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Freia nas joias: a deusa nórdica do amor e o colar Brísingamen

Freia nas joias: a deusa nórdica do amor, o colar Brísingamen e o carro puxado por gatos

A deusa que pagou um colar com quatro noites

Por uma única joia, Freia fechou um negócio que nem toda a gente chamaria justo. Quatro anões forjaram o colar Brísingamen, uma maravilha de ouro de beleza nunca vista, e puseram o preço não em ouro, mas em quatro noites, uma com cada artesão. A deusa do amor aceitou. Foi assim que nasceu, no mito nórdico, a joia mais célebre do Norte.

Para os escandinavos, Freia regia o amor e a fertilidade, a guerra e a morte, a feitiçaria seidr. O seu carro era puxado por dois gatos, sobre os ombros levava um falcão e reclamava para si os caídos em combate, tal como Odin. Não é uma deusa doce com uma rosa na mão, mas uma força complexa e contraditória, e os seus atributos continuam vivos hoje em pendentes, anéis e brincos.

Vamos por ordem: quem é Freia e de onde vem, como a veneraram na época viking, o que significa cada símbolo seu, do colar ao javali, em que se distinguia o amor do Norte do amor dos gregos, com que materiais se fazem estas joias e como usá-las. E um apontamento à parte, para não confundir: Freia não é a Afrodite escandinava, mas uma figura muito diferente, ainda que o paralelo grego se imponha por si só. Da deusa grega há uma análise separada sobre Afrodite e Vénus.

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Quem é Freia

O nome e o seu significado

Freia (em nórdico antigo Freyja) é a deusa do amor, da beleza, da fertilidade, do ouro, da guerra e da feitiçaria na mitologia nórdica. O próprio nome significa algo como «senhora» ou «soberana», e não é por acaso. Dele deriva a palavra alemã Frau, ou seja «mulher», «senhora». Acontece que o tratamento cortês a uma mulher casada, em muitas línguas, remonta ao nome da deusa do Norte.

Da linhagem dos vanir

Freia não pertence aos asir, os deuses principais de Asgard como Odin e Thor, mas aos vanir, a segunda linhagem de deuses. Os vanir regiam a fertilidade, as colheitas, a riqueza e a magia da terra. Depois da guerra entre asir e vanir, os deuses trocaram reféns para selar a paz, e Freia, juntamente com o seu pai Njörd e o seu irmão Frey, passou a viver entre os asir. Foi assim que a deusa da fertilidade acabou entre os deuses da guerra, e na sua figura ficaram unidos para sempre esses dois princípios.

De que era senhora

Freia regia a atração entre as pessoas, o casamento, o nascimento dos filhos e a fertilidade da terra. Mas o seu poder não se esgotava aí. Era a deusa do ouro e das joias, soberana da feitiçaria seidr, e ao mesmo tempo reclamava para si metade dos caídos em combate. Os povos do Norte não separavam o amor e a morte em opostos puros, e Freia mostra melhor do que qualquer outro deus essa unidade: aquela que dá vida e paixão acolhe também os guerreiros mortos.

O seu lugar entre os deuses

Freia era considerada uma das deusas mais veneradas do Norte; invocavam-na no amor, no parto e antes da batalha. O seu marido é o enigmático Ód, que vagueia sem descanso, e Freia procura-o pelo mundo derramando lágrimas de ouro. O seu irmão é Frey, deus da colheita e da paz; o seu pai, Njörd, deus do mar e do vento. Como está organizado todo o panteão nórdico, quem são os asir e os vanir e como se relacionam, é cómodo compreender através da figura do valknut, o nó de Odin, um dos sinais centrais desta mitologia.

A morada de Fólkvangr

Freia tinha a sua própria morada chamada Fólkvangr, que significa «campo do povo» ou «campo da hoste». Para lá era levada metade dos que caíam em batalha, e a outra metade era conduzida por Odin ao Valhalla. É um pormenor pouco conhecido: costuma pensar-se que todos os caídos são esperados no salão de Odin, mas o mito diz com clareza que a primeira escolha era feita por Freia. A deusa do amor acaba por ser também a dona de um campo do além para os heróis, e isso vira do avesso a ideia habitual de uma protetora «doce» dos sentimentos.

O torque exige pescoço nu e costas direitas. Se o escondes sob o colarinho da camisa, mal fundido estava, e ponto final.
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Como usar uma joia de Freia

Ando há anos a vestir peças nórdicas e é isto que de facto segura um visual em vez de o transformar num disfarce de recriação histórica. Ordeno por ocasiões.

Como uso o âmbar de Freia no dia a dia? Para o dia a dia recomendo âmbar quente ou bronze numa corrente simples sobre linho, lã ou algodão. A paleta natural (bege, castanho, creme, azeitona) é a que melhor acende a pedra de mel. A prata aconselho-a para os tons frios da roupa, o grafite e o azul-marinho. Um só pendente expressivo pode mais do que um punhado de sinais nórdicos ao mesmo tempo.

