas, escreves, investigas, Atena ou Apolo. Se comercias, negoceias, Hermes. Se cuidas da casa e dos teus, Héstia, Deméter. Se gostas do risco e da luta, Ares.
Por data e estação
Por vezes o deus escolhe-se pela estação ou pelo estado de espírito do ano. Deméter associa-se à colheita e ao outono, Dioniso à vindima, Ártemis à lua cheia, Apolo ao sol de verão. Não é um sistema estrito, mas antes uma forma de atar o símbolo a um momento da vida.
Pode usar-se vários
Pode. Os próprios gregos recorriam a deuses diferentes em ocasiões diferentes, e não há nenhuma proibição de os combinar. Um recurso habitual: um par de deuses cujos âmbitos se complementam. Atena e Ares como intelecto e força, Afrodite e Hermes como beleza e sorte, Zeus e Hera como poder e família.
Um modo simples de encontrar o teu em três perguntas
Se te perdes entre tantas opções, estreita a escolha com três perguntas a ti mesmo. A primeira: qual é o meu traço principal ou qual quero reforçar? A força e o poder levam a Zeus, o intelecto a Atena, o amor a Afrodite, a liberdade a Ártemis, a criação a Apolo, o ofício a Hefesto, a alegria a Dioniso, a casa a Héstia. A segunda: em que meio decorre a minha vida? O mar e o caminho são Poséidon e Hermes, a terra e a família Deméter e Hera, a oficina e a criação Hefesto, o estudo e a palavra Atena e Apolo. A terceira: escolho um signo sobre como sou ou sobre como quero ser? As duas respostas são válidas; o único importante é dar-se conta do que trazes exatamente.
Quando, depois das três perguntas, ficam um ou dois deuses, o resto decide-se pelo atributo. Vê que signo te é mais grato de ver todos os dias: o raio, o mocho, a concha, a lua crescente, a lira, a espiga. Muitas vezes a escolha final é feita justamente pela forma do símbolo, não pela lógica, e isso é normal. Os gregos também iam pela imagem que lhes ressoava, não por uma tabela estrita. Se ficarem dúvidas, começa com um só signo numa corrente limpa e convive com ele: o símbolo certo costuma tornar-se "teu" ao fim de umas semanas de uso.
Psicologia da escolha do deus protetor
A escolha de um deus raramente é casual. O mais frequente é a pessoa inclinar-se para aquilo que quer reforçar em si mesma ou lembrar-se todos os dias.
O signo como lembrete diário
Um símbolo pequeno ao pescoço ou na mão funciona como uma âncora calada. Quem escolheu o mocho de Atena guarda consigo a ideia da mente fria no momento em que tem vontade de rebentar. A lua crescente de Ártemis lembra o direito ao próprio espaço. Não é magia, mas mecânica da atenção: um objeto que vês e tocas muitas vezes por dia mantém, sem que dês por isso, o valor escolhido em foco.
Um ideal, não um espelho
Muitas vezes escolhe-se um deus não por como somos, mas por como queremos vir a ser. Uma pessoa tranquila pode inclinar-se para o ímpeto de Ares; uma agitada, para a clareza de Apolo. Não há contradição nisso: o símbolo marca uma direção, não descreve um facto. Os gregos também não rezavam ao deus que eram, mas àquele cuja ajuda precisavam num assunto concreto.
Porquê a Antiguidade, e não a própria tradição
O panteão grego é cómodo porque é culturalmente neutro e, ao mesmo tempo, rico em significados. Trazer um caduceu ou um mocho pode fazer-se sem ligação a nenhuma religião, como um signo puro de carácter. Para muitos é uma forma de falar de valores sem declarar uma fé nem a pertença a um círculo fechado.
O atributo em vez da figura
A forma mais elegante de trazer um deus é não a sua figura, mas o seu signo. Assim faziam também os gregos: numa pedra ou numa moeda pequena bastava um só objeto.
A vantagem do atributo está na contenção. O raio, o tridente, a lira ou o mocho leem-se como pura geometria, sem a carga do figurativo. Um símbolo assim é universal, é usado tanto por homens como por mulheres, e combina bem com um estilo sério e com um estilo livre. O martelo de Hefesto, a espiga de Deméter, a concha de Afrodite, o caduceu de Hermes, a lua crescente de Ártemis: cada um destes signos funciona por si mesmo e não exige que quem o vê recorde toda a mitologia.
O atributo é ainda mais discreto. A figura de um deus de corpo inteiro é uma declaração, e um signo pequeno numa corrente, um pormenor para quem sabe. Quem sabe, lê-o. Quem não sabe, vê apenas uma peça bonita. Foi justamente por isso que a tradição antiga se sustentou nos signos e não nos retratos.
Materiais: gema, camafeu, moeda, ouro, prata
O simbolismo antigo ama os materiais em que se costuma vê-lo desde há séculos.
Pedra gravada: gema e intalhe
As pedras semipreciosas como a cornalina, a ágata, o ónix, a ametista são a casa histórica da imagem de um deus. O intalhe, com a gravação em oco, dá um jogo de luz nas cavidades; um anel com esse engaste é o mais próximo do original antigo. As gemas de hoje gravam-se tanto à mão como à máquina, e uma boa gravação lê-se mesmo num tamanho pequeno.
Camafeu
O camafeu, com relevo, normalmente sobre sardónica ou ágata de camadas de cor diferente, transmite o perfil de um deus ou uma cena de um mito. É o formato de joia antiga mais reconhecível. O camafeu usa-se como broche, pendente, engaste num anel. A estética vintage do camafeu regressa por vagas e nunca deixa de parecer de qualidade.
Motivo de moeda
Um pendente em forma de moeda antiga com um deus ou o seu símbolo remete para a tradição mais antiga de trazer consigo a imagem de um deus. Um disco de moeda com o mocho de Atena ou o perfil de Apolo parece ao mesmo tempo histórico e gráfico.
Ouro
O ouro é o material lógico para os deuses: o metal solar de Apolo, a cor do poder de Zeus, do luxo de Afrodite. O ouro amarelo dá a nota mais antiga, quente e régia. O signo de um deus em ouro lê-se como uma pequena relíquia.
Prata
A prata de lei 925 é mais prática e mais contida, mais próxima dos deuses lunares: de Ártemis com a sua lua crescente, de Héstia com o seu fogo calado, de Poséidon com o frio do mar. A prata sustenta bem o traço firme de um atributo e serve bem para o uso diário.
Pedras acompanhantes
Ao deus escolhe-se uma pedra conforme o seu âmbito. A pérola e a pedra da lua para Afrodite e Ártemis, o olho de tigre e o citrino para os solares Zeus e Apolo, o ónix escuro e a hematite para Hades, a turquesa e a água-marinha para o marinho Poséidon. A pedra reforça o carácter do símbolo sem discutir com ele.
Como escolher uma boa gema ou camafeu
Um motivo antigo estraga-se facilmente com uma execução tosca, por isso ao escolher olha-se não para o tema, mas para a qualidade da gravação e do material.
Pela nitidez da gravação
O sinal principal de uma boa gema é a legibilidade da figura num tamanho pequeno. Num bom trabalho veem-se o rosto, a pose, o atributo, mesmo quando a pedra é do tamanho de uma unha. Numa estampagem má o relevo é esbatido, os pormenores colam-se, o deus transforma-se numa mancha sem rosto. Roda a peça sob a luz: as arestas da gravação devem dar um jogo claro de sombras, não um borrão turvo.
Pelo material
Uma gema a sério grava-se em pedra: cornalina, ágata, ónix, sardónica. A pedra arrefece a pele, tem peso e um desenho natural de camadas. A imitação barata é vidro ou plástico moldado, leve, quente ao toque, muitas vezes com bolhas dentro ou uma rebarba do molde no bordo. No camafeu olha-se para o limite entre camadas: numa pedra natural de duas camadas a transição é viva e irregular; na falsificação é suspeitosamente uniforme, como desenhada.