Onde fica um torque? Um torque maciço escolho-o para um decote aberto e um tecido liso: nasceu como sinal de estatuto e precisa de uma zona limpa nas clavículas. Sob uma gola alta ou uma camisa aconselho trocar o torque por um pendente fino, ou o metal compete com o tecido. Um acento no pescoço, o resto cala.

Ouro ou prata para o meu tom de pele? A um subtom quente recomendo ouro e granada vermelha, que dão continuidade ao tema das lágrimas douradas da deusa. A um subtom frio vão a prata, o cristal e a pedra da lua, todo o lado lunar e feiticeiro de Freia. Se tiveres dúvidas, encosta os dois metais ao pulso à luz do dia: aquele que deixar a pele mais fresca é o teu.

Como faço camadas sem parecer um disfarce? Mantém uma peça principal, um torque ou uma grande gota de âmbar, e as restantes correntes mais finas e sem símbolos. Separa os comprimentos 5 ou 7 cm para que os pendentes não se enredem. O gato ou o falcão ponho-os como segundo sinal calado, nunca como terceiro nem quarto: motivos nórdicos a mais leem-se como recriação, não como joia.

O que visto para uma celebração? Para uma saída escolho ouro ou uma peça grande de âmbar sobre a pele nua das clavículas, um comprimento mais curto de 40 a 45 cm para que a pedra apanhe a luz. Quanto mais solene a ocasião, mais maciça e dourada a peça. No dia a dia ao contrário: âmbar sóbrio ou um anel fino com granada, um talismã pessoal calado que não pede ocasião.

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História da figura

Os vanir e o culto à fertilidade

Antes da época viking, no Norte veneraram-se durante milénios deuses da fertilidade. Os vanir, a quem Freia pertence, regiam a colheita, o gado, a riqueza e a continuidade da linhagem. Numa sociedade agrária, onde a sobrevivência dependia de um bom ano e de uma descendência saudável, essas divindades estavam no centro mesmo da fé. Freia, como deusa da fertilidade, recebia preces por uma boa colheita, partos felizes e uma família forte, e essa é a camada mais antiga do seu culto, muito mais velha do que os relatos tardios sobre o ouro e a feitiçaria.

A guerra entre asir e vanir

O mito nórdico conta uma grande guerra entre as duas linhagens de deuses, asir e vanir. O motivo, segundo uma versão, foi a feiticeira Gullveig, ligada a Freia e ao ouro, a quem os asir tentaram queimar três vezes e outras tantas ressuscitou. A guerra terminou com a paz e uma troca de reféns. Foi assim que Freia, Frey e Njörd se mudaram para Asgard, com os asir. Este episódio explica por que a deusa da fertilidade vive entre os deuses da guerra e domina uma feitiçaria alheia à maioria dos asir.

O seidr e a feitiçaria do Norte

Freia era tida por soberana do seidr, uma forma particular de feitiçaria escandinava ligada à vidência, a influir no destino e a torcer vontades alheias. Segundo a tradição, foi Freia quem ensinou o seidr ao próprio Odin. É um pormenor importante: o deus supremo aprendeu a magia com uma deusa dos vanir. O seidr era praticado sobretudo por mulheres videntes, as völvas, e a figura de Freia como primeira feiticeira está por trás de toda essa tradição. A feitiçaria aparenta a deusa do amor ao lado escuro e oculto do mundo, longe do simples romantismo.

A época viking

Fíbula oval da época viking em bronze dourado, séculos IX e X
As fíbulas ovais, aos pares, seguravam as alças do vestido das mulheres do Norte. Por esses broches, os arqueólogos ainda hoje reconhecem um enterramento feminino da época viking. Fíbula oval, viking, anos 900 a 1000. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Oval Brooch, 900-1000. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O apogeu do culto a Freia coincide com a época viking, aproximadamente entre os séculos VIII e XI. Nesses anos o seu nome ressoa na poesia dos escaldos, nos topónimos, nos nomes próprios. Os arqueólogos encontram numerosos pendentes e amuletos femininos em forma de figura que se associam ao culto à fertilidade e à deusa. A prata foi, nesses séculos, a principal medida de riqueza do Norte, e o ouro algo raro e quase sagrado, e não por acaso a deusa do ouro e das joias foi precisamente Freia. Sobre que sinais os povos do Norte traziam há um guia das joias viking.

Vestígios do culto nos topónimos

Do quanto estava difundido o culto a Freia falam os nomes de lugar. Por toda a Escandinávia se espalham topónimos com o seu nome: campos, bosques e colinas que outrora estiveram ligados à deusa. Em terras suecas e norueguesas surgem nomes que significam «templo de Freia» ou «campo de Freia», e não são poucos. É uma prova sólida de um culto vivo, porque o nome de uma figura qualquer não teria ficado fixado em tantos lugares. A deusa não era um adorno literário, mas uma parte real da fé dos lavradores e guerreiros do Norte.