Pelo engaste
Uma boa gema costuma ir num engaste cuidado que segura a pedra pelo bordo e não tapa o desenho. Garras toscas, um aro torto, restos de cola em vez de um engaste falam de pressa. A prata ou o ouro do engaste convém verificar pelo contraste do contraste, sobretudo se a peça se apresenta como preciosa.
Feito à mão face à máquina
Hoje as gemas gravam-se tanto à mão como à máquina de controlo numérico. A máquina dá uma gravação uniforme e repetível; a mão, linhas vivas, um pouco imperfeitas, com carácter. Nem uma coisa nem outra é pior por si mesma: a questão está na limpeza da execução. Um camafeu caro valoriza-se pela mão do autor; uma gema de máquina cuidada, pelo seu preço acessível com boa nitidez.
Os deuses gregos na cultura atual
Os olímpicos não foram para lado nenhum, apenas mudaram de suporte. Hoje as suas imagens vivem em livros, jogos, cinema e na língua, e é justamente por isso que o símbolo de um deus se lê mesmo por quem nunca abriu a mitologia.
Na língua e na marca
Os nomes dos deuses tornaram-se há muito palavras. Néctar, eco, ninfa, morfina do deus do sono Morfeu, hipnose de Hipnos. Os nomes dos planetas são os deuses romanos quase por completo: Júpiter, Marte, Vénus, Neptuno, Mercúrio. Quando trazes o signo de Hermes ou de Atena, trazes um nome que já soa à tua volta todos os dias.
Nos jogos e na cultura pop
Os jogos e os livros de aventuras atuais bebem constantemente do mito grego: os deuses tornam-se personagens, os seus atributos pormenores reconhecíveis. A geração jovem conhece o panteão muitas vezes não pelo manual, mas através de um enredo, e chega à joia sabendo já que o tridente é Poséidon e as sandálias aladas Hermes. Isso mantém viva a procura pelo simbolismo antigo.
Porque o símbolo funciona sem conhecer o mito
Mesmo sem recordar os pormenores das lendas, a pessoa capta o significado básico: o raio é força, o mocho sabedoria, a concha e a pérola beleza. Os atributos tornaram-se quase um alfabeto universal, compreensível para além das culturas. Nisso reside a força do panteão grego para a joia: o signo fala por si só.
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O panteão grego face ao egípcio e ao escandinavo
Os três grandes panteões pagãos deram às joias três linguagens distintas de símbolos. Entender a diferença é útil quando escolhes que signo usar.
O grego: humano e estético
Os deuses gregos parecem-se com os humanos: com paixões, fraquezas, biografia. O seu simbolismo fala do carácter e do ideal, de como uma pessoa quer ser. Os signos são elegantes e reconhecíveis, a estética é depurada, a herança na arte europeia é enorme. É um panteão sobre a harmonia, a razão e a beleza da forma.
O egípcio: eternidade e proteção
O panteão egípcio é mais severo e mais antigo, fala da vida de além-túmulo, da eternidade, da proteção mágica. A deusa Ísis e os deuses egípcios dão símbolos como o anque, o olho de Hórus, o escaravelho, que funcionam como amuletos-selo. Se o signo grego fala de quem és, o egípcio fala mais do que te guarda. O estilo é mais geométrico, mais próximo do hieróglifo.
O escandinavo: dureza e destino
O panteão escandinavo, encabeçado por Odin e Thor, fala da força, do destino, da firmeza perante o inevitável. Os seus signos (o martelo de Thor, as runas, o valknut) são angulosos, masculinos, sem a suavidade grega. É a linguagem do guerreiro e da mitologia do norte, onde até os deuses são mortais e caminham para a batalha final.