O registo dos mitos na Islândia

Sabemos de Freia sobretudo por textos islandeses do século XIII, antes de mais pela Edda maior e pela Edda menor. Por essa altura a Escandinávia já tinha adotado o cristianismo, e os mitos eram recolhidos por eruditos copistas, em parte como herança literária. Por isso não nos chegou um culto vivo, mas uma versão tardia, por vezes contraditória. Nalgum lado confunde-se Freia com Frigg, a esposa de Odin; noutro atribuem-se-lhe diferentes nomes. Esta história livresca explica por que há tantas dúvidas em torno da deusa e por que é tão fácil confundi-la com outras figuras.

O renascer do interesse na Idade Moderna

Depois de séculos de esquecimento, a figura de Freia regressou à arte no século XIX, com a onda de fascínio romântico pela antiguidade nórdica. Os pintores representavam a deusa no seu carro puxado por gatos, os escultores modelavam-na com o colar ao pescoço, os compositores introduziram os deuses do Norte na ópera. Desse renascer romântico brotou a ideia moderna de Freia como bela guerreira do Norte. Muitas joias atuais apoiam-se precisamente nessa imagem pictórica do século XIX, e não nas linhas parcas dos textos medievais.

Os símbolos de Freia

O colar Brísingamen

O Brísingamen é o símbolo principal de Freia, um colar ou torque de ouro de beleza nunca vista. Segundo o mito, foi forjado por quatro anões ferreiros, e Freia desejou tanto a joia que pagou por ela com quatro noites, uma com cada artesão. Desde então o Brísingamen é sinal de beleza, desejo e poder do ouro, e ao mesmo tempo uma lembrança do preço que a paixão está disposta a pagar. O próprio nome significa aproximadamente «colar dos Brísingar», e ainda se discute quem eram esses Brísingar: se uma linhagem de anões, se uma alusão ao fogo e à chama da forja. Nas joias, a ideia do Brísingamen é levada pelos torques maciços, pelos colares de ouro e pelos pendentes-amuleto.

Os gatos e o carro

O carro de Freia era puxado por dois grandes gatos. Em diferentes versões chamam-lhes por vezes grandes felinos do bosque, por vezes linces, mas a tradição fixou precisamente os gatos. Isto torna Freia quase a única deusa da antiguidade cujo animal de tiro foi um gato, e não um cavalo, um leão ou uma ave. Os gatos ligam a deusa ao lar, à independência e a uma força suave mas indómita. Nas joias, um gato junto à simbologia nórdica lê-se precisamente como sinal de Freia, e não como um animal bonito. Os gatos aparecem muitas vezes na mitologia de diferentes povos, e a sua imagem egípcia é muito outra; sobre ela há um artigo sobre o gato e a deusa Bastet.

A plumagem de falcão

Freia tinha uma capa mágica de penas de falcão com a qual, ao vesti-la, se podia transformar em falcão e voar entre os mundos. A deusa emprestava essa plumagem a outros deuses, por exemplo a Loki, quando este precisava de chegar depressa à terra dos gigantes. A capa de falcão é símbolo de liberdade, de voo, de passagem entre os mundos e de vínculo com a feitiçaria seidr. Nas joias, uma pena ou uma figura de falcão junto a motivos nórdicos remete precisamente para essa capacidade da deusa de mudar de forma e cruzar as fronteiras dos mundos.

O javali Hildisvíni

Freia tinha um javali de combate chamado Hildisvíni, que significa «porco de batalha». Montada nele ia a deusa para o combate, tal como Frey no seu varrão de ouro. Segundo um dos relatos, Hildisvíni era na verdade o seu amante humano, que ela transformou em javali e levou consigo. O javali, para os povos do Norte, é sinal de fúria guerreira, fertilidade e proteção, e as cerdas de ouro dos varrões míticos simbolizavam os raios do sol e a colheita. Este atributo sublinha mais uma vez o lado guerreiro de Freia, pois a deusa do amor cavalga para a batalha às costas de uma besta de combate.

As lágrimas de ouro

Quando o marido de Freia, Ód, partia em longas viagens, a deusa chorava por ele, e as suas lágrimas transformavam-se em ouro, e ao caírem no mar tornavam-se âmbar. Esta imagem une o amor, a saudade e o metal precioso num só nó. As lágrimas de ouro explicam por que Freia era chamada deusa do ouro: a própria riqueza do Norte concebia-se como tristeza petrificada de uma mulher apaixonada. Nas joias, os pendentes de âmbar e as gotas de ouro remetem diretamente para este mito. Sobre a própria pedra há uma análise detalhada do âmbar nas joias.