O panteão grego face ao romano: nomes gémeos
À parte convém esclarecer o par que mais se confunde, a versão grega e a romana de uns mesmos deuses. Não são dois panteões distintos, mas um só sob dois nomes. Roma, ao submeter a Grécia, identificou os seus velhos deuses itálicos com os gregos e adotou toda a mitologia por inteiro. Por isso a maioria dos olímpicos tem um nome gémeo: Zeus é Júpiter, Hera Juno, Poséidon Neptuno, Atena Minerva, Afrodite Vénus, Ares Marte, Ártemis Diana, Hermes Mercúrio, Hefesto Vulcano, Deméter Ceres, Dioniso Baco, Héstia Vesta. Os atributos, esses, não mudaram: o raio, o tridente, o mocho, a concha continuaram os mesmos.
A diferença está mais no acento do que na essência. O Marte romano é muito mais venerável do que o Ares grego, porque era tido por pai dos fundadores de Roma. Vénus, entre os romanos, passou a ser antepassada da família Júlia e por isso adquiriu um peso de Estado que Afrodite não teve. Apolo, esse, entrou em Roma com o seu próprio nome grego, sem tradução. Para a joia isto significa uma coisa simples: ao escolher um signo, escolhes não um deus "grego" ou "romano", mas um carácter a que é cómodo chamar com o nome que te é mais próximo pelo som. Os nomes romanos, aliás, na joalharia europeia são muitas vezes mais populares: Vénus e Júpiter soam mais familiares do que Afrodite e Zeus.
O que os une
As três tradições fazem o mesmo: transformam o carácter e a crença num pequeno signo para trazer vestido. Até se podem combinar, se para ti a coisa é sobre o significado e não sobre uma pertença estrita. O essencial é entender o que diz exatamente cada símbolo.
Os deuses por elementos
Um modo cómodo de escolher o teu protetor é partir do elemento próximo. Os próprios gregos repartiam o mundo entre os deuses conforme o meio do seu domínio.
Céu e tempestade
A altura pertencia a Zeus com o seu raio e a sua águia, e a seu lado Hera, rainha do céu. São deuses da altura, do poder e do olhar de cima. Os seus signos são escolhidos por quem está habituado a dirigir e a responder por muitos, e a quem é próxima a ideia de uma força que vem do alto.
Mar e água
A água pertencia a Poséidon com o tridente, e da espuma nasceu Afrodite. O elemento marinho fala da força e da beleza ao mesmo tempo: um signo é severo, o outro sensual. A água-marinha, a pérola, a pedra da lua e a prata transmitem melhor do que tudo este registo aquático.
Terra e fertilidade
A terra e a colheita eram regidas por Deméter com a espiga; as riquezas subterrâneas, por Hades. São deuses da prosperidade, das raízes, do ciclo de nascimento e declínio. O seu simbolismo é quente e sólido, mais próximo do ouro, das pedras escuras e dos motivos vegetais.
Fogo e luz
O fogo da forja pertencia a Hefesto, a luz e o sol a Apolo, o fogo doméstico a Héstia. É o elemento da criação, da clareza e do calor do lar. O martelo, a lira, o motivo da chama ou dos raios do sol leem-se como signo de mestria, talento e lar.
Factos que surpreendem
O panteão antigo está cheio de pormenores que não entram no resumo escolar dos mitos.
O mocho das moedas atenienses era tão conhecido que havia uma expressão para dizer que se levava o supérfluo a onde já sobrava, tal como em Portugal se diz "levar laranjas a Setúbal": fazer algo absurdo, levar o que abunda para onde já há de sobra.
A cauda do pavão de Hera, segundo a lenda, recebeu os seus olhos do gigante de cem olhos, Argos. Quando Hermes adormeceu e matou o guardião por ordem de Zeus, Hera transferiu todos os seus olhos para a plumagem da sua ave favorita, para que nunca mais se fechassem.
O caduceu de Hermes (duas serpentes numa vara) e a vara de Asclépio (uma serpente) confundem-se sem parar. Muitos emblemas médicos usam por engano o caduceu, embora o símbolo da medicina seja justamente o bastão com uma só serpente, ao passo que o caduceu fala de comércio e de negociação.