O torque como sinal de estatuto

Fíbula germânica de arco em prata com lâmina de ouro e granadas, século V
A prata com aplique de ouro e granadas vermelhas lia-se como sinal de posição muito antes da época viking. Esses broches eram usados ao ombro pelas mulheres nobres das tribos germânicas. Fíbula de arco, trabalho germânico oriental, anos 400 a 450. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Bow Brooch, 400-450. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

O colar de Freia não é uma bugiganga qualquer, mas um torque, uma joia de pescoço que entre os povos do Norte significava riqueza e posição. Os torques maciços de ouro e prata eram usados pelos chefes e pela gente nobre, com eles se premiava a lealdade, depositavam-se em tesouros e ofereciam-se em sacrifício. Por isso o Brísingamen do mito é o sinal supremo de valor, digno de uma deusa, e não um adorno bonito. Quando hoje se escolhe um torque ao estilo de Freia, escolhe-se também esse sentido antigo: a joia como sinal de importância, e não apenas como adorno.

O olhar e a natureza do gato

O vínculo de Freia com os gatos vai além do simples tiro do carro. O gato é independente, sensual, indómito e ao mesmo tempo terno, e esses traços eram transferidos pelos povos do Norte para a própria deusa. Acredita-se que a boa dona de casa, que trata bem os gatos, agrada a Freia. Em algumas crenças locais deixava-se leite aos gatos junto à casa em honra da deusa, pedindo uma boa colheita. A natureza do gato acrescenta à figura de Freia calor e conforto doméstico, equilibrando os seus lados guerreiro e feiticeiro.

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O significado de Freia nas joias

Amor e atração

O sentido mais direto. Freia é a deusa nórdica do amor, da paixão e da atração entre as pessoas. Uma joia com a sua simbologia usa-se como sinal de amor, como talismã de atração e encanto. Ao contrário de um coração anónimo, a figura de Freia acrescenta profundidade: por trás há um mito sobre uma deusa que conhecia na própria pele o que é o desejo e que preço ele exige.

Beleza e ouro

Freia é soberana das joias e do ouro, aquela que pagou um colar com ela mesma. O seu símbolo é um reconhecimento do valor da beleza e das joias enquanto tais. Usar o sinal de Freia significa colocar a beleza muito alto, sem ter vergonha do amor pelas coisas belas. O tom dourado nestas joias não é casual: remete diretamente para a riqueza da deusa e para as suas lágrimas de ouro.

Força feminina

A leitura moderna de Freia é antes de mais força e independência femininas. A deusa escolhia ela mesma os seus amantes, regia ela mesma a feitiçaria, reclamava ela mesma os caídos e não se submetia aos deuses varões. Para muitas mulheres, Freia tornou-se símbolo de autonomia e de força interior, e não de uma feminilidade passiva. A sua joia lê-se como uma afirmação calada de força, e não apenas de ternura.

Guerra e morte

Em Freia não se pode esquecer o lado guerreiro. Reclamava metade dos caídos para a sua morada de Fólkvangr, ia para a batalha às costas de um javali, dominava a magia do destino. Por isso a sua simbologia carrega também o tema da coragem, da disposição para lutar, do respeito pelos caídos. Uma joia com Freia serve a quem vê em si ao mesmo tempo suavidade e firmeza, e a quem honra a memória dos que partiram.

Magia e intuição

Como soberana do seidr, Freia está ligada à feitiçaria, à vidência e à intuição. O seu símbolo usa-se como sinal de inclinação para o conhecimento oculto, para o trabalho com o destino, para o faro e o pressentimento. É o lado da deusa que a aparenta às völvas videntes e ao reverso escuro e misterioso do mundo nórdico. Para os amantes da magia do Norte, o sinal de Freia é uma marca de interesse pelo seidr e pela sabedoria feminina.

Fertilidade e abundância

A camada mais antiga de significados de Freia é a fertilidade, a colheita, a abundância e a continuidade da linhagem. Da linhagem dos vanir herdou o poder sobre a terra e os seus dons. Nas joias, esse estrato lê-se como um desejo de bem-estar, prosperidade, uma vida plena e fecunda. O significado histórico da deusa está mais próximo da ideia de abundância do que de um mero amor romântico, e convém lembrá-lo ao escolher o seu símbolo como amuleto. Para os lavradores do Norte um bom ano significava a sobrevivência, e por isso a deusa da fertilidade estava no centro mesmo das suas preocupações, e o seu sinal não era um adorno para exibir, mas um pedido de vida e de sustento. Esse sentido antigo faz com que ainda hoje o símbolo de Freia resulte apropriado como desejo de plenitude e prosperidade para um ente querido.

Freia e Frigg: não confundir

Duas deusas que muitas vezes se misturam

Freia é confundida constantemente com Frigg, a esposa de Odin e deusa principal dos asir. A semelhança não é casual: ambos os nomes remontam a uma mesma raiz com o sentido de «amar», ambas se ligam ao amor, ao casamento e aos assuntos femininos. Alguns estudiosos chegam a pensar que outrora foi uma só deusa que se dividiu em duas. Mas nos textos que nos chegaram são duas figuras distintas com papéis distintos, e misturá-las é um erro.