O nome de Ceres, a Deméter romana, chegou até aos nossos dias na palavra cereal. E em honra da própria deusa batizou-se o primeiro asteroide descoberto, transformado depois em planeta anão, Ceres.
Hefesto é o único olímpico com um defeito físico. Segundo uma versão, Hera atirou-o do Olimpo pela sua fealdade; segundo outra, atirou-o Zeus. O deus ferreiro vingou-se com elegância: forjou para a mãe um trono de ouro que prendia quem nele se sentava e não o largava.
Afrodite, deusa do amor, estava casada com o deus mais feio, Hefesto, e traía-o com o mais belicoso, Ares. Essa história, sobre a rede em que o ciumento Hefesto apanhou os amantes, foi durante séculos um tema favorito dos pintores.
A palavra "pânico" vem do nome do deus Pã, acompanhante de Dioniso. Acreditava-se que o terror repentino e sem causa, sobretudo nos lugares despovoados, era enviado justamente por ele.
Os gregos não construíram um único templo comum a todos os deuses. Cada um tinha o seu culto, a sua cidade protetora, as suas festas. A ideia de os reunir a todos sob o mesmo teto veio depois, e o Panteão romano em Roma ("templo de todos os deuses") fala justamente disso.
O Olimpo não é uma invenção, mas uma montanha real no norte da Grécia, a mais alta do país. O seu cimo está quase sempre coberto de nuvens, e foi justamente por isso que os antigos decidiram que ali, por detrás do véu de nuvens, viviam os deuses, ocultos aos olhos humanos.
Quase todos os nomes dos planetas do Sistema Solar são deuses romanos: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Neptuno. Os dias da semana em muitas línguas românicas também guardam deuses: o francês mardi é o dia de Marte, mercredi o de Mercúrio, e o italiano martedì e mercoledì o mesmo. O português é a exceção, pois trocou esses nomes pelo sistema das "feiras". Ainda assim, o panteão está literalmente repartido pelo calendário e pelo céu que continuamos a usar.
A ametista recebeu o seu nome de Dioniso, mais exatamente da crença de que protege da embriaguez. Em grego "améthystos" significa "não embriagado", e os gregos engastavam a pedra nas taças e usavam-na nos anéis na esperança de beber sem consequências. Assim o deus do vinho deu, sem querer, nome à pedra que devia proteger do vinho.
A lista completa dos doze olímpicos nunca foi única. Cidades e autores diferentes baralhavam a lista, acrescentavam deuses locais, trocavam Héstia por Dioniso. A ideia de exatamente doze deuses principais é mais um enquadramento cómodo do que um cânone estrito, e nisso parece-se com as nossas próprias listas de "os grandes": o número é redondo e os nomes, discutíveis.
A deusa Niké, cujo nome se tornou sinónimo de vitória, não foi ao início uma divindade à parte, mas uma acompanhante. Muitas vezes representava-se como uma figurinha alada na palma de Zeus ou de Atena, como se a vitória fosse algo que os grandes deuses seguram e repartem. A asa de Niké tornou-se símbolo autónomo mais tarde, e agora vive nas joias à margem de toda a mitologia.
Os meses continuam a guardar os nomes das divindades do casamento e da guerra. Junho recebe o seu nome de Juno, protetora das bodas, e por isso continua a ser considerado um mês feliz para os enlaces. Março leva o nome de Marte: entre os romanos a temporada militar abria-se justamente na primavera, quando se derretia a neve e os exércitos voltavam a pôr-se em marcha.
É para oferecer? Cada peça chega pronta a entregar.
Caixa da Zevira e um cartão incluídos em cada pedido.Perguntas frequentes
Quantos deuses há ao todo no Olimpo?
Classicamente são doze, mas a lista variava um pouco. O núcleo estável: Zeus, Hera, Poséidon, Deméter, Atena, Apolo, Ártemis, Ares, Afrodite, Hefesto, Hermes e, ou Héstia, ou Dioniso. Hades iguala em poder os deuses principais, mas normalmente não entra na dúzia, porque vive debaixo da terra e não no Olimpo.