Em que se distinguem

Frigg é a deusa do casamento, da maternidade e do lar, esposa fiel de Odin, guardiã da família e vidente que conhece os destinos mas cala sobre eles. Freia, pelo contrário, é a deusa da paixão, do ouro, da guerra e da feitiçaria, livre e independente, que escolhe ela mesma os seus amantes. Frigg é a imagem da matrona casada; Freia, a imagem de uma força sensual e livre. Nas joias, o sinal de Freia fala de paixão e autonomia, e a figura de Frigg, que aparece com menos frequência, de família e fidelidade.

Como não errar na escolha

Se te é próximo o tema do amor como paixão, ouro, força feminina e magia, a tua deusa é Freia, e os seus atributos são o colar, os gatos, o falcão. Se te é mais próximo o tema da família, da maternidade, do lar e da fidelidade, trata-se antes de Frigg com a sua roca e o seu molho de chaves de senhora da casa. Compreender essa diferença ajuda a não transformar um amuleto com sentido num conjunto aleatório de sinais «nórdicos».

Materiais para joias com Freia

O âmbar como lágrimas de Freia

A pedra mais «de Freia» de todas. Segundo o mito, as lágrimas da deusa, ao caírem no mar, tornavam-se âmbar, portanto o vínculo é direto e antigo. O âmbar é resina petrificada de pinheiros antigos, quente, de tom mel, dourado, e os povos do Norte apreciavam-no de forma especial, já que o Báltico era a principal fonte desta pedra na Europa. Um pendente de âmbar junto a motivos nórdicos é a forma mais exata de levar a simbologia de Freia sem uma única inscrição. Sobre variedades, escolha e cuidados há um guia do âmbar à parte.

Ouro

Pendente peitoral de ouro com granadas e vidro verde, finais do século V e início do VI
Fina lâmina de ouro, alvéolos com granadas e vidro verde, fio trançado. Um trabalho assim explica por que na tradição nórdica o ouro se associava à luz e à riqueza que Freia regia. Pendente peitoral, trabalho ostrogodo, finais do século V e início do VI. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Collar Pendant, late 5th-early 6th century. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

Freia é deusa do ouro, e este metal leva a sua figura da forma mais direta. Lágrimas de ouro, colar de ouro Brísingamen, cerdas de ouro dos varrões míticos: toda a riqueza do Norte no mito se liga à deusa. O ouro amarelo é quente e solene, sublinha a ideia de joia preciosa e de paixão. Se se quiser usar a simbologia de Freia numa ocasião séria, o ouro é a escolha lógica. Sobre os diferentes tons do metal há um guia completo do ouro branco e amarelo.

Prata

Fíbula de caixa redonda da época viking com lâmina de prata, século XI
As fíbulas de caixa redonda eram usadas pelas mulheres da ilha de Gotland. A peça fundida revestia-se com uma fina lâmina de prata para que a joia brincasse com a luz como se fosse prata maciça. Fíbula de caixa, viking, anos 1000 a 1100. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0).Round Box Brooch, 1000-1100. The Metropolitan Museum of Art, Open Access (CC0 1.0)

A prata foi o metal principal da época viking, medida de riqueza e material da maioria das joias encontradas do Norte. É mais fria do que o ouro, mais calada, mais próxima da lua e do uso diário. Para as joias com Freia a prata é apropriada historicamente: era precisamente dela que os povos do Norte faziam os seus torques, fíbulas e pendentes. Se se quiser usar o símbolo no dia a dia, a prata é mais prática e mais fiel ao espírito da época. Sobre como distinguir a autêntica há um artigo sobre o que significa a prata 925.

Bronze e latão

Nem todo o habitante do Norte podia dar-se ao luxo da prata, e muitos amuletos eram fundidos em bronze. O brilho quente e dourado do bronze e do latão dialoga com o ouro de Freia, mas custa muito menos, portanto essas ligas ficam bem para réplicas de joias históricas e para quem quer um ar «nórdico» sem preço premium. O bronze, com o tempo, cobre-se de uma pátina nobre, o que dá à peça um aspeto de antiguidade real, saída da terra.

Granada e pedras vermelhas

Os artesãos do Norte gostavam de engastar no ouro e na prata granadas vermelhas, e os arqueólogos encontram numerosas joias assim da época das migrações e dos viking. O vermelho profundo dialoga com o tema da paixão e do sangue, com o lado guerreiro de Freia. A granada em engaste nórdico é uma escolha historicamente fiel e ao mesmo tempo expressiva para uma joia com a deusa do amor e da guerra.

Cristal de rocha e pedra da lua

O cristal de rocha transparente os povos do Norte engastavam-no em prata e traziam-no como amuleto, por vezes em forma de pendentes esféricos. O brilho frio do cristal e o resplendor tornassolado da pedra da lua transmitem bem o lado mágico e feiticeiro de Freia e o seu vínculo com o seidr e a vidência. Estas pedras afastam a figura da deusa do ouro quente para uma paleta prateada, lunar e misteriosa, o que serve a quem sente em Freia mais próxima a magia do que a paixão.

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A quem fica bem uma joia com Freia

A quem valoriza a força e a ternura ao mesmo tempo

Freia é uma figura pouco comum em que a suavidade e a força não competem, mas se complementam. O seu símbolo assenta bem numa pessoa que não quer escolher entre a ternura e o carácter, a quem é próxima a ideia de que se pode amar e ser forte ao mesmo tempo. Não é uma contradição, mas plenitude, e a deusa do Norte exprime-a melhor do que muitas outras figuras mitológicas.

Aos amantes da cultura escandinava

A quem é próximo o mundo das sagas, das runas e dos mitos do Norte, o sinal de Freia fala-lhe na sua língua materna. É uma marca dos seus para os amantes das Eddas islandesas, do artesanato da época viking, da estética nórdica em geral. Aqui funcionam bem os materiais historicamente fiéis: prata, bronze, âmbar, e as formas contidas de torques e fíbulas que remetem para achados reais.

Para oferecer a uma mulher com carácter

Uma joia com Freia é um presente apropriado para uma mulher autónoma, que toma ela mesma as suas decisões e não precisa de tutela. Ao contrário de um presente com simbologia passiva e terna, a deusa do Norte reconhece a quem o recebe força e vontade. Esse gesto lê-se como respeito, e não apenas como um elogio à aparência, e por isso é mais valorizado do que um coração de conveniência.

Para nascimentos e passagens importantes

A camada mais antiga de Freia é a fertilidade, o parto e a continuidade da linhagem, por isso o seu símbolo é historicamente apropriado como presente pelo nascimento de um filho ou por uma passagem de vida importante. O âmbar, que os povos do Norte davam às crianças como amuleto, encaixa especialmente bem neste papel: quente, leve, ligado às lágrimas e ao cuidado da deusa.

Psicologia de escolher a deusa do Norte

Por que atrai uma figura complexa

Os símbolos simples do amor leem-se num instante, mas também se esquecem com facilidade. Freia atrai precisamente pela sua complexidade: não cabe num só papel, e quem a escolhe muitas vezes sente-se também ele multifacetado. Psicologicamente, essa escolha é um modo de declarar a própria profundidade interior sem palavras, através de uma peça que cala mas sugere muito.

Força sem agressividade

Na figura de Freia, a força não significa dureza para a galeria. Rege a magia, o ouro e os caídos, mas continua a ser deusa do amor e da beleza. Para muitos é um modelo atraente: ser forte sem perder a feminilidade, influir no mundo com suavidade mas com segurança. Uma joia com a sua simbologia funciona como uma lembrança calada desse equilíbrio, sobretudo nos dias em que falta segurança.

Vínculo com as raízes e a história

Escolher a deusa do Norte é muitas vezes também uma atração pelas raízes, pela cultura antiga, por algo mais velho e autêntico do que a moda do dia de hoje. Usar Freia significa entrar numa longa fila de pessoas que há mil anos acreditaram nessa força. Esse vínculo com o tempo dá à peça um peso que um adorno anónimo não tem, e por isso essa escolha se sente com sentido e não aleatória.

Símbolos de Freia comparados
SímboloSignificadoMelhor materialMelhor paraUso diário
BrisingamenBeleza, desejo, poder do ouroTorque de ouro, prataOcasiões especiais
Gatos e carroLar, calor, graça independentePrata, bronzePresente, dia a dia
Capa de falcãoLiberdade, magia, cruzar mundosPena de prata, ouroPara si próprio
Javali HildisviniFúria de batalha, fertilidade, proteçãoBronze, prataAmuleto, coragem
Lágrimas de ouro, âmbarAmor, saudade, o ouro do NorteÂmbar, ouroDia a dia, presente

Freia na arte

Escultura e pintura do século XIX

A figura de Freia tal como a imaginamos formou-se sobretudo no século XIX. Os pintores escandinavos e alemães da onda romântica representavam a deusa de pé no seu carro, puxado por dois grandes gatos, com o colar Brísingamen ao pescoço e muitas vezes com a capa de falcão. Os escultores modelavam-na forte e bela, com os atributos do amor e da guerra ao mesmo tempo. Dessas obras passou para a consciência coletiva o aspeto atual da deusa, e com ele os motivos para as joias.

Freia na poesia dos escaldos

Na poesia escandinava medieval, o ouro era muitas vezes chamado «lágrimas de Freia» ou «pranto de Freia». É o chamado kenning, um rodeio poético em que, em vez da palavra direta, se usa uma imagem bela. Os escaldos, poetas de corte, podiam chamar ao ouro «lágrimas da deusa», e os ouvintes percebiam do que se tratava. Esse recurso poético mostra até que ponto a deusa ficou soldada, na cultura do Norte, ao ouro e às joias.