Em que se distinguem os nomes gregos dos romanos?
São uns mesmos deuses sob nomes distintos. Zeus é Júpiter, Hera Juno, Afrodite Vénus, Poséidon Neptuno, Hermes Mercúrio, Ares Marte, Ártemis Diana, Atena Minerva. Roma adotou o panteão grego e deu-lhe nomes latinos, conservando os atributos. Por isso na arte os deuses figuram muitas vezes sob um duplo nome.
Que deus protetor serve para a sorte nos negócios?
Hermes (Mercúrio), protetor do comércio, da negociação e dos caminhos. O seu signo é o caduceu, a vara com duas serpentes. Para a sorte nos começos também se toma Zeus como símbolo de proteção vinda de cima ou Deméter como signo de abundância e prosperidade.
Posso usar o símbolo de um deus se não acredito na mitologia grega?
Sim. Há muito que é um símbolo cultural e estético, e não um objeto de culto religioso. Trazer um caduceu ou o mocho de Atena fala dos valores que te são próximos (o intelecto, o movimento, a sabedoria), e não da adoração. Tal como o nazar ou a hamsa são usados por pessoas alheias às suas tradições de origem.
Em que se distingue um camafeu de um intalhe?
O intalhe é a gravação para dentro da pedra, a imagem está em oco; uma pedra assim servia de selo e dava uma marca em relevo sobre a cera. O camafeu é a gravação ao contrário: o relevo sobressai do fundo, normalmente sobre uma pedra de duas camadas, onde a figura clara contrasta com o fundo escuro. O camafeu usa-se como joia; o intalhe, historicamente, como anel-selo.
Que material é o historicamente mais exato?
A pedra semipreciosa gravada: cornalina, ágata, ónix, sardónica. Foi justamente nessas pedras que os gregos e os romanos gravavam deuses para anéis e pendentes. O motivo de moeda também é muito autêntico, pois as moedas com deuses foram o primeiro panteão "para trazer vestido" de carácter massivo.
Que deus serve para uma mulher e qual para um homem?
Não há uma divisão rígida. Atena, Ártemis, Afrodite, Hera, Deméter, Héstia são escolhidas mais vezes por mulheres, mas Atena e Ártemis falam da força e da independência, e não apenas da feminilidade. Zeus, Poséidon, Ares, Hefesto, Hades são tomados mais vezes por homens. Hermes, Apolo e Dioniso são universais. No fim escolhe-se pelo carácter, e não pelo sexo.
Como combinar vários deuses num mesmo look?
Toma um par cujos âmbitos se complementem: intelecto e força (Atena e Ares), beleza e sorte (Afrodite e Hermes), poder e família (Zeus e Hera). Dá a cada símbolo o seu próprio comprimento de corrente ou reparte-os por joias diferentes (pendente e anel) para que os signos não se fundam num monte.
Conclusão
O panteão grego é uma galeria de carácteres já pronta, e cada deus chega com o seu signo: o raio, o mocho, a lira, o tridente, a concha. A tradição antiga mostrou há muito como trazer essa crença vestida, através da pedra gravada, da moeda, do camafeu. Hoje essa mesma linguagem de signos funciona em pendentes, anéis e brincos: escolhes não uma imagem, mas um valor próximo, a liderança, a sabedoria, o amor, a liberdade ou a mestria. E basta um só atributo numa corrente limpa para que o símbolo comece a soar.
Prata, ouro, simbolismo, amuletos, conjuntos a condizer.
Sobre a Zevira
A Zevira faz joias com sentido: símbolos, amuletos e motivos com história, em prata e ouro. Gostamos das peças que significam algo para o seu dono, dos signos antigos aos amuletos protetores de tradições diversas. Se procuras o teu símbolo, começa pelo catálogo e escolhe o que fala de ti.





