Comparação com Afrodite

Freia é muitas vezes chamada «a Afrodite escandinava», e a semelhança existe: ambas são deusas do amor, da beleza e da atração, ambas se ligam ao ouro e às joias. Mas são figuras distintas de culturas distintas. Afrodite, entre os gregos, é antes de mais beleza e paixão, terna e sensual. Freia, entre os povos do Norte, é muito mais complexa: é além disso guerreira, que reclama os caídos, e feiticeira, que domina o seidr. A deusa grega é mais suave, a do Norte mais dura e contraditória. Se te é mais próxima a imagem mediterrânica do amor, repara na análise sobre Afrodite e Vénus, e Freia é a sua parente do Norte pelo tema, mais severa, mas não a sua sósia.

Por que a figura não envelhece

Freia mantém-se na arte e nas joias porque reúne em si vários princípios ao mesmo tempo: amor e guerra, ouro e magia, ternura e força. Uma mesma figura fala de paixão, de autonomia e de vínculo com o conhecimento secreto. Cada época tomou dela o que lhe convinha, sem anular o anterior. Por isso uma joia com a deusa do Norte não está presa à moda de uma década: apoia-se num sentido acumulado ao longo de séculos, e por isso não envelhece.

Freia: mitos e verdade
Freia e Frigg são a mesma deusa
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Freia é apenas a Afrodite nórdica
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Todos os caídos vão para Odin
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Freia conduzia um carro puxado por gatos
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Freia é apenas deusa do amor terno
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Os nórdicos ligavam o âmbar a Freia
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Freia frente a outras figuras do Norte

Freia e Frigg

Disto já se falou em pormenor acima, mas em resumo: Freia é paixão, ouro, guerra e magia, a deusa livre dos vanir. Frigg é família, maternidade, fidelidade e lar, a deusa casada dos asir. Ambas as figuras tratam da mulher, mas uma da força sensual e livre, a outra da guardiã do lar. Se se quer um sinal de amor como paixão e independência, escolhe-se Freia.

Freia e as valquírias

As valquírias são donzelas guerreiras que, por vontade de Odin, escolhem os caídos no campo de batalha e os levam ao Valhalla. Freia está acima delas: reclama ela mesma metade dos caídos para a sua morada de Fólkvangr, e nalguns textos as valquírias são tidas por suas acompanhantes. A valquíria é sinal de valor guerreiro e de escolha do destino no combate; Freia é mais ampla, é amor, guerra e magia ao mesmo tempo. O tema da escolha dos caídos aparenta as figuras, mas a deusa abarca muito mais do que as suas donzelas aladas.

Freia e o corvo de Odin

O corvo é a ave de Odin, os seus olhos e ouvidos no mundo, sinal de sabedoria, memória e vínculo com a morte. O falcão é a ave de Freia, sinal de voo, liberdade e passagem entre os mundos. Ambas as aves são nórdicas e ambas se ligam a outros mundos, mas o corvo tende para a sabedoria e o destino, e o falcão para a liberdade e a feitiçaria. Sobre a ave de Odin há uma análise à parte do corvo nas joias.

Freia e as runas do Norte

As runas são a antiga escrita e o sistema mágico do Norte; cada sinal levava o seu próprio significado. Freia, como soberana do seidr, está ligada à magia do destino, e as runas convivem de modo natural com a sua figura nas joias. Mas a runa é um sinal-letra abstrato, e Freia é uma deusa concreta com a sua própria história. Boa dupla para um amuleto: a runa dá o sentido, a figura da deusa dá o carácter. Sobre um desses sinais há um artigo sobre a runa Odal.

Dados que surpreendem

O nome de Freia significa literalmente «senhora», e dele deriva a palavra alemã Frau, ou seja «mulher» e «senhora». O tratamento cortês a uma mulher, em muitas línguas, remonta à deusa do Norte.

A sexta-feira nas línguas escandinavas e germânicas, por exemplo o inglês Friday e o alemão Freitag, segundo uma versão recebe o seu nome de Freia ou da próxima Frigg. O dia do amor e da beleza da semana leva o nome de uma deusa.

Freia reclamava metade dos guerreiros caídos para a sua morada de Fólkvangr, e a primeira escolha era feita por ela, não por Odin. A deusa do amor acaba por ser a mais antiga a repartir os heróis.

O carro de Freia era puxado por dois gatos, o que a torna quase a única deusa da antiguidade com um tiro de gatos em vez de cavalos ou leões.

Segundo o mito, foi Freia quem ensinou a feitiçaria seidr ao próprio Odin, o deus supremo. A magia era dominada por uma deusa dos vanir, não pelo chefe dos asir.

As lágrimas de Freia pelo seu marido errante transformavam-se em ouro, e ao caírem no mar tornavam-se âmbar. Por isso na poesia dos escaldos o ouro era chamado «lágrimas de Freia».

Pelo colar Brísingamen a deusa pagou com quatro noites com os anões ferreiros, uma com cada artesão. O preço da beleza, neste mito, acaba por ser muito pessoal.

O javali de combate de Freia, Hildisvíni, segundo um dos relatos era na verdade o seu amante humano, que ela transformou em besta para o levar consigo.

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Perguntas frequentes

Quem é Freia na mitologia nórdica?

Freia é a deusa do amor, da beleza, da fertilidade, do ouro, da guerra e da feitiçaria entre os povos do Norte. É da linhagem dos vanir, os deuses da fertilidade, e depois da guerra entre asir e vanir mudou-se para Asgard com os asir. Freia dominava a magia seidr, viajava num carro puxado por gatos e reclamava metade dos guerreiros caídos para a sua morada de Fólkvangr.

O que é o colar Brísingamen?

O Brísingamen é um colar ou torque de ouro, o símbolo principal de Freia. Segundo o mito, foi forjado por quatro anões ferreiros, e Freia pagou por ele com quatro noites, uma com cada artesão. O colar tornou-se sinal de beleza, desejo e poder do ouro, e nas joias a sua ideia é levada pelos torques maciços e pelos colares de ouro.

Freia é a Afrodite escandinava?

Não de todo. Ambas as deusas regem o amor e a beleza e se ligam ao ouro, mas são figuras distintas de culturas distintas. Afrodite, entre os gregos, é mais suave e sensual, ao passo que Freia, entre os povos do Norte, é além disso guerreira, que reclama os caídos, e feiticeira. A deusa grega analisamo-la num artigo à parte sobre Afrodite e Vénus; Freia é a sua parente do Norte pelo tema, mais severa.

Em que se distingue Freia de Frigg?

Frigg é a esposa de Odin, deusa do casamento, da maternidade e do lar. Freia é a deusa da paixão, do ouro, da guerra e da feitiçaria, livre e independente. Ambos os nomes remontam a uma raiz com o sentido de «amar», e as deusas são muitas vezes confundidas, mas são figuras distintas: Frigg trata da família e da fidelidade, Freia da paixão e da autonomia.

Por que se associa o âmbar a Freia?

Segundo o mito, as lágrimas de Freia pelo seu marido errante caíam no mar e tornavam-se âmbar. Por isso o âmbar é considerado a pedra da deusa, quente, dourado, nórdico. Um pendente de âmbar junto a motivos nórdicos é a forma mais direta de levar a simbologia de Freia. Mais sobre a pedra há no guia do âmbar.

Pode um homem usar a simbologia de Freia?

Sim. Embora Freia seja uma deusa e a sua figura seja feminina, o próprio tema do ouro, da guerra, da honra aos caídos e da magia do Norte não tem uma amarração rígida ao género. A um homem vão bem as variantes sóbrias: um torque de prata, âmbar em engaste austero, um padrão nórdico sem pormenores marcadamente femininos. Muitos amuletos nórdicos foram usados historicamente também por homens; sobre isso há um guia das joias viking.

Que metal combina melhor com o tema de Freia?

O ouro é o mais próximo pelo mito, já que Freia é deusa do ouro e das lágrimas de ouro. Mas a prata é mais fiel ao espírito da época viking, quando era o metal principal do Norte. O bronze e o latão dão um ar quente e dourado a um preço acessível. A escolha depende do que mais te importa: o mito do ouro ou a verdade histórica do Norte de prata.

Freia é amuleto para quê?

Historicamente recorria-se a Freia por amor, partos felizes, fertilidade e prosperidade, e antes da batalha por coragem. Hoje o seu símbolo usa-se como sinal de amor e atração, de força e independência femininas, e para os amantes da magia do Norte como marca de interesse pelo seidr e pela intuição. É um amuleto de várias camadas, e cada um tira dele o sentido que lhe é próximo.

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Conclusão

Freia é a figura do amor mais complexa e forte que o Norte deu. Por trás do colar Brísingamen está o mito sobre o preço da beleza, por trás das lágrimas de ouro a saudade do marido errante, por trás do carro de gatos e da capa de falcão uma liberdade indómita, e por trás da morada de Fólkvangr a memória dos caídos. É uma deusa que uniu o amor e a guerra, o ouro e a magia, a ternura e a força numa só figura. Usar o seu símbolo significa escolher um sentido com história em vez de um sinal anónimo, reconhecer o valor da beleza e afirmar a própria autonomia. Âmbar ou ouro, torque ou pendente, presente ou compra para si mesma, o resultado é o mesmo: é uma joia sobre o amor que não tem medo de ser forte.

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Sobre a Zevira

A Zevira são joias com sentido. Reunimos símbolos que têm uma história: amuletos, sinais de amor, figuras mitológicas. Cada peça vem acompanhada de um relato claro sobre o que significa e de onde vem, para que uses uma peça com carácter e não um metal impessoal com uma pedra. A nossa herança liga-nos a Albacete, terra de longa tradição no trabalho do aço e do metal. Âmbar, prata, engastes dourados, pedras naturais, tudo escolhido para que a joia dure muito e alegre cada dia.

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